Hora de Decisão: quais das novas séries continuar acompanhando?

Sit.Com terça-feira, 16 de outubro de 2007 – 1 comentário

Como eu não sou pago para assistir séries (uma pena!), passado um mês das estréias do fall season americano chegou a hora de decidir quais as séries continuar acompanhado, pois além das estréias, e foram mais de 20 somente neste mês que passou, há aquelas das quais já sou fã, então tenho que optar por um número humanamente possivel de assistir ou aumentar as horas do meu dia.

Desde o retorno das novas temporada não ocorreu nenhuma explosão de audiência entre as novatas, muito pelo contrário, algumas já estão na corda bamba do cancelamento. Como exemplo, nestas primeiras semanas as maiores audiências continuam sendo C.S.I, o reality show Dancing With the Stars e Grey’s Anatomy. No entanto, até o momento nenhuma foi cancelada oficialmente, muito pelo contrário, Gossip Girl, série teen do canal Cw, recebeu sinal verde para uma primeira temporada completa. Além dela, Bionic Woman, Cane, Chuck, Journeyman e Life receberam pedidos de novos roteiros além dos 12 primeiros já confirmados, um bom sinal para quem acompanha elas e para a Warner (detentora da fama na qual a maioria de suas estréias sempre são canceladas), que exibirá Cane, Chuck e Gossip Girl, a partir de novembro.

Continua imbatível na audiência

Das 20 estréias desta temporada pude, até agora, asssitir a 11 novos seriados, como vocês poderão notar, não mencionarei as seguintes séries: The Big Bang Theory, Cane, Big Shots, Aliens in America, Carpoolers, Cavemen, Life is Wild, Women’s Murder Club e Samantha Who?. Algumas são por falta de interesse e outras por ainda não haver arquivo para assistí-las, mesmo assim, farei um apanhado geral do que vi, e futuramente poderei comentá-las melhor por aqui.

Das séries novatas de drama (que na verdade pode ser drama, policial ou suspense), já cancelei do meu HD: K-Ville, por ser um policial que nada inova a não ser pelo curioso ambiente de caos em Nova Orleans, no mais, a série depende muito da química dos protagonistas; Gossip Girl, nunca fui muito fã de dramas adolescentes acho tudo muito artificial, se acompanhar será quando sobrar tempo e pelo canal Warner; Journeyman, fala sobre viagem no tempo, no entanto, nada é muito explicado, pelo menos, nos dois primeiros episódios que pude ver, é interessante, mas teria que ter um ritmo mais ágil; Bionic Woman, outra série que pede um pouco mais de atenção como no momento não é possível, fica para quando estrear no canal A&E. Estas séries acima ficam no banco de reservas, por enquanto.

Apesar do argumento curioso, Journeyman possui trama reciclada e ritmo lento

Ainda tenho dúvidas se continuo assistindo Reaper e Moonlight. Reaper é uma série que mistura aventura, comédia com toques de sobrenatural, mesmo sendo divertido acompanhar as aventuras de Sam, que teve sua alma prometida para o Diabo, e agora é recrutado pelo mesmo para caçar criaturas que fugiram do Inferno, Reaper, por enquanto, somente se mostrou uma série de fórmula, a cada episódio Sam e seus amigos caçam um demônio diferente, ainda não houve um desenvolvimento de personagens, somente o Diabo, sarcasticamente interpretado por Ray Winstone, se destaca. Enquanto isso, Moonlight, que seria somente mais uma série de vampiros, se mostrou bastante inteligente ao trazer as lendas sobre vampiros para os dias atuais, fugindo do estereótipo e de seriados como Buffy e Angel. No entanto, ainda não dá para saber onde a série pretende ir, nem como trabalhará seus personagens e sua mitologia, vamos ver onde isso irá dar.

Pushing Daisies: série novata preferida

Entre minhas séries preferidas já se encontra Pushing Daisies, sobre Ned que desde criança possui a habilidade de ressuscitar coisas mortas, mesmo só vendo os dois episódios exibidos, há na produção um charme ímpar, desde o protagonista Lee Pace até o tom de fábula das histórias e o inevitável humor negro, tudo muito bem realizado, parece promissor. Também me agradou a série Chuck, mesmo contando com uma trama meio absurda, nerd especialista em computadores que trabalha numa megastore transforma-se num agente secreto ao se tornar possuidor de informações ultra-secretas, o tom cômico dos personagens com uma bem dosada trama de aventura, diverte e entretem.

Chuck: engraçada e despretensiosa

Private Practice, “filhote” de Grey’s Anatomy, começou com um episódio bastante duvidoso mas, soube trabalhar muito bem a trama dos personagens que desconhecíamos, afinal somente dra. Addison está presente na série, com os casos que surgiram na clínica nos episódios posteriores, seria como um mais do mesmo do que acontece em Grey’s, então quem é fã pode gostar por conhecer as tramas de criadora Shonda Rhimes. Como promessa futura de qualidade o elenco é bastante promissor, com destaque para a talentosa Amy Brenneman, como a psiquiatra Violet.

Dirty Sexy Money, mesmo parecendo um novelão tem um argumento interessante, advogado assume, após a morte do pai, representação dos negócios de uma familia rica e poderosa, a quem mantinha distância por diversos anos, possui como destaque seu elenco: Peter Krause (A Sete Palmos), Donald Sutherland (veterano com passagem em filmes como Maldição e Orgulho & Preconceito), William Baldwin (melhor que a encomenda) e a veterana Jill Clayburgh. Por último a série policial Life, que comecei a acompanhar despretensiosamente mas, que apresentou um argumento curioso: policial injustamente preso por 12 anos acusado de assassinato, ao sair da cadeia retorna como agente investigativo e ao mesmo tempo que investiga novos casos, tenta solucionar o crime que levou a ser condenado. No elenco, Damian Lewis (do filme Apanhador de Sonhose da minissérie Band of Brohters), cria um policial intimista e estranho, principalmente, ao enfrentar questões que ficaram para trás neste doze anos de confinamento, como o relacionamento com seu antigo parceiro e família.

Agradável surpresa

Na verdade, é muito cedo para especular sobre estes seriados, principalmente, os que apresentam histórias que envolvem mistérios, no entanto, fica como uma primeira dica para vocês terem um pouco de noção do que se passa em cada um deles.

Sitcom: O Fim de um Formato?

Sit.Com terça-feira, 09 de outubro de 2007 – 3 comentários

Fazendo jus ao nome da coluna, hoje comento o momento delicado dos sitcom. O sitcom estilo cômico tipicamente americano (aqueles com as risadas no fundo), na televisão se encontra em baixa, pode parecer um fato estranho em tempos onde a produção de seriados é qualificada e diversificada, que um gênero familiar e clássico (vide os sucessos de décadas atrás como I Love Lucy, Mary Tyler Moore, Cheers e, recentemente, Seinfeld e Friends) esteja em crise com o grande público.

Friends, já considerado um sitcom clássico

Após o término de Friends, depois de dez temporadas, a única série que realmente obteve grande retorno de audiência foi Everybody Loves Raymond (exibido pelo canal Sony), que garantiu ao gênero muito sucesso de público e crítica, a série terminou em 2005 após nove temporadas. Desde então, a cada nova temporada todos os canais tentam de alguma maneira inovar o formato (como variar a narrativa, o uso de cenários e número de câmeras). Isto ocorre em séries como The Office, 30 Rock, My Name is Earl, Everybody Hates Chris e Scrubs, no entanto, quanto á audiência todas tentam sobreviver na dura competição do horário nobre americano.

exemplo da diversificação do formato, The Office parece um documentário

Nesta nova temporada que se iniciou há três semanas, somente uma comédia volta a aparecer entre as séries mais vistas, assim como ocorria na temporada passada, é Two and a Half Men (exibido pelo canal Warner e pelo SBT), com médias superiores a 13 milhões de espectadores a cada semana. Em sua quinta temporada de sucesso, a trama da série é sobre Charlie Harper (Charlie Sheen) um solteirão bem de vida que vive numa casa na praia, tem um belo carro na garagem e tem uma grande facilidade de conquistar as mulheres. Seu estilo de vida casual em Malibu é interrompido quando seu irmão Alan (Jon Cryer), que está no meio de um divórcio, e seu sobrinho de 10 anos Jake (Angus T. Jones), chegam para morar com ele, trama simples, mas, eficiente.

Com o formato clássico de meia hora, Two and a Half Men é a única série que consegue unir uma grande audiência com boas críticas, porém, com a diversificação dos seriados surgiu um novo gênero na televisão americana, a comédia dramática com duração de uma hora cada episódio. Representantes deste novo subgênero surgiram como opção para os formatos de sitcom, como Ally McBeal (inesquecível pela trilha sonora e personagens carismáticos), e hoje em dia, são representados pelos sucessos Desperate Housewifes (um campeão de audiência já em sua quarta temporada, exibido pelo canal Sony), mostrando o lado cômico, misterioso e dramático de donas de casas do subúrbio americano e, na novata, Ugly Betty (estréia na Sony em novembro, já em sua segunda temporada), que mescla o tom exagerado das telenovelas mexicanas com os estereótipos do mundo da moda.

Olha a gatinha

Nesta temporada as emissoras continuam tentando encontrar uma série neste formato que encontre sucesso com o grande público, no formato tradicional, tivemos as estréias de The Big Bang Theory, Aliens in América, Carpoolers, Cavemen e Sam I Am, já no formato com duração de uma hora, estrearam Reaper e Pushing Daisies, até agora, somente Pushing Daisies estreou com audiência considerável, no entanto, é muito cedo para analisar quem ganhará espaço fixo na grade de programação americana ou será cancelado.

Particularmente, sitcom não é um gênero que me cative muito, acompanhei diversas séries como Ally McBeal, Friends, Sex and the City entre outros. Atualmente, acompanho, inclusive destas que citei Entourage (do canal HBO), The New Adventures of Old Christine (que retorna para terceira temporada somente no mid season americano), Desperate Housewifes, Ugly Betty, as novatas Reaper e Pushing Daisies. Porém, quem me faz gargalhar incessantemente é How I Met Your Mother, contada como um longo flashback, mostra como o personagem Ted conheceu a mãe de seus filhos juntamente com seus amigos, lembra, inevitavelmente, Friends, o que como comparação é um elogio, uma pena a série ser exibida pelo canal Fox Life (que eu não conheço quem tenha), mas o roteiro é inteligente, agradável e recheado de referências pop tendo, inclusive, o melhor coadjuvante cômico do momento (desculpem, mas eu acho isso), Barney e seu já famoso legendary.

Elenco de How I Met your Mother

A Volta dos Seriados Americanos – Parte Final

Sit.Com terça-feira, 02 de outubro de 2007 – 4 comentários

Eu sei, ninguém mais aguenta toda terça-feira eu comentando sobre a nova programação de seriados americanos, porém, se ainda houver espaço em seu HD, puxe um último fôlego e vamos para esta parte final, eu juro!

Ontem (01/10) houve a estréia de Aliens in America, comédia que mostra um garoto nada popular (Dan Byrd, de Clubhouse) que faz amizade com um jovem muçulmano vindo do Paquistão em um programa de intercâmbio. Amy Pietz (Tudo por um Gato) e Patrick Breen (Kevin Hill) estão no elenco. Também pelo canal CW, nesta segunda retornou Everybody Hates Chris (terceira temporada). O outro retorno da CW é a comédia Girlfriends (oitava temporada).

Dupla de protagonistas de Aliens in America

Nessa terça (02/10), a rede ABC estréia as comédias Carpoolers, que acompanha a vida de quatro colegas, de personalidade bem diferentes, que dividem o carro para ir ao trabalho. A série tem bom elenco formado por Fred Goss (Sons & Daughters), Faith Ford (Hope & Faith), Jerry O’Connell (Crossing Jordan), Jerry Minor (Saturday Night Live) e Allison Munn (What I Like About You) e Cavemen, que acompanha as vida de Nick, Jamie e Joel, três homens das cavernas modernos, que lutam para encontrar seu lugar no mundo. A série tem os mesmo produtores executivos de Grounded for Life e o nome mais conhecido no elenco é o de John Heard (Prison Break). Quem já viu comentou que a série é muito fraca.

Elenco de Carpoolers
Elenco de Cavemen, bizarro…

Na quarta-feira (03/10), pela rede ABC, estréia Pushing Daisies, do criativo produtor executivo Bryan Fuller (Wonderfalls, Dead Like Me) traz para a televisão mais uma idéia original. Em Pushing Daisies ele apresenta Ned, um homem que possui a habilidade de ressuscitar coisas mortas. Assim se torna um investigador particular único, já que tem a habilidade de falar com as vítimas. Lee Pace (Wonderfalls), Chi McBride (Boston Public), Swoosie Kurtz (Huff) e Kristin Chenoweth (The West Wing) estão no elenco da série, que teve o piloto dirigido pelo também produtor executivo Barry Sonnenfeld (Men in Black). Eu pude assistir o piloto e digo que parece um filme de Tim Burton (diretor de Peixe Grande e Edward Mãos de Tesoura), mesmo tratando sobre a morte consegue ser cômico e os personagens são bastante carismáticos, vale uma conferida.

Elenco de Pushing Daisies

Na quinta-feira (04/10), pelo canal á cabo USA, retorna a série Lei & Ordem: Criminal Intent (sétima temporada), ainda com episódios protagonizados ora pelo agente interpretado por Vincent D’Onofrio ora pelo agente interpretado por Chris Noth. Na NBC, retorna para a segunda temporada a queridinha da crítica, e agora ganhadora do Emmy de melhor comédia, 30 Rock (segunda temporada), torcendo para ter arrebanhado mais fãs e aumentar sua fraca audiência. Pela CW, retorna para fazer dobradinha com Smallville, Supernatural (terceira temporda), depois de um episódio final bastante empolgante os irmãos Winchester terão que lhe dar com diversos fantasmas liberados do Inferno e com a iminente morte de um deles.

Na sexta-feira (05/10), retorna pela NBC, também tentando aumentar sua base de fãs fiéis, Friday Night Lights (segunda temporada), um seriado muito bom que deveria ter melhor sorte, para comprovar assistam que o canal Sony exibe ele na sexta ás 22 horas.

No domingo (07/10), a rede CW, estréia Life is Wild, drama criado e produzido por Michael Rauch (Love Monkey, Beautiful People) baseado na série Wild at Heart. A série mostra um veterinário de Nova York que se muda com a mulher e os filhos para trabalhar numa reserva florestal na Ífrica do Sul. O seriado tem no elenco Leah Pipes (Clubhouse), Brett Cullen (o Goodwin de Lost) e Rutger Hauer (do filme Ladyhawke – O Feitiço de Íquila). O seriado foi adquirido pelo canal Warner, devendo estrear em breve por aqui.

Elenco de Life is Wild

Por último, as demais estréias e retornos ficam mais isolados por isto vou comentá-las e dar a possível data de estréia, sendo que esta pode ser modificada:

Men in Trees (segunda temporada), retorna na rede ABC dia 12, uma sexta-feira;

Women’s Murder Club – Baseado numa série de romances de James Patterson, este drama da 20th Century Fox mostra quatro mulheres que unem suas diferentes habilidades para resolver crimes. Uma é detetive, outra promotora, uma legista e a última repórter. Paula Newsome (The Lyon´s Den), Aubrey Dollar (Point Pleasant), Angie Harmon (Lei & Ordem) e Laura Harris (Dead Like Me) estão no elenco. Estréia também dia 12 de outubro;

Elenco feminino de Women’s Murder Club

Samantha Who – Comédia que marca o retorno de Christina Applegate (Um Amor de Família, Jesse), a televisão. A série mostra ela no papel de Sam, uma mulher que após um acidente acorda com amnésia e descobre que antes do acidente ela era uma completa “bitch”. Com uma nova chance de recomeçar, ela terá que lutar entre fazer o bem e resistir ás tentações de sua velha personalidade. No elenco estão Jennifer Esposito (Related), Melissa McCarthy (Gilmore Girls) e Jean Smart (24 Horas). Estréia pela rede ABC dia 15 de outubro;

Elenco de Samantha Who

Viva Laughlin – O Wolverine, Hugh Jackman, estréia como produtor executivo de televisão neste drama de mistério. O seriado é baseado na série britânica Viva Blackpool e acompanha Ripley (Lloyd Owen, de O Jovem Indiana Jones) um dono de um novo cassino que se vê obrigado a trabalhar com um inimigo e é envolvido numa acusação de assassinato. No elenco estão Madchen Amick (Freddie), Carter Jenkins (Surface), Eric Winter (Wildfire) e D.B. Woodside (24 Horas). Hugh Jackman irá participar do piloto. Estréia de rede CBS dia 18;

Scrubs (quarta temporada), retorna dia 25 de outubro;

Não se preocupe se você chegou até o fim desta trilogia sobre a volta dos seriados americanos e não viu seu seriado favorito citado, diversas séries têm seu início previsto para o ano de 2008, normalmente janeiro ou fevereiro, como 24 Horas (sétima temporada), Lost (quarta temporada), The Sarah Connor Chronicles (estréia) e American Idol (sétima temporada). Ou mesmo, há séries com previsão de estréia para o chamado mid-season (meio da temporada), que seria mais ou menos entre final de fevereiro e março, como a comédia The New Adventures of Old Christine (terceira temporada). Quaisquer novidades ou mudanças podem deixar que aviso por aqui e a partir de semana que vem já começamos a comentar o que está rolando nestas novas temporadas. Até lá e ótimos episódios.

A Volta dos Seriados Americanos – O Retorno

Sit.Com terça-feira, 25 de setembro de 2007 – 2 comentários

Ou a segunda parte da coluna de semana passada que você pode ler aqui. Se você achou que seu HD ainda não está cheio o suficiente, se prepare porque a maratona de estréias e retornos é grande, a maioria dos seriados retornam nesta semana, não esquecendo que nesse momento já devem estar disponíveis para baixar os episódios de Heroes e Two and a Half Man, só para citar os seriados que voltaram ao ar ontem (24/09). Um detalhe esquecido na coluna anterior, dois terços dos seriados que estreiam não conseguem terminar a primeira temporada, por isto não se apegue muito nas séries estreantes.

Como são muitas as estréias resolvi separá-las por dia, a partir de hoje, terça-feira (25/09):

TERÇA-FEIRA (25/09):

Pela Fox americana retornam Bones (terceira temporada, com a entrada de um serial killer) e House (quarta temporada, com o desdobramento da saída da equipe médica de House); já na pela NBC, retorna Lei & Ordem: Unidade de Vítimas Especiais (na nona temporada); a CW, estréia a simpática Reaper, drama sobre um jovem que se torna um caçador a serviço de satã, recolhendo almas que escaparam do inferno. O piloto teve direção do consagrado Kevin Smith (Dogma) e a série tem a assinatura da Mark Gordon Company, a mesma produtora de Criminal Minds. No elenco estão Bret Harrison (Grounded for Life), Tyler Labine (Invasion), Nikki Reed (The O.C.), Valarie Rae Miller (Dark Angel) e Ray Wise (24 Horas) no papel de Satã.

Elenco principal de Reaper

Ainda na terça-feira, pela emissora ABC retorna Justiça Sem Limites (para sua quarta temporada, agora, com o recente Emmy de melhor ator para James Spader) e a estréia de Cane, drama sobre uma rica família latina-americana que vive no sul da Flórida. A série é estrelada por Jimmy Smits (The West Wing) e tem no elenco Hector Elizondo (Chicago Hope), Nestor Carbonell (Strong Medicine), Alona Tal (Veronica Mars) e Polly Walker (Roma), entre outros. Se comenta que seria uma versão latina de O Poderoso Chefão, tem exibição garantida pelo canal Warner.

Jimmy Smits protagonista de Cane

QUARTA-FEIRA (26/09):

Dia do maior número de estréias da temporada, pela rede ABC, Private Practice, a doutora Addison Montgomery está mesmo de partida de Grey’s Anatomy. Kate Walsh é a estrela do spin-off do drama médico, que mostra Addison trabalhando em uma clínica de Los Angeles. O elenco da série já foi testado em um episódio de Grey’s Anatomy e tem as presenças de Tim Daly (The Nine), Taye Diggs (Kevin Hill), Paul Adelstein (Prison Break), Merrin Dungey (Alias), Chris Lowell (Veronica Mars) e Amy Brenneman (A Juíza). O episódio no qual foi apresentado estes personagens foi um fiasco, no entanto, nestes últimos meses, a criadora de ambos os seriados, Shonda Rhimes, promete colocar o seriado nos trilhos.

Elenco de Private Practice

Outra estréia da ABC, bastante promissora é Dirty Sexy Money, esta série produzida por Greg Berlanti (Everwood) e estrelada por Peter Krause (A Sete Palmos) vai mostrar um advogado idealista, que é chamado para assumir os negócios da família após a morte do pai, entrando num mundo de poder, dinheiro e cobiça. Donald Sutherland (Commander in Chief), Natalie Zea (Eyes) e Samaire Armstrong (The O.C.) estão no elenco.

Elenco de Dirty Sexy Money

Já a rede CBS, retorna com os seriados Criminal Minds (terceira temporada, sem o retorno do protagonista Mandy Patinkin, o profiler Gideon, entra no elenco Joe Mantegna, no entanto, a abertura da nova temporada será um episódio não exibido da segunda temporada) e C.S.I.: New York (quarta temporada).

Michelle Ryan protagonista de Bionic Woman

As demais estréias são da rede NBC: a já bastante comentada Bionic Woman, a atriz Michelle Ryan faz o papel de Jaime Sommers neste remake da série clássica A Mulher Biônica, que tem ainda no elenco Isaiah Washington (recém demitido de Grey’s Anatomy), Mae Whitman (Arrested Development), Miguel Ferrer (Crossing Jordan) e Molly Price (Third Watch), entre outros. Atrás das câmeras estão os produtores executivos David Eick (Battlestar Galactica) e Glen Morgan (Arquivo X); e Life, drama sobre um detetive que ganha uma segunda chance. Damian Lewis (Band of Brothers) passou anos na prisão e agora foi reincoporado á força policial. Sarah Shahi (The L Word), Robin Weigart (Deadwood) e Adam Arkin (Chicago Hope) estão no elenco.

Os protagonistas de Life

QUINTA-FEIRA (27/09):

Quinta é o dia da semana onde reside os maiores campeões de audiência da televisão americana, é um dia complicado de estreiar, tanto que nesta temporada somente uma estréia ocorre neste dia e é da rede ABC, Big Shots, drama produzido pela Warner Bros. que acompanha as vidas de quatro executivos e suas vidas disfuncionais. O elenco tem as presenças dos galãs Michael Vartan (Alias) e Dylan McDermott (O Desafio) e outros atores conhecidos como Christopher Titus (Titus), Joshua Malina (The West Wing), Nia Long (Third Watch) e Jessica Collins (The Nine). Charles McDougall, diretor do piloto de Desperate Housewives, dirigiu o primeiro episódio. É a escolhida pelo canal para reter a audiência de Grey’s Anatomy. Os demais horários do canal serão preenchidos com a volta de Ugly Betty (segunda temporada, com estréia garantida no canal Sony, vale a pena) e Grey’s Anatomy (quarta temporada), segundo seriado mais visto pelos americanos, terá que lidar com as críticas da temporada anterior e a saída da Dra. Adison e Dr. Burke.

Elenco principal de Big Shots

O canal CW retorna com seu principal seriado, Smallville (sétima temporada), prometendo revelar o que ocorreu com Lana Lang e Chloe, ainda na estréia surge a nova personagem Supergirl. Já a CBS, retorna com a oitava temporada de C.S.I., seriado de maior audiência dos Eua, onde a grande questão é qual será o destino da personagem Sara, vítima da serial killer da temporada anterior. O outro retorno do canal é o seriado policial Without a Trace (sexta temporada). Já na NBC, retornam ER (décima quarta temporada), My Name is Earl (terceira temporada) e The Office (quarta temporada).

SEXTA-FEIRA (28/09):

O canal á cabo SciFi estréia a quarta temporada do seriado de ficção científica Stargate: Atlantis. O canal NBC, exibe o retorno de Las Vegas (quinta temporada, sem a presença de James Caan, entrando em seu lugar, Tom Selleck). Já o canal CBS, estréia o seriado Moonlight, que mostra um vampiro que é detetive particular. A série é assinada pelo produtor Joel Silver (Matrix) e pela Warner Bros. e estrelada por Alex O’Loughlin. Retornam, também pelo canal, Numbers (quarta temporada) e Ghost Whisperer (terceira temporada).

Será que ainda há interesse em histórias sobre vampiros?

DOMINGO (30/09)

Dia do retorno do ótimo seriado Dexter, em sua segunda temporada, que já teve dois primeiros episódios vazados na internet, e posso dizer que a história continua excelente. Já o canal ABC, retorna com Brothers & Sisters (segunda temporada, sendo que o canal á cabo Universal Channel começa a exibir o seriado em Outubro) e Desperate Housewifes (quarta temporada).

Na próxima coluna termino de divulgar as estréias deste fall season e já poderemos comentar melhor cada uma das estréias e das novas temporadas. Até lá e uma semana de ótimos episódios.

A Volta dos Seriados Americanos – 1ª parte

Sit.Com terça-feira, 18 de setembro de 2007 – 2 comentários

Então seriemaríacos já estão com o HD do computador desocupado? Pois se não, tratem de correr atrás disso, desde ontem voltaram a ser exibidos diversos seriados em novas temporadas nos EUA, e muito outros estrearão. Para quem não quiser esperar até Deus sabe quando para conferir os novos episódios ou os novos seriados, vou montar um guia de sobrevivência para estas semanas iniciais, até que cada um monte uma grade com seus seriados prediletos. Pegue caneta e papel.

Ontem (17/09), a Fox americana já iniciou as estréias com a terceira temporada de Prison Break. De seriado surpresa, Prison Break, fez um sucesso surpreendente pela fórmula a la 24 Horas (não se preocupem a série volta em Janeiro de 2008), onde a adrenalina e a tensão são contínuos, algumas vezes abusando da paciência, mas tudo bem. Nesta terceira temporada há uma volta ás origens, Scolfield, Mahone, Bellick e T-Bag estão em Sona, prisão do Panamá, um verdadeiro lixão, só quero ver como vão fazer para sobreviver lá dentro, muito mais que desta vez não há um plano de fuga, somente Lincoln estára solto. Além disso, a Dra. Sara Tancredi, paixão de Scolfield, não participa desta nova temporda segundo os produtores, uma perda para o seriado.

Fazendo dobradinha com Prison Break, estréia K-Ville, drama policial roteirizado e produzido por Jonathan Lisco (The District) que vai mostrar a rotina do departamento de polícia de Nova Orleans (e também os efeitos da passagem do furacão Katrina pela cidade), argumento bastante interessante se pensando no cenário de caos que até hoje a cidade apresenta. Com Anthony Anderson (The Shield), Cole Hauser (do filme Mais Velozes e Mais Furiosos), John Carroll Lynch (Close to Home) e a bela Tawny Cypress (Heroes).

Na quarta-feira (19/09), volta para a segunda temporada o seriado cômico da Fox Til Death (exibido aqui pelo Sony), que quase chegou a ser cancelado pela baixa audiência, mas em função de ser exibido em dobradinha com American Idol a partir de janeiro, garantiu uma sobrevida, vamos ver o que acontece nesta nova temporada.

Bastante comentada pela mídia é a nova série da CW, Gossip Girl, adaptação dos romances infanto-juvenis de Cecily Von Ziegesar. Com produção executiva do elogiado Josh Schwartz, o criador de The O.C., a série é narrada por uma garota que escreve um weblog anônimo revelando fofocas dos estudantes de uma escola de elite em Nova York. A série tem a bela Leighton Meester (Surface, House) no elenco e narração da ex-Veronica Mars, Kristen Bell. Mais um seriado teen, para quem gosta, sou fã de Kristen Bell por isto vou conferir o primeiro episódio para ver como ficou, o canal Warner exibe a série em Novembro quando estréia sua nova programação.

Outra estréia de quarta-feira, é o reality show da CBS, Kid Nation, que já vem causando polêmica na mídia por mostrar um grupo de 40 crianças, de 8 a 15 anos, tentando habitar uma cidade fantasma ao longo de 40 dias. Os garotos terão que aprender a gerenciar negócios, criar uma estrutura de governo e cozinhar sua própria comida. O programa não terá eliminação e só sairão as crianças que pedirem para voltar para casa.

Já no domingo (23/09), pelo canal Fox americano volta o bloco de animações adultas The Simpsons, Family Guy e King of the Hill. Enquanto isso, no canal CBS, voltam os dramas Cold Case, onde algumas semanas depois de ser baleada, Lilly (Kathryn Morris, que acaba de receber um gordo aumento de salário) retorna ao trabalho e tenta convencer si mesma e a seu chefe de que está emocionalmente recuperada. Já em Shark, série estreante com maior audiência da temporada passada, volta para a segunda temporada com a promotora Jessica (Jeri Ryan), que perdeu a eleição na temporada passada, ajudando Sebastian (James Woods) em um caso de duplo homicídio. Kevin Pollak (do filme Meu Vizinho Mafioso) e Kevin Alejandro (Ugly Betty, Sleeper Cell) terão papéis regulares na série, que teve um episódio final chocante. Cold Case é exibido pela Warner deve estrear em Novembro por aqui já, Shark, exibido pela Fox, deve estrear a nova temporda somente em 2008.

As grandes estréias começam na semana seguinte, na segunda-feira (24/09) pelo canal ABC, estreiam as novas temporadas dos realitys shows The Bachelor (aquele que um guri escolhe a namorada em meio a mais de trinta mulheres e, ainda, ganha um dinheirão, sortudo ele) e Dancing with Stars, realizado de maneira tupiniquin no Domingão do Faustão, nesta temporada tem até brasileiro na dança, o piloto Helio Castroneves.

Já o canal CBS, volta com o bloco de sitcom de segunda, com as novas temporadas de Rules of Engagement, que estreiou no mid-season e garantiu uma temporada completa agora, será exibida no canal Sony, How I Met your Mother, uma das minhas comédias favoritas atualmente, Two and a Half Man, a série cômica de maior audiência nos EUA, e a estréia de The Big Bang Theory, o seriado gira em torno dois amigos que são verdadeiros gênios, mas sem nenhuma habilidade social, que passarão a conviver com uma sexy vizinha. No elenco Johnny Galecki (Roseanne), Jim Parsons (coadjuvante em A Juíza) e a bela Kaley Cuoco (Charmed, 8 Simple Rules). A série foi adquirida pelo canal Warner Channel, deve estrear em novembro por aqui. Fechando a noite de segunda-feira da CBS, volta C.S.I. Miami, com o mais cafona protagonista da televisão, Horatio Sanz (David Caruso) e seu inconfundível óculos de sol.

As demais estréias vêm do canal NBC, que volta com a segunda temporada do baladíssimo seriado Heroes, estreando na tevê aberta domingo dia 23 na Record, as novidades de Heroes você encontra aqui e aqui. Chuck, nova série, é dos produtores executivos de The O.C., Josh Schwartz e McG. Nela, Zachary Levi (Less Than Perfect) faz o papel de um nerd especialista em computadores que se torna agente secreto de um organização governamental. Adam Baldwin (The Inside), Julia Ling (ER) e Sarah Lancaster (What About Brian) estão no elenco. O episódio piloto vazou na internet e pude conferí-lo, é uma comédia com toques de drama e suspense, o episódio é bacana apresenta os personagens e a história central, vamos ver como se desenvolve na temporada, o seriado foi adquirido pela Warner devendo estrear em novembro.

A última estréia da segunda (23/09) é o drama Journeyman, também da NBC, nele o ator Kevin McKidd, de Roma, faz o papel de um jornalista de San Francisco que inexplicavelmente descobre que pode viajar no tempo, mudando a vida das pessoas. Durante as viagens ele poderá se reencontrar com sua ex-noiva – apesar de ser casado com outra mulher. A série tem produção executiva do roteirista Kevin Falls e do diretor e produtor Alex Graves, ambos vencedores do Emmy por The West Wing. Ainda sem exibição garantida aqui no Brasil.

Esta é somente a primeira semana de estréia do fall season, na próxima coluna comento as estréias a partir de terça-feira (25/09). Até lá ótimos seriados.

Comentários para acompanhar o Emmy – Dramas

Sit.Com terça-feira, 11 de setembro de 2007 – 2 comentários

Retificando neste domingo (16) ocorre a grande premiação dos serie maníacos, o Emmy, que será exibido pelo canal Sony ao vivo. Na coluna passada destaquei os seriados cômicos, hoje, é a vez da categoria drama. A versatilidade é a marca desta categoria, neste ano, tivemos surpresas, injustiças e uma despedida. Inclusive, esta despedida, o seriado The Sopranos, deve ser a grande questão da noite, será que os votantes irão premiar o seriado pela sua despedida como homenagem, se isto acontecer não tem pra ninguém, The Sopranos deve levar a maioria dos prêmios e os demais concorrentes ficarão a ver navios.

Os cinco indicados a melhor drama e alguns destaques:

Família Soprano (The Sopranos): seriado aclamado pela crítica, já o considero hour concurs, encerrou sua história na sexta temporada (recém exibida pelo canal HBO). Nestes anos acumulou dezenas de prêmios e indicações ao mostrar a vida e os dramas existenciais de Tony Soprano, um poderoso chefão da máfia contemporânea de New Jersey. Com tantas pressões em casa (com sua família e sua mãe) e nos negócios decide que precisa da ajuda médica e procura a psiquiatra Jennifer Melfi. Além da indicação de seriado, concorre como ator (James Gandolfini), atriz (Edie Falco), ator coadjuvante (Michael Imperioli), atriz coadjuvante (Lorraine Bracco e Ainda Turturro), entre outras indicações técnicas.

Grey’s Anatomy: uma das supresas do ano passado, Grey’s Anatomy nesta terceira temporada retificou sua audiência junto ao público, dividindo-a com o seriado policial C.S.I. (seriado mais assistido na temporada passada), com um mistura de elementos novelescos (drama, romance e comédia), junto a uma trilha infalível, Grey’s conta os dramas e dilemas de uma equipe de residentes no hospital Seattle Grace. Se a crítica questiona a protagonista Meredith, as coadjuvantes Sandra Oh (dra. Cristina) e Chandra Wilson (supervisora dos residentes Dra. Bailey), dão um show a cada semana, tanto que estão indicadas a melhor atriz coadjuvante. Ao mesmo tempo cômica e emocionante, a terceira temporada teve altos e baixos, no entanto deixou um gancho interessante para a quarta temporada, além disto, o sucesso é tanto que a personagem coadjuvante Dra. Addison, ganhou um seriado só seu, Private Practice, que estréia nesta nova temporada que inicia a partir de segunda que vem (nos próximos dias revelo as datas das estréias para quem quiser acompanhar os seriados).

House: assim como Grey’s Anatomy, House está indo para sua quarta temporada, é um dos meus seriados prediletos pelo incrível personagem principal e sua interação com os demais médicos de sua equipe e os inusitados casos de saúde que trata. Apesar de ser considerado um seriado com fórmula (cada semana envolve o tratamento de um paciente), House, o seriado, evoluiu a partir do momento que guardou espaço para as vidas dos personagens, principalmente, o comportamento destrutivo e egoísta do Dr. House. Obviamente, o ator Hugh Laurie é favorito ao lado de Gandolfini para levar o prêmio de melhor ator. Se quiser saber detalhes da terceira temporada clique aqui.

Boston Legal: uma surpresa a presença de Boston Legal, ou Justiça sem Limites como é exibida pelo canal Fox, pois o seriado é uma mistura de comédia com toques dramáticos, e quando isto acontece, normalmente, o seriado é deslocado para a categoria comédia (assim ocorre com Desperate Housewifes e Ugly Betty). Se como seriado a indicação de Boston Legal surpreende, as indicações de James Spader (melhor ator) e William Shatner (ator coadjuvante) são rotineiras. Para quem não conhece o seriado ele conta as aventuras de um grupo de advogados, liderados por Alan Shore e Denny Crane, em milionários casos de processos civis em Boston, se você acha que conhece esta história é que o seriado foi criado por David E. Kelley, marido de Michelle Pfeiffer e criador de seriados como Ally McBeal e O Desafio.

Heroes: já comentei sobre Heroes aqui, considero certo exagero de o Emmy indicar Heroes pela sua irregular primeira temporada, acredito que sua aura moderna e cool, seja o que tenha garantido sua presença nesta categoria. Tanto isto é verdade, que nas demais categorias Heroes somente foi indicado por ator coadjuvante, o carismático Masi Oka, por Hiro Nakamura.

Outros Indicados:

Na categoria de melhor ator, além dos citados, Kiefer Sutherland (24 Horas), ganhador do prêmio no ano passado, e Denis Leary (Rescue Me), que está sendo exibido pelo canal Fox ás segundas-feiras;

Na categoria de melhor atriz, além de Edie Falco, Mariska Hargitay (ganhadora do último ano, pelo ótimo Lei & Orden: Unidade de Vítimas Especiais), Kyra Sedgwick (ótima em The Closer ou Divisão Criminal, seu nome no SBT), Sally Field (Brothers & Sisters, que estréia em outubro no Universal Channel), Minnie Driver (The Riches, exibido pelo canal Telecine Light) e Patrícia Arquette (Medium);

Na categoria de melhor ator coadjuvante, além dos citados no texto, Terry O’Quinn (o Locke, de Lost), Michael Emerson (Benjamin Linus, de Lost), são os meus favoritos para ganhar até porque a não indicação da terceira temporada de Lost como melhor seriado está sendo bastante criticada pela imprensa;

Na categoria de melhor atriz coadjuvante, também foram indicadas Rachel Griffiths (Brothers & Sisters) e Katherine Heigl (Grey’s Anatomy);

Na segunda-feira comento os vencedores, curiosidades e surpresas da premiação do Emmy.

Comentários para acompanhar o Emmy – Comédias

Sit.Com terça-feira, 04 de setembro de 2007 – 1 comentário

Impressionante o momento pelo qual passa a televisão americana no que se refere aos seriados, acredito que poucas vezes houve uma diversificação de temas e uma qualidade de roteiros tão boa. Para premiar os melhores seriados exibidos de 2006 até metade de 2007, há o prêmio Emmy, considerado o Oscar da televisão americana, que premia seriados subdivididos em drama e comédia, atores, programa de variedades, realitys shows, além de filmes e minisséries especiais para a televisão.

Apesar da polêmicas sobre os indicados a premiação se realiza no domingo dia 16 com transmissão pelo canal Sony. Se você não acompanha todos os seriados, aí vão alguns comentários sobre as categorias principais, primeiramente sobre as comédias, semana que vem, será a vez dos dramas.

São cinco os indicados ao prêmio de Melhor Comédia:

1. 30 Rock: seriado criado pela atriz/roteirista Tina Fey, está em sua primeira temporada, bastante elogiada pela crítica especializada, no entanto, a audiência é baixa. Foi renovada para uma segunda temporada por ser uma aposta do diretor do canal. Se destaca por mostrar os bastidores de um programa televisivo com bastante irreverência, bons personagens e um bom elenco, Tina Fey e Alec Baldwin (impagável, divide o favoritismo com Steve Carell) estão indicados para melhor atriz e ator, respectivamente.

2. Entourage: seriado que tem entre os seus produtores o ator Mark Wahlberg, está em sua quarta temporada e conta as aventuras do astro em ascenção Vincent Chase e suas amigos pelos bastidores de Hollywood, inclusive por retratar este universo o seriado possui diversas participações especiais como o cineasta James Cameron. Seriado exibido pela HBO, um canal a cabo bastante conceituado nos Eua, também possui duas indicações por ator coadjuvante em comédia com Jeremy Piven e Kevin Dillon.

3. The Office: versão americana para um seriado inglês que assim como 30 Rock é um queridinho da imprensa (acredito que seja o favorito na categoria principal), mas não possui o mesmo êxito em audiência, tem o ator Steve Carell, já bastante conhecido dos filmes A Volta do Todo Poderoso e O Virgem de 40, como o gerente comercial Michael Scott. O enredo do seriado é retratar o dia-a-dia de um escritório, através da relação entre o chefe e os funcionários, é um verdadeiro humor por constrangimento. The Office está em sua terceira temporada e também garantiu indicações a quase todo elenco, Steve Carell (melhor ator), Rainn Wilson (o estranho Dwight, como melhor ator coadjuvante) e Jenna Fisher (a graciosa Pam, como melhor atriz coadjuvante).

4. Two and a Half Man: o seriado com maior audiência deste segmento (após o término do já clássico Everybody Loves Raymond), conta a história dos irmãos Charlie e Alan, o primeiro um solteirão convicto e o outro recém saído de um divorcio, juntos criam Jake, o filho de Alan em meio a inúmeros namoros de Charlie e a mãe controladora deles. No têve aberta, o SBT exibe o seriado como Dois Homens e Meio. Está indicado por melhor ator (Charlie Shenn), melhor ator coadjuvante (Jon Cryer) e duas indicações para melhor atriz coadjuvante (Holland Taylor e Conchata Ferrell).

5. Ugly Betty: uma das supresas desta temporada, um dos seriados estreantes com melhor audiência, Ugly Betty é uma adaptação produzida pela atriz Salma Hayek (que, inclusive participou do seriado), da novela mexicana exibida aqui no Brasil com sucesso, Betty, a Feia. Nos Eua, Ugly Betty se passa nos bastidores de uma revista de moda e mostra Betty, filha de mexicanos, se aventurando pelo mundo de aparências quando é contratada para ser secretária do filho do dono da revista Mode. Tendo um formato diferenciado, já que seus episódios possuem uma hora, na verdade a série mistura comédia com toques de drama, assim como Desperate Housewifes. Cheia de participações especiais, mistérios, muito exagero e humor auto-depreciativo, é estranho ainda não ter sido exibido aqui no Brasil. Concorre também por melhor atriz (a carismática America Ferrara, deve ser a favorita junto a Julia Louis-Dreyfus) e melhor atriz coadjuvante (Vanessa Williams).

  • ainda indicados, além dos citados acima, como melhor atorTony Shaloub (por Monk) e Rick Gervais (pelo seriado inglês Extras);
  • na categoria de melhor atriz, Julia Louis-Dreyfus (The Adventures of Old Christine), Felicity Huffman (Desperate Housewifes) e Mary-Louise Parker (Weeds);

Heroes

Sit.Com terça-feira, 28 de agosto de 2007 – 6 comentários

Aproveitando a chegada do Box da 1ª temporada de Heroes, prevista agora para o dia 29/08, comento alguns detalhes desta primeira temporada, informações especiais do Box e algumas novidades da próxima temporada.

“Gente demais pra roteiro de menos”

A estréia de Heroes, criação de Tim Kring, responsável pelo seriado Crossing Jordan (exibido no canal USA, assim como o próprio Heroes), veio cercada de expectativa, pois um seriado televisivo sobre pessoas comuns que descobrem poderes gera um gasto óbvio com efeitos especiais que, normalmente, são exceção neste formato em função do orçamento, e utilizar efeitos com qualidade duvidosa com certeza afastaria a audiência principal do seriado que são os jovens.

Mas ao situar a trama de Heroes nos dias atuais favoreceu no controle do que se refere ao uso de efeitos especiais e ainda colaborou para ocorrer uma identificação imediata entre público e personagens, os perfis dos personagens são facilmente identificados por todos, há um nerd e seu fiel parceiro (Hiro e Ando), uma menina cheerleader e sua família (Claire), uma mãe que trabalha fazendo strip-tease para sustentar o filho (Niki e Micah) e um jovem que busca nas pesquisas do pai descobrir o porquê de seu assassinato (Mohinder). Ainda há alguns personagens principais, como Nathan e Peter Petrelli, o policial Matt e o assassino “sugador de poderes” Sylar, juntamente com uma dezena de personagens que participaram desta primeira temporada.

Uma característica de Heroes são seus chamados arcos, um conjunto de episódios envolvidos numa questão maior. Por exemplo, nos primeiros episódios temos a famosa frase “Save the cheerleader, Save the World”, que ficou marcado como primeiro arco de Heroes. Outra característica estrutural dos episódios são os cliffhangers. Explico, é aquela cena final onde ocorre um grande gancho para o episódio posterior (Heroes é um grande usuário deste método, assim como Lost). Além disso, o visual de Heroes é moderno e sua estrutura de narrativa lembra quadrinhos, tanto que o canal NBC, que produz e transmite Heroes, lançou no site do seriado, os episódios no formato de HQ.

No entanto, Heroes possui um grande problema em sua primeira temporada, seus roteiros são bastante irregulares com diálogos previsíveis. Isto se deve, principalmente, a dois motivos: 1) Heroes possui muitos personagens, sendo a maioria fracos ou pouco desenvolvidos (nem estou me referindo aos atores), como por exemplo, Mohinder e o núcleo da família de Niki, além disso, esta quantidade de personagens gerou durante quase toda temporada uma segmentação de situações que desperdiçou muito do conteúdo dos episódios (e da paciência do espectador); 2) o tamanho no qual Heroes se transformou após os primeiros episódios gerou uma repercussão muito grande por parte de fãs (principalmente na internet) sobre Heroes, criando uma expectativa positiva em cima do seriado que acabou por entregar um episódio final fraco (How to Stop an Exploding Man), onde os conflitos de toda uma temporada foram resolvidos de maneira decepcionante.

No entanto, é inegável a maneira como o seriado seduz o espectador, sua aura “cool” e “hypada” (claramente, dirigido para o público jovem) também conquista o espectador comum á procura de uma história que tenha aventura, suspense, comédia e drama. Tenho esperança que pelas notícias desta quarta temporada (ler tópico abaixo) tanto no que se refere ao elenco como por alguns eventos já citados no episódio final, Heroes pode crescer mais ainda, principalmente, se Kring e sua equipe cuidarem melhor dos roteiros dos episódios, como ocorreu no melhor episódio da temporada, “Five Years Gone”.

Informações especiais sobre o box em dvd:

Making of da Série (espero que eles mostrem como fazem um episódio desde sua criação no papel até as gravações e pós-produção / Efeitos Visuais (não poderia deixar de ter aquela cena na qual Claire acorda no necrotério já sendo autopsiada, esta palavra existe?)/ Tim Sale e os Desenhos de Isaac Mendez (este deve ser bem interessante, a qualidade dos desenhos eram bastante impressionantes) / Perfil dos Personagens / Making Of de Dublês (vamos conhecer a ou o dublê da personagem Claire?) / Cenas Deletadas (não podem esquecer de colocar os erros dos atores)

O que está por vir na 2ª Temporada:

  • Quanto ao elenco principal parece que somente D.L. corre o risco de não voltar novamente (que pena, poderia citar mais uns cinco personagens nesta lista);
  • De novidades no elenco, a última aquisição foi a lindíssima Kristen Bell (a adorável protagonista de Verônica Mars) como a vilã Elle, Jessica Collins (a assassina das miniaturas desta última temporada de C.S.I.), David Anders (o vilão Sark, de Alias), entre outros;
  • A confirmação da minissérie Heroes: Origins, onde seriam apresentados novos heróis a cada semana, parece que a minissérie teria seis episódios, e já tem como diretor do primeiro episódio o nerd oficial de Hollywood, Kevin Smith (bastante conhecido do mundo das HQs), diretor de filmes como O Balconista e que, recentemente, participou de Duro de Matar 4.0 como hacker Worlock;
  • O episódio de estréia da nova temporada será dia 24 de setembro nos Eua (e nos computadores do resto do mundo) com o título “Four Months Later”;

Abaixo um promo da segunda temporada:

House 3º temporada

Sit.Com terça-feira, 21 de agosto de 2007 – 8 comentários

A terceira temporada de House, que terá seu término nesta quinta-feira (23/08) no canal Universal Channel com o episódio Human Error (não esquecendo que a Rede Record começou a exibir o seriado em sua segunda temporada) foi marcada pela polêmica participação do policial Tritter, personagem do ator David Morse, cujo arco de 6 episódios revelou a real situação fisiológica e psicológica do Dr. Gregory House quanto ao seu vício em vicodin. Para alguns, a entrada de personagens que batem de frente com o dr. House pode parecer truque dos produtores do seriado, no entanto, não esqueçam que o dr. House é uma pessoa que não prima pelo bom relacionamento, sendo antiético, irresponsável, mal educado e extremamente sarcástico com seus colegas e pacientes, que do lado de cá de tela surge engraçado, até porque, sabemos de sua eficiência em resolver diagnósticos impossíveis, mas no mundo real não funciona desta maneira.

Mesmo com a participação de David Morse nesta temporada, o seriado poucas vezes fugiu de sua estrutura de “diagnóstico indecifrável da semana” (convenhamos, os consultores médicos se esforçam para criar diagnósticos complicados), exceção o reflexivo episódio One Day, One Room, onde House se via conversando quase a totalidade do episódio com uma jovem mulher com DST. Esta foi uma temporada onde os demais personagens do seriado tiveram espaço com histórias centradas em suas vidas pessoais e escolhas médicas (como o envolvimento sexual de Cameron e Chase, e o arco envolvendo o pedido de demissão de Foreman, que está ocupando os últimos episódios desta temporada).

Contudo, mesmo House sendo um seriado adulto com ótimos roteiros e dramas pesados, nada me diverte mais do que ver dr. House fazendo clínica no Hospital (como a cena onde ele oferece 50 dólares para quem sair da fila do atendimento, hilário). Dr. House, atualmente, é o melhor personagem masculino da televisão, sendo a indicação de Hugh Laurie ao Emmy, prêmio máximo da televisão americana que ocorre agora em setembro, uma aposta quase certa de premiação (rivalizando com James Gandolfini de Sopranos). Detalhe: House também concorre nas categorias de Melhor Drama e Melhor Ator Convidado, David Morse.

Heroes e Xmen: Uma relação íntima

Sit.Com terça-feira, 07 de agosto de 2007 – 5 comentários

O último episódio de Heroes passou no Brasil há pouco tempo atrás, e levantou muitas opiniões: o que aconteceu com Sylar? Peter e Nathan Petrelli estão vivos? E Hiro, o que ele vai fazer? Independente de essas questões serem respondidas ou não na próxima temporada, que tem previsão de estréia dia 24 de setembro, é algo que os fãs terão que esperar. Mas a questão que mais intriga a todos que viram os episódios é a seguinte: Onde foi que eu já vi isso antes?

Qualquer um que tenha visto um episódio da série imediatamente liga o que viu a famosa história dos Xmen. Afinal, na série já foi dito que os poderes vêm de mutações genéticas. Mas, até que ponto a série pode ser considerada uma cópia descarada dos heróis dos quadrinhos? Muitos fãs de Xmen com certeza já assistiram algum episódio da série, e fizeram suas próprias ligações. Eu mesmo, como um fã dos mutantes da Marvel, fiz minhas próprias ligações, como o poder de Peter Petrelli e de Sylar serem similares ao da Vampira. Ou como Candice Wilmer, subordinada de Thompson, ser capaz de mudar sua aparência nos mesmos moldes de mística. Mas também, existem vários outros fatores que tornam essa série única, diferente de todas as outras que tentaram explorar esse tema.

Uma líder de torcida, um candidato a governador, um relojoeiro, um ex presidiário, um policial, um enfermeiro, um funcionário de escritório, um pintor, e muitos outros. Se não fosse por causa de um gene mutante, talvez essas pessoas nunca soubessem uma das outras. E talvez seja isso que seja o maior diferencial da série, pois todos os personagens nao têm ciência de seus poderes, até que eles são despertados. A história toda gira em torno de um simples fato, a destruição de Nova York por uma explosão nuclear, feita por um dos “heróis”. Esse fato é previsto por um pintor, Isaac Mendez, que tem o poder de pintar o futuro.

Já Xmen, não existe uma causa de ser um mutante. Ele simplesmente nasce com o gene da mutação, que só se manifesta após algum tempo e pronto. Não existe muito que ele possa fazer para mudar sua realidade, ele simplesmente tem que conviver com isso, e agradecer por não ser um daqueles mutantes deformados. Os mutantes principais dos quadrinhos são tão complicados e cheios de problemas que você lê edições inteiras, e não acontece nada, deixando a sensação de “tá, e dai?”, que não ajuda nada no andamento da história, isso quando tem uma pra continuar.

Saber que uma história vai ter um fim pode ser muito decepcionante para pessoas que gostam de quadrinhos. Mas em uma série de TV, isso é o melhor dela, pois é em X número de episódios que ela tem que começar, criar os problemas, e resolver eles. Se vão ficar pra uma próxima temporada, o sucesso da atual é que vai definir isso. Nos quadrinhos, já é bem diferente. Se uma história esta funcionando, eles se alongam nela até que ela comece a ficar chata, maçante, que somente fãs mais ardorosos possam agüentar a história que deveria ser simples, mas que chega a um ponto em que os escritores ficam confusos, e a acabam de qualquer maneira, quando dão a eles a permissão de fazer isso.

Para você que é fã de quadrinhos, e para você que é fã de Heroes, digo apenas uma coisa: não há motivos para discutir qual é a melhor demonstração de o que é um mutante. Não há sentido em ficar falando que um personagem é plagio de outro. Desde o sempre, temos momentos em que algo parece igual a alguma coisa que já foi feito. Hoje em dia, a chance de você ver alguma coisa completamente original é praticamente nula. Felizes são Stan Lee, Jack Kirby, e Joe Shuster, que criaram seus personagens em épocas que tudo o que fizessem, seriam originais, como um extraterrestre que pula prédios, um cara verde que e uma equipe de jovens garotos com poderes incríveis, que não foram acusados de copiadores por um publico exigente, que simplesmente queria uma história para se divertir. Bons tempos em que o que importava era a diversão que uma história proporcionava, e não o quanto ela pode ficar no ar…

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