Antes de A Chegada e Interestelar pensarem em existir, Contato estreou em 1997 atualizando o sci-fi filosófico/epistemológico e propondo uma nova maneira de contar uma história sobre vida extraterrestre. Eu gosto demais dos três filmes citados e, cada um à sua maneira, possui excelentes reflexões e competências técnicas. Hoje eu venho te converter te mostrar todas as razões que transformaram esse filme de Robert Zemeckis em obra básica da ficção científica moderna e fonte de inspiração de tudo que veio depois, inclusive o mais novo Devoradores de Estrelas (que de forma inacreditável não possui resenha aqui no Bacon e, sim, vai sobrar pra mim). continue lendo »
Num domingo frio e chuvoso eu fiz o que um cinéfilo que se preze deveria fazer: busquei um filme de suspense que eu ainda não tinha assistido (muito embora eu tenha um fetiche quase inexplicável por reassistir filmes antigos). Acabei caindo em Revelação, do diretor Robert Zemeckis, o que por si só deveria ser o suficiente para me convencer. Zemeckis dirigiu obras como De Volta para O Futuro, Náufrago, Forrest Gump, A Morte Lhe Cai Bem e Contato. Só a nata mesmo. Resultado? Altas expectativas. E como a gente já sabe, a expectativa é essa grandessíssima filha da puta que adora colocar água no seu chopp. continue lendo »
Oi, tangas! Quer dizer, ainda posso chamar vocês de tangas ou já tô cringe demais? Bom, I don’t care (I’m 90’s, bitch!). E, olha só, eu já tive um reinado nessa bodega, acredite você ou não. Se clicar ali em cima no meu nome você vai descobrir um tesouro dezenas de textos que eu já produzi para esse site através de trabalho escravo em épocas longínquas. Voltei porque cinema é algo que eu ainda amo e, talvez, eu goste de sofrer.
E eu volto já com o pé na porta com um filme daqueles que valem seus 104 minutos. A princípio, você pode achar o ritmo lento – e eu vou culpar completamente a geração dopamina barata na qual estamos inseridos e com o cérebro carcomido por reels e TikTok –, mas a beleza dele vem justamente de suas pausas. São os silêncios e espaços onde você escuta as engrenagens trabalhando e conjecturando possibilidades que elevam o longa à sua potência máxima… até chegar ao poderoso final. continue lendo »
Kátia Klein é uma autora bem-sucedida de best-sellers infanto-juvenis autobiográficos que enfrenta uma crise criativa às vésperas da entrega do seu novo livro, ao mesmo tempo em que vive a descoberta da falência do seu casamento e administra o acúmulo das demandas dos filhos e dos pais. Sobrecarregada e em busca de alívio, ela mergulha em uma liberdade tardia, passando de uma simples taça de vinho ao total descontrole. Mesmo sabendo de seu histórico com alcoolismo, depois de 15 anos sem beber, Kátia acha que pode beber socialmente mas exagera na dose, e vai sendo gradualmente engolida pelos excessos do vício.
Eu sei que o alcoolismo é uma doença, que não é fácil de ser contida e não é exatamente controlável, mas o que esse filme me ensinou é que, se você parar a primeira vez, por conta própria, é só não voltar a beber que tá tudo certo. É óbvio que eu sei que não é assim que funciona, mas foi o que pareceu. E eu nem vejo a bebida como algo tão atrativo quanto era nos meus áureos tempos de juventude [Vai dormir, vovô]. continue lendo »
Em O Primata, uma jovem chamada Lucy retorna da faculdade para passar alguns dias de férias na casa da família no Havaí. Nesse reencontro, Lucy se reúne com o pai, a irmã mais nova e o chimpanzé de estimação Ben. Ben foi criado como um membro da família pela falecida mãe de Lucy, que era uma cientista e acolheu o animal desde pequeno. O que deveriam ser férias de verão tranquilas ao lado dos amigos e parentes, torna-se uma aterrorizante luta pela sobrevivência quando Ben é mordido por um bicho silvestre e contrai raiva. Agora, todos serão obrigados a buscar refúgio no único lugar temido por Ben: a piscina da casa, enquanto o animal causa um terror absoluto entre os presentes.
Eu sei que uma ideia comum no horror é utilizar algo que parece inofensivo e corromper até se tornar um assassino a sangue-frio, mas caralho. Qualquer pessoa que tem um mínimo de conhecimento biológico sabe que, comparado com humanos, macacos são máquinas de matar que não vão te dar nenhuma chance. O que só faz com que essa ideia de um chimpanzé que é assassino em série parecer mais estúpida ainda, já que sempre tem que sobreviver alguém, e se um macaco resolvesse matar um bando de adolescentes burros, não ia sobrar o suficiente pra fazer uma sopa. Mas vamos dar uma chance, o que pode dar errado, não é mesmo? continue lendo »
Existem muitas formas de assistir um filme da Marvel. Você pode trazer uma bagagem enorme que inclua todas os filmes, séries, curtas, notícias de bastidores e, claro, o orgulho do maior fã da Marvel, os quadrinhos. Você pode ter visto só os filmes e, por não conseguir revê-los, acaba assistindo os mais novos sem pegar algumas referências e esquecendo de outras. Você pode, certamente, nunca ter visto nada do Marvel Cinematic Universe e esperar o filme todo o Super-Homem aparecer. Seja como for, duas coisas são certas: você vai ter que aceitar alguns plots sem maiores explicações, só porque o roteiro pede (o famoso “isso aconteceu porque sim”) e, exceto se você for chato pra caramba e/ou não gostar mesmo desse tipo de filme, você vai se divertir. continue lendo »
Eu me entubei num cinema por 2 horas e 12 minutos com uma galera que não sabe nem botar nariz pra dentro da máscara para apresentar-vos o review de Shang-Chi. O primeiro filme do MCU protagonizado por um ator de etnia asiática (Simu Liu é sino-canadense) estreou aqui no Brasil no dia 02 de setembro exclusivamente nos cinemas, e deve estar disponível no Disney+ a partir do dia 18 de outubro. Decidi fazer um review sem spoilers (Além do que já foi mostrado nos trailers) para quem compreensivelmente escolheu esperar para ver em casa. Shang-Chi tem duas cenas pós-créditos, uma antes e outra depois dos créditos em preto e branco (Também não vou falar sobre elas, mas tem no Google). Let’s go.
Depois de um longo inverno de 2 anos e 4 dias (Desde Homem-Aranha: Longe de Casa, 2019), o MCU está de volta às telonas com Viúva Negra (Também disponível no Disney+, com o Premier Access). O filme é uma midquel que se passa entre Capitão América: Guerra Civil (2016) e Vingadores: Guerra Infinita (2018). Vim aqui fazer hora extra no Bacon para trazer-vos esse nada imparcial review. Lembrando que tem uma (Só 1) cena pós-créditos. Vamo lá (Com spoilers).
‘SONIC – O Filme’ é uma aventura live-action baseada na franquia mundial de vídeo game da Sega que conta a história do ouriço azul mais famoso do mundo. O longa segue as aventuras de Sonic enquanto ele tenta se adaptar à nova vida na Terra com seu novo melhor amigo humano, o policial Tom Wachowski (James Marsden). Sonic e Tom unem forças para tentar impedir que o vilão Dr. Robotnik (Jim Carrey) capture Sonic e use seus poderes para dominar a humanidade.
Você, nintendista de plantão, provavelmente se lembra da bomba que foi o filme do Mario. E não ouse perguntar qual Mario, pelo amor dos seus filhinhos. Mas, 27 anos depois, Super Mario Bros aparenta ter sido uma lição pra galera da SEGA que prestou consultoria pro rolê, já que, a despeito do filme ser uma adaptação de um jogo que não tem história praticamente nenhuma [Ou você acha que o Dr. Ivo “Eggman” Robotnik transformar os animais em robôs é história?], é bem fiel ao seu material de origem, tanto quanto é possível numa adaptação feita por Hollywood. continue lendo »
Você já ouviu aquela da policial, do pássaro que canta, da psicopata e da princesa da máfia? Aves de Rapina (Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa) é um conto distorcido contado pela própria Arlequina, como somente a própria pode contar. Quando o vilão mais narcisista de Gotham, Roman Sionis, e seu zeloso braço direito, Zsasz, têm como alvo uma jovem chamada Cass, a cidade fica de cabeça para baixo procurando por ela. Os caminhos de Arlequina, Caçadora, Canário Negro e Renee Montoya se cruzam e o improvável quarteto não tem escolha a não ser se unir para derrubar Roman.
Ao contrário do que possa parecer pelo cartaz, Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa não é uma obra-prima como O Nascimento de Vênus de Sandro Botticelli. Mas, ao contrário do último da DC nos cinemas, não vai ganhar nenhum Oscar é uma adaptação de quadrinhos sensacional, considerando o material de referência. continue lendo »