Nem só de americanos vivem as HQs II

HQs terça-feira, 20 de abril de 2010

Como disse na última coluna, nem só de HQs americanas vivem os fãs de quadrinhos, já que pelo mundo temos boas histórias espalhadas na nona arte. E comecei falando primeiramente dos Fumetti que fazem um bom sucesso aqui em terras brasilis.

Mas, dentro da Europa, existem outras obras que trazem uma boa leitura, e, nos dias atuais, se não encontramos essas obras nas bancas e sebos, é possível achar algumas delas disponíveis na internet. E vou tratar nessa coluna da Banda-desenhada franco-belga que tem algumas características diferentes das tradicionais HQs, a começar pela forma, já que ela tem em média entre 40 e 60 páginas e são publicadas em álbuns de luxo, com papel de alta qualidade, em cores, no tamanho A4 e com capa dura (O que explica o alto preço, mas vale a pena).

Dentre os personagens de quadrinhos europeus mais conhecidos podemos citar Asterix e toda sua trupe gaulesa lutando contra os conquistadores romanos utilizando-se da poção mágica do druida Panoramix que lhes dá super-força.

 Asterix e toda a trupe

Criado pelos franceses Albert Urdezzo e René Goscinny, o baixinho, ao lado de seu melhor amigo Obelix e do cachorro Idéiafix, conquistou o mundo com suas histórias engraçadas que não se prendiam somente à França, uma vez que Asterix já visitou o Egito, a Hispânia (Espanha), Bretânia (Inglaterra), entre outros países, participando inclusive das Olimpíadas.
Mas Asterix não conquistou o mundo somente pelos quadrinhos, já que sua presença é marcante também no cinema, seja pelos desenhos ou seja pelos filmes.

Outro personagem criado na França que destaca nos quadrinhos é o cowboy Lucky Luke, criado por Goscinny, juntamente com Jean Tabary. As histórias de Lucky se passam no oeste selvagem americano, onde ele – o pistoleiro mais rápido que a própria sombra – vive aventuras combatendo as injustiças.

 Mais rápido que a própria sombra

Muitas vezes Luke encontra-se com lendas do velho oeste como Billy The Kid, Jesse James, entre outros. O que agrada em Lucky Luke é o jeito despojado e satírico com que as histórias retratam o velho oeste americano. O personagem também foi transformado em carne e osso em três filmes, dois com o italiano Terence Hill e outro com o alemão Til Schweiger.

Outro personagem europeu que já percorreu o mundo em suas aventuras e conquistando um grande número de fãs foi o repórter Tintim, criado pelo belga Hergé. Tintim vivencia suas histórias ao lado de seu cão Milu e de vários amigos envolvendo-se em diversas aventuras sempre envolvidas por alguma investigação criminosa ou política.

 Tintim, mais famoso no desenho animado

As histórias de Tintim geralmente trazem um contexto histórico social mais forte, sendo finalizado muitas vezes por alguma lição de moral, mas nem por isso deixa de ter seu encanto. O personagem também já foi para em outras mídias como cinema, TV (Desenho animado), teatro e video-game.

Das obras mais atuais temos como boa revelação O Terceiro Testamento, criado pelos franceses Xavier Dorison e Alex Alice. A história, retratada na idade média, trás o achado de um pergaminho (O Terceiro Testamento) que pode mudar muitas coisas ligadas a Igreja Católica, assim a história percorre cercada de aventura, mistério, crimes, entre outros fatos.

 O Terceiro Testamento, mistério envolvendo a Igreja Católica

Também de Dorison temos O Profeta, criado com Mathieu Lauffray. A história retrata o repórter e explorador Jack Stanton, em meio a uma Nova York submergida em meio a um grande cataclismo. O povo acredita que Stanton seja o Profeta e o escolhem como líder.

Também da França temos O Triângulo Secreto criado por Dider Convard, Gilles Chaillet, Denis Falque, Christian Gine e Pierre Wachs. A história tem a mesma temática de O Código Da Vinci, mas é mais antiga que a obra de Dan Brown.

 O Triângulo Secreto já tratava discutia os fundamentos do catolicismo antes do Código Da Vinci

Nela, vemos Didier Mosele, um especialista em restauração de pergaminhos, e durante seu trabalho ele descobre um novo pergaminho encontrado em Qumran, que data de dois séculos antes do nascimento de Cristo, cuja existência põe em risco os próprios fundamentos do catolicismo e do cristianismo.

Temos várias outras obras dos quadrinhos franco-belgas legais de serem citadas, mas deixaremos isso para outra coluna futura. Mas e você conhece algum quadrinho francês legal? Comente ai!

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  • Jadson

    Persépolis, Incal, XIII, Eu Sou Legião..

    Essas são as que lembro de cabeça.. mas com certeza existe mais..

  • Cara, excelente post. Somente as HQ’s que eu gosto (americanas são raras, como Garfield, Peanut e Calvin & Harold). Mas as européias são de um nível intelectual fora do comum.
    É estudar história se divertindo (Quem não se diverte com Asterix e Tin Tin?)

  • @Jadson
    Sim tem bastante, Persópolis inclusive foi publicada na França mas a autora é Iraniana (se não me engano) e a história é bem legal (Apesar que só li os dois primeiros volumes)

    @Yuri
    As HQs européias realmente são de um nível intelectual diferente, e sem dúvida Asterix e Tintim são muito divertidos pra aprender história.
    Mas acredito que o bom das HQs européias é não ter que ficar preso a décadas de cronologias incoerentes, como ocorrem nas HQs americas (as de super-heróis principalmente)

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