Em Esposa de Mentirinha, um cirurgião plástico de caso com uma professora bem mais jovem pede à sua leal assistente que finja ser a esposa de quem ele está se divorciando para encobrir uma mentirinha casual. Após mais mentiras que saem pela culatra, os filhos da sua assistente também acabam envolvidos, e todo o grupo parte para um fim de semana no Havaí que mudará as vidas de todos eles.
Antes de mais nada, devo avisar: Não, essa sinopse ae tá errada. Mas isso que dá ser preguiçoso e copiar o que a galera das distribuidoras divulga [Nada contra vocês, galera. Eu sei que muitas vezes as ordens vem de cima]. A questão é que Danny, o cirurgião em questão usa uma aliança e muita lábia pra dar o golpe do cara que só se fode com a esposa em casa pra pegar umas cocotas. Porque todo mundo sabe que mulher adora dar um colo [E algo mais] pra cara que tá na merda. continue lendo »
Em ‘Desconhecido’, o Dr. Martin Harris (Liam Neeson) acorda após um acidente de carro em Berlim e descobre que sua esposa (January Jones) não o reconhece e que outro homem (Aidan Quinn) assumiu sua identidade. Ignorado por autoridades incrédulas e caçado por assassinos misteriosos, ele se vê sozinho, cansado e sempre em fuga. Auxiliado por uma aliada improvável (Diane Kruger), Martin mergulha de cabeça em um mistério mortal que vai obrigá-lo a questionar sua sanidade, sua identidade e até onde ele está disposto a ir para descobrir a verdade.
É aquela velha história: Nego bate a cabeça, acorda de um coma de quatro dias num hospital, e quando vai ver a mulher, ela diz que não conhece ele, e tá com um cara que diz ser você. Já aconteceu com todo mundo, né? Não?
Aliás, deixo desde já avisado que esse texto terá spoilers. Que podem ou não ser verdadeiros. Leia por sua conta e risco. continue lendo »
O documentário acompanha os dias que antecedem a grande apresentação de Justin Bieber no lendário Madison Square Garden, enquanto conta como foi a infância do prodígio cantor em uma pequena cidade no Canadá e como ele sempre mostrou ter o dom para a música, até que foi descoberto pelo produtor Scooter Braun após os vídeos do garoto conseguirem grande sucesso no YouTube. Momentos cruciais que o fizeram seguir o rumo artístico são mostrados durante o longa, que conta com diversas entrevistas de artistas que ajudaram Justin Bieber e diversas pessoas ligadas ao astro teen.
Primeiro: É caça-níquel? Claro que é. É dispensável um documentário desse? Sim, é. O filme é horrível? Não, não é. Pelo contrário, é um bom documentário. Claro, como eu disse, totalmente dispensável, afinal, quem, além das (Muitas, muitas, muitas) fãs mais fervorosas quer saber da vida do garoto que nasceu em 94? Mas é, também, um meio de fazer Justin ser respeitado pelo talentoso artista que ele é. continue lendo »
Britt Reid é filho do magnata da mídia de Los Angeles James Reid e sempre levou uma vida desregrada, sem se preocupar com nada, apenas com festas, mulheres e o café na cabeceira da cama, pra tomar quando acordasse. Porém, sua vida vira de cabeça pra baixo quando seu pai morre por uma picada de abelha e agora Britt tem todo o império do pai em suas mãos e um jornal pra administrar, o que não vai ser tão fácil como ele imaginou, mas que o ajudará na empreitada que encarou com um ex-empregado de seu pai, Kato, um especialista em artes marciais, em construções bélicas e em perfeita blindagem de carros: Virar um vigilante noturno, combatendo o crime de LA sem ligar para a lei, assumindo, asism, a identidade de Besouro Verde.
O filme é baseado na série de rádio criada nos anos 30 e que já virou série de cinema nos anos 40, série de televisão (Com Bruce Lee) nos anos 60, um filme em 1974, um filme em Hong Kong em 94 e um curta francês em 2004. Por já ser tão saturada, os roteiristas Evan Goldberg e Seth Rogen e o diretor Michel Gondry apostaram numa renovação da história e dos personagens, uma releitura moderna para atrair o novo público. E consegue, mas isso não significa que o resultado seja um ótimo filme. continue lendo »
Narrado por Matt Damon, o documentário revela verdades incômodas da crise econômica mundial de 2008. A quebradeira geral, cujo custo é estimado em US$ 20 trilhões, resultou na perda do emprego e moradia para milhões de pessoas. Com pesquisa e entrevistas, o filme revela as corrosivas relações de políticos, agentes reguladores e a Academia.
Cês devem lembrar daquela crise de 2008, certo? Que não chegou a afetar tanto a gente aqui embaixo [Por incrível que pareça], mas que devastou a economia norte-americana. Pois é, esse filme fala sobre ela. Sobre como ela foi construida, desenvolvida e encerrada. Encerrada entre aspas, mas tudo bem.
O que, você não acredita que uma crise possa ser construida? Que mané, vai lá assistir a bagaça e depois volta aqui. continue lendo »
Aron Ralston gosta de passar seu tempo livre nas montanhas do Utah, escalando-as, mergulhando nos pequenos lagos e se sentindo livre, podendo fazer tudo o que quer, chamando o lugar de sua segunda casa. Para se sentir mais livre ainda, Aron costuma evitar que seus amigos e familiares saibam onde ele passa esses finais de semana. Em mais um final de semana nas rochosas montanhas do Utah, Aron acaba ficando preso numa fenda, com uma enorme e pesada rocha prendendo seu braço contra a parede. Ele não pode ser resgatado, já que está numa região completamente isolada e não avisou ninguém onde iria. E ele passará lá as 127 Horas do título do filme, que é baseado em uma história real.
Se você não conhece a história de Aron Rolston, fuja de todas as sinopses e até dos trailers. Sério. É até desastrado grande parte da imprensa e da divulgação do filme já contar inclusive o final e o clímax do longa. Pode-se defendê-los apenas pelo fato ter ocorrido há pouco tempo, em 2003, e muitos podem conhecer ou se lembrar de tal história, mas grande parte do público não conhece a história de Aron Rolston, portanto esse erro poderia ter sido facilmente evitado. continue lendo »
Olha, eu gosto bastante de filmes épicos, mesmo que Hollywood insista em tentar me fazer mudar de ideia. Quase que eu desisto do gênero de vez depois de ir ao cinema pra ver pérolas como Tróia, Alexandre e mais recentemente, Fúria de Titãs.
Porém, sobrevivendo a esse último trauma, voltei pra ver o Robin Hood do Ridley Scott, que deu uma certa sobrevida na minha esperança. E eis que então me deparo por acaso com um filme que me fez acreditar que tudo ainda tem salvação. Mas olha só que surpresa, passou pelo Brasil quase despercebido, no final do ano passado.
Michael Kovak trabalha na agência funerária de seu pai, mas se sente reprimido, sem espaço pra viver, com o pai por perto e fazendo o mesmo trabalho que seu progenitor fez em sua mãe, quando esta morreu. Então decide estudar no seminário mesmo sendo cético, afinal, é de graça, e sair pouco antes do juramento para se tornar padre; mas não é bem o que acontece e ele vai parar no Vaticano, fazendo um curso de exorcismo. Com o decorrer do curso, conhece a jornalista Angelina, que está fazendo uma matéria sobre exorcismos, e conhece, também, o nada ortodoxo padre Lucas, especializado em expulsar demônios invasores de corpos. Com a convivência com o padre, Michael irá conseguir a resposta para a pergunta: Os demônios existem mesmo ou os “possuídos” são apenas pessoas com algum problema mental?
Nada de novo no novo filme do diretor Mikael Håfström e pouca coisa que valha a pena. E é mais uma fraca estreia para o início do ano, como é padrão de Hollywood: Após um final de ano atribulado com filmes favoritos às grandes premiações, o começo do ano sempre recebe os renegados e os filmes que não têm tanto potencial comercial – leia-se: Blockbusters – e que não têm força pra sobreviver ao concorrido verão norte americano, onde saem os grandes investimentos dos estúdios. continue lendo »
O pai de Mattie Ross (Hailee Steinfeld), de apenas 14 anos, foi assassinado a sangue frio por Tom Shaney (Josh Brolin). Em busca de vingança, ela resolve contratar um xerife beberrão, Reuben J. Cogburn (Jeff Bridges), para ir atrás dele. Inicialmente ele recusa a oferta, mas como precisa de dinheiro acaba aceitando. Mattie exige ir junto com Reuben, o que não lhe agrada. Para capturar Shaney eles precisam entrar em território indígena e encontrá-lo antes de La Boeuf (Matt Damon), um policial do Texas que está à sua procura devido ao assassinato de outro homem.
Bravura Indômita é o remake de um faroeste (Por ser mais fiel ao livro, tem algumas pequenas variações – principalmente no final), de mesmo nome, medíocre do final da década de 60 que só se destacou pelo Oscar “político” dado a lenda do gênero, John Wayne. Uma história que, por si só, é estranha ao gênero – uma vez que é protagonizado por uma garota de 14 anos. Tendo isso em mente, e conhecendo a filmografia dos Coen, só existem dois resultados esperados – um filme sem coração, construido em cima de um argumento que exige ao menos a menção de um “coração”, ou um filme emocional que fuja de tudo que os Coen já produziram. Um meio termo seria fatal. continue lendo »
Em O Discurso do Rei um jovem rei relutante assume o trono depois que seu irmão, Edward, abdica. Considerado incapaz de governar por conta de uma gagueira nervosa, o monarca despreparado precisa reencontrar sua voz com a ajuda do “terapeuta da fala” Lionel Logue e levar o país ao combate contra os alemães na Segunda Guerra Mundial.
Quando eu assisti pela primeira vez o trailer de O Discurso do Rei, uma certeza me veio a mente: É um típico “Oscar bait” (Filme feito com intenção de conseguir diversas indicações em premiações, principalmente o Oscar). É um filme de época, com a 2ª Guerra Mundial de fundo, regido pelo sotaque britânico, sobre a realeza, sobre superação, com um protagonista “falso-frágil” carismático, interpretado por um ator que já merece o prêmio há algum tempo, com um personagem coadjuvante “mentor-excêntrico” vivido por um ator consagrado e uma personagem coadjuvante no melhor estilo “mulher forte que suporta o marido” (Assim como é Amy Adams, também indicada, em O Vencedor) na pele de uma atriz que também já cobra seu prêmio. Colin Firth, Geoffrey Rush e Helena Bonham Carter, reespectivamente.
Assistam o trailer e tirem suas próprias conclusões.