Darwinismo apoplético

Televisão quinta-feira, 24 de Janeiro de 2013

Ok, eu admito, o título do post só é esse porque surgiu na minha mente uns segundos atrás e soa legal. Mas foda-se isso, já que o tema continua sério. Aliás, o tema é de incrível importância, que, se interpretado de forma errônea, pode levar à resultados cataclísmicos e catárticos. E sim, este parágrafo usa exatamente a mesma lógica do título do post.

 Ahh… É.

Falando sério agora, vou lhes contar algo sobre mim que cês provavelmente não sabem: Eu não penso no que eu vejo.

Ok, agora vamos explicar: Tratando-se de assistir alguma coisa, seja uma série, um filme, uma peça, e independente de como/onde eu esteja assistindo (Em casa, na TV, no cinema, no PC, etc.), eu simplesmente não penso no que me está sendo apresentado enquanto tal coisa me está sendo apresentada. Em outras palavras, eu deixo a vida a “apresentação” me levar. Eu sei, eu sei, isto aqui é o Bacon, e eu sou chato pra caralho, e isso é hipocrisia, MAS CALMA.

 EU DISSE CALMA KARALHO!

É claro que eu penso no que eu vejo, principalmente se vou fazer um post sobre isso, mas enquanto eu assisto, enquanto eu estou sentado, aproveitando a pipoca mentira, nem como pipoca, eu quero simplesmente relaxar e ser entretido. Tipo um sultão em seu harém.

E é por querer aproveitar o que estou vendo que eu me abstenho de todo e qualquer pensamento que não seja “preciso ir ao banheiro”, “acabou o refrigerante” e “ainda tem bala de goma?”. E como sou expansivo, isso também vale para quem está comigo ou perto de mim, o que significa que eu odeio gente que comenta o filme. Odeio quem cria teorias pra descobrir quem matou a tia velha e rica. Simplificando, eu odeio qualquer pessoa que não seja um vegetal em frente à uma tela.

 Quem rir vai para o inferno.

Sinceramente não sei se é o melhor “método”, e também nem ligo se cês passarem a me achar ainda mais babaca daqui para frente, mas lhes garanto uma coisa: A experiência do filme é muito melhor. Por agir assim, mesmo que com o pior e mais óbvio programa, eu me poupo da decepção in loco. Nada que aconteça durante o programa será julgado, e portanto eu aproveito o que o programa tem a me oferecer, independente do que seja.

Pois aí está: Ao relegar todo pensamento útil, dou um passo à frente no quesito “experiência”. TV fica mais legal assim, parece menos burra e idiota. Claro que tudo tem limite, então, pelo menos para mim, coisas como Pânico na TV, Zorra Total e as pegadinhas do Silvio Santos não se salvam, mas até que dá para encarar A Praça é Nossa de vez em quando. No cinema é algo mais difícil de exercer, já que tem muita gente querendo te atrapalhar, mas também é possível.

Então é isso, minha gente. Sentem-se num local confortável, preparem a comida e a bebida e desliguem seus cérebros. Vocês irão aproveitar melhor o tempo e, mesmo que depois de assistir o que quer que seja, e tenha sido uma merda, pelo menos vocês não passaram incontáveis minutos se martirizando por ter escolhido assistir àquela porcaria. Ou, para resumir o post em uma linha: Ser burro é ser inteligente.

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Antes de comentar, tenha em mente que...

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  • João

    Não concordo, tio. Por exemplo: às vezes o contrato de veridicção é tão falho que a opção mais digna é sair no meio do filme / mudar de canal e aproveitar o tempo noutra coisa. Ou não.

  • Loney

    Ninguém falou um dignidade aqui.

    E é esse o ponto: cê tá tão pouco se fodendo pra pensar, que qualquer coisa vale à pena, pelo menos enquanto dura =D

  • ClaytonSlayer

    Taí! O bom mesmo é enquanto dura. Lições para vida só a vida te dá.

  • Loney

    Içaê!

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