Mark Millar de volta à Marvel

Nona Arte sexta-feira, 01 de fevereiro de 2008 – 0 comentários

Ultimamente a Marvel têm me decepcionado com péssimos arcos e roteiristas incompetentes no comando de boas revistas. Respectivamente, One More Day e Jeph Loeb. Por isso a minha alegria ao saber que o grande Mark Millar, idealizador de Civil War e The Ultimates, irá assumir as revistas de Wolverine e Quarteto Fantástico. E o escocês pretende apostar alto.

Wolverine

Millar se junta á Steve McNiven, com quem fez Civil War, para contar uma história sombria envolvendo o mutante mais famoso. Estamos 50 anos no futuro, e super-heróis não existem mais. James “Logan” Howlett abandonou sua vida de herói e agora vive uma vida comum ao lado de sua esposa e filha na Costa Oeste dos Estados Unidos. Também não existe mais governo, e as regiões são controladas por gangues lideradas pelos netos de heróis e vilões do passado. A história se desevolve a partir do momento que Wolverine se envolve em um problema com a Gangue do Hulk, e precisa sair numa missão para conseguir dinheiro. Ele segue então numa viagem até a Costa Leste, mais precisamente Nova York (agora Nova Babilônia). O arco, entitulado “Old Man Logan” (Velho Logan) terá 8 edições e será relacionado com a continuidade Marvel e com seu trabalho em Quarteto Fantástico.

Nas palavras do autor, será algo tipo “Clint Eastwood encontra Mad Max”, e o próprio também afirma que este será o futuro da Marvel, “enquanto as coisas continuarem como estão”. Idéia um tanto quanto assustadora, mas acredito na competência de Millar. Qualquer semelhança com Wanted não é mera coincidência.

Fantastic Four

Espere, Bryan Hitch? Sim. Para quê mexer em time que está ganhando, não é mesmo? Enquanto Wolverine terá a equipe de Civil War, o Quarteto ficará nas mãos da equipe de The Ultimates.

Millar confessa que têm grandes planos para a família de super-heróis. Para começar, ele trará de volta uma namorada de Reed, uma mulher com quem ele se relacionou antes de conhecer Sue Storm. Segundo ele, é uma mulher mais próxima do que é o Senhor Fantástico. Eles se conheceram na faculdade, e ela tem dois pontos a mais de Q.I. A “Senhora Fantástica”. O segundo arco será chamado “A Morte da Muer Invisível”. Precisa falar algo mais? Logo em seguida veremos Johnny Storm arrumar uma nova namorada. Até aí tudo ok. Mas ela é uma super-vilã. E para terminar de abalar o mundo do Quarteto, veremos Ben se relacionar com uma mulher normal, pela primeira vez (a filha do Mestre dos Brinquedos obviamente não conta). Serão quatro arcos de quatro edições cada.

É, 2008 será um ano e tanto…

The Immortal Iron Fist

Nona Arte quinta-feira, 24 de janeiro de 2008 – 1 comentário

Danny Rand, o Iron Fist, fez sua primeira aparição em 1974, em Marvel Premiere número 15. Com um uniforme verde e amarelo com um design deveras cafona e golpes de kung fu, o personagem de Roy Thomas e Gil Kane se tornou um dos grandes coadjuvantes da Marvel, especialmente na revista do Demolidor, aparecendo quase sempre ao lado de Luke Cage. Apesar das aparências, Iron Fist é, e sempre foi, um dos personagens mais interessantes da Marvel, apesar de nunca ter sido devidamente explorado. Até agora.

Com o roteiro escrito pelo experiente [Ed Brubaker (The Authority) e o recém conceituado Matt Fraction[ (Punisher War Journal), e arte arrasadora de David Aja (Daredevil), Iron Fist finalmente está ganhando a devida atenção. Vale ressaltar que esta não é a primeira revista do personagem.

Muitos anos atrás, na cidade mística de Kun’ Lun, o jovem Danny Rand observava um uniforme atrás de um vidro - o garbo do “Imortal Punho de Ferro” – e sabia que ele estava destinado a usá-lo. Mas de onde veio esse uniforme? Por que ele havia esperado por Danny durante todos esses anos como uma sombra de seu futuro? Qual o verdadeiro destino do Punho de Ferro?

O mistério aumenta, á medida que Danny tem a forte sensação de que mais alguém está usando o poder do punho do dragão, o poder do Punho de Ferro. Mas como isso é possível se ele foi ensinado que é o último usuário vivo? Qual a relação desse desconhecido com a volta de um antigo inimigo de Danny?

Todas essas perguntas serão respondidas em páginas e mais páginas de ação, misturando elementos ocidentais e orientais, que fazem de Immortal Iron Fist um épico das hqs de kung-fu.

Por trás desse enredo, a revista faz uma viagem no tempo, ao mostrar partes isoladas da vida dos antigos usuários (66 no total, divididos entre homens e mulheres) do poder do Punho de Ferro, esclarecendo aos poucos a origem dessa surpreedente habilidade.

“Espera Nip. Para tudo. Que habilidade, porra?”. Eu estava chegando lá. O indivíduo destinado a ser o Punho de Ferro passa por um árduo treinamento, como os vistos em filmes de kung fu. Terminado o treinamento, o escolhido deve enfrentar um dragão, e só obtendo a vitória ele herdará o poder do Punho de Ferro. Os vitoriosos são abençoados com a habilidade de canalizar o ki, aumentando seus reflexos além do limite humano e sendo capaz de energizar seu punho, deixando-o tão duro quanto o ferro e tão poderoso quanto um dragão. O usuário do Punho de Ferro pode ser identificado a partir de uma tatuagem em forma de dragão, símbolo de seu poder.

Combinando este poder com suas exímias técnicas de kung fu, Danny Rand é um dos humanos mais poderosos da Marvel, o que me faz imaginar o por quê de ele ter demorado tanto para sair do plano secundário e passar a ser parte dos principais.

Quem lê mangás certamente vai se familiarizar com o enredo, talvez até mais do que os leitores de hq. Faz pouco tempo que comecei e confesso que nunca dei muito valor ao personagem. Me empolguei para ler a revista após ter lido o arco “The Devil in the cell-block D”, da revista do Demolidor. Primeiro, porque os desenhos são os mesmo. Segundo, porque… não vou spoilear, mas quem já leu o arco ou prestou atenção em Civil War sabe.

Os desnhos são meio “rabiscados”, o que dá uma sensação maior de sombra á história e mais semelhança aos mangás. Os movimentos dos golpes são bem definidos, assim como a ação. Eu já conhecia o trabalho de Aja, e inclusive, aprecio bastante.

Immortal Iron Fist é uma das revistas que acompanho atualmente e devo dizer: É também uma das que mais sinto prazer em ler. É, sem dúvidas, a melhor porta para o mundo dos personagens mais undeground da Marvel e prova que os mesmo podem ser tão interessantes quanto os famosos.

Altamente recomendável para fãs do estilo, fãs de hq, otacos em busca de uma entrada no mundo das hqs e qualquer outra pessoa que se interessar. Iron Fist detona, em todos os sentidos.

O Fim dos X-Men

Nona Arte quarta-feira, 23 de janeiro de 2008 – 6 comentários

Durante os seus 40 anos de publicação, os X-Men sempre foram os personagens mais “perseguidos” da Marvel. Massacre de Mutantes, Operação Tolerância Zero, Decimação M, o já extinto vírus Legado… E agora o arrasador Messiah Complex (Complexo de Messias, ainda sem data de publicação no Brasil). Parece que a raça mutante nunca terá descanso. E se tiver, certamente não será agora.

Messiah Complex, evento em 13 partes que encerrou nesta semana, causou grandes modificações no universo mutante. Vidas foram tiradas, e nada será como antes. Começa “Divided we Stand”.

Uncanny X-Men

Os X-Men não existem mais. Os mutantes restantes não tem para onde ir, e devem repensar o sonho de Xavier para decidir se a coexistência pacífica com os humanos ainda é uma opção. Enquanto isso, o Homem de Ferro faz uma proposta á Ciclope, um plano para proteger a raça mutante… Irá ele aceitar?

Esta não é a primeira vez que os X-Men se desbandam, e creio que também não será a última. De qualquer forma, eu estou bastante curioso quanto ao futuro dos personagens mais originais da Marvel.

X-Force

Todo mundo sabe que os X-Men não matam. Mas estes não são os X-Men. Com o fim de Messiah Complex, Ciclope percebe que alguns inimigos devem ser neutralizados permamentemente, sem que os X-Men saibam. Surge então a X-Force, formada por Wolverine, Warpath, X-23 e Wolfsbane.

O que se pode esperar de uma revista que reúne os membros mais frios dos X-Men? Muita violência, no mínimo. Eu imagino que X-Force será a versão mutante dos Thunderbolts. Aguardo ansiosamente.

X-Men: Legacy

O passado se torna o presente enquanto Xavier trava a maior batalha de sua vida. Com sua mente em jogo, um passo em falso pode causar danos irreversíveis. E a ajuda vem de uma fonte inesperada: Seu ex-arquinimigo, MAGNETO.

Não se sabe muito sobre esta revista, e as capas reveladas só contribuem para o mistério. Mas ver Magneto e Xavier se degladiando sem poderes já deve valer algo.

X-Factor

A agência de Maddrox está em crise. Se sentindo culpado pelo que aconteceu com Layla, Maddrox tem uma coisa em mente: Vingança, e os Purificadores estão na mira. Mas estará ele pensando em uma missão suicída? Wolfsbane deixa a equipe para se juntar á X-Force. Rictor e Guido seguem viagem. E alguém sabe algo sobre Layla, mas não está compartilhando a informação… E alguém está grávida!

X-Factor é, desde sua estréia, a melhor revista entre os títulos “X”. Eu espero que continue assim. E sinceramente, acredito que continuará. Esse clima pesado será uma boa adição ao estilo “noir” da revista. Porém, acho que o tão apreciado humor se ausentará um pouco.

Wolverine

Assim como Maddrox, Logan busca vingança. Mas quem é o alvo de sua fúria, e que segredo os dois compartilham? E quão longe Wolvie está decidido a ir para conseguir o que quer?

A revista do baixinho canadense sempre foi composta de altos e baixos. Esse último volume que o diga. E Wolverine em busca de vingança é uma idéia batida e de certa forma instável. Só nos resta esperar.

Cable

O futuro da raça mutante é decidido aqui. Cable foi encarregado de uma missão que pode salvar os mutantes… Ou os levar á extinção, caso falhe. E em sua trilha está um inimigo impiedoso que não irá parar até que sangue seja derramado. Não importa onde, ou quando, Cable corre.

Cable é um personagem tulmutuado, grande parte graças ao fato de ter sido co-criado por Rob Liefeld. Eu particularmente só me interessei pelo personagem por causa do título que ele costumava dividir com Deadpool (também co-criado por Liefeld). Prefiro não afirmar nada.

Young X-Men

Após Messiah Complex, não existem mais X-Men, e os jovens mutantes Rockslide, Blindfold e Dust estão sozinhos e sem direção. Até o dia em que Ciclope os recruta para caçar a nova encarnação da Irmandade de mutantes… E matá-los. Junto á novos recrutas, os jovens X-Men aprendem uma dura verdade sobre o mundo pós Messiah Complex: Antigos aliados podem se tornar inimigos mortais.

Confesso que não gostava dos Novos X-Men, mas essa idéia de combate mortal contra uma nova Irmandade parece legal. E estou curioso para ver quem são esses antigos aliados.

Prevendo os clássicos de 2007 – HQ

Nona Arte domingo, 23 de dezembro de 2007 – 2 comentários

Este artigo faz parte de uma série. Veja a introdução aqui.

Pois é, 2007 finalmente chegou ao fim. Mas isso não quer dizer que o que aconteceu nesses 365 dias será esquecido. Pelo menos na área de quadrinhos, grandes eventos aconteceram, eventos que trouxeram cenas bastante aguardadas pelos leitores. É claro que estou falando de World War Hulk, pela Marvel, e Sinestro Corps War, pela DC.

World War Hulk

Tudo começou com um “pequeno” descontrole, onde o Hulk quase detonou Las Vegas. Numa tentativa de se livrar desta grande ameaça que é o alter-ego de Bruce Banner, o Illuminati (não, não é aquela seita secreta do Vaticano. Falo de Reed Richards, Dr. Strange, Black Bolt, Iron Man e Charles Xavier) decidiu arremesá-lo no espaço. Eles fizeram uma emboscada para o Hulk, e o mandaram para bem longe. O plano falhou aí. Em vez de mandá-lo para um planeta desabitado, ele acabou indo parar numa planeta com vida inteligente, e foi forçado a ser gladiador. Ele fez algumas amizades hardcore e então desceu o braço em todos até tomar o poder do Imperador. Ele se casou com uma alienígina, que logo ficou grávida do verdão. Final feliz para o Hulk? NO WAY! A nave que o transportou continha uma bomba forte o suficiente para destruir o planeta (vide Saga de Freeza em DBZ), e assim aconteceu. Fora o Hulk e seus colegas gladiadores que conseguiram fugir num cruzador imperial, todos morreram. Inclusive sua esposa. Verde de raiva (desculpem o trocadilho infame), ele mudou o curso do cruzador para a Terra, com apenas uma coisa em mente: VINGANÇA.

Chegando na Terra, ele manda uma mensagem explicando o que aconteceu, e quem são os culpados. Então ele completa com um aviso á população de New York: Ou eles vão embora da cidade em 24h, ou vão ser destruídos também. Os super-heróis se unem para tentar detê-lo, mas o poder do Hulk cresce com a raiva, e ele nunca esteve tão bravo. New York e o Illuminatti estão em seus últimos dias.

“Pô Nip, enredo bacana, mas por que isso seria nostalgico?”. Bom, em primeiro lugar, finalmente deram ao Hulk a atenção que ele tanto merecia. Segundo lugar, nada de diálogos chatos ou enrolação. Aqui a pancadaria come solta. E terceiro, porém não menos importante, o Hulk dá uma surra magnífica no Homem de Ferro logo na primeira parte do evento. Acredito que eu falo por todos os leitores da Marvel quando eu digo que esta foi uma das cenas mais aguardadas do ano. O Homem de Ferro chegou ao auge de sua antipatia durante a Civil War, e já estava mais do que na hora de alguém mostrar pra ele com quantos paus se faz uma suru… digo, canoa. E nada melhor do que tomar a maior surra de sua vida na frente do povo nova-iorquino. Cena que lembrarei sempre que abrir um revista estrelada por um desses dois personagens.

Sinestro Corps War

Sinestro, o arquiinimigo de Hal Jordan e toda a Tropa dos Lanternas Verdes está de volta. Mas desta vez, ele não está sozinho. O vilão de pele rosa criou sua própria Tropa de propagadores do medo, reunindo vilões peso-pesado como Super-Cyborgue e Superboy Prime, e declarou guerra aos Lanternas, matando todos que encontrasse pela frente. O livro de regras dos Lanternas os impedem de usar força letal mesmo que queiram (o anel não responde no caso), o que desequilibrou o combate á favor de Sinestro.

Até agora nada de nostálgico, certo? Certo. Mas na ameaça de perder a guerra, os guardiões da Bateria Central da Tropa dos Lanternas Verdes tomou uma medida completamente inesperada: A aprovação de força letal. Sim, pela primeira vez na história da Tropa, eles tem permissão para matar. Os heróis então viraram o jogo na melhor maneira possível, com MUITO sangue e desmembramentos. E não pense que isso é temporário, pois já foi anunciado que a força letal será medida permanente. Um ato digno de ocupar um espaço em minha memória. E na de vocês também.

E é isso. Que vocês tenham um bom final de ano e blábláblá, ah, corta essa.

Lanterna Verde: o que vem por aí

Nona Arte sexta-feira, 14 de dezembro de 2007 – 0 comentários

E aqui estou eu, um marvete de carteirinha falando da grande rival, DC Comics. Mas não é á toa. Na maior parte da minha vida de apreciador de quadrinhos, eu sempre subestimei os títulos do Lanterna Verde. A única revista da editora que eu sempre acompanhei, é a do Batman. Porque ele é o Batman. Mas por agora, resolvi dar uma chance á Tropa dos Lanternas, e acompanhei o evento “Sinestro Corps War” (Guerra da Tropa de Sinestro, numa tradução porca), ainda sem data de lançamento no Brasil.

O evento, composto por 11 capítulos, 1 epílogos e 4 spin-offs, se concluiu nesta quarta-feira. O que posso dizer? Os Lanternas acabam de ganhar mais um leitor. A qualidade da trama me impressionou, assim como as cenas de ação. E olha que eu nunca fui muito fã de aventuras espaciais (coisa que começou a mudar com a publicação de “Aniquilação”, pela Marvel). Mas eu não estou aqui para puxar o saco deles, e já para avisar do próximo evento, já previsto para 2009. Vejam só as imagens publicadas no final de Sinestro Corps:

Para quem não sabe, “The Blackest Night” ( a noite mais negra/densa) é o nome dado ao crespúsculo dos Lanternas. No livro dos Lanternas está escrito que nesta noite, as sete Tropas irão degladiar até a morte, resultado do surgimento de uma oitava. “Sete?”. Sim. Cada Tropa representa uma cor, e um sentimento, por assim dizendo. Verde é a cor da determinação, amarelo é do medo, vermelho da fúria, violeta para o amor, indigo para a compaixão, laranja para a avareza e azul para o espírito e poder. A oitava Tropa é a dos Lanternas Negros (sem piadas racistas, por favor) e ainda não se sabe que droga eles representam. Blackest Night também está presente no poema de juramento dos Lanternas:

“In brightest day, in blackest night,
No evil shall escape my sight
Let those who worship evil’s might,
Beware my power…Green Lantern’s light!”

Na publicação brasileira, o juramento é:

“No dia mais claro, na noite mais densa, o mal sucumbirá ante a minha presença. Aquele que segue o mal tudo perde diante do poder do Lanterna Verde”

Não foi revelado nada sobre o evento ainda, mas eu aposto que vai ser bom. Volto em breve, quando souber de mais. Caso a imagem esteja pequena demais para ler, clique aqui e aqui.

Top 5 Origens, Parte II

Nona Arte terça-feira, 04 de dezembro de 2007 – 9 comentários

Está na hora de dar continuidade ao Top 5 de Origens, iniciado aqui. Desta vez, irei rankear as origens dos antagonistas, seres necessários para o desenvolvimento de qualquer história. Eu pensei que seria fácil fazer um top 5 de vilões, mas logo vi que estava enganado. Após pensar bastante, cheguei a esta lista:

5- Grande Tubarão Branco (Great White Shark)
Ok, muitos devem estar se perguntando o que este cara está fazendo aqui no top 5. Mas este cara passou por muita merda até chegar ao status de vilão. De um jeito diferente, mas sofrível de qualquer modo. Tudo começou quando o Warren White, milionário conhecido como Grande Tubarão Branco, foi levado a julgamento sob a acusação de desvio de renda e sonegação de impostos. Numa tentativa de evitar a cadeia, White se fingiu de louco. O problema é que Gotham City é o único lugar em que a cadeia é melhor opção que um sanatório. White foi mandando para o Asilo Arkham, lar dos maiores psicopatas da cidade, como qualquer fã do Batman deve saber. Antes que alguém diga que isso não é nada, imagine como seria ter que almoçar na mesma mesa do Duas Caras ou do Coringa, por exemplo. White passou por todo tipo de abuso em Arkham, e sofreu até mesmo tentativas de assassinato. No final das contas, ele acabou preso no quarto do Sr. Frio, cuja temperatura ambiente é abaixo de zero. Com o tempo, sua pele foi sendo congelada e seu nariz caiu (Michael Jackson ainda é o rei do pop), deixando sua aparência similar a de um tubarão branco. Isso foi a gota d’água para o playboy, e ele acabou se tornando tão perturbado quanto seus colegas do Arkham. E justamente isso que adorei na origem dele, um vilão criado por outros vilões. Hoje em dia ele é um dos criminosos mais poderosos de Gotham, e chefia o crime de dentro do Asilo Arkham. Se quiser dar uma olhada em sua origem, leia Asilo Arkham: Inferno na Terra (Arkham Asylum: Living Hell).

4- Coringa (Joker)
Seria um desrespeito aos dcnautas deixar esse cara de fora da lista. Ele não só está entre os maiores da editora, como também é o oposto perfeito do Batman. Afinal, nas palavras de Grant Morrison, “o Batman é um cara bom que se veste de forma assustadora, enquanto o Coringa é um cara mal que se veste de forma inofensiva, um palhaço”. Nos seus tempos de cidadão comum, o Coringa era um comediante fracassado, prestes a ser pai. Ele chegou ao fundo do poço após a morte de sua mulher. Sem grana nenhuma, ele aceitou participar de um assalto a uma indústria química, sob a identidade de “Capuz Vermelho”. Graças ao Batman, as coisas não foram de acordo com o plano, e o pobre rapaz acabou caindo dentro de um dos tonéis de produtos químicos. Sua pele se tornou pálida e seus cabelos e lábios ficaram verdes, lembrando um palhaço. O que acontece a seguir, acho que todos sabem.

3- Massacre (Onslaught)
Um dos vilões mais poderosos e cruéis a pissar no Universo Marvel, Massacre também é possuidor de uma das origens mais irônicas. Tudo começou durante a conclusão do arco “Atração Fatal”, com a cena clássica em que Magneto arranca o adamantium de dentro de Wolverine. Isso foi suficiente para que Charles Xavier deixasse seus princípios de lado e usasse seus poderes para “desligar” a mente de Magneto. E foi dessa ação que Massacre nasceu. Ao conectar sua mente á de Magneto, Xavier foi “infectado” pela seu lado negro e despertou o que havia de mais cruel em si. “E o que há de irônico nisso?”, você me pergunta. Se você não consegue ver a ironia em ver Xavier, que sempre lutou pelo relacionamento pacífico entre humanos e mutantes, tomando conta das ruas de New York e declrando guerra á humanidade, então acredito que figuras de linguagem não é seu forte. Só acho uma pena que a saga “Massacre” tenha tido um final tão caça-níqueis, onde todos os personagens mortos foram revividos logo em seguida. Mas foi interessante, mesmo assim.

2- Volcano (Vulcan)
Na noite fatídica que separou a família Summers, Christopher e Katherine Summers foram teleportados para um cruzador Shi’ar, e levados até a sala do trono. Lá, o casal foi separado. Katherine, que estava grávida, teve seu bebê tirado de dentro do seu ventre e foi morta em seguida. Christopher conseguiu fugir, sem saber que seu filho caçula continuava vivo, e se tornou o pirata espacial Corsário. O pequeno Gabriel Summers foi posto numa máquina de envelhecimento e criado como escravo dos Shi’ar, até o dia em que foi parar na Terra, onde seria escravo de um relativo do imperador D’Ken. Ele foi encontrado pela doutora Moira McTargett, com amnésia, e passou a viver na Ilha Muir, junto a outros três mutantes. Ele disse que seu nome era Gabriel e após ler um livro de mitologia grega passou a se chamar Kid Vulcan. Gabriel chegou até a treinar com seu irmão Scott, o Ciclope dos X-Men, mas eles desconheciam seu parentesco na época. Quando os X-Men foram feitos prisioneiros em Krakoa, Xavier pediu á Moira para que “emprestasse” seus pupilos, com o objetivo de usá-los numa missão de resgate. Xavier fez um treinamento relâmpago por projeção astral e os mandou á Krakoa. A missão foi um fracasso. Vulcan foi o único sobrevivente. Ele permaneceu adormecido até o Dia M. Com a memória parcialmente reconstituída, ele colocou em ação um plano de vingança contra os X-Men, como visto em Gênese Mortal. Assim que Xavier recuperou o resto de sua mente, Grabiel partiu para Shi’ar, onde pretendia matar D’Ken e tomar o trono de imperador. Com a incrível habilidade de controlar as formas de energia, Gabriel é uma força a ser temida. Ele é o Imperador Vulcan.

1- Magneto
Meu vilão predileto, eu considero sua origem uma das melhores dentre o universo dos quadrinhos. Após ver o brutal assassinato de seus pais na mão de soldados nazistas, Magnus foi mandado para o campo de concentração de Auschwitz onde ele serviu no Sonderkommando, o grupo de judeus forçados a ajudar seus “mestres” nazistas na operação das câmaras de gás, fornos e crematórios do campo. Na sua estadia em Auschwitz, Magnus conheceu uma cigana chamada Magda. Magnus e Magda sobreviveram ao holocausto e se casaram. O casal teve uma filha, Anya. Magnus usou seus poderes conscientemente pela primeira vez quando sua família ficou presa num incêndio. Incapaz de resgatar sua filha devido á sua inexperiência, somada a interferência de um grupo de humanos raivosos, Magnus acaba usando seus poderes para se vingar, massacrando os humanos. Aterrorizada, Magda o deixou e meses depois descobriu estar grávida. Magda presumidamente morreu após ter dado luz a gêmeos mutantes na Motanha de Wundagore. Para despistar seus perseguidores, Magnus pediu ao mestre forjador George Odekirk para que criasse a identidade de “Erik Lehnsherr” para ele. Magnus eventualmente achou seu caminho até Israel, onde trabalhou como assistente num hospital psiquiátrico perto de Haifa. Ele ficou amigo de Charles Xavier, com quem ele fez longos debates, hipetetizando o que aconteceria se a humanidade fosse enfrentada por uma raça de seres super-poderosos. O par revelou sua verdadeira natureza quando eles impediram o criminoso nazista Wolfgang Von Strucker de obter uma grande quantia de ouro nazista. Causando um desmoronamento que aparentemente matou Strucker, Magnus percebeu que a visão de Xavier quanto a relação humano-mutante era incompatível com a sua e fugiu com o ouro. Temendo outro holocausto, ele adquiriu uma estância agressiva e letal contra a humanidade, ao formar o grupo terrorista conhecido como Irmandade de Mutantes. Ele passou a se chamar Magneto, mestre do magnetismo. Magneto acreditava que os mutantes, os quais ele chama de Homo Sapiens Superior, vão eventualmente ser a forma de vida dominante do planeta. Até que o Dia M chegou e cerca de 90% da população mutante, incluindo Magneto, perdeu seus poderes. Desde então, Magnus tem vagado por aí, rebaixado á condição de mero humano. Mas por quanto tempo?

E o Top 5 acaba por aqui. Como sugerido pelo Black, irei um dia fazer uma lista mais vasta, já que muito personagem que eu queria ter mencionado ficou de fora. Mas isso é coisa para se planejar com calma. Agora se me dão licença, vou rir dos meus amigos corinthianos, até que caia a ficha que meu Palmeiras não vai pra Libertadores e eu fique trsite também.

Top 5 origens, parte I

Nona Arte domingo, 02 de dezembro de 2007 – 13 comentários

Analisando os personagens de quadrinhos de uma forma bem generalizada, é possível separá-los em três grupos; Os que nasceram com habilidades especiais, os que as adquiriu conscientemente e os que se tornaram super-poderosos por acidente. Destes três grupos, se pode formar mais dois sub-grupos; Os que resolveram usar seus poderes para o bem/mal por acaso, e os que o fazem devido a algum acontecimento marcante. Em toda minha vida de leitor de hqs, eu sempre gostei mais dos que se encaixam nessaúltima categoria. Personagens cujo heroísmo/vilanismo resultam de um trauma são um verdadeiro leque de boas histórias. Visando isso, resolvi fazer um rank com as 5 melhores origens de heróis e vilões, em minha humilde opinião. Só vale tragédia. Para a parte I, veremos o rank dos heróis.

5- Batman
A vida de Bruce veio abaixo na noite em que ele viu seus pais serem assassinados por um ladrão comum. Extremamente abalado, Bruce jurou vingança e viajou pelo globo, treinando com os melhores lutadores e detetives vivos. De volta á Gotham City, ele investiu parte de sua fortuna (herdada dos seus pais) em apetrechos tecnologicos e montou uma base secreta embaixo de sua mansão. Com um uniforme que imita um morcego, ele é o protetor de Gotham, o cavaleiro das trevas, o… Batman. Eu o colocaria numa posição melhor, já que ele batalhou tanto para chegar ao nível atual de fodalidade, mas acho que herdar uma fortuna de bilhões de dólares facilitou um pouco as coisas.

4- Demolidor (Daredevil)
Matthew Murdock já começou a experimentar o gostinho da merda desde seu nascimento, quando foi abandonado pela sua mãe. Seu pai, Jack “Batalhador” Murdock, era um ex-pugilista que agora trabalhava como capanga do chefe da máfia da Cozinha do Inferno, bairro de New York. Na adolescência, Matt foi cegado por um acidente radioativo ao tentar salvar um cego (ironia é sempre bom). Em troca de sua visão, Matt teve um drástico aumento dos outros sentidos e adquiriu um tipo de radar, como um morcego. Stick, um ex-membro do Tentáculo, foi o responsável pelo seu treinamento em artes marciais. Enquanto isso, Jack Murdock voltava aos ringues, mas não da forma que ele queria. Jack deveria entregar a luta, e ele o teria feito se no último momento não tivesse percebido as habilidades de seu filho (mais detalhes na mini Daredevil: Battlin’ Murdock). Sua vitória no ringue foi sua morte nas ruas. O jovem Matt ficou deprimido com a perda, mas não amarelou e se tornou um advogado. De dia, ele pratica a lei do modo tradicional, de noite ele o faz do modo mais rápido. Eu sei que os fãs do Batman vão querer invadir minha casa e quebrar minhas pernas, mas eu tenho um bom motivo para Matt estar na frente: Até onde me lembro, ele nunca foi bilionário.

3- Wolverine
A origem dele não só é trágica, como também é longa e, devo dizer, bonita. Nascido no final do século 19 em Aberta, Canadá, James Howlett era o filho franzino e fráil de um casal de ricos donos de terra. Sua mãe, Elizabeth, havia sido internada por um tempo devido á morte de John Jr, seu primeiro filho. James passou boa parte de sua infância nos arredores da mansão, com seus amigos Rose (uma ruiva contratada para ser sua companhia) e Cão, filho de Thomas Logan o zelador. Logan era alcoolatra e extremamente violento com Cão, o que acabou traumatizando o garoto. No início da adolescência dos três (James, Cão e Rose), Cão tentou beijar Rose, e ao ver que ela não o queria, tentou agarrá-la á força (pense no Carnaval). James contou para seu pai e como resposta Cão matou o cachorro de James. Cão e Logan foram expulsos das proximidades graças a isso. Logan e Cão retornam á mansão com o objetivo de levar Elizabeth consigo. Ela e Logan tinham tido um caso, o que explicava a incrível semelhança entre James e Logan. Sim, o pequeno Howlett era bastardo. John Howlett II (marido de Elizabeth) tentar impedir Logan e acaba sendo morto com um tiro. James entra no quarto, e ao ver seu “pai” caído no chão, ativa sua mutação pela primeira vez. Garras nascem das costas de suas mãos, e James avança contra os invasores. Logan é morto e Cão recebe um golpe no rosto, deixando uma cicatriz das três garras. Elizabeth, que já era emocionalmente fraca, se mata com um tiro da arma de Logan. Rose foge com James, que teve parte de sua memória apagada com o acontecimento. Cão vai até a polícia, e mente ao falar que Rose matou John II e Logan. Sem familiares restando, o patriarca da família Howlett adota Cão como seu protegido. Porém, Cão já era um psicopata e era tarde demais para se recuperar. Rose e James se refugiaram numa colônia britânica, e James adotou a identidade de Logan para não ser reconhecido. O trabalho nas minas fortaleceu seu corpo, e seus poderes mutantes se aperfeiçoaram, transformando “Logan” num caçador feroz. “Logan” era muito querido na colônia, por causa de seu trabalho duro e ética. Smitty, o líder local se tornou uma figura paterna pra “Logan”. James era apaixonado por Rose, mas nunca pôde demonstrar seus sentimentos, pois isso estragaria o disfarçe de primos. Smitty também nutria sentimentos por Rose, e os dois ficaram noivos. Com o tempo, James aceitou o noivado, pelo bem de Rose. Enquanto isso, John Howlett, em seus tempos finais, pediu á Cão para que encontrasse Rose e James, pois ele queria perdoá-los pelo assassinato de John II. Cão, tão formidável quanto James, aceita o pedido, com a intenção de matar James. Ele facilmente encontra o bastardo, quase como se tivesse habilidades de procura (o que, junto á sua aparência, faz os leitores se perguntarem se ele é Sabretooth em seu início) e os dois começam uma briga. Cão era mais forte, mas logo foi subjulgado por James. Com Cão incosciente, James ativou suas garras para dar o golpe final (surpreendendo todos em sua volta). Rose tenou impedí-lo, mas acabou sendo atingida. Com Rose morta em seus braços, James fugiu horrorizado para as florestas, onde viveu por anos. O que aconteceu depois ainda é um mistério.

2- Spawn
Al Simmons começou como membro dos Fuzileiros Navais e mais tarde entrou para o serviço secreto, onde se tornou um agente notável, principalmente por ter impedido o assassinato do presidente. Promovido para a CIA, Simmons foi recrutado pelo Security Group, uma força tarefa com jurisdição para agir dentro e fora do país. Após um tempo, Simmons começa a questionar as ações do grupo e principalmente as de seu diretor, Jason Wynn. Sob a ameaça de que Simmons resignasse, Jason encomenda a sua morte. O assassinato é bem sucedido e Simmons vai parar no inferno. Lá ele faz um pacto com o demônio Malebolgia e aceita se tornar um de seus soldados se puder ver sua esposa, Wanda, mais uma vez. O pacto é feito e Simmons retorna ao mundo dos vivos. Mas nem tudo corre bem: Simmons retorna com a memória turva, corpo desfigurado e poderes infernais. Como se não fosse merda suficiente, 5 anos se passaram desde a sua morte. Wanda se casou com seu melhor amigo Terry, e os dois tiveram um filho. Nem preciso falar que o pobre Simmons, agora um Hellspawn, ficou puto. Spawn sai então pelas ruas, chutando alguns traseiros criminosos. Um merecido segundo lugar, Spawn mostra que não vale a pena fazer pactos com o Diabo. Até porque se isso funcionasse mesmo, o Flamengo seria decacampeão mundial, e o Corinthians teria uma Taça Libertadores.

1- Justiceiro (Punisher)
Eu não consigo imaginar um rank desse tipo sem colocar o Justiceiro no topo. Após retornar da guerra do Vietnã, Frank Castle resolveu levar sua família para um inofensivo piquenique no Central Park. Mas merda acontece, e aqui aconteceu para valer. Ao presenciar um assassinato a mando da máfia, Frank e sua família se tornaram alvos e foram executados pelos capangas de St. John. Frank viu sua filha ter a barriga aberta com uma rajada de balas. Segurou os miolos de seu filho, que tinha sido atingido na cabeça. Viu a mulher que amava envolta por uma poça de sangue. Obviamente, Frank sobreviveu. Ele era capaz de identificar os atiradores, mas a polícia já havia sido subornada, e se recusou a ajudá-lo. Neste momento, o restante da sanidade de Frank desmoronou. E então, o que você acha que ele fez?
a)Foi para casa chorar enquanto assistia Oprah.
b)Se tornou pastor da Igreja local.
c)Fez um blog.
d)Se matou, pois a vida não valia mais a pena.
e)se lembrou que Deus o abençoou com duas bolas e um cromossomo Y, e partiu em busca de vingança, com doses extras de violência.
A resposta correta é a letra “e”. Desde então ele tem dado fim em criminosos como a família Costa, sob o nome de Justiceiro. Como se isso não fosse cool o bastante, ele usa uma camisa preta com uma caveira no peito e sai na mão com outros heróis de vez em quando. Isso que é macho. E a primeira parte acaba por aqui. Estejam comigo na próxima, quando rankearei os vilões. Qualquer discordância, só entrar em contato para que eu possa fingir que me importo.

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