Eu nunca assisti Rick and Morty (Aliás, eles usam “and” aqui no Brasil mesmo?)… Pra falar bem a verdade o último desenho animado que assisti realmente foi Avatar lá em 2011, mas caso você esteja aí de bobeira aceite isto aqui como o que os gringos chamam de “cautionary tale“.
Deixem-me adivinhar: Rick and Morty é divertido porque tem um humor que não te faz gargalhar, mas ainda é divertido. Tem horas e horas de frases de efeito de como o ser humano é uma porcaria, como somos todos canalhas individualistas e egocêntricos… E aí diz como, vez ou outra, nos redimimos, balanceando perfeitamente a sensibilidade e a podridão. Tem as fatídicas “referências à cultura pop” além de ser criar toda uma gama própria – uma cultura própria – de piadas e situações que só quem prestou atenção na continuidade entendeu. Rick and Morty consegue sagaz, sutil e crítica bem debaixo do seu nariz, não é?
Eu não sei se vocês já notaram, mas quando é indicação da Nelly, o Clipe da Semana é sempre meio depressivo. E com This Is Hardcore não poderia ser diferente: Não cheguei a ouvir outros sons do Pulp, mas essa música definitivamente não é hardcore; é mais chato que Oasis, e a única “vantagem” [Se que é que se pode definir assim] é o estilo vintage do clipe. Mas tem gente que acha a época do cinema que o clipe foi inspirado chata, então vai saber.
Vira e mexe aqui no Bacon rola um desses joguinhos de oportunistas, e Thoughts & Prayers: The Game é mais um deles: Como cês sabem os gringos do Canadá do Sul tão com o cu na mão desde que Uncle Trump foi eleito um beijo pra democracia, e o mais novo tiroteio de gente que endoidou terminou com mais 59 mortes, então nada mais justo que correr pra fazer um joguinho de internet pra chamar de “protesto”.
T e P alternados e mouse. Dessa treta toda eu só vou dizer uma coisa: Se alguém aqui no Brasil chegasse e abrisse fogo contra show de sertanejo universitário seria herói.
Umas semanas atrás comprei um livro diferente: A trombeta envergonhada, uma coletânea de textos do autor Haim Nahman Bialik; muito provavelmente a Nelly conheçe, mas pra mim é novidade, tal como creio ser pra grande maioria dos brasileiros… Porra, o cara é tão desconhecido por aqui que o prefacio tem 26 páginas!
Blade Runner 2049 Com: Harrison Ford, Rick Deckard, Ryan Gosling, Robin Wright, Ana de Armas, Dave Bautista, Mackenzie Davis e Barkhad Abdi
Depois de trinta anos, Rick Deckard desapareceu, e um oficial novato chamado K desenterrou um segredo e precisa achar Deckard, senão vai dar ruim pra humanidade.
Tão falando de filme do ano e os caralho, o que eu não duvido, considerando a qualidade dos concorrentes. continue lendo »
Se tem uma coisa ruim que fã faz bem é criar teorias. Eu já falei sobre isso aqui algumas vezes de como criar expectativas e fan fics mentais me frustram na maioria das vezes. Maldito seja Lost. E é desde o final lazarento dessa sériezinha aí que eu tento não perder tempo criando teorias, mas isso não significa que eu não leia teorias alheias. E é por isso que chegamos até aqui.
Os anos 80, cara… Não, eu não escrevi o nome do cantor errado, é John Sex mesmo. Se você acha que isso é ruim é porque você ainda não ouviu a música… Porém se você decidir assistir o clipe, a sua última preocupação será com a música, porque não só esse cara é um proto-Johnny-Bravo como os efeitos visuais vão te fazer desistir de ter olhos. continue lendo »
Anos e anos atrás jogos como Crypt Shyfter: Dreadnaughts eram o padrão, afinal “gráficos” simplesmente não existiam. Eu não sou muito pra nostalgia, mas vira e mexe é bom ver umas paradas num estilo old school… E tem ANÕES NINJAS no jogo!
Kingsman: O Círculo Dourado (Kingsman: The Golden Circle) Com: Taron Egerton, Jeff Bridges, Channing Tatum, Pedro Pascal, Julianne Moore, Colin Firth, Halle Berry, Mark Strong, Vinnie Jones, Sophie Cookson e Elton John
Depois que o quartel-general Kingsman é destruido, Eggsy e a trupe tem de se unir aos Statesman, versão americana da agência. Mas as diferenças são postas de lado para salvar o mundo dos planos da vilã Poppy.
Não vi o primeiro, mas muita gente falou que é bom pra caralho. A pergunta de sempre é: Precisava de continuação? continue lendo »
Talvez esteja na hora, sabe? De aceitar que as coisas mudam, que não há realmente como impedir a mudança, e que “eventualmente” não seja “algum dia” mas “agora mesmo”… E que talvez devêssemos abraçar essa metamorfose de hábitos e padrões, e pensar em construir o futuro sob esta nova base, deixando de lado o hábito e a familiaridade mesmo que estes não tenham nada particularmente errado e nem estejam de fato ultrapassados: Talvez seja hora de aceitar que a fotografia não veio para substituir a pintura, mas sim as palavras escritas; que a TV pertence à filmes, séries longas e reality shows ao invés de programas pontuais, de auditório, de documentários ou desenhos infantis; que videogames sejam mais cinicamente comerciais que o cinema, e que este deva sim focar em grandes produções ao invés de experimentalismo.
Talvez esteja na hora de olhar ao nosso redor e ver que o mundo que temos hoje, o mundo que fizemos e fazemos, não mais comporta as mídias do jeito que elas eram feitas e tratadas no passado. continue lendo »