Samba de qualidade: Roberta Sá

Música sábado, 02 de julho de 2011

Pessoas normalmente têm um certo preconceito quanto ao samba. Acham que samba, pagode, funk e outros estilos são, basicamente, a mesma coisa. Eu não sei de nada, só sei que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Fora que há uma diferença grande entre samba de qualquer, de raiz, e samba bosta que aparece por aí, pra ganhar dinheiro em cima de músicas que grudam na sua cabeça como um super bonder industrial. Fora que algumas vezes misturam samba com letras de sertanejo (Alcançando altos índices de cornice), pra cagada ficar completa. Fazer o que, merdas assim acontecem (E ainda cai de ter gente que goste). E é por isso mesmo que vocês têm que ouvir Roberta Sá.

Ê lá em casa.

Dá um caldo, hein? Pena que é casada com o Pedro Luis (e, consequentemente, com a parede), mas… Quem liga? Todo mundo sabe que nenhum de nós comeria ela, óbvio. Ok, vocês, pelo menos. O que importa, na realidade, é que ela consegue unir duas coisas à música: ela canta bem, não tem como negar. Afinal, se você para pra ouvir alguma música dela por cinco minutos, percebe na lata a diferença entre ela e as bandas bostas de hoje em dia. E em segundo, não tão óbvio assim, ela gosta do que faz. Inclusive, isso é refletido na música dela, no jeito de cantar e na presença do palco. E gostar do que faz é algo realmente importante na área musical.

Isso sem contar a utilização dos instrumentos. Meu gosto musical oscila, mas, sinceramente, uma formação com bateria, baixo, guitarra e vocal não impressiona ninguém. Apito, cavaquinho, violão e cuíca que são foda pra cacete. Chega a passar uma ideia metálica complexa, já que não é qualquer um que toca isso tudo. Lembra até Móveis Coloniais de Acaju – com as óbvias diferenças, claro. Afinal, além de sambista, ela é gostosa.

Não que eu conheça de samba pra falar quem é bom ou ruim nessa merda. Afinal, eu precisaria ouvir outros nomes de peso pra comparar; entretanto, falando no quesito playlist, quando a Roberta Sá entra lá, é difícil tirar. Aliás, é difícil ouvir qualquer coisa. E se você é como eu, que fica ouvindo uma música ou um álbum continuamente, vai saber do que eu tô falando. Sem contar que é um som pra qualquer hora: não é pesado como rock, mas anima como rock. E ela é gostosa.

Se eu fosse um daqueles tiozões do samba, falaria que eu estou feliz de ver que a geração atual tem nomes que representam o estilo. Mas, hei, isso é papo de tiozão. Afinal, pra que simplificar isso a um estilo apenas? É bom que tenha gente fazendo música BOA atualmente, independente do estilo (Exceto funk, porque funk não é estilo). E se a música é boa, pode mandar que eu vou escutar. Ainda mais por ela ser gostosa. heh

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