A literatura está com os dias contados

Livros sábado, 29 de maio de 2010

Pois bem, após um bom tempo sem postar nada aqui no Bacon, volto para agraciá-los com mais um texto chato e sem graça. Meu sumiço “repentino” pode ser explicada com uma palavra: “Formatação” (Entenda como quiser), mas isso não é problema de vocês. De qualquer modo, o texto que se segue é basicamente uma análise, bem como meus outros textos.

Estive pensando em um bom texto “de volta” e me deparei com um tema já muito debatido, porém, de todos os textos, posts, reclamações, livros, debates e afins que vi/ouvi, nenhum deles foi realmente sincero ao falar sobre este tema, nenhum foi politicamente incorreto como deveria ser, mas eu esperava o que? Que fãs de Restart LESSEM?! NUNCA!!!

 Pré…prex…hãã…prés e…en am…heni…buu hmmm…but bot but…búto BÚTON!

Não posso culpar as pessoas por não saber mais de um idioma (Claro, estou generalizando, há centenas de pessoas que merecem apanhar por não saber outro idioma), mas ao menos a capacidade de pronunciar corretamente os nomes “estrangeiros” deve ser exercitada. Algo que me deixa puto com o mundo é gente falando “imglêx”, “dê buquê is on dê teibol” e “dê lórdi óf hings”, só como exemplo. Mas esse não é o tema do post, foi só um aviso ao tipo de “FAÇAM A PORRA DA AULA DE INGLÊS CARALHO”, nada demais.

Enfim, deste os primórdios da humanidade, láááá quando nem mesmo a música havia sido inventada, nossos antepassados já davam um jeito de poderem passar informações adiante, “conversar”, um jeito eficaz (Nem tanto para a época, mas calma lá! Ainda não existia Bic!) de transmitir avisos: Surgia a comunicação escrita, mais especificamente, desenhada. Milhares de anos de aprimoração aprimoramento (putz… que feio… valeu Luis!) depois, surgiu a escrita “real”, com letras individuais, o início do que conhecemos hoje (Bem como os hieroglifos, runas e ideogramas), ou seja, o Homo sapiens levou centenas e centenas de anos desenvolvendo seu método de comunicação escrita, aprimorando detalhes, criando regras (As quais hoje odiamos por ter de estudá-las), realizando estudos e pesquisando novas formas de melhorar tal invenção.

Enfim, há poucos séculos atrás “concluímos” o desenvolvimento da comunicação, seja escrita ou pronunciada. Criamos o papiro, o papel, o livro, os encartes, a telefonia, desenvolvemos a fala, a pronúncia, as regras gramaticais. Entramos na era da comunicação: Tudo que podia ser comunicado era comunicado, independente do meio para isso. De forma resumida, criamos e desenvolvemos a comunicação ao seu nível máximo. Agora lhes pergunto: PRA QUE PORRAS FIZEMOS ISSO?!

De verdade, por mais triste que possa ser, daqui a 50, talvez 60 anos, não teremos mais livros, pelo menos não mais o produziremos. Não que vamos colocar fogo nas bibliotecas e tudo mais, mas a imprensa terá ido à falência antes do próximo século, tenho 98% de certeza disso. Não que eu goste disso, não escrevo aqui pro Bacon de graça sem motivo, mas em breve (Se formos considerar o tempo que demoramos para chegar ao nível atual) toda a literatura escrita e/ou desenhada estará juntando pó. Isso, é claro, até decidirem derrubar as bibliotecas, guardar os livros e levantar um novo shopping ou condomínio de luxo no lugar.

 Acredite, é um shopping

E a causa principal de tal abandono não é a falta de preocupação com os livros, preocupação histórica, falta de espaço nem nada do tipo, mas a principal causa é a falta de interesse pelos livros. As 8 últimas gerações (Para quem não sabe, uma geração é contada a cada 5 anos) perderam o interesse pelos livros, jornais e revistas (Salvo exceções das quais já falo). Trinta anos atrás víamos jovens com livros nas mãos, hoje, vemos jovens com MP23456643 nas mãos. Não que seja ruim levar um MP23456643 nas mãos, mas a ausência dos livros me preocupa.

Vá numa escola (Veja bem, numa ESCOLA) e pergunte para os alunos quantos livros eles leem por ano. Aposto meus dois pulsos que menos de 10% dos alunos falarão mais de 5 livros AO ANO. E não precisa ser livros “chatos” como Saramago e Graciliano Ramos, livros “atuais”, sei lá… Dan Brown, J.K Rowling, Meg Cabot ou no campo das HQs, como Mark Millar e Joe Quesada. Crepúsculo, Diários do Vampiro ou qualquer outra merda atual não conta, até porque essas porcarias NÃO SÃO LITERATURA.

Para ser sincero, 70% das pessoas que eu conheço não leem. Para ser mais sincero ainda, fico completamente abobalhado ao ser abordado sobre “o que é tal palavra?”. E sendo ainda mais sincero do que antes, juro que me dói a alma ao ver alguém lendo livros ruins… Mas o pior é que quando você questiona a pessoa sobre tal ocorrido, ela manda algo na linha de “CARALHO ESSE LIVRO É MUITO BOM!” (Estando aqui traduzido, claro, pois no original isso seria uma declaração de amor ao livro). Caros leitores, se alguém que acha pseudo-vampiros brilhantes uma boa idéia declarar seu amor aos personagens de tal livro, mate-o, ou melhor, torture-o e só depois o mate.

A falta de capacidade das últimas gerações é simplesmente alarmante. Não podemos exigir nada de alguém que ouve algo com essa letra:

Naquela tarde era você e eu
Parece estranho mas não sei bem o que aconteceu
Passou tão rápido eu mal podia respirar
Com tanta coisa na cabeça e nada pra pensar

E eu quero te levar (te levar daqui)
Pra outro lugar (não sei pra onde ir)

Porra cara, ninguém que faz/escuta uma merda dessas tem inteligência (E moral) para ler um livro de mais de 50 páginas. Digo “livro” pois é o tema principal do qual trato aqui no Bacon, mas esses vegetais não conseguiriam ler contos, críticas, poesias, crônicas e nem nenhum outro texto literário com um vocabulário de mais de mil palavras (Só para vocês terem idéia, uma pessoa “normal” sabe ao menos 5 mil palavras – e isso é considerado um vocabulário “pobre”).

Agora, em relação às revistas, jornais e livros de que falei lá em cima, a coisa é o seguinte: Se o livro for uma bosta, se o jornal foi a sessão “Caderno 2” ou aquele caderno infantil dos domingos e se a revista for sobre fofocas e outras futilidades (Caras, Contigo, Capricho – notem que é tudo com “c”, um exemplo de criatividade – e semelhantes), aí sim, tais acéfalos conseguem ler, afinal, o vocabulário exigido é em 80% de gírias e expressões “fashion” (Taí, pelo menos algum vocabulário eles tem) e não ultrapassa 500 palavras e nem palavras com mais de 5 sílabas. Som “mudo” nem pensar.

Sejam sinceros comigo: O que vocês acham que alguém que ouve Cine, Restart, Lady Gaga e Justin Bieber lê? Sério, vocês realmente acham que eles leem livros? Aposto minhas canelas (Afinal, meus pulsos não podem estar em duas apostas ao mesmo tempo) que tanto esses “artistas”, quanto esses fãs, tem dificuldade para ler as matérias das revistas porcarias mundo afora. Mas… pera aí… Isso já foi confirmado! Já ganhei minhas canelas de volta.

Como fica cada dia mais óbvio, as merdas (Sejam musicais, intelectuais, televisivas, etc) tem o maior número de fãs atualmente, o maior número de seguidores, ou como os chamo, “zumbis”. Se uma guerra mundial estourasse hoje entre os seres pensantes (“A Resistência”) e os seres não pensantes (“Os Zumbis”), creio que nós (Pausa aqui. Eu sou da Resistência, luto por um mundo melhor, sem modismos e idiotices, e você?) venceríamos por um motivo bem simples: Somos inteligentes, pensamos, somos individuais, não necessitamos de um Albert Wesker para nos dar ordens. Enquanto os Zumbis estariam juntando pôsters, CDs e autógrafos para nos atacar, estaríamos protegendo um forte, no qual uma bomba atômica estaria sendo construida por nossos aliados.

Ou seja, a maioria, a esmagadora maioria das pessoas atualmente não liga para os livros, não só por pura falta de interesse, mas porque eles NÃO CONSEGUEM entender absolutamente NADA num livro, que está centenas e centenas de milhares de pontos de QI acima do que eles possuem. Pensem comigo: Nossos ancestrais, parentes extremamente próximos dos macacos, criaram a comunicação. Hoje, mais de 10 milhões de anos depois, vem um bando de imbecis, que fazem isso:

Oh-oh-oh-oh-oooh!
Oh-oh-oooh-oh-oh!
Presa em um romance mau

Oh-oh-oh-oh-oooh!
Oh-oh-oooh-oh-oh!
Presa em um romance mau

Rah-rah-ah-ah-ah!
Roma-roma-ma!
Ga-ga-ooh-la-la!
Quero o seu romance mau

Rah-rah-ah-ah-ah!
Roma-roma-ma!
Ga-ga-ooh-la-la!
Quero o seu romance mau

Eu quero sua repulsão
Eu quero sua doença
Eu quero seu tudo,
Contanto que seja de graça
Eu quero seu amor
(Amor, amor, amor, eu quero o seu amor)

Eu quero o seu drama
O toque da sua mão
Eu quero o seu beijo sujo de couro na areia
Eu quero o seu amor,
Amor, amor, amor
Eu quero o seu amor,
(Amor, amor, amor, eu quero o seu amor)

Você sabe que te quero
E sabe que preciso de você
Eu quero o seu mau, mau romance

Eu quero o seu amor e
Eu quero a sua vingança
Você e eu poderíamos escrever um mau romance
(Oh-oh-oh-oooh!)
Eu quero o seu amor
Todo o seu amor é vingança
Você e eu poderíamos escrever um mau romance

Oh-oh-oh-oh-oooh!
Oh-oh-oooh-oh-oh!
Presa em um romance mau

Oh-oh-oh-oh-oooh!
Oh-oh-oooh-oh-oh!
Presa em um romance mau

Rah-rah-ah-ah-ah!
Roma-roma-ma!
GaGa-oo-la-la!
Quero o seu romance mau

Eu quero o seu pavor
Eu quero o seu design
Porque você é um criminoso,
Contanto que seja meu
Eu quero o seu amor
Amor, amor, amor
Eu quero o seu amor

Eu quero a sua obsessão,
A sua vara horizontal,
Quero você no meu quarto
Quando você está doente
Eu quero o seu amor,
Amor, amor, amor
Eu quero o seu amor,
Amor, amor, amor, eu quero o seu amor

Você sabe que quero você
(Porque eu sou louca, querido!)
E sabe que preciso de você
Eu quero o seu mau, mau romance

Eu quero o seu amor e
Eu quero a sua vingança
Você e eu poderíamos escrever um romance mau
(Oh-oh-oh-oh-oooh!)
Eu quero o seu amor
Todo o seu amor é vingança
Você e eu poderíamos escrever um romance mau

Oh-oh-oh-oh-oooh!
Oh-oh-oooh-oh-oh!
Presa em um romance mau

Oh-oh-oh-oh-oooh!
Oh-oh-oooh-oh-oh!
Presa em um romance mau

Rah-rah-ah-ah-ah!
Roma-roma-ma!
GaGa-oo-la-la!
Quero o seu romance mau

Rah-rah-ah-ah-ah!
Roma-roma-ma!
GaGa-oo-la-la!
Quero o seu romance mau

Ande, ande com a moda, baby
Treine
Mexa aquela vagabunda louca

Ande, ande com a moda, baby
Treine
Mexa aquela vagabunda louca

Ande, ande com a moda, baby
Treine
Mexa aquela vagabunda louca

Ande, ande com a moda, baby
Treine
Mexa aquela vagabunda louca

Eu quero o seu amor
E eu quero a sua vingança
Eu quero o seu amor,
Eu não quero que sejamos amigos

Eu quero o seu amor
E eu quero a sua vingança
Eu quero o seu amor,
Eu não quero que sejamos amigos
Oh-oh-oh-oh-oooh!
Eu não quero que sejamos amigos
Presa em um romance mau
Eu não quero que sejamos amigos
Oh-oh-oh-oh-oooh!
Quero o seu romance mau
Presa em um romance mau
Quero o seu romance mau!

Eu quero o seu amor
E eu quero a sua vingança
Você e eu poderíamos escrever um romance mau
Oh-oh-oh-oh-oooh!
Eu quero o seu amor
E eu quero a sua vingança
Você e eu poderíamos escrever um romance mau

Oh-oh-oh-oh-oooh!
Eu quero o seu romance mau
Presa no seu romance mau
Eu quero o seu romance mau

Oh-oh-oh-oh-oooh!
Eu quero o seu romance mau
Presa no seu romance mau

Rah-rah-ah-ah-ah!
Roma-roma-ma!
Ga-ga-ooh-la-la!
Quero o seu romance mau

PORRA, TU FODEU O BAGULHO, TÁ LIGADO?! E NÃO NO BOM SENTIDO!!!

Agora, caro leitor (Ou leitora), diga-me, se tal pessoa resolve escrever um livro, qual você acha que seria o tema? Qual o alcance do vocabulário? Qual a desenvoltura, a expansão do tema abordado? Você acha que o livro seria intimista ou seria voltado ao grande público? Qual o objetivo de tal livro? Expressar idéias ou ganhar dinheiro? Sim, respondam nos comentários essas (E as outras) perguntas, quero saber a opinião de vocês.

Retomando o tema deste post, considerando o público, daqui há menos de 100 anos teremos a extinção dos livros, da boa literatura. Em menos de 100 anos, mais de 10 milhões de história escrita (Novamente, ou desenhada) estará ou perdida ou encaixotada, juntando pó e traças, e isso numa visão positiva, se eu realmente achasse que não há esperança, diria que todos os livros seriam destruídos. Pensem por um momento que seus filhos e netos não terão a chance de ler (TALVEZ apenas e-books), de tocar os livros, ir até livrarias e bibliotecas. Pensem que eles crescerão ouvindo coisas PIORES que Cine (Porque do jeito que estamos, tudo vai piorar daqui pra frente) e vão achar isso o máximo, pensem que eles lerão revistas que listam o tamanho do pinto de qualquer babaca famoso e o tamanho das coxas de qualquer vagabunda fashion. Seria mais ou menos o contrário de Woodstock: Milhões de zumbis alienados, sendo comandados por energúmenos FDPs que tem como único objetivo na vida o lucro.

 Paris Hilton? Um problema?! Fique GRATO por termos Paris Hilton!

Leitores, dentro de 50 anos, se as coisas não estiverem piores do que estão hoje em dia e os livros não mais forem produzidos, terei a infelicidade de ser reconhecido como “profeta” (Um título um tanto quanto injusto para um babaca como eu) pelos membros da Resistência. Podem dar copiar/colar no que escrevo: Se até 2100 os livros deixarem de ter circulação, não mais restará esperança, não só para os leitores de todo o mundo, mas para a Resistência e para todo e qualquer um que queira algo de qualidade.

Mas digo mais: Se isso acontecer, e daqui há 90 anos alguém tiver esperança, este será taxado de louco, mesmo pelos mais fiéis às boas idéias, pelos mais velhos, que lembrar-se-ão dos tempos de hoje, os “bons-tempos” e, é claro, por todos os Zumbis – que se não forem a totalidade, somarão 99,8% do mundo – existentes. A todos os meus colegas d’A Resistência, só nos resta coragem e boa vontade, seja na hora de explodir a bomba atômica, seja na hora de sucumbir ao lado afro-descendente da força.

Luis

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