Resenha – Paranóia

Cinema sábado, 01 de setembro de 2007 – 2 comentários

Paranóia é uma versão teen do clássico Janela Indiscreta, do mestre Alfred Hitchcock, o que me surpreende é o sucesso que o filme fez nos cinemas americanos. Indo na contramão do cinema para os jovens, Paranóia, é um filme com ritmo cadenciado e um clima de desconfiança intenso, mas não há correrias, dezenas de mortes e sangue escorrendo na tela. Há certa ingenuidade no roteiro e na direção que lembra os filmes da década de 80, como Os Goonies e Conta Comigo, não fosse os aparatos técnicos que o guri utiliza para espionar os vizinhos enquanto cumpre pena de prisão domiciliar, com direito a um localizador na canela.

Será que eu flagro a vizinha se trocando?

O lado positivo disto prova que o jovem americano não quer somente filmes descerebrados e sanguinários, um comportamento sempre apontado pelos produtores através dos filmes feitos para esta faixa etária. Claro, que há um jovem como herói (Shia LaBeouf, rumo ao estrelato, presença carismática), uma garota como objeto de desejo, um amigo leal e os demais estereótipos (nas mãos de atores como Carrie-Anne Moss e David Morse). O roteiro não consegue fugir das armadilhas óbvias, tanto que sua meia hora final é digna de um filme do Supercine.

A direção de D.J. Caruso (de Roubando Vidas) não colabora para transformar Paranóia num programa imperdível, pelo menos é um esquecível passatempo, a notar a seqüência do acidente automobilístico, bem conduzida. E pelo jeito, Caruso é especialista nestas cenas, já que em Roubando Vidas o cineasta também iniciava o filme com uma cena similar a que ocorre aqui.

Resenha – Espíritos 2 – Você Nunca Está Sozinho

Cinema sábado, 25 de agosto de 2007 – 3 comentários

Obviamente, com o sucesso do longa se esperaria uma continuação, mas não foi o que aconteceu. Este título Espíritos 2: Você nunca está Sozinho (os malditos subtítulos estão de volta), é ludibriação da distribuidora, o único fator que ambos os longa dividem são os diretores (os nomes indescritíveis Banjong Pisanthanakun e Parkpoom Wongpoom, quero vê-los repetir três vezes sem errar!).

Impressão minha ou a moça parece aquela atriz da novela das oito?

A surpresa está no argumento bizarro do roteiro: A relação de irmãs siamesas (com exposição de diversas fotos no curioso crédito do filme). Sabemos que, atualmente, somente uma sobreviveu após a cirurgia de separação durante a adolescência. São elas, Ploy e Pim, quem sobreviveu e casou com o amor da adolescência. No entanto, em sua volta a Tailândia devido á doença da mãe, Pim se hospeda na casa em que viveu com Ploy, e estranhos eventos colocam em xeque sua sanidade e vida.

Gêmea má e gêmea boa?

Durante uma hora, Espíritos 2 aposta no básico do suspense oriental, sustos com sons agudos em espelho, debaixo da cama e na inesquecível (no mau sentido) cena de banheira. Mesmo assim, o longa possui uma ambientação interessante na sombria casa de Pim, e nos constantes flashbacks que retratam a relação de Pim e Ploy quando crianças e quando adolescentes. O ritmo é meio cambaleante, como os sustos são previsíveis a trama demora a engrenar para a surpresa no ato final, porém, como produção a dupla de diretores evoluiu visivelmente, os planos e até a utilização de uma trilha lembrando canções de ninar contrasta com o está para surgir na telona.

Confesso que não esperava a reviravolta e, sinceramente, me agradou a maneira como ela ocorre, deixando um pouco de lado o sobrenatural e expondo uma obsessão e egoísmo, contrastando com o que sabíamos até aquele momento no filme.

Resenha – A Morte Pede Carona

Cinema quarta-feira, 22 de agosto de 2007 – 2 comentários

Não é que o produtor Michael Bay é esperto, observem o que ele vem fazendo com as refilmagens de filmes de terror: elenco jovem e bonito, incluindo uma garota sexy com trajes mínimos, acrescente tripas, sangue e um diretor de videoclipes que saiba deixar a película mais caprichada esteticamente (adequado para o público alvo, os adolescentes). Pronto, está é a fórmula utilizada em O Massacre da Serra Elétrica, O Massacre da Serra Elétrica: O Início, Horror em Amityville e, agora, em A MORTE PEDE CARONA, um filme cult dos anos 80 que trazia no elenco Rutger Hauer e C. Thomas Howell (alguém sabe por onde andam estes atores?).

A única característica que difere esta nova versão das cópias que surgiram depois do primeiro (nos últimos anos foram lançados A Morte pede Carona 2 e Velozes e Mortais, ambos os filmes ruins), é a ascensão de uma guria como heroína. E que guria, Sophia Bush (personagem Brooke Davis do seriado One Tree Hill), está um fetiche ambulante em cena, uma bela morena de minissaia, blusa justa, botas e com uma arma na mão, para alegria dos barbados.

Sophia em A Morte Pede Carona

No que se refere ao roteiro, a primeira versão possuía um clima claustrofóbico angustiante, nesta nova versão isto foi deixado de lado, ao invés disso, investiram em perseguições nas estradas, mortes e sangue. Porém, o filme é previsível e não fosse a beleza de Sophia com a quietude doentia do assassino de Sean Bean, tudo seria um equívoco.

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