Olha só: fazia MESES que eu não botava um filme novo nessa seção, desde “El Orfanato” . Sabem por que isso acontece? Porque só tem filme de bosta por aí.
Sério, meu. Semana passada eu tava vendo o novo Indiana Jones e dormi na primeira cena de briga. Filme chato da porra. Eu simplesmente não tenho mais saco pra esses filmes com cena de carro batendo, perseguição de carro, carro voando, carro mergulhando ou carro virando nave espacial. Coisa chata do carái.
Devido à minha falta de paciência, acabo me envolvendo mais com filmes fora do esquemão hollywoodiano. Não que eu eu só goste de filmes alternativos, longe disso. Aliás, o especialista em cinema europeu aqui é o Pizurk, o Estagiário especialmente enviado para todos os filmes cabeça que o théo não quer assistir.
Portanto, é com extrema satisfação que após este hiato de meses, hoje trago a vocês:
[Rec] (2007)
Cara, eu simplesmente amo a sensação de pegar um filme completamente sem expectativas e ser surpreendido por ele. [Rec] é um filme que começa devagar, parecendo mais uma bostinha na linha de Cloverfield, com aquele lance de fazer o filme com uma câmera só e sempre do ponto de vista de quem está filmando. E dá-lhe correria pra tudo que é lado.
Essa moda toda começou com a Bruxa de Blair (lembram?), que foi totalmente emocionante na época. Lógico que, pra variar, o hype matou o filme. Mas como já faz ANOS que eu não assisto trailer de filme me salvei e pude assistir a parada de forma neutra, me divertindo pra cacete com o negócio dos adolescentes perdidos na floresta.
Desde a Bruxa de Blair, essa fórmula de filme em primeira pessoa foi aperfeiçoada e acho que agora estamos num ponto estável, onde os filmes são feitos sem pretensão e deixando espaço para o lado mais criativo dos diretores. Isso gera experiências interessantes ocasionalmente, principalmente nos gêneros “suspense” e “horror”.
A maior qualidade de [Rec] é o seu ritmo. Ao invés de virar tudo de cabeça pra baixo DO NADA, o filme vai se construindo devagarinho, com a história passando do tédio total inicial (totalmente intencional) até te levar a se encolher na poltrona com o final. Normalmente os filmes vão me dando sono conforme vão se aproximando do fim. Com [Rec] aconteceu o contrário: comecei a assistir numa madrugada aí, pensando em só assistir o começo e ir dormir pra ver o resto no outro dia. Foi impossível parar depois dos primeiros 20 minutos.
“Meu, a gente vaisifudê nesse filme. Filma tudo aí, vlw.”
Também contribui muito a simplicidade do ambiente onde foi filmado; tudo se passa em dois ou três andares de um prédio pequeno, onde só mora gente boçal. Como os cenários se repetem com frequência é muito fácil acreditar e entrar no clima do filme, e você começa a se sentir parte daquele ambiente.
E eu realmente espero que você consiga “se entregar” para o filme, porque essa imersão é justamente o que vai te dar a maior diversão na sequência final. Os caras abusam do maior clichê do mundo para filmes de horror: sequências com luz apagada, onde os protagonistas precisam fugir da porra do lugar sem ver pra onde estão indo. Mas, puta merda, em [Rec] isso funciona que é uma maravilha.
Ah sim, vou dar um spoilerzinho final pra convencê-los a assistir [Rec]:
Boo!
É FILME DE ZUMBI, MANO!!
Não preciso dizer mais nada.
(Aviso aos desavisados: aparentemente [Rec] foi refilmado para o mercado americano como “Quarantine”. Não sejam otários e corram atrás do filme certo.)
Você já deve ter visto por aí, tendo em vista que faz quase uma semana que ele saiu e o responsável por notícias sobre cinema daqui NÃO SE MANIFESTOU! É uma tristeza, esse site.
Pra um teaser, até que tá bom. Mas o que me dá mais medo é olhar pra trás e ver os dois últimos filmes dessa franquia, aqueeeeles que destruíram de vez com o personagem. Também olho em volta e vejo todos esses remakes ou tentativas de reviver alguma coisa e fico com mais medo ainda. Bom, ao menos, esse novo Sexta-Feira 13 já está causando medo.
Estréia na sexta-feira 13 de fevereiro de 2009!
PS: Eu vi o escudo do Capitão América no canto inferior direito aos 22 segundos…?
Olha o público brasileiro que frequenta as salas de cinema do nosso circuito exibidor tão dando um trabalho para as distribuidoras nacionais, fica cada vez mais difícil prever o sucesso de um filme nos cinemas. Explico melhor, como um filme de público restrito, dramático e, considerado difícil por 10 entre 10 críticos, resiste no Top 10 Brasil há mais de um mês? Seu nome Ensaio sobre a Cegueira.
Mesmo, ainda, não tendo visto o filme (que pelo andar da carruagem não ocorrerá na telona, mas sim em dvd, infelizmente), sabe-se que Ensaio Sobre a Cegueira é um filme denso, lento, pesado, logo, não é um filme para todas as platéias. No entanto, já levou aos cinemas mais de 650 mil espectadores, no momento, somente outros dois filmes no Top 10 ja arrastaram um público um pouco maior ao cinemas (lembrando que esta época é considerada de “entressafra” no circuito exibidor, pós Blockbusters e pré concorrentes ao Oscar): Mamma Mia e Super-Heróis – A Liga da Injustiça.
RANKING
(semanas em Cartaz) /Título /Público (Semana) / Público (Total) 1 (-) Amigos, Amigos, Mulheres à Parte – 112,824 (112,824) 2 (1) As Duas Faces da Lei – 91,738 (334,499) 3 (2) Super-heróis – A Liga da Injustiça – 86,726 (681,478) 4 (3) Os Mosconautas no Mundo da Lua – 71,885 (324,384) 5 (-) Espelhos do Medo – 52,936 (52,936) 6 (-) Corrida Mortal – 40,243 (40,243) 7 (5) Ensaio Sobre a Cegueira – 38,285 ( 654,606) 8 (6) A Guerra dos Rocha – 33,529 (125,279) 9 (4) Noites de Tormenta – 30,335 (270,230) 10 (7) Mamma Mia! – O Filme – 24,456 (672,181)
Obs.: Notem a diversidade temática entre os 10 filmes, ou o público brasileiro anda com um gosto extremamente eclético ou estamos presenciando um FENÔMENO com o público conferindo o trabalho de Fernando Meirelles na adaptação da obra literária de José Saramago.
Confesso que estes MILAGRES cinematográficos que vez por outra ocorrem no nosso circuito exibidor me enchem de esperança de que bobagens americanóides (principalmente, porque dominam nossas salas) fiquem mais restrita ao público de dvd (para quem quiser assistí-las, por sua conta e risco!) e assim, abrindo espaço para filmes mais conceituais ou mesmo de filmografias de outros países, deixando claro que sou defensor de filmes BONS, não de filmes medíocres, chatos, egocêntricos, sem graça, pseudointelectuais e, simplesmente, ruins.
O Melhor Amigo da Noiva: Uma das incontáveis comédias românticas que assolam os cinemas todo ano, veículo pro sucesso de Patrick Dempsey, galã de Grey’s Anatomy, o filme é quase uma refilmagem masculina de O Casamanto do Meu Melhor Amigo, com Julia Roberts e Cameron Diaz, pelo menos, há a presença da gatinha Michelle Monaghan. Na trama, um homem vive de maneira satisfatória, sem ter do que reclamar. Até que, certo dia, ele nota que está apaixonado por sua melhor amiga. As coisas saem do controle no instante em que ela anuncia que está noiva de um escocês elegante e, para piorar, pede ao melhor amigo que seja a sua madrinha de honra. Ele se mete na confusão em um mundo cheio de coisas femininas, como chá de panela, damas de honra furiosas e muito mais. Mas ele faz tudo isso com um único propósito: roubar a noiva.
O Guru do Amor: Parece que o comediante Mike Meyers não conseguiu assegurar um público fiel por nossas terras, sua última comédia chega agora em dvd inédita nos cinemas. Na trama, Pitka (Mike Myers, de Austin Powers) é um homem que nasceu nos EUA, mas saiu de lá para se tornar um guru no Oriente. Quando ele volta a seu país de origem, decide que vai aplicar a sua filosofia no segmento de auto-ajuda. Sua primeira tarefa não é nada fácil: ajudar um famoso jogador de hóquei a recuperar a sua carreira profissional e amorosa depois que sua esposa o deixou por um jogador rival. No elenco, Jessica Alba e Justin Timberlake.
Romulus, Meu Pai: Filme que passou rapidamente nos cinemas, vindo da Austrália, traz o ator Richard Roxburgh, de Moulin Rouge, como diretor e no elenco, Eric Bana (Hulk) e Franka Potente (Corra Lola, Corra e A Identidade Bourne). Na trama, Romulus (Eric Bana) e sua esposa Christina (Franka Potente) vivem com o filho Raimond (Kodi Smit-McPhee). Ao enfrentar as mais variadas dificuldades o garoto tenta equilibrar a rígida moral de seu pai em contrabalanço com a ausência e a negligência de sua mãe depressiva.
As Strippers Zumbi: Filme Bezão total vem na onda destes recentes filmes de zumbis, obviamente, não abrindo mão da comédia trash. Na trama, quando uma agência secreta do governo acaba liberando um vírus capaz de reanimar os mortos, na pequena cidade conservadora de Sartre, Estados de Nebraska, nos EUA, o primeiro lugar a ser afetado é um clube de strip-tease alternativo chamado Rhino´s. Quando uma das strippers se contamina com o vírus, ela se transforma numa dançarina sensual e sobrenatural que se alimenta de carne humana – a maior sensação do local. Como as demais dançarinas resistirão à tentação de se tornar uma estrela como a zombie stripper sabendo que não há como voltar atrás? Confira a crítica.
Rá! O DVD saiu nessa semana. Como eu ia deixar de resenhar este filme magnífico?
“Em um fututo não muito distante”, um projeto secreto do governo acaba “vazando” e acaba em Sartre (Nebraska – EUA). O que é esse projeto? Um vírus de reanimação de corpos. Aí, sem mais nem menos, onde o vírus vai parar? Em um clube de strip-tease.
Zumbis. Strippers. Trash. Não tem como ser ruim, né? Principalmente quando a atriz principal é uma estrela pornô: Jenna Jameson. E quando o tiozão é o Robert Englund, o famoso Freddy Krueger. Trash completo, sem mais. Mas, se liga: Se você não curte um filme TRASH, sai daqui. Não quero ter que aguentar seu mimimi, véi. Aos apaixonados por trash, esse filme é uma pérola. Continuemos com a resenha, então.
PEGA EU
Enfim, As Strippers Zumbi é aquele tipo de filme que começa uma merda, fica bom, volta a ser uma merda (isso nos dez primeiros minutos, só) e depois se alinha. Sério, aquele exército parece ter saído de um filme do Uwe Boll, o que só reforça o termo trash. Hm… acho que eu te assustei com isso, né? Calma, o filme é BOM apesar dessa comparação medíocre.
Como todo filme bom de zumbi, uma merda muito grande acontece e não tem ninguém qualificado o bastante pra corrigir essa merda toda, aí uma merda maior acontece e tudo fica perdido. Afinal, imagina você num clube de strippers, admirando um pole dance e, de repente, a mulherada COME SUAS TRIPAS. Assim não dá.
O humor é espetacular, e é isso que torna o trash ainda mais espetacular: quando o humor NÃO É trash. Não que este seja o melhor humor do mundo, mas é na medida, é o necessário pra quebrar qualquer rotina de filmes de zumbis. Mulher pelada também conta, claro.
E como. Como. (heh)
Não há muito o que se falar do filme, na verdade. Eu digo: Aluga e vai assistir com a sua gordinha. Porra, se foder com essas comédias românticas que ela faz você assistir, ISSO que é filme. O mestre Romero recomenda.
As Strippers Zumbi
Zombie Strippers (94 minutos – Terror/Trash/Comédia) Lançamento: EUA, 2008 Direção: Jay Lee Roteiro: Jay Lee Elenco: Robert Englund, Jenna Jameson, Roxy Saint, Joey Medina, Shamron Moore, Penny Drake, Jennifer Holland, John Hawkes, Jeannette Sousa, Whitney Anderson, Carmit Levité
High School Musical 3 (High School Musical 3: Senior Year) Com: Zac Efron, Vanessa Anne Hudgens, Ashley Tisdale, Lucas Grabeel, Corbin Bleu, Monique Coleman, Bart Johnson, Olesya Rulin, Chris Warren Jr., Ryne Sanborn.
A terceira parte de uma série de filmes de merda sobre colegiais que cantam e dançam o tempo todo, como se a vida fosse coreografada.
Vá ver, se já tiver sido lobotomizado.
Quase Irmãos (Step Brothers) Com: Will Ferrell, John C. Reilly, Mary Steenburgen, Jason Davis, Wayne Federman, Kyle Felts, Travis T. Flory, Kathryn Hahn, Chris Henchy, Bryce Hurless
Os dois bobalhões do pôster acima são dois filhinhos de papai mimados, criados a leite com pêra e ovomaltino que, por conta do casamento entre o pai de um e a mãe do outro, se tornam irmãos competitivos…
Comédia pra quem não tem mais o que assistir, deve valer o ingresso naquela quarta-feira pagando meia.
Morte Súbita (Rogue) Com: Radha Mitchell, Michael Vartan, Sam Worthington, Caroline Brazier, Stephen Curry, Celia Ireland, John Jarratt, Heather Mitchell, Geoff Morrell, Damien Richardson
Um jornalista americano vai pra Austrália trabalhar e junta-se a alguns turistas [Sempre eles] numa viagem pelos rios do Parque Nacional de Kakadu. E acabam se metendo em tremendas confusões com esse crocodilo devorador que é um espanto! Ou seria um devorador de crocodilos? Enfim…
Parece bem meia boca, eu só iria ver se fosse de graça…
Última Parada 174 (Última Parada 174) Com: Michel Gomes, Cris Vianna, Marcello Melo Jr., Gabriela Luiz, Anna Cotrim, Tay Lopez, Vitor Carvalho, Jana Guinoud, Rodrigo dos Santos, Ramom Francisco.
Lembra daquele seqüestro num ônibus que terminou com o cara [E a refém] tomando pipoco da polícia? Pois é, fizeram um filme sobre, que inclusive é o concorrente brasileiro ao careca pelado, também conhecido como Oscar.
Parece divertido… para pessoas mórbidas.
Nas últimas semanas, durante o Festival do Rio, o ator Pedro Cardoso (mais conhecido como Agostinho, da série A Grande Família) discursou antes da estréia de seu último filme, Todo Mundo Tem Problemas Sexuais, contra a nudez no cinema e na televisão, para ele um fetichismo gratuito de diretores e roteiristas que beira a pornografia. Em muitos casos, quase todas as cenas de sexo e nudez são estratégias de marketing para atrair espectadores e audiência.
Sinceramente, acho a discussão um pouco ultrapassada, parece que estamos nos anos 80 em plena era das pornochanchadas, não vejo tanta quantidade de nudez em destaque atualmente. Muito pelo contrário, acho tão estranho que em filmes, principalmente, dos castos americanos, que em cenas de sexo a mulher sempre esteja de sutiã, não é verdade? Observem. Ainda sobre a polêmica, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo, Pedro Cardoso teria se irritado com a primeira cena de nudez de sua namorada, a atriz Graziella Moretto, no filme de Selton Mello, o ainda inédito, Feliz Natal.
Sinceramente, dizer que a nudez de mulheres (e atores em geral) em filmes e na televisão é puramente exploração do corpo é um equívoco absurdo. Claro que em filmes como Instinto Selvagem ou mesmo Pecado Original, sabemos que a presença da nudez de atrizes sexys (Sharon Stone e Angelina Jolie, respectivamente) faz parte do contexto de criar um chamariz num filme com clara proposta de tensão sexual e teor erótico, porém imagino que as atrizes tenham lido o roteiro antes de filmar, logo são maiores de idade para aceitar embarcar no projeto ou não!
No entanto, quase sempre, vejo a nudez de atores como momentos de extrema dramaticidade para os personagens, momentos de loucura, de solidão, de choque, não exclusivamente cenas eróticas, estas que também podem ser extremamente sensuais, e dentro de um contexto, como, por exemplo, nos filmes do diretor espanhol Pedro Almodóvar.
Também discordo do ator quando diz que “diante da irredutível realidade da nudez de seu corpo, o ator não consegue produzir a ilusão do personagem”. Isto significa dizer que atores somente interpretam personagens quando estão vestidos, o que desqualifica quase todo o arsenal de possibilidades artísticas que a expressão corporal, o olhar, um sorriso, uma lágrima e, logicamente, o corpo nu do personagem, podem expressar em determinadas cenas.
Claro que há muitos argumentos interessantes no manifesto de Pedro Cardoso, como argumentar que nudez e filmes de comédia não combinam, o que pensando bem é uma realidade, ou alguém lembra de gargalhar com algum personagem nu em cena? Difícil, né? No que o Pedro Cardoso tem mais razão é em reclamar da invasão da vida privada dos atores e homens públicos, quase sempre perseguidos por máquinas fotográficas e celulares para registrar momentos íntimos de suas vidas e ganhar dinheiro e/ou audiência com isto.
Alguns filmes são feitos para as pessoas chorarem. Dramas que colocam atores consagrados do gênero contracenando juntos e criando mais uma daquelas histórias tristes que assistimos em um Super Cine da vida. Noites de Tormenta é exatamente isso. Um drama de casais e o típico filme que passa no Super Cine.
Uma mãe de família, Adrienne (Diane Lane), passando por problemas em casa com a filha rebelde e o marido putão que resolve voltar pra casa, decide passar um tempo na pousada de uma amiga, em Rodanthe, Carolina do Norte. Lá ela espera refletir sobre a vida e, quem sabe, tomar uma decisão. Em meio a isso, chega um único hóspede para o fim de semana, o médico Paul Flanner (Richard Gere), que espera encontrar ali as respostas para uma situação que de repente assola a sua vida. Pra completar, é anunciada uma tempestade violenta para o local, e com os dois ali, sozinhos, já viu o que vai rolar, né?
É a história do amor inusitado que surge para mudar radicalmente a vida de duas pessoas. Um ajuda o outro a resolver os seus problemas e juntos criam uma história nova que faz com que as suas vidas tenham um novo sentido. É drama pra mulherzinha, que fará qualquer pessoa mais sensível chorar.
O filme utiliza todos os clichês do gênero. Mas filmes de drama não teriam graça sem eles. Tem o marido que trai, a filha rebelde, o filho brigado com o pai, a mãe que só pensa na família e o pai que troca tudo pelo trabalho. São esses personagens e essa estrutura que dão sustento aos filmes do gênero.
A Clássica cena do beijo no píer.
A história tem uma reviravolta que até me surpreendeu, pois não era algo tão esperado. Ou era e como não sou fã do gênero não saquei logo de cara. O que importa é que o filme cumpre com a sua missão de fazer as pessoas chorarem. Quem é fã dos filmes do gênero, tem ai uma excelente oportunidade de conferir Richard Gere todo malandrão e a Diane Lane ainda dando um caldo. Tá enxuta a coroa.
O filme deixa aquela lição de não vivermos em função dos outros e viver o agora, sem se preocupar com o que pode ou não acontecer no futuro. Chorei.
Noites de Tormenta
Nights in Rodanthe (97 minutos – Drama/Romance) Lançamento: EUA, 2008 Direção: George C. Wolf Roteiro: Ann Peacock, John Romano Elenco: Richard Gere, Diane Lane, Scott Glenn, Christopher Meloni, Viola Davis
O Nevoeiro: Uma das melhores supresas deste ano, não sei porque demorou um ano para chegar por aqui. Tem a marca de Stephen King (num momento inspirado) e a direção de Frank Darabont (responsável por filmes como À Espera de um Milagre e Um Sonho de Liberdade, coincidentemente, todos baseados em obras de King). Na trama, uma violenta tempestade atinge e devasta a cidade de Maine. Com isso, um artista local e seu filho de 8 anos correm para o supermercado a fim de garantir os suprimentos necessários. Chegando lá, ele nota que um misterioso nevoeiro também tomou conta da cidade. Assim, ele, e outras pessoas que estão lá dentro, ficam impedidos de sair do abrigo e notam que existe algo de sobrenatural no nevoeiro. Mas, conforme o tempo vai passando, o caos toma conta do ambiente e até mesmo as pessoas que estão presas no mercado podem se tornar ameaçadoras. Confira a crítica.
Jogo de Amor em Las Vegas: Comédia meio sem pé nem cabeça, mas que trabalha em cima do carisma de seus protagonistas, Cameron Diaz e Ashton Kutcher. Na trama, Cameron é dispensada pelo noivo; Ashton é demitido pelo próprio pai. Ambos decidem chorar as mágoas em Las Vegas. Após uma noite de muita diversão, acordam e descobrem que se casaram. Já sóbrios, apostam uma última moeda no caça-níquel… e ganham 3 milhões de dólares. A partir daí, eles têm de aprender a conviver, pois só poderão desfrutar do dinheiro se provarem que formam um casal estável. Outra alternativa será convencer o outro a desistir da relação, tornando-a um inferno… Confira a crítica.
Garota Morta: Passados dois anos após seu lançamento nos Eua, Garota Morta chega em dvd sem passar nos cinemas. O drama, com uma trama mosaico, reúne um elenco muito bom, Toni Collete, Brittany Murphy, Giovanni Ribisi e Piper Laurie. Na trama, uma jovem que vive sob o controle rígido de sua mãe em uma propriedade rural, ao dar um passeio, acaba encontrando o corpo de uma moça morta. Depois disso, cansada dos maus tratos da mãe, ela decide fugir de casa. Ao mesmo tempo, uma outra adolescente é mostrada. Ela é viciada em drogas e também foge de casa para escapar da ira de sua mãe e seu padrasto. Estas duas garotas, em algum momento, irão se cruzar e o destino delas pode se tornar trágico.
Amor & Inocência: Depois de inúmeras adaptações cinematográficas de várias peças da obra de Jane Austen (Razão & Sensibilidade, Emma e Orgulho e Preconceito), ou sendo tema como no recente O Clube de Leitura de Jane Austen, chegou a hora de um filme relatar a vida da própria escritora, interpretada pela gatinha Anne Hathaway. Na sociedade inglesa de 1795, a divisão de classes era cruel e para as mulheres era pior ainda. Assim, Jane, uma garota com espírito independente e revolucionário, está prometida para se casar com um jovem rico da região onde mora. Porém, ela acaba se apaixonando por um escocês estudante de direito que, apesar de inteligente, é pobre. Isso pode contrariar seus pais e a solução aparente seria fugir. Mas ela sabe que isso poderá ser a vergonha de sua família e começa uma disputa pessoal para quebrar as regras e estabelecer sua felicidade.
Espelhos do Medo (Mirrors) Com: Kiefer Sutherland, Paula Patton, Cameron Boyce, Erica Gluck, Amy Smart, Mary Beth Peil, John Shrapnel, Jason Flemyng, Tim Ahern, Julian Glover.
Depois de dar um tiro em um colega, Jack Bauer é afastado do departamento de polícia de Nova York, o que o leva a tomar uns goró frenéticamente e ficar puto. Pra ver se sai do buraco, o cara aceita uma vaga de vigia numa loja incendiada, onde começa a ver espirítos nos espelhos. E isso sóbrio!
Eu não vi, mas a minha filha o théo viu e falou que, se você não sentar perto do cara que cheira a CC [Vulgo do suor das axilas], o filme compensa 100%.
Na Mira do Chefe (In Bruges) Com: Colin Farrell, Brendan Gleeson, Ralph Fiennes, Clemence Poesy, Jeremie Renier.
Matadores de aluguel são enviados de Londres pra executar um serviço em Bruges, na Bélgica [O que explica o nome original]. Só que, enquanto esperam a ligação do seu contato, vão dar uma de turistas e começam a presenciar coisas bizonhas… Outro filme que o théo recomenda!
Amigos, Amigos, Mulheres à Parte (My Best Friend’s Girl) Com: Kate Hudson, Lizzy Caplan, Alec Baldwin, Dane Cook, Jason Biggs, Diora Baird, Diora Baird, Amanda Brooks, Taran Killam, Andrew Caldwell.
Um cara pede pra outro cara chamar a namorada de outro cara pra um encontro, que tá planejado pra dar errado. Tudo isso pra mostrar pra essa namorada que o cara com quem ela tá agora é ótimo. E as coisas não vão dar tão certas, ou melhor, erradas quanto o planejado. Foi o que eu entendi da sinopse. E o que ela quer dizer? Também não tenho certeza. Vá por sua conta e risco, porque parece uma daquelas comédias meia boca.
Corrida Mortal (Death Race) Com: Jason Statham, Ian McShane, Tyrese Gibson, Joan Allen, Robin Shou, Janaya Stephens.
Numa penitenciária, Jensen Ames [Isso é nome de puta norueguesa!] corre com outros manés que foram presos, em uma espécie de Corrida Maluca num futuro alternativo, onde os detentos devem matar uns aos outros, não nos corredores com estiletes, mas com carros tunados e armados, num reality show muito melhor que todos os Big Brothers. Cê gosta de explosões e mortes e tá pouco se fudendo pra roteiro e essas frescuras? Vai na fé, malandro!