Uma Garota Dividida em Dois (La Fille Coupée en Deux)

Cinema quinta-feira, 17 de julho de 2008 – 1 comentário

Gabrielle Deneige tem 25 anos e vive em Lyon com sua mãe Marie, que a criou sozinha, cercada por muitos livros. Inteligente e charmosa, Gabrielle trabalha no canal de televisão a cabo local. Um dia, ela conhece o grande escritor Charles Saint-Denis, durante o evento de promoção do novo livro dele. Homem bem-apessoado e reconhecido, ele não encontra dificuldades em seduzir a jovem, apesar de ser casado e de ser trinta anos mais velho. Aos poucos, no entanto, percebe que se apaixonou profundamente e que terá que disputar seu amor com Paul, um jovem milionário e desequilibrado.

Com essa sinopse, eu fui ver Uma Garota Dividida em Dois. O filme não é ruim, é quase descartavel. Tudo bem que eu fui ver com a idéia de que é uma comédia na cabeça, e está indicada como em alguns lugares, apesar de não ser. Por que, se fosse, eu só ri de verdade em uma cena. Algumas outras cenas, que deviam ser engraçadas, arrancam um sorriso amarelo, no máximo.
Ou é uma comédia francesa mesmo, já que os franceses não sabem fazer comédia.

Enfim, chega de divagar: É um drama, e daqueles bem clichê: A mocinha inocente vai e aprende um monte de coisas com o velhote safado, que vai embora e deixa ela na mão, quando o rapaz que tá gamado nela aproveita pra tomar posse dela. Mas como qualquer babaca que já se apaixonou pessoa que tem sentimentos sabe, não adianta casar com um e pensar no outro.

O que é pior: Um velhote ou esse… emo?

E quando o véio volta, é um revertério só, culminando numa puta caquinha. Não só na vida dos personagens, mas no enredo também. Fora que os dois se odiavam de longa data, antes mesmo de conhecer a gostosinha, então quando termina, você fica com aquele pensamento de: “Que merda, fizeram essa porra toda pra ISSO?”
E a cena final é um trocadilho muito tosco. Eu só processei a informação depois de alguns minutos fora da sala. E o pensamento que me ocorreu não pôde ser outro: “Caralho, que tosco!”
Eu podia até spoilerzar aqui, que eu acho que vocês não vão perder nada, mas não quero correr o risco de ser assassinado.

Conclusão: Com tanto filme bom estreando, não perca seu tempo com esse, sério.
Vale muito mais a pena ir assistir Maus Hábitos

Não tem nem uns peitinhos pra salvar o filme…

Uma Garota Dividida em Dois

La Fille coupée en deux (115 minutos – Comédia / Drama)
Lançamento: Alemanha – França, 2007
Direção: Claude Chabrol
Roteiro: Claude Chabrol e Cécile Maistre
Elenco: Ludivine Sagnier, Benoît Magimel, François Berléand, Mathilda May, Caroline Silhol, Marie Bunel, Valeria Cavalli, Etienne Chicot, Thomas Chabrol, Jean-Marie Winling

Assista ao trailer da animação Space Chimps – Micos no Espaço!

Cinema quinta-feira, 17 de julho de 2008 – 0 comentários

Space Chimps é uma aventura hilariante sobre três chimpanzés da NASA – Ham, Luna e Titan – que são enviados aos limites da galáxia para descobrir vida alienígena. Luna é a “certinha”: ela é bem treinada, disciplinada e fascinada por astronautas humanos. Titan é o super-atleta cujos músculos são tão grandes quanto seu ego. Ham, o bisneto do primeiro chimpanzé a ir para o espaço, é o tipo “errado”: o clássico pateta de bom coração que está mais interessado em ser artista de circo do que um herói astronauta. Forçados a trabalharem juntos, eles terão de juntar forças e aprender a conviver com suas diferenças para derrotar os vilões do espaço.

Bom, esse é o tipo de animação que não me chama a atenção, além de parecer ser bem fraquinha. Isso eu vou saber neste sábado, dia em que assistirei o filme. A estréia nacional fica pro dia 25 de agosto, com dublagens daquela dupla do Bom Dia & Cia que apresentava o programa antes dessa garotinha LOUCA, lembram?

Assista ao teaser trailer de Terminator Salvation: The Future Begins

Cinema quinta-feira, 17 de julho de 2008 – 3 comentários

Puta merda, todo filme que poderia vir a ser bacana TEM QUE TER o Christian Bale agora?

O filme também pode ser chamado de Exterminador do Futuro 4, é claro. 2018, John Connor (Christian Bale) lidera a resistência humana contra a Skynet e seu exército de… Exterminadores. Porém, o futuro em que Connor foi criado para acreditar foi levemente alterado após a chegada de Marcus Wright (Sam Worthington), um cara peculiar que só se lembra de estar no corredor da morte antes de aparecer por ali. Agora, John Connor precisa entender o seguinte: Wright foi enviado do futuro ou resgatado do passado? Ele é aliado ou é inimigo?

Estréia? Dia 22 de maio de 2009.

Outro trailer de Outlander

Cinema quarta-feira, 16 de julho de 2008 – 0 comentários

Além desse que você já viu aqui, saiu um novo, que me empolgou mais ainda com Outlander.
Assista, sem mais delongas:

Outlander sai em 2008. Não sei exatamente quando, mas sai.

Os 9 piores filmes da galáxia – 2. Borat – O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja á América (Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan)

Cinema quarta-feira, 16 de julho de 2008 – 15 comentários

Este texto faz parte de uma lista que, definitivamente, não é um top 10. Veja o índice aqui.

Não sei se o meu humor é algo… complexo, mas eu defino Borat como um filme que chega a superar alguns filmes brasileiros no quesito de banalidade. O filme é EXTREMAMENTE, mas EXTREMAMENTE ruim. E olha o TAMANHO desse título.

O início do filme te engana: Você dá risada, as piadas são realmente boas. No decorrer do filme você agradece por não ter chamado ninguém pra ver o filme com você, pois a vergonha seria certa. Sério, se alguém me chamasse para assistir a Borat, eu nunca mais sairia com um puto desses.

Banal, apelativo, roteiro fraco e atores ruins. Incrível, isso é descrição de filme brasileiro, mas é o que define este filme. Acho que é o bastante, inclusive. E acho que, infelizmente, muita gente aqui já viu esse filme. Sinto muito, véis.

Confira a resenha completa.

Borat – O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja á América (Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan)

Cinema quarta-feira, 16 de julho de 2008 – 10 comentários

A expectativa que criaram de Borat foram tão grandes que eu acabei me convencendo de alugar o DVD assim que ele saiu. E foi quando eu aprendi a mandar a expectativa pra PQP.

Se você quer dar risada, passe longe de Borat. Ou então, beleza, alugue Os Vigaristas, Em Má Companhia, uma temporada de Seinfeld E Borat. Assista aos primeiros dez minutos de Borat (bom, não sei bem ao certo se são dez minutos, então, assista até a parte em que ele viaja) e passe para o próximo filme.

Borat é um dos filmes mais banais e sem graça da história. O humor vai caindo de uma forma tão drástica que você começa a ficar com RAIVA do filme. Sério, o cara só é engraçado quando tá no país dele (então, assista também aos, sei lá, 3 minutos finais do filme). De resto, EU sou engraçado perto do cara.

Q

A história é extremamente fraca, não há espaço para piadas. Ou eram piadas? Enfim, eu diria que este filme é uma versão para maiores de Zorra Total, por exemplo. Para maiores, afinal, em um trecho do filme Borat briga PELADO com seu amigo. E eles botam uma tarja preta mínima nesse trecho, que deve durar uns cinco minutos. Não sei, sinceramente eu pulei a cena, me esforçando para não desligar o DVD.

Borat é um dos dois filmes que conseguiu me deixar PUTO, de verdade. Então, se você ainda não viu essa merda, meus parabéns e continue assim.

Talvez isso te convença.

Borat – O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja á América

Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan (84 minutos – Gênero)
Lançamento: EUA, 2006
Direção: Larry Charles
Roteiro: Peter Baynham, Sacha Baron Cohen, Anthony Hines e Dan Mazer, baseado em estória de Peter Baynham, Sacha Baron Cohen, Todd Phillips e Anthony Hines
Elenco: Sacha Baron Cohen, Ken Davitian, Luenell, Pamela Anderson

Overdose Adaptações: V de Vingança (V for Vendetta)

Cinema terça-feira, 15 de julho de 2008 – 3 comentários

V de Vingança, dirigido pelos irmãos Matr… Wachowski, tinha sido agendado pra sair em 5 de novembro de 2005, mas só foi lançado em 2006, matando boa parte da enorme publicidade que girava em volta da comemoração dos 400 anos da Conspiração da Pólvora.

A HQ de Alan Moore teve sua adaptação para o cinema feita em 2006, com várias modificações feitas, segundo os produtores do filme, para adaptar a história a um momento político mais atual. Boa parte da anarquia da obra de Moore foi amenizada ou retirada, assim como as referências ás drogas. O filme também é bem mais parcial que a HQ, dando a V a aparência de herói mais do que de terrorista, e transformando o Adam Susan perturbado, solitário e humano dos quadrinhos em Adam Sutler (talvez pra soar parecido com Adolf Hitler, sei lá), o vilão óbvio, sendo um ditador claramente desalmado e inumano.

O filme se passa em um futuro caótico: em 2038, a Inglaterra é governada pelo partido da Nórdica Chama, que controla o estado através do fascismo e da repressão. Ao contrário da HQ, aqui o Destino (supercomputador que funciona quase como o centro de todas as funções do partido – e que dá um toque de 1984 á obra) inexiste, amenizando um pouco a tensão existente na história, na minha opinião, além de deixar pontas soltas: não se explica como V tem acesso a tanta informação ou como ele controla algumas das transmissões durante o filme.

Evey aqui também tem um papel muito diferente da jovem insegura dos quadrinhos. Enquanto a de lá é uma moça desesperada e sem muita visão de futuro, a das telonas, interpretada por Natalie Portman, é uma jovem bem mais independente: enquanto a das HQs tenta entrar pra prostituição por falta de dinheiro, a Evey vista no filme tem um bom emprego na British Television Network, e chega inclusive a ajudar o terrorista a fugir do prédio quando ele precisa.

Creio que V de Vingança teria sido melhor adaptado como um filme de investigação policial. Algo como um Seven com uma ênfase maior na visão do maníaco. O V romantizado do filme é muito menos psicótico, terrível e genial do que o terrorista dos quadrinhos. A HQ passa a impressão de um criminoso extremamente calculista e te faz pensar na possibilidade de não haver coincidência alguma no desenrolar da trama. A cena dos dominós lá faz muito mais sentido do que no filme, colocando na cabeça do leitor a possibilidade de que cada encontro, cada diálogo e cada perturbação dos personagens – até mesmo o encontro com Evey – pode ter sido minuciosamente calculado pelo homem da máscara sorridente. Já o filme, que dá bem mais ênfase ás cenas de luta do que á mente criminosa brilhante de nosso Vilão, transformou o sujeito numa espécie Robin Hood. Um personagem anestesiado, frango, bundão e não tão atento aos detalhes, se comparado com o original.

Não se engane, no entanto. V de Vingança é, apesar de tudo, um bom filme, mas deve ser visto como algo completamente separado da HQ. Se for pra ver só como adaptação, a coisa infelizmente não deu tão certo assim.

V de Vingança

V for Vendetta (132 minutos – Drama/Sci-Fi/Thriller)
Lançamento: 2006
Direção: James McTeigue
Roteiro: Alan Moore e David Lloyd (HQ), Irmãos Wachowski
Elenco: Natalie Portman, Hugo Weaving, Stephen Rea, Stephen Fry, John Hurt

Overdose Adaptações: A Liga Extraordinária (The League of Extraordinary Gentlemen)

Cinema terça-feira, 15 de julho de 2008 – 3 comentários

O que esperar de um filme cujo diretor é o mesmo de Blade? Mais uma adaptação fadada ao fracasso? Sim! Mas comentemos isso no decorrer da resenha.

Tudo acontece no final do século XIX: A rainha Vitória nomeia uma legião de grandes nomes da época para combater um gênio do crime que deseja conquistar o planeta (nem vi clichê, né?). Allan Quatermain (Sean Connery), Mina Harker (Peta Wilson), Dorian Gray (Stuart Townsend) e o Dr. Jekyll (Jason Flemyng) estão no time, A Liga Extraordinária.

Que Sean Connery chuta bundas é fato. Que ele devia chutar a bunda desse diretor, também é fato.

A Liga Extraordinária como filme de aventura, descompromissado, é bem legal, tirando os gráficos medonhos de algumas cenas. Repare na destruição da cidade, por exemplo. Só faltou o Homem-Aranha do PS1 pular entre os prédios, aquilo foi MUITO feio. GAH!

A cara de segundas intenções é notável.

Agora, como filme de heróis, levando em consideração o fato de que eu não li a HQ, o longa é mais uma adaptação fraca. Furos no roteiro são clássicos com o diretor Stephen Norrington. Fato é que o filme é clichê DEMAIS, até mesmo pra uma adaptação de uma HQ. Dizem que a culpa é de Sean Connery, que praticamente dominou o filme e quase chutou mesmo a bunda de Norrington, tudo indica que os caras saíram no tapa, até. Mas, só usando como exemplo: mesmo como grande ator, Connery não tinha um personagem que seria o líder da equipe. Se essa treta rolou mesmo, eu diria que o orgulho de Connery o levou a fazer um papel que não era dele.

O vilão nem se comenta, até o Keanu Reeves é mais expressivo que o cara. Cenas forçadas também não faltam – não mentirosas, seria babaquice da minha parte ressaltar isso -, é incrível como encontram a pior desculpa para resolver algum problema.

O que salva mesmo o filme, então, é a aventura em si. Mas só quando você ignora o roteiro, a direção e um Connery perdido. Ou um crítico chato PRA CARÍI!

Puta foto feia E desfocada.

A Liga Extraordinária

The League of Extraordinary Gentlemen (110 minutos – Aventura)
Lançamento: EUA, 2003
Direção: Stephen Norrington
Roteiro: James Robinson, baseado em graphic novel de Alan Moore e Terry O’Neill
Elenco: Sean Connery, Stuart Townsend, Peta Wilson, Shane West, Tony Curran, Jason Flemyng, Tom Goodman-Hill, Robert Goodman, Richard Roxburgh, Max Ryan, Naseeruddin Shah

Assista AGORA ao trailer de The Spirit!

Cinema terça-feira, 15 de julho de 2008 – 3 comentários

Eu achei bem legal, cenas bastante oldschool e alguns toques animados… interessantes. Era o que faltava pra gente saber se o filme ia ou não seguir a linha de Sin City. Meio-a-meio, eu diria.

Bom, o filme só estréia por aqui no dia 16 de janeiro. Lá nos EUA estréia no natal deste ano.

Os 9 piores filmes da galáxia – 3. O Sacrifício (The Wicker Man)

Cinema terça-feira, 15 de julho de 2008 – 2 comentários

Este texto faz parte de uma lista que, definitivamente, não é um top 10. Veja o índice aqui.

Pôster bacana, né? Não se engane. Pra começar, O Sacrifício recebeu CINCO indicações ao Framboesa de Ouro: Pior Filme, Pior Ator (Nicolas Cage), Pior Dupla (Nicolas Cage e seu casaco de urso), Pior Roteiro e Pior Remake ou Imitação Barata.

Eu não levo o Oscar e muito menos o Framboesa de Ouro a sério, mas este filme é incrivelmente muito ruim. Ele é um remake do filme O Homem de Palha, de 1973, não sei se é tão ruim quanto – não vi o filme original e nem pretendo.

Enfim, eu sou um grande fã de Nicolas Cage, um motivo a mais para vocês acreditarem em mim. Sabe um filme MUITO chato, sem nada de interessante do início ao fim, sem nenhuma frase ou fato marcante ou pelo menos memorável? Fichinha. Tudo neste filme é MUITO marcante, você chega ao ponto de bater a cabeça contra a parede para poder esquecer de tudo que você viu.

Confira a resenha completa.

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