Algumas coisas que não gosto em Assis

Livros quinta-feira, 25 de março de 2010

Infelizmente não é um texto turístico sobre Assis, essa pequena cidade italiana. E também não é sobre o Chiquinho. O Assis a que me refiro é o Machado. Queria fazer um trocadilho infame agora, mas perdi essa aula na faculdade.

 Ah, se eu estivesse ai…

E deixemos de enrolação.

Quando me propuseram escrever sobre Machado de Assis, pensei: “Merda!” (E não foi no sentido utilizado no teatro) e isso por 3 motivos: não gosto dele, é complicado e… Não gosto dele.

Não que o deteste como pessoa, sou indiferente a isso, não suporto é o “eu” escritor dele. Tá que o cara era um megaboga autodidata, fundador da Academia Brasileira de Letras, político e etc. Porém, mesmo sendo aclamado como um dos expoentes da literatura brasileira, reconhecido internacionalmente como um grande romancista, seu estilo não me agrada, principalmente ao meu lado feminista.

Alguns estudiosos machadianos consideram suas “heroínas” como grandes representações da alma feminina. Isso me leva a crer que o Machadinho só conheceu 3 tipos de mulheres: as apáticas, as interesseiras e as vadias. Como, por exemplo, Helena, do romance homônimo, uma heroína tão fraca e apática, incapaz de lutar pelo ser amado, mesmo após a revelação do seu não-parentesco com o rapaz, único impedimento até então para o casamento dos pombinhos (Isso porque o autor não queria escandalizar as moçoilas que liam seus romances). Mas o que a garota fez? Morreu (Literalmente) de tanta felicidade! Que coisa ridícula! Machado não deve ter conseguido continuar com a historia ou não sabia mais como conduzir a personagem e o romance, preferindo assim matá-la a dar-lhe a chance de lutar.

 Machadinho

Em relação às interesseiras, temos Guiomar, de A mão e a Luva, protagonista sem sal e sem tempero, cuja meta de vida é ascender socialmente através do casamento. Os críticos dizem que ela é dona de uma personalidade complexa. Já vi gatos com personalidades mais complexas do que ela, aliás gatos têm personalidade complexa. No fundo não passou de uma garota mimada, que optou por um bom casamento. E essa característica interesseira se completa em outra personagem, Mrs Oswald, uma mulher muito astuta. Sei que poderão me dizer: “Mas naquela época era assim mesmo, as mulheres não tinham muitas opções, ou faziam isso ou sofriam.” Caramba, eu sei disso, e na verdade até entendo, mas ele bem que podia ter tentado descrever essas mulheres de uma forma mais profunda, como Alencar, por exemplo.

Agora se tem uma coisa que parece não faltar na obra de Machado de Assis é uma mulher vadia. Seja em seus contos, como A Cartomante, onde temos uma mulher infeliz no casamento, que acaba por ter um amante e é morta pelo marido corno. Acredito que seja uma tendência dos escritores a não gostarem de mulheres que traem, pois a maioria ou morre ou fica sem nada. Machado não foi o primeiro a tratar sobre o assunto de traição feminina, e nem será o último, mas sua visão sobre isso é preconceituosa em relação às damas. Claro que é uma opinião condicionada pelo meio social em que se está inserido, e critico isso não apenas nele, mas em todos os escritores que tratam o assunto assim, só considerei interessante citar isso em minhas críticas.

E já que entramos na parte da cornitude, vamos ao romance mor do assunto, Dom Casmurro, livro esse em que ele conseguiu alcançar o objetivo maior de seus escritos, não terem um final compreensível! Ele me escreve um livro inteiro sobre um cara com mania de perseguição, que crê que todos o traem, todos o odeiam, e no final nem tem a capacidade de saber se a mulher que ele mais amou, e que deveria confiar, o traiu ou não. Falta de comunicação acaba com os relacionamentos… Se o Bentinho fosse homem o suficiente para perguntar para a Capitu, metade do livro não seria escrito. E acho que isso resume bem todo o livro: um homem frouxo e uma mulher considerada vadia. Ou você acredita que naquela época, Capitu foi considerada uma grande mulher?

 Para Bentinho, com amor, a autora

Outra coisa que Dom me lembra é a incompetência de Machado em fazer finais. Ou alguém morre e resolve o conflito proposto na historia, ou não tem um final coerente. É como se a resolução de um conflito, principalmente na fase realista do escritor, não combinasse com coerência. Muitas vezes você termina o livro com as mesmas dúvidas do começo. Claro que aquele professor de literatura chato, e muitas vezes desprovido de vida social, dirá que o autor quis construir seus enredos assim para levar os leitores a pensarem, a refletirem… Mas quem me garante que foi isso mesmo? Ele pode muito bem não ter dado conta de escrever um final decente (Falta de inspiração pode resultar nisso) e deixou por isso mesmo. Deve ter pensando consigo: “Não consigo escrever mais essa budega, acho que vou parar por aqui, as pessoas vão ler e não entenderão nada, mas como sou um escritor famoso, nem vão questionar e serei um gênio!” (Risada de cientista maluco e egocêntrico). Isso reflete bem meu desafeto por finais inconclusivos. De inconclusivo basta a vida real. E isso me leva a um outro ponto que não gosto nos livros de Machado, a sua filosofia de botequim (Se bem que acho que ele nunca freqüentou um).

Para ilustrar isso invoco evoco sua obra surrealista e morta (No bom sentido), Memórias Póstumas de Brás Cubas e seu desdobramento, Quincas Borbas. A obra em si é uma das poucas que gosto do autor, porque gosto de realismo fantástico. Porém, suas pérolas de filosofia barata demonstram a fragilidade do humor negro do autor. São pérolas de sabedoria simples, mas julgadas como se fossem obras de um pensamento superior, um elevação da filosofia moral carioca do império. Se bem que prefiro isso ao que figura hoje em dia como moral carioca (Vide os funks da vida). Mas mesmo assim, essas tentativas de filosofar me deixam entediada, um sentimento que Machado sabe despertar muito bem em mim. Principalmente com o seu “ode ao tédio”, Quincas Borbas. Foi o único livro até hoje que me fez dormir antes de chegar à vigésima pagina. Quincas Borbas foi escrito de uma maneira muito lenta, rebuscada e chata. A trama se arrasta por infindáveis linhas, não se sentindo o andar do enredo mesmo quando se descreve alguma ação. Considero chato até não querer mais. É um longo discurso com o nome do personagem principal, que até hoje não descobri se era o falecido ou o cachorro, e uma tentativa de dar uma maior profundidade a frasefilosofiadevida : “Ao vencedor as batatas.”

Não que as obras de Machado de Assis sejam totalmente repulsivas para mim, ou as odeie totalmente, apenas existem certos pontos que me desagradam, e tentei explicá-los. Cada obra literária tem seus pontos positivos e negativos, nenhuma é inteiramente perfeita, e mesmo naquelas que amo, tem coisas que também odeio. Sou apenas uma pessoa contra uma multidão de estudiosos do assunto, não me julgo conhecer mais do que eles, mas isso não quer dizer também que não possa expressar meu desagrado. Fica ai o meu discurso político eleitoral literário nonsense contra Machado de Assis. E até a próxima, se eu não for linchada em praça publica.

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  • machado não me cativou como leitora.Não consigui ler nenhum dos seus livros até o final.Achei alguns muito retundantes.Bom início.Ótimo texto e tema criativo!

  • Quer ser linchada, apedrejada ou chicoteada? Cada pacote tem um brinde extra e 15 fotos de graça num álbum com um bacon na capa.

    Certo… Bom, eu também não curto Machado, mais por ser muito datado do que por não gostar das tramas. Para ser sincero, acredito que as obras machadianas possam ser boas pra uma discussão literária, talvez pra basear uma boa série de tevê (Qualé, gostei de Capitu) e… Só. Não acredito que estaria na minha estante de favoritos.

  • Lionheart

    Pow, prefiro o BF com menos textos do q com porcarias pseudo fundamentadas como essa que eu acabei de ler.

    Sua análise de literatura é tão superficial quanto .. puxa me falta até algo parar comparar!

    Na boa, fundamente melhor seus argumentos, senão vc vai fazer papel de otária, escrevendo sobre algo que vc faz de conta que sabe.

  • Assis é chato e eu já comentei isso em um texto antigo por aqui.

  • Nênia

    Taí, falou tudo que sempre pensei e tive vergonha de dizer sobre M.A., por que ninguém o contesta nunca e eu ficava p. quando tinha que fazer uma prova sobre algum livro dele… e não passava, claro, pois como dizia minha professora da época: eu queria afrontar os motivos do autor! ¬¬
    Nunca o lí de boa vontade justamente pelas firulas e enrolações pra das linha das histórias, tava na cara que era por ter perdido o fio da meada.
    Gostei do texto, não só porque concordo, mas por ter sido muito bem escrito! Parabéns! Teinvejodonabrunacristina!
    rs

  • Jiba Kazama

    Machado de Assis não foi aquele que Castrou o Alves ?

  • D

    Eu sou o único aqui que conseguiu rir com os livros de Machado de Assis ? O_õ

    Fala sério ! Ele faz piada de tudo e de todos, caricaturiza os personágens e junto a eles a classe à qual pertencem e usa dessa zoação “disfarçada” o livro todo ! Vejam o discurso do Quincas mesmo ! Chato pra carai se vc tentar entender o que ele diz (assim como tentar ler, seguidamente, dois capítulos de Aristóteles que, teoricamente, deveriam tratar do mesmo tema), mas se você perceber bem como ele coloca as coisas, verá alí a pura expressão do pseudo-intelectualismo que rondava na época. E você sempre pode comparar o Quincas com algum conhecido seu, e aí é a exata hora em que se visualiza o arquétipo – magrelo, voraz, ex-mendigo, pseudo-intelectual – e isso acaba sendo divertido ^^

    Machado não pode ser levado a sério. Se você tentar ler machado de assis como se fosse um livro de aventura, mistério ou fantasia, vai se frustar tremendamente. O melhor é ler como se fosse um cartoon do Angeli ou do Glauco, só que sem imágens.

  • @Vivien Lee
    Valeu pelos elogios ^^

    @Black
    Qual é o brinde surpresa, Chefe?
    Machado consegue ser muito descritivo, o que ajuda quando se adapta para a televisão/cinema/afins. Também gostei de Capitu, porém, ainda critico um pouco a visão sobre a mulher que a série tem, mas isso é questão feminista, que não cabe aqui…

    @Lionheart
    Obrigada pela sua critica.
    E se quer comparar a minha analise superficial com algo, recomendo que compare com um espelho, ele também é raso, porém ainda assim se pode ver seu reflexo.

    @Entravix
    Nem merece minha consideração humf/

    @Nênia
    As firulas e enrolações são uma caracteristica da literatura romântica, são formas de expressão sentimental.

    @Jiba
    Nem vou responder…

    @D
    A questão talvez nem seja que não saibamos lê-lo como se fosse uma piada, mas sim que somos condicionados pelos nossoa professores e afins a sempre procurar nele algo além das aparências que ele ali reflete. Talvez seja por isso não eu não tenha conseguido rir com os livros dele.

    E nunca vi seus livros como livros de aventura, mistério ou fantasia, sempre os vi como retratos da sociedade que ele viveu, e sua interpretação da realidade.

    E valeu pelas criticas ^^

  • E. Piloto

    Seguinte: Você gosta de Machado de Assis e só escreveu isso pra polemizar. Se não gostasse não teria lidos tantos romances dele.
    Discordo quase totalmente de você, fazendo uma exceção para a sua definição da Helena de M.A porque sempre a achei uma retardada.
    No mais,foi uma crítica bem divertida.

  • Machado me conquista por quotes como:

    “NÃO FAÇA ISSO, QUERIDA!
    A leitora desentendida, que abriu essa historia com o fim de descansar da cavatina de ontem para a valsa de hoje, quer fechá-lo às pressas, ao ver que beirei o abismo. Não faça isso, querida; Eu mudo de rumo.”

    Vou ter de discordar do texto, não acho que toda a historia tenha de ter um final, sabe. Toda a historia tem de ter um significado, que os livros do Machado tem sim significado. Fora isso, não nego que a leitura não seja para qualquer um, todos os livros da epoca tem um ritmo extremamente destoante ao que apetece as novas geraçoes (ou não, Harry Potter ta ai pra mostrar que livro lento tbm agrada criançinha)

  • Tritão

    Olha moça, segundo as duas etapas que Machado teve e o PROJETO LITERÁRIO do romantismo/REALISMO Machado foi um autor de obras que cumpriram e revolucionaram a literatura de sua época.

    Na etapa romântica com o romance Helena Machado já dava indícios de que esse negocio de HEROIS IDEALIZADOS não passam de ladainha. E isso é uma das características do realismo que veio posteriormente, a literatura assim como a sociedade estava farta de tanta mascara e pessoas que de fato não existiam, isso pode ser visto no romance que marcou o inicio do realismo no Brasil, o Memórias.

    Agora pessoalmente e mesmo com base no contexto histórico o Machado não tinha intenção de mostrar pessoas perfeitas, o tema de sua escrita era realmente como as pessoas faziam para se virar na sociedade, como vestiam suas mascaras e conseqüentemente as deixavam cair. E ainda mais, Machado não pretendia fazer historias interessantes com temas fantásticos e coisa parecida, ele buscava realmente expor o que era e como funcionava (principalmente a burguesia e nobreza) a sociedade da época. Dai personagens interesseiros, mentirosos, dissimulados entre outras coisas.

    Por favor, entendo seu ponto de vista, mas está muito mal fundamentado e ainda falar que a descrição do Machado é ruim é foda.

  • Tritão

    Ah, esqueci de escrever, a historia em sí não era importante, o principal eram as relações dos personagens e o que levavam eles a tomar suas atitudes, não o enredo em sí. Exemplo, tem contos de Machado que não passam mensagem nenhuma em seu enredo, porém os personagens são bem trabalhados.

    PS: Eu tenho duvidas do seu gosto literário…
    Curte Crepusculo? xD

  • “De inconclusivo basta a vida real”. Talvez, por isso, ele seja considerado genial e se enquadre no gênero realismo.

    “Quincas Borbas foi escrito de uma maneira muito lenta, rebuscada e chata.” E você falou bem de José de Alencar momentos antes?

    E eu só gosto mesmo do Machadão porque ele é um dos poucos autores brasileiros que escreve livros… líveis. Apesar de você reclamar da filosofia “barata” dele, ela é muito mais simples e tangível do que a pseudo-filosofia de outros autores.

    Anyway, já pensou em falar dos pontos negativos da Clarisse Lispector? Eu acho que dá muito pano para manga, principalmente entre os gays e cults, por quem ela é principalmente (não disse unicamente) cultuada.

  • @E. Piloto
    Discordo dessa opinião que “gosta sim só quer polemizar porque leu”, para alguém querer criticar algo com o mínimo de fundamente é melhor ter lido do que atirar para o nada. Aí sim seriam argumentos mais sem fundamento.

    Eu mesma fiz questão de me torturar lendo pelo menos os três primeiros livros da Saga Crepúsculo só para poder falar de bocacheia e ninguém vir com um: você não conhece o assunto que está falando. E esse, meu caro, é um argumento forte.

  • Bom minha singela opinião é que Machado de Assis é um saco, assim como muitos dos livros desta época, agora falar que o cara é um gênio, bom não foi.
    Garanto que se naquela época as pessoas tivessem outro meio de entretenimento que não fossem os folhetins/livros, certamente nunca teríamos ouvido falar nele.
    E outra coisa que deve-se levar em conta é que acima do prazer de escrever, os autores buscam a fama e o dinheiro e isso não é de hoje, tanto que um dos autores que considero excelentes é Cristovão Tezza que já começa “Uma Noite em Curitiba” dizendo
    “Escrevo esse livro por dinheiro”.
    Pois, Machado em sua época precisava ter um ganha pão, não é?

  • D

    Meus professores só faltavam gozar quando eu falava do que havia entendido em Machado de Assis…. e tudo que eu falava era que ele estava zoando com o povo :D

    Só que de um geito apropriado, e fazendo uma introdução em que repetia a ladainha paseudo-intelectual de “romantismo/realismo/caralho-a-quatro”. Não é nada que conte de verdade, a menos que você esteja buscando por algum autor que tenha criado uma quebra de paradigma, ou estudando literatura para entender a sociedade de época…. que nunca era o que me pediam ^^

    Assim sendo, eu ria :D

  • D

    @Tritão => Você está mal-fundamentado. Ser “bom” ou “ruim” não depende do nível de fodidão do cara como revolucionário e bom escritor da língua portuguesa. Dizer que um livro é “bom” ou “ruim”, ou que um autor é “bom” ou “ruim” depende de critérios pessoais, nunca universalizados, cuja subjetividade não é de sua alçada. Assim sendo, dizer que Machado era um completo imbecíl na arte da escrita é um direito de qualquer um, e ele estará certo, desde que Machado seja incompetente naqueles critérios que se escolheu avaliar.

    Por exemplo, eu posso falar no critério ” desenvolvimento de ficção científica no enredo” e, por ele, Machado de Assis é pior escritor que meu primo de 5° série.

  • @Tritão

    Gosto de personagens bem construidos, porém também gosto de HISTÓRIAS, ENREDO. #ficadica
    E não gosto de Crepúsculo, li, mas não gosto. Até mesmo pq, como posso julgar alguma coisa se não sei do que se trata ou se nunca li?

    @Rapousa
    De todas as criticas até agora a sua foi uma das que mais me tocou, pelo simples fato de me levar tentar escrever melhor.
    Quanto a sugestão de falar sobre Clarice Lispector, preciso ler mais alguns livros dela antes disso, se não posso ser acusada de não ter fundamento algum para falar. E obrigada pela idéia.

  • murilo

    Gostei do seu texto e respeito sua opinião, mesmo discordando. Você citou Alencar, mas não consigo gostar dos livros dele. Para mim é um autor supervalorizado.

  • @Murilo

    Quando citei Alencar não foi como exemplo de escritor, mas sim como alguém que soube descrever ou ao menos tentou descrever as mulheres de uma maneira diferente, citando como exemplo, Luciola.

  • Quando li livros de Machado pela primeira vez, achei um saco.Tinha em torno de 16 anos e estava no ensino médio e li porque era cobrado no vestibular. Já na faculdade, “menos imaturo e mais vivido”, de tanto ouvir falar nesse autor, resolvi reler. E gostei. E como gostei!
    É impressionante a profundidade psicológica que Machado dá a seus personagens. Sim, ele era machista. Excepcional seria se não fosse na época em que viveu. Ainda assim, ele foi extremamente revolucinário.
    Não dá pra escrever tudo que penso aqui. Só lamento por você não apreciar essa leitura tão magnífica e prazerosa. Sei que é uma opinião pessoal, mas acredito que nenhum escritor brasileiro chegou perto do talento de Machadão.

  • murilo

    @B. Cristina

    Não compreendi muito bem como ele pode ter descrito as mulheres de forma diferente, já que na época do Roamantismo todos os escritores criavam mulheres perfeitas demais, belas demais, puras demais.

    @Jorge Delamare
    Concordo com o que você disse.

  • @murilo
    Em Luciola, livro que a Bruna cita do J. Alencar, a personagem principal é uma das poucas não lá muito idealizadas. Tipo, ela era pobre e o noivo dela a troca por uma mulher com dote (porque precisava ajudar a família, ou algo assim), daí a Luciola ganha uma herança, fica rica, obriga o cara a casar com ela sem saber que é ela, então transforma a vida dele num inferno quando se casam até que… bem, o livro pertence ao romantismo, então, claro, o final é feliz. Porém, Luciola está longe de ser uma mulher frágil e idealizada nos moldes da literatura daquela época.

    Pelo menos na maior parte do tempo =P

  • murilo

    @Rapousa
    Depois me toquei que a B. Cristina se referia ao fato das mulheres de José da Alencar serem valorizadas nos livros. Ao contrário do que acontece com Machado de Assis.

  • @ Rapousa

    Essa que você citou é a Aurélia, do livro Senhora. Mas o que você disse é realmente a verdade, ela não era tão frágil assim.
    #####

    Luciola na verdade era uma moça de 16 anos, meretriz, mas cujo caráter não condiz com sua profissão.

  • A. Cristina

    Acho que vc vê Machado com o os olhos de alguém traumatizada pela Escola que lhe obrigou a ler pelo menos um dos livros dele. Se vc leu por espontanea vontade já leu para criticá-lo, se leu para fazer esse post, leu com pressa e sem vontade. Machado não deve ser lido como um livro atual, e é imprescindível contextualizar a obra à época em que foi escrito. Totalmente infundada sua crítica, há o que se criticar nas obras do Machado, porém nenhum ponto em que vc abordou.

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