presenteando com livros

Analfabetismo Funcional quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 – 9 comentários

Certo, taí algo improvável, quem é que gostaria de receber um livro de presente de aniversário? Eu mesmo, apesar de ser um nerd viciado em livros, praticamente o único de minha família, até hoje em meus 22 anos nunca recebi um livro de presente. Mas em compensação, dar livros é algo que faço sempre. Depois de errar algumas vezes, consegui descobrir maneiras de saber qual é o livro perfeito pra cada pessoa, As vezes eu erro, o que dá uns problemas, mas isso não vem ao caso. Ainda.
Livrarias tem um grande leque de opções de livros pra presentear. São normalmente aqueles livros de fotos, com frases, como o As Coisas Boas da Vida, e não conheço outro mais, apesar de ver as capas deles sempre. Curtos, com imagens bonitas e frases melosas, são uma boa escolha para dar para alguém que não lê, porque pra essas pessoas o que importa realmente são as figuras.
Mas é claro, se você quer que o livro escolhido marque um momento, esses não são a melhor escolha, afinal, eles são sem conteúdo, sem sentido, sem graça, e sem nenhuma lembrança depois de algum tempo para a pessoa que foi presenteada, o que não é a questão nesse texto.
E pra variar um pouco, estou perdendo a linha de pensamento. mas enfim, foda-se. Meu histórico de presenteados é algo muito estranho, devo ser o único que faço isso, mas todos os que eu dei um livro, se lembram de mim, seja por algo bom ou ruim. Das vezes que errei em um livro, foi algo que foi de propósito, e somente em caráter de ironia, pra sacanear mesmo a pessoa, como por exemplo, dar para uma bela garota ex-conhecida minha um livro qualquer, e errar na dedicatória, achando que todas as garotas sabem a definição de “gordinha” que temos aqui no site. Até hoje, ela vira a cara quando me vê, não importando as explicações que dei sobre o termo. Mas isso é sobre a dedicatória, não sobre o livro em si, que era bem foda, e não lembro qual era, afinal, já se passou uns 3 anos desde esse dia.
E já que falei em dedicatória, esse é um fator a ser pesado também. Frases que são colocadas em livros tem que ser bem pensadas, ou simplesmente se escreve o que se tem na cabeça no momento, o que pode render umas boas risadas. Mas com a idéia na cabeça de que aquela frase irá acompanhar aquele livro até o fim dele ajuda a imaginação a pensar em algo criativo.
Presentear com livros é difícil, mas quando você vê que acertou, não há nada melhor. Saber que a pessoa desejava aquele volume, e vê-lo na mão dela, com aqueles olhos brilhantes, a primeira abertura, e leitura da dedicatória, são momentos que não tem preço, que são gratificantes, fazem perceber que pelo menos alguma vez você acertou algo.
Saber um pouco os gostos da pessoa ajuda muito na escolha de um livro para ela. vejamos o seguinte: Pra uma pessoa que curte novelas, vive comentando sobre o último capítulo, é vidrada em revistas de fofocas publicados a 1 real nas bancas, qual seria sua escolha pra alguém assim? Tem ser algo com uma história marcante, que prenda até o final do volume, com leitura simples, e uma história relativamente longa. Eu escolheria Desventuras em Série, com uma dedicatória dizendo alguma besteira sobre tempo perdido em frente a tela e em frente a paginas inúteis, e possivelmente, eu teria acertado. É claro, esse exemplo foi fácil, mas as vezes, é melhor arriscar. Se por acaso ver o livro jogado na casa do presenteado, nada mais fácil do que roubar ele, não é?

Crítica – O guia de sobrevivência a zumbis

Livros sexta-feira, 04 de janeiro de 2008 – 10 comentários

Trago a vocês hoje mais uma resenha de um livro essencial, diria até que obrigatório para preparação quando chegar esse dia. O livro em questão é o “O Guia de Sobrevivência a Zumbis: Proteção total Contra mortos-Vivos”. Escrito por Max Brooks, que com certeza você nunca deve ter ouvido falar, mas isso não vem ao caso. Vamos nos ater principalmente ao livro em questão.
Primeiro de tudo, aquilo que você não precisa saber:
O Guia de Sobrevivência a Zumbis: Proteção total Contra mortos-vivos

Autor: Max brooks
Editora: Rocco
329 páginas
2006

Como sei que já pularam direto pra cá, Vamos a crítica. O livro é divididos em vários partes, que passam por diversas páginas, e uma hora, chega ao final. Pronto, acabou.
E como crítica que presta não é só assim, vou falar um pouco de cada parte do livro, só pra que saibam um pouco sobre seu conteúdo.
A primeira parte fala sobre os mortos-vivos em geral. Qual a fonte deles, de onde eles vieram, pra onde vão, o que comem, essas coisas. No caso, ele fala mais sobre o vírus Solanum, sua forma de infecção, sintomas, tratamentos, enfim, tudo isso. E também fala sobre os zumbis de filme logo no final, mas rapidamente.
A próxima parte, que é sobre armas e técnicas de combate se dedica a falar sobre todas as armas que podem ser utilizadas contra essa ameaça, vantagens e desvantagens de cada uma delas, dificuldade de uso, e uma boa explicação dos efeitos delas contra os Mortos-vivos, passando ainda como usar ela da maneira mais eficaz.
Logo depois, vem a parte falando sobre a defesa, quais os melhores lugares para se abrigar, quais tipos de preparação tomar para torná-lo mais seguro, e explica quais os melhores lugares públicos a se esconder caso ocorra ataques. Só sei que esse capítulo me fez perceber que um shopping não é o melhor lugar para se defender, e nessas já mudei toda minha estratégia.
Olhando pelo lado mais negativo, a próxima parte fala sobre a fuga. Qual as melhores maneiras de fugir, o que fazer, que providências tomar, veículos recomendados, terrenos a evitar, tudo o que é necessário para garantir a sobrevivência nesse momento difícil.
Para caso de ataques, a parte seguinte indica as melhores táticas de combate, que precauções tomar, os melhores terrenos pra ataque e defesa, transportes, técnicas de organização pessoal, e tudo o mais que seja suficiente para que a raça humana saia vitoriosa desse tipo de situação.
Mas caso nada dê certo, e tudo vá pro quinto dos infernos, o próximo capitulo fala exatamente sobre isso. Digamos que o mundo seja dominado pelos mortos-vivos, e somente poucos sobrevivam sem serem infectados. O que fazer? Explicando de maneira simples, sem falar de primeira que todo o mundo está fodido, ele fala sobre o que fazer enquanto todos os mortos não morrem de vez, quanto tempo isso pode durar, e o que é preciso para viver até que tudo isso acabe de vez.
E pra ajudar a identificar quais são as situações em que os mortos estão por aí, andando, a parte final do livro é sobre documentos históricos que falam sobre ataques dos zumbis através dos tempos, desde a pré-história, até os dias de hoje.
Se você é daqueles que sente que há algo mais em tudo o que se passa na tv e jornais, se a cada vez que falam que descobriram uma nova doença, se esconde, temendo o pior, Nunca sai de casa sem seu Kit de primeiros socorros, sinto lhe dizer, mas você já morreu. Mas se ao ser apresentado a esses fatos, a primeira coisa que você faz é ir amolar seu machado, espada, faca de cozinha ou seja lá que tipo de armas que você possua, parabéns, esse livro é para você, afinal, se é pra morrer, que seja levando o máximo de zumbis junto.
Ok, agora saindo um pouco do espírito do livro, vamos falar um pouco sobre seu estilo. Passando pelos assuntos como se fosse um guia qualquer, ele fala sobre eles sem ser chato, indo direto ao ponto que ele promete abordar. Leitura simples, letras grandes, e bem dividido, é uma boa leitura pro fim de semana, para aqueles momentos em que você não tem o que fazer, ou depois de assistir um filme que tenha algo a ver com o título do livro.

Livros de auto-ajuda

Analfabetismo Funcional quinta-feira, 03 de janeiro de 2008 – 9 comentários

Eles são vendidos como livros, tem seu próprio ranking na revista Veja, E a cada novo lançamento, dependendo do sucesso, surgem outros 4 livros só explicando como que cada um deveria entender/ usar aquilo. É, esses são os livros de auto-ajuda.
O que , é claro, só são considerados como livros somente para aqueles que são viciados em seu consumo. São como remédios com tarja preta, mas vendidos por aí sem receita, e um pouco mais nocivos a saúde, pois afetam o cérebro diretamente a cada página lida. Nunca encostei em um livro desses, e quando vou a livrarias, pego o caminho mais longe possível dessas prateleiras. Se ele está em destaque na porta de uma livraria, nem entro, Tantos livros pra terem destaque, e colocam bem esse tipo na porta? obrigado, dispenso.
Mas apesar de nunca tocar nesses livros, sei o que eles contém. Por intermédio de outros, que a cada vez que lêem um desses livros e vão até mim pra comentar a sua mais nova técnica de como conseguir dinheiro, felicidade, amor, picolés de tamarindo, ou seja lá o que for. Fico quieto, e depois que me despejaram tudo o que tinham pra falar sobre, penso na melhor maneira de desbancar toda a teoria da pessoa em apenas uma pergunta, Fazendo como ela perceba que todo o tempo que ela perdeu lendo aquilo tenha sido inútil. Mas isso é só um pouco de sadismo meu, costume criado em muitos anos e conversas sobre isso.
Livros assim só servem pra poucas coisas. Calço de mesa, presente de amigo secreto, alvo para atirar shurikens (testado por mim, pode confiar) e acima de tudo, pra que você perceba o quanto você foi idiota ao gastar perto de 40 reais em um livro desses, na pior das hipóteses, porque els tem uma validade muito curta, indo pra banca de descontos muito rapidamente, onde você pode o comprar por 3 reais ou menos, quem sabe.
E antes que eu perca a linha do meu maldito pensamento de novo, e comece a falar sobre qualquer porcaria aqui de novo, vamos descarregar tudo o que tenho pra falar. Sua vida está uma merda. Sua namorada te deixou, seu emprego está bastante desagradável, sua familia te ignora, e seus amigos não falam mais com você. Passando por uma livraria, você vê, bem na porta um livro com uma capa bonita, parecendo um selo de carta antigo, e o preço está bom. Já que tá tudo uma merda mesmo, porque não começar a buscar esperança em outro lugar? Folheando o exemplar, com aquele papel bonito, aquela letra e diagramação agradável, você começa a a se convencer que aquilo pode ser a solução de seus problemas. Ao chegar ao final, sentindo que sua vida mudou, começa a colocar os ensinamentos em pratica. Continua sem mulher, amigos, a familia acaba te deserdando, é demitido, e não tem onde cair morto. Só que agora, tudo parece melhor, pois você tem a esperança que pode melhorar, afinal, o livro não pode estar errado. Que cena linda, alguém terminando de se ferrar porque confiou em ensinamentos de pessoas que só conseguiram sucesso e dinheiro por aquele livro, sendo apenas fracassados antes da publicação.
E pra finalizar, e dessa vez, serei breve. Livros são feitos pra divertir. Qualquer esperança que você coloque nele, achando que ele irá ajudar você, é o mesmo que você olhar um pé de abacate querendo que saiam bananas, algo completamente inútil, sem sentido, e acima de tudo, se é pra fazer algo que vá mudar alguma coisa, não vai ser lendo um livro sem nenhum conteúdo que irá lhe ajudar nessa tarefa. por hoje é só, mas para que vocês não fiquem sem nenhuma dica essa semana, vou deixar uma recomendação de livro que realmente pode fazer você pensar.
A revolução dos bichosGeorge Orwell
Contando a história de uma fazenda que é dominada por animais, e de como que ls se saem em tão difícil tarefa, com diversos acontecimentos que farão você parar pra pensar durante a leitura esse livro não é algo que vá te ajudar em alguma coisa, mas garanto que será uma boa diversão.

A vergonha de mostrar livros

Analfabetismo Funcional quinta-feira, 27 de dezembro de 2007 – 11 comentários

Pessoas carregando livros por aí é algo difícil de se ver, a não ser que você me veja todo dia. :heh: Leitura é algo desde muito cedo ensinado as pessoas que é algo chato, difícil de entender, mas como disse na semana anterior, é só por questão de costume que você acha a sua própria literatura, o gênero que você goste.
Seja por vergonha, ou por medo de que vejam, os livros em uma casa nunca tem o destaque que merecem. me diga quantas casas que você visitou que tinham livros espalhados por todo canto, ou arrumados em uma prateleira? É claro, a bíblia não conta todo mundo tem uma. se respondeu pelo menos uma, pelo menos você conhece alguém que sabe apreciar o que tem. Livros tem todas as suas peculiaridades, como aqueles de vários volumes. Até mesmo enciclopédias tem suas lombadas padronizadas para que, se colocadas lado a lado, possam ser decorativas. Não estou falando pra usar livros para decoração, pois não há nada mais frustrante do que chegar numa casa, ver que tem na prateleira um volume de Contos Inacabados, perguntar se a pessoa gostou, e ela revelar que nunca o abriu. Foi assim que consegui bons livros, afinal, se ela nem tinha lido o livro, não iria sentir falta se eu pegasse ele da prateleira sem ela ver, e nunca devolvesse.
Enfim, voltando a se focar no assunto do texto. Parece que pessoas não mostram os livros que possuem porque acham que eles não combinam com ela. ninguém vê um marceneiro andando por aí com um O Estranho no Espelho debaixo do braço, mas não quer dizer que ele não tenha lido esse livro.
Nas sebos que freqüento, a maioria das pessoas ficam nas seções de revistas e de gibis, somente alguns poucos é que se arriscam a ir pro lado dos livros, mas porque estão procurando algo barato. Eu vou toda semana a pelo menos 5 dessas livrarias, pra ver se encontro algo interessante, e sempre acho alguma coisa que não estava lá em minha última visita.
E como estou percebendo que está difícil de se focar no assunto dessa coluna, tentarei ser o mais breve possível daqui em diante.
Perguntando pra algumas pessoas, descobri que as que lêem não carregam os volumes por aí por um simples motivo: o peso. Ok, alguns livros chegam a pesar até 800 gramas, e se for carregar por aí é realmente cansativo, mas já que é esse o problema, porque não escolher alguma literatura mais leve? Vou me repetir dizendo isso, mas o que há de melhor pra se carregar por aí são os Pocket books, aqueles pequenos, que se encaixam perfeitamente em seu bolso, com duplo sentido.
se você não tem como fazer uma prateleira pra seus poucos livros, improvise. Nada de empilhar tábuas em cima de tijolos, é pra improvisar, mas vamos fazer algo que presta. Se seu problema é espaço para deixar eles, Só deixar eles empilhados em uma mesa, fica um coisa legal até. se quiser fazer mais bonito, vários sites mostram diferentes projetos de como “empilhar” seus livros de maneira artística. Aqui temos um bom exemplo, que ficaria legal em qualquer canto da casa:

fica até que legal, e se olharem, pode ser até que tentem imitar. outra maneira interessante para guardar livros é essa aqui, que pretendo fazer a algum tempo, mas me falta coragem pra estragar algum volume:

Resumindo bem por cima tudo o que eu disse: se o seu problema é revelar a todo mundo que você tem livros, e correr o risco de que te chamem de Nerd, a melhor maneira é mostrar que os possui de uma maneira diferente, como as demonstradas acima. Agora é com você, vai continuar a deixar eles mofando no fundo de uma gaveta, ou irá mostrar a todo mundo sua pequena coleção? fica aí a sugestão.

Definindo o analfabetismo funcional

Analfabetismo Funcional quinta-feira, 20 de dezembro de 2007 – 6 comentários

Não, o analfabetismo funcional não tem nada a ver com quem não sabe ler. Ele tem mais a ver com quem sabe ler, e não o faz. Se você é daqueles que no colégio, quando tinha um livro para alguma prova ou para algum trabalho e corria a internet para buscar um resumo dele, quando menor, o único livro que você via era uma bíblia, e só quando ia a catequese, quando falam sobre livros perto de você, se afasta porque aquilo é muito chato, meus parabéns, você é um que se encaixa na categoria do título.
Aprender a ler não é algo difícil, é possível que se a pessoa realmente queira, ela “aprenda” a ler direito. primeiro de tudo, os benefícios da leitura. Se você gosta de jogos, vou falar como se fosse uma habilidade de um. quanto mais você a utiliza, melhor e mais forte ela fica, certo? ler é assim, quanto mais você lê, não só a sua habilidade de leitura aumenta, mas também sua capacidade de compreender o que se passa a sua volta também, e por tabela, você pode ainda ficar mais inteligente. mas se for feito de maneira incorreta, como ler em locais pouco iluminados, muito perto do rosto, pode trazer problemas a sua visão, mas isso é o de menos, porque de acordo com todos os oftalmologistas, TODO mundo tem problema na visão.
A melhor maneira de começar a ler alguma coisa é lendo algo simples, que seja de fácil entendimento e de escrita clara e simples. Ler esse texto e outros desse site já é um bom começo. É claro, se resolver começar por livros, não vá naquela recomendação de seu amigo que diz que O Senhor dos Anéis é o melhor livro pra começar. É MENTIRA, ele, se fosse pra colocar em níveis, seria considerado classe A, de tão difícil entendimento para mentes não acostumadas a centenas de palavras por páginas.
Os melhores livros para se começar a ler são os infanto-juvenis, pois são escritos para jovens na mesma situação que um analfabeto funcional, que estão começando a ler seu livros agora. recomendarei alguns livros para que não se sinta intimidado e com vergonha em frente a prateleira, caso resolva arriscar a entrar numa livraria. A guerra de Platão, de Domingos Pellegrini é curto, tem uma história envolvente, e faz pensar no final dela, e se você é meio TANGA, pode ser que role uma lágrima nas últimas páginas. Os livros da coleção Vaga-lume também são indicados, principalmente os do Marcos Rey. escrevendo situações que poderiam acontecer, chama a atenção pela simplicidade de seus personagens e o quanto eles podem cativar as pessoas. aos poucos, com seu conhecimento e velocidade de leitura aumentando, essas histórias não chamarão mais a atenção, então, é hora de passar pro próximo nível.
Nesse nível, volumes mais grossos, com histórias mais complexas e que fazem com que seu cérebro dê voltas e mais voltas durante a leitura. Não, não irei recomendar o Código DaVinci, pelo simples motivo de que escritores da laia desse Dan Brown não merecem minha atenção. Pra começar bem, uma coletânea de contos é uma boa pedida. Vários autores de diferentes estilos de escrita escrevendo histórias isoladas sobre o mesmo tema. E qual tema? Depende muito de seu estilo. Tem os contos de Ficção científica, os de terror, de humor, romance, e muitos outros estilos. Um livro que realmente recomendo nesse nível é o o condenado, de Bernard cornwell. Histórico, com reviravoltas e um capitulo final de extrema expectativa, com escrita simples mas sem deixar detalhes importantes de fora. Aliás, qualquer livro de Bernard Cornwell é uma boa recomendação. Nesse ponto, acho que o ex-Analfabeto funcional Já deve ter criado um gosto pra leitura, podendo escolher seus próprios livros, sabendo diferenciar algo bom ou ruim, e finalmente pronto pra ler O Senhor dos Anéis, Crime e Castigo, e tudo o mais que chamar sua atenção.
Agora, se depois disso tudo, você continuar não gostando de leitura, espero que você seja um cego, porque se não for, será um quando eu furar seus olhos. :doido:

O seu livro

Analfabetismo Funcional quinta-feira, 13 de dezembro de 2007 – 10 comentários

Apesar de esse ser um país que não tem muitos leitores, o que pode ser constatado pelo número de vendas de livros anual, todo mundo tem aquele livro que secretamente guarda pra ler sempre que está em alguma situação.
É claro, estou falando de LIVROS de verdade. No meu conceito, livros de auto-ajuda não são livros, são mais uma maneira que as pessoas tem de tentar parecer quer seus problemas são menores do que parecem, e tentam fazer o que ele diz, e acabam se ferrando mais ainda. Definido o que são livros de VERDADE, voltamos ao assunto. Um livro que você pode chamar de seu é aquele que marcou algum momento de sua vida, que a cada vez que você o lê, além de ser “transportado” para o clima do livro, o lembra de momentos que o marcaram da primeira vez que você o leu.[/emo]

Isso é algo muito pessoal, que só é definido depois de muito tempo. Você pode ter aquele livro que lembre da época que você trabalhava em certo lugar, e que a cada vez que as suas páginas são abertas, tudo o que se passou por lá retorna a sua mente.
Muitas vezes são esses livros que fazem você tomar certas decisões. vamos a um exemplo. digamos que você esteja em um hotel, e então. começa a ler “O Iluminado”. andar pelos corredores não vai ser a mesma coisa depois de ler certas partes. E a cada vez que passar por um corredor, a memória daquelas páginas irão assombrar seus pensamentos por todo o sempre. Ok, não foi um bom exemplo, mas acho que ilustrou bem.
quantas vezes, ao chegar em certas partes de uma história, você não se identificou com alguma situação? Desde descrições de lugares que já tenha passado, até por situações bizarras do cotidiano, são elas que definem mais se um livro será SEU ou não.Saber que alguém escreveu um trecho que pode muito bem ter acontecido com você faz com que a ligação que aquela história tenha com você ficar maior.
Muitos escritores usam seus livros preferidos de inspiração pra escrever suas obras. A maioria dos escritores que usam de suspense em suas obras em algum momento de suas vidas deve ao menos ter passado os olhos em algum livro de Stephen King, ou de H.P Lovecraft. Como nada se cria, tudo se copia, é claro que sempre terá alguém que tenha escrito algo que se encaixe em algum momento de sua vida. eu duvido que sua vida seja toda original, a não ser que você seja impulsivo e inconseqüente, porque daí você é a inspiração pra essas cenas.
Enfim, não importa qual é seu livro preferido. Pode ser aquele “a Bela e a Fera” que sua mãe lia pra você antes de dormir, na sua juventude, ou pode ser aquele “Crime e Castigo” que você estava lendo no ônibus, e a garota poucos bancos a frente estava lendo também, que logo depois vocês ficaram juntinhos, lendo um pro outro, depois de ficarem mais… íntimos. A situação que o faça lembrar dele não importa muito, o que importa é que ela seja marcante o suficiente para que, a cada vez que você ver a capa daquele livro, boas lembranças sejam revividas.

Isso não é um top 10 de fim de ano – Livros

Livros domingo, 09 de dezembro de 2007 – 4 comentários

Este texto faz parte de uma lista que, definitivamente, não é um top 10. Veja o índice aqui.

2007 não foi um bom ano para livros. Claro, tivemos alguns lançamentos importantes, mas não o suficiente para que você corra até a livraria e se mate por um exemplar. A não ser é claro, o novo Harry Potter. mas vamos parar de enrolar, e vamos aos melhores e piores do ano, E tudo junto, porque não consigo não gostar de um livro totalmente. Só esse “”O segredo”, esse sim, eu nem quero tocar mais.

Os melhores e piores livros de 2007

8º- O Segredo: Rhonda Byrne
Eu ia fazer um top piores e melhores, mas nos piores, depois de um tempo analisando, percebi que esse livro era um dos únicos piores que eu li. Ou melhor, tentei ler. Sua narrativa tentando fazer com que tudo o que esteja escrito ali seja uma verdade universal me revirou o estômago em poucas páginas. Por sorte, não o comprei, isso só foi na livraria. Fique longe, a não ser é claro, que você seja um seguidor desse segredo cretino.

7º-Livro pirata do casseta e planeta- Casseta e planeta
O programa de tv já está no seu limite, nem sei se passa ainda, e eles ainda tentam colar suas piadas fracas e repetidas em outras mídias. Não que eu tenha ficado sério o livro inteiro, até que conseguiu me arrancar algumas risadas, mas nada que eu não pudesse segurar, de vergonha. merecedor dessa posição.

6º-1808: Laurentino Gomes
Livros históricos só atraem alguns tipos de pessoas. são pessoas que estão interessadas em ver certos ângulos da história contados de maneira diferente. mas alguns autores tentam chamar a atenção de outros públicos, contando a história de maneira MUITO diferente. Se esse autor não é Bernard Cornwell, há grandes chances de não dar certo o objetivo do autor, assim como esse livro. não é bom nem ruim, então pega o 5º lugar desse top

5º-o livro dos livros perdidos: Stuart Kelly
Que fique bem claro que sou um viciado em leitura, então um livro que fala sobre livros é um dos indispensáveis em minha prateleira. Contando fatos curiosos de livros que por algum motivo não foram publicados, consegue prender a atenção de qualquer um, mesmo que você não goste muito de ler.

4º- Elite da tropa:Luis Eduardo soares André Batista e Rodrigo Pimentel
O livro em que foi baseado o mega sucesso brasileiro “Tropa de Elite”. com narrativa simples e rápida, faz com que as suas poucas mais de 300 páginas passem rapidamente. Se você não leu ainda, leia. Fatos que não aparecem no filme inclusos, afinal, esse é o original.

3º-o laboratório dos venenos: Arkadi Vaksberg
venenos sempre estiveram presentes na história, e sempre foram o principal motivo de preocupação de lideres ameaçados de morte e perseguidos pelos outros. nesse livro, listando as situações que o veneno foi usado, seja individualmente, ou em grupos, consegue ser histórico sem ser chato.

2º-A menina que roubava livros: Markus Zusak
Grande destaque desse ano, com um autor estreante, que tem tudo pra ter mais sucesso ainda. Conta a história de Liesel, uma garotinha que passa por muita aventura e confusãotem uma vida muito difícil, e que é narrada pela própria morte. não vou falar mais nada do livro, confira você, vale a pena cada centavo gasto.

1º-Harry Potter e as relíquias da morte: J. K. Rowling
Depois de 10 anos enrolando os leitores, o último exemplar que deveria narrar os anos de Potter em Hogwarts finalmente é publicado. E cada um tem uma opinião diferente sobre ele. uns adoraram, outros odiaram. E eu? Bom, fiquei indiferente, não sou fã fervoroso do bruxinho, então, pra mim foi um final, apenas isso. Nem bom, nem ruim. Mas pelo seu poder de fazer os outros lerem, merece um lugar nesse top, infelizmente, o primeiro.

e se voce gosta de leitura, confira a seção Analfabetismo Funcional

Overdose Faroeste: Billy the Kid – História de um Bandido – Pat Garret

Livros quarta-feira, 21 de novembro de 2007 – 0 comentários

Sim, existem livros sobre faroeste. A maioria são romances baseados na época, e outros, são livros históricos, detalhando uma época ou alguns acontecimentos em algumas regiões. Esse Billy The Kid (BTK), é como diz na capa, a história do bandido contada pelo homem que o matou. A história de BTK começa falando sobre a infância de William H. Bonney, seu verdadeiro nome, narrando seu caminho até se tornar uma lenda e uma pessoa temida no velho oeste.
Contando várias historias, que de acordo com Pat Garret, são verídicas, elas mostram como foi a infância e juventude deste que é um dos mais conhecidos fora-da-lei que existiu naquela época. Uma dessas histórias, a que eu acho melhor, é a de como ele matou seu primeiro homem, ainda jovem aos 12 anos de idade. e será esse trecho que eu transcreverei abaixo:

Quando o jovem Bonney tinha cerca de 12 anos, pela primeira vez manchou a mão de sangue. Numa ocasião em que a mãe de Billy passava por um grupo de desocupados na rua um vagabundo sujo, no meio do grupo, proferiu um comentário insultuoso sobre ela. Billy ouviu, e rápido como o pensamento, acertou um golpe terrível na boca do patife. Depois, pulando para a rua, abaixou-se á procura de uma pedra. O bruto veio para cima dele, mas quando passou Ed Moulton, um conhecido cidadão de Silver City, recebeu um murro atordoante na orelha que o fez cair, enquanto Billy era agarrado e contido. Entretanto, o castigo infligido ao ofensor de modo algum satisfez Billy. (…)
(…) umas três semanas depois dessa aventura, Moulton, que era um homem muito poderoso e ativo, perito na arte de se defender e com algo de pugilista em sua constituição, viu-se envolvido em uma briga de bar no sallon (…) Billy geralmente era um espectador, quando não o ator principal, de qualquer briga que ocorresse na cidade, e esta não foi uma exceção. Ele viu o gesto e. como um raio, se atirou debaixo da cadeira – uma, duas, três vezes seu braço se levantou e desceu. Depois, correndo no meio da multidão, com a mão direita acima da cabeça agarrando um canivete de cuja lamina pingava sangue, desapareceu na noite (…)

E isso aos 12 anos de idade…

Billy the Kid

Nesse trecho, do qual retirei algumas partes, é claro, mostra bem como é o estilo de escrita do livro, que apesar de ser meio rebuscado, é bem detalhista, bem de acordo com a época que foi escrito. não é algo que atrapalha a leitura, e garanto que depois de algumas páginas, você já terá se acostumado com o linguajar da época.

Pat Garret

Depois disso, o livro começa a falar sobre a vida dele fora de sua cidade natal, de seus roubos, e de como ele trilhou sua fama de ser o mais temido do velho oeste. Os roubos de cavalo, a corrida que ele perdeu, mas ganhou, as amizades que ele encontrou no caminho, e que mais tarde vieram a ser seus caçadores, suas fugas da prisão, até o momento que ele é capturado, condenado a forca, mas foge matando três pessoas, até seu último momento, quando é perseguido pelo Autor da história, Antes um amigo, agora seu perseguidor, Pat Garret.
È um livro curto, suas 208 páginas fluem de maneira natural, e quando você menos imagina,ele acaba. A versão que tenho dele, é da coleção L&PM Pocket, e custou apenas R$ 15,00. Vale a pena cada centavo, principalmente porque é um ótimo relato das aventuras e da época em que ele viveu.

Ex-Especial Harry Potter: Chutando o Caneco

Livros domingo, 11 de novembro de 2007 – 1 comentário

seguinte, com iríamos falar dos livros e filmes e jogos do Potter aqui por esse mês, eu havia escrito essa historinha besta. MAS, como disse, iríamos. como não quero desperdiçar um texto, posto ele hoje. Se divirtam, espero…

Quando falaram pra ele que o lugar era grande, uns dentes voaram. No conceito que ele tinha, não havia lugar maior do que um baile funk lotado, com gente saindo pelo ralo, inteira, ou em pedaços, que é o que mais acontecia. Mas agora que ele esta em frente á porta, um gigante aparece, e começa a falar umas besteiras, que a maioria ignora. No momento, ele é o centro das atenções, com suas vestimentas de guerra. Sua camiseta “a minha segurança sou eu que faço” atrai algumas risadas de alguns garotos logo atrás dele, que são silenciados rapidamente com algumas cotoveladas na cara. “Ficam me tirando” resmunga, ao se virar pra frente novamente. O resto do pessoal que esta com ele, observam tudo o que aconteceu.
“O que é?” grita para eles “continua aí, ô grandão, senão, eu cuido de você também, tá ligado?” O grandão, que ele não chegou a ouvir o nome, os leva pra dentro. Alguns passos á frente, ele vê uma bela cocotinha, que, com o caminho aberto a ponta de faca (literalmente) ele chega ao lado dela.
“E aí, mina, firmeza? Tô ca mó larica, que tal de nois passa uns pano lá nu teu barraco buscá uns goró?”
“Aiiiieee, sai pra lá, seu monstro!” ela diz, tentando afastar ele.
“Pô, sempre funciona essa lá na minha biqueira” dois garotos estranhos, que acompanhavam a cena, não se agüentam, e riem sem parar.
“Quié? Ceis são preibói, num é? Continua tirando, que eu vô roda u oitão aqui! Sai vazado, sai vazado!” sem entender o que ele disse, eles continuam a rir.
Quando ele os acertou da primeira vez, eles já não entenderam mais nada. Até tentaram apontar uns palitos pra ele, mas não adiantou. Sem dentes era difícil falar alguma coisa.
Um pouco longe dali, um garoto de óculos observa tudo. Quando acha que é hora, ele se aproxima. Apontando a varinha para o garoto, ele diz “Estupefaça” e o garoto voa longe, desacordado. Ao se aproximar dos garotos, ele vê a gravidade dos ferimentos, e com um Ferula, tenta cobrir os ferimento, ate que o socorro chegue. Concentrado nessa tarefa, ele nem percebe que o garoto já havia se levantado. Pelas costas, ele é atingido por uma joelhada, que o lança pelo chão. Ao se recuperar do choque, ele já esta próximo. Sem tempo pra lançar alguma outra magia, ele recebe um golpe em seu estômago, que o faz encolher.
“Vem estragá o pancadão, seu EMO?”
O garoto no chão fica imaginando porque a ajuda não havia chegado. Sempre que acontecia uma briga, rapidamente aparecia alguém para separar, mas agora, todo mundo parecia estar com medo demais de se aproximar. Tentando se proteger, ele vê ao longe um professor. Ao ver a cena, ele não sabe o que fazer, então, vira as costas, e vai embora. “Droga, eu é que vou ter que resolver isso”.
Aproveitando de um momento que o garoto havia parado para recuperar o fôlego, ele se levanta, e tenta inutilmente tirar um pouco do pó que havia ficado em suas roupas.
“Já vi que com você, não posso me desc..” é interrompido com um soco nas costelas.
“Quié, doidinho, tá de marcação comigo?”
“Deixa eu pelo menos acabar de fal..” mais um tapa na cara.
“Pra quê? Pra tu cagüetar o que tá aconteceno aqui? Hein? Hein?”
“Vai Harry, faz alguma coisa!” grita um dos garotos que estava no chão, agora um pouco melhor, apesar de seu braço estar em um ângulo meio esquisito.
Aproveitando-se da distração, Harry se solta do garoto, e se afasta o Máximo que pode.
“Qualé, maninho, acha que vai fazer algo com essa vareta? Sô mais meu bérro e minha naifa” ele tira do tênis, uma faca brilhando, e levantando sua camiseta, mostrando um revolver .38.
“Como você entrou aqui com essas coisas?” grita Harry, tentando chamar a atenção, de quem passa próximo.
“Passei uns migué nosómi, e eles ficaram de boa” ele diz, andando na direção de Harry.
Tremendo demais para conseguir soltar algum feitiço, Harry tenta se concentrar. O único feitiço que consegue se lembrar, ele usa. Apontando a varinha para a lâmina que se aproxima perigosamente de seu peito, ele diz “Bombarda!” a fazendo explodir na mão do garoto.
Assustado com o barulho, ele cai no chão.
“Lazarento, agora a chapa esquento pro teu lado, é bom cê se prepará pra troca idéia com teu deus, que agora vô te pipocar todo”
“O que diabos você disse?” Harry pergunta, mas logo descobre a resposta, quando ele tira da cintura seu revólver, e começa a disparar. “FODEU” é a única palavra que passa pela cabeça dele, quando pula para trás de uma das colunas do corredor. Tentando recuperar o controle, ele tenta se lembrar de alguma outra magia que possa dar certo. Os tiros ecoam por todo o corredor, fazendo um barulho ensurdecedor. Ao ver que o barulho parou, Harry espia. Com a mão em um dos bolsos, e a arma aberta, o garoto recarrega sua arma. “Essa é minha chance!” e sai de seu esconderijo, se aproximando rapidamente dele. “Expelliarmus!” ele pronuncia, gritando com todas as forças. A arma sai da mão dele, indo parar em um lustre do teto, fora do alcance.
“Tisorando meu berro? Agora, cê perdeu!” dando uma rasteira, ele derruba Harry no chão. Com o joelho no peito dele, ele atinge Harry diversas vezes no rosto. Entre os golpes ele ouve alguém gritando “Immobilus”. Os golpes param, e atrás de Harry, está Hermione, com Ron ao seu lado, tremendo.
“Vamos, Harry, vá para a enfermaria, já chamei ajuda”
Tirando o garoto de cima dele, ele pede tira o encantamento do garoto, e rapidamente, coloca um seu, “Levicorpus!” o deixando de ponta-cabeça.
“Porque você está aqui? Veio pra aprender a usar seus poderes, ou para incomodar a todos nós?”
Estranhando os olhos, ele olha pra Harry, e diz:
“Cê tá ligado que eu tava me mocando dos puliça, e entro num busão estranho, como eles não me seguiro, enrolei um, e relaxei. Quando tava tudo firmeza, intimei um doidinho que disse que eu tava em, em… hógartís, e que era um lugar grande. Mal me encostei, uns maninho já veio me tirando, e acabei com os tetudo.”
“Silencio” pronuncia Harry, e ele para de falar. Pouco depois, chega uma equipe do ministério da magia, que coloca o garoto em uma maca.
“É, irão apagar da memória dele tudo o que ele viu . menos mal, esse tipo de pessoa não merece ver o que acontece aqui.” diz Harry, um pouco feliz por tudo o que aconteceu.
“Poxa Harry, mas você é TANGA mesmo.” repreende Hermione “se você tivesse feito isso tudo desde o começo, ninguém teria se machucado, e nem você estaria quebrado como agora.”
“É mesmo, mas e daí, qual seria a graça?”
Um dos professores, se aproximando de Harry e de seus amigos, diz:
“Harry, sua casa perdeu 80 pontos. Brigar no corredor vai contra as regras!”
Da maca, onde está deitado o garoto, Harry o ouve falar alguma coisa. Ao se aproximar, o ouve rindo, e tentando gritar:
“Ha ha ha, perdeu, preibói EMO”.

De Harry Potter para Sherlock Holmes

Livros segunda-feira, 20 de agosto de 2007 – 3 comentários

Diz a lenda que J. K. Rowling, autora da estrondosa série de livros Harry Potter, foi flagrada escrevendo livros de detetive.

Hã? Como assim?

Bom, quem não tem muito o que fazer é fã do bruxinho sabe que Rowling desenvolveu o rascunho da epopéia de Potter versus Voldemort sentada em cafeterias, de boa, tomando um cafezinho, comendo umas panquecas e desenhando os personagens em guardanapo. Cada louco com sua mania, né. Mas parece que ela não perdeu o costume de ter insights em lugares públicos… ou que, mesmo com a caralhada de dinheiro que ela ganhou, não teve saco de montar um escritório. Um repórter do Sunday Times encontrou a dita-cuja de novo em uma cafeteria, debruçada sobre papéis.

Prá nossa sorte, o vizinho de Rowling e também escritor Ian Rankin (quem?!) é levemente fofoqueiro, e disse que a esposa dele viu Rowling escrevendo um romance policial, daí ela contou prá ele que contou pro repórter que publicou no jornal que saiu na internet que passaram prá gente que estamos contando essa grande novidade a você!

Não duvido muito que seja verdade, viu. Ia ser bastante estupidez dela ter conseguido todo esse sucesso, ter um nome conhecido, e não publicar mais nenhum livro. Na verdade, eu queria mesmo é que ela publicasse mais livros do Harry Potter, mas tudo bem…
As obras dela devem continuar direcionadas ao público infanto-juvenil, acredito eu. Ela tem um estilo bom, mas nada genial que se possa ler e analisar numa aula de Lírica Contemporânea.

Agora, é sentar e esperar a dondoca acabar de comer sua panqueca e ver se ela publica logo essa budega.

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