VENDE-SE, Único Dono

Contos quarta-feira, 22 de março de 2017 – 0 comentários

Oswaldo estava aproveitando seu horário de almoço para fazer um favor à esposa: Passar no shopping e retirar uma encomenda feita há algumas semanas. Oswaldo não sabia o que era, só sabia que era importante. Ele, analista financeiro e ela publicitária, eram casados há 12 anos, mas não tinham filhos, e viviam uma vida confortável, preferindo viajar à ter móveis caros e carros do ano. Oswaldo tinha um Corolla 1999. continue lendo »

Crônicas da vida carioca: transporte

Contos sexta-feira, 07 de março de 2014 – 17 comentários

Pra informação geral da nação, vou me apresentar. Meu nome é Aline, tenho dezenove anos e sou carioca. É, que merda, eu sei. Também faço faculdade por aqui, num lugar que é tão bonito e tão acessível que é chamado, carinhosamente, de Ilha do Fundão. Posso descrever a UFRJ como uma versão em negativo de Nárnia: quente, fedida e cheia de gente feia.

Pra quem não sabe, viver no Rio é uma merda. Das mal cagadas. Daquelas que só se faz depois de um domingo de feijoada na casa da tia. continue lendo »

Conto: Um sonho de sonhador

Analfabetismo Funcional terça-feira, 19 de abril de 2011 – 0 comentários
 Não, não estou falando desse sonho

Essa noite eu tive um sonho. Como diria Raul Seixas, “um sonho de sonhador”. Pois é, maluco que sou, sonhei que os sonhos de todos indivíduos de um país se realizavam do dia para a noite. Bem ao menos, em tese, seriam realizados se não fossem as contradições surgidas nesse processo.

Como todo sonho, no momento que é sonhado tudo faz sentido, tudo se encaixa perfeitamente. Depois que acordamos notamos as bizarrices de um mosaico que não encaixa. Começamos a contar para alguém e percebemos que tudo aquilo, geralmente, não tem um mínimo de verossimilhança. continue lendo »

Essa juventude de hoje está muito mudada…

Televisão quarta-feira, 14 de julho de 2010 – 12 comentários

Sabe, quando se é pequeno e ainda se pensa em como conquistar o mundo, sem nem saber como conquistar sua própria casa, dominar a televisão passa a ser a missão número um, senão a única que você, pobre criança, terá na vida. A seu favor, apenas o choro e o berreiro.

Bem, quando eu tinha lá para os meus cinco anos, brigava muito pelo controle da TV. Até hoje, chamo o controle remoto de “poder”, pois é como se fosse o cetro real da casa, afinal, não havia outra coisa a fazer – que não seja bagunça e virar tudo de cabeça para baixo – do que ver televisão. E eu via, muito. continue lendo »

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