Top 10 – Trilogias

Clássico é Clássico segunda-feira, 09 de novembro de 2009

Reza a lenda que, a cada solstício de inverno consagrado por Capricórnio com ascendente em Sagitário, os deuses do cinema permitem que seja realizada uma boa trilogia. Tudo bem que algumas vezes elas se escondem atrás de uma temática em comum, sendo muito mais um tema que o diretor esteja trabalhando em três diferentes filmes do que uma trilogia de fato. Ainda sim, isso vale muito mais do que obra primas e suas continuações desnecessárias (Tubarão e Psicose logo me vêm a mente). Mas deixemos de enrolação e vamos ao Top10.

10) Trilogia das Cores

(Krzysztof Kieslowski, 1993 e 1994)
Composta por: A Liberdade é Azul, A Igualdade é Branca e A Fraternidade é Vermelha

Trilogia cult que faz alusão a bandeira da França e o significado de cada cor. Apesar de A Liberdade é Azul ser um drama sem sal, os outros dois filmes são bem legais – principalmente o último, que ganhou uma enxurrada de prêmios e deu fama mundial ao homem das sete consoantes e uma vogal.

9) Trilogia Hannibal

(Jonathan Demme, Ridley Scott e Brett Ratner, 1991, 2001 e 2002)
Composta por: O Silêncio dos Inocentes, Hannibal e Dragão Vermelho

Hannibal Lecter é sem dúvida um dos vilões mais marcantes da história do cinema, e estrelou, na pele de Anthony Hopkins, em um dos melhores filmes da década de 90. Mas ainda sou da opinião (Uiara que não me escute) que os outros dois filmes (Não vou nem falar daquela porcaria que o théo gosta) são completamente dispensáveis. Claro que é legal se aprofundar um pouco mais na história de um personagem tão bem construído, mas não muda o fato do filme de 1991 ser uma obra prima, frente às suas continuação, que não passam de bons blockbusters.

8) Guerra nas Estrelas Ep. IV-VI

(George Lucas, Irvin Kershner e Richard Marquand, 1977, 1980 e 1983)
Composta por: Uma Nova Esperança, O Império Contra-Ataca e O Retorno de Jedi

Por tudo que representou a cultura nerd nerd pop nerd pop cinematográfica, é impossível deixar uma das mais famosas trilogias do cinema de lado. Principalmente porque, apesar da qualidade dos filmes destoarem, é um dos poucos casos em que uma trilogia é justificada. Uma, viram bem? Não duas.

7) Trilogia dos Dólares

(Sergio Leone, 1964, 1965 e 1966)
Composta por: Por um Punhado de Dólares, Por uns Dólares a Mais e Três Homens em Conflito

Eu até admito não gostar de faroeste… eu mesmo não sou fã. Porém deixar de assistir a trilogia de Sergio Leone (Principalmente o último filme), é um dos maiores pecados que um cinéfilo pode cometer. É como deixar de assistir Cantando na Chuva por não gostar de musicais ou Metrópolis por não aguentar filmes mudos. Ligados apenas pelo personagem “sem nome” de Clint Eastwood, a trilogia dos dólares conseguiu arrumar um candidato a altura de John Wayne no quesito “melhor ator de Western”.

6) O Senhor dos Anéis

(Peter Jackson, 2001, 2002 e 2003)
Composta por: A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei

Os filmes são cansativos, lotados de personagens e nomes impossíveis de serem lembrados, mas também foi o recado de Peter Jackson – tudo é possível no mundo do cinema, até mesmo reviver a saga épica de Tolkien. A parte visual então está intocável: sejam pelas locações maravilhosas, o trabalho de maquiagem, fantasias e direção de arte perfeitos ou os personagens e seres lendários trazidos a vida. Menção honrosa por ser uma das trilogias mais “parelhas” dessa lista – até o segundo filme, que não é tão bom, compensa com a inesquecível batalha do Abismo de Helm.

5) Indiana Jones

(Steven Spielberg, 1981, 1984 e 1989)
Composta por: Os Caçadores da Arca Perdida, O Templo da Perdição e A Última Cruzada

Indiana Jones é sem dúvida uma das trilogias (Trilogia, se quiser colocar um quarto filme, encaixe A Múmia e finja que Harrison Ford foi substituído pelo Brendan Frasier) mais divertidas da história do cinema. Essencialmente pipoca, a trilogia se destaca dos outros filmes do gênero por ter, além de um diretor fodônico, um personagem realmente carismático, e uma música tema que ficou eternizada na história do cinema.

4) Trilogia da Vingança

(Chan-wook Park, 2002, 2003 e 2005)
Composta por: Mr.Vingança, Oldboy e Sra.Vingança

Aposto que muita gente já assistiu Oldboy e nunca soube/teve interesse de assistir os outros dois filmes da trilogia de Chan-wook Park. Grande erro… apesar de excelente, o filme do “homem preso em busca de vingança” encontra um concorrente a altura na primeira obra da série: Mr.Vingança é um filmaço, com direito a todas as perverções de câmera que uma pessoa pode ter. E sejamos justos, mesmo estando um patamar abaixo dos outros filmes, Sra.Vingança fecha a trilogia com dignidade e ajuda a colocar o cinema sul coreano como um dos mais promissores do novo século.

3) O Poderoso Chefão

(Francis Ford Coppola, 1972, 1974 e 1990)
Composta por: Parte I, Parte II e Parte III

Você jurava que a trilogia mais celebrada do cinema estaria em primeiro lugar, certo? Errado. Apesar de contar com dois dos melhores filmes de toda essa lista (há divergências), essa série nunca deveria ter se tornado uma trilogia. Quer saber porque? Leia as críticas da Uiara sobre os 3 filmes, aqui, aqui e aqui.

2) Trilogia do Apartamento

(Roman Polanski, 1965, 1968 e 1976)
Composta por: Repulsa ao Sexo, O Bebê de Rosemary e O Inquilino

Aposto que pouquíssimas pessoas perceberam que esses filmes de terror suspense psicológico formassem uma trilogia. Mas assim como Bertolucci (E sua trilogia “entre quatro paredes” composta por O último tango em paris, O assédio e Os sonhadores),o pedófilo Polanski também nos trouxe três obras primas com um elo temático – o apartamento.

1) De Volta para o Futuro

(Robert Zemeckis, 1985, 1989 e 1990)
Composta por: Parte I, Parte II e Parte III

Esqueça Senhor dos Anéis e seu custo astronômico, Guerras nas Estrelas e sua importância para o cinema pop, As Cores de Kieslowski e seu status cult ou as atuações épicas de Poderoso Chefão – nenhuma trilogia conseguiu ser tão divertida, lucrativa e respeitosa com seus fãs quanto De Volta para o Futuro.

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