Entrevista com o Vampiro (Interview with the Vampire: The Vampire Chronicles)

Cinema segunda-feira, 14 de julho de 2008 – 19 comentários

Eu, como admirador de um bom filme de vampiros, diria que Entrevista com o Vampiro é o pior, o PIOR filme do gênero.

Tudo começa com a aparência dos vampiros. Eu SEMPRE tenho que repetir: Vampiros são seres MORTOS que se alimentam com sangue, dormem durante o dia e têm a aparência feia. Aqui você se depara com TOM CRUISE, BRAD PITT e ANTONIO BANDERAS, totalmente MAQUIADOS e vestidos de uma forma ELEGANTE. De QUEM foi a idéia GENIAL de chamar GALÃS para serem VAMPIROS?

Além de tudo isso, temos um vampiro que não quer se alimentar de sangue humano. COMO ASSIM?

Mesmo sendo um filme tão ruim, há algo que se salva no filme: Eles deram um bom valor á imortalidade de um vampiro. Mas de uma forma tão cansativa que isso acaba passando batido. Cansativa E repetitiva, aliás, afinal, o filme parece ter umas 3 horas tendo em vista o tédio mortal.

Tirando esta parte, é claro.

A história também é uma porcaria, típico vampiro que não tinha conteúdo nenhum para ser entrevistado. Até eu renderia uma entrevista melhor, mesmo não sendo um vampiro. Mas o erro já começa aí: Vampiros NÃO DÃO entrevistas, véi. Vampiros chupam sangue. Você consegue imaginar algum dos três acima fazendo isso? Ninguém consegue. Todo mundo imagina os três em algum romance, de preferência um triângulo namoroso entre os três. Em Entrevista com o Vampiro, o romance é só entre Tom Cruise e Brad Pitt, mesmo. Fato que este filme é quase um Brokeback Mountain.

:amd:

Enfim, Entrevista com o Vampiro é uma vergonha pro gênero, sem dúvida alguma. Se você gostou desse filme, é porque você gosta de um drama. Acredite, não é porque você gosta de vampiros. Vergonha, Anne Rice (autora do livro que deu origem ao filme, noob).

Entrevista com o Vampiro

Interview with the Vampire: The Vampire Chronicles (122 minutos – Drama)
Lançamento: EUA, 1994
Direção: Neil Jordan
Roteiro: Anne Rice, baseado em livro de Anne Rice
Elenco: Tom Cruise, Brad Pitt, Antonio Banderas, Stephen Rea, Christian Slater, Virginia McCollam, Kirsten Dunst, Thandie Newton, John McConnell, Mike Seelig, Bellina Logan

Overdose Sci-Fi: Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull)

Cinema quinta-feira, 22 de maio de 2008 – 3 comentários

QUÊ? Como assim Indiana Jones no Overdose SCI-FI? Pois é, nem eu esperava, mas foi o que o senhor-faz-filmes-pé-no-saco, George Lucas, nos proporcionou. Isso nem foi dito na sinopse (não vou fazer outra por aqui, se contentem com o link, ok?), então eu fui ao cinema na esperança de assistir a mais um filme de aventura do vovô Indy e Só… mas aí veio este “ingrediente especial”. Não sei se foi ingenuidade ou falta de informação da minha parte, mas eu fiquei surpreso. E, de uma certa forma, decepcionado.

O filme NÃO É um Sci-Fi, só contém elementos de tal gênero. Vai com calma.

Eu pensava que o próprio INDY era a caveira, aliás.

EFEITOS VISUAIS / SONOROS

Excepcionais. Tirando as partes em que incluem a música tema da série em versões de suspense, o que eu achei completamente broxante e fora de sincronia. Já em relação aos efeitos visuais, ao menos nisso George Lucas e sua equipe (sem se esquecer de Steven Spielberg, é claro) não decepcionam. Destaque para as lutas em cima de carros e para a cena final. Mas Harrison Ford não precisou de tanta ajuda neste quesito, apesar da idade. Pelo contrário, Shia LaBeouf foi quem precisou de uma mãozinha com os macacos (SPOILER SUBLIMINAR DETECTED).

ENREDO

Indiana Jones. Tirando a parte da ficção científica, é claro. As cenas de suspense, descobertas e tudo mais, tiram a atenção de muitos (mas nem tanto) furos no roteiro. Afinal, por que DIABOS um arqueólogo vai até METADE de uma “missão”, aquela que basicamente seria a mais FODA de sua vida, e decide voltar? Ololco! Vez ou outra os caras meio que ficaram sem saída em algumas cenas, encheram o peito e gritaram: CENA TRAAAAAAAAAAASH! Na cena final, rolou algo que eu chamaria de “descarga ao contrário”. É rir pra não chorar.

PERSONAGENS

Shia LaBeouf (Mutt Williams) roubou a cena por diversas vezes. Sério, esse cara é muito bom e pode ser considerado um PERIGO para Harrison Ford – um monstro, mas com o brilho ofuscado em diversas vezes por LaBeouf. É MUITA moral roubar a cena do INDIANA JONES, ou então Spielberg perdeu MESMO o jeito. Cate Blanchett (Irina Spalko) fez o tipo de vilã que eu particularmente não gosto, além de não representar muito perigo não fosse seu EXÉRCITO. Sean Connery foi BEM melhor que ela e, pasmem, a participação do cara foi aparecer em uma FOTO. Karen Allen (Marion Ravenhood) não apareceu muito, mas o bastante pra divertir. Assim como John Hurt (Oxley), que foi um maluco e tanto. De resto, um elenco razoável.

SCI-FI

George Lucas disse que, se dependesse dele, o filme contaria com ET’s e tudo mais, se bobear o Darth Vader apareceria por lá pra… ter uma aula com Indy. Felizmente Spielberg segurou o cara, mas… ninguém segurou Spielberg. Enfim, a ficção científica inserida aqui é bem clássica, ao menos. Porém, deu a impressão de que faltou algo, mas é pelo contrário: Chegou a PASSAR dos limites. E não, eu não sou fã xiita de Indiana Jones. Sempre preferi A Lenda do Tesouro Perdido, tanto o primeiro filme quanto o segundo.

EXPECTATIVA BLOCKBUSTERIANA PóS INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL

Sinceramente, esse filme tá na “zona de rebaixamento” dos blockbusters. Imagino que a bilheteria seja maior que a de alguns, mas Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal é um filme que Só diverte, não empolga. Tirando as cenas de Shia LaBeouf, claro. E não é só o AOE que tá caindo em cima do filme, acreditem.

O pôster indica um filme melhor, acredite.

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull (124 minutos – Aventura / Sci-Fi)
Lançamento: EUA, 2008
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: David Koepp, George Lucas, Jeff Nathanson
Elenco: Harrison Ford, Shia LaBeouf, Cate Blanchett, Karen Allen, Ray Winstone, John Hurt, Jim Broadbent

Overdose Sci-Fi: De Volta para o Futuro (Back to the Future)

Cinema quarta-feira, 21 de maio de 2008 – 1 comentário

Cinco palavras: O melhor filme de todos. Se você chegou até aqui e NUNCA VIU DE VOLTA PARA O FUTURO… Dê meia volta e pegue o seu kit-suicídio na saída. Além de ser teoricamente imposssível (Cê não tem Globo, véio?!?), é improvável que você tenha resistido a ver ao menos a cena do Martin McFly tocando Johnny B. Goode. Sério, cara. Este filme tem três dos quesitos mínimos para ser um filme bom pra mim: Trilha Sonora (Johnny B. Goode!!!), personagens cativantes e uma boa história. A fotografia não é nada quando você se dá de frente com uma trama simples, mas que, com o avanço da história, começa a tomar uma forma que fica dificil de não prestar atenção.

Momento McCartney

Tá, uma colher de chá. Se você nunca viu o filme, a história fala de Martin McFly, um adolescente comum do cinema estado-unidense. Ou seja, ele é um ferrado, mas tem uma gata de namorada, toca numa banda e rula na escola. Martin tem amizades estranhas, como o Doutor Emmett Brown (Christopher Lloyd, tão bom quanto em Família Addams), um cientista maluco que, além da óbvia mania de inventar novas ferramentas para a humanidade (Como o Profº Pardal, saca?), simplesmente cria uma máquina do tempo utilizando o método McGyver: Una um carro maneiro, no caso um DeLorean, e uma caixa de fusão nuclear. Martin acidentalmente acaba ativando a máquina, enquanto fugia de um tiroteio, e vai parar trinta anos no passado, época em seus pais ainda faziam o colegial e o doutor Emmett Brown sequer imaginava que ia conhecê-lo. Trancado no passado porque a máquina ficou avariada na viagem, Martin é obrigado a conviver um tempo com a geração cinquentista enquanto tenta fazer o DeLorean funcionar.

De Volta para o Futuro tem uma característica interessante: Ser uma ficção científica que você não precisa entender nada, simplesmente sentar na poltrona e se divertir. Porém, se quiser pensar, tem bastante coisa pra deixar você ocupado. As tiradas são inteligentes e ao mesmo tempo comuns, daquelas que você ouve e sente o riso chegar na boca. E é um filme polêmico. Afinal, quantas histórias hollywoodianas você já viu em que o protagonista beija a própria mãe na boca? E de língua! Não que Martin seja chegado num incesto, mas a gordinha (heh!) que sua mãe era não dá trégua para o ilustre desconhecido que chegou á cidade para “abalar”.

“-Parabéns, você é um jovem incestuoso”

Outro ponto forte da história é que ela não desperdiça detalhes. Situações insignificantes que normalmente não representariam nada podem ser exatamente as chaves que vão gerar a próxima grande virada ou trazer mais problemas, podendo mudar o futuro de maneiras que não podem ser previstas. Nota para o final aberto, descaradamente esperando uma continuação. Não tinha como ser de outra forma. Ah! E por que eu considero esse o melhor dos três? Além de ser o primeiro, é o mais coeso, ainda que não totalmente, além de ser a primeira vez que encontramos McFly e Brown, ilesos de qualquer estrondo de fama dos filmes seguintes. Obrigatório na estante de qualquer um que goste de filmes divertidos. Já está na minha.

De Volta para o Futuro

Back to the Future ( 117 minutos – Aventura/Ficção Científica)
Lançamento: EUA, 1985
Direção: Robert Zemeckis
Roteiro: Robert Zemeckis e Bob Gale
Elenco: Michael J. Fox, Christopher Lloyd, Lea Thompson, Crispin Glover, Thomas F. Wilson

Overdose Sci-Fi: Matrix Revolutions (Matrix Revolutions)

Cinema sexta-feira, 16 de maio de 2008 – 4 comentários

O fim da trilogia mais espetacular de todos os tempos. A guerra mais espetacular de todos os tempos.

Agora Neo já sabe quem é, mas fica desconsolado quando descobre que a profecia era, basicamente, um papo furado. Tudo dará errado. O que motiva Neo é Trinity e Morpheus, o cara que acreditou nele até o fim. Agora com sua fé abalada.

A equipe de Morpheus planeja o golpe final, a última esperança que eles têm. Isso quando Neo chuta o balde, bate o pé no chão e diz: Eu SOU o escolhido e VOU acabar com essa putaria toda. Contra a vontade do Conselho, Morpheus SEGUE acreditando em Neo e Niobe, ex-gordinha de Morpheus, sede a sua nave para Neo ir bater um papo com a máquina-mãe, aqueeela que representa o Arquiteto na Matrix. Trinity acompanha Neo, Morpheus e Niobe voltam a todo o vapor para Zion por serem de EXTREMA importância na guerra: sua nave tem uma arma poderosa que, quando ativada, derruba todas as máquinas que estão por perto. E as Sentinelas, também conhecidas como MÍQUINAS, estão invadindo o local.

Sério, NÃO DÍ pra não fazer uma sinopse. É MUITO empolgante.

PRA CARÍI!

Gravado logo em seguida após Matrix Reloaded, Matrix Revolutions segue exatamente onde o último filme parou e dá mais ênfase á guerra, afinal, agora o tema predominante É a guerra. Aqui basicamente deu-se o fim a filosofia, reflexões e tudo mais. Porrada. E mais um filme á altura.

Assim como defendi o filme anterior, defendo este: Matrix Revolutions NÃO PODE ser comparado a Matrix. Cada filme da trilogia trata de um assunto diferente, não adianta espernear. Aqui tudo está concentrado na BATALHA FINAL, onde Neo terá que enfrentar seu destino e acabar de uma vez com todas com o domínio das máquinas. O que não é BEEEEEEEM o que acontece.

A batalha final entre Neo e o Agente Smith consegue inovar ainda mais. Dessa vez os dois podem voar, e a pancadaria come solta até mesmo no céu. Debaixo de chuva e com a população INTEIRA da Matrix transformada em Agente Smith assistindo á luta, essa é a parte do filme em que você levanta do sofá, COLA na televisão e não quer perder NENHUM detalhe. Lembram das lutas incríveis em Dragon Ball Z? Pois é, pura nostalgia.

Pra você que é FÃ da trilogia como eu e concorda comigo deve ter se emocionado tanto como eu com esta trilogia. Até mesmo com essas resenhas, relembrando todas as cenas, discutindo ou apenas pensando nas partes que eu esqueci de citar, ou simplesmente não citei para não estragar tudo. Afinal, o filme tá lá no DVD, véi. Eu NUNCA vou ousar a contar SPOILERS NERVOSOS sobre Matrix, por mais que todo mundo já tenha visto. Afinal, ver a trilogia de novo é o que todo mundo vai fazer AGORA.

Ou cê VAI perder isso nesse fim de semana?

Matrix Revolutions

Matrix Revolutions (129 minutos – Ação / Ficção Científica)
Lançamento: EUA, 2003
Direção: Andy Wachowski, Larry Wachowski
Roteiro: Andy Wachowski, Larry Wachowski
Elenco: Keanu Reeves, Carrie-Anne Moss, Laurence Fishburne, Hugo Weaving, Monica Bellucci

Overdose Sci-Fi: Matrix Reloaded (Matrix Reloaded)

Cinema quinta-feira, 15 de maio de 2008 – 3 comentários

[IMG D]Também conhecido como “o filme que eu vi duas vezes no cinema”, Matrix Reloaded deixou a desejar no quesito “eu esperava por um filme á ALTURA de Matrix“. Este filme já parte para um ESTILO diferente, na verdade. Toda a filosofia já foi discutida no primeiro filme, agora a missão era apenas uma: Salvar o mundo. Então, daqui pra frente seria só PORRADA!

É por isso que eu não desvalorizo o filme. Não chego a ser um fã xiita da série, mas eu sou MUITO fã, e fã o bastante pra admitir o que deu errado ou o que ficou uma merda. Aqui Neo está evoluindo, provando para ele mesmo de que é REALMENTE o escolhido e, é claro, correndo atrás de seu objetivo. Seu destino. Não há nada complexo nisso, e, convenhamos, não é PRECISO nada complexo nisso.

PORRADA!

Eu insisto até o fim que Matrix Reloaded É um filme do caralho e não tira mérito ALGUM da série. A grande sacada foi a adição de novos personagens, além do retorno GENIAL de um deles: O Agente Smith. E, como não poderia faltar para um ser “em construção”, Neo ainda precisa filosofar pra CARÍI pra sacar qual é o problema. E a porrada come solta cada vez mais.

Outra coisa que merece destaque no filme é… a Monica Bellucci e seu vestido “eu não preciso de fôlego”. E você tira o fôlego de qualquer um. (heh)

Depois de inovar, é hora de imortalizar de vez. As lutas em Matrix Revolutions são terrivelmente espetaculares E empolgantes, simplesmente acima da média. As escolas de Kung Fu triplicaram após a estréia desse filme, isso pode ser levado como um FATO.

Os personagens Morpheus e Trinity ganharam um destaque maior aqui, seja em batalha ou planejamento. Carrie-Anne Moss infelizmente já não é a mesma Trinity de antes no quesito beleza, dá até pena do Keanu Reeves em alguns trechos.

Tremendamente judiada.

Mas enfim, é isso que eu defendo: Não é COERENTE comparar este longa com o primeiro filme da série. São caminhos diferentes. O fim do último filme deixou bem claro que, dali pra frente, o conteúdo seria: Guerra. E quem pára pra pensar em “o que é real” com 2387561251 agentes dando porrada em você? Ou quando restam 72 horas até que 250.000 sentinelas invadam sua casa? Noobs.

Matrix Reloaded

Matrix Reloaded (130 minutos – Ficção Científica / Ação)
Lançamento: EUA, 1999
Direção: Andy Wachowski, Larry Wachowski
Roteiro: Andy Wachowski, Larry Wachowski
Elenco: Keanu Reeves, Carrie-Anne Moss, Laurence Fishburne, Hugo Weaving, Monica Bellucci

Overdose Sci-Fi: Matrix (Matrix)

Cinema quarta-feira, 14 de maio de 2008 – 18 comentários

Inovação. Palavra perfeita para o início de uma resenha do filme mais inovador dos últimos tempos. Pra mim, de TODOS os tempos. Sabe quando um filme te marca? Então, taí um filme que eu já vi… bom, perdi a conta. Em uma época eu seguia uma filosofia: Todos deveriam assistir Matrix pelo menos uma vez por SEMANA, véi.

É claro que o filme dispensa sinopse, mas a vontade de escrever uma DETALHADA é enorme. Imagine um cara qualquer que, de repente, vira a SALVAÇÃO. SEMPRE “o escolhido” é um cara qualquer, impressionante. Essa é a prova de que até VOCÊ pode vir a servir para alguma coisa.

Matrix é uma transa perfeita de ficção científica, ação, futuro apocalíptico, filosofia E religião. É uma suruba, na verdade. Ao contrário de muitos filmes por aí que são Só porrada, efeitos especiais sensacionais e NADA de história, Matrix tem um PUTA recheio. E uma PUTA cobertura. O filme simplesmente não falha em nenhum dos aspectos.

OLOLCO!

FICÇÃO CIENTÍFICA

Os computadores dominam o mundo. Pra você que é NOOB PRA CARÍI e não entendeu o filme, é simples: Criamos robôs tão avançados que eles começaram a se aproveitar da gente. Inteligência Artificial. Aí veio a guerra, e a inteligência humana ainda valia para alguma coisa: Os robôs eram alimentados por energia solar. Que tal TAMPARMOS o sol, então? De repente, a Terra foi coberta por uma nuvem enorme. De repente, as máquinas começaram a usar os humanos como… pilha (cada ser humano produz, em média, 120 volts de energia elétrica). De repente, owned. De repente, isso enche o saco.

Mas os humanos precisam continuar vivos para fornecer energia, certo? Então, as máquinas – que agora CULTIVAM a gente, desde quando nascemos – nos conectam a um mundo muito próximo daqueeeele de um tempo antes da guerra, tudo isso enquanto dormimos (com um programa de computador). E crescemos. E as alimentamos. Basicamente, você passa a sua vida inteira sonhando, literalmente. Quando você morre, já era, pilha inútil. OU SEJA: Por mais que seja uma ilusão, é MUITO real.

A resistência, os sobreviventes de tudo isso, vivem escondidos e em busca de um ser que, segundo uma profecia, salvará o mundo disto. Eles vivem em uma “terra” chamada Zion, e têm a tecnologia dessas máquinas caso queiram se conectar áquela “realidade”. Matrix. Esta tecnologia está em suas naves, e é se conectando a elas que eles se unem a nós e acham o Escolhido. Mas é claro que as máquinas não facilitam: Na Matrix há “agentes”, e no planeta realmente REAL há “sentinelas”, máquinas de destruição.

A resistência também conta com programas de simulação, entre outras coisas que podem “turbiná-los” na Matrix. Você é você no mundo real, dominado pelas máquinas. Já na Matrix, com os programas certos, você poderá ser extremamente forte.

A resistência é capaz de “desconectar” as pessoas da Matrix, resgatando-as em seu “casulo”, lugar onde elas são pilhas. É o que fazem com Neo.

ENTENDEU AGORA?

AÇÃO

Misturando-se com a ficção citada acima, a ação deste filme é outra inovação nos cinemas. O que você via nos filmes do Van Damme você não vê em Matrix. Aqui você vê lutas extraordinárias, nos melhores ângulos. Algumas vezes em câmera lenta, quase um pay-per-view. Porrada de respeito. Só.

FUTURO APOCALÍPTICO

Bom, isso foi explicado acima. Um mundo dominado pelas máquinas. Criamos as máquinas, depois criamos as pilhas. Agora, as máquinas CULTIVAM a nós, que somos… pilhas. Sério, de todos os filmes “fim do mundo”, esse aqui é o mais criativo, não tem pra ninguém.

FILOSOFIA

Essa parte já ronda FORA do filme, na cabeça de nós, telespectadores. “O que é real?”. E como eu ODEIO filosofia, dispenso essa parte.

RELIGIÃO

Eu também ODEIO religião, mas a grande sacada de Matrix praticamente foi TIRADA da bíblia. Veja bem: Neo é um Messias. Zion? Saca esse trecho tirado da wikipedia: Sião, ou Zion, aparece no filme Matrix como a última cidade do planeta terra. Sião na mitologia cristã, será a última cidade possível de se viver depois do Armagedom. Entre essas e outras. Tenha medo.

Clássico.

Com toda essa mistura, Matrix, um filme de 1999, AINDA empolga. Keanu Reeves se eternizou como Neo. Os atores restantes também são eternamente lembrados pelo seus papéis. Os irmãos Wachowski se consagraram. Ou seja, não é só questão de gosto: O filme é incrivelmente foda por natureza.

Matrix

Matrix (136 minutos – Ficção Científica / Ação)
Lançamento: EUA, 1999
Direção: Andy Wachowski, Larry Wachowski
Roteiro: Andy Wachowski, Larry Wachowski
Elenco: Keanu Reeves, Carrie-Anne Moss, Laurence Fishburne, Hugo Weaving, Gloria Foster, Joe Pantoliano, Marcus Chong, Julian Arahanga, Matt Doran, Belinda McClory, Ray Anthony Parker

Evidências de um Crime (Cleaner)

Cinema quinta-feira, 10 de abril de 2008 – 0 comentários

Filmes mostrando lados que nunca pensamos não tem muitos por aí, como esse Evidências de um Crime, que mostra uma coisa que nunca imaginei: A cena do crime.
Tá, vocês pode falar que CSI mostra toda semana uma cena de crime, mas não da mesma maneira que esse filme. Ele mostra a cena logo depois que o corpo é removido, e conta umas coisas bem interessantes. Sem mais enrolações, vamos ao enredo:
Tom Carver é um ex-policial que se dedica a limpar cenas de crime. Como ele mesmo diz no começo do filme, uma tarefa que nunca é boa para a familia realizar, pois traz lembranças do momento e essas coisas, não me lembro direito. Até aí, tudo bem, lá está ele trabalhando todo serelepe, mostrando a rotina dele, que ele é um cara metódico, tem uma filha, um pouco do passado dele e sobre a mulher dele já falecida, essas coisas.

Como disse, tudo ia bem até o momento que ele é chamado pra fazer um serviço em uma casa, uma limpeza em um caso de homicídio. Tudo seria normal, não chamaria a atenção se ele não tivesse cometido o erro de trazer a chave da casa. Quando ele vai pra devolver, algo estranho acontece. Uma mulher atende a porta, e ao saber que ele esteve por lá a alguns dias para um serviço, nega tudo, falando que não havia ninguém por lá nos dias que ele disse e que não tinha acontecido nada de estranho.

Nisso, começa uma seqüencia de noticias na mídia que chama a atenção de Tom, praticamente no mesmo momento que um antigo parceiro de policia quer voltar a ter contato com ele.
Recomendado muito, é um daqueles filmes para entrar na sala de cinema e não pensar mais do que o necessário, só o básico para entender a história do filme, que é algo bem interessante.

Evidências de um Crime

Cleaner (93 minutos – policial)
Lançamento:11/04/08 (Brasil)
Direção: Renny Harlin
Roteiro: Matthew Aldrich
Elenco: Samuel L. Jackson, Eva Mendes ,Ed Harris, entre outros

Jumper (Jumper)

Cinema quinta-feira, 27 de março de 2008 – 5 comentários

Jumper. nome interessante. pelo menos foi o que achei da primeira vez que o ouvi. O tempo passou, a data da estréia mudou, e o que eu deveria ter conferido em fevereiro só chegou aos cinemas um mês depois. Até aí tudo bem, sou acostumado a esperar, tenho bastante prática com isso. E agora que o filme estreou, só me vem UMA palavra em minha mente: “Piloto”.

Antes que eu comece a dar minha opinião ao filme, vamos a alguns fatos dele. David Rice, o personagem principal do filme é um cara normal, até que por um motivo besta ele consegue ativar seus poderes de Jumper, algo que ele nem tinha idéia do que era. Depois de alguns testes, ele faz a coisa certa: Sai de casa aos 15 anos de idade e vai pra cidade grande arranjar dinheiro.

Chega o tempo de historinhas, tão normal nesses filmes. Ele treinando seu poder e dando umas voltas pelo mundo, e nisso se passam 8 anos. Numa visita a Londres um cara o observa, e os problemas que ele tinha arranjado na época que descobriu seu poder começam a ter mais atenção do que ele pensava. Tem umas cenas só pra dar um clima de romance a história, ele vai pra roma, e lá o cara que o observava em Londres aparece novamente, e junto com ele os Paladinos, que é como se chamam os caras maus, ou os bonzinhos, depende de seu ponto de vista. Rola uma briga, e David acaba aprendendo umas coisas e arranjando mais problemas. O problema no caso é uma pequena disputa entre Jumpers e Paladinos, que caçam uns aos outros desde os tempos passados. Só por isso, você pode ter uma boa idéia da história, então vamos a outros fatos desse filme.
O elenco é algo bem escolhido. Hayden Christensen (o Anakin de Star Wars) é quem interpreta David, cumprindo muito bem seu papel, apesar de que em algumas cenas ele fica olhando meio perdido pelas paredes, coisa muito estranha. A desconhecida Rachel Bilson (não me lembrode nenhum papel dela) está lá só pra o filme ter desculpas pra mostrar uns peitos, não que esteja reclamando, é claro. E agora, vamos falar de Samuel L. Jackson.

Na pele do agente Rowland, um dos Paladinos que parece ser o chefe, ele caça os outros com mais vontade. as cenas que ele aparece sempre são legais, menos a do final, que ele dá um sorrisinho do estilo “safadeeeenho” que foi muito tosca. O elenco tem muitos outros personagens importantes, como o pai e a mãe de David, o outro Jumper chamado Griffin, e mais uns que não me recordo agora.
Ah sim, voltando ao começo do texto, na parte do porque me veio a cabeça a palavra “Piloto”. Simples, o filme parece que foi amarrado pra ser um episódio piloto de série. A maneira que a história é contada, os fatos desconexos e o final em aberto colaboraram muito pra que eu ficasse com essa impressão. Se o filme é bom? É sim, mas não é nada daqueles que você sair pensando da sessão, relembrando das cenas e de momentos marcantes. É recomendado, mas se não puder ver no cinema, pegue quando chegar em DVD, pode ser que os extras melhorem tudo.

Jumper

Jumper (88 minutos – aventura, ficção)
Lançamento: 28/03/08 (Brasil)
Direção: Doug Liman
Roteiro: David S. Goyer, Jim Uhls, Simon Kinberg, Steven Gould
Elenco: Hayden Christensen, Samuel L. Jackson, Diane Lane, Jamie Bell, Rachel Bilson, Michael Rooker, AnnaSophia Robb, entre outros

O Orfanato (El Orfanato)

Filmes bons que passam batidos quarta-feira, 19 de março de 2008 – 16 comentários

Cara, Guillermo del Toro é DEUS. E se não é, devia ser:

Pensando bem… melhor não.

Ok, foi um exagero. Mas orra, como esse gordo manda bem cara. Já falei desse cara antes, na resenha de El Laberinto del Fauno, que eu sei que vocês ainda não assistiram porque cês são tudo uns puto e preferiram assistir Homem-aranha 3. É como o Théo sempre diz: Vocês têm mau-gosto.

Então, El Orfanato é a produção mais recente do cara a chegar aos cinemas nacionais e pelo menos ESSE filme vocês têm que assistir. Cara, eu IMPLORO pra vocês assistirem, o mundo precisa de mais cinema feito desse jeito.

El Orfanato (2007)

Querem saber a história do filme? WHO FUCKING CARES? Se del Toro fizesse um documentário sobre latas de leite condensado eu pagava pra assistir; isso aqui não é cinema de historinha boba com final feliz. O que o cara faz em todos os filmes é foder com sua mente por mais ou menos 100 minutos e depois te deixar pedindo mais. A história é o de menos, o que importa é a MANEIRA como ela é contada. Se ele fizesse o tal documentário, as latas de leite condensado seriam fantasmas que assombrariam um supermercado, clamando pela vingança de suas mortes, que foram jogadas por engano na lata de lixo orgânico e trituradas junto com as alfaces. A lata de leite condensado principal sairia catando abridores de lata para derrubar as paredes do supermercado atrás da lata de lixo orgânica onde jaziam os cadáveres triturados das latas que não tiveram seu justo fim. Vou mandar esse roteiro pro del Toro.

El Orfanato é um suspense, mas não é um suspense. É uma fábula, mas não é uma fábula. É um filme de horror, mas que não assusta ninguém; como todos os filmes de del Toro, ele transita entre os gêneros, sem se apegar a nenhum de forma rígida. Depois de passar por El Espinazo del Diablo e El Laberinto del Fauno, eu já sabia como tirar o máximo de El Orfanato: Senta na frente da tela e simplesmente deixa o cara fazer o trabalho dele. É como deitar pra uma massagem… No cérebro. Suspenda os seus julgamentos e a necessidade de que tudo que aparece na tela precisa fazer sentido imediatamente. A cena tá meio esquisita, a atriz falou uma coisa estranha, apareceu um personagem novo do nada? Não esquenta, tudo vai ser explicado no final. As coisas vão se encaixando, deixe o filme te levar. Vai vendo tudo com olhos de criança, aprecie as cenas bonitas, a fotografia, os momentos de silêncio, o tempo que as coisas levam pra acontecer. Não tente prever a próxima cena, mas preste atenção quando ela estiver rolando na tela.

Presta atenção nesse moleque. Ah, sim. Isso é um moleque.

O que me deixa muito confortável nesse filme é que o cara conta uma história em que você sente que ele SABE do que tá falando. O filme se passa num orfanato (Saca o título e tal?) que é um tema recorrente para del Toro. El Orfanato é quase uma refilmagem do El Espinazo del Diablo, onde também se documentava acontecimentos terríveis em um orfanato. Os dois filmes têm uma atmosfera totalmente opressiva, de orfanatos que ficam localizados na puta que o pariu, como se fizessem parte de um outro mundo, afastado do nosso, onde fantasmas realmente existem. Os próprios orfanatos, as casas, são os personagens principais. São como seres vivos que vão sendo abertos, paredes derrubadas, portas que se fecham sozinhas pra guardar segredos, se deixam explorar aos poucos, revidam agressões, derrubam vigas na sua cabeça e fazem todo mundo sangrar. Um tesão.

Mas em El Orfanato o tema segue adiante e fica melhor; não é apenas uma história de fantasmas, onde se desvendam os acontecimentos terríveis do passado de crianças fragilizadas. Aqui as memórias atuam de forma lancinante no presente dos protagonistas, moldam suas vidas, distorcem a realidade e levam todos pra bem perto da beira da loucura. E certamente os levam pra morte. Os fantasmas são palpáveis e arrastam os vivos pros cantos mais obscuros da casa, criando as melhores cenas do filme. É como explorar o sótão de uma casa antiga quando você é criança; os cantos vão ficando cada vez mais escuros e difíceis de entrar, mas você simplesmente PRECISA saber o que tem atrás daquela porta, daquele armário, daquela cortina. Laura, a personagem principal, é a apenas uma extensão de cada um dos telespectadores, o seu “avatar”, dentro do filme.

Laura. MILF.

A identificação com Laura, aliás, é imediata porque, embora ela faça coisas terríveis, nenhum de nós faria diferente no lugar dela. Ela não tem escolha nas suas ações, não existe espaço para optar, mas ainda assim ela o faz por vontade própria. Ela caminha pra sua morte certa, mas com as próprias pernas e sem ninguém empurrar. Fascinante.

Bom, se ainda não te convenci a assistir ao filme, saiba que o SR. BARRIGA está nele. É meu, o Sr. Barriga do Chaves! Se isso não te convenceu, cê é um bosta que não sabe se divertir.

Aí ó: Recomendação FÁCIL esse filme. Certamente um dos 10 melhores que cê vai ver nesse ano. Trailerzinho pros tangas que precisam de trailer pra se convencer:

Assistiu? Tanga.

O Orfanato

El Orfanato (105 minutos)
Lançamento: 2007
Direção: Juan Antonio Bayona
Roteiro: Sergio G. Sánchez
Elenco: Belén Rueda; Sr. Barriga

Resenha – 300

Cinema terça-feira, 15 de janeiro de 2008 – 5 comentários

Já tivemos uma outra resenha [Nota do editor: Não tem mais] recentemente sobre “300” aqui no AOE. E vocês, leitores chatos bagarai, devem estar se perguntando por que demoramos tanto pra resenhar esse filme.

No caso dos outros resenhistas eu não sei, mas no meu caso é porque eu quis mesmo esperar a poeira baixar e ver se o filme continuaria me emocionando meses depois.

300 (2006)

E então? Esse filme ainda é bom mesmo ou era só aquele hype e excesso de propaganda do início do ano? Bom, pra começar, quero XINGAR o filme, listando todas as suas coisas ruins:

1) Rodrigo Santoro;
2) Nenhum espartano na história da humanidade NUNCA pareceu com um stripper depilado e usando sombra nos olhos.

Portanto, o filme se tornou uma propaganda visual homossexual. Acho que já falei isso em outro lugar. Mas ok, não consigo pensar em mais nada pra xingar. Vamos para as partes boas.

Apesar da temática visual meio gay, ainda assim acho que “300” é um filme do caralho e sou meio suspeito para opinar sobre ele. Então requisitei a opinião da Gabi sobre a película:

Atillah – Slaying Mojitos diz:
Gabi, por favor. Assim, do nada:
Atillah – Slaying Mojitos diz:
diga uma frase sobre o filme “300”?
Gabi diz:
mó gostosa essa rainha.
Atillah – Slaying Mojitos diz:
Ok, acho que posso utilizar. Obrigado.

Devo concordar com a Gabi. Pra compensar os strippers, pelo menos colocaram uma rainha gostosa e com personalidade. Sem falar no Oráculo. Não lembro muito dessa parte de intrigas políticas na HQ, mas até que encaixou bem no filme. E como o Théo sempre diz: se é pra fazer um filme igualzinho ao livro, pra que assistir ao filme ou ler o livro?

Aê rainha, pega eu.

Aliás, no caso de “300”, a fidelidade á HQ e ás cenas desenhadas por Frank Miller é o grande trunfo. O trabalho foi tão bem feito como em “Sin City”, e é um ótimo exemplo de como um filme pode te seduzir com suas imagens e ritmo, mesmo você já conhecendo o enredo. Os detalhes, esse é um filme para se observar os detalhes. Vejam como o cuidado na fotografia e na edição visual/sonora podem construir cenas inesquecíveis em filmes altamente improváveis, como “300”:

Em um certo momento do filme, o exército espartano passa o cerol em um monte de persas, e o Deus-Rei Xerxes vai pessoalmente até Leônidas, para tentar seduzi-lo com promessas e dar um fim ao massacre.

Reparem na expressão de desdém que Leônidas adota quando vê Xerxes se aproximando, todo Vera Verão, em cima da sua carroça-plataforma carregada por escravos. Leônidas não fala nada, apenas olha com descrédito, em um semi-sorriso irônico; não precisa mais nada para que você entenda o cara:

“mas esse Xerxes é uma bicha louca mesmo. Olha que empáfia, que falta de noção. Eu aqui de pé feito homem esperando e a boneca lá em cima, se achando a poderosa destaque em cima do carro alegórico da escola de samba.”

Orra, vai dizer que não parece desfile de Carnaval?

Ao ser desafiado por Leônidas, Rodrigo Santoro, claramente puto, começa a cuspir ameaças de destruição de Esparta, e enquanto o faz, suas argolas, brincos e outras joiazinhas ficam balançado e fazendo “tlin-tlin” loucamente, como se ele fosse uma caixinha de jóias ambulante.

Percebam, esse tipo de ruído poderia ser cortado depois, na edição sonora, mas os caras fizeram questão de deixar isso, pra mostrar o contraste entre o espartano, despojado de qualquer enfeite ou adereço, e Xerxes, o deus das bijouterias. É assim que você marca o imaginário do espectador, é assim que é traçada linha divisória entre homens, bonecas e crianças no filme. Uma imagem vale mil palavras.

Falando em imagens… e as cenas de batalha? Caralho. As cenas de batalha mexem com alguma coisa dentro de cada um, não sei direito o que é. Muitos falaram na coreografia e no sincronismo dos golpes, que realmente são espetaculares. Outros falaram na direção de arte, na construção visual, na ênfase do vermelho do sangue jorrando, que também são impecáveis. Mas revendo o filme, comecei a prestar atenção em outras coisas; depois que você já sabe como cada cena se desenrola, onde os espartanos vão dar cada soco, enfiar a lança ou a espada, você se desliga um pouco da parte visual. Você já sabe o que vai acontecer, perde a surpresa.

E mesmo assim as cenas continuam me emocionando.

E daí descobri que é TUDO que faz diferença, é o pacote completo. Quando os espartanos levantam o escudo para resistir ao inimigo e deliciosamente o empurram em direção a algum persa que vem correndo em sua direção, feito um texugo alucinado, e você escuta aquele “TUMM” metálico, de quem acabou de quebrar pelo menos o nariz e mais uns três dentes com o impacto, você sente algo quente e confortável por dentro.

TUMM!

Ah os detalhes. Não é só o “TUMM” do impacto; é também o barulho de metal zunindo depois, como quando você bate o cotovelo numa cadeira de metal e fica escutando aquele “uinnnn” ecoando no fundo, enquanto xinga o móvel. Emoção.

Não vou descrever o filme todo para vocês, e nem as melhores cenas, porque isso é coisa de motherfucker. Mas acreditem, o filme inteiro é desse jeito: o tempo todo ele oferece coisas para você ver e ouvir, tudo amarrado por uma história básica, simples, de um bando de nego querendo defender sua terra contra o invasor usurpador. Os clássicos nunca morrem.

Se você ainda não assistiu “300”, tenho inveja de você. Tenho inveja de como você ainda tem a chance de sentir pela primeira vez todo o impacto que o filme provoca. Definitivamente um dos melhores filmes de 2007.

confira

quem?

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