Três Homens em Conflito (Il buono, il brutto, il cattivo)

Cinema quarta-feira, 06 de julho de 2011 – 7 comentários

Então seus maricas, eu sei que vocês não tem idade pra terem visto esse filme ou pra terem participado dessa parte da história do cinema, mas isso não interessa, eu também não tenho e tô aqui pra falar pra vocês que se ainda não viram esse filme vocês tem mais é que se foder que assistí-lo HOJE!

É complicado falar de um filme com tamanha notoriedade e com interpretações tão fodásticas sem dar spoilers ou informações do tipo que destruam alguma surpresa do filme, mas eu vou tentar.

 Não tenho nome, mas sou um dos caras mais fodas que cê vai ver na sua vida.

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Bravura Indômita (True Grit)

Cinema quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011 – 0 comentários

 O pai de Mattie Ross (Hailee Steinfeld), de apenas 14 anos, foi assassinado a sangue frio por Tom Shaney (Josh Brolin). Em busca de vingança, ela resolve contratar um xerife beberrão, Reuben J. Cogburn (Jeff Bridges), para ir atrás dele. Inicialmente ele recusa a oferta, mas como precisa de dinheiro acaba aceitando. Mattie exige ir junto com Reuben, o que não lhe agrada. Para capturar Shaney eles precisam entrar em território indígena e encontrá-lo antes de La Boeuf (Matt Damon), um policial do Texas que está à sua procura devido ao assassinato de outro homem.

Bravura Indômita é o remake de um faroeste (Por ser mais fiel ao livro, tem algumas pequenas variações – principalmente no final), de mesmo nome, medíocre do final da década de 60 que só se destacou pelo Oscar “político” dado a lenda do gênero, John Wayne. Uma história que, por si só, é estranha ao gênero – uma vez que é protagonizado por uma garota de 14 anos. Tendo isso em mente, e conhecendo a filmografia dos Coen, só existem dois resultados esperados – um filme sem coração, construido em cima de um argumento que exige ao menos a menção de um “coração”, ou um filme emocional que fuja de tudo que os Coen já produziram. Um meio termo seria fatal. continue lendo »

Os Imperdoáveis (Unforgiven)

Bogart é TANGA! terça-feira, 14 de setembro de 2010 – 2 comentários

No texto de Os Bons Companheiros, eu falei que, para se considerar macho de verdade, um cara tem que gostar de filmes de máfia. Porém, faltou eu adicionar um complemento, para ser considerar macho mesmo o cara também tem que gostar de faroestes. Uai, como que algum moleque que desde pequeno brinca com bonecos de xerifes, pistoleiros, cowboys, índios e cavalos cresce sem gostar de filmes desse tipo? Não tem jeito! E o filme de hoje do Bogart é Tanga é justamente o último dos grandes faroestes.

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“TOP 100 FILMES BACON FRITO” 75 – 71

Cinema sexta-feira, 18 de dezembro de 2009 – 5 comentários

75) O Exorcista

(William Friedkin, 1973)

Uiara: Você pode até dar uma de gostoso e dizer pros seus amigos que não se assustou com esse filme mas a sua mãe sabe que não foi bem assim, já que teve que te deixar dormir na cama dela por semanas depois disso. Com uma história simples e razoavelmente original pra época, Linda Blair habitou o pesadelo de gerações. Particularmente, não brinco mais com aquele jogo de fazer perguntas pros zumbis desde que vi pela primeira vez. Verde nunca foi minha cor e não acho crucifixos lá muito atraentes. continue lendo »

Top 10 Enio Morricone – O maior compositor da história do cinema

Clássico é Clássico segunda-feira, 07 de setembro de 2009 – 5 comentários

Hoje falarei sobre uma lenda. Melhor dizendo, um deus. Preparem seus ouvidos para algumas das melhores e mais emblemáticas composições da história do cinema.

Enio Morricone (nascido em 10 de novembro de 1928, Roma), filho de pai trompetista, se dedicou a música desde sua infância – também marcada pela fome e pelos horrores da 2a Guerra. Já nessa época se mostrava mostrava portador de um grande talento para a composição. No alto de seus 30 e poucos anos viajou pela música clássica (sua grande paixão), o jazz e o pop. Um de seus grandes sucessos foi a música Se Telefonando interpretada por Mina Mazzini, que vocês podem se conferir abaixo. continue lendo »

Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country for Old Men)

Cinema segunda-feira, 24 de março de 2008 – 0 comentários

Apesar de gostar da filmografia dos irmãos Coen, nunca “morri de amores” por seus filmes. Considero Fargo ainda sua melhor obra, até porque o que mais admiro no cinema dos cineastas/roteiristas é o humor negro espontâneo quase sempre presente nos seus filmes ou em, pelo menos, alguns de seus personagens.

Mesmo não sendo meu favorito são inegáveis as qualidades de ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ – grande vencedor do Oscar 2008. Com uma trama a princípio simples, um homem comum (Josh Brolin, inegavelmente num bom momento) encontra no meio do deserto uma mala com muito dinheiro e passa a ser perseguido por um frio assassino e, no encalço dos dois, um xerife já cansado da vida.

Mais simples impossível, mas a trama que se passa nos anos 80 retrata o clima árido e seco do Texas assim como de seus personagens. Sem contar com trilha sonora alguma, sobram momentos de tensão e muito sangue, como na cena do confronto dos personagens no hotel, em contraste com o silêncio das paisagens desérticas (mérito de Roger Deakins, diretor de fotografia) ou mesmo os diálogos introspectivos do xerife Tom Bell (Tommy Lee Jones, em papel ideal).

No entanto, a criação do psicopata assassino Anton Chigurgh pelo ator Javier Bardem é, para mim, o grande trunfo do filme. A personificação fria e calculista, os olhares demoníacos e o tanque de ar comprimido como arma são desde já ícones do cinema moderno; poucas vezes o cinema criou um personagem tão marcante. Mérito, também, do roteiro dos Coen.

Impecável a criação de Bardem

Claro que, privando os espectadores de verem o confronto final dos personagens e sendo o final do filme interrompido abruptamente sem clímax algum, ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ possa desagradar á maioria; no entanto, quem já apreciava o filme somente dará falta do universo rico e de personagens tão interessantes e instigantes.

Curiosidade: além de dividir com O Assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford, o gênero e o diretor de fotografia, Roger Deakins (indicado por ambos os filmes ao Oscar 2008), há a presença do ator Garret Dillahunt em ambos os filmes, aqui como ajudante de Tommy Lee Jones e em Jesse James como comparsa do bandido. Além disso, Dillahunt foi figurinha fácil na telinha americana nesta temporada, estando presente em diversos episódios de séries como Damages, Life e, atualmente, em The Sarah Connor Chronicles.

Onde os Fracos Não Têm Vez

No Country for Old Men (122 minutos – Drama/Faroeste)
Lançamento: EUA, 2007
Direção: Joel e Ethan Coen
Roteiro: Joel e Ethan Coen
Elenco: Josh Brolin, Javier Bardem, Tommy Lee Jones, Woody Harrelson, Kelly MacDonald, Garret Dillahunt

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