Lemuel Gulliver é só mais um nerd fracassado, que trabalha na distribuição de correspondências na redação de um jornal e é apaixonado por uma das editoras, Darcy Silverman. Para não deixar transparecer seu lado fracassado, Gulliver acaba dizendo à ela que adora viajar e escrever matérias sobre as viagens e Darcy dá a ele uma matéria para fazer no folclórico Triângulo das Bermudas. Para manter a faceta, Gulliver aceita. Mas misteriosos problemas acontecem durante a viagem e ele vai parar no reino de Lilliput, onde as pessoas são minúsculas e ele, gigante. Sentindo-se grande pela primeira vez na vida, Gulliver inventa várias histórias para conquistar a admiração dos moradores do pequeno reino, o que não conseguiria back in home. Mas aprenderá que a mentira tem perna curta e nunca é o melhor caminho.
Eu poderia dizer que “para as crianças, é uma história de aventuras, cheia de criaturas fantásticas e de humor escatológico e, para os adultos, é o olhar implacável sobre o homem, suas instituições e seu apego irracional ao poder e ao ouro”, mas aí eu estaria copiando a contra-capa do livro que inspirou o filme e mentindo sobre o longa em si, que é uma bobagem sem tamanho. E já passou do tempo em que seria coerente dizer que Jack Black poderia salvar um filme sozinho. continue lendo »
Numa bela manhã, um ferroviário gordinho (Ethan Suplee, o gordão do espetacular A Outra História Americana) está manobrando um extenso trem de carga e pula da cabine para ajeitar os trilhos, mas esquece de travar a alavanca de segurança e o trem começa a acelerar, trilho abaixo, desgovernado, em direção a uma populosa cidade, mas o maior perigo do trem é sua carga: altamente tóxica, que, caso exploda na cidade, causará uma tragédia sem igual. O monstro desgovernado atravessa o caminho de Will Colson (Chris Pine) e Frank Barnes (Denzel Washington), um jovem condutor e um experiente engenheiro, respectivamente, que não se dão muito bem, pela diferença de idade, mas terão que superar essas dificuldades para tentar parar o trem assassino, antes que seja tarde demais.
Incontrolável é a 38ª 5ª parceria do diretor Tony Scott e do ator Denzel Washington (Maré Vermelha, Chamas da Vingança, Déjà Vu e O Sequestro do Metrô 123) e me surpreendi ao constatar, logo que o longa terminou, que esse era o melhor filme da dupla. Eu esperava um filme exatamente como os outros: Previsível (Déjà Vu) ou, até certo ponto, preconceituoso (Chamas da Vingança). Mas não, temos aqui um grande filme de pura ação, como deve ser: Veloz, barulhento, agitado e sem parar. continue lendo »
Era uma vez uma flor dourada, com poderes milagrosos e que apenas a malvada Gothel sabia onde estava e a usava para permanecer sempre jovem, até que a Rainha ficou muito doente quando estava grávida e apenas a flor milagrosa poderia curá-la e salvar a criança, o reino todo foi atrás da única flor que existia e conseguiram salvar a Rainha e a recém-nascida Princesa. Gothel, então, parte para sequestrar a jovem Princesa, já que os poderes da flor dourada agora repousam sobre os cabelos loiros da bebê. A malvada Gothel consegue sequestrar a menina e a cria como se fosse uma filha, nunca cortando o cabelo de Rapunzel e nunca deixando-a sair da torre, escondida nas entranhas da floresta, para que seja a única detentora dos poderes que o cabelo possui. Passados 18 anos, eis que surge na torre um jovem ladrão, Flynn Ryder, e faz um acordo com Rapunzel: ele a leva para o reino, para ver os balões soltos anualmente e ela lhe devolve a tiara, que ele havia roubado e perdido ao chegar na torre.
Essa é a premissa (E o início, mas não caracteriza-se spoiler, por favor, né?) do filme Enrolados, nova animação da Disney, uma releitura do clássico conto de fadas dos Irmãos Grimm, Rapunzel. Releitura moderna, mas que não deve muito aos grandes clássicos da casa, como Branca de Neve ou A Bela e a Fera. continue lendo »
O filme conta três histórias: George, que vive em São Francisco, nos EUA, e é um ex-médium, tem o poder de se comunicar com o mundo dos mortos, mas considera tal habilidade uma maldição, por isso largou o negócio e agora vive uma vida monótona: Trabalha em uma fábrica, não tem amigos e mora sozinho; Marie é uma jornalista francesa, que estava na Tailândia na época do tsunami e passou por uma experiência de quase morte, o que a fez conseguir ver o mundo dos mortos e, ao voltar para a França, decide investigar mais essa experiência; e na Inglaterra, onde vivem os gêmeos Marcus e Jason, que têm uma mãe viciada, mas fazem de tudo para ajudá-la, até o dia em que Jason morre atropelado e Marcus vai atrás de alguém que possa fazê-lo entrar em contato com o irmão morto.
Apesar de parecer filme baseado em alguma ideia do Chico Xavier, é do Clint Eastwood. Sim, é dele mesmo. E o roteiro é do Peter Morgan, que escreveu Frost/Nixon e A Rainha. Mas aqui os dois se perdem. E se perdem feio. Eu poderia dizer que o ruim do filme é a ideia de ter vida pós-morte, mas não é isso, pois o único tipo de filme que tem compromisso com a verdade são os documentários. O pior do filme é abusar de fórmulas batidas, de diálogos bregas e pouco inspirados, de situações absurdas e das relações interpersonagens completamente artificiais. E a convergência das três histórias ainda é a cereja do bolo de erros do filme. continue lendo »
Rose foi sucesso quando jovem: Era líder de torcida e namorava o quarterback do time de futebol americano da escola. Mas os anos passaram, e ela agora tem um filho, Oscar, pra sustentar. E as coisas não saíram muito bem como esperado; com a auto-estima lá embaixo, ela virou diarista e amante do, agora casado, quarterback dos tempos de escola. Ela tenta sair dessa situação abrindo uma empresa para limpar cenas de crime, a Sunshine Cleaning, junto com sua irmã, Norah, uma jovem rebelde que ainda mora com o pai, Joe.
O filme é dos mesmos produtores de Pequena Miss Sunshine e usa a mesma base: Os problemas familiares. Enquanto o filme de 2004 usou a viagem como tarefa pra reaproximar e reunificar a família, Trabalho Sujo não sai da cidade de Albuquerque e se concentra mais na relações familiares e nos traumas e fantasmas do passado, sendo menos bonitinho e mais sombrio que o filme da Miss Sunshine. E é quase tão bem sucedido quanto. continue lendo »
É… eu andei meio sumido. Vocês sabem como é fim de período, provas, trabalhos, seminários e etc. E ainda por cima eu ainda peguei um segundo semestre tumultuadíssimo no trabalho. Mas eu não ia deixar uma data tão especial como o natal passar em branco aqui no Bacon, então preparei o texto mais importante que eu já escrevi aqui, para comemorar essa data. Alguém tem alguma ideia do filme que será abordado? [Nota da editora: Posso tentar? Será esse aí que você mencionou no título. Será? Será? O que eu ganho?]
O professor universitário John Brennan (Russell Crowe) levava uma vida perfeita até sua esposa, Lara (Elizabeth Banks), ser presa acusada de um crime brutal, que ela alega não ter cometido. Após três anos de vários recursos negados pela justiça, John percebe que só há uma saída: elaborar um plano de fuga preciso para tirá-la da prisão. Agora, ele e Lara terão apenas 72 horas para fugir. Em uma corrida contra o tempo, John irá provar que não há nada mais perigoso do que um homem com tudo a perder.
Cê pretende tirar alguém da cadeia num futuro próximo? Tem planos de colaborar com o PCC, o Comando Vermelho ou coisa que o valha? Então esse é o filme pra você! continue lendo »
Continuação do filme de 1982. Agora aos 27 anos de idade, Sam Flynn entra no mundo virtual, que seu pai (Kevin Flynn) criou, e está preso há 21 anos, para tentar resgatá-lo. Lá, participará das mesmas lutas e jogos que o pai participou quando entrou no mundo pela primeira vez (No primeiro filme) e enfrentará o vilão Clu, que agora comanda o mundo virtual e deseja invadir o nosso mundo.
Esse filme vinha sendo comparado à Avatar, por algumas razões: Época de lançamento, uso do 3D, visual completamente diferente, custo (Diz-se que o custo desse filme ultrapassou os 200 milhões de dólares), hype, nerds e o próprio Avatar, né? Com o sucesso que fez, todo ano as pessoas procurarão um substituto, um novo Avatar. E conseguiram, Tron: O Legado é o Avatar de 2010. Igual: Enche os olhos, mas, como filme, não é lá grandes coisas. Decepção? Não, eu já esperava por isso (O mesmo com Avatar, ano passado). continue lendo »
Em uma noite de outono em 2003, Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), analista de sistemas graduado em Harvard, se senta em seu computador e começa a trabalhar em uma nova ideia. Apenas seis anos e 500 milhões de amigos mais tarde, Zuckerberg se torna o mais jovem bilionário da história com o sucesso da rede social Facebook. O sucesso, no entanto, o leva a complicações em sua vida social e profissional.
Em questões de hype, pode se dizer que A Rede Social se trata do Avatar deste ano. Mas é este o resultado nas telas? continue lendo »
Existem filmes cuja sinopse te dá muitas esperanças de que seja O FILME e no final acabam por te decepcionar, sendo mais um filminho. Porém, existem aqueles pelo qual não se dá nada, mas no decorrer de minutos de tela colorida, boas atuações e uma história, você se depara com uma pergunta: Porque eu não assisti a este filme antes? Foi essa pergunta que me surgiu após apreciar A Dança das Paixões.