Conto: Realidade paralela

Analfabetismo Funcional terça-feira, 31 de agosto de 2010 – 1 comentário

O isqueiro falhou. As faíscas estalavam em vão. O fluído havia acabado e ele só poderia repô-lo quando voltasse para casa. “Não sei porque ainda insisto em usar Zippos” – pensou o Alex. Essa prometia ser mais uma longa e solitária noite na Penitenciária de Segurança Máxima em que ele trabalhava. Os cigarros eram a única companhia e distração durante a longa escuridão, cheia de sombras e sons fantasmagóricos naquele lugar fétido. continue lendo »

Clássicos do Horror – Loucura

Clássico é Clássico segunda-feira, 24 de Maio de 2010 – 4 comentários

Em homenagem ao Bacon, que ficou louco essa semana (Ou ao menos sem pagamento), vou falar sobre como a loucura (Em um nicho separado dos serial killers) foi retratada no cinemas. Apenas três filmes, mas que possivelmente forma a melhor compilação que essa coluna já abordou. continue lendo »

Um texto incompleto, descoberto no gelo da criatividade.

Antípodas da Mente sexta-feira, 30 de outubro de 2009 – 2 comentários

Perdi o último trem da noite. Desci correndo as escadas da estação e ele já acelerava e guinchava pelos trilhos de ferro.
De repente senti Medo. As luzes frias piscavam, a estação tremia com o movimento do trem se afastando.

Por algum motivo eu não gritei. Sentia vontade de passar por aquela pequena porta eletrônica, com metade da minha altura, que dava acesso aos trilhos. Biquei a trava e engatinhei pela passagem, entrando num pequeno corredor de concreto, medindo uns dois metros de altura e vinte de comprimento. No final, podia ver uma porta de madeira gasta, uma placa de aço na porta, como a indicação de algum gabinete.
Me aproximei. “Fevereiro”. Girei a maçaneta antiga de trinco e entrei.

Um amplo corredor, as mesmas luzes frias, em menor quantidade, piscavam, impedindo que eu visse o comprimento do lugar. Nas paredes laterais, altas prateleiras, com uma infinidade de pequenas caixas estreitas, coloridas. Conseguia ouvir pequenos guinchos de ferro ecoando.
Andei, imaginando haver alguma passagem no final do corredor.
Ao fim das prateleiras, encontrei uma bifurcação.

Sempre estive vivendo no Agora. Numa era de velocidade crescente, a única presença do futuro é a Aposentadoria Privada & a Pressão Familiar para um casamento. Claro que minha família é antiquada. Conheço casos em que só há aposentadoria. A velocidade dos trens, das motos e das pessoas pelas passarelas suspensas era a Velocidade de meus batimentos cardíacos, do ar entrando pelo meu corpo, o próprio ritmo de minhas células morrendo e se separando em mitoses infinitas.

Ao fim de cada bifurcação, o início de um novo corredor de prateleiras. À esquerda e à direita, o fim de outras prateleiras, indicando outras bifurcações. Algumas escadas que levavam a níveis superiores exatamente iguais aos anteriores, com luzes frias piscando e pulsando ao ritmo distante dos guinchos de ferro. Tinha um cheiro de Passado, onde eu não sentia o ritmo frenético do ar e a passagem rápida do Tempo.

Afirmam que a culpa é dos Celulares, Rádios, Televisões e Internet. Algo a ver com uma ressonância permanente na Terra, que aumenta vertiginosamente de acordo com a Interferência. Num labirinto catalogado, onde embrulhos nunca iguais desfilavam pelos meus olhos, todas as ressonâncias Congelavam, todas as mitoses Congelavam, todos os cheiros e cores e respirações Congelavam. Encontrei a Paz.

Loucos leitores loucos

Nona Arte quarta-feira, 14 de outubro de 2009 – 2 comentários

Um pequeno prelúdio antes do início da coluna em si: se você, caro leitor, já está familiarizado com as colunas de literatura aqui do Bacon, não precisa ler essa parágrafo. Pode seguir para o seguinte, onde o texto realmente começa. Caso você seja um noob novato por aqui, desça até a coluna que está um pouco acima dos comentários (Ou onde eles deveriam estar), e veja que ali há uma coluna indicando outras colunas (A maioria, provavelmente, relacionada a literatura). Abra uns quatro, leia atentamente e volte para cá. Leu? Ótimo, vamos começar. continue lendo »

Minha Idéia De Diversão (Will Self)

Antípodas da Mente sexta-feira, 19 de junho de 2009 – 1 comentário

Eu já li algumas coisas muito estranhas. Estranhas mesmo. Se vocês acompanham isso, devem se lembrar de algumas.
Alguém se esqueceu do Crash, que contava sobre um grupo de pervertidos, sexualmente atraídos por batidas de carro?
Coisas desse tipo sempre fizeram parte da minha predileção literária.

No entanto, Minha Idéia De Diversão é um tanto quanto diferente. Talvez seja a primeira vez em anos em que eu me sinto verdadeiramente incomodado com as cenas que tenho lido nesse livro. Talvez pela riqueza de detalhes – Will Self tem uma incrível linguagem descritiva, rica em metáforas e comparações -, talvez seja porque a história é Realmente estranha, e até agora eu não sei exatamente se eu realmente entendi tudo. continue lendo »

Os 7 Vilões Mais Fodas das HQs 2-Coringa

Nona Arte quarta-feira, 20 de Maio de 2009 – 1 comentário

2.Coringa

Para começar: apesar de esse lado dele não ser muito divulgado, o cara é um super gênio: segundo a origem de todo o conhecimento, o Palhaço dos Infernos possui profundos conhecimentos de física, química, mecânica e engenharia genética, além de manjar bastante de psicologia. Tudo isso para construir suas armadilhas e “pegadinhas” pro Batman.

A melhor parte do personagem é, como mostrado em O Cavaleiro das Trevas, a falta de um motivo para cometer suas atrocidades. Roubou 5 bihões de euros? Taca fogo e usa as cinzas pra fazer sabão. Colocou as mãos em um punhado de diamantes? Usa pra decorar o fundo do aquário, oras!

A “insanidade sã” e a completa falta de razão em seus atos o torna completamente imprevisível. Afinal, se o Fulano só age daquele jeito por vingança ou cobiça, dá para se ter uma idéia do que ele vai fazer e como vai agir. Mas, e no caso de alguém cujas ações são regidas pela imprevisibilidade? É simplesmente impossível. Por tudo isso, o Coringa vai para o rol da fama permanente dos vilões.

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