O Profanador (Philip K. Dick)

Livros segunda-feira, 13 de maio de 2013 – 0 comentários

Dia desses resolvi dar uma pausa na leitura, descansar um pouco, mas como não tinha nada melhor para fazer, resolvi ler… Cuz that’s how I roll. Perdido no meio de outros livros, havia um que eu ainda não tinha lido, e nunca havia me animado para ler também: O Profanador, do Philip K. Dick (É, não é um nome que soa muito bem), conhecido por Blade Runner, Minority Report e O Vingador do Futuro.

 Çedussão.

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O Homem Duplo (A Scanner Darkly)

Cinema sexta-feira, 12 de novembro de 2010 – 6 comentários

Cara, esse filme é foda pra caralho. Mas parece que ninguém aqui no bacon percebeu isso até agora. Foi preciso que eu aparecesse aqui, em pleno ano de 2010, pra dar a essa obra o crédito que ela merece. Aliás, é basicamente isso que eu pretendo fazer nessa pocilga nesse maravilhoso site, até que resolvam me expulsar: Falar (Ou escrever, no caso) sobre essas coisas que eu (E muitas vezes só eu) considero fodas pra caralho, e são quase desconhecidas dos n00bs do público em geral. E de vez em quando também meter o pau nas merdas que vocês gostam. Mas chega disso, vamos ao que interessa.

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Banalidades

Antípodas da Mente sexta-feira, 17 de julho de 2009 – 1 comentário

Algumas dicas rápidas para suas mentes ansiosas.

A revista ViceLand, conhecida mundialmente, acaba de ganhar sua versão brasileira, com estréia em junho.
Para quem não conhece, a Vice é uma revista de atualidades, moda, design e música, distribuída gratuitamente em centros culturais e casas de show, conhecida por seu humor ácido, seu conteúdo duvidoso e suas matérias politicamente incorretas.

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Overdose Sci-Fi: Minority Report: A Nova Lei (Minority Report)

Cinema segunda-feira, 19 de maio de 2008 – 0 comentários

Esses filmes que tentam abordar algum aspecto futurista sempre têm partes que acertam e que erram pra caramba. Minority Report não é diferente. Desde o início do filme, tive a impressão de que ele ia ter algo que me faria me surpreender, mas é claro, ainda não sabia o que era.
No ano de 2054, os casos de homicídio que ocorrem são próximos de zero. Tudo isso é por causa de um sistema criado para prever crimes e prender os futuros assassinos antes de os realizarem. Isso é por causa de certas pessoas que têm essa capacidade de ver o futuro, os chamados pré-cogs. Mas apesar disso, essas 3 pessoas ficam em um estado semi-adormecido em que suas visões podem ser identificadas por programas e analisadas por uma equipe, essa sim a responsável por conseguir todos os dados necessários para evitar o crime.

Os Pré-cogs

Tudo ia muito bem, até que um desses Pré-cogs tem uma visão de que um cara chamado John Anderton iria matar uma pessoa dali a 36 horas. Seria apenas tarefa rotineira, se não fosse um porém: John Anderton era o policial que analisava esses fatos e comandava a equipe de prevenção de crimes.
Daí em diante, o filme se concentra em mostrar a fuga dele para tentar provar que o sistema é errado, indo até as ultimas conseqüências para provar sua inocência.

Até leva umas porradas

Baseado em um conto com o mesmo título de Philip K. Dick, o filme é um bom exemplo de um futuro que ainda pode acontecer, dado ao grande numero de elementos nada distantes da realidade atual, como as telas de toque que o personagem de Tom Cruise manipula ou os sistemas de comunicação e reprodução de vídeos mostrados durante o filme. Acredite, é um bom exercício mental ficar tentando identificar as tecnologias que aparecem no longa, juntamente com as marcas que lhe são atribuídas a eles. Por exemplo, sei que no futuro possivelmente terá PEPSI.
Com ação do início ao fim, esse filme tem bons momentos, como a parte em que ele vai a um médico de credibilidade duvidosa se submeter a uma operação. Ou a parte que ele resolve fugir de seu próprio automóvel, cenas que valem a pena rever, juntamente com outras que aparecem mais a frente e que não vou citar aqui, pois espero que vocês decidam por si mesmos as melhores cenas.

Minority Report – A Nova Lei

Minority Report (146 minutos – Ficção científica)
Lançamento: 2002, Estados Unidos
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Baseado em conto de Philip K. Dick, com roteiro de Scott Frank, Jon Cohen
Elenco: Tom Cruise, Max von Sydow, Steve Harris, Neal McDonough, Patrick Kilpatrick, Jessica Capshaw, Richard Coca e muitos outros

Overdose Sci-Fi: Diferenças entre mundos de ficção científica

Analfabetismo Funcional segunda-feira, 19 de maio de 2008 – 0 comentários

Essas diferenças entre os mundos de ficção científica é o que mais me diverte enquanto leio as obras. Enquanto me preparava para o Overdose, li 19 livros de diversos autores, mas 3 em especial me chamaram a atenção, pois suas obras eram muito iguais em abordagem de temas mas os mundos que eram apresentados aos leitores eram um tanto diferentes de um para o outro.
Começando por Isaac Asimov, que aqui você já pode conferir a resenha de alguns livros dele, como Eu, Robô e O Homem Bicentenário. Ele era um cara que escrevia muito, mas quando digo muito, era realmente bastante, escrevia tanto que eu cheguei até a ter dificuldades pra escolher quais livros dele falar mais, mas isso não vem ao caso. Suas histórias falavam sobre um futuro que a humanidade era bem desenvolvida, mas tudo com a ajuda da robótica, e os robôs eram regidos pelas três leis da robótica, que garantiam que eles nunca iriam machucar um ser vivo e sempre obedecer qualquer ordem, se não fosse contra as regras.
O segundo autor em questão é Arthur C. Clarke, escritor de 2001: Odisséia espacial e que morreu nesse inicio de ano, que também tem suas histórias focadas em viagens espaciais e como não pode deixar de ser, inteligências superiores a da raça humana, seja criada ou muito mais antiga que o próprio universo.
O terceiro autor só entrará em campo daqui a pouco. Primeiro de tudo, vamos fazer com que esses dois autores entrem na porrada tenham suas diferenças apresentadas, só pra facilitar um pouco.
Enquanto um era O CARA pra falar sobre tecnologia e sobre um futuro que era mais parado, que ficava mais tempo no planeta e que demorou séculos para conseguir se expandir, o outro foi mais otimista, falando sobre viagens distantes em anos que já se passaram atualmente. As tecnologias também eram regidas por diferentes aspectos. Enquanto em um os robôs eram apenas auxiliares, muitas vezes sendo considerados menos do que isso, em outro a tecnologia tinha um papel por vezes superior ao confiado a humanos. Mas apesar de serem diferentes, eles compartilhavam vários tipos de idéias parecidas, como essas mesmas tecnologias com problemas que muitas vezes davam mais trabalho do que ajudavam. Vide HAL-9000 para mais detalhes. Ô computador mais… filho da puta.
Agora que esses dois já foram meio que comparados, vamos colocar mais um na linha de tiro. O autor que entrará agora é um cara que falava do futuro como se fosse um reflexo de um passado muito sujo, com drogas, assassinatos, lixo, muito lixo, destruição e sociedades muito relaxadas. O autor que estou falando se chama Philip. K. Dick.
Suas histórias sempre tinham (tem, livros são eternos) elementos que fazem com que o futuro, muitas vezes mostrado como um lugar frio e com pessoas muitas vezes reservadas demais, tenha um lado mais humano, com pessoas divertidas, fazendo coisas que não se diferenciam muito das feitas atualmente. as inteligências superiores ainda estão por lá e as viagens planetárias também, mas elas são muito diferentes. Em uma das histórias do livro de contos O Vingador do Futuro, chamada A Mente Alienígena, há um bom exemplo de como formas alienígenas podem ser maldosas e bem humoradas ao mesmo tempo. Esse livro é um pouco difícil de encontrar por aí, mas se encontrar, pegue pra ler nem que seja essa história, pra entender o que estou dizendo.
Mas o que podemos concluir disso tudo? Que o futuro é um lugar que ainda não existe, pelo menos não da maneira que eles falam. Se fosse pra escolher, pegaria o futuro de Phillip K. Dick. Se é pra viver num futuro, quero que ele pelo menos tenha coisas legais para se fazer.

O Homem do Castelo Alto (Philip K. Dick)

Livros sexta-feira, 28 de março de 2008 – 12 comentários

Minha defesa á Ficção Científica já deve estar cansativa, repetitiva até.
Como já disse: nada de espaçonaves ou heróis intergalácticos. Eu falo de gente comum. Como eu. Como você. Somente aí a ficção científica pode funcionar. Somente aí, como alguns diriam, o romance deixa de ser uma previsão desconfigurada do futuro, e torna-se um aditivo á própria realidade. Ao presente. Um presente exagerado, onde nossos defeitos, nossos problemas, e principalmente nossas neuroses tornam-se evidentes.
O real é surreal demais.

O Homem do Castelo Alto é assim. Um soco no seu estômago. Um tapa na sua cara.
O livro, escrito no começo dos anos 60, foge do padrão de Philip K. Dick. Ao contrário da maioria de seus contos e romances, a história passa-se também na década de 60. No presente. Mas em outra realidade.
O Eixo ganhou a Segunda Guerra. O mundo agora é dividido pela influência da Alemanha e do Japão, os novos senhores do planeta. Os próprios Estados Unidos não existem mais como país unificado, tornaram-se três estados separados: ao Oeste a região controlada pelos japoneses; ao Centro (chamado de Rocky Mountain States) uma área indepedente; e ao Leste, em nossa querida Nova York, uma região governada pelos nazistas.

Ah sim, os nazistas. Não se trata de simples fascismo, esse nazismo. Politicamente muito próximo, você aprende a considerar com um simples regime de direita. Mas não é esse o ponto em nosso livrinho. O ponto é a Megalomania, a Loucura da Raça Ariana. Os judeus estão praticamente extintos, os poucos sobreviventes escondem-se com sobrenomes falsos e operações plásticas. A Ífrica foi dizimada, fim dos negros. Os restantes são Escravos nas regiões controladas pelo Terceiro Reich. Já há tecnologia suficiente para ir a Marte, para se viajar de Berlim a São Francisco em Meia Hora. No entanto….não existe televisão. O mundo evoluiu de forma diferente, a Alemanha controla o lobby mundial de plástico e todos os seus derivados. Uma tecnologia megalomaníaca de plástico.

Nos é dado apenas um relance, um pequeno piscar de olhos, dessa nova realidade maluca. Através das pequenas histórias de diversos personagens comuns, entendemos aos poucos o Terror do dia-a-dia num mundo em que o Nazismo é a Regra.
Um judeu designer; o dono de uma loja de antigüidades americanas (linda ironia, os japoneses colecionam antigüidades da cultura americana exatamente da mesma forma como nos sentimos atraídos por espadas samurais em nosso mundo); um importante executivo japonês, chefe de departamento do governo nipônico; um suspeito mercador de borracha da Suécia; uma professora de judô. Todas essas histórias se entrelaçam, conectam-se de forma a criar uma rede de acontecimentos.

E, claro, o ponto alto do romance, a maestria de Philiph K. Dick: The Grasshopper Lies Heavy.
O romance dentro do romance. Um obscuro escritor de ficção científica lança um história, banida nas áreas de influência nazista, sobre uma realidade alternativa, em que os Aliados teriam vencido a Guerra…

Considerado um dos melhores romances de K. Dick, O Homem do Castelo Alto nos oferece uma obscura visão da realidade enquanto torna evidente a catástrofe, única possibilidade de resultado com uma união tão estranha: Uma cultura oriental milenar, influenciada constantemente pelo Taoísmo, Budismo e Xintoísmo…dividindo o mundo de forma “amigável” com o Terceiro Reich, a cultura da Supremacia Branca, a Megalomania, a Pura Maldade SS.
Isso Faz Sentido?

Homem do Castelo Alto, O

Título original: Man In The High Castle, The
Ano de Edição: 2007
Autor: Dick, Philip K.
Número de Páginas: 304
Editora:Editora Aleph

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