O Corpo (2012)

Primeira Fila segunda-feira, 24 de outubro de 2016 – 0 comentários

All work no fun makes Nelly a dull girl. Minha ausência do cinema, nos últimos tempos, é vergonhosa. Tem explicação mas, ainda assim, é quase criminosa. Trabalhando com filmes, lidando com o universo todos os dias, o mínimo seria conferir uma novidade por semana nas telonas. Mas meio que essa rotina louca de gente grande não permite.

Tenho me esforçado para tirar o atraso na Netflix. E, é bem verdade, acompanho muito mais livros do que séries. E séries do que filmes. Mas, graças a monamur, descobri O Corpo. Longa espanhol de 2012, conta a história de um corpo que some horas depois de dar entrada no necrotério. A falecida era linda, bem sucedida, nojenta, carente e casada. O que foi considerado um infarto antes da autópsia, passa a virar uma suspeita de crime, afinal, qual seria o objetivo de sumir com um defunto? Poderia ser necrofilia mas, em um filme desse nível, ninguém cogita perversão. “É assassinato, até que se prove o contrário”. continue lendo »

X-Men – Apocalipse (X-Men – Apocalypse)

Cinema sexta-feira, 21 de outubro de 2016 – 0 comentários

 Desde o início da civilização, ele era adorado como um deus. Apocalipse, o primeiro e mais poderoso mutante do universo X-Men da Marvel, acumulou os poderes de muitos outros mutantes, tornando-se imortal e invencível. Ao acordar depois de milhares de anos, ele está desiludido com o mundo em que se encontra e recruta uma equipe de mutantes poderosos, incluindo um Magneto desanimado (Michael Fassbender), para purificar a humanidade e criar uma nova ordem mundial, sobre a qual ele reinará. Como o destino da Terra está na balança, Raven (Jennifer Lawrence), com a ajuda do Professor Xavier (James McAvoy), deve levar uma equipe de jovens X-Men para parar o seu maior inimigo e salvar a humanidade da destruição completa.

Antes de mais nada, precisamos deixar bem claro que a Fox não sabe fazer filmes de super-heróis. E antes que venham gritando Deadpool com seus bonequinhos e bigodinhos sujos de nescauzinho da vovó, saibam que além de não ser um super herói, o filme do Deadpool só existe do jeito que é porque a Fox teve envolvimento mínimo no projeto. continue lendo »

No Andar de Baixo (The Ones Below)

Primeira Fila segunda-feira, 10 de outubro de 2016 – 0 comentários

Com o início do Festival do Rio, no último dia 06, iniciei minha peregrinação de cinema em cinema. Todo ano, o objetivo é o mesmo: Tentar dominar o mundo assistir ao maior número de filmes que minha rotina permitir. Comecei a jornada por No Andar de Baixo, primeiro longa de David Farr, com a promessa de conferir um bom thriller psicológico. Em que pese alguns dos temas abordados tenham suscitado debates para um fim de semana inteiro, o filme não causou angústia ou desconforto, o que é um problema quando o gênero em questão é suspense, e não ofereceu nada que já não tenha sido feito. continue lendo »

Apostando em crimes da vida real, Netflix transforma Amanda Knox em documentário

Primeira Fila segunda-feira, 03 de outubro de 2016 – 0 comentários

Esse texto era pra falar do Festival do Rio, mas vou ficar devendo mais essa pra vocês. Por um bom motivo. Ontem me deparei com o perturbador documentário Amanda Knox, que saiu fresquinho do forno da Netflix diretamente para minha TV, e não consigo pensar em outra coisa. Para quem não lembra sabe da história, a jovem americana, então com 20 anos, foi acusada, em 2007, junto ao namorado Raffaele Sollecito, de ter assassinado a britânica Meredith Kercher, com quem dividia uma casa na belíssima Via della Pergola, Perugia, onde ambas faziam intercâmbio. Seus modos foram o primeiro passo para a presunção de sua culpa, que demonstrava – de acordo com as autoridades – frieza em relação ao caso. Após análises de DNA, encontraram três perfis em peças-chave: O de Amanda, de seu namorado e de Rudy Guede, imigrante com histórico de invasão domiciliar e assassino confesso da estudante. Foram quatro anos de prisão até a revisão da sentença. O caso se estendeu por oito anos, até que a Suprema Corte Italiana inocentou de uma vez Knox e Sollecito. Mas o estrago já estava feito na vida pessoal dos envolvidos. Ainda está. continue lendo »

The Mask You Live In e a América falsamente masculinizada

Primeira Fila segunda-feira, 05 de setembro de 2016 – 0 comentários

Quando Simone de Beauvoir disse a (Recentemente) polêmica frase: “Não se nasce mulher, torna-se”, não precisa ser muito inteligente para entender que ela não fala do aspecto biológico. Tampouco sobre identidade de gênero. Mas sim sobre os papeis que devemos performar uma vez que o médico dá aquela batida nas costas para chorarmos e anuncia: É uma menina. Desde cedo, somos consideradas emocionalmente frágeis, fisicamente fracas, histéricas, dramáticas. Mas prendadas. Belas, recatadas e do lar. Para casar. Alvos fáceis, cujas vozes não merecem ser ouvidas sequer pelo maior esquerdomacho feministo do rolê. Nascemos para ser mães, esposas. Uma compulsoriedade de papeis que o mundo faz crer que nos pertencem, até que os desejamos, mas que apenas servem para nos despersonalizar enquanto indivíduos. Ser mulher é um mundo cão. Não há contestação quanto a isso. continue lendo »

Star Trek: Sem Fronteiras (Star Trek Beyond)

Cinema quinta-feira, 01 de setembro de 2016 – 0 comentários

 Desta vez, Kirk (Chris Pine), Spock (Zachary Quinto) e a tripulação da Enterprise encontram-se no terceiro ano da missão de exploração do espaço prevista para durar cinco anos. Eles recebem um pedido de socorro que acaba os ligando ao maléfico vilão Krall (Idris Elba), um insurgente anti-Frota Estelar interessado em um objeto de posse do líder da nave. A Enterprise é atacada, e eles acabam em um planeta desconhecido, onde o grupo acaba sendo dividido em duplas.

Sempre que eu tenho de falar de Star Trek, eu lembro que tinha um funcionário perfeita pra missão. Exceto pelo fato dele morar no meio da selva e não ter acesso ao filme até cerca de três meses depois de ninguém mais ligar. Mas quem disse que o Bacon trabalha com hype? A gente cozinha devagar aqui. Se bem que ele sumiu, provavelmente devorado por uma pantera, ou talvez tenha sido adotado por coalas, não tenho certeza. O que importa é que essa é provavelmente a resenha menos ligada ao Star Trek: Sem Fronteiras que você vai ler nos próximos 15 minutos. Já que fã é um povo que gosta de viajar na maionese mais que eu. continue lendo »

Os filhotes de Cubo

Primeira Fila segunda-feira, 29 de agosto de 2016 – 2 comentários

Cubo é um thriller algo popular. Foi lançado em 1997 e, salvo as diferenças, foi um Jogos Mortais que deu menos certo. Enquanto o (Quase) debut de James Wan rendeu uma franquia milionária, mais materialista do que distópica em relação à Cubo que, além de render sequencias ruins, como Hypercubo e Cubo Zero, inspirou um recurso muito curioso: A alienação de desconhecidos, que precisam definir estratégias para sobreviver, em um espaço claustrofobicamente desconhecido.

Jogos Mortais se utiliza desse recurso fugindo das referências sci fi nas quais sua “contraparte” canadense mergulha. Mas, em geral, os filmes que optam por esse caminho, seguem a uma cartilha para fugir das consequências de raios lasers, armadilhas tecnologicamente avançadas e outras drogas. Lembrando que, excluindo o desespero de ser mira de alguma conspiração, essa história já foi vista naquele lugar que gosto muito de visitar… Além da Imaginação. Para os curiosos, vale conferir o episódio Five Characters in Search of an Exit.

Mas como o lance aqui é dica de cinema e não dicas eternas de Twilight Zone, vamos seguir em frente porque esse texto não vai se escrever sozinho. E todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite: Café e contemplação. continue lendo »

Festa estranha com gente esquisita

Primeira Fila segunda-feira, 15 de agosto de 2016 – 0 comentários

Hello, party people! Hoje eu vou falar de dois filmes que são bem diferentes e, ainda assim, muito parecidos. Tanto o ritmo, quanto fotografia e atuações me fizeram linkar Coerência e O Convite. A convergência é tão grande que ambos se desenrolam no mesmo contexto: Uma inocente reunião de amigos que desanda espetacularmente.

Eu tentei resenhar cada um separadamente, mas o bloqueio criativo foi tão intenso que parecia mais com um parto de uma gravidez psicológica. De alguma forma, é como se os dois se complementassem, apesar de compartilharem mais diferenças do que semelhanças. Vamos parar com o gerador de lero-lero e cair nas dicas. continue lendo »

O bom, o ruim e o limbo de Nicolas Cage

Primeira Fila segunda-feira, 08 de agosto de 2016 – 0 comentários

Minha relação com Nicolas Cage é um caso a ser estudado. Não escondo de ninguém minha implicância sabendo que, algumas vezes, é injustificada. Não é mau ator, mas atua em filmes que o fazem parecer pior do que de fato é. Mais um megalomaníaco que precisa trabalhar em um volume absurdos para sustentar seus excessos econômicos do que qualquer outra coisa. Nada contra até ai. Muito pelo contrário. Até me identifico.

O fato é que de tempos em tempos fico kinda obcecada por ele. Tipo essa semana. Hoje. Agora. Então, como ele tá fresquinho na minha memória, vou dar uma segmentada e selecionar os filmes bons, para fazer justiça, e os tão ruins que são bons. Ou seja, eu estava errada desde o início: Ele é foda e só faz filme TOP. 100% de aproveitamento.

Comecemos pelos bons…
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Esquadrão Suicida (Suicide Squad)

Cinema quinta-feira, 04 de agosto de 2016 – 0 comentários

Montar uma equipe com os mais perigosos, encarcerados super-vilões do mundo, fornecer-lhes o arsenal mais poderoso do governo, e enviá-los em uma missão para derrotar uma entidade insuperável e enigmática. A oficial de inteligência dos EUA, Amanda Waller, escolheu apenas um grupo secretamente convocado de indivíduos desprezíveis com quase nada a perder. No entanto, uma vez que eles percebem que não foram escolhidos para vencer, mas escolhidos por sua culpa quando eles inevitavelmente falharem, será que o Esquadrão Suicida vai morrer tentando, ou decidir que é cada um por si?

Após a lambança que aconteceu no mundo depois da aparição do Superman, uma brilhante ideia, só que não, veio de Amanda Waller, uma diretora de uma agencia supersecreta chamada A.R.G.U.S.: Reunir (E forçar) os piores criminosos para uma força tarefa para situações impossíveis, o Esquadrão Suicida. Mas é claro que dá ruim, e uma entidade do capiroto ameaça a destruição do mundo e é a hora de testar o novo esquadrão. continue lendo »

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