Vídeo-games: os próximos 25 anos – 2008

Games sábado, 13 de outubro de 2007 – 6 comentários

Eu gosto de vídeo-games; tenho um interesse sincero por eles. Provavelmente um interesse até maior do que é saudável ter.

O fato é que eu aprecio vídeo-games o suficiente para já ter trabalhado profissionalmente com isso (e espero um dia trabalhar de novo), e gosto de ler e discutir sobre o assunto. Acredito que o jogo eletrônico é uma forma de entretenimento que deve se fazer cada vez mais presente nas nossas vidas daqui por diante.

Se você é como eu, e curte pensar sobre games além de jogá-los, gostaria de trazer á sua atenção um artigo muito interessante que li recentemente no Cracked.com:

The Next 25 Years of Video Games

Você acha que isso é o pior que pode acontecer daqui a 25 anos? Tsc, tsc.

Por que indicar um artigo de outro site? Porque os caras que escreveram esse artigo (David Wong e Steve Woyach) são muito mais perspicazes e visionários do que eu, e vocês não merecem ficar lendo só as merdas que eu escrevo. Esse artigo é tão bom que eu achei importante fazer com que mais gente entre em contato com ele. Se você lê inglês, vá direto para lá. Para você que não lê inglês, fique com a minha versão extremamente particular, distorcida e expandida de tudo que o artigo original aborda. Serão 6 posts, um por dia, explorando o que deve acontecer em intervalos de 5 anos até 2033. Minha previsão no final é um pouco diferente do artigo original, mas que graça teria se eu simplesmente traduzisse o artigo, não é mesmo?

Previsões para 2008

Nossa viagem pelo próximo quarto de século video-gamístico começa pelo game Spore (que está em desenvolvimento desde que eu nasci, pelo jeito, e com lançamento previsto para muito breve) no qual você vai começar como uma bactéria ou algo tão insignificante quanto. Depois, você vai fazendo a evolução deste organismo até que ele domine um planeta, desenvolva sua tecnologia e comece uma expansão interplanetária e intergaláctica.

Esse jogo vai ser piradaço.

Lembra como esse conceito era sedutor pra cacete em Civilization, mas a parte espacial nunca era tão emocionante assim? Você passava anos para construir a maldita nave que ia levar sua civilização até Alpha Centauri, e quando você finalmente conseguia, o jogo acabava! Frustrante. Não é á toa que foi necessário lançar um jogo chamado “Alpha Centaury” logo depois, a fim de satisfazer a sede de expansão dos jogadores.

Frustrante final de Civilization (1990)

Aparentemente Spore vai conseguir realizar suas fantasias mais lisérgicas de dominação universal. E o jogo vai ser muito louco graças ao elemento online, onde cada usuário terá sua civilização particular de monstros verdes com pênis gigantes. Nem todos serão assim, lógico; alguns jogadores mais ousados vão gerar civilizações de monstros roxos piratas-zumbis com pênis gigantes, mas esses gênio criativos serão a exceção.

Eu tive a idéia primeiro, ok?

A piração total é que o universo de jogo vai se expandindo conforme novos jogadores entram, criando algo de dimensões absurdas, com zilhões de planetas habitados por criaturas bizarras para você destruir, cada um criado por um usuário diferente.

Um planeta personalizado

Mesmo o Freelancer, da Microsoft, tinha limites físicos e maneiras de limitar a sua exploração do universo. No caso de Spore, provavelmente será a primeira vez que você não vai conseguir achar os limites físicos virtuais de um jogo. Imagine: um jogo maior do que a sua capacidade, paciência e tempo para explorá-lo. Cara, isso vai ser revolucionário.

Em seguida, temos o PS3 Home, a versão da Sony para o maldito Second Life, que deve ser anunciado ainda em 2008. Aparentemente será algo menos fantasioso e estúpido que o SL, mas qualquer tipo de universo virtual desses me dá ânsia de vômito.

PS3 Home. Mais um game escapista onde você pode fingir que é magro e macho de verdade.

Mas, se tratando da Sony, eu diria para prestarmos atenção no que eles têm a oferecer. Apesar de todos os problemas no trato com o consumidor a Sony revoluciona o mercado desde o lançamento do walkman, e mundos virtuais ainda têm muito a ser desenvolvido.

A seguir: Previsões para 2013.

Pirataria nos games. Fugir da briga é para os fracos.

Nerd-O-Matic quinta-feira, 11 de outubro de 2007 – 13 comentários

A coluna da semana anterior saiu simultaneamente no Ato ou Efeito e no Gamehall, e pude experimentar vários tipos diferentes de recepção ao texto que foi apresentado.

Gostaria de agradecer a todos que tiveram a paciência e disposição de continuar a discussão nos comentários, concordando, discordando e argumentando de forma coerente. Queria lembrá-los de que NÃO estou escrevendo um artigo científico sobre o assunto e nem sendo pago para agradar a segmentos específicos ou a qualquer tipo de pessoa. Aos ignóbeis que simplesmente não gostaram do que leram ou que se sentiram pessoalmente ofendidos, deixo as palavras do mestre Alborghetti:

“Não tenho o rabo preso com vagabundo nenhum nesse estado e nem nesse país. Quem gostou, gostou. Quem não gostou que se dane; vá para o diabo que te carregue”.

Quero manter esse texto com um tamanho que não desestimule a leitura, portanto vou me ater a apenas UMA questão. A quem ainda acompanha essa discussão com genuíno interesse e um mínimo de tolerância á opinião alheia, gostaria de discutir a figura abaixo:

“Gravações caseiras de fitas estão matando a música. (E são ilegais)”.

Muitos de vocês podem ser novos demais para lembrar, mas até a década de 90 as pessoas realmente usavam fitas cassete. E quando as fitas virgens foram colocadas á disposição do público pela primeira vez, em conjunto com os gravadores de fitas, a indústria fonográfica decretou que seria a morte dos LPs e da indústria musical como um todo. Afinal, você emprestava o LP de um amigo, gravava em uma fita e não precisava comprar o LP. Lembra vocês de alguma coisa que acontece hoje em dia?

Pois é, a música comercial continua por aí. E posso estar errado, mas acho que o número de bandas também não diminuiu e as gravadoras continuam ganhando dinheiro. A indústria musical não me parece exatamente falida, apesar de toda a pirataria e das fitas virgens.

Vejam, não estou dizendo que quem copiava os LP`s em cassetes estava certo ou errado. Como falei em algum dos comentários, estou evitando fazer julgamentos já que eu mesmo ainda não entendo a questão de forma completa. Mas me parece bastante evidente que era errado dizer que quem gravava suas fitinhas piratas ia acabar com a indústria e com a música dos grandes artistas. O tempo provou isso, não é questão de opinião ou do que “eu acho”.

Mas isso é música. Voltando á nossa discussão sobre softwares, vamos pensar em quem seria uma das maiores prejudicadas com a pirataria, para verificar o argumento de que a pirataria acaba com a indústria de softwares (jogos são softwares, não esqueçam). Será que existe algum software mais pirateado do que o Windows no planeta inteiro? Podemos pelo menos concordar que o sistema operacional da Microsoft é um dos softwares mais pirateados do mundo? Creio que concordamos. Agora me digam: ao longo de mais de duas décadas de pirataria do Windows (o primeiro Windows foi lançado em 1985), o Windows acabou? A Microsoft faliu? A Microsoft está mal das pernas? Ela parou de lançar novos produtos por causa da pirataria e dos salafrários que copiavam ao invés de comprar?

Acho que não.

Essa é uma das conclusões a que eu cheguei, pensando e escrevendo esse texto e o da semana passada: usar cópias não oficiais de jogos pode até ser errado por motivos éticos e morais, mas definitivamente não acaba com a indústria em questão. Parece um contra-senso, não parece? Mas os dados históricos não mentem, nem no caso da indústria fonográfica e nem no caso da Microsoft. E acredito com todas as forças que isso se estende á indústria dos games.

Descobri que isso acontece por um motivo muito simples: Quem compra os produtos piratas não tem dinheiro para comprar o original e, portanto, não compraria o original de qualquer forma.

Vamos desenvolver isso.

Se você tem grana suficiente, você vai querer o pacote completo, principalmente porque isso significa garantia e direitos do consumidor, no caso dos produtos oficiais. Você paga não só para ter o produto original, com manual, bonito, na caixinha, mas porque existe de fato um grande valor agregado a este produto. Ele faz MAIS por você do que o produto pirata. Nos casos dos jogos isso significa também poder jogar online, acesso ás áreas restritas de sites do desenvolvedor, patches, upgrades, etc.

Porém, se você não tem os recursos para comprar o original, você simplesmente não compra. Como você pode ser culpado por não comprar alguma coisa que você não compraria de qualquer jeito, por não ter recursos para tal? É como dizer que a fábrica da Ferrari vai falir porque pouca gente compra Ferrari, preferindo um genérico em seu lugar, como um Uno Mille. As pessoas compram Uno Mille porque não têm recursos para uma Ferrari. As pessoas compram produtos piratas porque não têm recursos para comprar o original. Portanto, de qualquer forma, não seriam compradores do produto e não alimentariam a indústria em questão. Quem compra o produto pirata não é público-alvo da indústria dos originais, porque é simplesmente pobre demais para fazer parte dessa indústria.

Uma das argumentações que me parecem comuns contra o que escrevi aí em cima, é aquela que diz: “se o cara tem a grana pra comprar um produto pirata, então ele deveria deixar de comprar 10 produtos piratas para comprar um produto original”. Mas isso é falacioso, porque o desejo humano não funciona desse jeito. Ninguém quer o mínimo possível. Todo mundo quer sempre o máximo possível de benefício de qualquer coisa que faça. Pode chamar de lei de Gérson, desvio de caráter, natureza humana ou o que preferir, mas simplesmente é a forma como o indivíduo funciona. Como eu falei antes, estou analisando os fatos, e não a moralidade das ações humanas.

Outra contra-argumentação que vejo surgir nesse momento é de que se o cara quer alguma coisa então ele deveria “dar um jeito”, “economizar”, “trabalhar”, para poder comprar o original do produto que quer, ao invés de gastar com o produto pirata. Mas junte o desejo natural do cara com a indústria da propaganda, que desperta e exacerba o desejo sobre coisas que muitas vezes ele nem sabia que existia ou queria. Claro que não dá pra botar a culpa na propaganda por coisas que esse cara faz errado. Mas não é por esse mesmo motivo que um jovem pobre te assalta no semáforo e gasta toda a grana em um tênis Nike, ao invés de comprar comida? Pelo menos ele alimentou a indústria dos tênis originais, não é? Ele queria muito o tênis e “deu um jeito” de conseguir comprar o original. Um cidadão exemplar.

Agora você tá achando que era melhor ele ter comprado o tênis pirata né?

Tá bom, eu confesso que estou sendo deliberadamente manipulador e distorcendo a argumentação. Mas não importa se eu estou certo ou errado. Eu nem quero estar certo ou errado, como falei desde o começo. Eu só quero que vocês percebam que questão não é tão simples a ponto de se dizer “pirataria é roubo, e roubo é sempre errado”; isso é apenas um julgamento moral, cristão, que você recebeu a fim de manter a ordem social. Dizer que “roubo é errado” não serve para entender a questão como um todo. É por causa desse tipo de visão estreita que a questão não se resolve.

Novamente me estendo demais sobre o assunto, e não gosto de fazer post enormes; eles ficam muito chatos e as pessoas começam a comentar sem ler.

Alguns comentários e argumentos interessantíssimos surgiram nos comentários da coluna anterior. Alguns deles são tão bons e melhores que os meus, que eu me sinto na obrigação de reconhecê-los em um próximo post. Portanto, se você quer comentar, se esforce para não fazer ataques pessoais, e sim para trazer alguma contribuição coerente á discussão, ok?

Fast-food Reviews 012: Playstation Portable

Games domingo, 07 de outubro de 2007 – 1 comentário

Não sabe como funcionam essas reviews? Veja a introdução aqui.

Final Fantasy Tactics: The Lion War

Esse jogo não precisa de foto. Se você não conhece ainda, só lamento.

Final Fantasy VII foi o jogo que me fez comprar o Playstation 1, há mais de dez anos atrás, e de bônus eu trouxe o Final Fantasy Tactics, sem saber direito o que era. Depois viciei na parada, gastei um mês inteiro pra conseguir terminar o jogo, e mais algumas dezenas de horas para descobrir todos os segredos e jobs que o jogo oferecia.

FFT fez escola, apontando os rumos para quase todos os RPG’s estratégicos que surgiram na última década. No próprio PSP fomos agraciados com Jeanne D’Arc, que bebeu na fonte, e me trouxe uma experiência muito próxima do que FFT havia me proporcionado há anos atrás.

A agora ele chega para o PSP. O precursor, the real thing.

O jogo foi todo modificado para se adaptar ao PSP. Logo de cara já é possível observar a melhora de visualização que a tela widescreen traz: campo visual aumentado, mais espaço para os menus e cutscenes cinematográficas. Aliás, as cutscenes são um show á parte; especialmente desenhadas para essa versão, ficaram diferentes de tudo que eu já vi antes, pelo menos no PSP. Lembram um pouco as melhores cenas de Okami, com aquela qualidade de cenas pintadas a mão. Além de serem bonitas, aprofundam ainda mais a relação entre os personagens e esclarecem um pouco a história, uma das mais complexas de toda a série Final Fantasy.

Na parte técnica, confesso que senti os gráficos como algo meio velho e ultrapassado. Provavelmente porque eles SÃO velhos. Ou então porque fiquei mal-acostumado com o belíssimo cell-shading de Jeanne D’Arc. Mas rapidamente me acostumei e voltei a admirar a beleza do jogo, sempre dentro do padrão Square de qualidade. Afinal, são gráficos melhores do que de muitos jogos do próprio PSP.

Em termos de jogabilidade nada foi modificado. E nem poderia. É exatamente a mesma experiência excelente do original. Conteúdos, jobs e personagens novos foram adicionados, mas tenho certeza que você vai querer descobri-los por si mesmo.

Julgamento final: Ou você ama Final Fantasy Tactics ou odeia. Seria piada eu recomendar ou não esse jogo, porque quem conhece certamente não vai deixar passar. Mas para quem não conhece e tem curiosidade por ouvir falar, essa é a melhor oportunidade para conhecer o pai dos jogos turn-based contemporâneos.

Hot Pixel

Esse é só um dos mini-games do jogo. Não imagine que Hot Pixel é todo assim.

Já jogou alguma das versões de Wario Ware? Lembra como ele ficava no limite exato entre um jogo extremamente divertido e um jogo extremamente retardado?

Hot Pixel cruzou a linha. Ele é um clone retardado de Wario Ware. Você até pode se divertir por uns 5 minutos com os mini-games extremamente derivativos e sem personalidade que o jogo oferece, mas é muito fácil de se irritar com o protagonista que escolheram: uma espécie de skatista com problemas mentais, que não tem um décimo do carisma de Wario.

O jogo podia ser bom. Ele utiliza alguns conceitos de retro-gaming que poderiam ficar muito legais se unidos por um tema comum. Ou uma história interessante, pelo menos. Mas nada disso foi feito, então o jogo deve descer pelo ralo. Sem comentário adicionais.

Julgamento final: Evite como se fosse um clone retardado da sua última namorada.

Crush

Mais um jogo respeitável exclusivo para o PSP.

Eu sempre falo que o Nintendo DS é o console onde os jogos inovadores aparecem. Mas Crush prova que o PSP também pode ser uma plataforma inovadora. Dead Head Fred, que eu apresentei aqui, foi um dos jogos mais diferentes que eu vi no PSP, talvez junto com LocoRoco. Crush junta-se a esses nomes, por não ter um gênero definido e ser extremamente divertido.

É uma mistura de puzzle com plataforma. Mas isso nem começa a descrever o que é o jogo. Ele possui um enredo interessantíssimo, e o seu personagem está, na verdade, resolvendo os puzzles para resolver seus próprios problemas inconscientes, literalmente esmagando (crushing) os problemas. E mesmo com um enredo tão interessante, a jogabilidade ainda brilha mais que a história.

O interessante de Crush é que ele altera o cenário entre 2D e 3D ao toque de um botão. Certas coisas você só pode fazer com o cenário em duas dimensões, enquanto outras coisas só funcionam em um campo tridimensional. O legal é que você muda de dimensão á hora que quiser, podendo manipular o ambiente da forma que achar melhor. É um recurso que fica visualmente impressionante e extremamente divertido de jogar. O puzzle mais original que vi nos últimos tempos.

Julgamento final: Totalmente recomendado para quem gosta de puzzles, pois tem aquela qualidade obsessiva e viciante dos melhores jogos desse gênero. Se você não gosta de puzzles pense duas vezes; apesar das screenshots, ele não é um jogo de ação e nem de plataforma.

Fast-food Reviews 011: Nintendo DS

Games sábado, 06 de outubro de 2007 – 3 comentários

Não sabe como funcionam essas reviews? Veja a introdução aqui.

Kurupoto Cool Cool Stars

Joguinho motherfucker sem-vergonha

Eu sempre gosto de dar uma olhada nesses joguinhos puzzle, por mais bizarros que eles pareçam á primeira vista. Foi por causa desse espírito aventureiro que descobri jogos como Picross, do qual eu já falei aqui.

Infelizmente a maioria dos jogos puzzle é uma desgraça. Os Meteos e Lumines que consigo garimpar de vez em quando são a exceção. Mas fazem valer a pena a encheção de saco que é a busca.

Kurupoto é um puzzle a ser evitado; já começa pelo tema e design extremamente infantis: as estrelas caíram do céu e você tem que resolver puzzles para ajudar elas a voltarem e formarem constelações. Seria fácil ignorar a história se o jogo fosse legal, mas não é. Você simplesmente gira a tela com o L e o R enquanto tenta fazer uma bolinha chegar até um alvo, evitando blocos que rolam pela tela impedindo de chegar até o objetivo. Depois de 10 minutos fica bastante repetitivo, e você pára de pensar para resolver os puzzles, simplesmente girando a tela até a bolinha chegar lá. O jogo com certeza é voltado para iniciar crianças pequenas e um pouco burras nas artes dos puzzles.

Julgamento final: Ignore.

Freshly Picked Tingle’s Rosy Rupeeland

Capitalismo homo-afetado

Tingle é um personagem peculiar dos jogos Zelda; meio homossexual e afetado, e como se isso não bastasse, ainda veste um colant verde. Bom, podia ser um colant rosa, né? As coisas sempre poderiam ser piores, então é melhor não reclamar.

Freshly Picked… é um rpg bizarro baseado em um personagem homo-afetado. Apesar da premissa um pouco estranha, eu gostei do jogo. Ele tem personalidade, o que, no fim das contas, é o que eu procuro nos jogos ultimamente. Já não me interessam mais os clones de jogos existentes, eu quero ver coisas diferentes. E nesse jogo tudo é diferente, desde o estilo de jogo, passando pelos personagens, até os objetivos do enredo, que sempre incluem as rupees (o dinheiro em Zelda) de algum modo. O jogo é tão capitalista que você paga até pra FALAR com os outros personagens do jogo. Você paga pra tudo, até pra apanhar: quando você entra em alguma batalha e é atingido, você perde um certo número derupees, ao invés de perder parte de uma barra de energia.

Um jogo esquisito, que chama a atenção mais pelos elementos bisonhos e capacidade de surpreender o jogador do que propriamente por uma jogabilidade excepcional. Me pareceu um jogo experimental, para forçar mesmo os limites tradicionais de um rpg. E dentro desse objetivo ele é bem sucedido. Se você quer um RPG mais tradicional, fique mesmo com o The Legend of Zelda: Phantom Hourglass, do qual vou falar no próximo Fast-Food de DS.

Julgamento final: Indicado para jogadores mais maduros, que já viram muita coisa em termos de RPG. Vale mais pelas surpresas do que pela jogabilidade.

Crash of the Titans

A volta inesperada do mascote cheirado da Sony

Olha só quem voltou aos consoles: Crash Bandicoot, o mascote da Sony! Que irônico ver esse personagem no DS. Foi mais ou menos o mesmo choque de ver Sonic pela primeira vez em um console da Nintendo.

Peguei o jogo sem muitas expectativas, pois sabia que o desenvolvedor do jogo não era a Naughty Dog, responsável pelos jogos incríveis de Crash no Playstation. Mas por mais que eu não quisesse gostar do jogo, acabei me rendendo. Felizmente os desenvolvedores não tentaram fazer um port maquiado de algum dos Crashs originais, e fizeram algo que é ao mesmo tempo inovador e familiar aos fãs da série. Você ainda segue por um cenário 3D bastante limitado e ainda é um jogo de plataforma, coisas que me agradam. Mas os desenvolvedores implantaram também maneiras novas de interagir com os inimigos, e agora você pode capturá-los e montar neles, utilizando então as habilidades próprias de cada um.

Também é possível fazer upgrade das habilidades de Crash e utilizar itens de recuperação ou modificação de status durante as fases, bastando tocar com a caneta em algum dos itens no seu estoque. Você pode dar uma parada e recuperar energia, por exemplo, sem ficar dependendo de encontrar ou não o item durante a fase. Achei uma implementação muito interessante, considerando o estilo do jogo. Além disso, o design das fases ficou criativo e até bonito, dentro das limitações do DS para lidar com 3D. Cheguei mesmo a sentir um déja-vu de Playstation 1 no ar. A sensação de nostalgia só não foi completa porque o direcional do DS é infinitamente pior do que o Dual Shock do Playstation.

Julgamento final: Garante umas horinhas de diversão, mesmo que você não seja fã do Crash. Totalmente indicado para quem jogava Crash no Playstation e gostava.

Novas músicas anunciadas em Guitar Hero III

Games quinta-feira, 04 de outubro de 2007 – 2 comentários

Uma das melhores atualizações de músicas em Guitar Hero III foi anunciada ontem:

Same Old Song and Dance (by Aerosmith)
Helicopter (by Bloc Party)
Stricken (by Disturbed)
Monsters (by Matchbook Romance)
Before I Forget (by Slipknot)
Kool Thing (by Sonic Youth)
When You Were Young (by The Killers)
Devil Went Down to Georgia (as made famous by Charlie Daniels Band)
Sunshine of Your Love (as made famous by Cream)
Holiday in Cambodia (as made famous by Dead Kennedys)
Cliffs of Dover (as made famous by Eric Johnson)
Hit Me with Your Best Shot (as made famous by Pat Benetar)
Black Magic Woman (as made famous by Santana)
Story of My Life (as made famous by Social Distortion)
Pride and Joy (as made famous by Stevie Ray Vaughn)
The Seeker (as made famous by The Who)
Black Sunshine (as made famous by White Zombie)

Fonte: aqui.

Felizmente estão diminuindo os malditos covers e colocando as versões originais. Aqueles covers no estilo de “Take Me Out” davam um desgosto desgraçado.

Coisas excepcionais anunciadas aí, hein? Olha o Dead Kennedys lá, cara! White Zombie, Stevie Ray, Santana, Cream, The Who… porra, só coisa crasse “A”. Tirando The Killers, evidentemente, que deve ser alguma aposta que eles perderam. Aí tiveram que colocar esse excremento ali no meio.

Agora é esperar o jogo sair, pra gente poder tocar tudo isso aí no Frets On Fire.

Pirataria nos games. Você sabe o que é isso?

Nerd-O-Matic quinta-feira, 04 de outubro de 2007 – 63 comentários

Normalmente eu só gosto de criar polêmica quando tenho certeza sobre a minha opinião a respeito do assunto em pauta, para poder defender a minha posição até o outro indivíduo ficar de saco cheio e admitir que eu estou certo.

Porém, no caso da pirataria digital eu não consigo chegar a uma opinião final sobre o assunto. Se eu não consigo fazer isso, devo admitir que a coisa toda simplesmente é complexa demais, muito mais complexa do que a minha capacidade de chegar a uma conclusão sobre ela. Ou admito que não tem solução ou fico tentando morder o próprio rabo, feito cachorro louco.

Supondo que vocês fiquem tão confusos quanto eu, então peço que vocês também suspendam seus julgamentos prévios, e vamos tentar pensar no quadro todo. Quem sabe a gente se torna menos burro coletivamente, e consegue concluir coisas mais inteligentes a longo prazo.

Vou compartilhar com vocês algumas coisas que me incomodam sobre o assunto, e que me impedem de chegar a uma satisfatória resposta sobre a pergunta:

Usar cópias não-oficiais de jogos é errado?

É fácil dizer que é errado. O maior argumento é de que pirataria é roubo, e roubo sempre é errado.

Não tenho dúvidas de que o magrão que vende cd pirata e ganha grana com isso está cometendo um crime. Um não, vários. Além de vender um produto ruim e sem nenhuma garantia, ainda prejudica quem trabalha com a venda legal do produto, que não pode competir com esse cara; esse cara também não paga nenhum tipo de imposto, não contribui para o crescimento do país, etc. Nesse caso acho que todos concordamos que está sendo praticado algo “errado”. Mas essa não é a pergunta que eu fiz. Eu perguntei sobre o USO de cópias não-oficiais, e não sobre sua reprodução e venda.

Ok. Agora vamos ás partes problemáticas:

Se eu baixo um jogo da internet, gravo em casa e jogo só no meu console, isso é roubo? E se for roubo, é roubo do quê? Não é como se você chegasse em uma loja e escondesse o dvd do jogo na jaqueta, saindo sem pagar. Nesse caso você teria de fato roubado a loja, que comprou e pagou pelo jogo para poder ter lucro revendendo. Você roubou algo palpável, material. Se te pegarem na saída, você vai ter que devolver o dvd.

Mas no caso da internet, você roubou o quê? Um monte de bytes? Como você faz pra devolver? Os fabricantes nem sabem que esses bytes estavam lá, sendo tranferidos para o seu computador. Se você quiser devolver esses bytes pra eles (suponha que você coloque os bytes em um dvd e leve para os fabricantes) eles vão mandar você enfiar o dvd no rabo. Materialmente falando não é roubo. Nenhum patrimônio físico foi subtraído de ninguém.

Aí passamos para a esfera metafísica da parada. A argumentação é de que você roubou uma propriedade intelectual. Que, de alguma forma, naquele monte de bytes existe uma idéia original de alguém, que merece ser reembolsado por sua idéia original a cada vez que alguém resolve jogar aquele jogo. Mas é meio complicado, porque você não quer exatamente a IDÉIA que o cara teve. Não é como se você fosse pegar a idéia do cara e criar um jogo igual pra vender. Você só quer jogar. Você não está roubando a idéia, enfiando ela em um saco plástico e enterrando no quintal. Quando você joga, você só usa a idéia por um tempo e depois larga ela.

Ok, então você deve pagar pelo “empréstimo temporário de idéia materializada na forma de um jogo”. Está começando a ficar meio ridículo, mas tudo bem. Vamos supor que seja certo você pagar a alguém pelo uso temporário de uma idéia. Mas espera. Olha quantos jogos iguais existem no mercado hoje em dia. Pense em todos os clones de Doom e Starcraft que você já jogou. Pior ainda, será que a Blizzard (Starcraft) pagou á Westwood Studios por ter feito um jogo que era claramente inspirado em Dune II? E todos os clones que vieram depois? Todos pagaram retroativamente pelo uso da idéia “jogo de estratégia em tempo real”?

Lógico que não pagaram. É só um gênero, um tipo de jogo. Além do mais os jogos são DIFERENTES uns dos outros, mesmo que seja só uma diferença no design das unidades de combate.

Tá, então se for uma coisa um pouco diferente eu não preciso pagar pela idéia? Então se eu baixar um jogo e trocar o nome dele por algo aleatório, ele já virou uma coisa diferente? Não? Quanto você precisa mudar pra virar outro jogo e não pagar pela idéia? E se eu não entender a idéia do cara que fez o jogo? Suponha que eu compre o jogo, mas ele seja muito complexo e eu não gostei. Eu não usei a idéia original do cara, porque eu sou burro e não entendi o jogo. Eu deveria pagar por uma idéia que eu nem mesmo sei qual é?

As coisas estão saindo de controle nessa argumentação não é? É exatamente o que eu quero que você perceba: a complexidade e bizarrice da questão. Vamos tentar voltar ao mundo real. Vamos pensar em uma mídia parecida com os jogos e que também sofrem do problema de “roubo” de propriedade intelectual. Pense nos livros. A rigor, a argumentação é a mesma: um monte de idéias reunidas em um só lugar (um livro) e se você quiser ter acesso ás idéias, você precisa comprar o livro. Inclusive, você pode ser processado se baixar Harry Potter da internet, exatamente como acontece com os jogos.

Mas apesar da propaganda anti-pirataria, não é a mesma coisa. E nem tão simples assim. Pense nas bibliotecas públicas. Porque você pode ler Harry Potter de graça em uma biblioteca pública, mas não pode ler de graça baixando da internet? Qual é a diferença? Por que na biblioteca pode, mas na internet não? Existe alguma boa razão para isso ou é só uma decisão arbitrária? Vão dizer que alguém pagou pelo livro que está na biblioteca, mesmo que ele seja lido por centenas de pessoas depois disso. Ok. Então precisamos de praças públicas de jogo, pra quem não tem dinheiro poder finalmente jogar? O governo compra algumas cópias de HALO 3, instala em uns computadores aí, se comprometendo a não fazer cópias, e todo mundo vai poder jogar HALO 3 de graça?

“Ah, mas livro é cultura. Vídeo-game não”. Ah tá. O livro de Harry Potter é cultura mas o jogo de Harry Potter não é? Como assim? Quem define isso? Age of Empires não é cultura? Eu conheço um monte de professores que usam o jogo para ensinar História.

Como eu falei no começo, eu queria levantar algumas perguntas, sem necessariamente chegar a alguma resposta definitiva. Esse post já ta enorme, então dependendo do interesse de vocês, a gente pode continuar na próxima semana.

Pensando bem, vocês que se explodam, vou escrever mais de qualquer jeito.

Diversão para desocupados – Frets on Fire

Games quarta-feira, 03 de outubro de 2007 – 19 comentários

Frets on Fire acabou com a minha vida.

De vez em quando aparecem esses joguinhos malditos que pegam na veia, que miram em um tipo específico de jogadores e conseguem transformar bits e bytes em COCAÍNA, cara.

O tóchico e as dogras transformam os jovens em cadáveres ambulantes.

Frets on Fire é um jogo para PC, clone de Guitar Hero, do Playstation 2. Pra quem não conhece, é um jogo meio “simulador de guitarra” misturado com Dance Dance Revolution; a tela é dominada por um braço de guitarra, onde vão passando as “notas” que você tem que tocar, de forma sincronizada e rítmica. Apertando os botões e dando a palhetada na hora certa, você vai fazendo o papel do guitarrista nas músicas, preenchendo a música com as notas do instrumento. A diferença é que o jogo não é boiolístico e amaricado como o DDR. Todo mundo já quis tocar guitarra e foi débil mental pelo menos uma vez na vida, fazendo air guitar ao som de Cocaine, do Eric Clapton. (Cocaine/música, cocaína/jogo… pegaram? Eu sou muito metalingústico mesmo)

Air Guitar. Tem até campeonato disso, cê crê?

Eu nunca joguei Guitar Hero no PS2. Sei lá, nunca me animou. O que mais me afasta do jogo é o fato de nunca ter uma guitarra por perto. E jogar Guitar Hero com o joystick dual shock não faz o menor sentido.

A guitarra é cara pra caralho, considerando que é só um joystick em forma de guitarra; não vale a pena pagar 300/400 reais por aquilo. Portanto, eu e mais uma legião de jogadores nunca pudemos curtir Guitar Hero como deveríamos.

Aí, um DOENTE chega e tem a idéia de transformar o teclado do computador em uma guitarra. E nesse momento minha vida acabou.

É assim que você vai usar o teclado a partir de agora.

Cara, eu sempre quis fingir que o meu teclado é uma guitarra. Sério, eu sonhava com isso. É tipo pegar o tubo do papel higiênico que acabou e fingir que é um sabre de luz. Eu fui uma criança solitária sim, e daí? Melhor do que ter amigos boiolas como vocês.

Frets on Fire faz quase tudo que Guitar Hero faz, com algumas vantagens. A principal é que você não precisa comprar uma guitarra. Cata o teclado, vira de cabeça pra baixo e tah-dah! Uma FENDER STRATOSCASTER nas suas mãos! E, diferente do sabre de luz de papel higiênico, você não precisa ficar fazendo uón, uón com a boca! Sensacional.

No começo você vai se sentir mais débil mental do que se fizesse air guitar com um rolo de papel higiênico vestido de Yoda (com VOCÊ vestido de Yoda, não o rolo de papel higiênico). Mas depois que você consegue tirar a primeira música você nem vai ligar mais pra isso, tamanha a diversão que Frets proporciona. Depois de um tempo e alguma prática, pessoas da sua casa virão até você, para assistir sua performance digna de Tom Morello, caso ele fosse débil mental e não tivesse dinheiro pra comprar uma guitarra ou papel higiênico.

Eu também cansei das minhas piadas. Vamos ao jogo.

Você pega o jogo aqui. Joguinho de apenas 40 megas. E o melhor: é open source totalmente gratuito, free e de grátis. A instalação é sossegadíssima, e em poucos minutos você vai estar fazendo o tutorial (com uma narração ótima, diga-se de passagem) e entrando em suas primeiras apresentações. O jogo vem com três músicas. Use-as para treinar e pegar o jeito do negócio. Eu precisei mudar a tecla da palhetada para o f12, por exemplo. Mas os controles default quebram o galho no começo.

Depois, você pega outras músicas aqui. Você precisa se registrar no fórum, ok? E está em inglês. Nesse fórum tem todas as músicas de Guitar Hero 1, 2 e 80’s. Quase todas estão muito bem adaptadas para o Frets, pode pegar e usar sem medo. Se você for um pouco mais ousado pode pegar as custom songs que foram feitas pelos membros do fórum. Algumas são excepcionais (Pantera – Cowboys From Hell) e outras são lastimáveis, mas estas acabam sendo retiradas do fórum, devido ás críticas dos participantes. Vale a pena arriscar uns downloads, pois você pega muita coisa boa. Se você sabe usar torrents, tem uns pacotes contendo centenas de músicas lá. É só fazer uma busca por “Frets”.

Finalmente, no mesmo forum que passei ali em cima, você também pode pegar uns mods: é como se fossem skins do winamp, trocando a cara, os efeitos e músicas do programa. É meio perfumaria mesmo, só pra deixar ele mais personalizado e do seu agrado. Depois que você der uma vasculhada no fórum e estiver completamente viciado em Frets é possível que você queira mexer com isso aí, então pelo menos você já sabe onde encontrar.

Muitas maneiras de deixar seu Frets mais estiloso.

Concluindo: Frets é uma ótima maneira de você perder tempo. Ele pode fazer você perder tanto tempo que pode acabar com sua vida, como acabou com a minha. Esteja avisado. Ah, e o seu pulso da mão direita vai doer. Perdeu preibói.

Setembro de 2007 em GAMES

Games domingo, 30 de setembro de 2007 – 2 comentários

Quer saber como foi o mês de Agosto por aqui? Só clicar aqui.

COLUNA

Solid Snake vai morrer? Leia aqui. O Wii você já conhece, mas deveria ler mais sobre ele. É só clicar aqui. E GTA você TAMBÉM conhece, mas sabia que uma produtora independente do Brasil faz filmes sobre o jogo? Não, né? Mas ó, você leu aqui.

FAST-FOOD REVIEWS

Curte Nintendo DS? Então se liga nos reviews de The Settlers, Nervous Brickdown e Sim City DS aqui; Worms Open Warfare 2, Tiger Woods PGA Tour 2008 e Luminous Arc aqui; e DK Jungle Climber, Drawn to Life e Jam Sessions aqui. Se você prefere o PSP, saca os reviews: Monster Hunter Freedom 2, Dead Head Fred e Dragoneer’s Aria aqui; e Riviera: The Promised Land, PaRappa the Rapper e Tom Clancy’s Ghost Recon Advanced Warfighter 2 aqui; e Coded Arms: Contagion, Yu-Gi-Oh! GX Tag Force 2 e Jackass: The Game aqui.

COLETADÃO

Aqui você leu sobre Fragdolls, GOSTOSAS nos games. Se seu negócio é música, aqui você leu sobre Guitar Hero 3 e Rock Band, e aqui você viu a lista completa de músicas do primeiro jogo citado. Gosta de Star Wars? Então você vai gostar disso aqui.

Grupo americano das Fragdolls.

O mês foi meio fraco, mas é só o segundo mês do site. Então, vamos ver como vai ser o terceiro.

Fast-food Reviews 010: Playstation Portable

Games sexta-feira, 28 de setembro de 2007 – 5 comentários

Não sabe como funcionam essas reviews? Veja a introdução aqui.

Coded Arms: Contagion

Eu curto matar coisas. Mas ás vezes enche o saco.

Vocês lembram do primeiro Coded Arms? Lembram o que era bom nele? Nada. A única coisa boa dele é que foi um dos primeiros (se não o primeiro) FPS para o PSP. Serviu pra mostrar que o portátil tinha capacidade de processamento pra rodar ambientes amplos em 3D e suportar um FPS com eficiência.

Tirando o crédito da novidade, Coded Arms era um FPS muito fraco; sem história, sem originalidade e sem diversão.

Contagion traz de novo o jogo de tiro para o PSP. Os gráficos estão melhores, as armas são mais legais e ainda tem um monte de inimigos pra matar. Tem até uns vídeos legais no começo, um bom modo tutorial e alguns conceitos interessantes de “mundo virtual”, uma coisa bem Matrix. Mas infelizmente a jogabilidade e o decorrer das fases continuam sendo um saco, como no primeiro. Os inimigos são completamente estúpidos e é só uma questão de sair atirando em qualquer coisa que aparecer pela frente. Sabe, isso era legal em, sei lá, 1998. Hoje em dia é meio chato, não sei se vocês pensam da mesma forma que eu.

Julgamento final: Serve pra impressionar o seu amigo que ainda não conhece o PSP. Você não vai agüentar meia hora jogando.

Yu-Gi-Oh! GX Tag Force 2

Não esqueça de desativar as animações durante os duelos.

Esse é o típico lançamento pra viciados em jogos de cartas. Ok, eu sou nerd e falo isso de boca cheia, porque essa porra é viciante pra caralho. Eu joguei o Tag Force lançado no ano passado por mais ou menos uns 6 meses seguidos, e não cansei. Só parei de jogar por causa do Jeanne D’Arc, que me tomou um tempo desgraçado.

Você não gosta do desenho Yu-Gi-Oh? Nem eu. Todos esses “animes” que são criados para vender produtos me enchem o saco, mas o jogo de cartas é realmente bom. Tem gente que acha melhor do que Magic: The Gathering, por exemplo.

E a versão game do jogo de cartas ficou espetacular, com um número enorme de cartas á disposição, e oponentes que realmente te desafiam a criar decks específicos pra conseguir derrotá-los. O jogo melhorou muito em comparação com o primeiro, com várias adições de conteúdo, cartas e modos de jogo. As aulas, por exemplo, não são mais aquela coisa pentelha que você fazia só para fazer o dia avançar, agora elas são um modo de jogo á parte, onde você pode conseguir itens e cartas interessantes.

Também foi dada uma ênfase maior ao modo Tag, onde você escolhe um companheiro pra jogar junto. Felizmente tiveram o bom senso de te dar a opção de continuar batalhando sozinho contra os outros estudantes.

De uma forma geral, essa continuação me surpreendeu. Eu esperava só um upgrade do primeiro jogo, mas os caras realmente conseguiram adicionar coisas novas e melhorar tudo. Altamente recomendado.

Julgamento final: Se você ainda está jogando o primeiro Tag Force, recomendo que substitua imediatamente por essa nova versão.

Jackass: The Game

Sexy

Todo mundo adora Jackass e eu não sou exceção. Mas a gente sempre sabe o que esperar desses jogos baseados em filmes, séries ou desenhos animados. O resultado final dificilmente agrada em termos de jogabilidade.

Eu nem sei por que peguei esse jogo, já que eu SABIA que ia ser uma merda. É legal ver os retardados de Jackass no seu PSP, e eles até que ficaram bem-feitos. Provavelmente foi isso que me fez ficar jogando por mais de meia-hora. Pra compensar a falta de conteúdo (Jackass não tem enredo, evidentemente), o jogo é dividido em vários mini-games, cada um imitando algum dos momentos da série, e sem perceber você vai fazendo um atrás do outro.

Pena que enche o saco. É legal participar de uma corrida de carrinhos de supermercado, mas depois que você dá umas risadas pela primeira vez, você percebe que é só um jogo primitivo e chato de corrida. Isso acontece com todos os mini-games; o apelo visual e humorístico se desgasta muito rápido.

Julgamento final: Se você for fã da série, vai querer dar uma conferida. Mas tenha em mente que, como um JOGO, ele é muito chato.

Fast-food Reviews 009: Nintendo DS

Games quinta-feira, 27 de setembro de 2007 – 5 comentários

Não sabe como funcionam essas reviews? Veja a introdução aqui.

 

DK Jungle Climber

Ainda dá pra inovar no gênero plataforma

Parece que esse jogo é continuação de um outro Donkey Kong. Não tenho certeza. O que eu tenho certeza é que esse aqui eu joguei, e achei bom pra caralho.

Eu confesso que já não tenho muita paciência para jogos de plataforma, e isso desde Crash Bandicoot do Playstation 1. Mas eu gostei muito desse Jungle Climber; ao invés de ficar pulando plataformas de gelo e poços de lava (não agüento mais isso), nesse jogo você vai progredindo através de pulos e agarrões em umas bolinhas espalhadas pelo cenário. Você vai escalando e pulando pelo cenário todo, e é divertido. Pelo menos é diferente.

Ainda tem uns mini-games e uns bônus interessantes, além de um design espetacular de progressão nas fases. A Nintendo sempre soube fazer esse tipo de coisa muito bem, e não decepciona nesse joguinho. Pena que é muito fácil, pois você acumula vidas ao coletar bananas e uns outros ícones; depois de umas três fases diferentes você já está com umas 20 vidas e tal.

Julgamento final: Jogo da Nintendo sempre vale a pena dar uma olhada, você sabe. Recomendado até pra quem já está de saco cheio dos clones de Mario.

Drawn to Life

Vocês já devem ter percebido que eu pago pau pro DS, principalmente pelo fato dele permitir certos estilos de jogos que não podem ser feitos em nenhum outro console. Drawn to Life é um desses jogos.

É um RPG fraquinho, vou falar a verdade. Não é ruim, só é totalmente clichê. Nada que você já não tenha visto antes, mesmo que não seja muito chegado em RPGs. Mas em compensação o design visual é legal; lembra um pouco Zelda e um outro jogo lançado recentemente: Freshly-picked Tingles Rosy Rupeeland. Vou falar desse aí no próximo FFReview, porque ainda tô jogando.

Mas o quente de Drawn to Life é que você desenha coisas que viram partes do jogo. Em momentos específicos, o jogo pára no meio e apresenta um editor visual, uma espécie de paintbrush no DS, e a história vai pedindo pra você criar cenários, personagens, componentes da história, etc. É bem interessante a experiência de ir criando o jogo, conforme você avança, e é muito difícil de resistir ao impulso espírito-de-porco de ficar desenhando pênis e bundas. Ainda mais que eles aparecem depois na tela e fica muito engraçado. Você vai dar risada também.

Julgamento final: Já sabe né? Pega Drawn to Life pra você ver um desses jogos que só podem ser feitos no DS. E se você não for muito chato como eu, pode até curtir a parte RPG do joguim.

Jam Sessions

Não é um jogo. Não se engane.

Sabe o que foi feito em Jam Sessions? Os caras pegaram as características únicas do DS e conseguiram simular uma guitarra que você toca com a canetinha! Eu nem sei tocar porra nenhuma a não ser o riff de Enter Sandman do Metallica, mas mesmo assim deu pra brincar um pouco. O jogo te ajuda a tocar algumas coisas, e se você tiver um mínimo de ouvido musical vai conseguir tirar as músicas famosas que estão incluídas no jogo.

Cara, eles conseguiram até implementar diferença sonora dependendo da força e velocidade do toque que você dá com a canetinha. Ficou muito parecido com a parada real. Eu nunca deixo de me impressionar com a sensibilidade da tela de toque.

Pena que os alto-falantes do DS são uma merda, então não esqueça de botar o fone de ouvido ou ligar em uma caixa de som externa.

Eu fico feliz quando sai esse tipo de coisa para o DS, porque é uma indicação de que a vida útil do portátil ainda vai longe. Continuam descobrindo novas formas de utilizar os recursos do DS, e é só uma questão de tempo até incorporar essas novidades em novas formas de jogo, como acabei de falar no caso do Drawn to Life.

Julgamento final: Não é um jogo. Se você curte música e sabe tocar alguma coisa, vai se divertir pra caralho. Se não manja nada e não sabe nem tocar violão, melhor investir o tempo em outra coisa.

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