Conto: Tese de bar

Analfabetismo Funcional terça-feira, 11 de janeiro de 2011 – 0 comentários

 Num boteco comum, de uma metrópole qualquer, numa típica noite de sexta-feira. Entre uma cerveja e outra:
– Mulher mal-comida é foda.
– É… foda mesmo.
– Parece uma bomba-relógio. Pavio curto do caralho.
– Bomba-relógio tem pavio? Puta merda, essa maminha tá salgada pra caralho!
– Porra, tu entendeu! Mulher mal-comida reclama de tudo, bota defeito em tudo, tem sempre uma respostinha mal-criada para qualquer crítica, se mete onde não e chamada e blá blá blá. É um pé no saco! Lá no trabalho tem uma dessas.
– Todo lugar tem alguma boceta queijuda dessas… Mas sabe o que é pior que mulher mal-comida?

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GAAWH – Como levar menininhas para ver filmes de terror

Cinema sexta-feira, 03 de setembro de 2010 – 0 comentários

Aproveitando que o K fez uma resenha pra [REC] 2, eu vos humildemente escrevo um pequeno manual de como levar menininhas* para assistir filme de terror e se dar bem no final. Ou durante, dependendo da preferência. continue lendo »

Recomendo: Chabadabadá (Xico Sá)

Analfabetismo Funcional terça-feira, 08 de junho de 2010 – 4 comentários
 Feio, não! Mal-diagramado!

Quem ainda não conhece Xico Sá, pode começar acessando seu excelente e constantemente atualizado blog. Escritor, contista, cronista, colunista, boêmio e, segundo ele próprio, “mal-diagramado” (Um eufemismo para feio), Xico Sá nasceu no Crato (CE) e viveu parte da adolescência no Recife (PE). Além de ser colunista da Folha de São Paulo, tem ficado mais famoso devido a aparições no Jornal da MTV, onde trata de forma escancarada e sem-vergonha dos mais diversos temas atinentes à existência humana. continue lendo »

Bitch: Stop Noobin’.

Nerd-O-Matic quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009 – 27 comentários

Eu acho que mulheres deviam parar de jogar vídeo-game.

Er… ok, pensando bem, vocês ainda podem jogar Wii Fit.

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Noob: Stop Noobin’.

Nerd-O-Matic quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009 – 7 comentários

Então, já citei por aqui alguma vezes que tenho um XBox 360. Também já citei algumas vezes que tenho uma mulher. Não sei se eu já citei antes, mas eu também tenho um saco. Normalmente essa poderia ser uma combinação explosiva, e não de uma maneira sexual.

Foto: Sexy

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Fallout 3 lava, cozinha e passa.

Nerd-O-Matic quinta-feira, 29 de janeiro de 2009 – 13 comentários

(Eu já escrevi uma review de Fallout 3, então isso não é uma resenha. Leia lá o outro texto se você quer uma resenha.)

Fallout 3 é mulher pra casar

Vocês sabem (ou deveriam saber) jogos são mais ou menos como mulheres: quanto menos enchem o saco, mais tempo você passa com elas. Afinal, a coisa mais insuportável do mundo é uma mulher que fica gralhando e torrando sua paciência porque você mija e não abaixa a tampa depois. Aliás, já que toquei no assunto, POR QUE CARALHOS MIJADOS elas reclamam tanto por causa disso? O KID, que é um gamer de respeito, já explorou a questão anteriormente, mas ela continua sem resposta. Eu acho que é só um comportamento default de encheção de saco que vem no software de toda mulher, sabe como é, pra que nenhuma deixe de encher o saco de um homem em pelo menos algum momento de sua vida feminina e reclamona.

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Gostosas salvam os vídeo-games.

Nerd-O-Matic quinta-feira, 08 de maio de 2008 – 18 comentários

É, é… resolvi falar de mulheres e vídeo-games de novo. Eu achei que aquele fascínio era temporário, mas depois de ser ownado no Supositório desse mês por um rol de mulheres espetaculares, resolvi me render de vez.

Então, quando eu estava rodando pelas internets á procura de fotos de gamers girls gostosas pra uma coluna anterior, acabei me deparando com essa loirinha aí:

Na hora nem me emocionei muito porque, convenhamos, ela não é gordinha. E nem muito bonita. Mas dá um caldo, eu sou um cara justo. Sem falar que ela faz fotos com temas gamísticos e pouca roupa. Mereceu entrar na coluna. E depois, rodando mais um pouco pelos sites profissa de games, acabei batendo com a foto dela de novo numa matéria sobre como fazer sua namorada jogar com você.

Não que eu queira minha mulher me atrapalhando enquanto eu jogo, claro; o máximo de companhia vídeo-gamística necessária pra mim é algum outro jogador pra apanhar de mim em Fight Night Round 3, e isso se consegue com qualquer conexão de rede ou com o joystick 2 (independente de ser homem ou mulher). Se eu quiser SÉQUIÇO, eu paro de jogar e vou lá pegar a mulher, lógico. O esforço de fazer uma mulher jogar com você nem sempre rende lucros, a não ser que ela saiba jogar decentemente algum jogo de homem. Porra, mánemfudeno que eu vou jogar The Sims com a mulher pra ela ficar escolhendo a decoração da casa e discutindo sobre o salão de jogos que eu montei no terraço. Me apresentem uma namorada que saiba jogar Burnout e eu posso pensar no assunto. Pode ser até a SUA namorada, eu não me importo.

Mas enfim, voltando ao tema desta coluna, a matéria da menina era simples e bem-escrita. Dicas interessantes para quem (quer e) não consegue conciliar namorada e vídeo-game. Curti. Fui navegando meu barco atrás do barco dela e descobri que a mina é modelo e escreve sobre games desde 2004. Ololco. Esqueci de citar o nome dela né? Então lhes vos apresento a vocês DE NOVO:

Só um motivo pra colocar mais uma foto

Então, olhando assim com mais carinho, você começa a dar valor pra menina e tal. Ainda mais quando você alia a lata da moça com o que ela escreve por aí. Não que ela seja uma cronista espetacular sobre vídeo-games, mas sei lá, pelo menos ela se interessa, acompanha a cena e escreve sobre isso, se metendo até mesmo nos jogos considerados extremamente masculinos, como Gears of War.

Opa, esqueci de falar quem é a moça de novo. Então, reapresentando-a:

Mas que curvinhas DILIÇA minha filha

Como eu já disse, ela tá por aí falando de games desde 2004, e atualmente tem até um site quase exclusivo com um outro puto aí, onde eles colocam podcasts periódicos sobre o universo gamer e outros temas relacionados. Tem até myspace, se vocês ficaram interessados. Além disso, a garota tem um blog no 1UP, participações em outros sites especializados e, num empreendimento mais recente, se juntou ao Girls Entertainment Network que eu sinceramente não tenho muita idéia do que é, mas talvez interesse para as nossas leitoras. Odeio essas paradas girl power, de mulher pra mulher. Mulheres precisam INTERAGIR com os homens, assim como a Bel faz no AOE. Orra, a Bel só não interage mais com a gente no site por falta de… KY. Porra, esqueci de dizer que a mina também é beta tester da Sony. Ela manda bem, vai.

Ainda não tá botando fé? Vai lá ler o último post dela sobre Grand Theft Auto IV. Eu sei que até aqui essa coluna ficou quase parecendo um post patrocinado, mas eu juro pra vocês que não é. Aliás, no dia em que me PAGAREM pra escrever alguma coisa aqui eu vou fazer questão de contar pra GERAL. Ainda mais se me pagarem pra escrever sobre mulher e vídeo-game.

Mas eu quis falar da mina aí porque acho importante mesmo desfazer essa imagem de gamers como nerds bitolados e virgens, e mostrar que também existem mulheres, adultas, com vida própria, gostosas e que ainda assim são hardcore gamer. Desde que eu assumi essa coluna foi uma questão importante pra mim atacar o estereótipo do gamer/nerd/babão. Enquanto esse tipo de imagem rolar como o modelo dominante de gamer, TODOS NóS saímos prejudicados; se os próprios gamers não se respeitam e não se reconhecem como gente, então a comunidade onde eles estão também não vai respeitá-los.

Se a imagem do gamer no Brasil passa sempre pelo “adolescente do sexo masculino e vagabundo sem nada melhor pra fazer da vida”, então o mercado como um todo não vai nunca ver os gamers brasileiros como adultos responsáveis com dinheiro no bolso, como uma fatia do mercado consumidor. E, enquanto não formos vistos como um mercado possível para a indústria de entretenimento, estaremos eternamente condenados a continuar importando nossos consoles do Paraguai, com uma rede limitadíssima de assistência técnica e acesso ainda mais limitado aos jogos e periféricos. Diz aí Luke, o parto que foi pra achar sua guitarra de Guitar Hero.

ORRA MLK FOE FODS PR EW AHCAR A PARAD

Cês já tentaram encontrar uma assistência técnica da Nintendo no Brasil? Quando eu comprei meu Nintendo DS ele queimou 3 pixels na tela com uma semana de uso. Eu sabia que a Nintendo cobria esse defeito do melhor jeito: trocando seu DS por um DS novinho em folha. Mas e cadê rede de assistência técnica da Nintendo no Brasil? Tive que correr na loja onde comprei, tirar meu pau pra fora e bater no balcão pra ameaçar os caras. Aí trocaram meu DS por outro, novo, na caixa. Só que isso logicamente não é a regra nessas lojas altamente suspeitas e não-profissionais onde costumamos comprar nossos apetrechos vídeo-gamísticos. Se você tem pau pequeno, nem tenta. Melhor ficar em casa chorando com seus dead pixels.

Ainda não descobriu o nome da mina?

Quem diria que eu conseguiria ligar a Raychul Moore (esse é o nome da moça, aliás) seminua com a questão do mercado restrito de games no Brasil, hein? Fala a verdade, cê se surpreende com essa coluna de vez em quando. Não se surpreende? Então te fode.

Mulheres que jogam: I want to believe (18+)

Nerd-O-Matic quinta-feira, 17 de abril de 2008 – 24 comentários

Esse artigo é para maiores de 18 anos. E também é mais um oferecimento da campanha:

Coisa do Papo de Homem

Eu pretendia consumir mojitos pra escrever esse texto, em homenagem aos leitores da minha coluna, que não merecem menos. Porém, fui lá sacar o rum do estoque e vi que minha garrafa tava assim:

Sacanagem. Alguém tá tomando todo meu rum.

Felizmente eu sou um pirata prevenido, e logo ao lado estava a garrafa de Big Apple, semi-cheia:

fmz

Como toma Big Apple? Aqui noobs:

Big Apple a gosto, uma colher de açúcar. Mistura.
Gelo até o topo
Soda até completar. Dá uma sacudida em tudo.
Diliça

Antes de iniciarmos esta coluna, saibam que a receita aí de cima não é desvinculada do nosso assunto principal aqui. Esta mistura específica de Big Apple parece ser bastante apreciada pelas mulheres. E embebedar uma mulher, fazer ela rir e depois convidar ela pra jogar God of War é receita certa pra você tirar a cueca, como a Bel já deu a dica pra nós.

Devidamente abastecidos de substância etílica, continuemos agora o estudo da semana passada, abordando mulheres que jogam.

Bom, eu achei que estava criando ficção humorística com a última coluna, ligando o papo de sexo com jogar vídeo-games, mas, oh ironia, a vida real é sempre mais bizarra do que a ficção:

Gametart, the UK’s largest online games rental company, carried out a survey throughout January to see how the recent influx of the likes of Pink PSPs and DS Lites would affect gamers’ sex lives across the country.

The results were surprising.

Of their sample of 200 women, those who played video games on average had sex 4.3 times a week while those who didn’t play games only had sex just 3.2 times a week.

Perhaps even more promising for gamers is the fact that many of the women that they interviewed who have only recently started playing games said that they now have sex more often than before.

Fonte: aqui.

Vou traduzir a notícia pra vocês, ipsis literis:

Mulheres que jogam vídeo-game socam o grão com mais freqüência do que coelhos, doninhas e mulheres que não jogam.

Ololco. Que coisa mais espetacularmente espetacular. Tipos, cês leram lá em cima? “Mulheres que jogam fazem sexo 4.3 vezes por semana, enquanto as que não jogam fazem sexo 3.2 vezes por semana.” Jogar vídeo-games ajuda as mulheres a tirar as calcinhas mano!

Eu SABIA que isso acontecia de verdade

Tudo bem, me empolguei tanto quanto vocês, mas isso é um dado altamente controverso que eu gostaria de discutir. Em primeiro lugar, a amostra era pequena (200 minas) e composta por clientes da Gametart, que é uma locadora de jogos britânica. O serviço da Gametart é interessante: tu monta uma lista de jogos, a loja manda o jogo que você escolheu pelo correio, cê joga até encher o saco e depois devolve, também pelo correio. Quando você devolver aquele jogo, eles te mandam o próximo da lista. Tudo custa 3 dólares por semana. Serviço genial, aliás.

Mas voltemos ao nosso assunto. Infelizmente a pesquisa não apresentou dados demográficos de idade, escolaridade, se as minas são gostosas, quais consoles jogam e o caralho. Então não dá pra saber QUEM eram essas minas que fazem sexo quatro ponto três vezes por semana. Vamos ter que fazer algumas extrapolações científicas a fim de investigar a questão, tentem me acompanhar.

Se elas alugam jogos pelo correio, certamente têm tempo livre para ficar jogando a ponto de contratar um serviço desses. Acho que é seguro assumirmos que são mulheres que não trabalham em tempo integral. Possivelmente são mulheres que só estudam ou que trabalham em tempo parcial. Devem ser jovens. Algo aí entre 18 e 24 anos. Vídeo-game é uma coisa de pessoas descoladas como as minhas leitoras. Acho que também é seguro assumirmos que estas 200 minas são descoladas, jovens e razoavelmente gostosinhas. Mulheres gostosinhas têm aquelas pernas bem-feitas e gostam de exibi-las por aí… várias delas devem usar sandálias de salto alto (daquelas de amarrar na canela). E provavelmente elas são tão gostosinhas e sexy que usam as sandálias mesmo quando tão jogando. Provavelmente elas usam Só a sandália pra jogar. Sexy.

Sexy jogando Wii

Sabemos que nós, machos jogadores, somos frequentemente excitados pelas personagens femininas dos games, que promovem mulheres sexy e gostosas que tiram a roupa por qualquer motivo. Esse tipo de coisa certamente molda a nossa imagem particular do mundo, e nos faz tentar mudar a realidade pra se adequar a esse mundo perfeito onde todas as minas possuem armas, sabem lutar artes marciais e usam pouca roupa. Não é á toa que os cosplays fazem tanto sucesso: é como trazer para a vida real um pouco daquela magia da tela. E não é só nós que ficamos babando ao ver as minas naquelas roupinhas; tu pode crer que elas também curtem pra cacete se vestir de Princesa Léa, assumir a personagem, atrair atenção e provocar ereções.

UóN

Ainda não fugi do assunto. Estou propondo o seguinte: é possível que o universo de alguns jogos onde a imagem feminina é altamente sexualizada, apele também ás mulheres que jogam, criando um clima propício para socar o grão e excitando-as de leve.

Também é possível que elas simplesmente se sintam mais seguras pra manipular homens babões e conseguir sexo, depois de observar tanto exemplos femininos fortes como Lara Croft, Chun-Li, Samus, etc. Convenhamos: é muito melhor ter a Lara Croft como um exemplo de mulher do que, sei lá, a Regina Duarte na novela das 8.

Ou…

… pode ser que simplesmente todas as 200 minas tenham mentido PRA CARALHO quando responderam á pesquisa, e não fazem sexo porra nenhuma. Vocês se deixam levar muito facilmente por imagens e números. Sejam mais críticos, seus noobs.

Mas elas não deixam de ser gostosas. Quem sabe com um Big Apple…

Mulheres dominando as séries

Sit.Com terça-feira, 11 de março de 2008 – 1 comentário

Sei que o Dia das Mulheres já passou, mas o tema vale um texto ao se observar que nesta temporada de séries: os grandes personagens ficaram com as mulheres. Se no últimos anos elas vem dominando as séries de mansinho, atualmente os grandes sucessos da televisão americana dependem da audiência feminina, logo, personagens femininos roubam a cena em diversas séries.

Podem observar que este “fenômeno” começou com as constantes reclamações das atrizes que, depois de determinada idade, o cinema já não oferecia mais papéis sérios e consistentes. Assim há quatro anos atrás surgia Desperate Housewives, uma série cômica (recheada de humor negro) com drama e mistério. Nos papéis principais, quatro mulheres maduras enfrentando problemas relacionados ao seu universo e a sua vizinhança. Com isto surgiu para o grande público a excelente atriz Felicity Huffman, hoje ganhadora de diversos prêmios por seu papel Lynette e, inclusive, já recebeu uma indicação ao Oscar por melhor atriz em Transamérica.

No decorrer dos últimos anos, as mulheres (atrizes) voltaram com tudo em séries de sucesso como Grey’s Anatomy, Ugly Betty, 30 Rock, Weeds, The Closer e The New Adventures of Old Christine.

Nesta temporada a avalanche começou com Damages com a incrível Glenn Close, atriz oscarizada, mandando e manipulando todos os personagens da série sobre os bastidores de um caso jurídico. Em seguida, ainda na tevê a cabo americana, estreou Saving Grace, com a também oscarizada Holly Hunter (do drama O Piano) fazendo uma policial porra louca que de repente se vê perseguida por um anjo, Earl, em seu dia-a-dia.

Glenn Close arrasa na performance e com os personagens em Damages

Já na tevê aberta as mulheres estão se mostrando poderosas e sedutoras; mas em tramas tãoooo fraquinhos, neste contexto estão Lipstick Jungle com Brooke Shields e Kim Raver (a namorada de Jack Bauer em 24 Horas), e Cashmere Mafia com Lucy Liu, Miranda Otto, Hugh Bonnerville e Frances O’Connor. Ambas têm mulheres tentando equilibrar suas vidas amorosas e familiares com suas vidas de sucesso profissional. Além delas ainda há o filhote de Grey’s Anatomy, Private Practice, série da Dra. Addison, a belissíma atriz Kate Walsh – numa série que mistura romance, dramas e casos médicos numa clínica onde tudo acontece e os personagens parecem ter 15 anos.

Será que Kate fez certo ao sair de um projeto de sucesso como Grey’s para se aventurar numa série solo?

Mas nem todas as séries se resumem a tramas “novelinhas”. Nesta temporada, três séries mostram mulheres envolvidas em tramas de ação e suspense. Women’s Murder Club, estreando na Fox neste mês, conta histórias policiais sob investigação de 4 mulheres; uma policial, uma médica, uma promotora e uma jornalista. A série não é lá estas coisas, até porque, neste contexto, inserem dramas de mulherzinha nas personagens, tudo tão chato. A segunda, já cancelada, é Bionic Woman, a série que conta a história de uma jovem reconstruída bionicamente num projeto secreto não decolou. A trama começa devagar com muitos toques conspiratórios numa trama simples e pouco densa.

Elenco de Lipstick Jungle, estréia garantida na Fox durante o ano

Para fazer exceção nesta categoria, The Sarah Connor Chronicles acerta mesmo não sendo nenhum fenômeno de audiência, numa trama que mistura ficção com ótimas cenas de ação, tudo protagonizado pela força da atriz Lena Headey e a “terminator do bem” Summer Glau (também vista na série Firefly). Mesmo assim, parece que o público americano não aceita muito bem mulheres em papéis fisícos e cenas de ação, preferem as atrizes fazendo cenas românticas e de lenço na mão, infelizmente!

“Perfume” em dose dupla

Filmes bons que passam batidos sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008 – 6 comentários

Ok, estou trapaceando e recomendando um filme e um livro ao mesmo tempo. Apedrejem-me motherfuckers. Soterrem-me sob pedras, mas leiam o livro e assistam ao filme.

Eu só não sei o que é melhor fazer antes.

Porque eu fico puto quando eu vejo um filme bom e depois leio o livro. É um saco ler um livro excepcional já sabendo da história através do filme, não? Você deixa de ser surpreendido pela história, e acaba se prendendo em aspectos mais técnicos ao invés de se deixar levar pelos personagens e narrativa.

Por outro lado, eu acho pior ainda ver um filme depois de ler o livro em que ele foi baseado. Ao ler o livro você monta as cenas de forma exuberante e extremamente pessoal na sua cabeça deformada, e é difícil superar isso com as imagens feitas por outras pessoas. Daí vem a natural frustração das pessoas com filmes baseados em livros que elas já tenham lido.

Então a minha dica pra você decidir o que fazer primeiro é: DANE-SE; TANTO FAZ. Por sorte o filme E o livro são espetaculares, então você não vai errar de jeito nenhum.

O LIVRO

Resumão pra vocês entenderem qualé a de “Perfume”: Jean Baptiste Grenouille é um pequeno puto abandonado pela mãe e que cresce tendo uma vida desgraçada de merda miserável maldita. O cara se ferra. Mas tem um olfato do caralho.

Eu só me fodo

O cara cheira coisas impossíveis, cheira suas entranhas, o cara cheira os seus PENSAMENTOS se você estiver perto o suficiente. Sério, lê isso:

Para Terrier era como se a criança o visse com as narinas, como se ela o olhasse de um modo agudo e examinador, de um modo mais penetrante do que se poderia fazê-lo com os olhos, como se engolisse algo com o seu nariz, algo que saía dele, Terrier, e que ele não conseguia reter nem ocultar… Essa criança sem cheiro cheirava-o todo, desavergonhadamente! Farejava-o!

Grenouille cresce CHEIRANDO o mundo inteiro e aprendendo o ambiente através dos cheiros. Ele define as coisas através de como elas cheiram e classifica pessoas, emoções e objetos a partir dessas combinações olfativas. Cara, eu nunca vi um dos cinco sentidos ser tão bem utilizado como mote de uma história. E um sentido que normalmente é relegado, já que você não cheira palavras ou imagens.

Em uma pequena crítica, o livro demora pra engrenar. Não estranhe. Antes da história propriamente dita começar, o autor precisa de páginas e mais páginas pra fazer você criar simpatia por Grenouille. Uma simpatia extremamente necessária, já que ele vai cometer atrocidades ao longo da história, e faz você ficar pensando sobre o alinhamento moral dele. Essa é a força maior da narrativa, ao meu ver: deixar claro que Grenouille não é MAU ou BOM. Ele simplesmente montou um mundo olfativo onde regras morais não fazem sentido. A busca é pela sensação final, o gozo olfativo, o cheiro supremo.

O Perfume

Das Parfum
Ano de Edição: 1985
Autor: Patrick Süskind
Número de Páginas: 255
Editora:Record/Altaya

O FILME

Belo, belo filme. Poesia em movimento. O diretor foi simplesmente genial ao fazer você sentir o que é o mundo de Grenouille através de imagens. A ator escolhido para o papel, que eu nunca vi mais gordo, consegue expressar na face a sensação de se cheirar coisas sublimes e coisas horrendas. Ele parece um cachorro durante o filme todo, o que acho que foi intencional já que cachorros são ótimos farejadores.

A história é minimalista no filme, com as imagens tendo mais efeito do que os diálogos. Você simplesmente PRECISA embarcar no ritmo visual, ser levado pelas cenas de corte rápido e rascante, como um cheiro ácido e acre. Cenas longas e demoradas, como o aroma de um COELHO assado enchendo primeiro o fogão, depois a cozinha e finalmente a casa toda. Cenas que criam expectativa, onde Grenouille sente uma nota de algo no ar; o vazio sonoro, sem música, a palheta cinzenta de cores, que significam o vazio sensorial. Grenouille, feito um Wolverine, pega um cheiro e começa a segui-lo; a música começa, passa a compor e fazer par com mais cores na tela até que ele acha a fonte do cheiro, contorce o rosto, fecha os olhos, desaba no chão, arrebatado, a música sobre, preenche tudo e a tela explode. Sensacional. Melhor que isso só se o maldito filme tivesse cheiro mesmo.

GERAL quer o perfume do cara

A cena final, onde Grenouille encontra e liberta seu perfume supremo, é tão maravilhosa e orgiástica, tão bonita e erótica que me lembra os melhores momentos de Calígula. Mas vocês são novos demais pra saber o que isso quer dizer. É um tipo de cinema que não existe mais. Onde pessoas peladas e o sexo são mostrados de uma forma a passar uma mensagem ao telespectador, e não apenas a criar excitação por ver um corpo nu. Aliás, esse filme quase passou batido por aqui. Muito injustamente.

Trailerzinho aí pra vocês que gostam disso:

Altamente recomendado. Cenas maravilhosas, ritmo exclente, história original e fora do padrãozinho Roliúdi.

Perfume: A História de um Assassino

Perfume: The Story of a Murderer
Lançamento: 2006
Direção: Tom Tykwer
Roteiro: Andrew Birkin; Bernd Eichinger
Elenco: Dustin Hoffman; Alan Rickman; Ben Whishaw

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