A literatura está com os dias contados

Livros sábado, 29 de maio de 2010 – 29 comentários

Pois bem, após um bom tempo sem postar nada aqui no Bacon, volto para agraciá-los com mais um texto chato e sem graça. Meu sumiço “repentino” pode ser explicada com uma palavra: “Formatação” (Entenda como quiser), mas isso não é problema de vocês. De qualquer modo, o texto que se segue é basicamente uma análise, bem como meus outros textos.

Estive pensando em um bom texto “de volta” e me deparei com um tema já muito debatido, porém, de todos os textos, posts, reclamações, livros, debates e afins que vi/ouvi, nenhum deles foi realmente sincero ao falar sobre este tema, nenhum foi politicamente incorreto como deveria ser, mas eu esperava o que? Que fãs de Restart LESSEM?! NUNCA!!! continue lendo »

Sobre como ler um livro

Livros sexta-feira, 14 de maio de 2010 – 2 comentários

Fiquei pensando sobre o que escrever essa semana, e não me veio nada de interessante, não tive nenhuma idéia de como conquistar o mundo, ou algum plano infalível by Cebolinha, ou um plano de assassinato estilo Agatha Christhie. Então, relembrando meus recentes modos de leitura, resolvi fazer uma pequena ode aos livros. Não será nos moldes do que meus companheiros fizeram, será num estilo próprio… Pomposo? Talvez. Engraçado? Há muito desisti de tentar escrever algo engraçado. Apaixonado? Com certeza. Se quiserem parar de ler, fiquem à vontade. Meu lado traça de livro vai continuar a partir daqui. continue lendo »

Marcador de página existe por um motivo

Livros sexta-feira, 09 de abril de 2010 – 13 comentários

Deixando de lado a briga 140 caracteres versus literatura de verdade, o assunto do post é algo que me ocorreu agora e por uma coincidência inexplicável, tem uma ponta no comentário do Egotista lá no meu outro texto: todo mundo estraga seus livros.

Não importa, qualquer pessoa (Que não seja você) estraga suas coisas, e com livros não é diferente. Usando aqui a frase do supracitado escritor do Bacon:

Gosto de espancar quem usa a aba dos meus livros pra marcar a página.

continue lendo »

E-books: o que importa é ler

Livros sábado, 03 de abril de 2010 – 6 comentários

Seguinte: agradeço os elogios no post anterior, mas só para esclarecer, não sou (Pelo menos ainda não) colunista. Aliás, isso é ótimo, pois não tenho prazos idiotas para cumprir e nem levo esporro do Pizurk sobre algo “fora da proposta da coluna”. Nota do editor: Ah, não?

De qualquer jeito, o tema aqui é bem simples: e-books. Com toda certeza você já viu um e-b00k, seja para comprar, seja para baixar. E-book vem do termo “eletronic book” ou no bom e velho português “livro da internet que é digraça”. O que cês vão ler se clicarem no “Leia o artigo na íntegra!” é um texto extremamente chato sobre e-books, formatos de arquivos, livros e uma ou duas insinuações sobre a sexualidade do Egotista.

continue lendo »

Algumas coisas que não gosto em Assis

Livros quinta-feira, 25 de março de 2010 – 26 comentários

Infelizmente não é um texto turístico sobre Assis, essa pequena cidade italiana. E também não é sobre o Chiquinho. O Assis a que me refiro é o Machado. Queria fazer um trocadilho infame agora, mas perdi essa aula na faculdade.

 Ah, se eu estivesse ai…

E deixemos de enrolação. continue lendo »

O Terror de Edgar Allan Poe

Livros sexta-feira, 13 de junho de 2008 – 9 comentários

Hoje, sexta feira 13, nada como arranjar algo que seja relacionado ao tema para combinar com esse dia, não é?
Eu pretendia escrever algo falando sobre os livros de Poe, mas quando vi que suas histórias estão sobre domínio público, não poderia perder essa chance de falar sobre as que mais gosto e que acho que combina mais com esse dia considerado maldito para alguns e apenas mais um dia para outros.
Mas isso não vem ao caso, pelo menos eu acho. Edgar Allan Poe foi um autor de diversos contos e poemas, muitos com o terror e o suspense como principal tempero para chamar a atenção de seus leitores, fascinados com seu estilo de narrativa que mesmo sem entrar em muitos detalhes, faz com que uma cena seja criada.
Mas mesmo sendo O CARA pra fazer histórias com finais surpreendentes e muitas vezes trágicos, muitos outros autores se inspiraram nelas para criar seus próprios personagens, como Conan Doyle, que se inspirou em Auguste Dupin e seu raciocínio analítico para criar seu mais conhecido personagem, Sherlock Holmes.
Eu poderia ficar escrevendo sobre Poe aqui por horas mas tenho certeza que vocês não leriam, então vamos a parte que interessa, que são as histórias que melhor podem representar o gênero escolhido para o dia de hoje. Já adianto que aí está o que eu considero o melhor, então, não me venham com essas de “noça kra, vossê eskçeu akela lá!“.
Vamos começar com uma história de 1843, intitulada O gato Preto. Nessa história, somos apresentados a um personagem que tem um grande amor por animais, em especial um gato preto chamado Plutão. Apesar de amar o animal, ele não tem controle sobre alguns impulsos que foram surgindo no decorrer dos anos, que pro fim acabam fazendo com que ele dê fim ao pobre animal. Pouco depois, surge outro gato idêntico ao que ele havia dado fim, que é adotado por ele. Logo depois disso, as coisas seguem um rumo muito surreal…
Nota do editor: O que acontece? Espetinho de gato? É NóIS. – théo
Bom, essa foi legal pra começar, mas se é pra ter uma amostra do que é terror, isso não é suficiente. Então vamos seguir em frente, agora com um conto que pode lembrar algum tipo de fábula, mas os elementos malignos estão lá. Esse conto é o chamado Hop-Frog ou Os Oito Orangotangos.
Um bobo da corte e um rei com seus ministros e uma festa a fantasia, todos fatores que isolados não dizem nada, mas que no controle da narrativa de Poe tomam um rumo muito diferente do que poderia ser imaginado por qualquer autor conhecido. Não falarei mais sobre esse conto, ele é bom demais pra ser estragado com o que eu poderia dizer.
Os poemas de Poe não são diferentes, trazendo toda a angustia e sofrimento característicos de seus contos. Dá uma olhada no conto O Corvo que ali você tem uma boa idéia do que estou tentando expressar.
É tão difícil tentar colocar o que eu acho de melhor dele por aqui, que prefiro deixar essa tarefa assim, incompleta. Cabe a cada um de vocês saber o que escolher dele, mas já adianto que seja lá qual for sua escolha, ela será perfeita, afinal, se estamos falando de Poe, tudo o que ele escreveu é digno de apreciação.
Mas mesmo assim, não posso deixar de citar outras histórias que merecem atenção, como O Poço e o Pêndulo e A Queda da Casa de Usher. Seria muita sacanagem minha não citar elas aqui e correr o risco de vocês acabarem as ignorando.
Espero que isso tenha ajudado vocês a terem uma pequena noção de como é o estilo dele, e que hoje, sexta feira 13 vocês sacrifiquem um bode vocês tenham um dia repleto de circunstâncias estranhas e fatos inexplicáveis.

Literatura Infanto-Juvenil: Voltando á infância – Contos de fadas

Livros quinta-feira, 24 de janeiro de 2008 – 2 comentários

Este artigo faz parte de uma série Nostálgica. Veja a introdução aqui.

Não posso falar de voltar a infância aqui sem falar dos contos de fadas. Aposto que, pelo menos uma vez você já deve ter lido um desses, ou leram pra você, naquela idade em que sua única escolha era ouvir o que falavam pra você dormir. O que leva aos lugares mais inexplorados da mente, pois quase ninguém se lembra das histórias que eram contadas.
É claro, esse tipo de história são aquelas melosas que o bem sempre ganhava, o príncipe beijava a princesa e viviam felizes para sempre, a bruxa morria, voltavam pra casa salvos e agora eu percebi que eu soltei um monte de spoiler. Mas não faz mal com histórias que tem mais de 100 anos, não é?
Bom, essas histórias devem ser as primeiras que qualquer criança se lembra. A da Bela Adormecida que eu não lembro direito, assim como a da Branca de Neve, que só consigo agora perceber que não lembro nada, a não ser que o Dunga no filme da disney tinha cara de retardado, o que não em ao caso aqui.
15 minutos depois
depois de ir aos buracos mais grudentos e açucarados da internet, o que foi um pouco assustador, e ler novamente todas as histórias, percebi que elas eram (são) muito simples, e que era por isso que os pais as contavam. com poucas palavras, elas explicavam o cenário, os personagens, e tudo o mais que era necessário para que entendêssemos a história. e também, porque a história era simples, era a única que eles podiam decorar, sem esquecer de nenhum detalhe. se faltasse algum, era só inventar, o que tornava cada história unica para cada criança.
mas, pra variar, apesar de tudo, esses contos tinham lá seus atos de perversidade, como queimar pessoas, envenenar outras, e amaldiçoar sem ligar pra nada. na época, muitos nem ligavam, e só agora que reli todos, percebi que esse pessoal era o mal encarnado.
enfim, pra recomendações, dessa vez, só tenho poucos, que você pode conferir nesse site. A música é irritante, o layout dele é estranho, mas aguente tudo isso e leia a história sobre os sete corvos. aliás, aproveite e leia todos, os irmãos grimm são os que escreveram a maioria dessas histórias mesmo. não os do filme, os autores mesmo, passe longe do filme, ele não presta muito.

Literatura Infanto-Juvenil: Voltando á infância – Coleção Para Gostar de Ler

Livros quarta-feira, 23 de janeiro de 2008 – 2 comentários

Este artigo faz parte de uma série Nostálgica. Veja a introdução aqui.

É, o cheiro de mofo está me afetando de alguma maneira, afinal, essa coleção é outra que é muito antiga. Pouco mais antiga que a vaga-lume, essa é com autores mais clássicos, que escreviam crônicas mais focadas em assuntos, que eram reunidos em cada edição temática.
Como disse, os autores dessas histórias são aqueles que eram já os bons da época. Nos volumes de crônicas, você podia encontrar desde Carlos Drummond de Andrade até Rubem Braga. De acordo com o site da Editora Ítica, a que publicava (publica) esses livros, essa coleção é outra que tem vários volumes, passando de 40 livros publicados. e no catálogo mesmo dá pra ver que, não importando o gênero, os autores que faziam cada volume eram os mais diferentes possíveis. Mas esse não é o caso. essa coleção é aquela que, em dia de chuva, e que não podia sair pro recreio comer a merenda, os professores como uns malas traziam da biblioteca pra sala, e obrigavam os alunos a ler pelo menos algumas páginas. Confesso que,se eu já não lesse antes de entrar no colégio, não seria lá que eu começaria, afinal, os próprios professores jogavam a caixa no meio da sala, e saiam pra fumar. Eram bons exemplos, por causa disso que não sou como eles. Enfim, chega de história por hoje. Pff, não sei nem mentir…
Lembro de ter lido todos os volumes de crônicas, e que elas eram as melhores que

eu tinha lido na época, mas eu ainda não conhecia outros autores, e por lá, era o único lugar que eu podia ler aqueles livros, então era só eu que lia tudo, sem deixar nenhum de lado. Até que depois, roubei eles, e podia ler em casa,sem problema nenhum. mas olha só, vou parar com histórias por hoje.
Enfim, como li o de crônicas, recomendo fortemente, e como tem um volume sobre histórias de ficção cientifica e de detetives, só de ver o nome dos autores de cada um, já tô indo ali na biblioteca conferir se valem a pena mesmo.

Literatura Infanto-Juvenil: Voltando á infância – Coleção Vaga-Lume

Livros terça-feira, 22 de janeiro de 2008 – 3 comentários

Este artigo faz parte de uma série Nostálgica. Veja a introdução aqui.

Taí uma coleção que tem literalmente, história pra contar. Com seus primeiros volumes lançados em 1972, o que dá para a coleção 35 anos de vida, esses livros foram marcantes para muitas pessoas.

Com suas histórias simples, que em pouco mais de 100 livros conseguiram cativar um grande público, esses livros são lançados até hoje. Apesar de suas capas serem diferentes de suas primeiras versões, o conteúdo que prendia o leitor a frente de cada volume,que raramente ultrapassava as 100 páginas, continua o mesmo.

Muitos dos escritores que agora tem uma carreira e livros conhecidos por aí, começaram com algumas histórias publicadas na coleção Vaga-lume. Marcos Rey, por exemplo, com 8 livros na coleção, alguns que você possivelmente já tenha lido, como o O rapto do Garoto de Ouro , Um cadáver ouve rádio e O mistério do cinco estrelas, todos protagonizados pelos mesmos personagens, teve seu reconhecimento nessa coleção. pelo menos, o meu reconhecimento. infelizmente, ele morreu no dia 1º de abril de 1999, então, nunca pude mandar um e-mail pra ele pra falar o que eu achava de seus livros, como faço com outros autores.

Mas é claro, entre tantos livros, muitos outros tiveram um grande sucesso, chegando a vender hoje em dia as novas edições com o mesmo fôlego de sua edição mais antiga. A ilha perdida, de Maria José Dupret, é um bom exemplo disso, com média de vendas de 10 mil exemplares.
E é claro, falar sobre uma coleção tão ampla assim é praticamente impossível, então, pra finalizar, algumas recomendações de livros essenciais para conhecer um pouco mais dessa coleção.

Os que disse logo acima, escritos por Marcos Rey são bons, então não deixe de passar os olhos pelas páginas deles. A Írvore que Dava Dinheiro, de Domingos Pelegrinni, e o O Escaravelho do Diabo, de Lúcia Machado de Almeida, são alguns que você não deve esquecer de ver. E também, de relembrar o momento em que você o leu, se for o caso de já o ter lido, é sempre legal abrir livros clássicos assim…

Literatura Infanto-Juvenil: Voltando á infância

Livros terça-feira, 22 de janeiro de 2008 – 0 comentários

Muitos de vocês quando menores devem ter tido uma infância simples, daquelas que é igual a de todo mundo. mas, como nerd que sou desde criança, a minha foi um pouco diferente. eu era aquele que nunca saía de casa, ficava no meu canto lendo alguma coisa, cercado de coisas que eu gostava, praticamente trancado em meu próprio mundo. Então, presumindo que eu não sou o único que leu um livro antes dos 10 anos sozinho, vou falar sobre aqueles livros que nos acompanharam durante a nossa, ou quem sabe, só minha infância. portanto, vamos logo o que interessa, que é tentar recordar de todos os livros que podem ter formado o caráter de vocês, se é que vocês tem um. de clássicos da literatura até aqueles livros amarelos e podres que você era obrigado a pegar na sua biblioteca do colégio, vamos logo ao que interessa, antes que eu me sinta velho, e resolva cair aqui no chão.

Yéssica: tinha os livros do Marcos Rey, e eu lia muito uma coleção chamada “salve-se quem puder”, que você tinha que decifrar uns mistérios toscos antes de virar a página. E tinha “você escolhe o final”, que fica óbvio o que a gente tinha que fazer.

Coleção Vaga-Lume

Coleção Para Gostar de Ler

Contos de fadas

busca

confira

quem?

baconfrito