Clássicos do Horror – Loucura

Clássico é Clássico segunda-feira, 24 de maio de 2010

Em homenagem ao Bacon, que ficou louco essa semana (Ou ao menos sem pagamento), vou falar sobre como a loucura (Em um nicho separado dos serial killers) foi retratada no cinemas. Apenas três filmes, mas que possivelmente forma a melhor compilação que essa coluna já abordou.

Psicose

(Alfred Hitchcock, 1960)

Assim como Cidadão Kane e Poderoso Chefão, Psicose é um dos únicos filmes que podem se dizer honrados por estarem em 90% dos Top 10 (Inclusive o do Bacon) que existem pelo mundo. E eu não estou exagerando. Agora imaginem o quão bom um filme de terror precisa ser para ter esse mérito? Utilizando de sua habilidade inigualável com o gênero do suspense, Hitchcock revive um gênero até então morto nos EUA (Com a decadência dos monstros da Universal, e a pouca entrada dos filmes da Hammer no país) – e marca a história do cinema, com um dos maiores, se não o maior, vilão que já passou por uma tela de cinema. A loucura exalada pela figura mítica de Norman Bates é tanta, que a carreira de Perkins nunca mais foi a mesma. E nem precisava ser – sua única grande contribuição foi o suficiente para eternizar seu nome na sétima arte.

O que terá acontecido a Baby Jane?

(Robert Aldrich, 1962)

Imaginem o encontro da aura de pessimismo e claustrofobia de O Bebê de Rosemary (Vigésimo primeiro no Top 100 do bacon) com a temática de Crepúsculo dos Deuses (Nossa medalha de bronze) protagonizado por duas das maiores atrizes que o cinema já viu: Bette Davis e Joan Crawford. E digo mais – imaginem que essas duas atrizes estivessem caindo no esquecimento, fossem inimigas lendárias em Hollywood, e que estava praticamente certo que quem saisse melhor voltaria para os holofotes. E só pra apimentar – saber que em uma determinada cena, uma das duas dá um tapa de verdade na outra. Esse filme realmente existe. E é tão bom quanto parece. O retrato de loucura de Davis (Que na minha opinião venceu o duelo versus Crawford – mas fico feliz em dizer que a carreira de ambas voltou para o estrelato depois do filme) é algo de surreal. Os abusos físicos e, principalmente, psicológicos com a irmã (Deficiente física), o twist “anti-maniqueísta” e a mítica cena final, criam uma das obras de terror mais profundas que já passaram pela telona.

Louca Obsessão

(Rob Reiner, 1990)

Contratação tão surrealmente acertada quanto Heath Ledger como Coringa foi Kathy Bates como Annie Wilkes. Premiada com o Oscar de Melhor Atriz pelo papel, Bates, conhecida pelos seus papéis como amigona ou mentora, dá vida a maior vilã da história do cinema. Eu poderia elencar uma série de motivos e contar uma sinopse do filme, para gerar o interesse de vocês pelo filme. Mas eu vou dar o motivo pelo qual eu assisti o filme, e nesse caso, realmente, uma cena vale mais do que mil palavras.

God. I love you.

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