Justin Bieber – Never Say Never

Cinema quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

 O documentário acompanha os dias que antecedem a grande apresentação de Justin Bieber no lendário Madison Square Garden, enquanto conta como foi a infância do prodígio cantor em uma pequena cidade no Canadá e como ele sempre mostrou ter o dom para a música, até que foi descoberto pelo produtor Scooter Braun após os vídeos do garoto conseguirem grande sucesso no YouTube. Momentos cruciais que o fizeram seguir o rumo artístico são mostrados durante o longa, que conta com diversas entrevistas de artistas que ajudaram Justin Bieber e diversas pessoas ligadas ao astro teen.

Primeiro: É caça-níquel? Claro que é. É dispensável um documentário desse? Sim, é. O filme é horrível? Não, não é. Pelo contrário, é um bom documentário. Claro, como eu disse, totalmente dispensável, afinal, quem, além das (Muitas, muitas, muitas) fãs mais fervorosas quer saber da vida do garoto que nasceu em 94? Mas é, também, um meio de fazer Justin ser respeitado pelo talentoso artista que ele é.

Antes de me atirarem aos leões, olhem um pouco pra trás. Você, amigo, aposto que via todo dia os clipes do Backstreet Boys e das Spice Girls na MTV. Ou você aí, mais velho, que acha que tá por cima, aposto que você dançou Não Se Reprima e usou um mullets vergonhoso por causa do Paulo Ricardo, do RPM. Ou seja, toda geração tem a sua mania vergonhosa, a sua obsessão. E execrar a atual só porque não é da sua época é hipocrisia. Por melhor que seja ver uma Emma, uma Geri ou uma Britney Spears dançando no palco e nos clipes, Justin Bieber é, sim, melhor artista que essas três. E as Spice Girls fizeram aquela bobagem daquele Spice World e a Britney Spears fez aquela outra bobagem Crossroads. Ao menos, o filme do Justin Bieber é tragável.

 “Baby, baby, baby, ohhh”

Todos esses artistas pop (Soma aí N’Sync) levaram um certo tempo para emplacar. Backstreet Boys, por exemplo, lançou um disco primeiro na Alemanha, pra só depois estourar na casa natal, os EUA. E basta pensar que todos esses astros desses grupos hoje são ex-astros, exceção feita apenas à Justin Timberlake e, sendo bonzinho demais, à trôpega Britney Spears. Mas Bieber participou de um concurso aos 12, postou vídeos na internet aos 14 e, aos 16, já é o maior astro da cenário musical mundial. E é melhor que Lady Gaga e Daft Punk, podem apostar.

O filme alterna diversas apresentações de músicas no Madison Square Garden com entrevistas, imagens de arquivo e o cotidiano do garoto nos dez dias que antecedem o grande show no MSG. E isso pode se mostrar meio confuso algumas vezes, já que o filme larga um assunto repentinamente, pra voltar a ele muito tempo depois. E por tratar de um assunto tão supérfulo e não tão rico como a vida de um garoto de 16 anos, é fácil para o público perder o foco, mas a concentração volta nas boas performances do garoto no MSG.

 Nesse instante ele canta a melhor música dele, a Down to Earth.

Algumas participações são dispensáveis (Miley Cyrus), enquanto outras são inspiradas, como a de Snoop Dogg, que faz apenas uma entrevista, mas esbanja todo seu carisma já característico ao brincar com o seu cabelo e o de Justin Bieber. As entrevistas com as pessoas mais próximas a ele e as com seus familiares mostram como o garoto está vivendo sua infância e não está tendo sua infância roubada, como aconteceu com Michael Jackson, que também experimentou um enorme sucesso muito cedo.

A personalidade do garoto, sempre brincalhão e atento, mas ainda criança, ajuda o filme a não se perder completamente e só crescer nos números musicais, ainda mais grandiosos com o ótimo 3D. É fácil simpatizar com ele.

Só espero que esse documentário faça com que os tr00s de plantão deixem o preconceito de lado e passem a respeitar Justin Bieber como artista. Não precisa gostar; eu não gosto (Apenas a música Down to Earth, que conheci no filme, e que é excelente), mas parar de desprezar apenas pela legião de fãs não muito espertas que ele tem e por ele ser um garoto. E é o que ele é: Apenas um garoto. Mas que com apenas 16 anos já conquistou o mundo. E vai continuar no topo por muito tempo.

Justin Bieber – Never Say Never

Justin Bieber – Never Say Never (105 minutos – Documentário)
Lançamento: EUA, 2011
Direção: Jon Chu
Elenco: Justin Bieber, Jaden Smith, Usher, Miley Cyrus, L.A. Reid, Scooter Braun

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Antes de comentar, tenha em mente que...

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  • rick-oh

    Justin Bieber é o satanas!!!

  • Kavarosh

    Prefiro lady gaga a justin bieber

  • Caveira

    Verei esse filme amanhã, para acompanhar minha irmãzinha. Então voltarei aqui para dizer como você está redondamente enganado, como o JusTÊN continua ruim e como o filme é uma porcaria.

  • pedrow

    “E é melhor que Lady Gaga e Daft Punk, podem apostar.”
    Que porra de comentario foi esse,nao pela lady gaga,mas pelo daft punk
    daft punk é fodah e um guri merdinha nao é melhor q eles por varios motivos q eu nao vou nem citar
    alem disso daft punk tem uns filmes e recomendo a animaçao interstella 5555

  • R352

    gosto do Justin Bieber tanto quanto gosto de enfiar minha mão num triturador de carne

  • K

    http://youtu.be/baSVkgy2UoU

    Eu comento; todos comemora
    E um adendo rápido: ISSO sim é um FILME. Já vi umas quinze vezes e só pretendo parar quando perder a graça. Ou seja, nunca.

  • Loney

    1 – Depois de você reclamar da Emma, da Geri e da Britney (Que mesmo sendo altamente incompetentes, são gostosas pra caralho), creio que você é gay.

    2 – 6?!Sério?! Porra, tô junto com o Caveira nessa

    3 – Pizurk, como cê emprega um cara que ouve Down to Earth e GOSTA?!

  • Caveira, eu não falei pra gostar do Justin Bieber, até disse que não importa gostar ou não, isso vai do gosto de cada um. Eu falei pra respeitar o garoto como artista, que é o que ele é, gostando ou não. E você já tá indo assistir ao filme considerando-o ruim sem ao menos tê-lo assistido.

    Pedrow, eu sei que o Daft Punk tá estabelecido há muito mais tempo, mas isso não o faz melhor que o Justin Bieber. E eu não gosto de nenhum dos dois, mas sou mais propenso a gostar de Justin Bieber do que Daft Punk.

    K, hahahha, a série tinha que dar um fim no personagem dele, acharam esse jeito. Faz tempo que não assisto CSI.

    Loney, foi exatamente o que eu falei: as três são gostosas, mas são mais incompetentes do que o Justin Bieber. Eu dei 6 para o filme e não para o cantor Justin Bieber e você tá julgando minha nota antes de ver o filme, LOL.

    E, Loney, defender um artista não faz uma pessoa ser gay; o que faz uma pessoa ser gay é se sentir atraída por outra do mesmo sexo. E mesmo se eu fosse gay, qual seria o problema? oO

  • Loney, como eu posso julgar? Nunca ouvi Down to Earth. E nem pretendo. Eu devia demitir todos vocês.

  • Loney

    Alailson, não teria absolutamente nenhum problema em você ser gay… só acho que ter bofes melhores que o Bieber.

    E Pizurk, realmente, devia demitir todos e postar sozinho aqui no Bacon.

  • K

    Acho bacana ver o outro lado da moeda. Véi, se eu escrevo um texto falando mal do guri, todo mundo comemora. Se você escreve um texto falando que – como artista – o cara é foda, geral cai em cima.

    Tem uma grande diferença entre reconhecer o talento de alguém e ser fã. Não sou fã de Beatles, mas reconheço que foi uma banda foda – e ainda é, para alguns. Só que reconhecer o talento de hype e que todo mundo finge que odeia – mas bem que curte ouvir/dançar na balada – é coisa pra quem tem mais de três neurônios. Ainda bem que eu tenho quatro.

  • Loney, se eu fizer isso, o bacon morre. E indiretamente o bacon já me rendeu cerveja, então tá tudo em casa. E eu tou bêubo.

  • Matheus

    Não gostei,gosto ou gostarei em toda minha existência desse cantor,mas,gosto não se discute não é mesmo?
    Eu respeito os fãs dele sim,mas não aquelas que além de gostarem dele,o põe no lugar de Deus e são meio retardadas,como a maioria das pessoas da minha sala.
    Eu já assistia CSI porque adorava a série,não perco um capítulo sequer depois que eles o mataram.
    Só não foi tão épico quanto o dos suícidios nas primeiras temporadas,mas tá valendo.

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