Estreias da Semana – 09/07/2015

Cinema quinta-feira, 09 de julho de 2015 – 0 comentários

Cidades de Papel (Paper Towns)
Com: Cara Delevingne, Halston Sage, Nat Wolff, Cara Buono, Caitlin Carver, Austin Abrams, Hannah Alligood, Griffin Freeman e Meg Crosbie
Quentin é apaixonado por Margo, e depois de levá-lo pra dar um rolê pela cidade, desaparece. Mas Margo deixa pistas pra Quentin encontrá-la, já que esse é um filme pra adolescente babaca que acredita em primeiro amor.
Sério, se você quer ver esse filme, é porque você não entende como funciona viver em sociedade ainda. Continue tentando. continue lendo »

Índio quer apito, se não der…

Televisão segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013 – 6 comentários

Eis que fui deliberada, intencional e propositadamente assaltado, furtado, roubado e saqueado. Passaram até a mão na minha bunda. Ou isso foi com o Manuel…? Foda-se, nenhum dos dois comeu ninguém ainda. Mas como malandro é malandro, mané é mané e eu estou cheio de grancinha hoje, falemos sobre Carnaval.

 Do tempo em que pierrot e colombina namoravam na sala da casa.

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Estilos Musicais Brasileiros

Música quinta-feira, 04 de outubro de 2012 – 2 comentários

Vez ou outra eu escuto alguém falando que o Brasil é uma merda, que a cultura do Brasil é péssima e que a música brasileira é uma porcaria, apontando o axé, o funk, arrocha e outros “gêneros” musicais para sustentar seus argumentos. Isso é inteiramente verdade? Claro que não. Me acompanhem ai. continue lendo »

Agepê

Música terça-feira, 02 de agosto de 2011 – 2 comentários

Isso aqui vai despertar a memória de muitos churrascos de família, tios, pais, infância, tenho certeza. É assim comigo também, não se preocupem. O caso é que talvez muitos dos que já ouviram Agepê (A maioria acidentalmente, creio) não notou o grande artista que ele foi. Sendo assim, vamos em frente.

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Samba de qualidade: Roberta Sá

Música sábado, 02 de julho de 2011 – 0 comentários

Pessoas normalmente têm um certo preconceito quanto ao samba. Acham que samba, pagode, funk e outros estilos são, basicamente, a mesma coisa. Eu não sei de nada, só sei que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Fora que há uma diferença grande entre samba de qualquer, de raiz, e samba bosta que aparece por aí, pra ganhar dinheiro em cima de músicas que grudam na sua cabeça como um super bonder industrial. Fora que algumas vezes misturam samba com letras de sertanejo (Alcançando altos índices de cornice), pra cagada ficar completa. Fazer o que, merdas assim acontecem (E ainda cai de ter gente que goste). E é por isso mesmo que vocês têm que ouvir Roberta Sá.

Ê lá em casa.

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Bezerra da Silva

Música quinta-feira, 16 de junho de 2011 – 1 comentário

Falar de música brasileira tem algo de apócrifo. Ou antes, falar de música brasileira antiga que não tenha nenhuma influência americana ou européia para um público jovem – isso sim, é apócrifo. É quase errado, do ponto de vista da popularidade. Vou logo fazendo ressalvas (Antes até de dizer o que direi): Acho os Estados Unidos um país formidável. Ouço rock, jazz, blues. Mas, a verdade é: Estamos saturados de inglês, de Estados Unidos, de indivíduos que se fecham no rock. Mas antes também que os antiamericanos (Falsos, de universidade, claro) venham chiar, quero deixar na ata da reunião que não é culpa do país citado, não. É culpa nossa, culpa do brasileiro que é um narciso às avessas. Opa, mas como tá ficando sério isso aqui, vou passar logo pro assunto do dia: Bezerra da Silva. continue lendo »

O pagode foi ou não a pior coisa dos anos 90?

New Emo quarta-feira, 16 de abril de 2008 – 33 comentários

Olha, eu me lembro perfeitamente do tempo em que comecei a ouvir música. MÚSICA, manja? Depois, com o tempo, aquela velha má influência de novos amigos me levaram para o lado distorcido da música; mas eu posso pôr a culpa na “infância”, é claro. Ou nos meus pais.

O fato é que eu passei uns dois, três ou quatro anos da minha vida ouvindo Pagode. Eu devia ter uns 12 anos, mas me lembro perfeitamente. Eu realmente gostava, mas, na boa: que deprimente. Quando se amadurece, você percebe a cagada que fez com seus ouvidos.

Eu não consigo acreditar que eu ouvia uma coisa dessas, cara. Tá certo que não era essa a minha especialidade…

Pois é, eu tinha um CD Ao Vivo do TERRA SAMBA. Olha a roupa desse cara. E repara que naquela época – ou Só nesse grupo – as gostosas não empolgavam tanto assim. Esse passo poderia ser repetido numa festa de fim de ano em um colégio de freiras que não teria problema algum.

Pois bem, deixando a minha vergonha de lado, vamos falar sobre uma vergonha nacional. Pra resumir, posso dizer exatamente o que eu disse aqui, há uns dois anos atrás:

O pagode foi uma das piores merdas que tiveram o prazer de cagar nesse mundo. Letras melosas e chorosas se unem á mesma velha batida no pandeiro. Aliás, é sempre a mesma coisa. É claro que há algumas diferenças, mas é sempre a mesma coisa.

Pra se ter um grupo de pagode, basta você ter um nome meigo, como “Lindinho”, “Docinho” ou “Florzinho” e juntar 38 pessoas, sendo que uma delas tem que saber tocar pandeiro e outra (ou a mesma) tem que saber tocar cavaquinho. As outras 36 pessoas só vão dançar com um sorriso maroto estampado no rosto e, é claro, as danças são sempre as mesmas: umas balançadinhas com os dedos, uma viradinha, um passo pra frente e outro pra trás e uma reboladinha. Alguns grupos vão mais além, colocando todo mundo sentado em bancos (ou todos em um banco só), aí é só estampar o sorriso e ser o mais desprezível possível. Outros grupos já vão bem mais além, como Os Travessos, que simplesmente abandonaram todos os outros integrantes e tudo que vem da origem “pagode”, e colocaram um baterista, um guitarrista, um baixista e um tecladista. NEW PAGODE, eu diria. Mas o básico de ser um pagodeiro é ser bêbado, ter problema com drogas, no cérebro, ter um órgão a menos ou apenas se vestir com uma blusa rosa com cacharrel e uma calça branca. Mas quanto o mais fodido (no sentido físico, é claro) você for, mais pagodeiro você é.

As letras são fáceis. Basta você escrever algo bonitinho e ridículo e incluir milhares de gritos, como o famoso LALAIÍÍÍÍÍÍÍÍÍ. Tudo que você precisa é ter paciência pra escrever uma bosta dessas.

Não é FATO? Essa é a descrição perfeita e detalhada do assunto, véi.

O Pagode herdou a pior parte do Sertanejo Contemporâneo (a cornice, afinal, isso era CLÍSSICO nesse tipo de som) e deu uma “renovada” no samba, tirando seu lado raíz, acrescentando alguns objetos (como vibradores) e, bem, eu não faço IDÉIA de onde eles tiraram aquele visual.

Ainda temos grandes figuras do Pagode como o ilustre Belo, que ainda está preso, se eu não me engano. Alexandre Pires, saudades do SPC. Agora o cara deixou de lado sua raíz e partiu pro lado mais POP da coisa. Onde ele estiver, é claro, se ele ainda não morreu. Morreu? Eu diria que Alexandre Pires é imortal. E o cara é a VERGONHA do Pagode levando em consideração a seguinte frase: “to fazendo amor com outra pessoa“. Inovador, foi a PRIMEIRA vez que um Pagodeiro botou chifres em alguém – e eu não duvido que esse alguém seja um pagodeiro.

Enfim, o Pagode não passa de um “o Samba já era, vamos dar um jeito de deixar esse som mais adequado aos ouvidos desse povo hoje em dia”. Uma FEBRE, acompanhada ainda pelo Axé, outra ramificação do Samba que conta com outras misturas que serão citadas em uma outra coluna em um outro site. Ou seja, se por um lado tivemos o Grunge; por aqui, em NOSSA CASA, tivemos o Pagode. Ao contrário dos anos 80, os anos 90 sim foram a década perdida. Tanto que um outro grande hype da época era anunciar o fim do mundo.

Em relação á sonoridade, o Pagode não inova e nem merece elogios. Letras? Idem, merecem até xingamentos. Colaboração para a cultura nacional? Eu diria que o Pagode ENVERGONHOU a nossa cultura. Bom, muitos sambistas raíz, daqueles que teriam idade para serem, sei lá, o Yoda, concordam comigo que, musicalmente falando, o Pagode é uma vergonha. Mas não precisa ser sambista raíz pra concordar, afinal, até VOCÊ concorda.

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