O que DIABOS é Stoner Rock?

New Emo quarta-feira, 05 de março de 2008 – 9 comentários

É, em quase TODAS as semanas eu cito a palavra “Stoner Rock”. Acho que passou da hora de dedicar uma coluna inteira para este termo, então. Pra começar: O que é Stoner Rock?

Pegue uma banda dos anos 70, de Hard Rock. Insira um toque psicodélico. Riffs graves, pesados, porém lentos. Não consegue imaginar isso? Misture Black Sabbath com The Stooges, por exemplo. Tire as partes ruins (que são poucas). Acrescente mais empolgação. Você terá isso:

Kyuss, a maior referência Stoner da galáxia. Green Machine, o som mais SENSACIONAL da galáxia. Esse som empolga em uma proporção infinita, cara. Se imagina na rua, no meio de uma multidão, ouvindo esse som no último volume do seu maldito mp3 player. Música mexe com o humor de todo mundo, isso é comprovado. Mas esse som faz até meu batimento cardíaco aumentar; um dia eu vou ter uma parada cardíaca no meio da rua por causa deste som.

Isso é Stoner, cara. É empolgação. É ter um som favorito que te leva a LOUCURA, por mais que você já seja um fugitivo do hospício. Noob.

Thumb, da mesma banda sensacional, é outro som que empolga pra cacete. Ao vivo nem tanto. Enfim, ambos os sons são do álbum Blues For The Red Sun. Tenha-o em mãos o mais rápido possível. Aproveite também pra conhecer as bandas que “saíram” do Kyuss após seu fim:

Mondo Generator, do baixista Nick Olivieri. Mondo Generator é o nome de um som psicodélico do Kyuss que se encontra no álbum citado acima. Esse som aí é o So High, que é uma baladinha bem Queens of the Stone Age. Por falar nessa banda…

Regular John é o som. Josh Homme (ex-gitarrista do Kyuss) formou esta banda logo após o fim do Kyuss. Esse som tá no álbum Queens of the Stone Age, outro altamente recomendável. Outra banda que havia sido criada por Josh Homme é a Desert Sessions:

Crawl Home é o som. PJ Harvey compartilha o vocal com Josh Homme neste som.

Hermano, My Boy. John Garcia, ex-vocalista do Kyuss. O cara criou várias bandas após sua saída do Kyuss, como…

Slo Burn, com Positiva. Talvez a que mais se pareça com Kyuss. Mas chega de falar o que restou do Kyuss. Vamos falar da influência do Stoner em bandas de estilos… diferentes.

Corrosion of Conformity, Albatross. Sentiu um toque de Faith no More no som? Mas não tem nada a ver com o que eu vou falar, só citei por citar. Enfim, o CoC sempre foi uma banda de Crossover, até começar a fazer um Stoner sensacional em seus últimos álbuns. O som aí em cima é a prova de que eu estou certo. Tenha em mãos o álbum Deliverance; esse som está nele também.

Down, Temptations Wings. Phil Anselmo (ex-vocal do Pantera – Thrash Metal), Pepper Keenan (guitarrista do Corrosion of Conformity – Crossover), Kirk Windstein (guitarrista do Crowbar – Doom Metal) Todd Strange (baixista do Crowbar), e Jimmy Bower (baterista do Eyehategod – Doom Metal). Todos reunídos nesta banda sensacional. Stoner com uma pitada de Metal pesado, coisa fina. O álbum Nola é o que você deve ter em mãos.

Você já deve ter sacado o ritmo e a distorção da guitarra, né? Muitas bandas, até mesmo hoje em dia, estão usando o Stoner em seus sons. Já era tempo. Bandas ruins estão fazendo músicas boas com essa evolução, olha só. Mas enfim, voltando ao Stoner…

Fu Manchu, Evil Eye – Um dos sons mais espetaculares que você já teve o prazer de ouvir por aqui, convenhamos. Vocês deviam me agradecer mais. Peguem o álbum The Action Is Go, então.

Vou ser ousado e terminar essa coluna sensacional com Atomic Clock, do Monster Magnet. Ílbum? Powertrip. Vocês já têm o bastante para saberem o que DIABOS é Stoner Rock. Agora podem ter bom gosto musical, até. Garimpem por mais bandas, putos. O Stoner Rock é o estilo musical mais empolgante da galáxia.

Pra que texto se eu tenho música boa? Vale frisar que o Stoner Rock também é conhecido como Desert Rock. Algumas bandas do estilo surgiram ali em Palm Desert, se você quer saber a origem do nome.

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Indie, Pop e Grunge – “Rótulos” usados de maneira incorreta

New Emo quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008 – 27 comentários

Não sei dizer se poucos ou muitos se importam por rótulos musicais. Eu os considero algo “normal”, até, não costumo dar PITI quando uma banda de Reggae é chamada de “banda de Rock”, por exemplo. E você? Enfim, vou comentar três rótulos. Começando pelo pior.

INDIE

Cara, todo mundo sabe que “Indie” é a definição para “Banda Independente”. Indie não é um estilo musical. Porém, agora todo mundo acha que Indie é Rock Alternativo; então, quem sou eu pra discordar? Eu quero que esses caras se matem, mesmo. Mas enfim, isso é bem óbvio, mas as pessoas interpretam a palavra “Indie” de outra forma. Talvez cada um interprete de uma forma. Eu interpreto como um insulto, por exemplo. Mas é apenas a definição (ou, na pior das hipóteses, uma GÍRIA) de “independente”. Hoje em dia é definição de mau gosto, mas quem liga? Enfim, isso existe desde 1980, por isso eu digo “hoje em dia”. Astronautas é uma banda Indie, cara. E os caras são sensacionais.

Não é estilo musical. Se fosse, essa banda do CARÍI seria tão ruim quanto… isso:

POP

Taí outra coisa óbvia: Pop vem de “Popular”. Uma vez eu tive que ouvir que Pop vem de “explosão”. “POP!”, manja? Vão explodir no inferno. Enfim, pop não é (só) isso:

[imagine aqui um vídeo do Back Street Boys]

Mas é isso também:

O Pop é o oposto do Indie, tendo em vista que o Indie é… underground. Compare Astronautas com Foo Fighters, em termos de fãs espalhados pelo mundo. 1 a cada 500 fãs de Foo Fighters, por exemplo, vai saber quem DIABOS é Astronautas. E todos os fãs de Astronautas sabem quem é Foo Fighters.

Essas explicações são tão óbvias que eu fico até com vergonha de publicar essa coluna. Então, vamos complicar as coisas.

GRUNGE

Grunge nunca foi e nunca será um estilo musical, assim como os dois citados acima. O Grunge, em tese, é um aglomerado de bandas de Punk, Hardcore, Stoner e Metal Alternativo. O Grunge e o Indie caminhavam lado a lado, mas o Grunge se tornou bem sucedido comercialmente. Você vê muitas bandas undergrounds nesse gênero, mas também vê bandas que explodiram. Pearl Jam (Rock Alternativo) e Nirvana (Metal Alternativo) são exemplos disso. E, matando a pau: Se Grunge é um estilo musical, como pode ter duas bandas tão distintas assim?

É claro que o Grunge marca um “padrão”: Música crua e, muitas vezes, gritada. Letras depressivas. Isso define o Grunge, e até mesmo a maneira de se vestir (o lado superficial, pelo menos pra mim). Grunge é um movimento que carrega diversos gêneros musicais; ao contrário do Punk, que carrega bandas… Punk. Simples. É certo você falar “banda Grunge”, mas é errado falar “bandas que tocam Grunge”.

Inclusive, vocês deviam ouvir mais bandas Grunge. Alice in Chains (Metal Alternativo), Would:

Noobs.

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Funk nunca foi música

New Emo quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008 – 19 comentários

O mundo é movido por mau gosto, simplicidade e prazer. Eu poderia dizer que o mundo é Funk. Essa de “dançar conforme a música” diz muito sobre o mundo: Não é uma música, mas pode ser comparado a um estilo musical que te redireciona ao sentido da vida terrestre: Mau gosto, simplicidade e prazer. Parece complexo, e deveria ser mesmo. Estamos falando do sentido da vida, porra.

Mas eu explico: Não EXISTE música no Funk. É sempre a mesma coisa, sempre a mesma batida e sempre a mesma… coisa chamada de “cantor”. Sério, o Olga canta melhor que qualquer funkeiro.

Mas não é só o théo mais uma vez criticando um estilo musical. Não, é fato. Bailes Funk se resumem á putaria e outras coisas que não vêm ao caso agora. Ninguém gosta de Funk porque acha a música “bonitinha”, “agradável” ou “recordativa”. Gosta porque é “banal”, “engraçada” ou “excitante”. Quando você passa na rua e ouve Funk tocando em algum bar onde as pessoas se encontram SENTADAS, ali tem alguma coisa errada. Vai ver é só um aquecimento. NINGUÉM escuta Funk por prazer auditivo.

É claro que nem todo Funk é assim. Há outros tipos de Funk, como aquele do Claudinho & Bochecha que, ao menos, tinha letra e ritmos diferentes. “Controlo o calendário sem utilizar as mãos”. Cara, comparado ao Funk PANCADÃO, isso aí é filosofia. Enfim, os caras comoviam as garotinhas com suas letras melosas e ritmos relativamente variados. O Funk que estamos analisando agora é aquele que tem como letra “PARAPAPAPAPAPAPAPAPA! PARAPAPAPAPAPAPAPAPAPA! PAPARAPAPARAPAPARAPA TIBUM! (?) PARAPAPAPAPAPAPARAPAPA!”, por exemplo.

Num baile funk, ninguém quer saber da música. Só querem ter certeza de que eles PERMANECEM vivos e encoxando/levando uma encoxada de alguém. Poderia estar tocando Toy Dolls lá. Se bem que, obviamente, a batida influencia muito. Além das letras banais. Fazer o quê se o povo sente tesão com isso?

É claro que podemos agradecer á criatividade de uns, e até mesmo coragem, ao misturarem o Funk a outros estilos. Assim nasceu o gênero Funk Metal, que também é chamado de Funk Rock. Mas não liguem para o que dizem pra você por aí. É a batida do Funk com o Metal. É… sensacional.

Faith no More, Epic. Clássico pra CACETE. Se liga na batida. Te lembra algo? É o Funk convertido para Metal, cara. ISSO que é reciclagem. E eu enrabaria alguém na boa ao som de Faith no More.

Red Hot Chili Peppers, Give it Away. Outro clássico, e talvez o clipe mais perturbador da banda.

Por que não citar também Spin Doctors, com Two Princess? Tá, a música é chata, mas é só pra esclarecer porque resolveram tirar o “Metal” do “Funk” um dia. GAH!

Voltando ao normal: Janes Addiction, Stop.

Aí você vê MÚSICA. Não falo de gostos, você pode achar esses sons uma merda. Falo de… música, mesmo. Enfim, você já deve ter entendido. Na próxima coluna, talvez, TALVEZ, vou fazer uma lista com alguns sons e bandas… excitantes. Sem correr o risco de levar uma bala perdida ou pegar uma DST.

Você devia ouvir mais Rock

New Emo quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008 – 39 comentários

Cara, esqueça tudo o que você sabe sobre música. Esqueça tudo o que eu falo sobre música. Ou seja, INDIE não existe. Confesso que senti uma certa alegria ao dizer essa última frase, mas logo fiquei deprimido: Indie existe sim. Enfim, esqueça tudo isso. Vamos falar de Rock.

O Rock é um estilo musical que tira qualquer um do sério. Qualquer um. Basta escolher as bandas certas, e, acredite, elas são muitas. Porém, você deve esquecer o que foi feito de meados dos anos 90 pra cá, basicamente. Concentre-se nos clássicos. Ouça música. Se for pra não ouvir os sons que eu vou passar, dê o fora. Frango.

AC/DC

For Those About To Rock (We Salute You)

Começando bem, benzendo a coluna com o hino do Rock. Para aqueles que são do Rock, nós saudamos vocês. Talvez você possa ser uma tanguinha fresca que diz “AIN, OLHA ESSA VOZ QI TOUSCA!”, e eu o mandaria direto para a puta que a pariu. A voz casa perfeitamente com o som, e Rock é isso: É empolgação. Você sabe que está ouvindo Rock quando você não se importa com a voz do vocalista. Aliás, melhor: Você sabe que o Rock está em VOCÊ.

Whole Lotta Rosie

Um bocado de Rosie. Exatamente: O som é uma “homenagem” a uma GORDINHA. Sensacional. Dançante. EMPOLGANTE. O AC/DC é conhecido por ter uma carreira com músicas idênticas, porém únicas. Os caras tiveram a manha de fazer, durante anos, o mesmo estilo, mudando pouca coisa em cada música; o suficiente pra cada uma ser uma viagem diferente. A melhor banda de todos os tempos, sem dúvida alguma.

Deep Purple

Burn

Só clássico por aqui, cara. Deep Purple é uma banda e tanto, você devia ouvir mais. Esse som é uma obra prima, convenhamos. Não gosto muito dessa versão, prefiro a gravada em estúdio. De qualquer forma, esse som, enfim, essa banda proporciona uma viagem sonora das melhores.

Black Sabbath

Paranoid

Esse som fez parte da trilha sonora da minha vida, uma vez. Devia fazer da sua, também. Eu considero a época do Black Sabbath com Ozzy a melhor, mas isso vai de cada um; não é isso que vamos discutir aqui. A idéia é provar á vocês que vocês deviam ouvir mais Rock. Então, ouçam. Viagem.

Querem algo mais contemporâneo?

Faith no More

Digging the Grave

Esse nem é o melhor som da banda, mas é mais contemporâneo. É essa a idéia. O som é meio Foo Fighters, aliás, outra boa dica pra você. Mas não é pra ouvir sempre, se é que você me entende. Não considero esses sons como ROCK, mas como “bacanas”. Rock é algo muito forte. MUITO forte. Não é pra qualquer um.

Mais uma que você deve conhecer:

Nirvana

Lithium

Pode pegar a discografia da banda numa boa e ouvir quanto quiser. É uma boa para… iniciantes. Afinal, há muito mais além de Nirvana, que é uma banda que agrada adolescentes, em sua maioria. Em sua maioria. A banda ainda me agrada, mas não deve ser tão louvada como ela é.

Kyuss

Green Machine

Stoner Rock eu sempre recomendei e sempre vou recomendar com todas as forças. E esse som é meu favorito. É simplesmente sensacional. Rock, cara. Você está em outro mundo, em um mundo completamente empolgante e diferente de qualquer coisa que você já tenha visto. É o mundo que você deveria frequentar todos os dias. É o mundo que deveria ser a sua casa.

Dead Kennedys

California Uber Alles

É o mundo onde você goza sem fazer sujeira. É o mundo onde você pega um cd do Dead Kennedys com uma mão, coloca a outra no peito e acompanha as preces de Jello Biafra. É um mundo sem pecado.

Voivod

The Getaway

É o mundo que tem apenas uma regra: Aumentar o som no máximo, porque seus tímpanos estão aí para sangrar ouvindo Voivod, por exemplo. Um mundo em que os vizinhos ficam felizes por você estar escutando música alta. Um mundo onde você pára as pessoas na rua, chama-as para um bate cabeça e elas te trazem cerveja. O mundo em que deus tem uma corrente presa ao bolso de suas calças jeans, e está entre nós. Cantando. Tocando guitarra.

Thin Lizzy

Whiskey in the Jar

O mundo que vê o racismo como algo inexistente, o mundo que tem Thin Lizzy como um de seus deuses. Deuses esses que não fazem questão de religiões. Neste mundo, só há uma crença: Ela se chama empolgação. Ela está no seu peito, ela explode quando o Rock começa. E quem disse que, nesse mundo, o Rock acaba? Você vive uma explosão contínua.

Motörhead

Ace Of Spades

Nunca esteve nesse mundo? Ficou afim? Você devia ouvir mais Rock.

Vende-se uma banda

New Emo quarta-feira, 06 de fevereiro de 2008 – 7 comentários

Sabe, hoje em dia ter uma banda é quase uma “profissão perigo”. Você vê adolescentes por toda a parte, gritando e sangrando feito zumbis, querendo o SEU sangue. Ao invés de “CÉÉÉÉÉREBROSSSS”, os putos dizem “VENDIIIIIIIIIDOSSSSS”. É um saco, eu fazia e vivia isso na minha adolescência lastimável.

Bom, é muito fácil pegar uma banda famosa e falar “Essa banda é comercial. COMERCIAL!”, afinal, ela tá sempre no topo das paradas e enche o cu de seus integrantes com grana. Porra, U2 e Green Day são bandas comerciais pra caralho!

Cara, demora pra cair a ficha. AC/DC é a banda MENOS comercial da galáxia, certo? E vocês acham que eles não ganham NADA com o som que eles fazem? Tá, eles nunca mudaram seu som, ao contrário do Green Day, afin… péra, tem certeza de que o Green Day mudou seu som? Eles são exatamente como antes; o que mudou é que agora eles estão mais contemporâneos. A banda evoluiu, logo a voz do vocalista não é mais de um adolescente virgem e o som é menos cru, afinal, agora eles SABEM tocar. Vamos usar como exemplo os caras do Titãs, então. Porra, no começo era animal, eles quebravam tudo! Não, no começo eles eram mais bunda mole que hoje em dia. Depois eles chutaram tudo e começaram a ficar nervosinhos, e mais tarde cagaram de vez. Tudo pra vender mais. Pra vender mais? Cara, Titãs era mais conhecido na época em que eles quebravam tudo que agora, que eles são “vendidos”. Não tem essa de se vender, o cara tá lá é pra ganhar dinheiro MESMO.

Aos “saudosistas”, Beatles e Rolling Stones são umas das bandas mais “vendidas” do universo. Se eles faziam música pro prazer? Claro, dinheiro dá prazer. Foda-se se eles eram sinceros em seu som, os caras só fizeram sucesso porque eles vendiam, é óbvio.

Esse papo de que “a gravadora quis assim” ou “isso vende mais” é papo furado. Fazer música é uma profissão, e a música sendo “comercial” ou não, o que importa é se te agrada. Porra, foda-se se sua banda mudou o som pra “vender mais”, é o emprego dos caras que está em jogo. O importante foi o que eles fizeram e que te agradou. Agora sim: O que te agrada. E daí se você gosta de, sei lá, Eminem, o rapper mais “vendido” da galáxia? Se o som dele te agrada, é o que importa.

Ou seja, não tem essa de “banda vendida” e “banda sincera”. Tem “banda boa” e “banda ruim”. E sem essa de medir importância através de fatos. Você tem o gosto único, e pra você o que é bom pra CARÍI pode ser uma MERDA pra outro. Principalmente praquele que só ouve o que “tá na moda”. Tsc. Quanta gente não assume que gosta de certa banda porque ela é VENDIDA? Isso é uma tremenda idiotice, e demoram pra se tocar. Pra cacete. Até lá, você já fez muita merda. Talvez você não tenha sido tão chato assim, e talvez você tenha sido pior. Ou, no caso de você, pseudo-adolescente, coloque esses talvezes (credo) no presente. Assuma que aquele VENDIDO do Lenny Kravitz te agrada, mas longe daqui. Não é você que tá pagando por eles, é?

É claro que é quase a mesma coisa no sentido de “Isso é PAGODE, então eu NÃO vou ouvir!”, mas vamos deixar isso pra uma coluna mais distante. Não quis me aprofundar muito no assunto, afinal, não há muito o que se falar sobre ele. A única coisa a se falar é: Acorda. Deixe sua mentalidade de adolescente MORRER. Ouça mais música.

Plebe Rude, Até Quando Esperar. Tirando esse som, todos os outros são desconhecidos, praticamente. Nesta geração, ESSE som é praticamente desconhecido, aliás.

Ultraje a Rigor, Filha da Puta. Sempre me orgulhei por tê-la como uma de minhas bandas favoritas, tendo em vista que os caras falavam o que pensavam e não estavam nem aí pra fazer sons comerciais. Mas… não é esse tipo de som que vende?

Nirvana, Smells Like Teen Spirit. Você sabia que a banda só não se tornou Punk porque os caras viram que ser Grunge dava mais grana? O som é dos melhores.

PROBOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOT!

Bom, é essa a minha visão, e é claro que essa coluna é voltada aos mais cabeças-dura. Se você é um TIOZÃO ou só um puto que tem algo a mais para adicionar ou comentar, manda ver. Mas leia antes o recado na parte dos comentários.

Só pra creditar o puto pela inspiração, após uma conversa com o teor alcoólico de 98,3%.

Juntando as bandas

New Emo quarta-feira, 30 de janeiro de 2008 – 0 comentários

Bom, todo mundo aqui sabe que alguns músicos criam projetos paralelos enquanto ainda estão em uma banda, ou simplesmente montam outra banda quando saem da atual. Muitas vezes, o cara chama integrantes de outras bandas, basicamente FUNDINDO as bandas. Você percebe a semelhança entre as duas bandas, é incrível. Posso citar quatro exemplos, exemplos que deram certo no quesito música boa. Mas alguns não duraram. Poucos projetos assim duram.

Audioslave

Fusão de Chris Cornell, ex-Soundgarden, com os integrantes que sobraram da banda Rage Against the Machine.

Cochise

Som sensacional, óbvio. A força do Soundgarden com uma PEGADA do Rage Against the Machine. Duvida?

Black Hole Sun – Soundgarden

Killing in the Name – Rage Against the Machine

Peguei as mais clássicas de cada banda e já foi o bastante. Você encontra semelhanças dos sons acima em QUALQUER som do Audioslave. ISSO que é fusão. E quem as fortalece é Chris Cornell e Tom Morello (ex-guitarrista do RATM), os dois seguem religiosamente seus estilos.

Show Me How To Live

Banda, definitivamente, PUTAMENTE recomendável se você curte um Rock contemporâneo. O primeiro álbum é o melhor. E a banda não durou; Chris Cornell está com um projeto solo e, aparentemente, o RATM vai voltar. Aliás, já fizeram um show, não me lembro muito bem das informações dessa banda. Cês tão pensando que eu sou o quê? Um COLUNISTA DE MÚSICA?

Down

Phil Anselmo (ex-vocal do Pantera), Pepper Keenan (guitarrista do Corrosion of Conformity), Kirk Windstein (guitarrista do Crowbar) Todd Strange (baixista do Crowbar), e Jimmy Bower (baterista do Eyehategod). Uma seleção mais complexa.

Temptations Wings

Stoner Metal de PRIMEIRA, véi. Vamos ás bandas, agora:

Walk – Pantera

Heaven’s not Overflowing – Corrosion of Conformity

The Lasting Dose – Crowbar

Jack Ass in the Will of God – Eyehategod

No primeiro álbum, a ligação com a fase Stoner do Corrosion of Conformity era mais evidente. No passar dos tempos, Pantera e Crowbar dominam o estilo da banda. Que não é Só peso.

Stone the Crow

A banda existe até hoje, seu último álbum foi lançado no ano passado. O álbum mais foda de todos os tempos é o primeiro, apesar de ser UM POUCO repetitivo. Daí pra frente, a banda ficou mais Doom. Enfim, continua sendo sensacional.

Probot

Eu nunca me canso de citar esta banda. Nesse caso, Dave Grohl (vocal do Foo Fighters) chamou um bando de metaleiros pra gravar um álbum. O review você viu aqui.

Shake Your Blood

Esse som é com Lemmy (vocalista e baixista do Motörhead). É um vocalista pra cada som, e Dave Grohl toca bateria em todas as faixas. Vamos ás semelhanças.

Ace of Spades – Motörhead

Stacked Actors – Foo Fighters

Claro que deviamos analisar caso por caso, e eu ainda não conseguiria passar uma semelhança mais óbvia do Foo Fighters. Alguns vocalistas fizeram um trabalho bem diferente de suas bandas, alguns até voltaram ás origens. Enfim, só há uma coisa a se dizer: PROBOOOOOOOOOOT!

Velvet Revolver

O Velvet Revolver é uma das bandas mais empolgantes da atualidade. O guitarrista Slash, o baixista Duff McKagan e o baterista Matt Sorum (todos ex-Guns N’ Roses) se juntaram á Scott Weiland (ex-vocal do Stone Temple Pilots) para uma SONZEIRA.

Dirty Little Thing

O pior é que as semelhanças são mínimas.

Hollywood B*tch – Stone Temple Pilots

You Could Be Mine – Guns N’ Roses

Talvez eu tenha encontrado os melhores exemplos, mas ainda assim: Não há muita semelhança. Porém, a culpa é do Axl e do resto do STP, perceba. Tire os dois e junte o resto; você terá uma surpresa. Slash simplesmente não deixou de fazer o que ele sabe: Tocar PRA CARÍI. Scott Weiland se soltou DE VEZ, e ainda canta PRA CARÍI. Enfim, a banda ainda tá na ativa e pode lançar um álbum novo ainda neste ano, porém, Scott tá pisando na bola. O cara quer se reunir com o STP, e, aparentemente, não tá tão ligado no Velvet nesses últimos tempos. Slash quer lançar um álbum solo. Enfim, podemos estar próximos do fim. Espero que não.

She Builds Quick Machines

O que ouvir na praia?

New Emo quarta-feira, 23 de janeiro de 2008 – 1 comentário

Cansado de chegar na praia e ficar surdo e puto com aqueles carros que passam a 2km/h do seu lado, com o porta-malas aberto, com um PUTA SOM ALTO tocando… funk? Acha que axé, mesmo com as garotas rebolando, já perdeu a graça? Definitivamente, Jack Johnson de cu é uma hemorróida dupla e inflamada? Tem medo de levar seus cd’s de música erudita pra ouvir por lá achando que não vai combinar NADA? Calma, eu te ajudo.

Não considero a praia como um lugar pra se relaxar. Porra, tem um mar imenso na sua frente, ondas fazendo um barulho do carái, biquinis de todas as cores, tamanhos e formatos e um espaço considerável para se fazer alguma coisa que não seja ficar deitado, lendo um livro. Porra, véi, faz essa sua bunda mole e branca se MEXER.

vs Spy vs Spy

Se sua intenção é curtir algo mais calmo porém dançante, essa banda é uma ótima escolha. Australiana, fez muito sucesso entre os surfistas de lá nos anos 80 e/ou 90, não me lembro bem ao certo. Eu sei que é incrivelmente difícil você encontrar um Australiano por aqui, mas estamos falando de música boa. NINGUÉM vai conhecer a banda, mas ela dá uma boa agitada.

Clarity of mind

Fu Manchu

Partindo para o Stoner Rock agora, uma boa banda se você quer peso, música boa, diferente, dançante e empolgante, tudo ao mesmo tempo.

Evil eye

Taí um som extremamente animador. E outra banda que NINGUÉM vai conhecer. Lembre-se de que você está no meio de pessoas que têm o pior gosto musical da galáxia, você só está fazendo a diferença.

Queens Of The Stone Age

Não sei se você sabe, mas Stoner Rock é o tipo de som que você devia ouvir na estrada. Sim, estrada: Puro barro ou, melhor ainda, um DESERTO. Perfeito pra um rally. Porém, escolhendo bem as músicas, você poderá incluir um pouco mais de… água nisso.

Go with the flow

As garotas que assistem á MTV vão conhecer esse som. E vão puxar assunto com você. Bom, a banda segue o mesmo padrão da de cima, mas aqui você pode contar com sons mais… quentes. (heh)

Dead Kennedys

Se você procura por um som mais desafiador, essa é a banda certa. Não dá pra ouvir Metal na praia, é muito… forçado. Então, que tal uma banda Punk que carrega uma influência Surf Rock em seus riffs?

California Uber Alles

Holiday in Cambodia

Velvet Revolver

Agora, se você quer um som pra detonar os ouvidos de quem estiver na rua, é essa a banda. Velvet Revolver está para a praia como o funk está para a música boa, e o funk está para a praia como o Velvet Revolver está para a música ruim. Entende o que eu quero dizer? Tudo que você precisa é de um som empolgante, dançante e que desvie a atenção de quem está por perto, causando a fúria do filho da puta sem camisa ouvindo aquele insulto á música.

She builds a quick machine

Sucker train blues

Você precisa ser MUITO comedor pra ouvir esse som no último volume. Olha esse último clipe, cara. Ignora o vocalista, eu estou falando das garotas de lingerie, biquini e roupas mínimas. Coloque cada funkeiro em seu devido lugar.

E esse é o som que você coloca quando está chegando.

Monster Magnet

Trazendo o Stoner Rock de volta, só se você não estiver satisfeito com a dica acima.

Powertrip

Tente o som original, ele reforça bem mais a idéia. É pra ter batida? É pra ter esse som.

Ultraje a Rigor

Banda obrigatória para se ouvir na praia. Som dançante, surf rock de primeira. E o melhor: Não há UM axézeiro ou funkeiro que não fique parado com uma merda dessas, por exemplo:

Domingo eu vou pra praia

Porra, sensacional. Não é um dos melhores sons da banda, mas reflete o som que dá certo na praia. Basta soar como um hino. Se sua idéia é juntar a galera, essa banda é obrigatória MESMO.

Nós vamos invadir sua praia

Clássico. Sem mais.

Nada a declarar

Cara, esse é o tipo de som que te transformaria no cara mais FODÃO da praia. Não tem pra ninguém. Quer mais? Então clique aqui.

É isso, procure por mais bandas de Surf Music, Surf Rock, Ska Rock e afins. Posso citar bandas como Os Paralamas do Sucesso, um pouco de Autoramas, Beach Boys se você for chato, quem sabe algumas do Smash Mouth e por aí vai. Repare, fiz recomendações não muito óbvias. O resto é com você.

Agora, se depois de tudo isso você continuar ouvindo Tihuana e afins, meu amigo, vá pegar um bronze no Tietê.

Sertanejo e Moda de Viola – Só Modão

New Emo quarta-feira, 16 de janeiro de 2008 – 13 comentários

Bom, a pedidos do leitor Eduardo, que já tá de saco cheio de ver a gente falando só sobre Rock, vou tentar projetar um formato diferente na coluna mais New Emo de todos os tempos. Se tudo der certo, pelo menos a cada duas ou três semanas, prometo falar sobre outros estilos por aqui. É claro que não vai ser bom, mas enfim… eu gostei da idéia. Então, decidi ir longe e falar um pouquinho sobre o lado mais corno da música: O Sertanejo. E um pouco de Moda de Viola.

– Tá precisando trocá o óleo, né?
– É, sô, to sim.
– ó, eu tava falando da caminhonete. Tá, mentira.
– Uai.

Sem querer avacalhar, as letras mais conhecidas na cena Sertaneja retratam traição e corno-mansice. Porém, algumas são tão clássicas que você esquece da letra. Sabe o que é irônico? Tiozões (seu pai, por exemplo) veneram o Sertanejo e te criticam por gostar de músicas internacionais. “Você nem sabe o que eles estão falando. Eles podem estar xingando você!” – clássico. Porra, e eles ENTENDEM que eles estão se dando mal repetindo aquela corno-melação-de-cueca toda e reclamam DA GENTE, que faz curso de inglês. Sacanagem.

Mas eu prefiro os clássicos não-corníferos.

Merda. Não achei o vídeo de Coração Sertanejo (Chitãozinho & Xororó) no Youtube. Mas achei Saudade da Minha Terra:

Aquela choradeira era legal. Boa parte da minha infância eu cresci ouvindo Chitãozinho & Xororó e Zezé di Camargo & Luciano, meus pais tinham todos os discos desses putos. Mas clássico de verdade, o que era realmente bom, era com meu tio: Tonico & Tinoco.

Tristeza do Jeca. Esse som para os Sertanejos está como I Fought the Law para os Punks: todo mundo gravou. Acho que a versão de maior sucesso foi com Chitãozinho & Xororó, e a mais recente é com Zezé di Camargo & Luciano. Se eu não me engano, até o Daniel já gravou essa música. E/Ou o Sérgio Reis. Ah, os dois.

Rei do Gado, participação de Tião do Carro. Seja lá quem for ele. Outro som regravado por Chitãozinho & Xororó, aliás. Cês merecem um ESPECIAL Tonico & Tinoco, boas… curiosidades sobre a dupla. Sério, assistam isso e reparem na parte em que a Hebe Camargo é… surpreendida.

A Moda de Viola, obviamente, influenciou muita gente que faria nascer um novo estilo: Sertanejo. Seria uma mistura de Moda de Viola com Country, pegando a essência de um e o ritmo do outro, respectivamente. É claro, um Country reciclado e nacionalizado.

Quem nunca ouviu essa? Fuscão Preto, véi, Trio Parada Dura. Puta clássico. Dava gosto ouvir isso, todo mundo gostava. Mas hoje em dia, a coisa mudou drasticamente. O novo Sertanejo:

E nem é tão recente assim. Leandro & Leonardo, Pense em Mim. Letra incrivelmente deprimente. É claro que bem antes disso já existiam letras assim, mas os CLÍSSICOS daquela época (veja bem, Tonico & Tinoco é da década de 40) não chegavam nem perto dos clássicos contemporâneos. Brasileiro é chifrudo e gosta de admitir, é essa a conclusão. Então, minha cisma com o Sertanejo é essa, e sempre será essa. A melhor parte são as poesias, lembranças da terra natal, saudades de alguma gordinha, enfim, RAÍZ, véi. Se liga nessa parceria:

As Andorinhas, com Xororó, Daniel e Zezé di Camargo. Outra choradeira clássica. Enfim, taí um tipo de coisa que nunca passou pela minha cabeça antes: O dia em que eu faria uma coluna sobre Sertanejo, sem esculhambar. Mas não se iludam, eu não sou fã, não tenho coleções e não ouço nada; todo meu conhecimento no assunto veio da minha infância e o contato com a mídia. Rádio, manja? Até hoje meus pais escutam isso, entre outras “novidades” (leia PORCARIAS). É nostálgico, e não considero vergonhoso admitir que algumas músicas são boas. Se eu fizesse uma pesquisa mais profunda, ou se existissem mais vídeos no Youtube, eu faria uma puta coletânea pra vocês viajarem em um som desconhecido pra maioria de vocês. Cara, se um dia você achar algum vinil de Moda de Viola, pegue-o. As letras (e não o português) daquela época eram sensacionais comparadas ás de hoje em dia. Se você é TANGA e gosta de ler e escrever poesias, a recomendação é válida. Eu odeio poesias, mas admito quando algo é bom. Então, fico por aqui com a coluna mais inesperada de todos os tempos.

Todo mundo tá voltando

New Emo quarta-feira, 02 de janeiro de 2008 – 5 comentários

Como vocês puderam acompanhar no Nostalgia deste mês, eu escrevi sobre os “Dinossauros do Rock” que estavam voltando. Mas não dei minha opinião á respeito, preferi guardá-la para esta coluna. Querem ver como causar o pânico de fãs xiitas que ficam desesperados quando alguém fala mal de uma banda importante pra cacete? Bom, eu vou ser sincero. E nem vai adiantar falar pra esses fãs lerem este texto aqui, afinal, eles existem pra reclamar. Espero estar desfrutando das minhas férias longe do computador quando esses desgraçados aparecerem por aqui.

Led Zeppelin é uma das bandas mais chatas do universo. Sério, não dá pra sacar qual é a daquele vocalista. Não sei quem é pior: ele ou a Janis Joplin. Quando eu era pequeno, não via diferença.

The Song Remains The Same. Quando começa, parece que vai rolar um som dançante, aquela coisa bacana. Até Robert Plant começar a cantar. Escutem a música até o fim, ás vezes nem dá pra perceber que o cara tá cantando. Parece uma guitarra desafinada. Mas eu não estou aqui pra falar sobre a qualidade do vocal, mas sim sobre a chatice que é essa banda. Esse som é terrivelmente repetitivo e, não dá pra escapar, esse vocal é uma MERDA. Veja por volta dos 3 minutos e 20 o que ele faz, dá vontade de socar o teclado e pegar os cacos pra FURAR os tímpanos. São mais de 5 minutos de música enjoativa e o vocal deprimente. Por volta dos 5 minutos ele faz aquilo de novo, cara, é assustador. E esse é apenas UM exemplo. E se você fizesse como eu e pegasse a discografia dos caras pra ouvir em um dia? Se eu sou chato, a culpa é de VOCÊS.

Mas enfim, e aí? O Led Zeppelin foi a banda que fez mais barulho quando voltou aos palcos, foi incrível. Porém, espero que eles só tenham voltado pra matar a saudade, afinal, voltar a gravar discos na época de hoje é mudar o estilo da banda ou fazer um álbum falido. Tipo The Eagles, os caras voltaram do nada e a ÚNICA coisa que eles fizeram nesse tempo todo foi uma música conhecida. Lançaram um cd e, acreditem, acabou pra banda. Não tem por que eles continuarem insistindo, nunca vai ser a mesma empolgação. O mesmo pro Led, talvez fazer mais uns shows seja o suficiente, aí o jeito é dar o fim definitivo. É CERTO que, se os caras gravarem algo novo, vão cagar no pau. Smashing Pumpkins teve uma volta triunfante, porém, dá pra ver que os caras mudaram.

Cara, não dá pra reviver os Beatles e fazer eles gravarem um álbum novo IDÊNTICO aos trabalhos anteriores dos caras. Eles VÃO fazer algo mais contemporâneo, e isso vai broxar muitos fãs. Smashing Pumpkins não deixou muita gente feliz – leia MUITA gente. O mesmo pro Ozzy, com Black Rain. Eu gostei pra cacete do álbum, mas é certo que os tiozões fãs do cara que não se habituaram á música atual acharam uma merda, ou médio. Por isso que eu sempre digo: É burrice cobrar que uma banda faça sempre a mesma coisa. Não se trata apenas de adaptação aos tempos atuais, mas entrosamento, inovação e muitas outras coisas. É raro, RARÍSSIMO achar uma banda como o AC/DC, que não deixou de fazer Rock nem quando o primeiro vocalista morreu. Sério, eu nunca ouvi uma baladinha dos caras gravada em um violão e com diversos efeitos. Os caras SEMPRE foram Rock PURO, e isso torna essa banda a mais respeitável de todos os tempos. Eles não páram, e nem devem. AC/DC é nossa única esperança de continuar ouvindo Rock.

Aí você vem e me fala: Mas aquela gritaria desafinada do vocalista do AC/DC é PIOR do que a do Robert Plant. Você acha? Tá bom.

Os Sex Pistols foram ousados. Decidiram se reunir pra comemorar o relançamento do álbum Never Mind The Bullocks, que completou 30 anos em 2007. O que é Punk hoje em dia, cara? Aliás, o que é Punk e Metal na era EmoIndieBlack, onde o hype é ouvir baladinhas ridículas que chamam de “rock”, choradeiras cornudas que chamam de “emoção” e uma merda sem igual que chamam de “black”. Me corrijam, mas Black Music não era tipo Jackson Five (que também planeja um retorno)? Enfim, foram ousados, ou pelo menos os MAIS ousados. Por quê? O Ozzy sempre esteve na mídia, ele é um puta vendido. Indies idolatram Led Zeppelin, The Police, The Who e outras bandas clássicas. Smashing Pumpkins se enquadra no Rock mais resistente, ao lado de Foo Fighters, por exemplo.

Aliás, The Police, outra banda chata. Mas eu gosto de alguns sons dos caras, confesso. Guitar Hero tornou a música Message in a Bottle insuportável. Mas enfim, outra banda que, beleza, voltou com uma turnê. O Sting se manteve na mídia por um bom tempo, mas creio que os fãs da carreira solo do cara são diferentes dos fãs da banda. Então, rolaria um certo… estranhamento, ali. O ideal seria que os caras nem tentassem prolongar os shows.

Vocês VÃO me dar um pingo de razão: Esses caras deviam ter ficado quietos. Aposto que isso vai virar um hype e os tiozões de todo o planeta vão sair de suas respectivas tocas para levantar a bandeira dos dinossauros. É legal ver uma banda que acabou voltando, mas é ruim ver ela tentando voltar a trabalhar. A cagada no pau é CERTA.

Por que New Emo?

New Emo quarta-feira, 26 de dezembro de 2007 – 9 comentários

Acho que ninguém fez essa pergunta ainda. Pelo menos pra mim. Bom, só acharam o nome feio. Enfim, ele tem uma explicação.

Quando o AOE era blog, o movimento emo estava em alta. Então, aproveitando o fato de que sempre um estilo novo surge, com um “new” na frente, decidi ser mais rápido e chutei o balde, satirizando o que estava por vir. Até então não veio, tudo que conseguimos foi usar o nome pra essa coluna. A sátira você pode ler aqui, mas eu vou reviver ela AGORA.

Ei, você. Sim, você mesmo. Tá cansado de apanhar? Tá cansado de usar maquiagem, ou de ter que fazer chapinha todos os dias? Que BOM que você veio parar aqui, rapaz. Chega de tudo isso, é hora de inovação.

O que é NEW EMO?
Não sei. Bom, New Emo se trata de uma EVOLUÇÃO do “movimento” emo. E quando eu falo de EVOLUÇÃO (repare nas maiúsculas), eu falo de evolução MESMO (mas uma vez, maiúsculas). Ser New Emo é poder abrir o zíper, bater o pau na mesa e falar bem alto: UMA RODADA DE SALAME PRA GALERAAA!!!

Já explico.

Como se veste um New Emo?
Quem aqui falou em roupas? Porra, roupa só serve pra dar mais trabalho pra brincar de papai new emo e mamãe new emo. É só um acessório, mais nada. Você não reconhece um New Emo pela roupa, não tem jeito. Um executivo, ou até mesmo um mendigo pode ser um New Emo, você nunca saberá ao certo. Aliás, saberá se você também for um New Emo, e eu não sei por que você ainda não é.

Nem o Bin Laden sabe. Ou…?

O que os New Emo fazem?
Qualquer coisa, ué. O que você esperava? Que eles praticassem passeatas a favor da castidade em cd’s virgens e excursões para churrascarias light? Não, New Emo não têm obrigação alguma em fazer algo. Aliás, têm sim: New Emo sempre se diverte, cês precisam ver.

E não tem nenhuma obrigação MESMO?
Bom, na verdade tem sim. New Emo não vota no Lula.

– New Emos sabem como aproveitar uma praia. Hihihi.

O que um New Emo escuta?
Caraleo, que merda de pergunta é essa? Escutam o que gostam, po. Se um gosta de Calypso e o outro gosta de… Led Zeppelin, infelizes sejam eles. A maioria, pelo lado “sentimental”, escutam músicas mais “tocantes”. Exemplos? Bom, podemos citar músicas como One, do Metallica; Chop Suey!, do System Of A Down; Mercedez Benz, da Janis Joplin (quem nunca se comoveu de RAIVA ouvindo essa música?); Cemetery Gates, do Pantera; Chico Mineiro, do Tonico E Tinoco… essas coisas nas quais você até pode se identificar, conhecer alguém que se identifique ou até mesmo ficar com pena do ocorrido, contado na música. É, New Emo gosta de música, tanto que acabam “participando” delas. É como ler um livro e mergulhar na história, mas isso é perca de tempo. Ouvir música e pegar alguém sim, é interessante.

O que eu preciso ter/fazer pra ser um New Emo?
Primeiro você precisa ser quente. Depois, você deve ter um pingo de sentimentalismo, olha só que coisa meiga. Mas nada de parar de comer carne porque os bichinhos sofrem, parar de cagar porque seu cu dói ou deixar seu vizinho ouvir Funk todos os dias só porque ele tá se divertindo. Acredite, é mentira. NINGUÉM se diverte ouvindo Funk. Mas enfim, o “Emo” não tá no nome só pra enfeitar. Como vocês sabem, Emo é uma abreviação para “Emotional”, o que significaria “Emocional”. Então, seria “New Emotional”, “Emocional Novo”? Nah, New Emo algum se importa com traduções. É só um nome bonitinho, mas tem seu significado sim: New Emo que é New Emo fica bem só de fazer alguém rir, por mais que a piada seja uma bosta, veja só você. E nem que seja matando uma barata ou comprando a camisinha certa; New Emo liga para certos valores sentimentais deixados de lado hoje em dia. New Emo é o que o mundo precisa pra ser salvo. Nem que nos mudemos pra Marte.

De onde surgiu tudo isso?
De uma mente corrompida e doentia como a minha. Aliás, da minha mente. Como não tem graça nenhuma chorar o dia inteiro, vi mais graça em criar algo engraçado pra fazer alguém rir, o que é bom pra mim. Emo gosta de chorar, Punk gosta de reclamar, Metaleiro gosta de usar calças apertadas… New Emo só não é funcionário público porque já inventaram esse nome antes de mim, então deixa pra lá.

Resumindo, qual é a ideologia?
Porra, ainda não entendeu? Todo mundo reclama que Emo só sabe chorar, né? Então, New Emo não é de chorar. Se alguma coisa dá errado, o New Emo conserta. Ou parte pra outra, é simples. Procês que dizem que Emo é uma “apologia a tristeza”, New Emo não tem nada a ver com isso, já que emoção não remete a tristeza. Eu poderia dizer que Jerry Seinfeld é New Emo, mas ele não tá nem aí pra isso. E isso tudo aqui já tá me comovendo, vou ler um gibi do Cascão. Aliás, New Emo toma banho, que fique bem claro.

E o lance do salame?
Salame é uma boa pra acompanhar uma cervejinha, não acham? Então, se vocês preferem azeitona, que seja. Eu prefiro salame. E com um limãozinho, por favor.

Isso é um limão.

Ser New Emo é ser amigo dos cobradores e motoristas de ônibus, afinal, New Emo nunca sabe qual é o ponto de ônibus certo pra se parar. Também não sabe qual ônibus pegar e nem explicar pra onde vai, mas isso é outra história. Enfim, New Emo é como Matrix: Liberte sua mente e seja mais criativo que eu, que não consegui fazer uma comparação decente e to enrolando até então. Todo mundo quer ser New Emo, mas poucos conseguem ser. E você, já tentou ser New Emo hoje?

É isso. É claro que hoje em dia eu mudaria boa parte do que foi dito, mas não me envergonho do texto. Muita gente levou a sério e até se revoltou. Mas o que fazer com essa gente, né?

confira

quem?

baconfrito