Fragdolls – Gostosas nos games.

Games sábado, 01 de setembro de 2007 – 18 comentários

Achou que eu ia falar de Lara Croft, Cammy, Chun Li, e outras gostosas virtuais que só existem no mundo dos games, né? Errou mano. Delas eu só vou botar figuras.

Pronto.

Na verdade quero falar das Fragdolls, uma das melhores jogadas de marketing dos últimos tempos.

Em um belo dia ensolorado, algum executivo da Ubisoft (Splinter Cell, Baldur’s Gate, Far Cry) acordou e pensou: puta merda, e se eu pegasse umas gostosinhas e juntasse isso com vídeo-game? Ah, Genial.

Tá bom, a idéia não foi nada original. Mas quase nenhuma idéia é. O que importa é a maneira de implementação da idéia, e nisso a Ubisoft mandou bem. Em 2004, achou um grupo de minas que REALMENTE sabem jogar, e botou elas pra aparecer mundo afora, nos mais diversos encontros de jogos, campeonatos e lançamentos de paradas eletrônicas. Deu tão certo que hoje existe um grupo americano, um de inglesas e outro de francesas, para nosso deleite vídeo-gamístico.

 

Grupo americano das Fragdolls

Aí você diz “ah mas, são só umas modelos aí que botam pra fazer papel de garota-propaganda”. Nem são. Elas são jogadoras como eu e você (mais bonitas e com peitos, ok), é isso que faz a diferença. Quer dizer, elas devem jogar até melhor que eu, pois no final de 2006 o grupo americano ficou em primeiro lugar no Rainbow Six: Vegas tournament da Cyberathlete Professional League. Além disso, eu dei uma lida no blog das minas, e elas manjam mesmo do babado. Ainda bem, AINDA BEM meudeus, que o perfil dos jogadores de vídeo-game está mudando.

E, na boa, você até pode achar que é só jogada de marketing, mas eu te GARANTO que é melhor que as pessoas pensem nelas quando pensam em vídeo-game do que pensar nisso:

Medo.

Fast-food Reviews 005: Nintendo DS

Games quinta-feira, 30 de agosto de 2007 – 1 comentário

Não sabe como funcionam essas reviews? Veja a introdução aqui.

Semana fraca de lançamentos pro DS. Vamos ver uns joguinhos de outras semanas, ok?

 

The Settlers

Olha o zoom na tela de cima. Que horror.

The Settlers é o remake de um dos clássicos de estratégia pra PC. Foi lançado originalmente em 1994, e confesso pra vocês que é um dos poucos jogos pra obsessivos que eu não joguei no PC. Mas ouvi falar tanto, né? Então, vamos jogar o do DS. Deve ser bom e tals…

Cara, que frustração.

Em primeiro lugar, o jogo é horrível: os caras não melhoraram um pixel da versão original, pelo que pude ver conferindo com screenshots do jogo no PC. Já acho isso uma baita calhordice. Buniteza não faz o jogo ser bom ou ruim, como sempre digo, mas nesse caso é importante, já que jogos de estratégia se baseiam muito no que você consegue ou não ver na tela. Os menus e comandos são espetacularmente ruins, não respondem ao toque da canetinha, são pequenos demais e confusos. Porra, nem pra dar uma garibada nos menus? Custava botar um tutorial pra quem nunca jogou? É muito difícil fazer menus com barras de rolagem, pra não ficar congestionando a tela com 327 informações ao mesmo tempo?

Mas eu insisti. Eu sou da época de Dune II, porra! Eu joguei Civilization I, mano! Então, fui jogando, com muito esforço. E o jogo é… chato pra caralho. Não tenho outras palavras para descrever. É simplesmente um ritmo e estilo de jogo que não combinam com o DS. Eu juro pra vocês que tentei.

Julgamento final: Tente, se você for fã do original e já souber como jogar. Altamente contra-indicado pra quem nunca viu The Settlers antes.

 

Nervous Brickdown

As duas fotos são do mesmo jogo, pode crer.

Já citei esse joguinho aqui pelo site, é um daqueles jogos que só poderia ser feito no DS mesmo. á primeira vista, e também á primeira jogada, parece mais um clone de Arkanoid. O mesmo esquema de bolinha que bate na plataforma e fica rebatendo pelo cenário, quebrando tijolinhos.

Mas não se engane. Rapidamente as primeiras fases ficam pra trás, e as coisas começam a ficar bizarras. A plataforma vai se transformando em coisas diferentes nas outras fases, sendo que em uma delas você até mesmo desenha a sua própria plataforma com a canetinha. O jogo também propõe umas idéias diferentes no gênero, como cenário dinâmico, em que você vai avançando tela acima; chega a parecer um “jogo de nave” em algumas fases. Nervous Brickdown é meio curto, mas ele te surpreende a cada mudança de fase, sempre propondo alguma coisa nova, mostrando tudo que dá pra fazer com a idéia de rebater uma bolinha pelo cenário. Você pode até mesmo influenciar a trajetória da bolinha assoprando no microfone do DS! Criativo. Só jogando mesmo pra entender como é legal.

Pra completar, o jogo é bonito, possui músicas e efeitos muito originais e um estilo que chama a atenção. A navegação pelos menus é muito simples e agradável, perfeito pra uma jogadinha rápida quando você tem 15 minutos sobrando. O estilo e design geral me lembraram Meteos, outro espetacular e viciante jogo do DS.

Julgamento final: Indicadíssimo pra qualquer um. Fácil de aprender e muito satisfatório.

 

Sim City DS

Eu me esforcei muito pra gostar de você, Sim City DS.

Vocês também eram viciados em Sim City? Eu jogava no Super Nintendo e, cara, era horrível. Eu tinha que deixar o Super Nintendo ligado de noite e ir dormir, enquanto a cidade ia se desenvolvendo e acumulando dinheiro. Eu já cheguei a esse ponto. E nem conto quantas horas já foram gastas com Sim City 4, no PC

Foi com grande expectativa que me atirei ao Sim City DS, portanto. Porra, uma chance de carregar minha cidade no bolso! Irresistível.

Comecei a jogar muito empolgado. Gráficos legais, menus muito eficientes e intuitivos, montes de informação disponíveis sobre a sua cidade. Os presentes estão lá, a casa do prefeito, os desastres naturais, as usinas de energia, os aterros de lixo. Tudo que você espera de um Sim City os caras conseguiram enfiar no portátil.

Mas, é com tristeza que informo a vocês que não deu bons resultados. Vejam bem, o jogo é bem-feito, não é um remake manco como o The Settlers. É perfeitamente jogável e com um bom ritmo de avanço. O problema é que é mais um jogo que não dá certo no DS. O tempo todo você fica sentindo que “falta espaço”, manja? Não tem aquela sensação de construir uma megalópolis, povoada por milhões de pessoas e cheia de coisas pra você gerenciar. ISSO que sempre me atraiu em Sim City.

As coisas ficaram muito facilitadas na versão do DS, e aos poucos você vai descobrindo as adaptações que precisaram ser feitas pra fazer o jogo funcionar no portátil; conforme sua cidade cresce, por exemplo, você vai vendo que as construções e modelos dos edifícios e casas são todas iguais. A falta de variedade vira um problema quando a sua cidade começa a ficar grande, porque você não tem pontos de referência pra saber onde está. É tudo igual sempre. A telinha pequena do DS também prejudica o deslocamento pelo mapa, porque nunca é possível mostrar muita coisa ao mesmo tempo. E só tem dois níveis de zoom, nenhum deles muito bom. Tem outros problemas também, que nem vou enumerar pra você não ficar mais frustrado.

Uma pena. Nem dá pra culpar os desenvolvedores. Eu acho que simplesmente o hardware do DS não dá conta desse tipo de jogo.

Julgamento final: Eu sei que não adianta eu dizer pra você não jogar: você vai querer jogar só pra ver como ficou, você não acredita em mim. Mas depois volte aqui pra ler isso:

“VIU? Eu te disse que era meia-boca!!.”

Solid Snake vai morrer!!!

Games quinta-feira, 30 de agosto de 2007 – 6 comentários

Quem matará Solid Snake? Os Russos? Os Japoneses? Os Coreanos? Osama Bin Laden? George Bush? James Bond?

Tudo ainda é um grande mistério, mas, segundo Hideo Kojima – o gênio criador de MGS – na quarta saga da série de espionagem que fez uma legião de fãs por todo o mundo, o astro principal não sairá vivo.

Em uma recente entrevista, Hideo kojima revelou que nunca pensou em fazer uma sequência para o primeiro Metal Gear Solid (aquele mesmo do PSOne), entretanto o sucesso foi tão grande e os pedidos foram tantos que a saga teve dois títulos para o Playstation 2 e terá mais um para o Playstation 3. Além de algumas aparições no PSP, que não tiveram tanto sucesso.

Mas, infelizmente, o diretor-produtor-realizador sairá da equipe de produção da série após o Metal Gear Solid 4 e, em sua saída, levará também seu personagem principal. Que forma mais chocante e inesperada de acabar com um clássico, não é? Quem sabe… a Konami ainda não se pronunciou sobre a possibilidade de continuação de Metal Gear Solid sem Kojima e sem Solid Snake, mas, tudo pode acontecer.

Metal Gear Solid: Guns Of The Patriots será um jogo com resolução de 1080p e preencherá um disco blu-ray com diversos novos personagens e o regresso de quase todos os que já apareceram na série, mesmo que de relance. “Por isso, por favor, fiquem atentos” nas palavras do criador.

Há diversos trailers do game, que vão desvendando um pouco do mistério sobre a trama de MGS4. Recentemente um novo vídeo foi apresentado na feira alemã de Leipzig, Games Convention, mostrando as habilidades do novo Raiden, um dos mais importantes personagens de Guns of The Patriots. É só procurar no YouTube, lá tem de tudo.

É isso: Kojima diz que Snake vai morrer. Eu acredito. E será em grande estilo, em um jogo sensacional, com gráficos poderosíssimos, sonoridade incrível, a ação tática característica, realismo fantástico, um enredo de deixar no chinelo grandes filmes de Hollywood e isso tudo no hardware do Playstation 3, a maior plataforma de entretenimento da história. E você vai perder? Só se tiver o coração de pedra, igual ao do Kojima… Que vai matar o meu Herói. hahahahahaha

Ah sim! O lançamento só será feito em 2008, é bom esperar.

Leo prosopopeio Cardoso – prosopopeio@hotmail.com

Agosto de 2007 em GAMES

Games quinta-feira, 30 de agosto de 2007 – 0 comentários

Você já começou lendo sobre Metal Gear Solid 4 – Guns of the Patriots, aqui. Mas se seu negócio é polêmica, aqui você leu sobre Manhunt 2 e toda a polêmica gerada pela censura, que foi resolvida aqui. Mas se você prefere música, aqui e aqui você viu as novidades sobre o Guitar Hero III. Ou não? Então, você gostou mais de ter visto aqui você viu a lista de skatistas que estarão no Tony Hawk’s Proving Ground.

Pra quem gosta de reviews, começou aqui uma série de reviews chamadas Fast Food Reviews. Aqui e aqui você viu reviews de jogos do Nintendo DS, e aqui e aqui, do PSP. Aliás, teve até boatos sobre o Wii, tudo aqui. Mas se você nem liga pro Wii e tá afim mesmo de um PS3, aqui a gente viu o melhor pra você. E outra matéria bacana foi sobre The Sims 2 e a sua possibilidade de gravar vídeos, bem aqui. Uma beleza.

A estréia do quadro Conta-Gotas contou com uma série de 10 textos sobre a evolução dos games, com a seguinte pergunta: Por que velho não joga? Saiba aqui.

A coluna começou com um texto emocionante sobre o fantástico mundo dos games, aqui. Depois, um resumão sobre os três games da nova geração, incluindo o famoso problema chamado Red Ring Of Death, aqui. Aí veio uma bela teoria sobre jogos de continue, aqui, finalizando com um projeto de lei que prevê redução de impostos sobre games no Brasil, aqui.

O polêmico Manhunt 2, enfim, vai sair.

Enfim, continua por aqui pra gente ver o que vai rolar no mês que vem.

Manhunt 2 – Pelo menos vai sair.

Nerd-O-Matic sábado, 25 de agosto de 2007 – 4 comentários

Vocês lembram daquele post sobre Manhunt 2, né? Onde eu abordava a decisão absolutamente ridícula e absurda dos orgãos reguladores de praticar CENSURA PRÉVIA contra Manhunt 2.

 

Manhunt: Construindo o caráter de nossas crianças.

Não importa se o jogo é ruim, chato, violento, repetitivo, sanguinário, sem sentido, feio, bobo ao quadrado então você é bobo ao infinito. O que interessa é que nenhum jogo pode sofrer censura prévia, mano. VOCÊ, jogador, é quem tem que decidir o que é bom pra você ou não. NINGUÉM pode decidir no seu lugar, e censura prévia é uma forma de impedir que você decida.

Enfim, seguindo com os mais novos acontecimentos, então.

A Rockstar esperneou em alguns órgãos reguladores, defendeu o joguim na imprensa, ganhou visibilidade e publicidade e, finalmente, decidiu dar uma aliviada nas partes mais nervosas de Manhunt 2, pra ver se as senhoras virgens finalmente aprovavam o conteúdo do jogo. Aí já sabem né? O jogo que era assim:

Vai ficar assim:

Lógico que isso é apenas a minha previsão. Mas deve ser mais ou menos por aí que as modificações seguiram. Manhunt 2 vai sair com a classificação M (Mature), o que significa que estará disponível no PSP, PS2 e Wii, como previsto originalmente. Lançamento previsto para fim de Outubro.

Bando de TANGA. Esse tipo de coisa me faz sentir vergonha de ser jogador.

Fonte: aqui.

Fast-food Reviews 004: Playstation Portable

Games sexta-feira, 24 de agosto de 2007 – 3 comentários

Não sabe como funcionam essas reviews? Veja a introdução aqui.

 

Jeanne D’Arc

Bonito E divertido. Coisa rara.

Eu peguei Jeanne D’Arc pensando “bom, vamos jogar mais um joguinho de estratégia pra matar a vontade, enquanto não sai o Final Fantasy Tactics“.
Mas confesso que me surpreendi. Jeanne D’Arc é bastante original no estilo de jogo e no enredo, embora nem tanto no sistema de batalha.
É uma livre adaptação da história da heroína francesa, que vocês devem conhecer. Eu sei que vocês não lêem, mas porra, tem até filme de Joana D’Arc. Misturaram com anime, uns monstros e umas armaduras mágicas e, sem querer, tudo deu certo. O ritmo é interessante e a historinha ficou com um ar épico.

Como todo bom jogo de estratégia, o elemento principal está nas batalhas. Em Jeanne D’Arc elas se desenrolam em cenários muito bonitos e criativos, totalmente em 3D e cell-shading, aquela tecnologia utilizada em Metal Gear Ac!d que produz efeitos espetaculares sem sacrificar o tempo de processamento e fluidez das animações. O sistema de batalha é muito mais simples que FFT, mas possui elementos suficientes pra mantê-lo interessante, permitindo personalização dos componentes do seu grupo e funções específicas no campo de batalha. O joguinho é bem-feito e diverte, daqueles que vira razão pra se ter um PSP.

Julgamento final: Jogo com personalidade. Não perca a oportunidade de dar uma sacada, porque não se vê isso todo dia no mar de remakes que tem sido o PSP.

 

Dungeons & Dragons Tactics

Miss. Miss. Miss. Você vai errar muito em D&D Tactics.

Mais um jogo confuso pra se avaliar.
A franquia Dungeons & Dragons sempre foi forte. O RPG de mesa foi formador de muitos jogadores de vídeo-game atuais, e a melhor prova de que essa mistura dá certo foi vista em Neverwinter Nights, até hoje um PUTA jogo de RPG.

Em Dungeons & Dragons Tactics, temos um jogo de estratégia, e não um RPG. Mas, em termos de fidelidade ao sistema AD&D, ele é muito mais hardcore do que Neverwinter Nights ou qualquer outra coisa vista antes em vídeo-games. A aplicação das regras dos livros é muito rigorosa, o que, infelizmente, torna o jogo extremamente lento. Lembra muito o Lord of the Rings Tactics, do PSP. Mas é ainda mais lento.

Os ambientes até que são legais. A historinha quebra o galho. Você tem liberdade pra criar seu personagem. Você monta o grupo de batalha da maneira que achar melhor. Mas tudo isso não impede que a dinâmica de jogo seja um porre. Melhor jogar Jeanne D’Arc, mano.

Julgamento final: Recomendado só pra quem conhece Player’s Handbook e Monstrous Manual. Se você nem sabe do que eu tô falando, jogue outra coisa.

 

Brave Story: New Traveler

Belos gráficos. Mas precisa mais do que boniteza pra fazer um bom RPG

E, para encerrar, mais um RPG genérico, para a longa lista de RPG’s sem graça que pululam no PSP. Os desenvolvedores gostam de se aproveitar da capacidade de lidar com 3D que o portátil tem, para empurrar uma série de jogos completamente idênticos e pentelhos.

Se você já jogou Legend of Heroes, Gurumin, Dungeon Maker, Blade Dancer, já sabe o que esperar: passeios por um mapinha, batalhas aleatórias, sai da cidade, volta pra cidade… aquela coisa de sempre. Bom, tem gente que gosta né?

Mas pra mim já deu. Se um RPG não é capaz de te fascinar na primeira hora de jogo, é porque vai ser difícil ele te convencer nas horas que viriam depois.

Julgamento final: Não. Nem. Só se você tiver muito na seca por um RPG.

Você sabe por que velho não joga? Conclusão.

Games sexta-feira, 24 de agosto de 2007 – 15 comentários

Se você leu os posts anteriores, então entendeu como é importante visualizar através de exemplos o impacto da evolução da capacidade de processamento na qualidade dos jogos.

Nem sempre é possível perceber essa evolução nos jogos de computador, pois neles a transição costuma ser suave e contínua, ao invés de “aos saltos” como nos consoles. Um jogador que tenha jogado muito Atari, mas que perdeu as gerações 8 e 16 bits, e foi tentar jogar novamente só no Playstation, provavelmente encontrará muita dificuldade até “entender” como os jogos do Playstation funcionam. Ele acha que “é tudo vídeo-game”, e vai tentar transportar suas habilidades de Atari para o console atual. Mas vai se frustrar muito, porque são coisas completamente diferentes. Isso afasta muitos jogadores das antigas.

Os jogos mudam. E com eles muda também a nossa maneira de jogar. Os jogadores não só aprendem a jogar diferentes jogos ao longo do tempo, mas também vão sendo “formados” como jogadores, de acordo com a tecnologia disponível.

“Diversão” na época do Atari. Excitante. (X-Man)
“Diversão” de verdade. Tem até uma ovelha em cima da cama! (Grand Theft Auto)

É uma ilusão julgar que os jogos antigos eram mais divertidos do que os atuais. Eu acho que essa ilusão se deve, em grande parte, ao fato de sentirmos falta da situação e época onde os jogos antigos foram jogados. Todos nós temos uma tendência a lembrar com saudades de nossa infância, sendo que muitos consideram a infância como um período de mais felicidade do que o de sua vida adulta.

É natural que os gamers de quase 30 anos associem suas infâncias felizes (na década de 80) com os games daquela época, sendo períodos de menos preocupação e de jogos compartilhados com amigos. O retorno ao jogo da mesma época vem carregado dessas lembranças e emoções, o que afeta o julgamento racional da real diversão e jogabilidade dos games em questão. O fato de muitos gamers de Atari terem abandonado os videogames precocemente e não conhecerem de fato os games atuais, também contribui para a avaliação parcial.

Talvez os únicos que possam julgar com clareza e comparar imparcialmente o nível de diversão proporcionado por diferentes consoles e jogos, sejam as crianças e adolescentes da geração atual de gamers, que não tiverem nenhum tipo de ligação emocional com o Atari, por exemplo. E que não estarão jogando por nostalgia.

Os emuladores respondem a esse apelo de nostalgia, e me questiono sobre a real motivação para jogar um jogo antigo, quando há uma série de jogos novos á disposição. Muito possivelmente, continuamos jogando os jogos antigos pelos mesmos motivos que recorremos aos álbuns de fotos ou filmagens de casamentos, formaturas, etc: para sentir de novo um momento bom de nossas vidas.

Mas como também já sou um gamer crescido, vou te dar uma dica: cresça, deixa de ser TANGA e vai jogar jogo de verdade.

Larga desse River Raid, porra! Toma aqui esse Gears of War e seja feliz.

FRAAAGGG!!!

Projeto de Lei prevê redução de impostos sobre Games no Brasil!

Games quinta-feira, 23 de agosto de 2007 – 7 comentários

A questão de pirataria de games no Brasil é um ciclo vicioso: Quanto mais alto o preço dos jogos originais, maior a pirataria, quanto maior a pirataria, mais alto o preço dos jogos originais. Resolver essa situação é um karma que o governo ainda não se dedicou como deveria, e quem sofre somos nós, amantes de jogos eletrônicos.

Comprar atualmente um Playstation 3, para maioria dos brasileiros, é uma aquisição arriscada pela incerteza em reunir um catálogo de jogos que compense o alto investimento. Mas há uma luz no fim do túnel: o deputado Carlito Merss (PT-SC), criou um projeto de lei com o objetivo de estender os benefícios da “Lei de Informática”, que reduz os impostos sobre o setor, aos jogos eletrônicos. A redução de impostos cairia sobre consoles, softwares, games, equipamentos, acessórios e a documentação técnica dos produtos, uma mão na roda para a diminuição dos altos preços que o mercado de jogos eletrônicos têm no Brasil.

Um exemplo da viabilidade da lei é o México que, após sancionado o abatimento dos impostos no setor, tem o mercado em crescimento 30% ao ano, e, inclusive, virou alvo de investimento da Sony, com o lançamento especial do Playstation 3 em seu território.

Nós, apaixonados pelos games, devemos fazer nossa parte pressionando o Câmara dos Deputados para que a lei seja aprovada. Entrem todos nesse link http://www2.camara.gov.br/internet/popular/falecomdeputado.html/ e mandem um e-mail para os deputados afirmando que você é a favor da lei Nº 300/07.

Vamos juntos tornar o Brasil um forte mercado para as empresas de games!!! Espero sua contribuição…

Abraço.

Leo prosopopeio Cardoso – prosopopeio@hotmail.com

Fast-food Reviews 003: Nintendo DS

Games quinta-feira, 23 de agosto de 2007 – 2 comentários

Não sabe como funcionam essas reviews? Veja a introdução aqui.

Heroes of Mana

Impossível não se divertir.

Ô joguinho esperado.

Não vou mentir. Não ficou um TESÃO. Na minha opinião, está abaixo do que a Square tem pra oferecer, mesmo considerando-se as limitações do DS. A história não renova em nada a série “Mana”, e só co

Você sabe por que velho não joga? Parte 9 – Mais exemplos de avanços nos jogos.

Games quinta-feira, 23 de agosto de 2007 – 17 comentários

Continuando a parte 8, comparemos mais exemplos de evolução em diferentes consoles:

Luta

Street Fighter 2 (Nintendo), Mortal Kombat (Super Nintendo), Tekken 2 (Playstation), Tekken 5 (Playstation 2):

Ah, os jogos de porrada. Presentes desde o início dos consoles, sempre foram o motivo ideal pra se jogar contra um amigo e descarregar tensão ou simplesmente mostrar como você é bom.

Street Fighter 2 do Nintendo, ao que me consta, foi uma versão pirata, muito difundida na época. Todos os movimentos e quase todos os lutadores conhecidos do arcade estavam lá. Mas era simplesmente horrível de se executar os golpes naquele controle do Nintendinho, sem falar que a falta de capacidade de processamento deixava as animações muito toscas, até mesmo para o Nintendo.

Olha a altura do pulo do Ryu!

Mas era uma das poucas opções de jogo de luta para a plataforma, com seus movimentos lerdos e mais frustração do que emoção gerados pelos golpes dados com apenas dois botões.

Com o advento do Super Nintendo, os jogos de luta começaram a despontar, dentre os quais escolhi Mortal Kombat.

Um dos grande clássicos de luta de todos os tempos, apresentava lutadores digitalizados, com animações espetaculares para a época. A ação era rápida e o controle preciso do Super Nintendo permitia comandos facilmente executados, com os amados Fatalities.

Tekken 2, no Playstation, ocupa a próxima cadeira na linha evolutiva, apresentando lutadores perfeitos (e não caricaturados)em modelos 3D (com cenário também tridimensionais), com movimentos mais fluidos e simulações perfeitas dos katas de artes marciais.

Pela primeira vez também acompanhávamos um arremedo de história decente em um jogo de luta.

Com o Playstation 2, finalmente os consoles caseiros alcançaram o nível técnico e de acabamento dos arcades, levando o fliperama pra dentro de casa. Em Tekken 5, Os personagens puderam ficar maiores e a animação totalmente fluida, sem lag. Os cenários cresceram ainda mais em sua majestade tridimensional e os movimentos dos personagens foram acrescidos de sutilezas ainda maiores, dependendo da distância do oponente e se executado no ar ou no chão, por exemplo.

A sensação do pouso de um soco no oponente se torna bastante realista, devido á sincronicidade do processador e aos efeitos sonoros. São adicionadas ainda firulas, como a criação de personagens, para quem se diverte com isso. Próximo gênero de jogo.

Kick n Punch

Double Dragon (Nintendo), Final Fight (Super Nintendo), Power Stone (Dreamcast), Devil May Cry 3 (Playstation 2):

Double Dragon provavelmente foi o primeiro jogo de kick n punch a apresentar um movimento através da combinação de botões (giratória no ar, por exemplo), o que gerava enorme diversão pela variedade de movimentos e maneiras de acabar com os oponentes.

Sem esquecer, logicamente, dos jogos em dupla, com os movimentos onde os dois jogadores participavam (um segurava e o outro socava). Em poucas palavras: um clássico, gerador de todos os outros kick n punchs vistos depois. O mais famoso seguidor foi Final Fight:

Final Fight (assim como todos os outros jogos do mesmo estilo no Super Nintendo) não apresentou aumento no nível de diversão, pois apenas reciclou a fórmula de Double Dragon com gráficos e efeitos melhores.

Power Stone do Dreamcast, renovou o gênero totalmente, pois trazia cenários gigantescos, abusando da capacidade 3D da placa Naomi. Os cenários seguiam em todas direções, literalmente, sendo estonteante o jogo para quem não conhecia o percurso previamente. Os oponentes eram gigantes, ocupando várias telas e por vezes pareciam impossíveis de se derrotar.

A varieade de movimentos e na utilização de armas veio com um novo sistema, que incluía coletar pedras coloridas durante o percurso, a fim de liberar um poder especial do personagem. Power Stone misturou com enorme sucesso os jogos de luta com os do estilo kick n punch.

Devil May Cry encerra esta sessão, com chave de ouro, ao apresentar um jogo com absolutamente todos os requisitos necessários para o máximo de diversão em um jogo deste estilo: história intrigante, um protagonista carismático, um antagonista idem, gráficos maravilhosos e totalmente fundidos com as cutscenes, vampiros e outros seres do mal, trilha sonora excitante e original combinando com o jogo.

Na jogabilidade, três estilos diferentes para o personagem, á escolha do jogador e completamente diferentes um do outro. Um número grande de armas opcionais e com características distintas, além de um jogo difícil, muito difícil. Mas extremamente recompensador.

Espero que, a esta altura, esteja evidente que o avanço dos consoles e jogos é evidente entre as gerações.
E que com o avanço tecnológico, o jeito de jogar também muda. E pra melhor.

No próximo post: Arrebatadora conclusão.

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