Como todo mundo já sabe, Hideo Kojima, gênio criado da saga Metal Gear Solid, anunciou que Solid Snake não sairá vivo do próximo game da série, o Metal Gear Solid: Guns of The Patriots, ou simplesmente MGS4.
Logo Snake, o mestre da espionagem, do uso da técnica CQC, the fucking Big Boss, a linha de frente de um homem só, que deixa qualquer Chuck Norris ou Rambo no chinelo…
Mas a morte do personagem principal não quer dizer que a série vai acabar. Segundo a empresa Konami, distribuidora do game, é possivel que haja sequência de MGS, mesmo sem Solid Snake e mesmo sem o mestre Kojima, que já anunciou sua aposentadoria.
Se for o caso de sair um MGS5, dá para adivinhar quem será o próximo agente especial que tentará destruir os projetos da FoxHound?
-Você é o novo xerife, Liquid.
-Peço arrego, Capitão Nascimento.
Tá certo, imagine um filme sobre gângsters. Isso, tipo aqueles filmes do Al Pacino, mesmo. Com aqueles chapéus, os ternos, os caras andando juntos de um jeito esquisito, um chefão traiçoeiro que mata os subordinados que falham em suas missões e metralhadoras, sabe? Pois então, um troço desses com um diretor bom provavelmente já seria o bastante pra você terminar de assistir e dizer “puxa, que filme do CARÁIO, véi!”. Mas Bugsy Malone, lançado no Brasil sob o maravilhoso título “Quando as Metralhadoras Cospem”, não é só isso. Imagine a mesma situação descrita acima, agora, só que protagonizada por CRIANÇAS. Exatamente, crianças, aquelas coisas que parecem adultos, só que menores. E, claro, pra deixar a coisa ainda melhor, troque as pistolas por tortas! Aí sim o bagulho pira, rapaz!
O filme é de 1976, escrito e dirigido por Alan Parker. A história gira em torno da briga entre dois gangsters rivais – Fat Sam e Dandy Dan – e seus respectivos capangas. Em plena Chicago do final dos anos 20, as coisas vão mal para Sam, enquanto seu rival, por outro lado, parece crescer cada vez mais desde que sua gangue se armou com metralhadoras (que também atiram creme de torta). Aparentemente, sua única salvação está nas mãos de Bugsy Malone, um malandro daqueles que tapeiam geral, arrumando pilantragem até pra sair do boteco sem pagar o cafezinho. O cara resolve ajudar o velh… novo Sam a proteger seu negócio da gangue de Dandy Dan, mas acaba se apaixonando por Blousey Brown, uma cantora do bar do gordinho. Claro, a trama não estaria completa se a “moça perigosa” não quisesse laçar o protagonista também. E é aí que entra Tallulah, personagem de Jodie Foster, quando a menina tinha lá seus catorze anos. O final da confusão toda? Bom, isso você só descobrirá assistindo o filme, homem! Ce quer o quê? Que eu mastigue sua comida, agora, também?
É, véi, é a Jodie Foster, sim.
Recomendo bastante o filme. É um dos melhores exemplos do mundo de como se pode tratar de assuntos bem adultos, como o crime (os próprios protagonistas são desde picaretas até mafiosos), o jogo da sedução (muito bem trabalhado, aliás, por parte da Tallulah), a morte – nesse caso, sem apelar pra violência: quem é atingido por uma torta ou pelo creme das metralhadoras simplesmente “some” do filme, como se tivesse, de fato, morrido – e muitas outras coisas sob um ponto de vista infantil. É o tipo de filme que pode ser visto ao mesmo tempo por uma criança e por um adulto e soar igualmente interessante e esclarecedor pros dois, apesar de o foco ser diferente pra cada um. Alan Parker realmente fez um trabalho de gênio nessa obra-prima.
Outro ponto interessantíssimo são as músicas. Bugsy Malone tem todo aquele feeling dos musicais antigos, mas sem acabar se tornando uma coisa chata. Pérolas maravilhosas como “Bad Guys”, “My Name is Tallulah” e “Fat Sam’s Grand Slam” dão um colorido adicional ao filme, nas vozes de adultos (o que aumentou ainda mais o feeling de filme clássico de gangsters nas canções). Eu, particularmente, aconselho atenção especial na música “So You Wanna Be a Boxer”. Ficou do caralho, sinceramente!
Aconselho que você veja esse filme assim que possível. Aliás, veja o filme hoje.
…melhor ainda, veja o filme AGORA, ou você aparecerá boiando no lago com duas tortas no peito, capiche?
Finalmente os caras do The Hives, promessa DO ANO, divulgaram o tracklist de seu novo álbum: Black and White Album. Também tem uma nova data de lançamento: 1º de Outubro, digitalmente. Se der tudo certo, é claro que eu vou ouvir a bagaça ANTES de vocês e resenhar por aqui.
Black and White Album – The Hives
Lançamento: 01/10/2007
1. Tick Tick Boom
2. Try It Again
3. You Got It All… Wrong
4. Well Allright!
5. Hey Little World
6. A Stroll Through Hive Manor Corridors
7. It Won’t Be Long
8. T.H.E.H.I.V.E.S.
9. Return The Favour
10. Giddy Up
11. Square One Here I Come
12. You Dress Up For Armageddon
13. Puppet On A String
14. Bigger Hole To Fill
Posso estar escrevendo no calor do momento, mas acredito que não vi filme tão engraçado como LIGEIRAMENTE GRÁVIDOS (onde eles tiram estes títulos?) este ano. Me agrada muito este estilo de comédia mais humana, onde se ri do protagonista, normalmente nerd ou um típico “loser”, no entanto, o roteiro da trama o faz tão carismático que é impossível não simpatizar com os problemas e desafios do mesmo.
Aqui, Ben (Seth Rogen, ótimo), um típico nerd americano que mora com os amigos (obviamente, uma turma bastante excêntrica), se encontra com Alison (a bela Katherine Heigl, de Grey’s Anatomy), repórter recém promovida à apresentadora do canal E! (inclusive, no início surge o apresentador Ryan Seacrest fazendo piada sobre os jovens talentos), numa boate. Alison já bêbada passa a noite curtindo Ben, depois da saída espicham a noite até a casa de Alison, e durante o bem bom, Ben abre mão da camisinha sendo que semanas depois vem o resultado: gravidez.
Mesmo que em momento algum Alison pense em aborto, o que não seria nada anormal visto a maneira como ocorreu e com a pessoa de Ben (da qual Alison se arrepende na manhã seguinte, numa cena hilária), LIGEIRAMENTE GRÁVIDOS acerta na maneira como retrata este impasse tão atual: jovens imaturos e despreparados enfrentando uma gravidez indesejada e, ainda, com uma pessoa desconhecida. Além da relação que nasce desta gravidez entre Alison e Ben, também o filme retrata o casamento de Debbie (Leslie Mann, mulher do diretor Judd Apatow), irmã de Alison, e Pete (Paul Rudd, ótimo), que mesmo casados há mais tempo, inclusive com duas filhas, enfrentam problemas de relacionamento.
“A Bela e o Nerd”
Na verdade, o roteiro de Judd Apatow, responsável pelo ótimo O Virgem de 40, constrói personagens e diversas situações que demonstram o quanto a geração dos vinte e poucos anos está despreparada para assumir responsabilidades sérias como casamento e filhos, por serem egoístas e infantis em demasia. Pode parecer um tema sério, mas LIGEIRAMENTE GRÁVIDOS sabe dosar as situações dramáticas criando diversas seqüências cômicas e com participações de atores como Steve Carrell, James Franco, Eva Mendes e do diretor Harold Ramis. O filme somente não precisava abusar da metragem de mais de duas horas, que para uma comédia fica acima do suficiente.
A música é a 3s & 7s, e faz parte do álbum Era Vulgaris. O clipe é totalmente Stoner Rock, sensacional. E, convenhamos, a banda nunca deixa a gente na mão quando o assunto é mulher. O que é irônico pra alguns, que ficam MESMO na mão, né? HEIN? SACOU?!
O álbum United Abominations recebe mais um clipe: Never Walk Alone. Bom, não espere muito de um clipe de uma banda de metal, mas pode esperar uma sonzeira do carái.
Foi divulgado o candidato brasileiro que tentará uma vaga entre os cinco finalistas ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2008. O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias foi o filme escolhido pelo comissão formada por cineastas e críticos. Os demais candidatos eram Tropa de Elite (era o favorito, estréia em 12/10 nos cinemas), O Cheiro do Ralo (disponível em dvd), Batismo de Sangue (disponível em dvd), Antônia – O Filme (disponível em dvd), O Ceú de Suely (disponível em dvd) e Saneamento Básico – O Filme (ainda em cartaz nos cinemas).
Na minha opnião a escolha é óbvia e bem arquitetada para tentar uma vaga entre os cinco indicados (no total são mais de 100 filmes), pois O Ano em que… é um filme com temática social e política (se passa durante a Ditadura), com a narrativa de um menino (a Academia adora filmes com crianças) e o relacionamento deste menino com um velho judeu ortodoxo (em sua maioria os votantes são pessoas mais velhas e judias). Mesmo não sendo meu predileto (Tropa de Elite é muito violento para os “velhinhos”), o filme de Cao Hamburger possui uma carreira internacional bastante reconhecida e é um filme muito bom, confiram e torçam pelo cinema nacional.
Punisher: War Zone, a terceira tentativa de fazer o motherfucker Frank Castle engrenar nas telonas definiu mais dois atores em seu elenco.
Dominic West (300) será Retalho, um dos maiores inimigos do Justiceiro, que é um assassino que tem o rosto completamente cortado e depois costurado, formando essa coisa bonitinha aí embaixo.
Já Wayne Knight (Seinfeld) será Microchip, fornecedor de armas e confidente, papel que pela primeira vez tirará de Knight o estigma de gordinho que tinha o lanche roubado na escola.
Ray Stevenson (Roma) será o Justiceiro. O filme conta também com Dash Mihok, Colin Salmon e Doug Hutchinson. As filmagens começam no fim deste mês e a estréia está prevista para 2009.
Não vem que não tem. A Meg White já confirmou que aquele vídeo da gordinha praticando o bom e velho doggy style não é dela, então, passado o susto, os Listras Brancas lançaram o segundo clipe do novo trabalho deles, Icky Thump.
O nome da faixa é You Don’t Know What Love Is e tem um riffzinho bacana, quanto ao clipe não espere nada demais é só Meg White com aquela cara de “ai, peidei” dela e Jack White com seu cabelo seboso.
E o Ato ou Efeito é um site de notícias sobre economia. Gerard Way, vocalista do MCR, em entrevista ao site da Universidade do Maine disse que não consegue conceber que seu grupo seja rotulado como emo. Segundo ele, “Por uma questão de circunstâncias, acabamos agrupados com um monte de bandas consideradas emo, e começaram a nos rotular da mesma forma”.
Estou aqui pensando se as circunstancias “música ruim”, “franjinha caindo na testa” e “letras pseudo-depressivas” seriam contundentes o bastante pra definir o o My Chemical Romance como emo. Way provavelmente foi pego pelo surto de odiar modinha e em sua lógica sagaz acredita que se odiar aquilo que todas as pessoas odeiam vai fazer com que as pessoas achem ele legal. Assim não pode, garotão!
Como se não bastasse ser zoado por ser emo, o My Chemical Romance vai abrir os shows da próxima turnê do Bon Jovi.
I rest my case.