Faster, Pussycat! Kill! Kill!

Filmes bons que passam batidos terça-feira, 29 de Março de 2011

O mundo cinematográfico de hoje está bastante evoluído. Temos efeitos especiais aos montes, roteiros impressionantes, atuações memoráveis e etc. Claro que tudo isso é resultado da incorporação de técnicas, estudo apurado e recriações e adaptações de obras-primas da sétima arte. Por exemplo, Viagem à Lua (Voyage dans la Lune) de 1902, de Geòrge Meliés, foi um marco por ser a primeira adaptação de um livro para a telona. Cidadão Kane revolucionou os métodos usados para se criar uma história, criou complexidade entre os personagens e técnicas de direção usados até hoje. Todos esses são filmes famosos, mas há um bastante desconhecido que é de vital importância para o cinema de hoje. Esse filme foi o responsável por “pré-lançar” a contra-cultura e o cinema independente (Anteriormente a Sem Destino), inserir o feminismo no cinema, e dar às mulheres um papel protagonista que vem sendo usado aos montes nos dias de hoje. O nome desse filme é Faster, Pussycat! Kill! Kill!

Varla (Tura Satana) é a líder do grupo de 3 dançarinas californianas peitudas, todas elas poderosas, perigosas e, principalmente, muito sensuais. O importante na vida das garotas é aproveitar a vida à maneira delas, pouco ligando para as regras da sociedade. Tanto que após um desentendimento em uma corrida contra um casalzinho ingênuo, Varla simplesmente mata o carinha. Como se não bastasse, sequestram a garota visando uma recompensa pelo resgate. Em meio ao deserto californiano, o grupo conhece uma história de um velho debilitado, que vivia com seus dois filhos, e escondia uma grande quantia de dinheiro. Sabendo da história, as garotas bolam um plano pra por as mãos na grana do véio.

E o plano parece que vai dar certo, já que o senhor idoso se encanta pela menina sequestrada. Só que o velhão também não é bobo, e desconfia das verdadeiras intenções das belas mulheres, que disseram que só pretendiam usar um pouco da água do lugar. Cada garota tenta seduzir um homem da família, buscando a localização do dinheiro, não importando a elas o método a ser usado para alcançar o objetivo final. Com a desconfiança de ambas as partes, muita ação, confusão e pancadaria tomam conta do filme.

 Essas devem ser as mulheres mais gostosas dos anos 60.

Como já falado, Faster, Pussycat! Kill! Kill! não é bastante conhecido fora do círculo de apaixonados por filmes B (Filmes de baixo orçamento dos anos 40, 50 e 60), mas pelo pequeno resumo contado, já é nítida a sua influência no mundo cinematográfico atual. Primeiramente pelo papel de destaque representado pelas protagonistas, extremamente fortes e sensuais, quebrando o paradigma de “sexo frágil” e lançando conceitos necessários para o movimento de contra-cultura do fim dos anos 60. Outro fator determinante foi o uso da violência e insinuação sexual de uma maneira como nunca havia sido retradada anteriormente. “Graças” a isso, hoje temos filmes como As Panteras, Elektra, e todos os outros filmes que mulheres atuem em papéis essencialmente masculinos. Sem contar com grande onda de filmes independentes e até mesmo autorais que surgiram logo após.

 Homenagem de Tarantino, em Death Proof, ao filme! E que homenagem!

Um grande entusiasta de Russ Meyer é o Quentin Tarantino, que claramente se influênciou para criar a assassina de Kill Bill!, além de ter feito uma homenagem ao diretor também em Death Proof. Galera, façam o seguinte, deem um jeito de assistir esse trem, que pelo menos a parte dos peitões eu garanto que vocês vão gostar. Ou não, mas aí já não é problema meu!

Faster, Pussycat! Kill! Kill!

Faster, Pussycat! Kill! Kill! (83 minutos – Ação)
Lançamento: EUA, 1965
Direção: Russ Meyer
Roteiro: Russ Meyer (argumento), Jack Moran (roteiro)
Elenco: Tura Satana, Haji, Lori Williams, Sue Bernard, Stuart Lancaster, Paul Trinka, Dennis Busch, Ray Barlow, Michael Finn

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Antes de comentar, tenha em mente que...

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  • maravilha de filme. muito bom mesmo. só não curti você citar Elektra e ainda dizer que foi um filme também…

  • @chinaski O motivo de citar As Panteras e Elektra foi justamente mostrar quais foram os filmes surgidos da premissa do filme do Meyer.

    É inegável que tem influência nos “filmes B” de hoje em dia

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