Assisti esse filme sem nenhuma informação extra da internet, sem saber qual a opinião do mundo sobre ele, nada. E bem se sabe que a opinião de alguém na internet pode mudar levemente a opinião de alguém que lê. Hey, não negue – somos humanos e humanos gonna humanizar, sempre. Um coisa é ler uma opinião e levá-la em conta, outra é substituir a sua pela nova. De qualquer jeito, vejam só, eu assisti esse filme precisamente duas vezes em minha existência mundana: A primeira, na rede de televisão de Señor Abravanel, o SBT, há pelo menos uma década. Na época eu mal sabia o que era a interwebs, quanto mais o que eram os “formadores de opinião” dela. A segunda vez que assisti foi semana passada. E aí é que tem coisa pra falar.
Então pessoas, passam os anos e Hollywood continua se afundando cada vez mais na sua própria crise criativa. Tanto que a Fox decidiu não respeitar nem o hiato padrão que geralmente se segue depois de uma franquia que não deu certo (Pro público esquecer da cagada anterior) e já anunciou um novo filme dos X-Men, meros 5 anos depois do fatídico X-Men: O Confronto Final (E isso sem contar o filme do Wolverine). Mas basta uns trailers bacanas pra que todo mundo (Inclusive eu) volte a se encher de esperanças, e bora pro cinema de novo. Mas pelo menos dessa vez, valeu a pena.
O capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) vai até Londres para resgatar Gibbs (Kevin McNally), integrante de sua tripulação no Pérola Negra. Lá ele descobre que alguém está usando seu nome para conseguir marujos em uma viagem rumo à Fonte da Juventude. Sparrow investiga e logo percebe que Angelica (Penélope Cruz), um antigo caso que balançou seu coração, é a responsável pela farsa. Ela é filha do lendário pirata Barba Negra (Ian McShane), que está com os dias contados. Desta forma, Angelica quer encontrar a Fonte da Juventude para que seu pai tenha mais alguns anos de vida. No encalço deles está o capitão Barbossa (Geoffrey Rush), que agora trabalha para o império britânico.
Após essa sinopse um tanto quanto esclarecedora, digo-lhes duas coisas: A primeira é que se você já viu algum outro filme da série, você sabe como esse aqui é, e a segunda, é que você já sabe o final, só não sabe que sabe. continue lendo »
Lembro que quando lia a revista Bravo! 100 Filmes Essênciais da História do Cinema, um dos filmes que eu ainda não havia visto que mais me chamaram a atenção foi um tal de O Mensageiro do Diabo (Qualquer coisa que tenha o nome do belzebú se torna mais intrigante, rs). Pela pequena sinopse, o filme parecia ser algo grandioso, com um dos maiores vilões da história do cinema. Logo, eu pensei que seria um daqueles caras que saiam matando pessoas por aí, apenas por crueldade. Mas o vilão se mostraria muito maior que tudo isso.
Em pleno deserto californiano, um pneu com poderes telepáticos acorda subitamente e começa a assassinar todos os seres vivos que encontra pela frente. Enquanto os habitantes locais assistem incrédulos os crimes cometidos pelo emborrachado serial killer das rodovias, policiais dão início a uma caçada ao criminoso, que passa a nutrir misteriosa paixão por uma jovem. É ou não é a melhor sinopse de todos os tempos?
Então, um pneu. Assassino. Eu poderia parar por aqui, mas o Pizurk provavelmente não gostaria nada disso. E vocês devem estar esperando apenas um filme de terror padrão regado a sangue, tripas e um peitinho aqui ou acolá, certo? É, eu também pensava assim. Mas é claro que um filme onde o protagonista é um pneu não poderia parar por aí. Infelizmente. continue lendo »
Quando pensamos nos hermanos argentinos, a primeira coisa que surge é futebol (Na rivalidade com o Brasil quando é dia jogo. E quando não é também). No entanto, a indústria cinematográfica argentina – que passa batida quase sempre – é tão competente quanto o Messi. Um exemplo de reconhecimento da qualidade foi O Segredo de Seus Olhos, que levou pra casa o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010. Depois disso, os cinéfilos passaram a voltar mais seus olhos abelhudos para a vizinhança e foi numa dessas garimpadas que acabei achando um longa que há tempos já haviam me indicado. Nove Rainhas, lançado em 2000, me surpreendeu e se mostrou um filme muito inteligente com um diferencial: Nada de vibe cult, alternativa ou artística. O filme joga limpo com o expectador e presenteia com entretenimento de alta qualidade (Uma espécie de Onze Homens e Um Segredomuito melhorado). Nove Rainhas segue a velha equação que todo mundo conhece, mas os cineastas esquecem: Roteiro forte + elenco preparado + edição sem firulas = sucesso. continue lendo »
Fazia tempo que eu tinha ouvido falar nesse tal Flash Gordon. Ouvi dizer que era um filme cult, mas isso não importava muito. Na verdade, a graça pra mim, quando não conhecia, era o nome: Uma parada chamada “Flash Gordon” não pode ser ruim. Certo, parece bizarrice minha (E é) mas comecei a gostar disso aqui pelo nome, simplesmente. continue lendo »
Sinceramente, nunca li nenhum livro de Truman Capote e sinceramente (De novo), este filme não me empolgou em nada para a tarefa. Eis mais uma prova de que o Oscar é de quem paga mais.
Putz, me dei conta que nunca escrevi nenhuma crítica específica a algum filme do diretor favorito da falecida Uiara: O Quentin Tarantino, é claro. Bom, como todos sabem, o Tarantino é um dos diretores expoentes da nova geração, muito graças à imensidão de referências que ele faz ao universo da cultura pop, e ao próprio cinema, em sua mais diversificada expressão (Seja a filmes clássicos, trash e etc.) e a um estilo que ele vem conseguindo fazer que seja próprio seu. Esse estilo é caracterizado por muito sangue, humor negro, diálogos inteligentes e às já citadas referências ao mundo pop. No texto de hoje, falarei sobre um filme de 2007, mas que só veio parar em terras tupiniquins a menos tempo, e que inclui bastante do modo como o diretor se propôs a fazer cinema.
Tudo que Lodge quer de seu grupo de jogo é terminar a aventura. Infelizmente, eles estão mais interessados em seduzir garçonetes, provocar inimigos e colocar fogo em vilas. Desesperado para colocar as coisas em ordem, Lodge coloca dois noobs no jogo: Um NPC controlado por ele, de quem os jogadores imediatamente desconfiam e o jogador mais raro de todos – uma garota. Poderá o grupo superar sua rivalidade para salvar o reino, ou triunfará o necromante Mort Kemnom sem oposição? Uma paródia de filmes de fantasia e da comunidade de jogos, The Gamers: Dorkness Rising é uma hilária brincadeira com o mundo de espadas e magia – nesse caso, um mundo de camponeses explodindo, gatos gigantes e de perus mortos-vivos. Bora Jogar!
Apesar de ter o mesmo nome, esse filme não é uma continuação de The Gamers e tem lado bom e ruim nisso… Seja como for, a sinopse oficial é ainda pior que a do primeiro. continue lendo »