Os 5 vilões mais legais do Superman

HQs quinta-feira, 08 de maio de 2008 – 1 comentário

Ultimamente tenho me empolgado bastante com o Universo DC. Com o Lanterna Verde e o Superman, mais precisamente. Principalmente o Lanterna Verde. E a medida que eu vou lendo as revistas do Super, vou percebendo algo: Os inimigos dele são super-legais (hehe). Selecionei os que eu mais gostei, e agora irei apresentá-los a vocês. Reparem que eu disse “que eu mais gostei” e não “os mais fortes”, por isso não venham chorar porque Doomsday está fora.

5 – Bizarro
4 – Brainiac
3 – Cyborg Superman
2 – General Zod
1 – Lex Luthor

As 6 melhores revistas publicadas atualmente (EUA) – 4 – All-Star Superman (DC)

HQs sexta-feira, 11 de abril de 2008 – 3 comentários

Este texto faz parte de uma lista que, definitivamente, não é um top 10. Veja o índice aqui.

Se você está surpreso, saiba que eu também fiquei ao ver as constantes críticas positivas feitas á esta revista. Sempre achei Grant Morrison um roteirista hypado (superestimado), e o único trabalho dele que eu gostava eram os roteiros que fez para o volume anterior da revista dos Novos X-Men, uma fase polêmica (ele que matou Jean Grey). Após ler a revista, me sinto obrigado a concordar com as críticas.

All-Star Superman foge do padrão usado no título “normal” do Homem de Aço. O passado do Super é resumido em uma página, e então Morrison retorna ao tempo presente. Uma expedição ao Sol foi sabotada por Lex Luthor, e o Superman vai até lá para impedir que os astronautas morram carbonizados. O Super salva o dia, e descobre que a exposição ao Sol triplicou seus poderes. Mas uma má notícia vem logo em seguida: Suas células foram afetadas, e ele está morrendo. E isso é só a primeira edição.

Então Morrison deixa sua imaginação fluir, e impressiona com suas loucas e não menos belas histórias, enquanto o Superman faz de tudo para aproveitar seus últimos momentos. Você verá todo tipo de loucura nas páginas de All-Star SUperman, desde uma quebra-de-braço entre o Super e dois deuses para ver quem terá o prazer de sair com Lois Lane, até um muito bem elaborado diálogo entre Clark Kent e Lex Luthor, que em breve seria executado por seus crimes, mas feliz por ter “matado” o Superman (a radiação solar citada no segundo parágrafo, lembra?).

Cada edição conta uma nova aventura, e a qualidade da revista só faz aumentar. Eu passei a gostar de vilões que antes me pareciam toscos e mal explicados (oi, eu me chamo Doomsday e apareci do nada para matar o Super, como vão vocês da Liga da justiça?), e aprendi sobre a “Dinastia Superman”, vista em DC Um Milhão. Nunca pensei que o “complexo de messias” característico dos personagens da DC pudesse ser usado de forma tão positiva.

Os desenhos de Frank Quitely não são focados no realismo. Pelo contrário, de vez em quando ele usa desproporciona seus personagens, deixando-os meio infantis. Isso é ruim? Não. Essa técnica contribui para o que eu imagino ser o propósito da revista, emocionar os já proclamados fãs do Superman, e atrair novos leitores com belas histórias. E as cores vivas dadas pelo colorista Jamie Grant realçam esses desenhos em todas as situações.

Antes de conhecer a linha All-Star, eu só havia me impressionado tanto com uma história do Superman ao ler “Secret Identity”, que não fazia parte da cronologia. All-Star Superman é o perfeito oposto do sombrio e pesado All-Star Batman & Robin de Frank Miller, e consegue ser ainda melhor. A revista ganhou o prêmio Eisner de melhor série nova, e é um dos melhores projetos que a DC já realizou. Eu também considero ela a segunda melhor revista da DC, e a quarta melhor revista publicada atualmente.

All-Star Superman

Título original All-Star Superman
Lançamento: 2005
Arte: Frank Quitely
Roteiro: Grant Morrison
Número de Páginas: 25
Editora:DC

Overdose Zumbis: Cronologia Marvel Zombies

Bíblia Nerd sexta-feira, 21 de março de 2008 – 2 comentários

É overdose de zumbis aqui no AOE, e como todo bom marvete eu não consigo pensar em zumbis sem lembrar de Marvel Zombies. A série foi iniciada por mark Millar, e ficou famosa principalmente por causa de Arthur Suydam e suas capas, zumbificações de capas clássicas da Marvel. Com clima e humor mórbido, Marvel Zombies está entre os melhores lançamentos da editora nos últimos tempos. E é justamente por isso que eu fiz esse guia cronológico. Você não precisa seguir esta ordem (até porque a ordem de lançamento foi outra completamente diferente), mas seria legal se o fizesse. Sem mais demoras, vamos ao que interessa:

Army of Darkness vs Marvel Zombies (John Layman e Fabiano Neves)

Você provavelmente já viu o filme ou leu alguma resenha (como a que o Piratão fez) de Army of Darkness. Pois bem, este belíssimo crossover começa após o término da décima terceira edição de Army of Darkness, publicado pela Dynamite Comics. O protagonista Ash Williams foi transportado para a Nova Iorque da Terra 2149, algum tempo antes do início da epidemia zumbi. Enquanto assistia uma briga entre o Demolidor e um dos membros da Gangue da Destruição, Ash é abordado por uma velha possuída por um dedite. Ela o avisa sobre o futuro sombrio deste universo, e diz que um exército das trevas iria se levantar. Ash vai para a Mansão dos Vingadores, avisá-los sobre o perigo, mas é dado como louco e posto para fora. Logo em seguida, os Vingadores recebem a notícia de que algo estranho está acontecendo no centro da cidade.

Ash tenta avisá-los novamente, mas é pego pelo Homem-Aranha e levado para longe. Ash conta sua história, até que os dois percebem que os Vingadores foram “mortos” por uma versão zumbi do Sentinela. O Homem-Aranha é mordido pelo Capitão América, e deixa Ash cair num beco. O nosso herói (no caso, Ash) é então cercado por heróis zumbis, mas acaba sendo salvo pelo Homem-Aranha. Preocupado com Mary Jane a sua tia May, o Aranha deixa Ash no topo de um prédio e vai para casa, mesmo estando infectado. Em meio a tanto caos e zumbis super-poderosos, Ash decide dar uma de messias e tentar salvar este mundo. Como? Com o Necronomicon. O único problema é: Onde está o livro?

Este é o “capítulo” mais bem-humorado da Saga dos Zumbis Marvels, e esclarece algumas dúvidas quanto a origem dos zumbis. As capas seguem a mesma linha de “capas clássicas zumbificadas”, e a arte de Neves é ótima. Leitura obrigatória para quem quer se adentrar no Universo dos Zumbis Marvel e para fãs de Evil Dead.

Marvel Zombies: Dead Days (Robert Kirkman e Sean Phillips)

Dead Days começa exatamente após o Homem-Aranha ter abandonado Ash, e se segue paralelo aos acontecimentos de Army of Darkness vs Marvel Zombies. Peter vai para seu apartamento com a intenção de salvar MJ e May, mas acaba sendo dominado pelo vírus e as devora.

Enquanto isso, os heróis sobreviventes se reúnem no Heliporto flutuante da SHIELD. Nova Iorque está devastada, e alguns dos super-seres mais poderosos dos EUA já foram transformados. Nick Fury resolve apostar alto nos dois homens mais inteligentes vivos: Reed Richards e Tony Stark. Reed se encarrega de procurar uma cura, e Tony de criar um portal para transportar os sobreviventes para uma outra dimensão. Mas tempo é algo escasso, e os zumbis se reúnem para um ataque ao Heliporto…

Dead Days fecha a origem dos zumbis de forma maestral. Se Army of Darkness explica alguns pontos da série, Dead Days esclarece todo o resto. De todas as edições desenhadas por Sean Phillips, esta é certamente a melhor. Dead Days é um One-Shot (edição única).

Ultimate Fantastic Four: Crossover (Mark Millar e Greg Land)

Foi durante as edições 21 a 23 de Ultimate Fantastic Four, no arco intitulado “Crossover”, que surgiu o conceito dos zumbis Marvel. Enquanto “brincava” com seu portal dimensional, Reed recebe uma mensagem vinda dele mesmo, em uma outra dimensão. Os dois batem altos papos, até que o Reed do universo desconhecido chama a versão Ultimate para um encontro. O ingênuo Ultimate Reed aceita, e ajusta o portal dimensional. Mas chegando lá, ele se depara com uma Terra totalmente diferente do que esperava: a Terra 2149, lar do zumbis Marvel.

O jovem estava prestes a ser devorado vivo quando foi salvo por um aliado inesperado, talvez a única pessoa capaz de sobreviver a tal situação. Falo de Magneto, o mestre do magnetismo. O mutante o leva até um esconderijo, onde se refugiavam também um homem e sua filha. Reed não sabia, porém, que enquanto ele se escondia, o Quarteto zumbi se dirigia á sua dimensão…

Crossover é o primeiro dos quatro arcos escritos por Mark Millar para a revista, e o início da melhor fase do Quarteto Ultimate (tanto em roteiro quanto em arte) e uma das séries mais interessantes da Marvel.

Marvel Zombies (Robert Kirkman e Sean Phillips)

O capítulo mais conhecido, Marvel Zombies dá continuação aos acontecimentos de Crossover. Magneto acabou de destruir o portal, e está cercado por zumbis. Ele corre e resiste por um tempo, mas acaba sendo morto. E eu me refiro a morte permanente. O resto da mini é focada exclusivamente nos zumbis. Eles devoraram todas os seres do mundo, e agora não têm o que comer. A única exceção é o Dr. Hank Pym que, como visto em Dead Days, esconde o Pantera Negra em seu laboratório e arranca pedaços dele quando tem fome.

Temos então um curto período de desenvolvimento de personagens antes do aparecimento do Surfista Prateado. Os zumbis têm uma certa dificuldade para enfrentá-lo, mas nada comparado ao que vem pela frente. Afinal, os zumbis podem ter devorado todos os seres do planeta, mas ainda assim não são nada quando comparados ao maior devorador do universo: Galactus!

Mórbida, divertida e mórbida de novo, Marvel Zombies incomoda em algumas partes (pelo fato de mostrar ícones da Marvel zumbificados e desumanos), mas no geral é uma ótima leitura. Ponto para Kirkman, o Rei Zumbis dos quadrinhos.

Ultimate Fantastic Four: Frightful (Mark Millar e Greg Land)

Essa parte é meio confusa (cronologicamente falando), e não sei ao certo onde se encaixa na cronologia. Arrisco dizer que acontece durante Marvel Zombies. Dr. Doom põe em prática sua vingança contra Reed, e o Quarteto zumbi está em seus planos. Bom, isso é tudo que posso falar, qualquer informação adicional estragaria esse arco e o plot twist surpreendente do final. Dadas as circunstâncias não tenho mais o que falar desse arco, a não que aquele que não for fã do Dr. Doom, está prestes a se tornar um.

Black Panther: Hell of a Mess (Reginald Hulin e Francis Portela)

Este arco do medíocre volume 3 da revista do Pantera Negra não tem muita importância para a série. Reed Richards e Sue Storm estão em sua segunda lua-de-mel, e enquanto eles estão fora, T’challa e Tempestade completam o Quarteto. E em meio a uma aventura bizarra viajando por entre as dimensões, o novo Quarteto vai parar no planeta dos Skrulls. Situação desagradável? Com certeza. Mas não tão desagradável quanto a chegada dos zumbis Marvel no planeta. Pois é, agora é zumbis Marvel vs Quarteto de T’challa!

Esta é uma revista que não fede nem cheira, e o Pantera Negra é um bom personagem que vem sido mal-aproveitado, mas este arco até que foi bacana. Não faz falta para a cronologia, porém.

Marvel Zombies 2 (Robert Kirkman e Sean Phillips)

Por fim, o último capítulo lançado. Recomendo que não leia esta parte se ainda não tiver visto o final de Marvel Zombies. Anos se passaram desde o dia em que os zumbis deixaram a Terra. Cansados de viajar pelo universo, e lamentando o fato de nenhum outro ser ter uma carne tão saborosa quanto os humanos, eles resolvem então voltar para a Terra, e reconstruir o portal dimensional.

Na Terra, T’challa, Janet e os acólitos administram um povoado e repovoam o planeta. Janet descobriu que quando um zumbi passa um longo período sem se alimentar, perde a fome. E é esta informação que divide o grupo de zumbis quando eles chegam. Parte deles resolve dominar o povoado e fazer uma criação de humanos, enquanto a outra decide lutar contra a fome. Prepare-se para a Civil War zumbi!

As batalhas estão sutilmente mais violentas, já que não há motivo para ter pena de destroçar zumbis. Marvel Zombies 2 segue a linha de qualidade de Marvel Zombies, e encerra a saga dos zumbis super-poderosos. Será mesmo?

O retorno do sonho

Bíblia Nerd quarta-feira, 05 de dezembro de 2007 – 3 comentários
O Sentinela da Liberdade está de volta

Não é o que você está pensando. Steve Rogers, o Capitão original, está mesmo morto e deve continuar assim. Mas a Marvel precisa do Sentinela da Liberdade, quer você goste ou não dele. E para recriar um dos maiores personagens da editora, não há ninguém melhor que o grande Alex Ross.

Nove meses após a polêmica edição 25, Ed Brubaker, Steve Epting e Tom Brevoort assumem o controle da revista, iniciando uma nova era na edição 34, prevista para Janeiro. “E o que o novo Capitão tem de novo?” Bom, primeiramente, preste atenção na imagem acima. Sim, ele está carregando uma arma. E Alex afirmou que ele terá uma faca também. Parece que este Cap não liga muito para a saúde de seus adversários.

Mas a grande pergunta é, quem é o novo Capitão? O quarteto ainda não deu nem uma pista sequer, mas creio que boa parte dos marvetes já tenha uma teoria. A minha? Eu aposto em James Buchanan Barnes, ou simplesmente Bucky, o ex-parceiro (sem duplo sentido) de Steve Rogers. Maaaas a mini “Captain America: The Choosen” (Capitão América: O Escolhido, sem data de lançamento por aqui) está levantando dúvidas quanto á isso. No final das contas, só resta esperar que Janeiro chegue.

Top 5 Origens, Parte II

Nona Arte terça-feira, 04 de dezembro de 2007 – 9 comentários

Está na hora de dar continuidade ao Top 5 de Origens, iniciado aqui. Desta vez, irei rankear as origens dos antagonistas, seres necessários para o desenvolvimento de qualquer história. Eu pensei que seria fácil fazer um top 5 de vilões, mas logo vi que estava enganado. Após pensar bastante, cheguei a esta lista:

5- Grande Tubarão Branco (Great White Shark)
Ok, muitos devem estar se perguntando o que este cara está fazendo aqui no top 5. Mas este cara passou por muita merda até chegar ao status de vilão. De um jeito diferente, mas sofrível de qualquer modo. Tudo começou quando o Warren White, milionário conhecido como Grande Tubarão Branco, foi levado a julgamento sob a acusação de desvio de renda e sonegação de impostos. Numa tentativa de evitar a cadeia, White se fingiu de louco. O problema é que Gotham City é o único lugar em que a cadeia é melhor opção que um sanatório. White foi mandando para o Asilo Arkham, lar dos maiores psicopatas da cidade, como qualquer fã do Batman deve saber. Antes que alguém diga que isso não é nada, imagine como seria ter que almoçar na mesma mesa do Duas Caras ou do Coringa, por exemplo. White passou por todo tipo de abuso em Arkham, e sofreu até mesmo tentativas de assassinato. No final das contas, ele acabou preso no quarto do Sr. Frio, cuja temperatura ambiente é abaixo de zero. Com o tempo, sua pele foi sendo congelada e seu nariz caiu (Michael Jackson ainda é o rei do pop), deixando sua aparência similar a de um tubarão branco. Isso foi a gota d’água para o playboy, e ele acabou se tornando tão perturbado quanto seus colegas do Arkham. E justamente isso que adorei na origem dele, um vilão criado por outros vilões. Hoje em dia ele é um dos criminosos mais poderosos de Gotham, e chefia o crime de dentro do Asilo Arkham. Se quiser dar uma olhada em sua origem, leia Asilo Arkham: Inferno na Terra (Arkham Asylum: Living Hell).

4- Coringa (Joker)
Seria um desrespeito aos dcnautas deixar esse cara de fora da lista. Ele não só está entre os maiores da editora, como também é o oposto perfeito do Batman. Afinal, nas palavras de Grant Morrison, “o Batman é um cara bom que se veste de forma assustadora, enquanto o Coringa é um cara mal que se veste de forma inofensiva, um palhaço”. Nos seus tempos de cidadão comum, o Coringa era um comediante fracassado, prestes a ser pai. Ele chegou ao fundo do poço após a morte de sua mulher. Sem grana nenhuma, ele aceitou participar de um assalto a uma indústria química, sob a identidade de “Capuz Vermelho”. Graças ao Batman, as coisas não foram de acordo com o plano, e o pobre rapaz acabou caindo dentro de um dos tonéis de produtos químicos. Sua pele se tornou pálida e seus cabelos e lábios ficaram verdes, lembrando um palhaço. O que acontece a seguir, acho que todos sabem.

3- Massacre (Onslaught)
Um dos vilões mais poderosos e cruéis a pissar no Universo Marvel, Massacre também é possuidor de uma das origens mais irônicas. Tudo começou durante a conclusão do arco “Atração Fatal”, com a cena clássica em que Magneto arranca o adamantium de dentro de Wolverine. Isso foi suficiente para que Charles Xavier deixasse seus princípios de lado e usasse seus poderes para “desligar” a mente de Magneto. E foi dessa ação que Massacre nasceu. Ao conectar sua mente á de Magneto, Xavier foi “infectado” pela seu lado negro e despertou o que havia de mais cruel em si. “E o que há de irônico nisso?”, você me pergunta. Se você não consegue ver a ironia em ver Xavier, que sempre lutou pelo relacionamento pacífico entre humanos e mutantes, tomando conta das ruas de New York e declrando guerra á humanidade, então acredito que figuras de linguagem não é seu forte. Só acho uma pena que a saga “Massacre” tenha tido um final tão caça-níqueis, onde todos os personagens mortos foram revividos logo em seguida. Mas foi interessante, mesmo assim.

2- Volcano (Vulcan)
Na noite fatídica que separou a família Summers, Christopher e Katherine Summers foram teleportados para um cruzador Shi’ar, e levados até a sala do trono. Lá, o casal foi separado. Katherine, que estava grávida, teve seu bebê tirado de dentro do seu ventre e foi morta em seguida. Christopher conseguiu fugir, sem saber que seu filho caçula continuava vivo, e se tornou o pirata espacial Corsário. O pequeno Gabriel Summers foi posto numa máquina de envelhecimento e criado como escravo dos Shi’ar, até o dia em que foi parar na Terra, onde seria escravo de um relativo do imperador D’Ken. Ele foi encontrado pela doutora Moira McTargett, com amnésia, e passou a viver na Ilha Muir, junto a outros três mutantes. Ele disse que seu nome era Gabriel e após ler um livro de mitologia grega passou a se chamar Kid Vulcan. Gabriel chegou até a treinar com seu irmão Scott, o Ciclope dos X-Men, mas eles desconheciam seu parentesco na época. Quando os X-Men foram feitos prisioneiros em Krakoa, Xavier pediu á Moira para que “emprestasse” seus pupilos, com o objetivo de usá-los numa missão de resgate. Xavier fez um treinamento relâmpago por projeção astral e os mandou á Krakoa. A missão foi um fracasso. Vulcan foi o único sobrevivente. Ele permaneceu adormecido até o Dia M. Com a memória parcialmente reconstituída, ele colocou em ação um plano de vingança contra os X-Men, como visto em Gênese Mortal. Assim que Xavier recuperou o resto de sua mente, Grabiel partiu para Shi’ar, onde pretendia matar D’Ken e tomar o trono de imperador. Com a incrível habilidade de controlar as formas de energia, Gabriel é uma força a ser temida. Ele é o Imperador Vulcan.

1- Magneto
Meu vilão predileto, eu considero sua origem uma das melhores dentre o universo dos quadrinhos. Após ver o brutal assassinato de seus pais na mão de soldados nazistas, Magnus foi mandado para o campo de concentração de Auschwitz onde ele serviu no Sonderkommando, o grupo de judeus forçados a ajudar seus “mestres” nazistas na operação das câmaras de gás, fornos e crematórios do campo. Na sua estadia em Auschwitz, Magnus conheceu uma cigana chamada Magda. Magnus e Magda sobreviveram ao holocausto e se casaram. O casal teve uma filha, Anya. Magnus usou seus poderes conscientemente pela primeira vez quando sua família ficou presa num incêndio. Incapaz de resgatar sua filha devido á sua inexperiência, somada a interferência de um grupo de humanos raivosos, Magnus acaba usando seus poderes para se vingar, massacrando os humanos. Aterrorizada, Magda o deixou e meses depois descobriu estar grávida. Magda presumidamente morreu após ter dado luz a gêmeos mutantes na Motanha de Wundagore. Para despistar seus perseguidores, Magnus pediu ao mestre forjador George Odekirk para que criasse a identidade de “Erik Lehnsherr” para ele. Magnus eventualmente achou seu caminho até Israel, onde trabalhou como assistente num hospital psiquiátrico perto de Haifa. Ele ficou amigo de Charles Xavier, com quem ele fez longos debates, hipetetizando o que aconteceria se a humanidade fosse enfrentada por uma raça de seres super-poderosos. O par revelou sua verdadeira natureza quando eles impediram o criminoso nazista Wolfgang Von Strucker de obter uma grande quantia de ouro nazista. Causando um desmoronamento que aparentemente matou Strucker, Magnus percebeu que a visão de Xavier quanto a relação humano-mutante era incompatível com a sua e fugiu com o ouro. Temendo outro holocausto, ele adquiriu uma estância agressiva e letal contra a humanidade, ao formar o grupo terrorista conhecido como Irmandade de Mutantes. Ele passou a se chamar Magneto, mestre do magnetismo. Magneto acreditava que os mutantes, os quais ele chama de Homo Sapiens Superior, vão eventualmente ser a forma de vida dominante do planeta. Até que o Dia M chegou e cerca de 90% da população mutante, incluindo Magneto, perdeu seus poderes. Desde então, Magnus tem vagado por aí, rebaixado á condição de mero humano. Mas por quanto tempo?

E o Top 5 acaba por aqui. Como sugerido pelo Black, irei um dia fazer uma lista mais vasta, já que muito personagem que eu queria ter mencionado ficou de fora. Mas isso é coisa para se planejar com calma. Agora se me dão licença, vou rir dos meus amigos corinthianos, até que caia a ficha que meu Palmeiras não vai pra Libertadores e eu fique trsite também.

Top 5 origens, parte I

Nona Arte domingo, 02 de dezembro de 2007 – 13 comentários

Analisando os personagens de quadrinhos de uma forma bem generalizada, é possível separá-los em três grupos; Os que nasceram com habilidades especiais, os que as adquiriu conscientemente e os que se tornaram super-poderosos por acidente. Destes três grupos, se pode formar mais dois sub-grupos; Os que resolveram usar seus poderes para o bem/mal por acaso, e os que o fazem devido a algum acontecimento marcante. Em toda minha vida de leitor de hqs, eu sempre gostei mais dos que se encaixam nessaúltima categoria. Personagens cujo heroísmo/vilanismo resultam de um trauma são um verdadeiro leque de boas histórias. Visando isso, resolvi fazer um rank com as 5 melhores origens de heróis e vilões, em minha humilde opinião. Só vale tragédia. Para a parte I, veremos o rank dos heróis.

5- Batman
A vida de Bruce veio abaixo na noite em que ele viu seus pais serem assassinados por um ladrão comum. Extremamente abalado, Bruce jurou vingança e viajou pelo globo, treinando com os melhores lutadores e detetives vivos. De volta á Gotham City, ele investiu parte de sua fortuna (herdada dos seus pais) em apetrechos tecnologicos e montou uma base secreta embaixo de sua mansão. Com um uniforme que imita um morcego, ele é o protetor de Gotham, o cavaleiro das trevas, o… Batman. Eu o colocaria numa posição melhor, já que ele batalhou tanto para chegar ao nível atual de fodalidade, mas acho que herdar uma fortuna de bilhões de dólares facilitou um pouco as coisas.

4- Demolidor (Daredevil)
Matthew Murdock já começou a experimentar o gostinho da merda desde seu nascimento, quando foi abandonado pela sua mãe. Seu pai, Jack “Batalhador” Murdock, era um ex-pugilista que agora trabalhava como capanga do chefe da máfia da Cozinha do Inferno, bairro de New York. Na adolescência, Matt foi cegado por um acidente radioativo ao tentar salvar um cego (ironia é sempre bom). Em troca de sua visão, Matt teve um drástico aumento dos outros sentidos e adquiriu um tipo de radar, como um morcego. Stick, um ex-membro do Tentáculo, foi o responsável pelo seu treinamento em artes marciais. Enquanto isso, Jack Murdock voltava aos ringues, mas não da forma que ele queria. Jack deveria entregar a luta, e ele o teria feito se no último momento não tivesse percebido as habilidades de seu filho (mais detalhes na mini Daredevil: Battlin’ Murdock). Sua vitória no ringue foi sua morte nas ruas. O jovem Matt ficou deprimido com a perda, mas não amarelou e se tornou um advogado. De dia, ele pratica a lei do modo tradicional, de noite ele o faz do modo mais rápido. Eu sei que os fãs do Batman vão querer invadir minha casa e quebrar minhas pernas, mas eu tenho um bom motivo para Matt estar na frente: Até onde me lembro, ele nunca foi bilionário.

3- Wolverine
A origem dele não só é trágica, como também é longa e, devo dizer, bonita. Nascido no final do século 19 em Aberta, Canadá, James Howlett era o filho franzino e fráil de um casal de ricos donos de terra. Sua mãe, Elizabeth, havia sido internada por um tempo devido á morte de John Jr, seu primeiro filho. James passou boa parte de sua infância nos arredores da mansão, com seus amigos Rose (uma ruiva contratada para ser sua companhia) e Cão, filho de Thomas Logan o zelador. Logan era alcoolatra e extremamente violento com Cão, o que acabou traumatizando o garoto. No início da adolescência dos três (James, Cão e Rose), Cão tentou beijar Rose, e ao ver que ela não o queria, tentou agarrá-la á força (pense no Carnaval). James contou para seu pai e como resposta Cão matou o cachorro de James. Cão e Logan foram expulsos das proximidades graças a isso. Logan e Cão retornam á mansão com o objetivo de levar Elizabeth consigo. Ela e Logan tinham tido um caso, o que explicava a incrível semelhança entre James e Logan. Sim, o pequeno Howlett era bastardo. John Howlett II (marido de Elizabeth) tentar impedir Logan e acaba sendo morto com um tiro. James entra no quarto, e ao ver seu “pai” caído no chão, ativa sua mutação pela primeira vez. Garras nascem das costas de suas mãos, e James avança contra os invasores. Logan é morto e Cão recebe um golpe no rosto, deixando uma cicatriz das três garras. Elizabeth, que já era emocionalmente fraca, se mata com um tiro da arma de Logan. Rose foge com James, que teve parte de sua memória apagada com o acontecimento. Cão vai até a polícia, e mente ao falar que Rose matou John II e Logan. Sem familiares restando, o patriarca da família Howlett adota Cão como seu protegido. Porém, Cão já era um psicopata e era tarde demais para se recuperar. Rose e James se refugiaram numa colônia britânica, e James adotou a identidade de Logan para não ser reconhecido. O trabalho nas minas fortaleceu seu corpo, e seus poderes mutantes se aperfeiçoaram, transformando “Logan” num caçador feroz. “Logan” era muito querido na colônia, por causa de seu trabalho duro e ética. Smitty, o líder local se tornou uma figura paterna pra “Logan”. James era apaixonado por Rose, mas nunca pôde demonstrar seus sentimentos, pois isso estragaria o disfarçe de primos. Smitty também nutria sentimentos por Rose, e os dois ficaram noivos. Com o tempo, James aceitou o noivado, pelo bem de Rose. Enquanto isso, John Howlett, em seus tempos finais, pediu á Cão para que encontrasse Rose e James, pois ele queria perdoá-los pelo assassinato de John II. Cão, tão formidável quanto James, aceita o pedido, com a intenção de matar James. Ele facilmente encontra o bastardo, quase como se tivesse habilidades de procura (o que, junto á sua aparência, faz os leitores se perguntarem se ele é Sabretooth em seu início) e os dois começam uma briga. Cão era mais forte, mas logo foi subjulgado por James. Com Cão incosciente, James ativou suas garras para dar o golpe final (surpreendendo todos em sua volta). Rose tenou impedí-lo, mas acabou sendo atingida. Com Rose morta em seus braços, James fugiu horrorizado para as florestas, onde viveu por anos. O que aconteceu depois ainda é um mistério.

2- Spawn
Al Simmons começou como membro dos Fuzileiros Navais e mais tarde entrou para o serviço secreto, onde se tornou um agente notável, principalmente por ter impedido o assassinato do presidente. Promovido para a CIA, Simmons foi recrutado pelo Security Group, uma força tarefa com jurisdição para agir dentro e fora do país. Após um tempo, Simmons começa a questionar as ações do grupo e principalmente as de seu diretor, Jason Wynn. Sob a ameaça de que Simmons resignasse, Jason encomenda a sua morte. O assassinato é bem sucedido e Simmons vai parar no inferno. Lá ele faz um pacto com o demônio Malebolgia e aceita se tornar um de seus soldados se puder ver sua esposa, Wanda, mais uma vez. O pacto é feito e Simmons retorna ao mundo dos vivos. Mas nem tudo corre bem: Simmons retorna com a memória turva, corpo desfigurado e poderes infernais. Como se não fosse merda suficiente, 5 anos se passaram desde a sua morte. Wanda se casou com seu melhor amigo Terry, e os dois tiveram um filho. Nem preciso falar que o pobre Simmons, agora um Hellspawn, ficou puto. Spawn sai então pelas ruas, chutando alguns traseiros criminosos. Um merecido segundo lugar, Spawn mostra que não vale a pena fazer pactos com o Diabo. Até porque se isso funcionasse mesmo, o Flamengo seria decacampeão mundial, e o Corinthians teria uma Taça Libertadores.

1- Justiceiro (Punisher)
Eu não consigo imaginar um rank desse tipo sem colocar o Justiceiro no topo. Após retornar da guerra do Vietnã, Frank Castle resolveu levar sua família para um inofensivo piquenique no Central Park. Mas merda acontece, e aqui aconteceu para valer. Ao presenciar um assassinato a mando da máfia, Frank e sua família se tornaram alvos e foram executados pelos capangas de St. John. Frank viu sua filha ter a barriga aberta com uma rajada de balas. Segurou os miolos de seu filho, que tinha sido atingido na cabeça. Viu a mulher que amava envolta por uma poça de sangue. Obviamente, Frank sobreviveu. Ele era capaz de identificar os atiradores, mas a polícia já havia sido subornada, e se recusou a ajudá-lo. Neste momento, o restante da sanidade de Frank desmoronou. E então, o que você acha que ele fez?
a)Foi para casa chorar enquanto assistia Oprah.
b)Se tornou pastor da Igreja local.
c)Fez um blog.
d)Se matou, pois a vida não valia mais a pena.
e)se lembrou que Deus o abençoou com duas bolas e um cromossomo Y, e partiu em busca de vingança, com doses extras de violência.
A resposta correta é a letra “e”. Desde então ele tem dado fim em criminosos como a família Costa, sob o nome de Justiceiro. Como se isso não fosse cool o bastante, ele usa uma camisa preta com uma caveira no peito e sai na mão com outros heróis de vez em quando. Isso que é macho. E a primeira parte acaba por aqui. Estejam comigo na próxima, quando rankearei os vilões. Qualquer discordância, só entrar em contato para que eu possa fingir que me importo.

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