A literatura está com os dias contados

Livros sábado, 29 de Maio de 2010

Pois bem, após um bom tempo sem postar nada aqui no Bacon, volto para agraciá-los com mais um texto chato e sem graça. Meu sumiço “repentino” pode ser explicada com uma palavra: “Formatação” (Entenda como quiser), mas isso não é problema de vocês. De qualquer modo, o texto que se segue é basicamente uma análise, bem como meus outros textos.

Estive pensando em um bom texto “de volta” e me deparei com um tema já muito debatido, porém, de todos os textos, posts, reclamações, livros, debates e afins que vi/ouvi, nenhum deles foi realmente sincero ao falar sobre este tema, nenhum foi politicamente incorreto como deveria ser, mas eu esperava o que? Que fãs de Restart LESSEM?! NUNCA!!!

 Pré…prex…hãã…prés e…en am…heni…buu hmmm…but bot but…búto BÚTON!

Não posso culpar as pessoas por não saber mais de um idioma (Claro, estou generalizando, há centenas de pessoas que merecem apanhar por não saber outro idioma), mas ao menos a capacidade de pronunciar corretamente os nomes “estrangeiros” deve ser exercitada. Algo que me deixa puto com o mundo é gente falando “imglêx”, “dê buquê is on dê teibol” e “dê lórdi óf hings”, só como exemplo. Mas esse não é o tema do post, foi só um aviso ao tipo de “FAÇAM A PORRA DA AULA DE INGLÊS CARALHO”, nada demais.

Enfim, deste os primórdios da humanidade, láááá quando nem mesmo a música havia sido inventada, nossos antepassados já davam um jeito de poderem passar informações adiante, “conversar”, um jeito eficaz (Nem tanto para a época, mas calma lá! Ainda não existia Bic!) de transmitir avisos: Surgia a comunicação escrita, mais especificamente, desenhada. Milhares de anos de aprimoração aprimoramento (putz… que feio… valeu Luis!) depois, surgiu a escrita “real”, com letras individuais, o início do que conhecemos hoje (Bem como os hieroglifos, runas e ideogramas), ou seja, o Homo sapiens levou centenas e centenas de anos desenvolvendo seu método de comunicação escrita, aprimorando detalhes, criando regras (As quais hoje odiamos por ter de estudá-las), realizando estudos e pesquisando novas formas de melhorar tal invenção.

Enfim, há poucos séculos atrás “concluímos” o desenvolvimento da comunicação, seja escrita ou pronunciada. Criamos o papiro, o papel, o livro, os encartes, a telefonia, desenvolvemos a fala, a pronúncia, as regras gramaticais. Entramos na era da comunicação: Tudo que podia ser comunicado era comunicado, independente do meio para isso. De forma resumida, criamos e desenvolvemos a comunicação ao seu nível máximo. Agora lhes pergunto: PRA QUE PORRAS FIZEMOS ISSO?!

De verdade, por mais triste que possa ser, daqui a 50, talvez 60 anos, não teremos mais livros, pelo menos não mais o produziremos. Não que vamos colocar fogo nas bibliotecas e tudo mais, mas a imprensa terá ido à falência antes do próximo século, tenho 98% de certeza disso. Não que eu goste disso, não escrevo aqui pro Bacon de graça sem motivo, mas em breve (Se formos considerar o tempo que demoramos para chegar ao nível atual) toda a literatura escrita e/ou desenhada estará juntando pó. Isso, é claro, até decidirem derrubar as bibliotecas, guardar os livros e levantar um novo shopping ou condomínio de luxo no lugar.

 Acredite, é um shopping

E a causa principal de tal abandono não é a falta de preocupação com os livros, preocupação histórica, falta de espaço nem nada do tipo, mas a principal causa é a falta de interesse pelos livros. As 8 últimas gerações (Para quem não sabe, uma geração é contada a cada 5 anos) perderam o interesse pelos livros, jornais e revistas (Salvo exceções das quais já falo). Trinta anos atrás víamos jovens com livros nas mãos, hoje, vemos jovens com MP23456643 nas mãos. Não que seja ruim levar um MP23456643 nas mãos, mas a ausência dos livros me preocupa.

Vá numa escola (Veja bem, numa ESCOLA) e pergunte para os alunos quantos livros eles leem por ano. Aposto meus dois pulsos que menos de 10% dos alunos falarão mais de 5 livros AO ANO. E não precisa ser livros “chatos” como Saramago e Graciliano Ramos, livros “atuais”, sei lá… Dan Brown, J.K Rowling, Meg Cabot ou no campo das HQs, como Mark Millar e Joe Quesada. Crepúsculo, Diários do Vampiro ou qualquer outra merda atual não conta, até porque essas porcarias NÃO SÃO LITERATURA.

Para ser sincero, 70% das pessoas que eu conheço não leem. Para ser mais sincero ainda, fico completamente abobalhado ao ser abordado sobre “o que é tal palavra?”. E sendo ainda mais sincero do que antes, juro que me dói a alma ao ver alguém lendo livros ruins… Mas o pior é que quando você questiona a pessoa sobre tal ocorrido, ela manda algo na linha de “CARALHO ESSE LIVRO É MUITO BOM!” (Estando aqui traduzido, claro, pois no original isso seria uma declaração de amor ao livro). Caros leitores, se alguém que acha pseudo-vampiros brilhantes uma boa idéia declarar seu amor aos personagens de tal livro, mate-o, ou melhor, torture-o e só depois o mate.

A falta de capacidade das últimas gerações é simplesmente alarmante. Não podemos exigir nada de alguém que ouve algo com essa letra:

Naquela tarde era você e eu
Parece estranho mas não sei bem o que aconteceu
Passou tão rápido eu mal podia respirar
Com tanta coisa na cabeça e nada pra pensar

E eu quero te levar (te levar daqui)
Pra outro lugar (não sei pra onde ir)

Porra cara, ninguém que faz/escuta uma merda dessas tem inteligência (E moral) para ler um livro de mais de 50 páginas. Digo “livro” pois é o tema principal do qual trato aqui no Bacon, mas esses vegetais não conseguiriam ler contos, críticas, poesias, crônicas e nem nenhum outro texto literário com um vocabulário de mais de mil palavras (Só para vocês terem idéia, uma pessoa “normal” sabe ao menos 5 mil palavras – e isso é considerado um vocabulário “pobre”).

Agora, em relação às revistas, jornais e livros de que falei lá em cima, a coisa é o seguinte: Se o livro for uma bosta, se o jornal foi a sessão “Caderno 2” ou aquele caderno infantil dos domingos e se a revista for sobre fofocas e outras futilidades (Caras, Contigo, Capricho – notem que é tudo com “c”, um exemplo de criatividade – e semelhantes), aí sim, tais acéfalos conseguem ler, afinal, o vocabulário exigido é em 80% de gírias e expressões “fashion” (Taí, pelo menos algum vocabulário eles tem) e não ultrapassa 500 palavras e nem palavras com mais de 5 sílabas. Som “mudo” nem pensar.

Sejam sinceros comigo: O que vocês acham que alguém que ouve Cine, Restart, Lady Gaga e Justin Bieber lê? Sério, vocês realmente acham que eles leem livros? Aposto minhas canelas (Afinal, meus pulsos não podem estar em duas apostas ao mesmo tempo) que tanto esses “artistas”, quanto esses fãs, tem dificuldade para ler as matérias das revistas porcarias mundo afora. Mas… pera aí… Isso já foi confirmado! Já ganhei minhas canelas de volta.

Como fica cada dia mais óbvio, as merdas (Sejam musicais, intelectuais, televisivas, etc) tem o maior número de fãs atualmente, o maior número de seguidores, ou como os chamo, “zumbis”. Se uma guerra mundial estourasse hoje entre os seres pensantes (“A Resistência”) e os seres não pensantes (“Os Zumbis”), creio que nós (Pausa aqui. Eu sou da Resistência, luto por um mundo melhor, sem modismos e idiotices, e você?) venceríamos por um motivo bem simples: Somos inteligentes, pensamos, somos individuais, não necessitamos de um Albert Wesker para nos dar ordens. Enquanto os Zumbis estariam juntando pôsters, CDs e autógrafos para nos atacar, estaríamos protegendo um forte, no qual uma bomba atômica estaria sendo construida por nossos aliados.

Ou seja, a maioria, a esmagadora maioria das pessoas atualmente não liga para os livros, não só por pura falta de interesse, mas porque eles NÃO CONSEGUEM entender absolutamente NADA num livro, que está centenas e centenas de milhares de pontos de QI acima do que eles possuem. Pensem comigo: Nossos ancestrais, parentes extremamente próximos dos macacos, criaram a comunicação. Hoje, mais de 10 milhões de anos depois, vem um bando de imbecis, que fazem isso:

Oh-oh-oh-oh-oooh!
Oh-oh-oooh-oh-oh!
Presa em um romance mau

Oh-oh-oh-oh-oooh!
Oh-oh-oooh-oh-oh!
Presa em um romance mau

Rah-rah-ah-ah-ah!
Roma-roma-ma!
Ga-ga-ooh-la-la!
Quero o seu romance mau

Rah-rah-ah-ah-ah!
Roma-roma-ma!
Ga-ga-ooh-la-la!
Quero o seu romance mau

Eu quero sua repulsão
Eu quero sua doença
Eu quero seu tudo,
Contanto que seja de graça
Eu quero seu amor
(Amor, amor, amor, eu quero o seu amor)

Eu quero o seu drama
O toque da sua mão
Eu quero o seu beijo sujo de couro na areia
Eu quero o seu amor,
Amor, amor, amor
Eu quero o seu amor,
(Amor, amor, amor, eu quero o seu amor)

Você sabe que te quero
E sabe que preciso de você
Eu quero o seu mau, mau romance

Eu quero o seu amor e
Eu quero a sua vingança
Você e eu poderíamos escrever um mau romance
(Oh-oh-oh-oooh!)
Eu quero o seu amor
Todo o seu amor é vingança
Você e eu poderíamos escrever um mau romance

Oh-oh-oh-oh-oooh!
Oh-oh-oooh-oh-oh!
Presa em um romance mau

Oh-oh-oh-oh-oooh!
Oh-oh-oooh-oh-oh!
Presa em um romance mau

Rah-rah-ah-ah-ah!
Roma-roma-ma!
GaGa-oo-la-la!
Quero o seu romance mau

Eu quero o seu pavor
Eu quero o seu design
Porque você é um criminoso,
Contanto que seja meu
Eu quero o seu amor
Amor, amor, amor
Eu quero o seu amor

Eu quero a sua obsessão,
A sua vara horizontal,
Quero você no meu quarto
Quando você está doente
Eu quero o seu amor,
Amor, amor, amor
Eu quero o seu amor,
Amor, amor, amor, eu quero o seu amor

Você sabe que quero você
(Porque eu sou louca, querido!)
E sabe que preciso de você
Eu quero o seu mau, mau romance

Eu quero o seu amor e
Eu quero a sua vingança
Você e eu poderíamos escrever um romance mau
(Oh-oh-oh-oh-oooh!)
Eu quero o seu amor
Todo o seu amor é vingança
Você e eu poderíamos escrever um romance mau

Oh-oh-oh-oh-oooh!
Oh-oh-oooh-oh-oh!
Presa em um romance mau

Oh-oh-oh-oh-oooh!
Oh-oh-oooh-oh-oh!
Presa em um romance mau

Rah-rah-ah-ah-ah!
Roma-roma-ma!
GaGa-oo-la-la!
Quero o seu romance mau

Rah-rah-ah-ah-ah!
Roma-roma-ma!
GaGa-oo-la-la!
Quero o seu romance mau

Ande, ande com a moda, baby
Treine
Mexa aquela vagabunda louca

Ande, ande com a moda, baby
Treine
Mexa aquela vagabunda louca

Ande, ande com a moda, baby
Treine
Mexa aquela vagabunda louca

Ande, ande com a moda, baby
Treine
Mexa aquela vagabunda louca

Eu quero o seu amor
E eu quero a sua vingança
Eu quero o seu amor,
Eu não quero que sejamos amigos

Eu quero o seu amor
E eu quero a sua vingança
Eu quero o seu amor,
Eu não quero que sejamos amigos
Oh-oh-oh-oh-oooh!
Eu não quero que sejamos amigos
Presa em um romance mau
Eu não quero que sejamos amigos
Oh-oh-oh-oh-oooh!
Quero o seu romance mau
Presa em um romance mau
Quero o seu romance mau!

Eu quero o seu amor
E eu quero a sua vingança
Você e eu poderíamos escrever um romance mau
Oh-oh-oh-oh-oooh!
Eu quero o seu amor
E eu quero a sua vingança
Você e eu poderíamos escrever um romance mau

Oh-oh-oh-oh-oooh!
Eu quero o seu romance mau
Presa no seu romance mau
Eu quero o seu romance mau

Oh-oh-oh-oh-oooh!
Eu quero o seu romance mau
Presa no seu romance mau

Rah-rah-ah-ah-ah!
Roma-roma-ma!
Ga-ga-ooh-la-la!
Quero o seu romance mau

PORRA, TU FODEU O BAGULHO, TÁ LIGADO?! E NÃO NO BOM SENTIDO!!!

Agora, caro leitor (Ou leitora), diga-me, se tal pessoa resolve escrever um livro, qual você acha que seria o tema? Qual o alcance do vocabulário? Qual a desenvoltura, a expansão do tema abordado? Você acha que o livro seria intimista ou seria voltado ao grande público? Qual o objetivo de tal livro? Expressar idéias ou ganhar dinheiro? Sim, respondam nos comentários essas (E as outras) perguntas, quero saber a opinião de vocês.

Retomando o tema deste post, considerando o público, daqui há menos de 100 anos teremos a extinção dos livros, da boa literatura. Em menos de 100 anos, mais de 10 milhões de história escrita (Novamente, ou desenhada) estará ou perdida ou encaixotada, juntando pó e traças, e isso numa visão positiva, se eu realmente achasse que não há esperança, diria que todos os livros seriam destruídos. Pensem por um momento que seus filhos e netos não terão a chance de ler (TALVEZ apenas e-books), de tocar os livros, ir até livrarias e bibliotecas. Pensem que eles crescerão ouvindo coisas PIORES que Cine (Porque do jeito que estamos, tudo vai piorar daqui pra frente) e vão achar isso o máximo, pensem que eles lerão revistas que listam o tamanho do pinto de qualquer babaca famoso e o tamanho das coxas de qualquer vagabunda fashion. Seria mais ou menos o contrário de Woodstock: Milhões de zumbis alienados, sendo comandados por energúmenos FDPs que tem como único objetivo na vida o lucro.

 Paris Hilton? Um problema?! Fique GRATO por termos Paris Hilton!

Leitores, dentro de 50 anos, se as coisas não estiverem piores do que estão hoje em dia e os livros não mais forem produzidos, terei a infelicidade de ser reconhecido como “profeta” (Um título um tanto quanto injusto para um babaca como eu) pelos membros da Resistência. Podem dar copiar/colar no que escrevo: Se até 2100 os livros deixarem de ter circulação, não mais restará esperança, não só para os leitores de todo o mundo, mas para a Resistência e para todo e qualquer um que queira algo de qualidade.

Mas digo mais: Se isso acontecer, e daqui há 90 anos alguém tiver esperança, este será taxado de louco, mesmo pelos mais fiéis às boas idéias, pelos mais velhos, que lembrar-se-ão dos tempos de hoje, os “bons-tempos” e, é claro, por todos os Zumbis – que se não forem a totalidade, somarão 99,8% do mundo – existentes. A todos os meus colegas d’A Resistência, só nos resta coragem e boa vontade, seja na hora de explodir a bomba atômica, seja na hora de sucumbir ao lado afro-descendente da força.

Luis

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Antes de comentar, tenha em mente que...

...os comentários são de responsabilidade de seus autores, e o Bacon Frito não se responsabiliza por nenhum deles. Se fode ae.

  • eu queria comentar alguma coisa mas eu vou lá abraçar meus livros, chorar um pouquinho e já volto.

    claro, sempre podemos adotar a solução lança-chamas + repovoamento da terra

  • Tenho pena de nossos filhos.

  • Michely

    Daqui há alguns anos creio que seremos, nós os poucos, como winston de 1984, guardando algumas folhas em branco e uma caneta a sete chaves… temendo a morte.
    Foi o que escreveu ele em seu diário: Crimidéia não acarreta a morte: crimidéia É a morte.

    Irônico e engraçado ao mesmo tempo.
    Que tal criarmos uma seita, que destrói mp234567754 e ipads daqui uns 20 anos???
    Eu topo! ;)

  • Comovente! *enxugando os olhos com um lencinho*

    É por essas e outras que agradeço ao meu pai por uma das poucas coisas boas que ele me ensinou: o amor a literatura.

    Espero poder ensinar isso aos meus filhos, e estar do lado d’A Resistência contra os acéfalos.

  • Bianca

    Para, isso é muito triste de se ler.
    Sabe, eu guardo meus livros, e espero guardar pra deixar para os meus filhos o prazer de ler. :|
    (não vou ser liberal, filho meu vai ter que ler, nem que seja HQ, desde novo u.u)

  • Bianca

    Em tempo, pra comprovar a aposta (a dos pulsos), eu tenho 15 anos e realmente pouquíssimas pessoas da minha sala se interessam por livros, virou raridade encontrar gente com quem conversar sobre, sei lá, qualquer tipo de livro, até HP que é um “clássico” para os jovens…

  • Luis

    “…milhares de anos de “aprimoração” depois…” vossa senhoria irá descobrir que o termo certo é APRIMORAMENTO e que APRIMORAÇÃO não existe no dicionário e nem a Lady Gaga há de usar!

    Mas, no mais, concordo contigo…

  • Foda é que estou no colegial e ainda têm alguns caras (fico feliz em saber que dá pra contá-los em uma mão)que, ao ler um texto em voz alta, o le-em da-quele jei-to que vo-cê lia na segun-da série, sem entonação e com pausas no meio das palavras porque falam mais rápido do que conseguem ler.

  • Uiara

    Bem, meus livros ninguém queima. O que realmente interessa é que meus olhos doeram com a tradução da Lady Gaga.

  • K

    @Loney
    Véi, seu texto tá espetacular (Não tô falando isso por você ter me linkado – aliás, te devo breja), cê conseguiu falar tudo o que eu e todo mundo que ainda é ser humano pensa. E em tempo: Você tem sorte de ter apenas 70% de amigos que não leem um livro. A minha situação não é tão boa assim. ;[

  • Não acho que os livros vão desaparecer assim. Eles ainda são parte importante desse mundo. O que pode acontecer mesmo nesse período de 50-60 anos é eles ficarem cada vez menos populares, até que sejam como máquinas de escrever: tem gente que tem e usa, mas são muito poucos, pois já existe outro dispositivo mais “prático” e principalmente, moderno. Porquê vocês sabem, hoje tudo que é moderno parece que é automatimente bom né.

  • Lendo esse post lembrei de alguns amigos, dá até pena… ._.

  • D

    No quesito “vamos fazê-lo rir” esse texto teve um #EPICFAIl.

    No quesito “vamos reclamar da vida e fazer os outros também reclamarem” esse texto teve outro #EPICFAIL.

    E já no quesito “algo minimamente interessante, que seria legal ler até o final”, não surpreendentemente, outro #EPICFAIl.

    Não ficou bom.

  • Amanda Dultra

    Francamente, eu não sei se me sinto satisfeita por participar da minoria que lê, ou se sentirei desgosto pela maioria não compartilhar a opinião da leitura.

    A minha geração é um “fail”. E épico.

  • Preocupante, muito preocupante…

  • Guilherme Piucco

    blablabla,maisdomesmo,blablabla,eusoufodaeinteligente.

    Sério. Você é arrogante assim mesmo na vida real, ou é só pra chamar atenção aqui no blog?

    Tudo isso que você falou é apenas reflexo disso:

    38% dos brasileiros podem ser considerados analfabetos funcionais. Desses, 8% são analfabetos absolutos. Os outros 30% têm nível de habilidade de leitura e de escrita muito baixos, isto é, conseguem identificar enunciados simples, mas são incapazes de interpretar um texto mais longo ou com alguma complexidade.

    Os 37% restantes têm um nível básico de leitura e de escrita -são capazes de localizar e de compreender informações em textos curtos, como uma carta ou uma notícia.

  • @Guilherme Piucco
    Pera, pera, pera… 38% [30% + 8%] + 37% = 75%
    Como assim, “37% restantes”? KD 25%

  • Caveira

    A minha geração é um “fail”. E épico. ²

    E pensar que os coloridos, analfabetos e mongolóides adolescentes de hoje em dia serão os eleitores de amanhã. Eles vão escolher candidatos baseando-se no tamanho da chapinha ou na cor da roupa…

    #medo #oremos

  • Guilherme Piucco

    @Pizurk

    8% são analfabetos absolutos.
    30% habilidade de leitura e de escrita muito baixos.
    37% nível básico de leitura e de escrita.
    25% pleno domínio das habilidades de leitura e de escrita.

    A meta ridícula do ministro da educação é erradicar o analfabetismo até 2020.

  • @Guilherme Piucco
    Eu só falei aquilo porque cê falou “37% restantes”, sendo que os “restantes” mesmo eram os 25% que dominam a língua. heh
    Sobre a meta, primeiro tem que dar um jeito no atual presidente.

    E porra, se cumprirem isso mesmo, o Bacon vai ficar sem leitores em 2020.

  • Hermann

    Apesar da crítica ser importante achei bem preconceituoso alguns de seus comentários.

  • @Hermann
    Achei sua concordância bem preconceituosa.

  • Ricardo

    Eu conheço gente que se orgulha de NUNCA ter lido um lviro sequer na vida, porque acham “perda de tempo”.

    Na moral, vai se foder essa juventude maldita!

    Nem sei mais o que dizer de tanta indignação, numa boa.

    A minha geração é um “fail”. E épico. ³

  • Ruryk

    95% dos humanos nascidos nos últimos 15 anos deveria ser eliminada (ou transferida de planeta) para a manutenção do QI da espécie. Caso contrário, estamos vivendo a transição para uma “Idiocracy”

  • Monnica Calabria

    Por isso que vou ter cachorro…Todo dia ligo a tv, e só vejo acéfalos por aí.Quase chorei com a guria do “coraçãozinho, coraçãozinho” da famigerada familia restart!! hahaha é rir para não chorar.
    Realmente só fui achar gente para conversar sobre livros e vide também filmes BONS, na faculdade, lamentável :/ Quanto a porra do inglês, espero que não me espanquem por não saber, estou tentando aprender… :)

  • Egotista

    Vamos por partes, Jack:

    Falem o que quiser, mas para alguem dominar o mundo como a Lady GaGa fez tem de ser esperto sim. Leia sobre o assunto antes de criticar, a obra dela é baseada em Warhol, Brecht, LaChapelle, etc. Ela referencia Judy Garland, Lady Diana, Stanley Kubrick e outros icones culturais de proporções epicas. A Haus of Gaga é uma referencia obvia à inigualavel Bauhaus. E na boa, se voce traduzir a letra de QUALQUER MUSICA, vai ver que ela não faz sentido, é por isso que tem de ser INTERPRETADA. Como, basicamente, tudo na vida. As pessoas são preconceituosas com Gaga só por que ela toca Pop e se veste estranho, o que é extremamente imbecil.

    Respondendo sua pergunta: Eu leio e ouço Lady Gaga (as vezes ao mesmo tempo). Só Lady Gaga, ignoro os outros artistas citados, beijos.

    Acredito que a literatura esteja lentamente sendo retomada graças aos fenomenos literarios infanto-juvenis. Porra, eu comecei a ler por causa do Harry Potter, deixa o pessoal ler o crepusculo deles em paz. Certas colocações suas são extremistas demais. Existem paises do mundo em que a criança começa a ler com uns 4 anos de idade, livros com imagens enormes e duas ou tres palavras, e disso vai evoluindo. Infelizmente o ensino no Brasil é porco e não faz isso. O que ele faz é forçar um adolescente de 15 anos a ler livros que no exterior são tratados como nivel universitario, o que traumatiza o garoto pro resto da vida dele. Como você quer que alguem goste de ler se mandar o cara começar com um Sertões Veredas da vida. Não dá, sinto muio. Não é porque idealmente todos deveriamos ler livros longos, cultos e complexos que isso funciona na teoria.

    Agora sobre o topico de fato, eu discordo. também tinham dito que os vinis iam acabar e estão ai com força total. Acho que sempre vão existir fanaticos por livros de papel para manter a tradição. Porém, eu acho que a produção de livros vai mudar. O que se preve é que em breve sites como a Amazon vão fagocitar as editoras e utilizar-se dos seus cadastros de consumidor para identificar exatamente os gostos e interesses de cada comprador, sendo capaz de produzir e vender livros em estimativas cada vez mais precisas. Eles podem perguntar para os clientes se eles comprario o novo livro de determinado autor ANTES dele ser escrito para produzir a quantidade certa quando o interesse do publico for suficiente, impedindo grandes encalhes, atingindo o publico certo e deixando o autor feliz por receber sua parte.

    Fim.

  • [TRG]Vash

    Eu realmente acho a televisão hoje em dia muito útil, quando alguem a liga eu vou para outro quarto e leio.(autor Random que não lembro o nome)

    “Apesar da crítica ser importante achei bem preconceituoso alguns de seus comentários.”

    preconceito é você ser taxado de estranho no ensino fundamental em escola pública simplesmente por gostar de ler/escrever e entender as matérias que são incrivelmente inúteis.

    pessoas que leem livros porque estão na moda merecem morrer também.

    poucos são os professores que recomendam livros para os alunos lerem.

    atualmente tou tentando terminar horror sobrenatural na literatura de H.P Lovecraft e depois ler os contos dele.

  • Fernando

    Se os livros vão deixar de existir ou não, eu não sei. Mas que sua teoria daria um filme de ficção foda, daria !

  • “Crepúsculo, Diários do Vampiro ou qualquer outra merda atual não conta, até porque essas porcarias NÃO SÃO LITERATURA.”
    Este era o mesmo argumento usado pelos pais do começo do século XIX e XX.
    Logo: Você é só mais um ignorantezinho querendo parecer elitizado, preso aos costumes da sua geração (no sentido errado da palavra) e que tem medo de que as próximas alterem seus “sagrados costumes”.
    Hábitos mudam, mas não é por que existem novas alternativas à tradicional leitura e à clássica literatura é que estamos rumando a uma época de deficientes culturais. Estes sempre foram a maioria da população, que sempre teve sua parcela culta representada pelas elites sociais, no entando hoje em dia basta querer para o ser. Pois a informação está além de democratizada, visível aos olhos de quem quiser enxergar.
    Para finalizar e matematizar, eu diria que se os ignorantes do passado eram 95%, hoje em doa são “só” 80%, diria também que sua cabeça é do tamanho de uma ervilha e tão acessível quanto o pico do Everest.

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