Cisne Negro (Black Swan)

Cinema quinta-feira, 03 de Fevereiro de 2011

 Cisne Negro é um thriller psicológico ambientado no mundo do balé da Cidade de Nova York. Natalie Portman interpreta uma bailarina de destaque que se encontra presa a uma teia de intrigas e competição com uma nova rival interpreta por Mila Kunis. O filme faz uma viagem emocionante e às vezes aterrorizante à psique de uma jovem bailarina, cujo papel principal como a Rainha dos Cisnes acaba sendo uma peça fundamental para que ela se torne uma dançarina assustadoramente perfeita.

Darren Aronofsky é um dos diretores mais aclamados da última década há anos. Sendo todo esse furor baseado em um único filme: Réquiem para um Sonho – não a toa em posição previlegiadíssima em nosso Top 100. Depois disso, ele fez o apenas bom Fonte da Vida, para então virar um astro hollywoodiano ao reviver a carreira de Mickey Rourke no ótimo O Lutador. Agora, o que acontece quando você junta o estudo de personagem do último filme com o terror e o suspense de Réquiem? Simples. Você faz uma obra prima e de bônus elimina de uma vez por todas o fantasma da Padmé da vida de Natalie Portman.

E eu já falei que se trata de um filme de terror? Não aquelas bobagensn de Jason e tal, mas o mais puro thriller psicológico. O sentimento de claustrofobia e corrupção, lembra o clássico do Polanski Repulsa ao Sexo, sem mesmo precisar de um espaço confinado. Seguimos de perto a personagem de Portman (E não soltamos nem em seus trajetos, usando e abusando da câmera “que segue” – assim como em O Lutador), e junto com ela, vamos gradualmente vendo o sentimento de ansiedade se tornar paranóia. E quando já não sabemos o que é real e ilusão, começamos a perceber a dubiedade de todos os personagens que envolvem a bailarina.

Porém, a direção de Aronofisky por si não garantiria a excelência do filme, se não fosse pelo poder das atuações. Portman faz a melhor atuação de sua carreira (E será merecido se levar o Oscar no lugar da não tão mais favorita Annete Benning), e atua ao lado de um ótimo Vincent “apareço até em filme brasileiro” Cassel, uma poderosa Barbara Hershey – cujo papel lembra o da mãe religiosa em Carrie – A Estranha, e que era uma das favoritas as principais premiações, até começar a ser desbancada pela sua colega, a surpreendente Mila Kunis. Para aqueles que ainda não se motivam a assistir, ela faz um luta de velcro com a protagonista. Mas enfim.

 O verdadeiro motivo que vai te fazer ir ao cinema.

Cisne Negro é um filme original, pesado, meticulosamente planejado e se mostra não só um projeto maduro, como um filme que desbanca Réquiem para um Sonho como a “grande obra” de Aronosfky. Levante essa bunda e vá assistir.

Cisne Negro

Black Swant (110 minutos – Terror, Drama)
Lançamento: EUA 2010
Direção: Darren Aronofsky
Roteiro: Mark Heyman e Andres Heinz
Elenco: Natalie Portman, Mila Kunis, Barbara Hershey, Winona Ryder e Vincent Cassel

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  • Marina

    Melhor que Réquiem? O.O
    Tenho que assistir!

  • Putz, tô louco pra ver, mas se estrear daqui a um mês aqui onde eu moro é lucro…

    E eu ainda considero o Pi a obra-prima do Aronosfky.

  • Alexandre

    Odiei. Na boa, podem até dizer q eh “cabeça” demais pra mim… Mas sei lá, eu sei que nem todo filme é SÓ entretenimento, mas pelo menos um pouco podia ser né? A atuação da Natalie entretanto é impecável. Num curti foi a piração toda mesmo.

  • Marina

    Nossa, a Natalie está impecável no filme. No entanto, não achei que superou Requiem. Agora é torcer para ela levar o oscar.

  • Lightspeed

    Agora imagina como vai ser o Wolverine dirigido pelo Aronofsky

  • Willy

    Vi nesse final de semana, e juro que até a metade do filme tava me perguntando como é que eu ainda estava acordado!! Mais pro final o filme melhora sensívelmente, só que é complicado dizer que esse é um filme bom… No mínimo inquietante, estranho, confuso…
    Atuações fantásticas, contexto diferente…
    Mas fico com uma dúvida F*** se é realmente bom ou ruim!! Não sei!! tó confuso!!

  • Sebastião

    Não tenho palavras pra dizer o quanto eu gostei desse filme, (aliás tenho porque estou comentando),Natalie Portman se mostrou muito capaz durante transição da historia e da “quebra” (como um dos posteres mostram) de sua personalidade. Como o teatro, o balé também precisa ser encarado com emoção e sentimento, e foi isso mesmo que Nina fez. Muito bom !!!!

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