Millenium (Backstreet Boys)

Música segunda-feira, 03 de junho de 2013 – 1 comentário

Sim, essa é uma resenha séria! Eu juro, não to de sacanagem. Millenium foi o álbum que eu mais ouvi na pré adolescência, de longe. E fazia tempo que não ouvia, provavelmente uns 11 ou 12 anos. Mas agora que comecei a dançar para perder o peso extra que tenho desde que nasci adquiri nesse fim de faculdade, relembrei com muito carinho das músicas dos rapazes. Ouvir novamente os hits me fez bem, me trouxe um sentimento muito gostoso. Apesar do reminder de como estou ficando velha rápido, fui buscar nas minhas tralhas e achei o CD praticamente intacto, com encarte e tudo. Queria ter envelhecido tão bem quanto ele. Provavelmente os Backstreet Boys, que já estão na faixa dos 40 anos e não são mais boys já faz um tempo, também. Se você deu aquela embarangada na última década, como eu e eles, aperta o play e vem viajar nesse balão: continue lendo »

As Noivas de Copacabana

Televisão quinta-feira, 02 de Maio de 2013 – 0 comentários

Em tempos de vacas magras para noveleiros como eu, afinal, Salve Jorge não enche barriga, fui buscar no Canal Viva alguma coisa mais interessante do que viagens de bike da Capadócia para Istambul. É bem verdade que achei algumas jóias da TV brasileira como Rainha da Sucata e Felicidade, mas nada nessa vida poderia me deixar mais feliz do que a reprise de As Noivas de Copacabana, a melhor minissérie brasileira já feita, escrita em 1991 por Dias Gomes e meu ilustre vizinho e companheiro de fila de pão, Ferreira Gullar.

 Parei contigo, Salve Jorge! Como o Thiago Abravanel continua gordinho fazendo essa viagem de bike todos os dias?

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Falando sobre My Generation

Música sexta-feira, 15 de Março de 2013 – 4 comentários

Em 1965, a banda britânica The Who lança seu disco de debut, My Generation. A música homônima, um dos maiores sucessos do grupo, fala sobre como a geração que eles faziam parte não era entendida pelos outros. Hoje eu botei um disco deles na vitrola, uma coletânea, e a primeira música foi justamente a referida e me levou àquele momento de epifania que a gente só vê nos filmes. Parafraseando a música, irei falar sobre a minha geração. continue lendo »

Anos 90, a década de ouro – Parte I: Filmes

Cinema terça-feira, 03 de Abril de 2012 – 12 comentários

Eu ia nomear esse texto de: “Por que os nascidos na década de 80 são melhores que os nascidos na década de 90?”, mas achei que muitos leitores ficariam ofendidos e o “conteúdo” do texto seria deixado de lado, então o título vai ser aquele ali, que é mais gentil. Enfim, esse é o primeiro texto de uma série que irá mostrar porque os nascidos na década de 80 são mais felizes, a começar pelos filmes que assistimos. Leia e depois concorde comigo nos comentários.

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Pavement

Música quinta-feira, 05 de Maio de 2011 – 3 comentários

Um grupo odiado na mesma proporção em que era amado e imitado. Quando tocaram no festival itinerante Lollapalooza, antigamente a Meca das bandas independentes nos Estados Unidos, em toda cidade pela qual passava, o Pavement era alvejado por objetos jogados pelo público. Por outro ponto de vista, a critica os entupiu de prêmios, como a eleição de melhores discos do ano da revista Spin, que colocou Slanted & Enchanted, primeiro disco deles, em primeiro lugar. Detalhe: Era 1991, foi apenas o ano do lançamento de Nervermind, do Nirvana, álbum que mais tarde seria consagrado como um Sgt. Peppers dos anos 90. Os desafinados nerds do Pavement tinham derrotado Kurt Cobain

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Rock and Roll: Seis Décadas (Parte 5 – Anos 90)

Música sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011 – 10 comentários

Os anos 90 se iniciaram muito mal. O que parecia ruim no início dos anos 80, ao longo da década foi piorando, piorando tanto que não havia mais como tudo se tornar pior do que já estava. Até o Michael Jackson tinha se tornada um compositor de péssima qualidade. E continuava fortíssimo nas paradas de sucesso. Mas nem tudo estava tão perdido assim.

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Top 5 desenhos dos anos 90: Cartoon Network

Televisão sexta-feira, 26 de novembro de 2010 – 14 comentários

Quem não gosta de um bom top alguma coisa, hein? Ninguém? Bom, eu gosto e eu que mando nessa porra. E depois que o Bonilha fez seu Top 5 com os desenhos chatos bagarai (Tirando a Corrida Maluca e o Tom e Jerry) da Hanna-Barbera uns tempos atrás, eu tive a ideia de copiá-lo fazer um, agora com desenhos que apareceram por aqui na época em que eu passava o dia inteiro na frente da TV e, coincidentemente, considero como sendo a era de ouro desse glorioso meio de comunicação de massa: Os anos 90.

E como são muitas as pérolas que surgiram nesse tempo bom que não volta mais, decidi dividi-las em categorias totalmente aleatórias. Começando pelos desenhos produzidos pelo, agora decadente, Cartoon Network, em parceria com a já citada Hanna-Barbera, que figuravam no que foi possivelmente melhor bloco de animações já criado, os Cartoon Cartoons. continue lendo »

Os 7 Livros Mais Prejudiciais a Sua Mente – 1. Como uma Luva de Veludo moldada em Ferro (Daniel Clowes)

Livros quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008 – 2 comentários

Este texto faz parte de uma lista que, definitivamente, não é um top 10. Veja o índice aqui.

Eu menti para vocês.
Menti quando disse que seriam sete livros. Essa obra maravilhosa, meus amigos, é uma revista em quadrinhos. Isso mesmo, eu vou falar de uma “Graphic Novel” no Primeiro Lugar dessa lista. E, podem apostar, esse negócio Merece.

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Já falei aqui anteriormente sobre o que penso de quadrinhos e como os considero Literatura também. Não só isso, trata-se de uma nova possibilidade de literatura, já que trabalha as imagens em conjunto com a Palavra. Como uma Luva de Veludo moldada em Ferro não é diferente. É uma incrível demonstração do poder artístico dos Quadrinhos e, podem acreditar, é a obra perfeita para nosso Primeiro Lugar.

Clay é um fracassado. Desde que sua última namorada o deixou sem nenhuma explicação, ele fica se arrastando por aí como um depressivo babaca. Resolve até ir num daqueles Cinemas de Filme Pornô (se você mora em São Paulo e já passou pelo centro, sabe exatamente que tipo de cinema é). Entre os vários curtas nojentos e mal-feitos que são exibidos, um deles chama sua atenção: “Como uma Luva de Veludo moldada em Ferro”. Não há sexo, não há nudez. Há somente uma mulher com roupa e máscara de couro, espancando um homem, e dois outros velhos Bizarros. No fim do curta a cabeça dos velhos surge decepada em cima de um tapete e a mulher tira a máscara de couro. Para surpresa de Clay, é sua ex-namorada.

ist2_2357867_nonsense.jpgA partir daí você pode esquecer a realidade. Como uma Luva de Veludo moldada em Ferro é quase um totem de Adoração ao Caos e ao Non Sense. Daniel Clowes mistura Lendas Urbanas americanas, partes da filosofia do serial killer Charles Manson e mais uma porrada de Imagens Chocantes vindas de sua Mente Doentia. Enquanto Clay viaja para a cidadezinha de Gooseneck Hollow (após ter se consultado com um guru que atende dentro do banheiro do cinema pornô e pedido o carro emprestado ao seu amigo, que agora possui lagostas no lugar dos olhos), em busca de pistas sobre a produtora do filme e o paradeiro de sua ex-namorada, ele passará por: Cães sem Orifícios; Putas com Três Olhos; Teorias da Conspiração envolvendo carismáticos bonequinhos de chapéu e narigão; Policiais Corruptos que espancam seus prisioneiros e lhes tatuam, com um canivete, a silhueta do mesmo bonequinho estranho; Seitas Terroristas de religiosos fanáticos; Deficientes Físicos no formato de Batatas Gigantes; e, pode acreditar, coisas bem piores…

Escrito e desenhado pelo promissor Daniel Clowes em 2000, Como uma Luva… impressiona em todos os aspectos. Cada frase, cada diálogo, cada quadro, tudo é feito de modo a esconder uma referência, um ironia ou uma brincadeira nas entrelinhas. Daniel Clowes, através de um verdadeiro Pesadelo em Quadrinhos, traduz todo o vazio existencial do final do século XX, começo do século XXI.
Caótico, Brilhante, Doentio, Surreal e Amedrontador, foi trazido ao Brasil pela Conrad em 2002 e ainda pode ser encontrado nas melhores livrarias.

Como uma Luva de Veludo moldada em Ferro


Título original Like a Velvet Glove Cast in Iron
Ano de Edição: 2002
Arte: Daniel Clowes
Roteiro: Daniel Clowes
Número de Páginas: 144
Editora:Conrad

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