Overdose Adaptações: Nome Próprio (Pior Filme da Galáxia)

Cinema quinta-feira, 17 de julho de 2008

 Bom, o que eu vou contar agora é uma experiência que me fez chegar á conclusão de que eu não devo assistir a NENHUM filme brasileiro que não tenha o nome ou a recomendação do ilustre Tiago Belotti. E isso é absolutamente sério: Eu não quero ver um filme brasileiro NUNCA MAIS.

Nome Próprio é a adaptação dos livros Máquina de Pinball e Vida de Gato, de Clarah Averbuck, para as telonas. Se liga na sinopse:

Nome Próprio é um filme sobre um corpo que constrói sua narrativa. Nome Próprio conta a história de uma jovem mulher que dedica a vida á sua paixão, escrever. Camila é intensa, complexa e corajosa. Para ela o que interessa é construir uma trajetória como ato de afirmação da sua singularidade. Sua vida é sua narrativa. Construir uma narrativa digna o suficiente para que escreva sobre ela. Nome Próprio é um filme sobre a paixão de Camila. De sua busca por redenção. Quer a literatura como ato de revelação. Para tal, cria vínculos. Carente, os destrói. Por excesso. Por apego. Por paixão. Nome Próprio é o olhar sobre uma personagem feminina que encara abismos e, disso, retira os amparos que necessita para existir. Para Camila, a vida floresce das cicatrizes de seu processo de entrega absoluta e vertiginosa.

Eu fui convidado para assistir ao filme em uma sessão fechada só para blogueiros, e aí você me pergunta: Se você não é blogueiro, o que você estava fazendo lá? Bom, a minha namorada tem blog, e foi ela quem ganhou um par de convites – eu fui de trouxa, mesmo. Essa sinopse já afastou completamente a possibilidade de o filme ser bom, mas ok, é um filme independente nacional. Aí eu apóio, então fui prestigiar a película. E nunca mais vou perdoar a minha namorada, aos blogueiros presentes e a mim mesmo por isso.

O filme já começa com a Leandra Leal sentada, completamente pelada, mas não aparece muita coisa. Ela é expulsa de casa pelo atual namorado após o puto descobrir que ela chifrava ele, e Camila ainda tem a manha de CULPAR O CARA. Mas enfim, foco na Leandra Leal pelada: Pegue qualquer filme da Emanuelle. Qualquer mesmo. A Leandra Leal aparece pelada mais vezes aqui do que a Emanuelle em qualquer filme. É claro que eu não estou reclamando dessa parte, foi realmente muito bom conhecê-la á fundo – literalmente, e eu já explico por quê -, PORÉM, eu não estava em uma sessão de um filme pornô. Eu esperava ver um filme com conteúdo, e não um filme que abusa da nudez de uma gostosa por não ter porra de conteúdo nenhum.

 ORRÔ!

É óbvio que a personagem é uma porra louca e tudo mais, mas isso não justifica a PORNOGRAFIA ABUSIVA deste filme. Há uma cena de pelo menos quinze minutos onde um cara a pega completamente bêbada e tenta comê-la. Ele está pelado, tentando tirar sua roupa, em uma cena completamente amadora e desnecessária. Em outra cena, ela dá pra um cara na praia. Assim, do nada. Mas já que o assunto é “desnecessário”, a parte mais imbecil do filme é quando ela se hospeda na casa de um leitor. O cara é um tremendo nerd – se parece muito com o Pizurk, o estagiário E secretária eletrônica, aliás – e tenta embebedar a garota para comer, óbvio. Ela até pede o notebook do cara em troca de um boquete. Enfim, o fato é que o cara espera ela dormir, tira a calcinha dela, tira fotos, se masturba e deposita a porra em um pote CATALOGADO. Tudo isso, meus amigos, exatamente TUDO ISSO devidamente exibido, e com closes. COM MALDITOS CLOSES! Você acaba de dizer OI ao clitóris da Leandra Leal e já se depara com um CACETE jorrando PORRA. Mais banal, desnecessário e perturbador que isso, impossível. Definitivamente, o auge do filme.

Deixando a putaria de lado, outro ponto totalmente odiável por este que vos fala é um dos assuntos principais no filme: Blogs pessoais. A protagonista tem um, e fala dos podres dela por lá, muitas vezes em forma de poema. Inclusive, as partes mais “PUTA MERDA, QUE TÉDIO!” do filme são as que ela está escrevendo posts. Bom, esses trechos só reforçam a minha teoria de que quem tem um blog pessoal é extremamente imbecil, tendo em vista que NINGUÉM quer ou PRECISA saber da sua vida pessoal, muito menos quando você conta a vida de alguém. É como os fotologs: Fotos PESSOAIS vão para ÁLBUNS DE FOTOS. Mas bem, acho que o lance genial deste filme é botar uma junkie em um blog pessoal, afinal, tudo a ver.

Também vale frisar que todos os atores do filme são péssimos, mas isso se torna irrelevante quando o filme em si é uma merda. Não sei se foi culpa do diretor, do roteirista, da Clarah Averbuck ou dos pais desses sujeitos. Sei que Nome Próprio é um filme desnecessário, banal, idiota, exagerado e ruim. É por isso que o cinema brasileiro basicamente não tem destaque nenhum mundialmente. Cinema é arte, não é essa merda. Pelo menos é o que eu acho.

O filme vai ser exibido em pouquíssimas salas e ainda estréia na mesma semana que Batman – O Cavaleiro das Trevas, então, acho que minhas esperanças de que NINGUÉM veja este filme são grandes. E espero que quem esteja afim de ver este filme tenha lido esta resenha e se convencido. Olha, vá assistir Wall-E, que é a melhor animação da história. Ou, se você prefere cinema arte mesmo, vá assistir Maus Hábitos, um PUTA filme mexicano, completamente acima das expectativas. Você tem muitas escolhas, e se eu fosse você eu deixava esse patriotismo de lado agora. Nome Próprio não é só o pior filme brasileiro, mas é o pior filme da história.

 HAHAHAHAH, eu nem SABIA da existência dessa foto. OLHA a minha empolgação.

Em tempo: Olhem o que a autora dos livros adaptados para o cinema disse sobre as críticas que os blogueiros que ela convidou para assistir ao filme AQUI, ó.

Nome Próprio

Pior Filme da Galáxia (130 minutos – Drama)
Lançamento: Brasil, 2007
Direção: Murilo Salles
Roteiro: Elena Soarez, Murilo Salles e Melanie Dimantas, baseado nos livros “Máquina de Pinball” e Vida de Gato”, de Clarah Averbuck, e em textos publicados pela autora em seu blog pessoal
Elenco: Leandra Leal, Juliano Cazarré, Alex Didier, Munir Kanaan, David Katz, Rosane Mulholland, Ricardo Garcia, Gustavo Machado

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Antes de comentar, tenha em mente que...

...os comentários são de responsabilidade de seus autores, e o Bacon Frito não se responsabiliza por nenhum deles. Se fode ae.

  • Pelo jeito ver esse filme de graça já tá caro demais..

  • Como um filme com 80% do tempo mostrando a Leandra Leal pelada ainda assim não consegue me atrair?

    Parabéns, Clarinha, sua vida é uma bosta MESMO.

  • “Quem são os blogueiros? Na boa, é blogueiro quem não é nada.”
    – Clara Averbabalú

    SE FUDEU! AOE NUM É BLOG! :D

  • É por isso que ainda mantenho “O que é isso companheiro?” e “Baile Perfumado” no topo da minha lista…

  • Quero desde já declarar que nunca participei de nenhum filme, seja nacional ou estrangeiro.

  • Grivu

    Quem diabos tira foto do cinema?

  • Junnin

    E o pior,ela diz que blogueiro não é nada,e,se vocês verem o resto do que ela falou,ainda diz que blogueiro não é escritor,nem escritor é blogueiro…

    Mas o filme não é sobre isso?? Oo
    Uma blogueira que quer ser escritora,e FAZ BOQUETE por um notebook emprestado?Pera ai,fala sério,se blogueiro não é nada,você fez um filme sobre…
    Nada?!?!?!
    Ah,de boa,que você viva anos e anos,sentindo o gosto desta sua HORRÍVEL e DEPLORÍVEL derrota,é sério,eu me matava,ou pelo menos taria me sentindo uma MERDA,você deve estar,né??

    Bom,mas eu nem poderia entrar no filme(com um nerd se masturbando e uma gostosa pelada,um garoto de 14 anos não entra…),e talvez fosse a primeira vez que iria agradecer á classificação indicativa,vai que eu não tivesse visto essa resenha e tivesse ido ver essa MERDA?

  • Decepcionante!
    E o que me deixa mais decepcionada é saber que a Leandra Leal topou fazer um filme desse nível…
    Pelo menos pra mim, ela perdeu toda a credibilidade.

  • Hahaha, é muita honra figurarmos na lista desse blog. Beijos pra você e pro Cardosinho!

    Ah, o pau foi cortado do filme!

  • Capitão Piratão

    CORTAM O PAU no filme?

    GAH! Que cena traumática, cacete! Eu espero que eu NUNCA veja esse troço, nem por engano!

  • ISSO NÃO É UM BLOG!

    Gente burra dos infernos.

  • Dezinhorox

    eu achava que filme com mulher pelada não podia ser uma merda
    as “atrizes” compensam a história e tudo mais mas esse filme se superou
    se eu tivesse uma lista de filmes merdas esse estaria entre os 5 piores

    ps.: nepomuceno voce escuta o BnC???

  • Olha acho que você exagera um pouco. O que faz o filme é todo e de fato a nudez da gostosa da Leandra Leal contribui bastante para o filme. O personsagem é um fracasso o roteiro é fraco. Saio com a sensação de que no fundo o Murillo Sales estava afim era de ver a Leandra pelada (ou qualquer outra atriz novinha afim de fazer “cinema-arte”). A menos que o desejo seja recíproco (putz grila gosto é foda), Leandra sinto muito caiu direitinho na teia do cineasta tarado. Depois dessa dá até vontade de ser diretor!! ahahah

  • mary v.

    péssimo filme mesmo
    fora que o livro (Maquina de Pinball pelo menos), mesmo não sendo foda, é muito interessante. O filme não é o livro, o livro não é o blog. Camila não é Clarah, foi a conclusão que deu pra chegar depois de tanta imprensa em cima de um filme forçado e metido a indie.

  • fernandes

    A concorrência com o Batman é desLeal (sic).

    Um filme tão moderno que chega a ser quase inútil, mas que ao menos está servindo para que uma legião de pessoas que ficam individualmente olhando para monitores, se mexam em torno de algo: tornar um filme ruim num GRANDE TRABALHO CINEMATOGRÁFICO ALTERNATIVO. Pois, assim como foi dito num comentário feito no blog do filme, “o boca-a-boca vai fazer deste filme uma pequena obra de arte”. Concordei com esse pensamento. Esse boca-a-boca (sic), ou post-a-post apaixonado, poderá ser a única coisa a ser levado em conta e que merece destaque.

    O filme mesmo não diz nada e é fraco em tudo o que se espera de um filme, mesmo entre os alternativos. Criatividade, roteiro, paradigmas, arte fotográfica, diálogos instigantes, cadê? Não tem! Esqueceram ou acharam que daria para fazer apenas mostrando uma garota bonitinha, revoltadinha, que faz caras e bocas e consome, consome e consome sexo, drogas, poemas, cerveja, Internet etc. Moderno, não!?

    Esse “moderno filme” já nasceu velho e desgastado. Qual a novidade!? Ah, esqueci, a garota tinha um objetivo no meio do vazio, no meio do vazio (ela) tinha um objetivo. Não mais me esquecerei! Ela queria escrever um livro (acho que já escreveu uns três). Pronto, é uma personagem bonitinha, revoltada… que quer escrever um livro. Problema grande (de texto no filme) é a distância entre as cenas, os diálogos, os sofrimentos, os clichês mostrados e esse objetivo. Um filme para adulto com mentalidade pré-adolescente.

    A única coisa que estou curtindo mesmo com esse filme é ver o movimento de pessoas querendo promovê-lo de forma dolorosamente cômica. Justo que os senhores Murilo Salles, Leandra Leal e Clarah Averbuck – com o respaldo intelectual dos intelectuais Viviane Mosé e Arnaldo Jabour – devem tentar fazer já que mergulharam nesse engodo. Mas hilário é o exército de anônimos blogueiros que, mesmo havendo passado mais de dez dias do lançamento e não terem nem assistido ao filme ainda (e que talvez nem assistam), ficam, devido a um corporativismo, indicando-o, apelando para que os outros vejam, pedindo que levem amigos, parentes, que paguem entrada para quem estiver passando na rua. Tudo para que o filme não saia de cartaz na primeira semana de exibição. Apelos e mais apelos, nesse esforço imenso em prol da vitória do cinema nacional contra o Batman. É realmente sofrido o nascimento de uma “pequena obra de arte” do cinema nacional.

    Assim como num certo momento a personagem se entrega “minha vida está vazia” (deveria ter dito se olhando no espelho e não culpando a vida que sempre é cheia de possibilidades) e começa a escrever frases inspiradas como se agarrasse a uma boa causa, acho que está se produzindo um fervor para que esse filme (que é só um filme…) se torne uma causa. Mas quem deve aderir a essa causa? Acho que principalmente os mais favorecidos com ele: ALGUNS blogueiros, que foram retratados através da imagem de uma quase rainha e os nerds pervertidos que acabaram sendo “homenageados”. Como disse Arnaldo Jabour, comentando o filme de seu colega de cinema, por que devemos assistir ao NOME PRÓPRIO? Para que mesmo, hein, Jabour? “Para ver Leandra Leal… das mais talentosas revelações do cinema atual”. Só isso mesmo, infelizmente! Leandra Leal está lá, mostrando todo o seu talento. Nerds pervertidos, agradeçam! Corram ao cinema para ver o talento de Leandra Leal e, de quebra, não deixem que o filme saia de cartaz com menos de uma semana (sic).

    fernandes04@ibest.com.br

  • Lyn

    cara, vc disse tudo q eu achei desse filme! hahahaha
    essa do nerd se masturbando e talz, parece q o diretor tirou. qdo eu vi o filme naum tinha isso naum, dele guardar a porra e talz… aff… eu ia ficar mais horrorizada ainda kkkkkkkkkkk
    e akela cena do cara tentando transar com a camila q vc disse q era amadora… realmente.. eu vi a sombra do câmera nessa cena! hahaha… eh muito trash!!

  • TALITA

    Concordo q o filme não é grandes coisas, mas dizer que os atores são ruins é um absurdo. Os atores são eLEANDRA LEAL, ROSANNE MULHOLLAND, MILHEM CORTAZ, GUSTAVO MACHADO são atores excelentes, elogiadíssimos pela crítica

  • Talita com certeza! Leandra Leal está brilhante neste filme. O filme é um show de interpretação. O problema é que não consigo deixar de ver o filme pensando que no fundo esse Murillo Sales estava afim mesmo era de vê-la pelada!! E além disso a produção é tosca, mundana. O conceito é interessante, é visceral, rude, hiper realista. Quando Machado de Assis começou a escrever seus livros relatando detalhes da textura da parede, todo mundo criticava, portanto o filme tem um mérito. Mas é thrash demais.

  • Capitão Piratão

    Ces acreditam que eu nunca soube o que caralho quer dizer esse “(sic)” que nego bota pra indicar piadinha infame? Me faz imaginar um bêbado soluçando enquanto fala, sempre. Que que quer dizer essa porra aí, véi?

  • Capitão, (sic) é abreviatura de (do latim) sic et simpliciter, e quer dizer “é assim mesmo”. Geralmente é usada para indicar ao leitor que a forma escrita indicada (ortografia, gramática ou sintaxe) foi transposta de alguma citação já errada e não foi um erro acidental.
    No caso de nosso colega aí acima, ele fez um trocadilho com o sobrenome da atriz e por isso o L ficou maiúsculo […desLeal]
    Sacou??

  • alexandre

    Vocês já viram algum outro filme pornô sem ser Emanuelle? Acho que não. Tambem nao sei se escrever ÍLBUNS DE FOTOS seja a forma correta.

  • @alexandre
    Cara, eu prefiro a Silvia Saint. E esse erro foi por causa de uma migração, todos os “Á” viraram “Í”, e obviamente a preguiça de revisar tudo de novo fala mais alto. Mas leitores como você nos ajuda e MUITO nisso, então, corrigido! Valeu pela força. ;]

    Se puder ler mais textos pela gente, eu agradeço. :god:

  • Gente… vocês salvaram minha semana.
    Eu tô falando isso desde a primeira vez que ouvi falar do filme… Comento com um e outro: “O retrato de uma jovem contemporânea”?! Ser adolescente birrento agora é ser contemporâneo? Aí outro dia uma pessoa disse que o filme era “muito bom” e tive meu primeiro momento de dúvida. Vi a Marília Gabriela entrevistando a Leandra Leal e não vi liga nenhuma desse jovem contemporâneo numa busca literária… Cadê a intensidade poética? Não vou falar mais. É isso.
    Obrigada por terem escrito essa resenha, valeu pelos inúmeros comentários. Salvaram minha alma duma enrascada. Valeus!

  • Tenho um amigo que diz que a Clarah é super poética, beat, marginal ou sei lá mais o que, mas acho que ela é muito metida (eu levo pro lado pessoal-profissional sim e fuck off), então estou louco para ver este filme(ler eu não leio)para poder meter nela…o pau…sacou?sacou?

  • Esse seu detalhamento da cena em que o nerd se masturba e dão close no ato me deu uma grande vontade de não ver o filme.

    Se não é o pior filme, deve ser o mais nojento de toda a história da indústria cinematográfica.

  • MY HERO!!

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