Meggie trocaria facilmente sua vidinha chata pelas aventuras que costuma ler nos livros. Pois parece que seus pedidos foram atendidos. Seu pai Mo, com quem mora sozinha depois do desaparecimento de sua mãe, esconde um estranho segredo – ele é capaz de trazer os personagens dos livros à vida quando lê seus trechos em voz alta. Esta habilidade pode ter relação com o sumiço da mãe de Meggie mas, antes que a menina descubra mais, o vilão Capricórnio surge das páginas de “Coração de Tinta” em busca dos poderes de Mo para realizar seus planos. Agora, com a ajuda do misterioso Dedo Empoeirado e de sua tia-avó Elinor, Meggie e o pai entram em um intrigante mundo de magia para impedir o maligno Capricórnio e quem sabe finalmente encontrar sua mãe perdida.continue lendo »
Isabela Swan vai morar com seu pai em uma nova cidade, depois que sua mãe decide casar-se novamente. No colégio, ela fica fascinada por Edward Cullen, um garoto que esconde um segredo obscuro, conhecido apenas por sua família. Eles se apaixonam, mas Edward sabe que quanto mais avançam no relacionamento, mas ele está colocando Bella e aqueles à sua volta em perigo. Quando ela descobre que Edward é, na verdade, um vampiro, ela age contra todas as expectativas e não tem medo da sede de sangue de seu grande amor, mesmo sabendo que ele pode matá-la a qualquer momento.continue lendo »
Agora temos uma trilogia! O novo diretor é Olivier Megaton, que foi “diretor de segunda unidade” de Hitman. Bom, até aí nada demais, e o cara não dirigiu filmes muito conhecidos. Louis Terrier dirigiu o primeiro e o segundo filme de uma maneira espetacular, FATO. E agora? Vai sobrar pro Jason Statham carregar o filme nas costas ou Megatron vai CHUTAR BUNDAS também?
Abaixo a sinopse da bagaça. Mas, quer saber? Eu recomendo a NÃO-leitura da bagaça. Ela tem um certo teor de spoiler, infelizmente.
Em Carga Explosiva 3 encontramos Frank Martin forçado a transportar Valentina, a filha seqüestrada de Leonid Vasilev, cabeça da Agência de Proteção Ambiental da Ucrânia. Ela a leva de Marselha, passando por Stuttgart e Budapeste, até acabar em Odessa, no Mar Negro.
Ao longo do caminho, com a ajuda do Inspetor Tarconi, Frank precisa lutar com as pessoas que o forçaram a aceitar a tarefa, agentes enviados por Vasilev para interceptá-lo, além da falta de cooperação de Valentina. Apesar do comportamento cínico dela e da resistência dele em se envolver, Frank e Valentina se apaixonam, enquanto fogem de seguidas situações que ameaçam suas vidas.
CLICHÊZÃO DETECTED. MIMIMI em um filme desta franquia é algo praticamente INADMISSÍVEL, véi! O jeito é deixar o lado xiita de lado, junto com o cérebro, e ver no que vai dar.
Essa foto já diz que vai ser do caralho, falaí.
Bom, em uma época onde Jason Bourne e James Bond saem na porrada praticamente sozinhos, já era hora de Frank Martin aparecer pra falar quem manda ali. Não tem jeito, o cara chuta a bunda até do cramunhão. Só não chuta a bunda da ruivinha que ele tem que carregar, o que resulta em uma cena PERTURBADORA de MIMIMI que dura quase uns 10 minutos, se bobear. Dava pra ver mel escorrendo pela tela.
Mas eu não estou criticando. Eu reconheço que é realmente difícil manter uma franquia sempre no mesmo nível, sem escorregar E soar repetitivo. Frank Martin ia amolecer alguma hora, e a hora foi essa. A ação continua eletrizante, ainda é um filme orgasmático de se ver. Quer saber? Porra, ousaram em colocar uma historinha, um mimimi ali no meio. E foram bons nisso. MUITO bons.
Clichês? Cara, é um filme de ação onde o protagonista só falta desviar de balas, esqueça os clichês. Eu diria que Carga Explosiva 3 é o filme mais envolvente da franquia. Sério, eu não me empolgava tanto no cinema desde Homem de Ferro. É MUITO do caralho. Se você ainda não viu Quantum of Solace, você ainda tem a chance de não se decepcionar com aquilo e assistir a este filme espetacular.
ES-PE-TA-CU-LAR!
Parabéns aos produtores, e obrigado por fazerem não só o filme de ação do ano, mas também o melhor filme da trilogia Carga Explosiva. Acertaram até na trilha sonora!
Carga Explosiva 3
Transporter 3 (100 minutos – Ação) Lançamento: França, 2008 Direção: Olivier Megaton Roteiro: Luc Besson Elenco: Jason Statham, Françóis Berléand, Robert Knepper, Natalya Rudakova
O primeiro foi espetacular. E agora? Teremos uma decepção ou Louis Leterrier e Jason Statham vão mostrar que quando o assunto é chutar bundas eles SABEM o que estão fazendo?
Frank Martin (Jason Statham) é um ex-agente das Forças Especiais que trabalha atualmente como transportador de itens valiosos. Frank atualmente trabalha para a poderosa família Billings, como favor a um amigo. Aos poucos ele fica próximo ao pequeno Jack Billings (Hunter Clary), de 6 anos, a quem leva e traz da escola. Quando Jack é sequestrado Frank é obrigado a mais uma vez pôr suas habilidades em ação, partindo em uma tentativa de resgate.
Sim, agora o cara não é mais o “fugitivo” da coisa. Percebam que um certo clichê foi incluido na trama, chamando a decepção pra bagaça logo na sinopse. Ainda bem que os filmes não são sinopses.
Neo QUEM?
Com MAIS porrada e MENOS esteja com seu cérebro por perto que o primeiro filme, Carga Explosiva 2 chuta bundas logo no início, numa das cenas mais “Então tá” dos últimos tempos: A crássica como arrancar uma bomba… ok, sem spoilers. Aliás, esse filme é feito de crássicos, como a pancadaria com uma mangueira de incêndio e o salto de pernas abertas em cima de dois carros se chocando de frente.
Carga Explosiva 2 segue exatamente a mesma linha do primeiro. Ação de primeira, humor fino e efeitos especiais espetaculares. Como eu disse, este filme vai ALÉM disso, superando o primeiro. Até a trilha sonora melhorou. Empolgante do início ao fim, definitivamente.
E a inclusão da gostosa que chuta bundas? Foi muito boa, é claro. Só é triste ter que ver o Frank tendo que dar umas palmadas nela, mas tudo bem. Ela poderia ter preferido virar churrasquinho logo no início. Eu comia.
E, por favor (eu REALMENTE preciso dizer isso): Se você é fã de Titanic, mantenha-se longe deste filme. A última coisa que eu quero ler/ouvir é “AIIIIN TEIN MUINTA MINTIRA NECI FIUME”.
Carga Explosiva 2
Transporter 2 (87 minutos – Ação) Lançamento: EUA/França, 2005 Direção: Louis Terrier Roteiro: Luc Besson e Robert Mark Kamen Elenco: Jason Statham, Alessandro Gassman, Amber Valletta, Katie Nauta, Matthew Modine, Jason Flemyng, Keith David, Hunter Clary, Shannon Briggs, François Berléand
E finalmente Jason Statham pode começar sua carreira de melhor ator de ação dos últimos tempos. Essa poderia ser a resenha, aliás.
Frank Martin (Jason Statham) é um ex-soldado do exército norte-americano, que agora trabalha transportando cargas e vive em uma vila tranquila, na costa do Mediterrâneo. Martin segue sempre à risca o lema de nunca saber o que está transportando nem para quem é a carga, a fim de evitar problemas. Até que, após ser contratado por um americano apelidado de Wall Street (Matt Schulze), ele se envolve em uma grande problema. Após o pneu de seu carro furar Martin percebe que a carga que transporta está se mexendo. Passando por cima de suas regras, ele abre o porta-malas e descobre que lá está presa uma bela garota (Lai Kwai). Martin a solta, mas logo precisa fugir com ela de um poderoso chefão do crime asiático, Sr. Kwai (Ric Young), além de um policial (François Berléand), que investiga Martin por estar desconfiado que ele realiza o transportes de cargas ilegais.
Cavalheirismo.
Olha, o conceito “explosivo” da coisa remete mais a ação do que… uma carga explosiva. O filme não é uma espécie de Velocidade Máxima, os tradutores do nosso país que são uma merda. Então, deixando o nome do filme de lado, é bem aquilo que eu disse no início da resenha: Enfim Jason Statham começa a chutar bundas. Chega a ser um absurdo, mas é lógico, estamos falando de um filme desligue seu cérebro e divirta-se. Eu diria que Statham é o Steven Seagal E o Chuck Norris dessa geração. O cara bate DEMAIS.
A única coisa que me perturbou muito neste filme foi a maldita trilha sonora. As músicas são ruins DEMAIS, pelo que eu me lembre não há exceções. Em algumas cenas, a música não tem NADAVÊ com a cena. Em outras, elas estragam toda a sua empolgação. Triste.
Mas apesar disso, eu não boto defeito algum neste filme. Pra mim ele é perfeito pro gênero, além de superar expectativas. Sabe aquele filme empolgante que você tanto fala? Você vai esquecer ele após ver Carga Explosiva. Não estamos falando de pancadaria e explosões, estamos falando de pancadaria PRA CARALHO, explosões E situações geniais. É um filme de ação, afinal. Se você aposta em filmes do Oscar, este filme não é pra você.
Dica: Você vai precisar de fôlego. E tente não sair com o carro após o filme.
Carga Explosiva
The Transporter (92 minutos – Ação) Lançamento: EUA, 2002 Direção: Louis Leterrier, Corey Yuen Roteiro: Luc Besson, Robert M. Kamen Elenco: Jason Statham, Qi Shu, Matt Schulze, François Berléand, Mr. Kwai, Doug Rand, Didier Saint Melin
John Malkovich é casado com Tilda Swinton, que tem um caso com George Clooney, que pega a Frances McDormand, que não sabe que ele é casado com Elizabeth Marvel. Nesse filme, todo mundo pega todo mundo (menos John Malkovich, que é corneado; e Brad Pitt, que gosta de tomar sucos energéticos e dançar ao som de músicas suspeitas).
O paint ainda funciona!
Mas não é essa a história do filme… Vamos começar de novo.
John Malkovich interpreta Osbourne Cox, um simpático senhor que é despedido da CIA. Ozzie resolve usar o tempo livre pra escrever um livro de memórias. Por acaso do destino, um CD com rascunhos do tal livro acaba parando numa academia de ginástica, onde Linda Litkze (Frances McDormand) e Chad Feldheimer (Brad Pitt) trabalham. Os dois desconfiam dos números e telefones e números e telefones e números [/spoiler] no CD e ali veem uma forma oportunidade de arrancar dinheiro do ex empregado da CIA. Mas é claro que eles não tem a menor noção de como fazer uma boa chantagem (noobs…) e isso, por mais clichê que seja, acaba arrancando umas boas gargalhadas.
A direção fica por conta de Ethan e Joel Coen, os mesmo de Onde os fracos não tem vez. Diz a lenda que os irmãos escreveram os dois filmes alternadamente durante o mesmo período. Particularmente, acredito que eles escreveram “Onde os fracos não tem vez” enquanto dormiam ou…sei lá, jogavam paciência e “Queime depois de ler” no resto do tempo. Enquanto o fodão do oscar desse ano não tem nenhum clímax, o novo filme é rápido e cheio de clichês momentos marcantes.
No final, você vai chegar a mesma conclusão que uns personagens do filme chegaram: que não tem como tirar uma moral dali. Dá pra pensar em toda uma crítica à sociedade consumista, em como vivemos num mundo que só liga para aparências ou em como a humanidade tem facilidade de varrer a sujeira pra debaixo do tapete, mas fazendo isso você vai acabar perdendo algumas boas piadas do filme, tipo as dancinhas e gags do Brad Pitt e a cara de “OMG” da personagem de Frances McDormand ao ver George Clooney num banquinho de praça, depois de pegar altos dragões em encontros cegos. Então acho que o melhor é desligar o cérebro e se divertir.
Queime depois de ler
Burn after reading (96 minutos – Comédia) Lançamento: EUA, UK, França Direção: Ethan e Joel Coen Roteiro: Ethan e Joel Coen Elenco: George Clooney, Frances McDormand, John Malkovich, Tilda Swinton, Elizabeth Marvel e Brad Pitt
Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) se conheceram na faculdade e são amigas desde então. A primeira está prestes a se casar e acha que o ápice de uma relação é a estabilidade. A segunda… não sabe o que quer, só o que não quer. As duas vão pra Barcelona juntas, cada uma com um objetivo. Lá conhecem Juan Antonio, um pintor espanhol que as aborda em um restaurante convidando para uma viagem, para ver uma estátua e fazer amor. Simples e direto assim.
Conversa vai, conversa vem, Cristina convence a amiga e eles vão pra Oviedo. Lá, quem acaba indo pra cama com Juan Antonio é a certinha Vicky. Eles voltam para Barcelona e é a vez de Cristina com o latin lover. A loira acaba indo morar com Juan Antonio depois de pouco tempo, sem saber que a amiga não consegue esquecer aquela noitada com o cara em Oviedo. Numa bela noite, Juan (cansei de escrever o nome duplo…aff!) recebe uma ligação, sai atônito de casa e volta com a ex-mulher de baixo do braço. Fica claro que os dois ainda têm uma ligação muito forte, de amor e ódio. A princípio Cristina fica enciumada, mas depois os três se resolvem bem direitinho. No meio da história Vicky se casa, mas isso não vem ao caso.
Se eu assistisse somente as cenas de Maria Elena (Penélope Cruz), juraria que o Almodóvar lançou outro filme com ela. Mas a tabelinha repetida de diretor/atriz favorita vêm de outro par: Scarlett Johansson e Woody Allen. No terceiro filme dos dois juntos começa a ficar chato ouvir algum ator babão dizendo pra Scarlett “Já te disseram que você tem lábios muito sensuais?”. No quarto filme vou acabar respondendo em voz alta “Já, caramba, você não assiste os filmes do Woody Allen??”. Mas ela realmente convence no papel de americana gostosona na Europa, sem saber muito bem o que quer da vida além de ir pra cama com o protagonista (depois de fazer charminho por 2 minutos e meio). Não assisti Scoop, mas posso apostar que ela interpreta o mesmo papel de Match Point e Vicky Cristina.
“Então… Vamos pro quarto?”
Javier Bardem assusta um pouco na primeira aparição, por conta do excesso de bronzeamento artificial, mas vende bem seu peixe mais uma vez. Patina um pouco no inglês, mas no caso desse filme era justificável já que ele estava mesmo no papel de amante latino. Juan Antonio é um cafajeste, mas não dos piores, já que não tenta enganar ninguém.
A outra atriz? Tentei me lembrar em que outro filme ela aparece, mas não consegui. Depois de olhar novamente o pôster do Vicky Cristina (volta na imagem lá em cima!) não me senti culpada, já que nem lá ela aparece, mesmo sendo protagonista. O filme devia se chamar Juan Antonio Cristina Maria Elena Desconhecida Barcelona.
No mais, a trilha do filme é bem legal e Barcelona é encantadora dentro e fora das telas. A cidade, com Javier Bardem e Penélope Cruz me fizeram ir assistir esse filme. Tá, a Scarlett Johansson também. E pra quem tava esperando Vicky, Cristina e Juan Antonio na cama, não se preocupem… Tem muito mais gente nesse sopa de nomes duplos.
Vicky Cristina Barcelona
Vicky Cristina Barcelona (96 minutos – Comédia / Drama / Romance) Lançamento: EUA, 2008 Direção: Woody Allen Roteiro: Woody Allen Elenco: Javier Bardem, Scarlett Johansson, Rebecca Hall, Penelope Cruz
O grande problema dos filmes nacionais é que, dependendo da história, temos a impressão de estarmos assistindo a mais um episódio da novela das oito. Com Romance, filme de Guel Arraes, com Wagner Moura e Letícia Sabatela, a impressão é exatamente essa.
A história mostra o “romance” entre Pedro e Ana. Ele, um diretor e ator de teatro, idealista, romântico e trouxa. Ela, atriz, safadinha e idealista. Após Pedro realizar um teste com Ana para a peça de Tristão e Isolda, os dois se apaixonam e começam a namorar. Após uma apresentação com casa cheia, Fernanda (Andréia Beltrão), a produtora da peça, apresenta os dois a um produtor de novelas interpretado por José Wilker que logo convida Ana para um teste no Rio de Janeiro. Ana aceita e a partir daí vira uma estrela. Pedro, agindo como um bundão depois de pegar uma conversa pela metade, acaba terminando com Ana.
Dá um cheiro, minha nega.
O filme inteiro é, de certa forma, focado na história de Tristão e Isolda. E toma lá peça de teatro e especial de fim de ano. E, nesse especial, o produtor interpretado por José Wilker, a pedido de Ana, resolve chamar Pedro para escrever e dirigir uma versão de Tristão e Isolda. Pedro aceita e temos a sucessão de clichês.
A recaída dos pombinhos, o triângulo amoroso entre Pedro, Ana e Orlando, interpretado por Vladmir Brichta, um dos personagens mais engraçados do filme. Temos a partipação especial de Marco Nanini em um papel que critica abertamente os grandes nomes da televisão brasileira que fazem milhões de exigências para interpretar algum papel.
O filme tem um tom bem teatral. Para o público geral isso pode ser bem chato, porque algumas falas parecem forçada, mas na verdade estão sendo “declamadas”. A história em si, para quem gosta de romance, é um prato cheio. Wagner Moura mostra porque é atualmente um dos maiores atores do país. Fez o mais certo em sua carreira. Depois de um filme estrondoso e uma novela de sucesso, focou a carreira no teatro e no cinema, não dando a impressão de ser sempre o mesmo personagem. Mas, para quem se acostumou a ver o cara dando tapa na cara e sufocando nego no saco, ver o saudoso Capitão Nascimento chorando porque deu um pé na bunda da namorada é algo meio chocante.
A quem interessar possa, aparece peitinhos no filme e que mulherão tá essa Letícia Sabatella. E a Andréia Beltrão também tá dando um caldo bonito. Mas não é Knorr. Caldo Knorr só a nossa revisora.
Romance
Romance (105 minutos – Romance) Lançamento: Brasil, 2005 Direção: Guel Arraes Roteiro: Guel Arraes, Jorge Furtado Elenco: Wagner Moura, Letícia Sabatella, Andréa Beltrão, Marco Nanini, José Wilker, Vladimir Brichta, Edmilson Barros, Tonico Pereira, Bruno Garcia
Depois de Judd Apatow, as comédias americanas saíram da mesmice “paródia de outros filmes” e adotaram um tom bem mais engraçado. Some a isso o humor de Will Ferrel e Jhon C. Riley, ambos egressos do Saturday Night Live, e temos um filme engraçado pra caramba com uma história totalmente non-sense. E o melhor de tudo: funciona. Quase Irmãos mostra a história de Brennan Huff (Will Ferrel), um “jovem” de 39 homens que nunca saiu de casa e das asinhas da mamãe e Dale Doback, outro jovem de 40 anos de idade que nunca saiu de casa e sempre viveu com o pai. Depois do casamento de Nancy Huff (Mary Steenburgen) e Rober Doback (Richard Jenkins), as famílias vão morar na mesma casa. Daí o título Quase Irmãos.
Théo’s Brothers
Apesar da idade, os dois agem como duas crianças mimadas. Um sempre querendo provar para o outro que é melhor. Will Ferrell e Jhon C. Riley combinam perfeitamente em cena, e com a direção de Adam McKay, que dirigiu os dois em Ricky Bobby – A Toda Velocidade, o filme não pode dar errado. Brigas por causa de comida, por causa da bateria de um, por causa da cama. Os dois definitivamente se odeiam e se matariam se fosse possível. Mas tudo muda quando o irmão mais novo de Brennan, Derek chega na casa dos dois. Com filhos perfeitos e uma esposa ninfomaníaca, Derek passa a ser o inimigo em comum de Dale e Brennan, e a partir daí os dois descobrem várias coisas em comum, tornando-se best friends ever. Depois de causarem um prejuízo enorme ao pai de Dale, o velho Doback decide mandar os dois para fora de casa e se virarem como bons adultos. Acontece que, apesar da idade, os dois nunca agiram como adultos. Não fazem a mínima idéia de como ser um adulto. E lá vem mais situações inusitadas e engraçadas como as entrevistas de emprego com a participação especial de Seth Rogen. E os dois vão levando uma vida de adulto. Até que, por um acaso do destino, se unem novamente. Dessa vez não como dois irmãos brigãos, e sim como dois homens adultos e responsáveis. Ou quase isso. O final do filme é muito engraçado. E a cena depois dos créditos também, portanto, não saia do cinema antes dos créditos. Uma comédia engraçada, que diverte e faz rir, coisa difícil hoje em dia e com dois caras que vem se destacando no cinema americano. Um história repleta de situações non-sense e que mesmo assim a gente se identifica em alguns casos. Só o fato de dois caras de meia idade agirem como crianças já é de uma falta de noção tremenda, mas isso é o de menos. Judd Apatow conseguiu mais uma vez.
Quase Irmãos
Step Brothers (105 minutos – Comédia) Lançamento: EUA, 2008 Direção: Adam McKay Roteiro: Adam McKay e Will Ferrell Elenco: Will Ferrell, John C. Reilly, Mary Steenburgen, Richard Jenkins, Adam Scott, Kathryn Hahn, Andrea Savage
Vocês devem estar ansiosos para assistirem a este filme. Eu também estava, apesar de nunca ter jogado o tal jogo. Bom, poderia resumir esta resenha assim: Espero que a decepção fique só com quem não jogou Max Payne.
Baseado em um videogame interativo de grande popularidade, Max Payne conta a história de um policial que decide agir por conta própria com o objetivo de encontrar os responsáveis pelo brutal assassinato de sua família e parceira. Obcecado por vingança, sua investigação o conduz por uma jornada de verdadeiro pesadelo em um mundo sombrio. À medida que o mistério se aprofunda, Max (Mark Whahlberg) se vê forçado a combater inimigos sobrenaturais e a enfrentar uma traição inimaginável.
A sinopse já não traz muita coisa, então a gente fica esperando por ação e por efeitos especiais espetaculares, afinal, é ISSO que esperamos de um filme baseado em um game. E é ISSO que vimos nos trailers. Mas é como esperar que Jesus volte, sinceramente.
O filme tem um começo que empolga, a tal cena com Max afundando no mar. Cria uma expectativa fodida. Com o passar do tempo, você não sabe se está vendo um filme de ação, suspense, ou drama policial: a coisa esfria muito. Sabe quando dizem “ah, toda ação desse filme está nos trailers”? É exatamente o que acontece aqui.
Fox atirando pra todos os lados.
Eu ia botar a palavra “SPOILER” em letras garrafais pra falar isso, mas acho que vale mais à pena trazer a realidade pra vocês: Não há inimigos sobrenaturais. Não é o novo Constantine. Sobrenatural são os furos no roteiro.
Se ao menos o fim compensa? Não. É claro que guardaram as melhores cenas de ação pro final, mas é bem ali que vemos bullet-times desperdiçadas e cenas em câmera lenta tentando forçar algum tipo de emoção. O que era pra ser um confronto final EMOCIONANTE, se baseou em vermos o que acontece com a neve que está em cima da arma em um disparo. Legalzão, né?
Max Payne
Max Payne (100 minutos – Ação / Policial) Lançamento: 2008, EUA Direção: John Moore Roteiro: Beau Thorne, Sam Lake (game) Elenco: Mark Wahlberg, Mila Kunis, Beau Bridges, Ludacris, Chris O’Donnell, Amaury Nolasco, Olga Kurylenko