Como eu sou muito truezão, mêo, eu tou aqui colocando Deviloof no clipe da semana. Mas esse nome não é do capeta, ou pelo menos não diretamente: Ele advem de devil’s proof, ou prova demoníaca, um conceito jurídico que significa uma prova negativa, algo difícil de ser executado na prática. Por exemplo, a banda escolheu o nome por remeter ao pensamento de que não há prova de que o capeta apareceu pra Jesus Cristo. Ou seja, no fim é coisa do capeta. E, se você parar pra pensar bem, depois de assistir o clipe de Inshu, isso estava claro desde o começo. continue lendo »
Você já imaginou se Brutus fosse uma mulher? Provavelmente não, é de se esperar que a maioria das pessoas não fique pensando em um imperador romano assassinado pelo seu provável filho, mas como podemos perceber, Buttress não está nessa maioria. Aqui temos não só uma música que fala sobre como um dos traidores mais conhecidos do mundo estaria dividido entre sentimentos ambivalentes de amor e ódio ao seu possível pai, mas também um clipe que simula [Mais ou menos] uma peça de teatro clássico grego, também conhecida como uma tragédia. É muito coisa de nerd, eu sei. continue lendo »
Se você assiste anime, grandes chances de que você já ouviu On the Way, ou no original Kakumei Dochu. Ou não, já que é a música de abertura da segunda temporada de Dandadan, que é bem recente, e tem muito otaku que é velho e não assiste coisa nova. A moça que está cantando no clipe, enquanto faz cosplay de yokai [O que a galera do ocidente chama de “demônio” ou “entidade sobrenatural”] tem o nome artístico de Aina the End, e é conhecida por algumas outras músicas de abertura ou encerramento. Quais? Sei lá, se vira. continue lendo »
De vez em quando eu me dou conta de algum clásico nunca apareceu num Clipe da Semana. Um desses casos é Stayin’ Alive, que é basicamente os caras do Bee Gees andando numa cidade destruída. O que não tem nada a ver com o filme do qual faz parte da trilha sonora, Saturday Night Fever, que no Brasil é conhecido como Os Embalos de Sábado à Noite e é basicamente propaganda de discoteca. Mas a música vale a pena, mesmo fora de contexto, falando sobre como todo mundo tá lutando pra viver, e que se faz necessário a união em comunidades. Ou não, talvez eu esteja lendo mais do que deveria na letra. Se você tem uma interpretação diferente, faça aí na sua casa, bem quietinho. continue lendo »
8 de março, dia da mulher. Você, mulher, já deve ter recebido várias “homenagens” medonhas no dia de hoje, então eu não vou fazer gracinhas. Vou só jogar It’s Not All About You, que tem um clipe que aparentemente toda mulher [E alguns homens] já deve ter vivido de verdade. Afinal, o que não falta é narcisista, o grupo Lawrence [Eu inicialmente pensei que era o nome da moça] só colocou em música [E vídeo]. continue lendo »
A dupla sueca Vigiland não é famosa, mas deveria ser. Afinal, Pong Dance é uma obra prima. Menos pela música e mais pelo clipe, mas afinal, pegar beer pong, uma “tradição” que só existe nos Estados Unidos e botar como se fosse uma arte marcial não é pra qualquer um. Sem contar a quebra de ritmo com a entrada de uma dancinha tosca. Material de primeira pra qualquer programa de análise de videclipes [Referência de velho]. continue lendo »
Hanabie. é uma banda formada por jovens japonesas que começou como cover no equivalente ao ensino médio no Japão. Osaki Ni Shitsurei Shimasu, que significa Pardon Me, I Have to Go Now, que foi feita tomando como base uma frase usada pra lidar com colegas de trabalho agressivos, mesmo que nenhuma das moças tenha experiência em trabalhar em escritório. Resumindo, é complicado ter acesso à informações sobre uma banda que tem como base uma língua a qual eu não tenho muito acesso. continue lendo »
Em pleno domingo de Carnaval, é sempre bom lembrar de Elza Soares e sua voz rasgada, que nos deixou em 2022, mas gravou mais de trinta álbuns na carreira de mais de 70 anos. E uma de suas músicas mais marcantes, A Carne, é do grupo Farofa Carioca, mas Elza pediu permissão pra regravar no seu próprio estilo, por acreditar que mais gente tinha de ouvir aquele recado, e o resultado a gente consegue ouvir no clipe. Que não é lá essas coisas, visualmente falando, mas caralho, é uma senhora de 70 anos que ainda tinha que lutar contra o racismo. continue lendo »
End It é uma banda tão desconhecida que é até difícil achar informações sobre, mas aqui a gente tem capacidade cognitiva pra isso. E a despeito do que o clipe [Ou pelo menos o começo] e a letra de Could You Love Me? poderia indicar, não é uma banda de pop, mas sim de hardcore. Sabe como é, aquela história clássica da banda fazer música boa que não é o que a galera costuma fazer. Além de ser uma zoeira com aqueles programas musicais do século passado onde a galera ia se promover, e também com as bandas que faziam isso. Toque de classe. continue lendo »
É doideira como essas paradas de arte acontecem: O clipe de Breakfast já tava filmado, com um conceito diferente. Mas quando a Suprema Corte dos gringos decidiu derrubar a decisão que protegia o direito ao aborto da mulherada, a Dove Cameron resolveu fazer outro clipe, invertendo os clichês de gênero que a sociedade considera estabelecidos [Apesar do visual de época]. Não sei se é relevante, mas ganhou o prêmio do MTV Video Music Award de Video for Good, ou na tradução, Melhor Vídeo com uma Mensagem Social. Alguma coisa deve ter se perdido na tradução. continue lendo »