Al Rio nos dá adeus
O primeiro mês de 2012 se encerrou com uma triste notícia para os fãs de quadrinhos: A morte do desenhista brasileiro Álvaro Araújo Lourenço do Rio, conhecido internacionalmente como Al Rio.
O primeiro mês de 2012 se encerrou com uma triste notícia para os fãs de quadrinhos: A morte do desenhista brasileiro Álvaro Araújo Lourenço do Rio, conhecido internacionalmente como Al Rio.
Você já deve ter ouvido falar do Occupy Wall Street, o movimento nos EUA que protesta contra a situação econômica do pais (resumidamente falando), certo? Mas qual a relação dele com os gibis?
Alguns roteiristas de quadrinhos, quando querem e têm liberdade para extravasar suas ideias, fazem obras fantásticas. Exemplos disso são obras como V de Vingança de Alan Moore, Sin City de Frank Miller e Casos Violentos de Neil Gaiman; e é sobre essa genialidade que surge da liberdade que vou abordar hoje numa das histórias de Grant Morrison que acho mais divertidas: Como matar seu namorado.
Apesar do título de manual a história é ótima.Se você diz que gosta de quadrinhos de verdade e não sabe quem é Will Eisner, cê merece um roundhouse kick. Duplo. É, pra você ver como é grave. Esse sujeito foi um dos artistas mais importantes dos quadrinhos, e um dos mais respeitados. Como pretendo falar de alguns trabalhos dele que gosto bastante, e sei que muita gente não conhece ou apenas ouviu falar em Eisner, resolvi começar com uma revista que demonstre a influência dele. Então, sigam-me os bons!
Protagonistas desconhecidos, por alguma razão ainda a ser compreendida pela ciência, atraem minha atenção de modo exarcebado. Obviamente, você deve achar que eu sou maluco, ao dizer coisas como “protagonistas desconhecidos”. Se é o protagonista, ele é o centro da ação, então, através da mais pura lógica aristotélica, deduzimos que ele é conhecido, certo? Elementar, meu caro Watson etc., não é mesmo? Não.
Como leitores do bacon, e, como deduzo através da mas pura lógica aristotélica, pessoas de bom gosto (A maioria, pelo menos. Sempre existem as exceções), suponho que todos vocês já assistiram e/ou leram Clube da Luta. Me digam, então: qual o nome do personagem de Edward Norton? Resposta: nenhum. continue lendo »
Ah, a polêmica. Doce polêmica, o combustível das massas, o néctar dos trolls, o mana dos nerds, a alma dos noticiários povão sangrentos, o… ok, acho que vocês já entenderam. O nosso amigo Adrian Veidt aqui é um personagem que não poderia ser deixado de lado, mesmo que eu quisesse, por um simples motivo: é difícil precisar se ele é o vilão ou o herói de Watchmen.
Antes disso, um pequeno histórico. continue lendo »
Ao ler John Constantine, você provavelmente se lembrou daquele filme baseado no arco Hábitos Perigosos, assombrado por tensão sexual, com um Constantine apático, baseado em Los Angeles, moreno e representado pelo Escolhido-Sem-Expressões-Faciais, Keanu Reeves. Por favor, não faça isso; Alan Moore faz uma prece a Glycon pela destruição da humanidade toda vez que alguém menciona esse filme. continue lendo »
Poucas figuras, no mundo dos quadrinhos, são tão incomuns quanto Alan Moore. Anarquista; mago auto-entitulado; adorador de Glycon (um obscuro deus-serpente romano); morador de uma casa que, segundo as palavras de um jornalista que o visitou, “apenas o banheiro [...] é tolerável; o resto da casa possivelmente nunca viu um aspirador de pó”; compartilhou uma amante com a primeira esposa e, depois de ser largado pelas duas (que, sim, foram viver juntas), casou-se com Melinda Gebbie, companheira de trabalho. E, notem vocês, isso não resume todas as excentricidades de Moore. Essa listinha cita somente aquilo que é conhecido do público. continue lendo »
Fãs são uma raça curiosa. Não só os de quadrinhos (Esses têm mais fama de bizarros, mas essa não é a questão), mas os de livros, filmes ou jogos. Eles se diferenciam dos fanboys e dos meros admiradores por algo relativamente simples: A facilidade com que mudam da admiração extremada para o ódio irracional. Uma frase, uma idéia, um virar de olhos, qualquer coisa é passível de preencher o fã verdadeiro com ódio enregelante ou admiração pulsante. E lidar com qualquer uma dessas coisas é muito, MUITO difícil. continue lendo »
Há muito, muito tempo atrás, na aurora do tempo, havia um colunista do AOE, conhecido pela alcunha de Black. Induzido por overdoses de benflogin e salame de chow-chow, ele resenhou o primeiro volume d’A Liga Extraordinária. Depois de tantos anos, no entanto, ninguém cumpriu seu legado de resenhar o resto da obra, o que o levou ao suicídio. Hoje, seu fantasma assombra a OLOLCO Corp., arrastando tentáculos e gemendo “Dattebayo” pelos corredores. Para nos livrar desse incômodo fantasma, cumprirei seu legado e resenharei o segundo volume d’A Liga Extraordinária. continue lendo »
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