Há alguns anos fundei um Clube do Livro junto com uma amiga. A ideia inicial era apenas (re)ler As Brumas de Avalon – de longe minha série de livros preferida. Então quando o Clube se expandiu e eu trouxe a ideia de ler o livro Pachinko, eu sabia que as chances de eu gostar da leitura eram altas. E isso porque as duas histórias têm uma característica que eu amo: romance multigeracional. Adoro demais quando acompanho os desdobramentos familiares através dos anos e os impactos/consequências das decisões dos personagens. A obra foi tão bem sucedida que virou uma excelente série pela Apple TV (as imagens que ilustram o texto são dela), ainda na 2ª temporada (são previstas quatro). Pachinko, não à toa, foi o livro preferido de 2024 do nosso pequeno Clube e eu não poderia deixar de indicar essa obra-prima aqui pra vocês! continue lendo »
Antes de A Chegada e Interestelar pensarem em existir, Contato estreou em 1997 atualizando o sci-fi filosófico/epistemológico e propondo uma nova maneira de contar uma história sobre vida extraterrestre. Eu gosto demais dos três filmes citados e, cada um à sua maneira, possui excelentes reflexões e competências técnicas. Hoje eu venho te converter te mostrar todas as razões que transformaram esse filme de Robert Zemeckis em obra básica da ficção científica moderna e fonte de inspiração de tudo que veio depois, inclusive o mais novo Devoradores de Estrelas (que de forma inacreditável não possui resenha aqui no Bacon e, sim, vai sobrar pra mim). continue lendo »
Num domingo frio e chuvoso eu fiz o que um cinéfilo que se preze deveria fazer: busquei um filme de suspense que eu ainda não tinha assistido (muito embora eu tenha um fetiche quase inexplicável por reassistir filmes antigos). Acabei caindo em Revelação, do diretor Robert Zemeckis, o que por si só deveria ser o suficiente para me convencer. Zemeckis dirigiu obras como De Volta para O Futuro, Náufrago, Forrest Gump, A Morte Lhe Cai Bem e Contato. Só a nata mesmo. Resultado? Altas expectativas. E como a gente já sabe, a expectativa é essa grandessíssima filha da puta que adora colocar água no seu chopp. continue lendo »
Oi, tangas! Quer dizer, ainda posso chamar vocês de tangas ou já tô cringe demais? Bom, I don’t care (I’m 90’s, bitch!). E, olha só, eu já tive um reinado nessa bodega, acredite você ou não. Se clicar ali em cima no meu nome você vai descobrir um tesouro dezenas de textos que eu já produzi para esse site através de trabalho escravo em épocas longínquas. Voltei porque cinema é algo que eu ainda amo e, talvez, eu goste de sofrer.
E eu volto já com o pé na porta com um filme daqueles que valem seus 104 minutos. A princípio, você pode achar o ritmo lento – e eu vou culpar completamente a geração dopamina barata na qual estamos inseridos e com o cérebro carcomido por reels e TikTok –, mas a beleza dele vem justamente de suas pausas. São os silêncios e espaços onde você escuta as engrenagens trabalhando e conjecturando possibilidades que elevam o longa à sua potência máxima… até chegar ao poderoso final. continue lendo »
Esse texto faz parte de uma série, em que ex-colaboradores e conhecidos retratam sua percepção sobre os 10 anos de Bacon. Já se foi metade do mês e vocês ainda tão nessa…
Dez anos atrás eu faria uma das coisas mais estúpidas e legais da minha vida: Me candidataria para escrever pra esse site. Poderia parecer besteira, mas eu era só uma adolescente de 18 anos – provavelmente entediada – que gostava muito de cinema. Cheguei aqui como leitora e depois de ver um anúncio de que contratavam estagiários, me candidatei pra vaga. Depois de uma seletiva (SIM, anjos, teve teste escrito e tudo mais), eu comecei de fato a escrever para o Bacon junto com outros escravinhos colegas. Foram diversos textos, uns bem sucedidos, outros nem tanto, promoção de estagiária para redatora, muito carinho e muita coragem de tomar esbrega do Pizurk sem receber nem um centavo. continue lendo »
Turbowolf é uma banda do Reino Unido nem tão nova assim (Ela nasceu em 2011), mas que chuta bunda de muitas outras bandas superestimadas por aí. O rock dos caras é tão bom e controverso, que une o novo e o old school ao mesmo tempo. O clipe abaixo é um excelente exemplo do que eles tem de melhor: Guitarras pesadas, um certo capricho aqui e ali, um teclado bacana e clipes psicodélicos de aura vintage. Aliás, os caras sabem muito bem ser esquisitos (Não chegam aos pés do collant prata dos caras do MGMT), rola bigodão, cabelão e muita atitude. No entanto, o mais importante mesmo, o som, é de tirar o chapéu! continue lendo »
Já faz algum tempo que a produção do filme inspirado na música Faroeste Caboclo, da banda Legião Urbana, vinha ganhando força, mas foi esse mês que finalmente divulgaram o trailer do longa. A estreia está prevista para 30 de maio, quando o filme deve aportar nas salas de cinema Brasil afora. Minha humilde opinião? O trailer tá bonitinho, bem editado e deu vontade de ver. Se for tão bom quanto a música, vai figurar entre as melhores produções tupiniquins dos últimos tempos. Dê um clique e veja se você concorda comigo. continue lendo »
Pois é, galero, eu sou muito fã de Stephen King. E há muito tempo atrás eu escrevi esse texto aqui, sobre coisas que eu mudaria/faria caso eu tivesse poder para tanto. Dentre os meus devaneios – incluindo investir nos filmes do Ben Afleck e vê-lo ganhando o Oscar de melhor filme em 2013 –, expressei a minha vontade de fazer uma adaptação à altura do livro Cemitério Maldito. Essa vontade criou raízes quando assisti o filme Cemitério Maldito de 89 (E é, eu sei que essa merda tem continuações). O filme foi para mim a maior decepção do universo e eu chuto que talvez o problema maior tenha sido porque li o livro antes de assistir a adaptação. Mesmo assim, o longa é péssimo e cheio de altos e baixos, o que é uma pena já que a obra de King é uma das melhores que já li. Já aviso também que daqui pra frente o texto está lotado de spoiler, então sem mimimi. continue lendo »
Na minha opinião, talvez Chaplin tenha sido o maior cineasta que já existiu. Seus filmes ultrapassaram tantas barreiras e alcançaram tantas pessoas de tantas formas, que não conheço ninguém mais com tanto sucesso no que diz respeito a cinema. E quando digo sucesso quero dizer no sentido de cumprir o fim a que se destina, e não a quantidade de prêmios que faturou. Charlie Chaplin tornou seu Carlitos cômico, leve, impressionante e muitíssimo acessível (Meu sobrinho de 4 anos assistiu O Garoto com mais interesse do que Ben 10). Este filme foi mais um dos brilhantes projetos de Chaplin, já neste ponto bastante famoso, indo em direção oposta aos primeiros filmes falados que surgiam na época. Escrito, dirigido e protagonizado pelo próprio cineasta, o longa é mudo e em preto e branco, mas deixa na chinela as “comédias” atuais. Sem dúvidas, atemporal e imortal! continue lendo »
A primeira vez que assisti O Mágico de Oz, lá com meus 8 anos de idade e por insistência da minha mãe, eu não entendi nada. Ela, coitada, ficou com cara de bolinho e não tocou mais no assunto. Hoje, no entanto, eu consigo ver o que rolou, afinal, este é mais um daqueles filmes “infantis” não recomendado para crianças. Eu poderia citar pelo menos mais dois exemplos de filmes semelhantes, como A Viagem de Chihiro e O Labirinto do Fauno, onde em todos eles são usados alegorias dessa fase, mas dificilmente uma criança conseguirá captar a mensagem. Pra mim, isso acaba sendo um ponto bem positivo, mas é preciso ser justa: Por mais que O Mágico de Oz seja um clássicão dos bons, ele não é para todos. Isso não quer dizer que você tem que ter doutorado pra entender, nada disso. Mas você vai precisar certamente curtir musicais e ter uma capacidade de interpretação média a alta (O que, com todo respeito, falta em pelo menos metade dos leitores dessa bodega). continue lendo »