Quadrinhos para adultos

Nona Arte quinta-feira, 05 de junho de 2008 – 15 comentários

Calma, pode subir o zíper da calça, não estou falando DESSE tipo de quadrinhos para adultos, e sim de quadrinhos que abordam temas adultos. Durante esses anos como leitor, tenho percebido que algumas pessoas tem preconceito contra quadrinhos por achar que são todos infantis e previsíveis. Tudo bem, realmente existem quadrinhos voltados para o público infantil, mas generalizar nunca foi algo legal. Então, como nem todo mundo se interessa pelo ponto intermediário (formado pelo Homem-Aranha, Superman e companhia) os quadrinhos adultos se popularizaram.

Apesar de serem originalmente voltadas para o público juvenil, a Marvel e a DC (principalmente a DC) mantém investimentos na área adulta. A Marvel, com seu selo “MAX”, onde publica histórias recomendadas para maiores de 18. A DC, com seu selos “Vertigo” e “Wildstorm”. Por fora correm editoras como a Image, a Dark Horse e a Dynamite, com Spawn, Conan e Army of Darkness, respectivamente, entre outras. E se você se deu ao trabalho de clicar no link da matéria e ler o texto até aqui, deve estar esperando que eu dê detalhes quanto a essas publicações. E é exatamente isso que eu farei.

Marvel MAX

Quem é leitor da Marvel sabe que alguns personagens da editora dão abertura para a criação de arcos mais pesados e a abordagem de temas mais sérios. Criado em 2001 quando a Marvel decidiu cuspir na cara da CCA (Comics Code Authority), e criar sua própria classificação etária. Não existem assinaturas para os selos MAX, e as revistas só são vendidas em lojas especializadas, para leitores maiores de 18 anos. Obviamente isso é só em países que se importam com essas coisas, aqui no Brasil você encontra em qualquer banca de revistas. Essa não é a primeira vez que a Marvel publica histórias com conteúdo explícito. Essa idéia começou na década de 80, com o selo “Epic Comics” (responsável pela primeira publicação de Akira nos Estados Unidos), e em algumas edições do extinto selo “Marvel Knights”.

Personagens famosos, como Thor, Nick Fury e Luke Cage, marcaram presença no selo com ótimas séries limitadas, assim como personagens mais obscuros, como Howard the Duck, Shag-Chi e o ultra-violento Foolkiller. De todos os títulos do selo, dois destacam-se com facilidade: Supreme Power e Punisher. O primeiro é a obra prima de J. Michael Straczynski, o segundo é a melhor fase do Justiceiro. Sob a liberdade do selo MAX, Garth Ennis lida com o Justiceiro de uma forma bem diferente de quando assumiu a franquia, há nove anos atrás. The Punisher MAX não tem posicionamento exato na cronologia, e se isola completamente das outras revistas (não há aparições nem referências a super-heróis/vilões). Garth mostra um Justiceiro depressivo e sombrio, que acabou tomando gosto pela matança de criminosos. Recomendada para quem gosta de histórias de clima pesado.

Aqui no Brasil, essas revistas são publicadas em uma compilação chamada “Marvel MAX” (bem óbvio), que publica também outras histórias que compartilhem da mesma proposta do selo. A revista custa exatos seis reais e noventa centavos (R$6,90), e como dito antes, é vendida para qualquer um que tenha essa quantia em mãos.

Vertigo (DC)

Por menor que seja seu conhecimento na área de quadrinhos, você já ouviu falar desse selo. Alguns dos maiores clássicos dos quadrinhos foram publicados aqui. A proposta da Vertigo é a seguinte: Quadrinhos mais cults. Isso quer dizer menos ação e mais diálogo, com páginas entupidas de referências a diversas culturas, bandas, filmes, enfim, podendo ter ou não relação com o universo principal da DC. Pode parecer chato, mas a idéia fez sucesso absoluto. Tanto que alguns dos principais títulos ganharam adaptações para o cinema. Quais? A primeira foi “From Hell” (Do Inferno), de Alan Moore, que “soluciona” o mistério de Jack o Estripador. Caso não lembre, o filme foi estrelado por Johnny Depp. Depois foi a vez do inglês John Constatine ir para a tela dos cinemas, com a adaptação de Hellblazer, estrelado por Keanu Reeves. Antes de ganhar sua própria revista em 1988, Constantine fazia aparições em “Swamp Thing”, de Alan Moore. Hellblazer é publicada até hoje, e já passou por diversas equipes criativas. A última adaptação da Vertigo a ser feita foi “V for Vendetta”, de autoria de, pasmem, Alan Moore. Não é a toa que ele é o roteirista mais hypado de todos os tempos. E não acaba por aí. Já está sendo produzida uma adaptação do clássico “Watchmen” (adivinha quem escreveu?), com a direção de Zack Snyder, e já foi anunciada a adaptação de Y – The Last Man.

Mas também existem revistas que não foram escritas por Alan Moore. Como “Y”, por exemplo, que é a minha hq predileta. Porém, a revista mais famosa do selo, é Sandman, de Neil Gaiman. As aventuras de Morpheus, o mestre do reino dos sonhos, é a melhor representação da proposta da Vertigo. Seu clima gótico, diálogos criativos e bem elaborados e o grande número de referências a diversas mitologias e alguns ícones da cultura inglesa (como Edgar Allan Poe) fazem de Sandman a obra-prima de Neil Gaiman, e uma das revistas mais cultuadas de todos os tempos, se não for a mais cultuada.

Outra revista interessante é “100 Balas”, onde o misterioso Agente Graves dá a certas pessoas uma oferta aparentemente irrecusável: A chance de se vingar sem sofrer consequências. O Agente presenteia as pessoas com uma maleta contendo uma pistola, cem balas, a identidade da pessoa que arruiunou sua vida e provas irrefutáveis disso. As balas não podem ser rastreadas, e qualquer agência de polícia que as encontrar irá ignorar o caso. 100 Balas explora a dúvida moral de aceitar ou não se vingar e sair ileso. Aqui no Brasil as revistas da Vertigo são publicadas em TPBs (Trade Paper Backs, encadernados) e na revista Pixel Magazine, da… Pixel. Custa R$ 9,90, e a publicação é de excelente qualidade.

Wildstorm (DC)

Enquanto no universo principal da DC os heróis são tratados como deuses, na Wildstorm eles são tradados como o que eles realmente são: Pessoas com poderes e responsabilidades. Os títulos possuem roteiros cinematográficos, repletos de sequências devastadoras, linguagem chula, insinuações a sexo e violência. Principalmente violência. Como exemplo temos os WildC.A.T.S, criados por Jim Lee, um grupo de super-humanos recrutados pelos Kherubins, uma raça alienígina que há tempos morava na Terra, para enfrentar os Daemonites, uma raça rival e perigosa. Ao final da série um novo volume foi lançado, focado nas relações dos ex-membros da equipe. O terceiro volume mostrava um roteiro mais político, e uma equipe que tinha a pretensão de mudar o mundo. Um quarto volume está em andamento.

Outras duas revistas de sucesso na editora são Planetary e The Authority, ambas de Warren Ellis. Na primeira, uma organização comandada por um homem misterioso se encarrega de investigar acontecimentos paranormais ao redor do mundo. Desenhada pelo talentoso John Cassaday, a revista está atualmente “congelada”, e espera pela conclusão. Na segunda, um grupo de super-heróis se reúne para criar uma polícia internacional e proteger o planeta de ameaças super-poderosas. A revista é uma versão alternativa da Liga da Justiça (sendo Midnighter e Apollo as versões homosexuais de Batman e Superman), com algumas referências a personagens da Marvel. Coma saída de Warren Ellis e Bryan Hitch do título, The Authority esteve nas mãos de outras equipes criativas de nome, como Mark Millar e Fran Quitely, e Grant Morrison e Gene Ha. É o título mais vendido do selo.

A Wildstorm também é a atual detentora dos direitos de publicação da franquia New Line Cinema, e eventualmente publica novos capítulos dos famosos Friday the 13th, A Nightmare on Elm Street e The Texas Chainsaw Massacre. Fãs da série de TV “Supernatural”, também encontrarão histórias da mesma no selo, estas mostrando os anos de caçador de John Winchester, pai dos irmãos Dean e Sam. No Brasil, as revistas da Wildstorm são encontradas no mix da Pixel Magazine.

Image Comics

Se você já era nascido nos anos 90, deve conhecer essa editora. Ou já ouviu falar de Spawn, o soldado do inferno. Fundada por roteiristas e desenhistas insatisfeitos com a burocracia dos direitos autorais, entre eles Todd McFarlane e Rob Liefeld, a Image Comics alcançou em tempo recorde seu espaço nas bancas americanas. Em grande parte graças a Spawn, o agente da CIA que após ser assassinado em trabalho, faz um pacto com o demônio e volta á vida com um traje sobrenatural feito de tecido vivo. Spawn já teve 178 edições, e continua firme e forte, assim como Savage Dragon, que desde a primeira edição ainda não trocou de equipe criativa (está na edição 135). Seguindo a popular idéia de se fazer versões alternativas de seus personagens, a Image lançou Spawn: Godslayer, onde protagoniza um soldado do inferno que a mando de uma entidade desconhecida, deve matar os deuses de um mundo medieval.

O grande sucesso da editora na atualidade é The Walking Dead, cuja resenha pode ser lida aqui ou aqui. Spawn é publicado pela Pixel, que faz algum tempo lançou uns TPBs bacanas da saga Armageddon, que reformulou a revista (vale a pena procurar os encadernados).

Avatar Comics

Para ser sincero, eu nem estaria falando desta editora se não fosse por “Black Summer”, escrita por meu roteirista predileto, Warren Ellis. Sete pessoas são escolhidas para fazer parte de uma força-tarefa especial, e para isso sofrem aprimoramentos que os tornam super-poderosos. Tudo vai bem até que John Noir perde uma perna, e vê sua esposa morrer num acidente. Noir abandona a equipe. Meses depois, John Horus, que tinha ido além no aprimoramentos e se tornado virtualmente invencível, invade a Casa Branca e mata o presidente, indo falar em rede nacional logo sem seguida. Horus afirma que as ações do presidente, entre elas a Guerra do Iraque, eram ilegais e ofendiam o povo americano. Agora ele era o novo protetor da América, e as pessoas teriam que andar na linha ou seriam aniquiladas. O desenrolar dos fatos é extremamente envolvente, o que não poderia ser diferente, já que falamos de Warren Ellis. A revista espera sua conclusão, na edição número sete. Outras revistas de Ellis podem ser encontradas entre as da editora. Garth Ennis também tem títulos na Avatar.

A Avatar era a antiga detentora dos direitos de publicação da linha New Line Cinema, e publicou algumas mini-séries interessantes, como Jason versus Jason X (tenha medo). O artista responsável pela linha New Line era Juan Jose Ryp, desenhista de Black Summer, cujo traço grosso e agressivo dava um toque extra de violência as histórias. Não faço idéia quanto á publicação aqui no Brasil, mas conheci Black Summer a partir de um artigo publicado na Wizmania, da Panini.

Mangás

Decidi adicionar essa seção de última hora, até porque não sou de ler mangás. Mas me recordei de alguns que eu achei bem atrativos:

Battle Royale – A trama se passa num futuro indefinido, onde o Japão (renomeado para República do Grande Leste Asiático) está em conflito ideológico com o Império Americano, uma espécie de Guerra Fria II. Coisas relacionadas a cultura yankee, rock ‘n’ roll por exemplo, são terminantementes proibidas. Bom, até ai tudo bem. Mas a merda vem agora: Como uma forma de fazer pesquisas militares e controle populacional (o Japão precisa de controle populacional?), o “Programa” foi criado. No que ele consiste? Simples. A cada dois anos, uma sala de primeiro do colégial é escolhida para participar dele e lutar entre si numa ilha até que reste apenas um vivo. E se não houverem mortes a cada 24h, TODOS MORREM. Cada “competidor” é presenteado com uma mochila contendo água, comida e uma arma aleatória (de uma Shotgun até um alto-falante) e a putaria começa. O andamento da batalha é mostrada na televisão periodicamente. No livro, é revelado que o Programa não é um experimento, mas uma forma de aterrorizar a população e despertar desconfiança, evitando rebeliões que possam ameaçar a ditadura. E é sobre essas condições que o protagonista Nanahara Shuya deve sobreviver. Mas terá ele a coragem para matar seus companheiros de turma? E o oposto? O jogo se inicia, e apenas o mais forte sobreviverá… Battle Royale é um épico das amarelices, contendo tudo que de impróprio que se pdoe imaginar. Sexo explícito? Sim. Estupro? Sim. Multilações? Sim. Palavrões? Sim. Você vai ler? Sim. Publicação da Conrad.

Berserk – Passado na Europa medieval, o mangá conta a história de Gatts, um habilidoso espadachim, e seu envolvimento (no sentido não-homosexual) com Griffith, o líder de um bando mercenário. O mangá começa mostrando um cenário sombrio, onde Gatts mata demônios e procura vingar-se de Griffith, e logo em seguida destrincha o passado e os acontecimentos que resultaram naquela situação. Conheci o mangá através do anime de mesmo nome, que adaptou os capítulos passados… no passado. Ainda hei de ler o resto. Recheado de violência, desmembramento e sexo no estilo medieval que tanto amamos. Publicação da Panini.

Gantz – Esse eu comecei a ler recentemente, com a publicação da Panini. Kei Kurono vivia uma vida normal (para os padrões japoneses), até que ele e um amigo de infância foram atropelados por um trem, assim morrendo. Ou não? Os dois são transportados para uma sala junto com um grupo de estranhos, para participar de um jogo onde o objetivo é matar alienígenas. Quem mata alieníginas acumula pontos. Quem acumula 100 pontos supostamente voltará a vida, assim diz a esfera negra “Gantz”. Misterioso e perturbador, esse mangá é ótimo para se ler nas horas vagas, e possui as mesmas características impróprias dos citados acima (não tanto quanto Battle Royale e Berserk, porém). Um anie foi feito e encerrado, mas o mangá continua sendo publicado.

Caso queria recomendar outros comics ou mangás de conteúdo maduro, vá em frente, pois eu estou interessado.

Como são feitos os quadrinhos

Nona Arte sexta-feira, 02 de maio de 2008 – 9 comentários

Se vocês já deram uma olhada na página da equipe, estão cientes de que eu sou o novo colunista do “Nona Arte”. Minha função aqui será, obviamente, falar de quadrinhos, sejam eles comics ou mangás. Mas antes de começar a escrever sobre quadrinhos em si, eu acho que seria legal dar uma visão geral de como eles são feitos. Falarei apenas do processo de produção de comics, já que desconheço/sei muito pouco quanto aos mangás.

Mas antes de tudo, o que diferencia um comic de um mangá? Muito mais do que o lado do planeta, por assim dizendo. Diversos fatores diferenciam os comics dos mangás: Técnica de desenho, padrão de personagens, tipo de folha, público alvo, etc. Mas o único relevante para nós agora, nesse texto, é a forma de produção. Mangás geralmente são feitos por uma pessoa só. A mesma pessoa faz o roteiro, os desenhos, o acabamento, uma coisa artesanal mesmo. Já os comics são feitos por uma equipe. Um faz o roteiro, o outro desenha, vem outro pra finalizar, outro colore… Claro que existem exceções onde o roteirista também desenha, como Frank Miller e Todd McFarlane por exemplo. Explicadas as diferenças, podemos começar.

PRODUZINDO COMICS

1- Roteiro
Antes de qualquer outra coisa, precisamos de um roteiro. É aí que entra o… roterista. O roteiro é tão importante para os quadrinhos quanto é para qualquer outra coisa, e escrever um de qualidade não é nada fácil. Ao escrever, o roteirista tem que dar descrições detalhadas do que está acontecendo. O cenário, qual é o personagem que está falando, quem está batendo em quem e como isso está acontecendo, e por aí vai, para que o desenhista possa fazer seu trabalho. Como exemplo, aqui está um pedaço do roteiro de Ed Brubaker, na edição número 100 do Demolidor:

Prestem atenção nos detalhes descritivos

Alguns roteiristas têm experiência fora dos quadrinhos também, o que muitas vezes é bom. Mas nem sempre. Exemplos de roteiristas que atuaram em outros “veículos” são Joss Whedon, criador de Buffy, Angel e Firefly/Serenity, e J. Michael Straczynski, criador de Babylon 5. Com a primeira etapa concluída, o roteiro é enviado para o desenhista fazer sua parte.

Vá sem medo – Warren Ellis, Ed Brubaker, Matt Fraction, Geoff Johns, Mark Millar, Grant Morrison, Alan Moore, Frank Miller, Garth Ennis, J. Michael Straczynski, Brian K. Vaughan e Jason Aaron.

Fique longe – Jeph Loeb, talvez o roteirista mais previsível de todos (todo roteiro seu começa com um assassinato “misterioso”), e o homem que está arruinando os Ultimates e o Hulk.

2- Arte
A alma dos quadrinhos. Afinal, o que são histórias em quadrinhos sem desenhos? O trabalho do desenhista requer mais que boas técnicas e talento, requer também imaginação. Com o roteiro em mãos, o desenhista deve imaginar as cenas e desenhá-las, para depois mandar os desenhos prontos para a editora, tudo dentro do prazo estipulado (cerca de um mês). É comum ter um artista responsável apenas pela capa, e outro pelo interior da revista. Renato Guedes (sim, ele é brasileiro), o atual responsável pela arte do interior da revista do Superman, afirmou trabalhar praticamente o dia inteiro, desenhando uma página por dia. Depois ele manda os desenhos de São Paulo, onde mora, para a DC, nos EUA.

Rascunho de Demolidor 100

Vá sem medo – Alex Ross, Mike Choi, Bryan Hitch, Steve McNiven, Gary Frank, Mike Deodato, John Romita Jr, Jim Lee, John Cassaday, Steve Epting, Marc Silvestri e Marko Djurdjevic.

Fique longe – Rob Liefeld, Howard Chaykin e Humberto Ramos, os anti-anatomia.

Mas espere, esta etapa não está concluída ainda! A arte ainda precisa ser finalizada. É aí que entra o arte finalista, o cara responsável pelos “retoques”. Parece besteira, mas o desenho fica consideravelmente melhor após ser finalizado. Não fiz uma lista de recomendações de arte finalistas pois o resultado varia de acordo com o desenhista. É uma questão de compatibilidade, sabe?

A mesma página, finalizada

3- Cores
Com algumas poucas exceções, com Walking Dead como melhor exemplo delas, cores são cruciais para os quadrinhos. Ao dar uma melhor visualização do cenário e dos personagens, as cores dão um toque de vida aos desenhos. Os coloristas usam como instrumentos de trabalho pincéis e variados tons de tintas, assim como um pintor (o que é o que eles são, basicamente). Ao contrário do que se pensa, o colorimento não é todo feito em programas de computador. Sim, alguns efeitos de luz são feitos assim, mas não o serviço todo.

Continua sendo a mesma página, agora colorida

Vá sem medo – Ah, sei lá. Eu gosto de Laura Martins, ela tá fazendo um bom trabalho em Thor.

Fique longe – Não consigo pensar em ninguém.

4- Letras
Roteiro e arte prontos, chegou a hora de incluir as falas, narração e afins. E é isso que o letrista faz, em poucas e resumidas palavras. Acho que não preciso falar mais nada dessa etapa, creio eu ser algo bem fácil de entender.

5- Edição
Que venham os editores. Responsáveis pela supervisão de TODO o processo de produção, eles passam o dia nas editoras, checando roteiros, desenhos e conversando com a equipe. “Se o cara leva os roteiros para ler em casa, então ele não é editor”, diz Joe Quesada, editor-chefe da Marvel e defensor da socialização. Mas qual é exatamente o trabalho de um editor? Bom, primeiramente, cada editor é designado para revistas específicas. Um cuida de Captain America e Daredevil, outro dos títulos dos Avengers, e por aí vai. Durante o processo de produção de roteiros, eles conversam com os roteiristas, para mudar algo que não ficou legal ou dar um parecer. A mesma coisa é feita quanto aos desenhos internos e das capas. Com tantas responsabilidades, os editores acabam tomando decisões não muito inteligentes, como Joe Quesada fez com o Aranha em One More Day e, dizem os boatos, fará com o Capitão América durante a Secret Invasion (tenha medo).

6- Revisão, Produção, Publicação e Distribuição
Com a edição original pronta, a revista passa por inúmeras revisões antes de ser reproduzida em massa e publicada. Não faço idéia de quais sejam as máquinas usadas, mas acho que isso não é muito relevante para a coluna (ou é?). E com isso, as revistas são distribuídas pelas bancas do país, sendo compradas pelos fiéis leitores logo em seguida.

Com as revistas em mãos, chega a hora de devorá-las, e por isso o texto acaba aqui. Espero ter esclarecido algo para o pessoal que realmente se interessa. Sei que pequei em algumas partes, mas não sou da indústria, então já viu né. Até a próxima, fãs de quadrinhos.

Uncanny X-Men 495

Nona Arte quarta-feira, 06 de fevereiro de 2008 – 2 comentários

Nos últimos tempos, quarta-feira tem sido meu dia predileto. Não é difícil explicar o por quê. Quarta-feira é dia de lançamento de hqs. E hoje o excitamento foi maior graças á Uncanny X-Men 495, primeira parte de “Divided we Stand”. Devo me antecipar e dizer que esta foi a melhor edição de Uncanny X-Men que eu li em anos.

Com os X-Men desbandados, Scott e Emma vão tirar férias na Terra Selvagem. Ed Brubaker (Captain America, Daredevil) começa a mostrar sua genialidade aqui. O relacionamento dos dois é tratado de forma bela e serena, num nível completamente diferente do que eu já havia visto. Scott é mostrado como o personagem que eu sempre admirei, sensato, inteligente e um grande líder, mesmo sem uma equipe para liderar. Emma Frost demonstra o mais puro amor por Scott, e me faz perder o pouco de saudade que eu tinha dos tempos de Jean Grey. Durante o encontro de Emma e Scott com Kazaar e Shanna, dá para sentir a falta que os X-Men fazem à Scott. E o que pode ser o prelúdio para um reagrupamento.

Enquanto isso, Logan, Piotr e Kurt se encontram na Alemanha. Os três também estão dando um tempo à vida de herói, e seguem rumo à Rússia, terra de Piotr. Esta não é a primeira vez que os três vão para a Rússia (a última acabou em briga com o Omega Red), e eu duvido muito que eles encontrem a mesma tranquilidade pela qual Scott e Emma estão passando na Terra Selvagem.

Os desenhos de Mike Choi não estão menos do que excelentes. Tudo está devidamente detalhado, e o trajamento de Emma consegue ser sexy e ao mesmo não dar a impressão de que ela é uma prostituta. As cores dadas por Sonia Oback (cujo nome sempre me lembra de Barack Obama) dão o toque final de perfeição.

Esta edição é bem escrita, bem desenhada, e uma homenagem aos velhos tempos… E ao que está por vir. Posso dizer que não poderia estar mais satisfeito, e que esta será uma grande fase para os mutantes da Marvel.

Mark Millar de volta à Marvel

Nona Arte sexta-feira, 01 de fevereiro de 2008 – 0 comentários

Ultimamente a Marvel têm me decepcionado com péssimos arcos e roteiristas incompetentes no comando de boas revistas. Respectivamente, One More Day e Jeph Loeb. Por isso a minha alegria ao saber que o grande Mark Millar, idealizador de Civil War e The Ultimates, irá assumir as revistas de Wolverine e Quarteto Fantástico. E o escocês pretende apostar alto.

Wolverine

Millar se junta á Steve McNiven, com quem fez Civil War, para contar uma história sombria envolvendo o mutante mais famoso. Estamos 50 anos no futuro, e super-heróis não existem mais. James “Logan” Howlett abandonou sua vida de herói e agora vive uma vida comum ao lado de sua esposa e filha na Costa Oeste dos Estados Unidos. Também não existe mais governo, e as regiões são controladas por gangues lideradas pelos netos de heróis e vilões do passado. A história se desevolve a partir do momento que Wolverine se envolve em um problema com a Gangue do Hulk, e precisa sair numa missão para conseguir dinheiro. Ele segue então numa viagem até a Costa Leste, mais precisamente Nova York (agora Nova Babilônia). O arco, entitulado “Old Man Logan” (Velho Logan) terá 8 edições e será relacionado com a continuidade Marvel e com seu trabalho em Quarteto Fantástico.

Nas palavras do autor, será algo tipo “Clint Eastwood encontra Mad Max”, e o próprio também afirma que este será o futuro da Marvel, “enquanto as coisas continuarem como estão”. Idéia um tanto quanto assustadora, mas acredito na competência de Millar. Qualquer semelhança com Wanted não é mera coincidência.

Fantastic Four

Espere, Bryan Hitch? Sim. Para quê mexer em time que está ganhando, não é mesmo? Enquanto Wolverine terá a equipe de Civil War, o Quarteto ficará nas mãos da equipe de The Ultimates.

Millar confessa que têm grandes planos para a família de super-heróis. Para começar, ele trará de volta uma namorada de Reed, uma mulher com quem ele se relacionou antes de conhecer Sue Storm. Segundo ele, é uma mulher mais próxima do que é o Senhor Fantástico. Eles se conheceram na faculdade, e ela tem dois pontos a mais de Q.I. A “Senhora Fantástica”. O segundo arco será chamado “A Morte da Muer Invisível”. Precisa falar algo mais? Logo em seguida veremos Johnny Storm arrumar uma nova namorada. Até aí tudo ok. Mas ela é uma super-vilã. E para terminar de abalar o mundo do Quarteto, veremos Ben se relacionar com uma mulher normal, pela primeira vez (a filha do Mestre dos Brinquedos obviamente não conta). Serão quatro arcos de quatro edições cada.

É, 2008 será um ano e tanto…

The Immortal Iron Fist

Nona Arte quinta-feira, 24 de janeiro de 2008 – 1 comentário

Danny Rand, o Iron Fist, fez sua primeira aparição em 1974, em Marvel Premiere número 15. Com um uniforme verde e amarelo com um design deveras cafona e golpes de kung fu, o personagem de Roy Thomas e Gil Kane se tornou um dos grandes coadjuvantes da Marvel, especialmente na revista do Demolidor, aparecendo quase sempre ao lado de Luke Cage. Apesar das aparências, Iron Fist é, e sempre foi, um dos personagens mais interessantes da Marvel, apesar de nunca ter sido devidamente explorado. Até agora.

Com o roteiro escrito pelo experiente [Ed Brubaker (The Authority) e o recém conceituado Matt Fraction[ (Punisher War Journal), e arte arrasadora de David Aja (Daredevil), Iron Fist finalmente está ganhando a devida atenção. Vale ressaltar que esta não é a primeira revista do personagem.

Muitos anos atrás, na cidade mística de Kun’ Lun, o jovem Danny Rand observava um uniforme atrás de um vidro - o garbo do “Imortal Punho de Ferro” – e sabia que ele estava destinado a usá-lo. Mas de onde veio esse uniforme? Por que ele havia esperado por Danny durante todos esses anos como uma sombra de seu futuro? Qual o verdadeiro destino do Punho de Ferro?

O mistério aumenta, á medida que Danny tem a forte sensação de que mais alguém está usando o poder do punho do dragão, o poder do Punho de Ferro. Mas como isso é possível se ele foi ensinado que é o último usuário vivo? Qual a relação desse desconhecido com a volta de um antigo inimigo de Danny?

Todas essas perguntas serão respondidas em páginas e mais páginas de ação, misturando elementos ocidentais e orientais, que fazem de Immortal Iron Fist um épico das hqs de kung-fu.

Por trás desse enredo, a revista faz uma viagem no tempo, ao mostrar partes isoladas da vida dos antigos usuários (66 no total, divididos entre homens e mulheres) do poder do Punho de Ferro, esclarecendo aos poucos a origem dessa surpreedente habilidade.

“Espera Nip. Para tudo. Que habilidade, porra?”. Eu estava chegando lá. O indivíduo destinado a ser o Punho de Ferro passa por um árduo treinamento, como os vistos em filmes de kung fu. Terminado o treinamento, o escolhido deve enfrentar um dragão, e só obtendo a vitória ele herdará o poder do Punho de Ferro. Os vitoriosos são abençoados com a habilidade de canalizar o ki, aumentando seus reflexos além do limite humano e sendo capaz de energizar seu punho, deixando-o tão duro quanto o ferro e tão poderoso quanto um dragão. O usuário do Punho de Ferro pode ser identificado a partir de uma tatuagem em forma de dragão, símbolo de seu poder.

Combinando este poder com suas exímias técnicas de kung fu, Danny Rand é um dos humanos mais poderosos da Marvel, o que me faz imaginar o por quê de ele ter demorado tanto para sair do plano secundário e passar a ser parte dos principais.

Quem lê mangás certamente vai se familiarizar com o enredo, talvez até mais do que os leitores de hq. Faz pouco tempo que comecei e confesso que nunca dei muito valor ao personagem. Me empolguei para ler a revista após ter lido o arco “The Devil in the cell-block D”, da revista do Demolidor. Primeiro, porque os desenhos são os mesmo. Segundo, porque… não vou spoilear, mas quem já leu o arco ou prestou atenção em Civil War sabe.

Os desnhos são meio “rabiscados”, o que dá uma sensação maior de sombra á história e mais semelhança aos mangás. Os movimentos dos golpes são bem definidos, assim como a ação. Eu já conhecia o trabalho de Aja, e inclusive, aprecio bastante.

Immortal Iron Fist é uma das revistas que acompanho atualmente e devo dizer: É também uma das que mais sinto prazer em ler. É, sem dúvidas, a melhor porta para o mundo dos personagens mais undeground da Marvel e prova que os mesmo podem ser tão interessantes quanto os famosos.

Altamente recomendável para fãs do estilo, fãs de hq, otacos em busca de uma entrada no mundo das hqs e qualquer outra pessoa que se interessar. Iron Fist detona, em todos os sentidos.

O Fim dos X-Men

Nona Arte quarta-feira, 23 de janeiro de 2008 – 6 comentários

Durante os seus 40 anos de publicação, os X-Men sempre foram os personagens mais “perseguidos” da Marvel. Massacre de Mutantes, Operação Tolerância Zero, Decimação M, o já extinto vírus Legado… E agora o arrasador Messiah Complex (Complexo de Messias, ainda sem data de publicação no Brasil). Parece que a raça mutante nunca terá descanso. E se tiver, certamente não será agora.

Messiah Complex, evento em 13 partes que encerrou nesta semana, causou grandes modificações no universo mutante. Vidas foram tiradas, e nada será como antes. Começa “Divided we Stand”.

Uncanny X-Men

Os X-Men não existem mais. Os mutantes restantes não tem para onde ir, e devem repensar o sonho de Xavier para decidir se a coexistência pacífica com os humanos ainda é uma opção. Enquanto isso, o Homem de Ferro faz uma proposta á Ciclope, um plano para proteger a raça mutante… Irá ele aceitar?

Esta não é a primeira vez que os X-Men se desbandam, e creio que também não será a última. De qualquer forma, eu estou bastante curioso quanto ao futuro dos personagens mais originais da Marvel.

X-Force

Todo mundo sabe que os X-Men não matam. Mas estes não são os X-Men. Com o fim de Messiah Complex, Ciclope percebe que alguns inimigos devem ser neutralizados permamentemente, sem que os X-Men saibam. Surge então a X-Force, formada por Wolverine, Warpath, X-23 e Wolfsbane.

O que se pode esperar de uma revista que reúne os membros mais frios dos X-Men? Muita violência, no mínimo. Eu imagino que X-Force será a versão mutante dos Thunderbolts. Aguardo ansiosamente.

X-Men: Legacy

O passado se torna o presente enquanto Xavier trava a maior batalha de sua vida. Com sua mente em jogo, um passo em falso pode causar danos irreversíveis. E a ajuda vem de uma fonte inesperada: Seu ex-arquinimigo, MAGNETO.

Não se sabe muito sobre esta revista, e as capas reveladas só contribuem para o mistério. Mas ver Magneto e Xavier se degladiando sem poderes já deve valer algo.

X-Factor

A agência de Maddrox está em crise. Se sentindo culpado pelo que aconteceu com Layla, Maddrox tem uma coisa em mente: Vingança, e os Purificadores estão na mira. Mas estará ele pensando em uma missão suicída? Wolfsbane deixa a equipe para se juntar á X-Force. Rictor e Guido seguem viagem. E alguém sabe algo sobre Layla, mas não está compartilhando a informação… E alguém está grávida!

X-Factor é, desde sua estréia, a melhor revista entre os títulos “X”. Eu espero que continue assim. E sinceramente, acredito que continuará. Esse clima pesado será uma boa adição ao estilo “noir” da revista. Porém, acho que o tão apreciado humor se ausentará um pouco.

Wolverine

Assim como Maddrox, Logan busca vingança. Mas quem é o alvo de sua fúria, e que segredo os dois compartilham? E quão longe Wolvie está decidido a ir para conseguir o que quer?

A revista do baixinho canadense sempre foi composta de altos e baixos. Esse último volume que o diga. E Wolverine em busca de vingança é uma idéia batida e de certa forma instável. Só nos resta esperar.

Cable

O futuro da raça mutante é decidido aqui. Cable foi encarregado de uma missão que pode salvar os mutantes… Ou os levar á extinção, caso falhe. E em sua trilha está um inimigo impiedoso que não irá parar até que sangue seja derramado. Não importa onde, ou quando, Cable corre.

Cable é um personagem tulmutuado, grande parte graças ao fato de ter sido co-criado por Rob Liefeld. Eu particularmente só me interessei pelo personagem por causa do título que ele costumava dividir com Deadpool (também co-criado por Liefeld). Prefiro não afirmar nada.

Young X-Men

Após Messiah Complex, não existem mais X-Men, e os jovens mutantes Rockslide, Blindfold e Dust estão sozinhos e sem direção. Até o dia em que Ciclope os recruta para caçar a nova encarnação da Irmandade de mutantes… E matá-los. Junto á novos recrutas, os jovens X-Men aprendem uma dura verdade sobre o mundo pós Messiah Complex: Antigos aliados podem se tornar inimigos mortais.

Confesso que não gostava dos Novos X-Men, mas essa idéia de combate mortal contra uma nova Irmandade parece legal. E estou curioso para ver quem são esses antigos aliados.

Prevendo os clássicos de 2007 – HQ

Nona Arte domingo, 23 de dezembro de 2007 – 2 comentários

Este artigo faz parte de uma série. Veja a introdução aqui.

Pois é, 2007 finalmente chegou ao fim. Mas isso não quer dizer que o que aconteceu nesses 365 dias será esquecido. Pelo menos na área de quadrinhos, grandes eventos aconteceram, eventos que trouxeram cenas bastante aguardadas pelos leitores. É claro que estou falando de World War Hulk, pela Marvel, e Sinestro Corps War, pela DC.

World War Hulk

Tudo começou com um “pequeno” descontrole, onde o Hulk quase detonou Las Vegas. Numa tentativa de se livrar desta grande ameaça que é o alter-ego de Bruce Banner, o Illuminati (não, não é aquela seita secreta do Vaticano. Falo de Reed Richards, Dr. Strange, Black Bolt, Iron Man e Charles Xavier) decidiu arremesá-lo no espaço. Eles fizeram uma emboscada para o Hulk, e o mandaram para bem longe. O plano falhou aí. Em vez de mandá-lo para um planeta desabitado, ele acabou indo parar numa planeta com vida inteligente, e foi forçado a ser gladiador. Ele fez algumas amizades hardcore e então desceu o braço em todos até tomar o poder do Imperador. Ele se casou com uma alienígina, que logo ficou grávida do verdão. Final feliz para o Hulk? NO WAY! A nave que o transportou continha uma bomba forte o suficiente para destruir o planeta (vide Saga de Freeza em DBZ), e assim aconteceu. Fora o Hulk e seus colegas gladiadores que conseguiram fugir num cruzador imperial, todos morreram. Inclusive sua esposa. Verde de raiva (desculpem o trocadilho infame), ele mudou o curso do cruzador para a Terra, com apenas uma coisa em mente: VINGANÇA.

Chegando na Terra, ele manda uma mensagem explicando o que aconteceu, e quem são os culpados. Então ele completa com um aviso á população de New York: Ou eles vão embora da cidade em 24h, ou vão ser destruídos também. Os super-heróis se unem para tentar detê-lo, mas o poder do Hulk cresce com a raiva, e ele nunca esteve tão bravo. New York e o Illuminatti estão em seus últimos dias.

“Pô Nip, enredo bacana, mas por que isso seria nostalgico?”. Bom, em primeiro lugar, finalmente deram ao Hulk a atenção que ele tanto merecia. Segundo lugar, nada de diálogos chatos ou enrolação. Aqui a pancadaria come solta. E terceiro, porém não menos importante, o Hulk dá uma surra magnífica no Homem de Ferro logo na primeira parte do evento. Acredito que eu falo por todos os leitores da Marvel quando eu digo que esta foi uma das cenas mais aguardadas do ano. O Homem de Ferro chegou ao auge de sua antipatia durante a Civil War, e já estava mais do que na hora de alguém mostrar pra ele com quantos paus se faz uma suru… digo, canoa. E nada melhor do que tomar a maior surra de sua vida na frente do povo nova-iorquino. Cena que lembrarei sempre que abrir um revista estrelada por um desses dois personagens.

Sinestro Corps War

Sinestro, o arquiinimigo de Hal Jordan e toda a Tropa dos Lanternas Verdes está de volta. Mas desta vez, ele não está sozinho. O vilão de pele rosa criou sua própria Tropa de propagadores do medo, reunindo vilões peso-pesado como Super-Cyborgue e Superboy Prime, e declarou guerra aos Lanternas, matando todos que encontrasse pela frente. O livro de regras dos Lanternas os impedem de usar força letal mesmo que queiram (o anel não responde no caso), o que desequilibrou o combate á favor de Sinestro.

Até agora nada de nostálgico, certo? Certo. Mas na ameaça de perder a guerra, os guardiões da Bateria Central da Tropa dos Lanternas Verdes tomou uma medida completamente inesperada: A aprovação de força letal. Sim, pela primeira vez na história da Tropa, eles tem permissão para matar. Os heróis então viraram o jogo na melhor maneira possível, com MUITO sangue e desmembramentos. E não pense que isso é temporário, pois já foi anunciado que a força letal será medida permanente. Um ato digno de ocupar um espaço em minha memória. E na de vocês também.

E é isso. Que vocês tenham um bom final de ano e blábláblá, ah, corta essa.

Lanterna Verde: o que vem por aí

Nona Arte sexta-feira, 14 de dezembro de 2007 – 0 comentários

E aqui estou eu, um marvete de carteirinha falando da grande rival, DC Comics. Mas não é á toa. Na maior parte da minha vida de apreciador de quadrinhos, eu sempre subestimei os títulos do Lanterna Verde. A única revista da editora que eu sempre acompanhei, é a do Batman. Porque ele é o Batman. Mas por agora, resolvi dar uma chance á Tropa dos Lanternas, e acompanhei o evento “Sinestro Corps War” (Guerra da Tropa de Sinestro, numa tradução porca), ainda sem data de lançamento no Brasil.

O evento, composto por 11 capítulos, 1 epílogos e 4 spin-offs, se concluiu nesta quarta-feira. O que posso dizer? Os Lanternas acabam de ganhar mais um leitor. A qualidade da trama me impressionou, assim como as cenas de ação. E olha que eu nunca fui muito fã de aventuras espaciais (coisa que começou a mudar com a publicação de “Aniquilação”, pela Marvel). Mas eu não estou aqui para puxar o saco deles, e já para avisar do próximo evento, já previsto para 2009. Vejam só as imagens publicadas no final de Sinestro Corps:

Para quem não sabe, “The Blackest Night” ( a noite mais negra/densa) é o nome dado ao crespúsculo dos Lanternas. No livro dos Lanternas está escrito que nesta noite, as sete Tropas irão degladiar até a morte, resultado do surgimento de uma oitava. “Sete?”. Sim. Cada Tropa representa uma cor, e um sentimento, por assim dizendo. Verde é a cor da determinação, amarelo é do medo, vermelho da fúria, violeta para o amor, indigo para a compaixão, laranja para a avareza e azul para o espírito e poder. A oitava Tropa é a dos Lanternas Negros (sem piadas racistas, por favor) e ainda não se sabe que droga eles representam. Blackest Night também está presente no poema de juramento dos Lanternas:

“In brightest day, in blackest night,
No evil shall escape my sight
Let those who worship evil’s might,
Beware my power…Green Lantern’s light!”

Na publicação brasileira, o juramento é:

“No dia mais claro, na noite mais densa, o mal sucumbirá ante a minha presença. Aquele que segue o mal tudo perde diante do poder do Lanterna Verde”

Não foi revelado nada sobre o evento ainda, mas eu aposto que vai ser bom. Volto em breve, quando souber de mais. Caso a imagem esteja pequena demais para ler, clique aqui e aqui.

Top 5 Origens, Parte II

Nona Arte terça-feira, 04 de dezembro de 2007 – 9 comentários

Está na hora de dar continuidade ao Top 5 de Origens, iniciado aqui. Desta vez, irei rankear as origens dos antagonistas, seres necessários para o desenvolvimento de qualquer história. Eu pensei que seria fácil fazer um top 5 de vilões, mas logo vi que estava enganado. Após pensar bastante, cheguei a esta lista:

5- Grande Tubarão Branco (Great White Shark)
Ok, muitos devem estar se perguntando o que este cara está fazendo aqui no top 5. Mas este cara passou por muita merda até chegar ao status de vilão. De um jeito diferente, mas sofrível de qualquer modo. Tudo começou quando o Warren White, milionário conhecido como Grande Tubarão Branco, foi levado a julgamento sob a acusação de desvio de renda e sonegação de impostos. Numa tentativa de evitar a cadeia, White se fingiu de louco. O problema é que Gotham City é o único lugar em que a cadeia é melhor opção que um sanatório. White foi mandando para o Asilo Arkham, lar dos maiores psicopatas da cidade, como qualquer fã do Batman deve saber. Antes que alguém diga que isso não é nada, imagine como seria ter que almoçar na mesma mesa do Duas Caras ou do Coringa, por exemplo. White passou por todo tipo de abuso em Arkham, e sofreu até mesmo tentativas de assassinato. No final das contas, ele acabou preso no quarto do Sr. Frio, cuja temperatura ambiente é abaixo de zero. Com o tempo, sua pele foi sendo congelada e seu nariz caiu (Michael Jackson ainda é o rei do pop), deixando sua aparência similar a de um tubarão branco. Isso foi a gota d’água para o playboy, e ele acabou se tornando tão perturbado quanto seus colegas do Arkham. E justamente isso que adorei na origem dele, um vilão criado por outros vilões. Hoje em dia ele é um dos criminosos mais poderosos de Gotham, e chefia o crime de dentro do Asilo Arkham. Se quiser dar uma olhada em sua origem, leia Asilo Arkham: Inferno na Terra (Arkham Asylum: Living Hell).

4- Coringa (Joker)
Seria um desrespeito aos dcnautas deixar esse cara de fora da lista. Ele não só está entre os maiores da editora, como também é o oposto perfeito do Batman. Afinal, nas palavras de Grant Morrison, “o Batman é um cara bom que se veste de forma assustadora, enquanto o Coringa é um cara mal que se veste de forma inofensiva, um palhaço”. Nos seus tempos de cidadão comum, o Coringa era um comediante fracassado, prestes a ser pai. Ele chegou ao fundo do poço após a morte de sua mulher. Sem grana nenhuma, ele aceitou participar de um assalto a uma indústria química, sob a identidade de “Capuz Vermelho”. Graças ao Batman, as coisas não foram de acordo com o plano, e o pobre rapaz acabou caindo dentro de um dos tonéis de produtos químicos. Sua pele se tornou pálida e seus cabelos e lábios ficaram verdes, lembrando um palhaço. O que acontece a seguir, acho que todos sabem.

3- Massacre (Onslaught)
Um dos vilões mais poderosos e cruéis a pissar no Universo Marvel, Massacre também é possuidor de uma das origens mais irônicas. Tudo começou durante a conclusão do arco “Atração Fatal”, com a cena clássica em que Magneto arranca o adamantium de dentro de Wolverine. Isso foi suficiente para que Charles Xavier deixasse seus princípios de lado e usasse seus poderes para “desligar” a mente de Magneto. E foi dessa ação que Massacre nasceu. Ao conectar sua mente á de Magneto, Xavier foi “infectado” pela seu lado negro e despertou o que havia de mais cruel em si. “E o que há de irônico nisso?”, você me pergunta. Se você não consegue ver a ironia em ver Xavier, que sempre lutou pelo relacionamento pacífico entre humanos e mutantes, tomando conta das ruas de New York e declrando guerra á humanidade, então acredito que figuras de linguagem não é seu forte. Só acho uma pena que a saga “Massacre” tenha tido um final tão caça-níqueis, onde todos os personagens mortos foram revividos logo em seguida. Mas foi interessante, mesmo assim.

2- Volcano (Vulcan)
Na noite fatídica que separou a família Summers, Christopher e Katherine Summers foram teleportados para um cruzador Shi’ar, e levados até a sala do trono. Lá, o casal foi separado. Katherine, que estava grávida, teve seu bebê tirado de dentro do seu ventre e foi morta em seguida. Christopher conseguiu fugir, sem saber que seu filho caçula continuava vivo, e se tornou o pirata espacial Corsário. O pequeno Gabriel Summers foi posto numa máquina de envelhecimento e criado como escravo dos Shi’ar, até o dia em que foi parar na Terra, onde seria escravo de um relativo do imperador D’Ken. Ele foi encontrado pela doutora Moira McTargett, com amnésia, e passou a viver na Ilha Muir, junto a outros três mutantes. Ele disse que seu nome era Gabriel e após ler um livro de mitologia grega passou a se chamar Kid Vulcan. Gabriel chegou até a treinar com seu irmão Scott, o Ciclope dos X-Men, mas eles desconheciam seu parentesco na época. Quando os X-Men foram feitos prisioneiros em Krakoa, Xavier pediu á Moira para que “emprestasse” seus pupilos, com o objetivo de usá-los numa missão de resgate. Xavier fez um treinamento relâmpago por projeção astral e os mandou á Krakoa. A missão foi um fracasso. Vulcan foi o único sobrevivente. Ele permaneceu adormecido até o Dia M. Com a memória parcialmente reconstituída, ele colocou em ação um plano de vingança contra os X-Men, como visto em Gênese Mortal. Assim que Xavier recuperou o resto de sua mente, Grabiel partiu para Shi’ar, onde pretendia matar D’Ken e tomar o trono de imperador. Com a incrível habilidade de controlar as formas de energia, Gabriel é uma força a ser temida. Ele é o Imperador Vulcan.

1- Magneto
Meu vilão predileto, eu considero sua origem uma das melhores dentre o universo dos quadrinhos. Após ver o brutal assassinato de seus pais na mão de soldados nazistas, Magnus foi mandado para o campo de concentração de Auschwitz onde ele serviu no Sonderkommando, o grupo de judeus forçados a ajudar seus “mestres” nazistas na operação das câmaras de gás, fornos e crematórios do campo. Na sua estadia em Auschwitz, Magnus conheceu uma cigana chamada Magda. Magnus e Magda sobreviveram ao holocausto e se casaram. O casal teve uma filha, Anya. Magnus usou seus poderes conscientemente pela primeira vez quando sua família ficou presa num incêndio. Incapaz de resgatar sua filha devido á sua inexperiência, somada a interferência de um grupo de humanos raivosos, Magnus acaba usando seus poderes para se vingar, massacrando os humanos. Aterrorizada, Magda o deixou e meses depois descobriu estar grávida. Magda presumidamente morreu após ter dado luz a gêmeos mutantes na Motanha de Wundagore. Para despistar seus perseguidores, Magnus pediu ao mestre forjador George Odekirk para que criasse a identidade de “Erik Lehnsherr” para ele. Magnus eventualmente achou seu caminho até Israel, onde trabalhou como assistente num hospital psiquiátrico perto de Haifa. Ele ficou amigo de Charles Xavier, com quem ele fez longos debates, hipetetizando o que aconteceria se a humanidade fosse enfrentada por uma raça de seres super-poderosos. O par revelou sua verdadeira natureza quando eles impediram o criminoso nazista Wolfgang Von Strucker de obter uma grande quantia de ouro nazista. Causando um desmoronamento que aparentemente matou Strucker, Magnus percebeu que a visão de Xavier quanto a relação humano-mutante era incompatível com a sua e fugiu com o ouro. Temendo outro holocausto, ele adquiriu uma estância agressiva e letal contra a humanidade, ao formar o grupo terrorista conhecido como Irmandade de Mutantes. Ele passou a se chamar Magneto, mestre do magnetismo. Magneto acreditava que os mutantes, os quais ele chama de Homo Sapiens Superior, vão eventualmente ser a forma de vida dominante do planeta. Até que o Dia M chegou e cerca de 90% da população mutante, incluindo Magneto, perdeu seus poderes. Desde então, Magnus tem vagado por aí, rebaixado á condição de mero humano. Mas por quanto tempo?

E o Top 5 acaba por aqui. Como sugerido pelo Black, irei um dia fazer uma lista mais vasta, já que muito personagem que eu queria ter mencionado ficou de fora. Mas isso é coisa para se planejar com calma. Agora se me dão licença, vou rir dos meus amigos corinthianos, até que caia a ficha que meu Palmeiras não vai pra Libertadores e eu fique trsite também.

Top 5 origens, parte I

Nona Arte domingo, 02 de dezembro de 2007 – 13 comentários

Analisando os personagens de quadrinhos de uma forma bem generalizada, é possível separá-los em três grupos; Os que nasceram com habilidades especiais, os que as adquiriu conscientemente e os que se tornaram super-poderosos por acidente. Destes três grupos, se pode formar mais dois sub-grupos; Os que resolveram usar seus poderes para o bem/mal por acaso, e os que o fazem devido a algum acontecimento marcante. Em toda minha vida de leitor de hqs, eu sempre gostei mais dos que se encaixam nessaúltima categoria. Personagens cujo heroísmo/vilanismo resultam de um trauma são um verdadeiro leque de boas histórias. Visando isso, resolvi fazer um rank com as 5 melhores origens de heróis e vilões, em minha humilde opinião. Só vale tragédia. Para a parte I, veremos o rank dos heróis.

5- Batman
A vida de Bruce veio abaixo na noite em que ele viu seus pais serem assassinados por um ladrão comum. Extremamente abalado, Bruce jurou vingança e viajou pelo globo, treinando com os melhores lutadores e detetives vivos. De volta á Gotham City, ele investiu parte de sua fortuna (herdada dos seus pais) em apetrechos tecnologicos e montou uma base secreta embaixo de sua mansão. Com um uniforme que imita um morcego, ele é o protetor de Gotham, o cavaleiro das trevas, o… Batman. Eu o colocaria numa posição melhor, já que ele batalhou tanto para chegar ao nível atual de fodalidade, mas acho que herdar uma fortuna de bilhões de dólares facilitou um pouco as coisas.

4- Demolidor (Daredevil)
Matthew Murdock já começou a experimentar o gostinho da merda desde seu nascimento, quando foi abandonado pela sua mãe. Seu pai, Jack “Batalhador” Murdock, era um ex-pugilista que agora trabalhava como capanga do chefe da máfia da Cozinha do Inferno, bairro de New York. Na adolescência, Matt foi cegado por um acidente radioativo ao tentar salvar um cego (ironia é sempre bom). Em troca de sua visão, Matt teve um drástico aumento dos outros sentidos e adquiriu um tipo de radar, como um morcego. Stick, um ex-membro do Tentáculo, foi o responsável pelo seu treinamento em artes marciais. Enquanto isso, Jack Murdock voltava aos ringues, mas não da forma que ele queria. Jack deveria entregar a luta, e ele o teria feito se no último momento não tivesse percebido as habilidades de seu filho (mais detalhes na mini Daredevil: Battlin’ Murdock). Sua vitória no ringue foi sua morte nas ruas. O jovem Matt ficou deprimido com a perda, mas não amarelou e se tornou um advogado. De dia, ele pratica a lei do modo tradicional, de noite ele o faz do modo mais rápido. Eu sei que os fãs do Batman vão querer invadir minha casa e quebrar minhas pernas, mas eu tenho um bom motivo para Matt estar na frente: Até onde me lembro, ele nunca foi bilionário.

3- Wolverine
A origem dele não só é trágica, como também é longa e, devo dizer, bonita. Nascido no final do século 19 em Aberta, Canadá, James Howlett era o filho franzino e fráil de um casal de ricos donos de terra. Sua mãe, Elizabeth, havia sido internada por um tempo devido á morte de John Jr, seu primeiro filho. James passou boa parte de sua infância nos arredores da mansão, com seus amigos Rose (uma ruiva contratada para ser sua companhia) e Cão, filho de Thomas Logan o zelador. Logan era alcoolatra e extremamente violento com Cão, o que acabou traumatizando o garoto. No início da adolescência dos três (James, Cão e Rose), Cão tentou beijar Rose, e ao ver que ela não o queria, tentou agarrá-la á força (pense no Carnaval). James contou para seu pai e como resposta Cão matou o cachorro de James. Cão e Logan foram expulsos das proximidades graças a isso. Logan e Cão retornam á mansão com o objetivo de levar Elizabeth consigo. Ela e Logan tinham tido um caso, o que explicava a incrível semelhança entre James e Logan. Sim, o pequeno Howlett era bastardo. John Howlett II (marido de Elizabeth) tentar impedir Logan e acaba sendo morto com um tiro. James entra no quarto, e ao ver seu “pai” caído no chão, ativa sua mutação pela primeira vez. Garras nascem das costas de suas mãos, e James avança contra os invasores. Logan é morto e Cão recebe um golpe no rosto, deixando uma cicatriz das três garras. Elizabeth, que já era emocionalmente fraca, se mata com um tiro da arma de Logan. Rose foge com James, que teve parte de sua memória apagada com o acontecimento. Cão vai até a polícia, e mente ao falar que Rose matou John II e Logan. Sem familiares restando, o patriarca da família Howlett adota Cão como seu protegido. Porém, Cão já era um psicopata e era tarde demais para se recuperar. Rose e James se refugiaram numa colônia britânica, e James adotou a identidade de Logan para não ser reconhecido. O trabalho nas minas fortaleceu seu corpo, e seus poderes mutantes se aperfeiçoaram, transformando “Logan” num caçador feroz. “Logan” era muito querido na colônia, por causa de seu trabalho duro e ética. Smitty, o líder local se tornou uma figura paterna pra “Logan”. James era apaixonado por Rose, mas nunca pôde demonstrar seus sentimentos, pois isso estragaria o disfarçe de primos. Smitty também nutria sentimentos por Rose, e os dois ficaram noivos. Com o tempo, James aceitou o noivado, pelo bem de Rose. Enquanto isso, John Howlett, em seus tempos finais, pediu á Cão para que encontrasse Rose e James, pois ele queria perdoá-los pelo assassinato de John II. Cão, tão formidável quanto James, aceita o pedido, com a intenção de matar James. Ele facilmente encontra o bastardo, quase como se tivesse habilidades de procura (o que, junto á sua aparência, faz os leitores se perguntarem se ele é Sabretooth em seu início) e os dois começam uma briga. Cão era mais forte, mas logo foi subjulgado por James. Com Cão incosciente, James ativou suas garras para dar o golpe final (surpreendendo todos em sua volta). Rose tenou impedí-lo, mas acabou sendo atingida. Com Rose morta em seus braços, James fugiu horrorizado para as florestas, onde viveu por anos. O que aconteceu depois ainda é um mistério.

2- Spawn
Al Simmons começou como membro dos Fuzileiros Navais e mais tarde entrou para o serviço secreto, onde se tornou um agente notável, principalmente por ter impedido o assassinato do presidente. Promovido para a CIA, Simmons foi recrutado pelo Security Group, uma força tarefa com jurisdição para agir dentro e fora do país. Após um tempo, Simmons começa a questionar as ações do grupo e principalmente as de seu diretor, Jason Wynn. Sob a ameaça de que Simmons resignasse, Jason encomenda a sua morte. O assassinato é bem sucedido e Simmons vai parar no inferno. Lá ele faz um pacto com o demônio Malebolgia e aceita se tornar um de seus soldados se puder ver sua esposa, Wanda, mais uma vez. O pacto é feito e Simmons retorna ao mundo dos vivos. Mas nem tudo corre bem: Simmons retorna com a memória turva, corpo desfigurado e poderes infernais. Como se não fosse merda suficiente, 5 anos se passaram desde a sua morte. Wanda se casou com seu melhor amigo Terry, e os dois tiveram um filho. Nem preciso falar que o pobre Simmons, agora um Hellspawn, ficou puto. Spawn sai então pelas ruas, chutando alguns traseiros criminosos. Um merecido segundo lugar, Spawn mostra que não vale a pena fazer pactos com o Diabo. Até porque se isso funcionasse mesmo, o Flamengo seria decacampeão mundial, e o Corinthians teria uma Taça Libertadores.

1- Justiceiro (Punisher)
Eu não consigo imaginar um rank desse tipo sem colocar o Justiceiro no topo. Após retornar da guerra do Vietnã, Frank Castle resolveu levar sua família para um inofensivo piquenique no Central Park. Mas merda acontece, e aqui aconteceu para valer. Ao presenciar um assassinato a mando da máfia, Frank e sua família se tornaram alvos e foram executados pelos capangas de St. John. Frank viu sua filha ter a barriga aberta com uma rajada de balas. Segurou os miolos de seu filho, que tinha sido atingido na cabeça. Viu a mulher que amava envolta por uma poça de sangue. Obviamente, Frank sobreviveu. Ele era capaz de identificar os atiradores, mas a polícia já havia sido subornada, e se recusou a ajudá-lo. Neste momento, o restante da sanidade de Frank desmoronou. E então, o que você acha que ele fez?
a)Foi para casa chorar enquanto assistia Oprah.
b)Se tornou pastor da Igreja local.
c)Fez um blog.
d)Se matou, pois a vida não valia mais a pena.
e)se lembrou que Deus o abençoou com duas bolas e um cromossomo Y, e partiu em busca de vingança, com doses extras de violência.
A resposta correta é a letra “e”. Desde então ele tem dado fim em criminosos como a família Costa, sob o nome de Justiceiro. Como se isso não fosse cool o bastante, ele usa uma camisa preta com uma caveira no peito e sai na mão com outros heróis de vez em quando. Isso que é macho. E a primeira parte acaba por aqui. Estejam comigo na próxima, quando rankearei os vilões. Qualquer discordância, só entrar em contato para que eu possa fingir que me importo.

confira

quem?

baconfrito