O Vencedor acompanha Mickey Ward, uma eterna promessa do boxe que nunca vinga. É treinado pelo problemático meio-irmão Dicky Ecklund, ex-boxeador, mas que acabou com a carreira por causa do vício em crack. E é agenciado pela mãe, que não possui estrutura nenhuma para tal atividade – nem estrutura emocional. Os dois acabam, mesmo que não intencionalmente, atrapalhando a carreira de Mickey, que começa a ser aconselhado por sua namorada, Charlene, a largar os dois e encarar a carreira de maneira mais profissional, para, enfim, deixar de ser uma promessa e se tornar uma realidade no mundo do boxe. Baseado em uma história real.
O filme do diretor David O. Russel (Aquele que fez Três Reis) foi moldado para o Oscar: Uma abordagem típica de filmes aclamados pela Academia; apuro técnico imenso; belas atuações; história de superação (Até certo ponto) e a data em que foi lançado, pouco antes da temporada de premiações de Associações e Sindicatos. Mas apesar desse preconceito que há com esses filmes, a verdade é que a maioria consiste em excelentes longas. O que é o que acontece aqui, com O Vencedor, que justifica e merece cada uma das suas sete indicações ao Oscar. continue lendo »
Cisne Negro é um thriller psicológico ambientado no mundo do balé da Cidade de Nova York. Natalie Portman interpreta uma bailarina de destaque que se encontra presa a uma teia de intrigas e competição com uma nova rival interpreta por Mila Kunis. O filme faz uma viagem emocionante e às vezes aterrorizante à psique de uma jovem bailarina, cujo papel principal como a Rainha dos Cisnes acaba sendo uma peça fundamental para que ela se torne uma dançarina assustadoramente perfeita.
Darren Aronofsky é um dos diretores mais aclamados da última década há anos. Sendo todo esse furor baseado em um único filme: Réquiem para um Sonho – não a toa em posição previlegiadíssima em nosso Top 100. Depois disso, ele fez o apenas bom Fonte da Vida, para então virar um astro hollywoodiano ao reviver a carreira de Mickey Rourke no ótimo O Lutador. Agora, o que acontece quando você junta o estudo de personagem do último filme com o terror e o suspense de Réquiem? Simples. Você faz uma obra prima e de bônus elimina de uma vez por todas o fantasma da Padmé da vida de Natalie Portman. continue lendo »
Remake americano do excepcional filme sueco Deixa Ela Entrar. Um jovem garoto, Owen, de 12 anos, mora com a mãe e vive uma vida solitária: Não tem amigos e, na escola, é alvo dos valentões da turma. Uma noite, enquanto estava ao pátio do prédio que mora, Owen conhece sua nova vizinha: Abby. Também por ser solitária por natureza, Abby se interessa e se aproxima de Owen, que finalmente ganha uma amiga. Só que Abby não tem os 12 anos que aparenta ter; tem bem mais. E precisa de sangue para poder sobreviver.
Uma justiça tem que ser feita com esse Deixe-me Entrar: Achar que ele seria superior ao original sueco é ingenuidade ou até confiança extrema. Se conseguisse ser melhor que o sueco, estaria em absolutamente todas as categorias do Oscar esse ano. Mas exatamente por ter um nível tão alto, mesmo o remake sendo inferior, ainda é um grande filme e funciona muito bem, com um ou outro deslize, que não afetam de maneira fatal o longa americano. E tem, talvez, a atriz mirim mais promissora no cenário atual de Hollywood. continue lendo »
O filme gira em torno de Johnny Marco, um astro de filmes de ação de Hollywood e que vive no lendário hotel Chateau Marmont e vive uma vida de diversão – porém vazia: Participa de festas que nem queria estar, consegue mulheres facilmente e é admirado pelos fãs. Tem essa vida solitária até que sua filha, Cleo, de 11 anos, fruto de um casamento fracassado, começa a participar mais de sua vida. Agora com a filha por perto, Johnny começará a rever certos conceitos de sua vida.
Mais um filme de Sofia Coppola, filha do mestre Francis Ford Coppola (Trilogia O Poderoso-Chefão e Apocalypse Now, claro que é mestre). Ela já havia provado ter jeito ao roteirizar e dirigir o excelente Encontros e Desencontros, que também tinha como protagonista uma estrela de Hollywood. E não é pra menos essa intimidade de Sofia com o mundo das celebridades hollywoodianas: Além de filha de Francis Ford, é prima de Nicolas Cage e já foi casada com Quentin Tarantino. E essa intimidade a ajuda a entender e mostrar melhor esse lado, oferecendo um segundo grande filme sobre o assunto. continue lendo »
Jamie Randall é um grande conquistador, coleciona garotas no currículo. E isso faz com que ele perca seu emprego em uma loja de eletrônicos. Agora desempregado, ele precisa arranjar um trabalho e decide entrar no curso de representante de vendas da Pfizer, grande empresa do ramo farmacêutico e logo se torna um representante da companhia e vai trabalhar em outra cidade, sob a tutela de Bruce Winston. E conhece Maggie, uma jovem paciente que, apesar da idade, já desenvolveu o Mal de Parkinson. Os dois, que não buscam compromisso sério (Ele por sua natureza “galinha” e ela por seu problema de saúde), começam a se envolver e percebem que a relação está muito mais séria do que eles imaginavam ou esperavam.
É o tipo de filme que pode enganar: Por se dizer comédia romântica e reverter alguns clichês do gênero e apostar mais alto nas cenas de sexo e no drama da história, alguns podem achar que estão vendo uma novidade, um ótimo filme; mas, apesar de ser melhor que o padrão comédia romântica, o filme não é tudo isso. Não é um grande filme, mas assusta e engana alguns desprevenidos e acostumados com o risível nível das comédias românticas da Katherine Heigl. continue lendo »
O filme conta a história de um homem que vive uma queda livre emocional. Em sua viagem em busca de redenção, a escuridão ilumina o seu caminho. Conectado ao outro mundo, Uxbal é um trágico herói e pai de dois filhos que, ao sentir o perigo iminente da morte, batalha contra uma dura realidade e um destino que o impede de perdoar, perdoar-se, por amor e para sempre.
Vamos direto ao que interessa. Sim, a intepretação de Javier Barden mereceu a palma de ouro e uma (Cotada, mas improvável) indicação ao Oscar, não seria nenhum absurdo. Ele carrega 2h30 de filme nas costas. Ou melhor, ele carrega o filme de 2h30 nas costas. Não que o filme seja ruim – pelo contrário, ele é de grande qualidade, roteiro relativamente sólido e direção adequada. Seu grande problema? Contar uma história que conhecemos de trás pra frente. O que é uma frase irônica, se você assistiu a obra. continue lendo »
Zé Colmeia (Sem acento, hein? Lembrem da palhaçada da reforma ortográfica) e Catatau vivem tranquilamente no parque Jellystone, onde a grande atividade deles é roubar a comida dos visitantes do parque, já que eles dois não são ursos normais, não pescam sua própria comida e não hibernam; eles são mais parecidos com humanos, pensam e agem como humanos. Foram abençoados com inteligência humana e até falam. Tudo para o terror do guarda Smith, que toma conta do parque, que está cada vez mais sem visitas, o que leva o prefeito da cidade a querer fechar o parque e vendê-lo, para equilibrar as contas públicas. Agora cabe a Zé Colmeia, Catatau, o guarda Smith e sua amiga Rachel o papel de tentar salvar o parque que eles tanto amam.
Mais uma adaptação dos desenhos da prestigiada empresa de animações Hanna-Barbera (William Hanna e Joseph Barbera). Já tivemos os fracos filmes do Scooby-Doo e o mais fraco ainda filme d’Os Flintstones. E Zé Colmeia não é muito diferente: fraco, sem graça, com razoáveis efeitos especiais e desnecessário. continue lendo »
Uma garota de 16 anos (Ou 15? tanto faz) fica com a casa pra ela por 20 dias, já que sua mãe viajou a trabalho. Nesse meio-tempo, ela passa por mudanças, consegue ficar com o garoto que gosta, perde a virgindade, arranja altas confusões na escola, se aproxima da menina mais popular da sala, começa a descobrir certos segredos de seu melhor amigo, se envolve com o brincalhão da sala (Com quem jamais imaginou ter algo) e faz um trabalho sobre quantas garotas virgens há no ensino médio.
Oi? Sim, isso é o filme. Parece Malhação, né? E por mais que seja um projeto que surgiu há 5 anos e que já foi série no GNT, web-série e livro, é inegável que o filme pegou onda no sucesso (de qualidade, não de público) de As Melhores Coisas do Mundo. Mas falhou. E feio. continue lendo »
Lemuel Gulliver é só mais um nerd fracassado, que trabalha na distribuição de correspondências na redação de um jornal e é apaixonado por uma das editoras, Darcy Silverman. Para não deixar transparecer seu lado fracassado, Gulliver acaba dizendo à ela que adora viajar e escrever matérias sobre as viagens e Darcy dá a ele uma matéria para fazer no folclórico Triângulo das Bermudas. Para manter a faceta, Gulliver aceita. Mas misteriosos problemas acontecem durante a viagem e ele vai parar no reino de Lilliput, onde as pessoas são minúsculas e ele, gigante. Sentindo-se grande pela primeira vez na vida, Gulliver inventa várias histórias para conquistar a admiração dos moradores do pequeno reino, o que não conseguiria back in home. Mas aprenderá que a mentira tem perna curta e nunca é o melhor caminho.
Eu poderia dizer que “para as crianças, é uma história de aventuras, cheia de criaturas fantásticas e de humor escatológico e, para os adultos, é o olhar implacável sobre o homem, suas instituições e seu apego irracional ao poder e ao ouro”, mas aí eu estaria copiando a contra-capa do livro que inspirou o filme e mentindo sobre o longa em si, que é uma bobagem sem tamanho. E já passou do tempo em que seria coerente dizer que Jack Black poderia salvar um filme sozinho. continue lendo »
Numa bela manhã, um ferroviário gordinho (Ethan Suplee, o gordão do espetacular A Outra História Americana) está manobrando um extenso trem de carga e pula da cabine para ajeitar os trilhos, mas esquece de travar a alavanca de segurança e o trem começa a acelerar, trilho abaixo, desgovernado, em direção a uma populosa cidade, mas o maior perigo do trem é sua carga: altamente tóxica, que, caso exploda na cidade, causará uma tragédia sem igual. O monstro desgovernado atravessa o caminho de Will Colson (Chris Pine) e Frank Barnes (Denzel Washington), um jovem condutor e um experiente engenheiro, respectivamente, que não se dão muito bem, pela diferença de idade, mas terão que superar essas dificuldades para tentar parar o trem assassino, antes que seja tarde demais.
Incontrolável é a 38ª 5ª parceria do diretor Tony Scott e do ator Denzel Washington (Maré Vermelha, Chamas da Vingança, Déjà Vu e O Sequestro do Metrô 123) e me surpreendi ao constatar, logo que o longa terminou, que esse era o melhor filme da dupla. Eu esperava um filme exatamente como os outros: Previsível (Déjà Vu) ou, até certo ponto, preconceituoso (Chamas da Vingança). Mas não, temos aqui um grande filme de pura ação, como deve ser: Veloz, barulhento, agitado e sem parar. continue lendo »