Baconews #50 – Por hoje é só, pessoal

Cinema, Televisão sexta-feira, 07 de fevereiro de 2020 – 0 comentários

Eu tô cansado de começar essa coluna (?) dizendo que voltamos mais uma vez depois de não sei quanto tempo abandonada, então, sem mais delongas vamos às melhores e piores notícias da semana. Deixa só eu tirar essa teia de aranha aqui, passar uma vassoura no chão, um paninho nos móveis e pronto. Vamos nessa. continue lendo »

Filmes pra acabar com a insônia

Primeira Fila segunda-feira, 26 de novembro de 2012 – 4 comentários

Eis que eu chego aqui pra escrever essa coluna, depois de três dias de Mississipi Delta Blues Festival terem substituído as minhas três últimas noites de sono. Claro que vocês não fazem ideia do que eu tou falando (E vão continuar não fazendo, já que eu ainda não cheguei no nível de escrever indiscriminadamente sobre música numa coluna de cinema), mas o pessoal daqui costuma considerar esse evento o maior festival de blues do Brasil, da América Latina e logo mais, de todo o mundo. Enfim, enfim, enfim, o fato é que eu tenho sono. E não tenho assunto. O que me levou a divagar, enquanto fazia um esforço sobre-humano pra não babar no teclado. Filmes. Sono. Filmes que dão sono. Olha só que interessante o jeito que a mente funciona. continue lendo »

Trazendo à Realidade 2.0 – Magneto

Nona Arte quarta-feira, 07 de abril de 2010 – 0 comentários

Todos nós assistimos Matrix. Todos nós fizemos piadas sobre “Qual a resolução da vida?”. Mas isso não amortece o choque de acordar um manhã e ver pixels mortos no céu. Brincadeiras à parte, vocês que prestaram atenção no filme devem lembrar que, durante a apresentação de Neo ao mundo real, Morpheus anuncia ao Escolhido o único propósito de 99% dos seres humanos:

 Essa é a sua tia Maria. Ou talvez o Kim Jong-Il, sei lá, são todos iguais.

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Filmes com efeitos especiais DEMAIS

Primeira Fila sexta-feira, 27 de março de 2009 – 11 comentários

Esse é mais um assunto que causa brigas com meus amigos. Eu sou chata, isso é fato. Da mesma forma que muitos aqui não suportam quando um personagem começa a cantar durante um diálogo, eu não aguento quando a tela se enche de luzinhas piscantes aleatórias sem sentido e o diálogo simplesmente INEXISTE. Sério, eu consigo ver vários nerds numa sala dizendo “óóhhh” e dando uma resposta incompreensível caso alguém pergunte o que há de tão bom naquilo. continue lendo »

3 filmes que deveriam ter uma versão para HQs

Nona Arte quarta-feira, 25 de março de 2009 – 11 comentários

O título é auto-explicativo. Vamos nessa:

1. Blade Runner

A distopia noir futurista etc etc etc. Não se precisa disso para saber que Blade Runner é foda. Clonagem, perseguições, vingança, um roteiro de primeira…
O bom é que ele não tem muitas cenas de ação insana, facilitando a vida dos desenhistas. Um estilo de desenho tipo Aeon Flux (a série, não o filme) ou Morte ficaria massa aqui. Também seria uma boa para abrir espaço para a discussão clássica sobre Blade Runner: Deckard é ou não um replicante? Como HQs não têm que se preocupar em resumir um conteúdo em um espaço de tempo curto, ficaria a deixa. continue lendo »

Overdose Adaptações: V de Vingança (V for Vendetta)

Cinema terça-feira, 15 de julho de 2008 – 3 comentários

V de Vingança, dirigido pelos irmãos Matr… Wachowski, tinha sido agendado pra sair em 5 de novembro de 2005, mas só foi lançado em 2006, matando boa parte da enorme publicidade que girava em volta da comemoração dos 400 anos da Conspiração da Pólvora.

A HQ de Alan Moore teve sua adaptação para o cinema feita em 2006, com várias modificações feitas, segundo os produtores do filme, para adaptar a história a um momento político mais atual. Boa parte da anarquia da obra de Moore foi amenizada ou retirada, assim como as referências ás drogas. O filme também é bem mais parcial que a HQ, dando a V a aparência de herói mais do que de terrorista, e transformando o Adam Susan perturbado, solitário e humano dos quadrinhos em Adam Sutler (talvez pra soar parecido com Adolf Hitler, sei lá), o vilão óbvio, sendo um ditador claramente desalmado e inumano.

O filme se passa em um futuro caótico: em 2038, a Inglaterra é governada pelo partido da Nórdica Chama, que controla o estado através do fascismo e da repressão. Ao contrário da HQ, aqui o Destino (supercomputador que funciona quase como o centro de todas as funções do partido – e que dá um toque de 1984 á obra) inexiste, amenizando um pouco a tensão existente na história, na minha opinião, além de deixar pontas soltas: não se explica como V tem acesso a tanta informação ou como ele controla algumas das transmissões durante o filme.

Evey aqui também tem um papel muito diferente da jovem insegura dos quadrinhos. Enquanto a de lá é uma moça desesperada e sem muita visão de futuro, a das telonas, interpretada por Natalie Portman, é uma jovem bem mais independente: enquanto a das HQs tenta entrar pra prostituição por falta de dinheiro, a Evey vista no filme tem um bom emprego na British Television Network, e chega inclusive a ajudar o terrorista a fugir do prédio quando ele precisa.

Creio que V de Vingança teria sido melhor adaptado como um filme de investigação policial. Algo como um Seven com uma ênfase maior na visão do maníaco. O V romantizado do filme é muito menos psicótico, terrível e genial do que o terrorista dos quadrinhos. A HQ passa a impressão de um criminoso extremamente calculista e te faz pensar na possibilidade de não haver coincidência alguma no desenrolar da trama. A cena dos dominós lá faz muito mais sentido do que no filme, colocando na cabeça do leitor a possibilidade de que cada encontro, cada diálogo e cada perturbação dos personagens – até mesmo o encontro com Evey – pode ter sido minuciosamente calculado pelo homem da máscara sorridente. Já o filme, que dá bem mais ênfase ás cenas de luta do que á mente criminosa brilhante de nosso Vilão, transformou o sujeito numa espécie Robin Hood. Um personagem anestesiado, frango, bundão e não tão atento aos detalhes, se comparado com o original.

Não se engane, no entanto. V de Vingança é, apesar de tudo, um bom filme, mas deve ser visto como algo completamente separado da HQ. Se for pra ver só como adaptação, a coisa infelizmente não deu tão certo assim.

V de Vingança

V for Vendetta (132 minutos – Drama/Sci-Fi/Thriller)
Lançamento: 2006
Direção: James McTeigue
Roteiro: Alan Moore e David Lloyd (HQ), Irmãos Wachowski
Elenco: Natalie Portman, Hugo Weaving, Stephen Rea, Stephen Fry, John Hurt

Overdose Adaptações: Rede de relações gamísticas Pt. 1

Nerd-O-Matic quinta-feira, 10 de julho de 2008 – 9 comentários
Cês sabiam que quando o sapo macho não atrai mais as fêmeas ele troca de sexo para continuar se reproduzindo? Sapo velho é exemplo de adaptação ruim.

Aproveitando o Overdose Adaptações, vamos falar nessa coluna sobre todos os tipos de conversões entre vídeo-games e as outras mídias existentes. Como sempre, vocês provavelmente sentirão falta de uma porrada de jogos aqui. Mas também, como sempre, eu só falo dos jogos que eu conheço e já joguei. Compromisso com a credibilidade jornalística, sabem como é.

Adaptações Boas

As adaptações boas são bastante raras. Só consegui lembrar de umas poucas adaptações inquestionavelmente boas:

Silent Hill
Dos games para o filme: O clima de horror e paranóia constante foi levado de forma íntegra para o filme. Não foi sucesso de público nem de crítica, mas é, inquestionavelmente, Silent Hill.

Lord of the Rings
Dos livros para os games: nunca deu muito certo. Sério, só saiu bomba. Nem procurem.
Dos livros para o cinema e então para os games: Aqui ficou bom. A série Battle for Middle Earth rendeu um dos melhores jogos de estratégia disponíveis até hoje.

Lego
Dos brinquedos para os games: ESPETACULAR, uma das misturas mais improváveis e que mais deu certo em forma de paródia de Star Wars e Indiana Jones. Não deu tão certo no lance do Bionicle Heroes, mas esse dá pra esquecer.

Dune
Dos livros para os games: fundou a era de ouro dos jogos de estratégia, e os ecos da série Dune são ouvidos até hoje nos jogos de estratégia. Méritos extras por vir direto dos livros para se tornar um jogo.

Final Fantasy

Caralho, a parada saiu em Blu-ray

Dos games para o cinema: Gerou duas animações complexas demais para as massas (The Spirits Within e Advent Children), que requerem um certo conhecimento prévio da série de jogos. Mesmo sendo pouco acessíveis, ainda assim são espetaculares e demonstram o poder criativo e gráfico dos estúdios da Square. Pau-a-pau com a Blizzard no quesito excelência em tudo que faz.

Dos games para os animes: Assisti dois (Unlimited e Legend of the Crystals) e paguei pau para os animes. Novamente, parece que fazem mais sentido para o público que acompanha a série, mas o fato de existir esse pré-requisito não torna o material ruim.

Outro ponto que contribui para que Final Fantasy dê certo é a riqueza do universo da série; os enredos dos rpg’s já foram para todos os lados possíveis, desde passado medieval, mágico e cyberpunk, até o futuro… medieval, mágico e cyberpunk. Também ajuda muito o fato da série ter uma legião de fãs, principalmente no Japão. O público cativo dá força a qualquer produto que saia dentro do universo Final Fantasy.

Finalmente, ponto para a Square por não vender os direitos de tudo que se relaciona á série, e mantém mão-de-ferro no controle do uso da marca. Creio que isso contribui enormemente para a manutenção da qualidade dos produtos finais.

Adaptações ruins, porém boas

Sim, ruins mas boas ao mesmo tempo. São aquelas adaptações que não são muito fiéis ao universo original, ou então sempre parece ter alguma coisa errada. Mas, no fim das contas, você acaba se divertindo com a porcaria.

Yu-Gi-Oh!
Do anime para os games: O anime é ruim pra cacete, então nem teria como render algo bom. Surpreendentemente, o bagulho funciona muito bem como um jogo de cartas eletrônico, talvez o melhor desde Magic: the Gathering. Mas não espere por nada além disso.

Alien/Predator
Dos filmes para os games: O apelo dos monstrengos sempre foi enorme para o público gamer, e já renderam uma porção de jogos. Prefiro lembrar dos jogos bons como Alien 3, do Super Nes e o arcade de Alien Vs. Predator (Crássico total, procure nos emuladores de placas Capcom)

Matrix
Dos filmes para os games: Joguei o Enter the Matrix, no PC, e lembro que a parada captou muito bem o clima do filme. Na época também fazia parte de toda uma série de produtos que visavam expandir o universo Matrix. Meio ambicioso demais, mas até que funcionou. Não se segurava só como um jogo, entretanto.

Pokémon
Dos games para o anime e do anime para os games: Taí um caso de jogo e anime meia-boca que dão certo em conjunto. Os dois são repetitivos pra cacete, o tempo todo, e não despontam em nenhum quesito além desse. Mas não dá pra negar que é viciante e que funcionam como uma franquia poderosa. Briga de galo pra crianças.

X-Men
Dos quadrinhos para os games: Ah, saudosa época do super nintendo onde cada jogo com X-Men que saía era uma merda lancinante. As coisas só melhoraram com X-Men vs. Street Fighter e X-Men Legends. Aparentemente faltava tecnologia para conseguir dar personalidade a cada um dos mutantes.

Star Wars
Dos filmes para os games: sempre se calcando na força da franquia e na legião de fãs nerds, gerou vários jogos meia-boca, como os do Super Nintendo. Melhorou um pouco com Knights of the Old Republic mas assim, assim.Vamos ver se a coisa finalmente engrena com The Force Unleashed.

Resident Evil
Dos games para o cinema: Amado e odiado ao mesmo tempo. O primeiro filme foi do caralho, mas daí em diante foi degringolando até chegar na bosta total que foi o último filme, Hora de parar com essa merda.

Doom

Chutando bundas no filme

Dos games para o cinema: ESPETACULAR adaptação com The Rock. “Doom” ficou tão ruim que ficou bom. Captou com maestria o espírito trash da sangrenta série o que faz com que seja uma das melhores e mais fiéis adaptações já vistas de uma mídia para outra.

Destaque para a excelente seqüência final, filmada em primeira pessoa, para emular fielmente o que acontecia nos jogos. História fraca, atuações risíveis, monstros bisonhos e sangue pra caralho. Não tem como achar ruim. Quer dizer, tem: bom de tão ruim.

Na próxima semana continuaremos com o estudo das adaptações, abordando os experimentos que deram totalmente errado e fazendo um exercício criativo de pensar em quais jogos DEVERIAM ser adaptados imediatamente para outras mídias. Caralho, a gente tem que ensinar tudo pra esses caras.

Overdose Sci-Fi: Matrix (Matrix)

Cinema quarta-feira, 14 de Maio de 2008 – 18 comentários

Inovação. Palavra perfeita para o início de uma resenha do filme mais inovador dos últimos tempos. Pra mim, de TODOS os tempos. Sabe quando um filme te marca? Então, taí um filme que eu já vi… bom, perdi a conta. Em uma época eu seguia uma filosofia: Todos deveriam assistir Matrix pelo menos uma vez por SEMANA, véi.

É claro que o filme dispensa sinopse, mas a vontade de escrever uma DETALHADA é enorme. Imagine um cara qualquer que, de repente, vira a SALVAÇÃO. SEMPRE “o escolhido” é um cara qualquer, impressionante. Essa é a prova de que até VOCÊ pode vir a servir para alguma coisa.

Matrix é uma transa perfeita de ficção científica, ação, futuro apocalíptico, filosofia E religião. É uma suruba, na verdade. Ao contrário de muitos filmes por aí que são Só porrada, efeitos especiais sensacionais e NADA de história, Matrix tem um PUTA recheio. E uma PUTA cobertura. O filme simplesmente não falha em nenhum dos aspectos.

OLOLCO!

FICÇÃO CIENTÍFICA

Os computadores dominam o mundo. Pra você que é NOOB PRA CARÍI e não entendeu o filme, é simples: Criamos robôs tão avançados que eles começaram a se aproveitar da gente. Inteligência Artificial. Aí veio a guerra, e a inteligência humana ainda valia para alguma coisa: Os robôs eram alimentados por energia solar. Que tal TAMPARMOS o sol, então? De repente, a Terra foi coberta por uma nuvem enorme. De repente, as máquinas começaram a usar os humanos como… pilha (cada ser humano produz, em média, 120 volts de energia elétrica). De repente, owned. De repente, isso enche o saco.

Mas os humanos precisam continuar vivos para fornecer energia, certo? Então, as máquinas – que agora CULTIVAM a gente, desde quando nascemos – nos conectam a um mundo muito próximo daqueeeele de um tempo antes da guerra, tudo isso enquanto dormimos (com um programa de computador). E crescemos. E as alimentamos. Basicamente, você passa a sua vida inteira sonhando, literalmente. Quando você morre, já era, pilha inútil. OU SEJA: Por mais que seja uma ilusão, é MUITO real.

A resistência, os sobreviventes de tudo isso, vivem escondidos e em busca de um ser que, segundo uma profecia, salvará o mundo disto. Eles vivem em uma “terra” chamada Zion, e têm a tecnologia dessas máquinas caso queiram se conectar áquela “realidade”. Matrix. Esta tecnologia está em suas naves, e é se conectando a elas que eles se unem a nós e acham o Escolhido. Mas é claro que as máquinas não facilitam: Na Matrix há “agentes”, e no planeta realmente REAL há “sentinelas”, máquinas de destruição.

A resistência também conta com programas de simulação, entre outras coisas que podem “turbiná-los” na Matrix. Você é você no mundo real, dominado pelas máquinas. Já na Matrix, com os programas certos, você poderá ser extremamente forte.

A resistência é capaz de “desconectar” as pessoas da Matrix, resgatando-as em seu “casulo”, lugar onde elas são pilhas. É o que fazem com Neo.

ENTENDEU AGORA?

AÇÃO

Misturando-se com a ficção citada acima, a ação deste filme é outra inovação nos cinemas. O que você via nos filmes do Van Damme você não vê em Matrix. Aqui você vê lutas extraordinárias, nos melhores ângulos. Algumas vezes em câmera lenta, quase um pay-per-view. Porrada de respeito. Só.

FUTURO APOCALÍPTICO

Bom, isso foi explicado acima. Um mundo dominado pelas máquinas. Criamos as máquinas, depois criamos as pilhas. Agora, as máquinas CULTIVAM a nós, que somos… pilhas. Sério, de todos os filmes “fim do mundo”, esse aqui é o mais criativo, não tem pra ninguém.

FILOSOFIA

Essa parte já ronda FORA do filme, na cabeça de nós, telespectadores. “O que é real?”. E como eu ODEIO filosofia, dispenso essa parte.

RELIGIÃO

Eu também ODEIO religião, mas a grande sacada de Matrix praticamente foi TIRADA da bíblia. Veja bem: Neo é um Messias. Zion? Saca esse trecho tirado da wikipedia: Sião, ou Zion, aparece no filme Matrix como a última cidade do planeta terra. Sião na mitologia cristã, será a última cidade possível de se viver depois do Armagedom. Entre essas e outras. Tenha medo.

Clássico.

Com toda essa mistura, Matrix, um filme de 1999, AINDA empolga. Keanu Reeves se eternizou como Neo. Os atores restantes também são eternamente lembrados pelo seus papéis. Os irmãos Wachowski se consagraram. Ou seja, não é só questão de gosto: O filme é incrivelmente foda por natureza.

Matrix

Matrix (136 minutos – Ficção Científica / Ação)
Lançamento: EUA, 1999
Direção: Andy Wachowski, Larry Wachowski
Roteiro: Andy Wachowski, Larry Wachowski
Elenco: Keanu Reeves, Carrie-Anne Moss, Laurence Fishburne, Hugo Weaving, Gloria Foster, Joe Pantoliano, Marcus Chong, Julian Arahanga, Matt Doran, Belinda McClory, Ray Anthony Parker

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