Agentes Muito Especiais Com: Marcus Majella, Pedroca Monteiro, Dira Paes, Malu Valle, Chico Diaz, Barbara Reis, Demétrio Nascimento Alves, Dudu Azevedo, Big Jaum, Saulo Arcoverde e Saulo Segreto
Jedd e Johnny são dois agentes da polícia do Rio, que sofrem bullying por serem gays. Durante um treinamento, o comandante dos dois desafia a dupla a desbaratinar o Bando da Onça. Pensando que eles precisam resolver um caso grande pra serem levados à sério, eles se infiltram na penitenciária disfarçados, e durante uma fuga entram no bando. Altas confusões com uma galera do barulho fazem com que tanto policiais quanto bandidos acabem em um desfile de moda, e ali os protagonistas vão tentar prender os criminosos, desbaratinar a quadrilha e finalmente botar a lídar do bando atrás das grades, e provar que são policiais capazes.
Eu sei que o pôster não é exatamente uma representação do filme, mas o rosto do rapaz da direita parece até que foi recortado e colado no corpo de outra pessoa. Que foi mais ou menos o que aconteceu com o filme, se você parar pra pensar. continue lendo »
Tom & Jerry: O Filme (Tom and Jerry) Com: Chloe Grace Moretz, Michael Pena, Colin Jost, Rob Delaney, Ken Jeong, Jordan Bolger, Christina Chang e Pallavi Sharda
Quando Jerry vai parar em um hotel grã-fino em Nova Iorque, a organizadora de um casamento que vai rolar no local é forçada a contratar Tom pra dar um jeito no roedor. O que se segue, obviamente, é uma treta que pode acabar com a carreira dela, com o casamento que ela tá organizando, e até com o hotel, que pelo visto não é lá muito estável financeiramente. Mas, ADIVINHA SÓ: Surge um inimigo em comum que vai juntar esses três aliados improváveis pra salvarem toda essa lista de coisas que eu acabei de citar.
Rapaz, é o mesmo diretor do Quarteto Fantástico. É, esse mesmo. Preciso falar mais alguma coisa? continue lendo »
Por conta de uns pontos que eu tinha por ter estourado feito umas comprinhas no cartão de crédito, resolvi resgatá-los para não perdê-los e deixar o banco de Santo André mais feliz do que já é. Eis que me deparei com três opções: Box com toda temporada de 34 capítulos da Corrida Maluca e trilogias de O Senhor do Anéis e Matrix.
Obviamente que escolhi a primeira opção, e ainda peguei 2 ingressos para o cinema.
Por conta disso, resolvi fazer um top-qualquer-coisa sobre a Hanna-Barbera. Como o universo de animações desse estúdio é gigante, decidi fazer um Top 5 de desenho que vêm à minha cabeça da Hanna-Barbera.
Em fevereiro do ano passado, fiz uma coluna comentando sobre a ópera Hungarian Rhapsody nº2, de Franz Liszt, ter sido executada por várias animações em episódios clássicos, e com a maioria não tendo, praticamente, relação nenhuma entre si.
Aí lembrei que nunca fiz a lista dos melhores musicais do mundo dos desenhos tradicionais. Afinal, na época que fiz a coluna anterior, estava na casa da minha mãe, usando o note do meu irmão, que apagou todos os favoritos que havia separado para esta coluna. Levou mais de um ano, mas o que interessa é que lembrei, não é?
Segue abaixo os cinco melhores musicais clássicos do mundo das animações. continue lendo »
Provavelmente todos sabem que assisto muitos desenhos animados, óbvio, já que escrevo uma coluna sobre isso.
Enfim, reparei que nos desenhos de hoje é raro ver musicais. Mesmo um Pica-pau (tem hífem?), Tom & Jerry ou qualquer um da Warner, sempre havia algum episódio memorável nesse sentido, principalmente com música clássica.
Talvez a mais executada por todos seja a Hungarian Rhapsody nº2, de Franz Lizst, composta em 1847 e que foi interpretada, nada menos, por Tom & Jerry, Pica Pau, Pernalonga, Mickey e anônimos da Warner.
Fiz uma lista com os melhores, de acordo com o meu gosto.
Aproveitem, Papo Animado também é cultura. Clássica.
Foi complicado, mas, no apagar das luzes, encontrei uma lan house sem problemas técnicos para poder elaborar e enviar a coluna da semana.
Estou num fim do mundo tão ferrado, que nem telefone ou celular funcionam para avisar o Théo que não daria para entregar a pobre coluna.
Como encontrei a lan, achei melhor fazer o texto.
Enfim, como vocês não têm nada a ver com isso, vamos ao que interessa: os desenhos da década de 90.
A década de 90 foi o auge da criatividade na animação em vários aspectos, com diversos tipos de desenhos para todos os gostos, idade e opção sexual.
Sem contar que o páreo era duro, pois além das novas produções, eram exibidos os clássicos, explodia a febre dos animes (ou animês), havia os super-sentai e surgia a porcaria da Malhação.
Ou seja, era lavagem cerebral a dar com pau.
Para tudo não ficar muito disperso e ajudar vocês, que não gostam de pensar muito, vou dividir essa época em tipos de desenhos:
Desenhos da TV Cultura
Durante a década de 90, a TV Cultura teve seu auge exibindo animações de excelente qualidade e feitas para crianças e adultos, não subestimando a inteligência da molecada e abordando assuntos que são tabus entre as crianças, como a morte e o respeito pelas diferenças entre os outros (como era feito em Animais do Bosque dos Vinténs) e política e superação (As Aventuras de Tintim).
Quem não se emocionou com a morte dos ouriços?
Dessa época também se destacam Doug (antes da Disney colocar a mão), A Pedra dos Sonhos, As Aventuras de Babar, Rugrats (Os Anjinhos), entre outros que eram exibidos no extinto Glub-Glub.
Desenhos baseados em heróis
Sim, eu sei que já existiam desenhos de heróis, mas não na qualidade que foram apresentados nessa época.
Gambit era o melhor nesse desenho, mesmo não aparecendo na foto
Homem-Aranha, Batman e X-Men revolucionaram o modo como os heróis eram vistos, sendo fiéis aos quadrinhos e retratando sagas históricas, assim como eram mostradas nas HQs, destacando os X-Men nesse quesito e abrindo caminho para outras animações desse porte.
Os filhos da…
Como sempre, há o lado ruim das animações em cada época, pior, sendo exibidos à exaustão nas TVs.
Nesse caso, a culpa foi da Hanna-Barbera, já decadente, que inventou de fazer a versão (mais) infantilizada de seus principais carros-chefes.
Afinal, quem não se lembra dos Filhos de Tom & Jerry, Os Flintstones Júnior (o nome era esse?) ou O Pequeno Scooby Doo?
Era bom não lembrar, mas sempre terá alguma emissora que se lembrará…
Esse desenho era tão sem graça e sem… cor
Vou parar por aqui, pois estou para ser expulso da lan.
Semana que vem retomo falando sobre os outros desenhos dessa época.
A entrada da Hanna-Barbera no mercado de desenhos animados deu uma sacudida no mundo das animações e, para variar, reformulou e revolucionou tudo de novo.
Até hoje, questiona-se os métodos utilizados pelo estúdio, que reduziu drasticamente os custos de produção das animações, provocando crise nos concorrentes e praticamente monopolizando o mercado de desenhos até o início da década de 80.
Para vocês terem uma idéia, até o início da década de 60 para produzir um curta animado de uns 10 minutos, como Pernalonga, ou mesmo Tom & Jerry, eram necessários entre 30.000 e 50.000 desenhos. Sendo um trabalho oneroso, com altos custos e, muitas vezes, sem retorno garantido, mesmo sendo produzidas algumas obras-primas.
Jambo e Ruivão, primeiro sucesso dos Estúdios Hanna-Barbera
Até que Joseph Barbera e William Hanna criaram uma técnica especial, batizada de “animação limitada”, onde uma animação, para ser produzida, utilizava apenas 2.000 desenhos (às vezes até menos que isso), barateando consideravelmente os custos da produção.
O processo era bem pobre e simples. Os personagens permaneciam estáticos, com apenas a cabeça se mexendo para os lados e abrindo e fechando a boca para falar. Para facilitar e disfarçar os cortes dos movimentos, os personagens possuíam adereços no pescoço, como colares e gravatas.
Podem reparar que a maioria dos personagens da Hanna-Barbera possuem essa característica peculiar.
Reparem o cenário repetitivo e a gravatinha de Zé Colmeia, tudo para cortar custos
Outra forma de cortar custos foi a adoção de um cenário meio fixo. Prestem atenção que quando um personagem está andando pela tela, ele passa sempre pela mesma pedra, carro espacial, árvores e por aí vai.
Isso ocasionou críticas de todos os lados, inclusive com um executivo da Disney (sempre eles) afirmando que nem consideravam os estúdios Hanna-Barbera concorrentes. Por ironia do destino, entre o final da década de 50 e início da 60, os estúdios do Scooby contrataram vários desenhistas da casa do Mickey, que haviam sido demitidos para cortar despesas.
Mas caro Bolinha Bonilha, então como eles conseguiram o sucesso e o respeito que possuem hoje?
Oras, com uma coisa simples que Hollywood sempre deixa de lado: um roteiro fácil de entender.
Apesar da precariedade das animações, as histórias e tiradas dos personagens eram garantia de diversão e risadas, além de retratar com humor e uma dose de ironia o que seria o retrato da típica família americana, atingindo em cheio todas as faixas etárias e divertindo crianças e adultos.
Os Flintstones foi o primeiro desenho animado exibido em horário nobre nos EUA
A fórmula fez tanto sucesso que, em 1960, Os Flintstones foi a primeira animação da história exibida em horário nobre na TV americana, reinando absoluta até 1966.
Depois vieram Os Jetsons, Manda Chuva, Jonny Quest, Zé Colmeia, entre outros, até surgir um novo sucesso absoluto para o horário nobre da CBS: Scooby-Doo.
Desafio os noobs a reconhecerem todos os desenhos que passam nesta homenagem
Como já escrevi acima, Hanna-Barbera reinou absoluta até o início da década de 80, seguida por Warner, Universal e Disney, que não davam o mesmo tratamento precário aos seus desenhos e, obviamente, demoravam para produzir suas animações, perdendo terreno para Scooby-Doo e sua turma.
Com a fórmula do estúdio de Jonny Quest já meio esgotada, surgiu nesta época desenhos com temáticas mais adultas, que focavam grupos com super-poderes enfrentando super-vilões, em mundos fantásticos, geralmente extremamente coloridos e enfrentando adversidades, sempre com uma lição de moral no final.
Mas falar sobre esses desenhos é Papo para outro dia e outra coluna.
A coluna teve uma pequena quebra na seqüência, culpa do Paramyxoviridae, gênero Rubulavírus, também conhecido com vírus da Caxumba.
Essa porra me derrubou de tal jeito que só conseguia ficar de pé por 30 minutos ininterruptos, talvez, por isso, a coluna possa ter algumas mudanças bruscas, mas (acho) que vocês são inteligentes e vão entender.
Como ninguém tem nada a ver com isso, vamos para a parte da história dos desenhos animados, quando as cores invadem o mundo da imaginação dos autores e as animações viram um negócio lucrativo.
Disney começa a ser oportunista
Como vocês podem imaginar, quem enxergou isso melhor foi o velho Walt Disney, que em 1932, foi até a empresa Technicolor – que havia desenvolvido o sistema para inserir cores nos filmes – e fez um contrato de dois anos de exclusividade com a empresa.
Dessa parceria saiu Flowers and Trees (Flores e Árvores), a primeira animação colorida da história e que rendeu o primeiro Oscar à Disney.
Bonitinho, pena que ordinário
Com o sucesso de Disney, todo mundo resolveu investir em animações, copiando a fórmula de Walt (que todo mundo sabe que é um saco).
Warner entra na parada – Nasce Pernalonga
A Warner foi uma que tentei chupinhar o estilo Disney, mas como falhou miseravelmente e seus desenhos foram um fracasso total (imitar a Disney dá nisso), ela resolveu apostar em personagens malucos e sem noção do que faziam.
Nascia aí, no começo da década de 30, os Looney Tunes – que significa “Cartoons (Desenhos) Insanos” – com destaque para o Pernalonga (Bugs Bunny), o coelho mais pirado das animações, mas continuando com a parada dos bichinhos que falam e agem como seres humanos.
Como os desenhos eram mais insanos naquele tempo
Universal contra-ataca com Pica-Pau
Em 1940, a Universal Estúdios (não é a Record) pediu ao cartunista Walter Lantz uma animação para rivalizar com as cocotinhas e viadices da Disney e os politicamente incorretos, mas não menos populares, bichos pirados da Warner.
Desse pedido, nasceu Andy Panda e sua turma. Como podem ver, mais bichinhos, esses meio gays.
Mas, sem o patrão pedir, Lantz decidiu desenhar um personagem diferente pra fazer frente ao viadinho do Andy e seu pai: o Pica-Pau.
O interessante é que o chefe de Walter, Bernie Kreisler, rejeitou o desenho, dizendo que era o pior cartoon que ele já visto na vida. Lantz insistiu e, por capricho do destino, Kreisler abraçou o projeto, estreando “O Pica-Pau Ataca Novamente (Knock Knock)”, culminando em sucesso estrondoso e no maior desenho estilo cartoon já feito, na minha opinião, já que a de vocês não interessa muito.
Pica-Pau é o melhor que existe, até hoje
William e Joseph se conhecem
Enquanto as três gigantes, Disney, Warner e Universal, brigavam e estavam começando a se consolidar no mercado de animações, dois amigos americanos se conheciam e começavam a trabalhar juntos. Os dois eram William Hanna e Joseph Barbera.
Em 1940, William e Joseph já eram famosos nos estúdios da Metro-Goldwyn-Mayer – MGM, chegaram a mandar seus desenhos para a raposa Walt, que disse que iria até Nova York para contratá-los. Ocupado com outra coisa, talvez com o projeto do Bambi, Disney nunca apareceu.
Magoados, mas com vontade de trabalhar e mostrar que tinham talento, pois não são como vocês que choram com o primeiro esculacho que levam, os dois apresentaram à MGM a animação Puss Gets the Boot (1940), que era nada mais e nada menos que Tom e Jerry.
Tom & Jerry começam a incomodar as poderosas
Com o sucesso da série e cheios de bichinhos na cabeça para virar desenho, em 1944 decidiram romper o cordão umbilical com a MGM e fundar o estúdio Hanna-Barbera.
Até esse ponto, todas as animações, sejam curtas ou longa-metragens, passavam no cinema, como o bicho estava pegando no mundo (não, me recuso a explicar o que era), não houve tantas novidades nesse período.
Após a guerra, e com a popularização da Televisão na década de 50, as animações passam por mais uma revolução e começam a se popularizar como entretenimento de massa.