E o Metallica queimou a minha língua. VIVA!

New Emo quarta-feira, 17 de setembro de 2008 – 14 comentários

É sério, eu nunca fui tão feliz ao afirmar: Queimei a língua. O bacana é que eu não vibrei sozinho, como cês podem ver nesse comentário. “E toda a credibilidade do Théo foi posta a prova.” – Credibilidade? Ok, se eu falasse que o PALMEIRAS fosse dar vexame no próximo jogo e ele ganhasse de 2×0, minha credibilidade estaria posta em jogo? OLOLCO!

Bom, deixando os comentaristas e seus comentários deprimentes de lado, vamos falar sobre a nova obra prima do Metallica, o Death Magnetic. Sim, OBRA PRIMA, véi.

É fato que pode ser um exagero chamar este álbum de obra prima, levando em consideração todo o êxtase gerado em volta de uma espera por um álbum decente depois do …and Justice for All. Mas não, eu reconheci as cagadas em minha resenha, mas a banda merece MESMO os parabéns. Se você discorda, é porque você não é fã. E isso não é crítica, é quase um fato. Deixa eu adivinhar: Você gosta do Black, do Load, do Reload ou do St Anger, e diz que um desses é o melhor álbum da banda? Então você não é fã mesmo. Eu digo de APAIXONADO pelo Metallica, sabe? Não sou xiita, é óbvio que você tem o direito de ser noob. Digo, de curtir um trabalho dos caras que os fãs não aprovam.

Pois bem, Death Magnetic é o melhor álbum dos caras depois dos quatro primeiros, eu não me canso de repetir isso. Primeiro que That Was Just Your Life e My Apocalypse entrariam fácil em álbuns como Kill ‘Em All ou Master of Puppets, por exemplo. Segundo que o som está mais cru – não totalmente -, realmente nostálgico, vide a bateria. Sério, a bateria É o Metallica nos anos 80. Terceiro que foi exatamente isso que os caras prometeram após o Black, e como este álbum é descartável, temos o Death Magnetic como quinto álbum do Metallica.

Sim, Metallica dos sonhos de qualquer um é thrash metal, indiscutível. Óbvio que Black é um álbum bacana, se tratando de uma banda que não seja o Metallica. Conservador, eu? Não, véi, só acho que os caras poderiam evoluir sem sair totalmente de seu gênero. Vê o caso de Queens of the Stone Age, por exemplo. Os caras são incríveis, inovam a cada álbum e continuam na mesma linha. Outro exemplo de inovação é o The Hives, mas eles foram pouco menos infelizes que o Metallica.

Era realmente muito difícil esperar algo decente dos caras após tanta cagada, lógico que desci o sarrafo em cada passo que os caras davam. Não é por que eu sou chato, pois se eu fosse realmente chato eu não argumentaria, afinal, é fácil dizer que uma banda é uma merda e ponto. Eu basicamente ESTUDEI o andamento dos caras nos últimos meses, fiz de tudo pra argumentar de uma forma em que meu espírito de fã esperançoso não barrasse com a realidade. Eu estava cobrando, ainda assim. No fim, a melhor coisa foi ter feito isso, até parece que os caras lêem o AOE. “Ok, vamos acabar com a… credibilidade desse cara!”. Me senti o Mustaine, sem a parte de tocar pra caralho.

Chutaram bundas, mas ainda não é o bastante. Não chegou a ser uma volta triunfante, mas foi um belo teaser. Daqui há um ou dois anos, não sabemos como será a música, mas torçamos por um Metallica ainda mais empolgante, ainda mais brilhante. Cês não precisam de uma volta triunfante, véis. Cês precisam trazer mais thrash pras nossas vidas. Em um dia cês venderam mais que o U2 em uma semana, cês definitivamente CHUTARAM BUNDAS! Isso é Metallica.

Por fim, passem lá no hotsite do Overdose Metallica e vejam tudo que rolou. Uma leitora mandou e-mail pro santhyago reclamando que passamos a semana inteira falando de Metallica, já estamos preparando o Overdose Smurfs. Espero que vocês gostem, isso gera… credibilidade.

Overdose Metallica: St. Anger

Música sexta-feira, 12 de setembro de 2008 – 7 comentários

St. Anger é um álbum que, mesmo tendo recebido boas notas em publicações especializadas [Como 4 estrelas de cinco na Rolling Stone], foi muito criticado pelos fãs. Teve gente que comprou e quebrou o cd, pra se ter uma idéia do radicalismo dos indivíduos…
Eu, particularmente, gosto do álbum. Não digo que é meu álbum preferido, mesmo porque o preferido é de outra banda. Mas é bom. Não chega no nível de um Master of Puppets, obviamente, mesmo porque a banda é outra. Depois das experimentações do Load e do ReLoad, os caras resolveram tacar tudo pro alto e tocar Heavy Metal de vez. St. Anger foi também a última parceria com o produtor Bob Rock. Criticado por não ter solos, por isso “não é Metallica”. Mas porra, os caras tavam no meio de um periodo de transição, com o Hetfield lutando contra o alcoolismo e o baixista Jason Newsted saindo da banda e deixando uma crise.
Parte da raiva que foi despejada sobre o álbum também pode ser oriunda daquelas declarações do Lars [Eu disse que ele fala demais] sobre MP3 na internet e o Napster [Tirando o dito cujo do ar, inclusive], causando polêmica na rede e deixando fãs e não-fãs putos. Afinal, quem nunca baixou mp3 ae?

Agora bota seu St. Anger [Se você não quebrou ele] pra tocar ae e acompanha o faixa-a-faixa:

Frantic começa com guitarra e bateria extremamente aceleradas, já mostrando que os tios se renderam ao Heavy Metal. Depois de uma desacelerada no instrumental, vem o vocal, rápido e não tão forçado quanto antigamente. Tá ficando véio, hein Hetfield? Depois de diminuir mais um pouco, eles voltam à carga. E ficam nesse vai-não-vai até o fim, mas é um bom esquenta pra música-título:

St. Anger, a música, foi o que me fez voltar meus olhos pro Metallica. Não que antes não ouvisse, só não tinha consciência da banda. Gostava de alguns sons, mas não ligava o nome à pessoa. Confesso que a letra [Que eu sei de cor] foi o que mais me prendeu nessa música, que é ótima pra momentos de raiva [No meu caso]. Inicia com um baixo falando: “Ó, eu tou aqui, seus porras!” A guitarra faz ele sumir, e a bateria chega, quebrando tudo. Ai, quando parece que vai vir um berreiro, todo mundo fica quieto e vem um vocal mais melodioso. Mas não se engane, depois de uns versos, ele mostra que não é tão fru-fru assim. E o refrão, que pregou na minha orelha, te faz gritar junto. A mesma coisa de novo: Porrada, melodia, porrada, e cê acha que vai ser assim a música toda. Não vai, o ritmo se mantém praticamente esse até o fim agora. Ai acaba e cê pensa: “Orra, esses sete minutos passaram rápido!”

Some Kind of Monster vem, de mansinho, querendo te pegar antes que cê veja. O problema é que não pega. A impressão da música é que vai acelerar, mas isso não acontece, infelizmente. Fica numa guitarra meio mole, com a bateria abusando dos pratos. Quando o vocal finalmente dá o ar da graça, oa música ganha um pouco de peso. Mas só um pouco. E fica nisso por um bom tempo. Mas como a música é grande, dá tempo de se recuperar um pouco ainda. Pena que só dura até o refrão. E vai assim, morna, até o fim, já que cê já tá vacinado contra essas aceleradas-relâmpago.

Dirty Window começa batendo lata, mas a guitarra chega e empolga, com o vocal aparecendo logo, e te fazendo balançar a cabeça. No meio, fica mais calminha, parece até que vai apagar, sendo até legal. Mas não dura muito. Até aparece de novo, mas combina com a música. Meio repetitivo, fato.

Em Invisible Kid, o instrumental já vem arregaçando tudo, sem dar margem pra firula. Pesado, com a guitarra pegando. O vocal, porém, é meio murcho, sem muita empolgação, contrastando com o resto da banda. E ele a música vai pra baixo com ele. Não o suficiente pra estragar tudo, mas vai. Quando o vocal começa a gostar da coisa, a música já não tá tão empolgante. Ainda mais por ir nesse ritmo de “Não fode nem sai de cima” um bom tempo, até o que parece ser o final. E não é, pro seu desespero. Depois de muitas tentativas, a música broxou. Mesmo voltando ao que tava, não adianta, mesmo porque não tava lá essas coisas.

My World já bate pele desde o início, com a guitarra fazendo um riff manhoso, que te deixa meio intrigado. Ai o vocal vem, todo delicado, e com um refrão totalmente boiola. Deixou a desejar nessa, já que o instrumental não consegue ser muita coisa. Esse é o tipo de música que dá vontade de pular, até…

Shoot Me Again vem com a guitarra fazendo barulhinho, e a bateria querendo mais violência, mais pegada. Só que ninguém deixa, ai ela desiste. E pra piorar, o vocal parece uma mulherzinha. Pelo menos a guitara parou de palhaçada. E parece que o vocal percebe a cagada, porque começa a falar mais grosso, literalmente. A bateria percebe isso e resolve se soltar, levando o vocal junto, que se empolga mais. Só a guitarra se mantem, o que não é ruim. Pena que esse sentimento não se mantem constante, senão a música seria bem melhor. Pra variar, a faixa fica naquela variação pentelha entre rápido e lento, suave e pesado, o que, contrariando as expectativas dos caras, não ficou lá essas coisas. Essa pelo menos não foi tão podre, é audivel.

Sweet Amber tem uma guitarra que não quer se fazer ouvir no comecinho, mas muda de idéia. E começa a tocar com vontade, inclusive. A bateria se junta à ela, deixando a coisa mais acelerada, e consequentemente, interessante. O vocal, dessa vez, encaixa com a música, sem acrescentar nada, mas sem levar embora o clima. Mesmo dando uma desacelerada em determinado momento, não há uma perca de qualidade. Sem contar que tal momento não dura. Mas se repete, naquele ritual de “Vamos desacelerar, quem ouve Metallica quer partes lentas SEMPRE.” Começo a dar alguma razão aos xiitas.

The Unnamed Feeling ignora a anterior e já vem riffando, mesmo que seja um riff tranquilo, e com a bateria marcando o ritmo só no começo, mas indo embora logo. A coisa fica mais interessante quando a guitarra entra com mais vontade. O vocal aparece mais uma vez sem estar no clima da música, deixando ela menos agradável. O que podia ser pesado se torna soturno. Não que estrague a música completamente. Ela é uma boa pra quando cê quiser meditar.

Purify começa com guitarra, e das boas, sem contar a bateria que se faz presente. O problema é o vocal cantando quebrado, zoa um teco com a sua mente: “Caraio, os caras resolveram fazer hip-hop?”. Claro que isso não dura, já que o vocal, e a música te deixam com cara de “PEGADINHA!” Não chega a ser thrash, mas tenta. Meio esganado, o vocal tenta dar um recado. Não consegue, mas tudo bem. Essa é a faixa do “Tentamos. Falhamos fragorosamente, mas tentamos.” Melhor que desistir.

All Within My Hands, mais uma que bate pele antes de mais nada, ou no caso, pratos. A guitarra entra com tudo, e cê fica esperando o vocal, ansioso. E ele vem, à princípio quase inexistente, mas vai gradativamente subindo de escala. O que é ótimo: Berros! Não de se esgoelar, mas pelo menos não é cantoria comportada. Finalmente o vocal tem destaque, e comanda a música. O grande problema é que o resto da banda parece se esconder com isso. E são oito minutos que não passam tão rápido quanto poderiam, se o vocal não abafasse o resto.

Apesar do clima de “Uma música longa e meio repetitiva”, o St. Anger é bom. Eu tinha uma impressão deixada pela música-título, mas ouvindo novamente, abaixei um pouco a bola. O que não quer dizer que os xiitas estejam certos: O álbum ainda é legal. Não é uma obra-prima, mas pra situação que os caras tavam, até que não é tão ruim. Se fosse outra banda, ia ter muito neguinho babando o ovo até hoje.

St. Anger – Metallica

Lançamento: 2003
Gênero musical: Heavy Metal
Faixas:
1. Frantic
2. St. Anger
3. Some Kind of Monster
4. Dirty Window
5. Invisible Kid
6. My World
7. Shoot Me Again
8. Sweet Amber
9. The Unnamed Feeling
10. Purify
11. All Within My Hands

Overdose Metallica: Death Magnetic

Música sexta-feira, 12 de setembro de 2008 – 12 comentários

Eis que eu fico sabendo que o Metallica está gravando um novo álbum. Não boto a menor fé. Quando ouço músicas ao vivo, boto MENOS ainda. Aí eles começam a lançar uma música por semana, e a coisa vai ficando crítica. Mas… pra melhor ou pra pior? A crítica você vê agora. Não costumo usar um parágrafo por faixa, mas essa merece.

Faixa-a-faixa

That Was Just Your Life começa trazendo um suspense daqueles, aumentando as expectativas. Suspense TRANSBORDA no trampo novo do Metallica. Eis que a música começa de verdade, e você vê que os caras NÃO voltaram às origens MESMO. Você já fica puto, compara com alguma obra fracassada – como os últimos 3 álbuns dos caras – e… vem o refrão. Não sei em relação à vocês, mas minhas orelhas levantaram. Como toda música do Metallica, obviamente esse refrão vai se repetir mais umas três vezes, então eu começo a prestar atenção no que eu estou ouvindo, como se nada tivesse acontecido. E volta o refrão. ESPETACULAR, PUTA MERDA! Se as próximas faixas continuarem assim, terei o orgasmo mais intenso da minha vida.

The End Of The Line o começo dessa faixa lembra bastante algo do Black Album, mas não vamos citar os últimos quatro álbuns da banda por aqui. O ritmo segue mais rápido, são os caras tentando reinventar o Thrash Metal e… se dando bem, pelo menos até então. Bom, o refrão é meio “estranho”, talvez eles deveriam manter aquela linha de PEDRADA no refrão, afinal, assim ficou meio… pobre. Acho que ninguém gosta de ouvir o James CANTANDO, né? Pois é, bola fora. Quando está pra chegar o solo, a coisa anima… mas cai logo quando o solo chega. Apostaram no peso e esqueceram da velocidade, mais uma bola fora. Resumindo, o som é bacana, mas bacana é uma média abaixo de Metallica. O pior é que o refrão vicia, e é orgasmática essa forma com que os caras trabalham seus sons de 7 minutos, com inúmeras variações.

Broken, Beat & Scarred tem uma intro duvidosa, e depois acaba lembrando um daqueles álbuns que estamos proibidos de comentar por aqui. Mais pra frente, ela vira um misto dos três últimos álbuns. Isso parece absurdamente ruim, certo? Pois bem, foque na parte boa desses álbuns. Sim, é pouca coisa, mas foque nisso. Misture. Agora sim! Essa faixa é então a parte boa dos últimos álbuns do Metallica, e aqui o solo é valorizado com o “novo” Thrash Metal dos caras. Inclusive, a música melhora MUITO após o solo. Vai por mim.

The Day That Never Comes, antes tão criticada, ganhou agora um tempero. É incrível como um som melhora relativamente quando ele está em seu habitat natural. Intro completamente nostálgica, e é assim que a bateria soa a música inteira. Quando James começa a cantar, você sente um certo amadorismo, principalmente pelas desafinadas do cara – sério, ele canta muito mal quando não está arranhando a garganta. Como não há de faltar, temos aí um som que segue a linha de Fade to Black & afins. Com uma qualidade relativamente inferior, é claro. A música é bem cansativa pra você que está aqui pra ouvir Thrash Metal, mas se torna mais empolgante lá pelos seus 4 minutos. Se você quer se empolgar DE VERDADE, vá para os 5 minutos. Cara, é esse tipo de som que você pediu ao Metallica, não tem pra ninguém. ABSURDAMENTE EMPOLGANTE.

All Nightmare Long traz uma intro que lembra Enter Sandman – ou sou só eu que pensa assim? Eis que começa um som que, definitivamente, está te chamando pra porrada. E você vai. Temos aí mais um som que segue a linha “o que sobrou de melhor do pior”, com um peso relativamente maior. E aqui os caras ABUSAM do solo, fazendo a coisa ENDOIDECER DE VEZ, um êxtase espetacular. E continua lembrando Enter Sandman em alguns trechos finais.

Cyanide é mais uma faixa “daquelas”, a terceira. Aqui temos um ritmo mais constante, e uma explosão a cada refrão. Não é um dos melhores e nem um dos piores, é apenas uma faixa que não traz nada de novo, mesmo.

Pelo andar da carroagem, você sabe que The Unforgiven III não vai ser nada espetacular. Nada de peso, nada de agressividade… quem sabe algo até mais depressivo ainda. E é exatamente assim que o som começa. Quando James começa a cantar, a música não fica muito distante de sua segunda parte – o que é ruim. E a coisa prossegue, causando um certo constrangimento por conta dos “gritinhos” de James. No terceiro verso você já está acompanhando a bateria, como se você se ENTREGASSE àquilo. Normal, o ritmo não deixa de ser levemente contagiante, mas não deixa de soar constrangedor. Eis que a hora do solo vem, e temos uma ponte que lembra… System of a Down. Esse som lembra System of a Down. E vem o solo, devastando tudo, mesmo com uma guitarra base evacuando riffs lentos. O som acaba e você vai querer ouvir de novo pra saber se a música é realmente ruim. Eu passo.

The Judas Kiss chega tímida, mas logo se solta de uma forma espetacular em seu refrão EXPLOSIVO. Ainda não é tudo aquilo que você queria, mas é empolgante DEMAIS. E, porra, o que é aquele solo? Mais uma vez, um abuso… digo, um ESTUPRO de solos ESPETACULARES.

Eis a hora de testar o instrumental dos caras: Suicide & Redemption. Não começa muito bem, traz um ritmo “meloso” DEMAIS pra tudo que os caras já fizeram. Vale uma viagem, mas a faixa é fraca. Mas, ainda assim, os caras sempre deixam o melhor pro final.

My Apocalypse é simplesmente a melhor e mais empolgante faixa do álbum, tanto que aumenta e MUITO a nota final. O som é EXTREMAMENTE oldschool, nervoso E vibrante. É esse o Metallica que eu sempre quis, mas esse Metallica só existirá em pequenas dosagens daqui pra frente, ao meu ver. Enfim, já é um dos melhores sons da banda. Sem a menor dúvida, entraria na SEGUNDA posição deste top 10. Nunca imaginei que os caras fossem me impressionar TANTO.

Crítica Geral

Era infinitamente impossível acreditar que o Metallica fosse voltar com um trampo decente. Acho que após um bom tempo de fama, os caras resolveram dar mais uma chance aos fãs ainda vivos, e voltarem – ou pelo menos tentarem – a fazer música de verdade.

Se você já leu críticas por aí, você pode descartá-las de diversas formas. Afinal, hoje em dia qualquer um é crítico, ainda mais aqueles que pensam que apontar os quase DEZ minutos de música é um argumento. Aqui no AOE você acompanhou críticas de TODOS OS ÁLBUNS da banda, pode ficar tranquilo que a gente sabe o que diz. E isso não é pretensão, é fato. Quem VIVE a música TEM moral pra meter a boca. Tirando o estagiário, que pegou os piores álbuns.

Pois bem, o Metallica, de certa forma, realmente tentou reinventar o Thrash Metal, mas ESQUECEU de investir PESADO nisso, se é que vocês me entendem. Obviamente a banda é um tanto quanto criativa, e creio que eles irão optar por isso e trazer o Thrash como tempero, deixando o Metal clássico E pesado como recheio E cobertura. Sinceramente, aprovado. Eles reaprenderam a tocar, mas ainda não reaprenderam totalmente.

Enfim, conclusão: Temos aqui o MELHOR álbum depois dos quatro primeiros que a banda lançou. Black Album é o início da decadência, em termos de Metallica. E, porra, lembra do que os caras tanto prometeram para o Load, depois para o Reload e DEPOIS para o St Anger? Aqui eles cumpriram. Se este álbum fosse lançado depois do Black, a situação da banda seria terrivelmente melhor nos dias de hoje. Rezemos para que os próximos álbuns sigam esta linha.

Título do CD – Nome da Banda

Lançamento: 2008
Gênero musical: Metal
Faixas:
1. That Was Just Your Life
2. The End Of The Line
3. Broken, Beat & Scarred
4. The Day That Never Comes
5. All Nightmare Long
6. Cyanide
7. The Unforgiven III
8. The Judas Kiss
9. Suicide & Redemption
10. My Apocalypse

Overdose Metallica: Tira

Música sexta-feira, 12 de setembro de 2008 – 6 comentários

Stay thrash, putos!

Overdose Metallica: ReLoad

Música quinta-feira, 11 de setembro de 2008 – 8 comentários

Logo depois de ter lançado o Load, [Logo depois, no caso, um ano e meio depois], o Metallica foi na onda e lançou o ReLoad, que, como o próprio Lars disse [Acho que ele fala demais]: “É a segunda metade do Load. Só demorou um ano e meio pra vir.”
Inclusive, a idéia inicial era lançar os dois, Load e ReLoad como um álbum duplo.
E, enquanto o Load teve como capa a arte “Blood and Semen III“, o ReLoad usou “Piss and Blood“. Me recuso a explicar que piss é mijo.
O álbum também terminou com as experimentações do Metallica… Pelo menos no blues.

Vamos às músicas então:

Fuel tem um começo esmagador. Bateria que não te deixa parado e guitarra acelerada, enquanto o vocal manda o clássico “Gimme fuel, gimme fire, gimme that which I desire“. [E quem nunca cantou isso com um “Charizard” ai no meio, hein?]. Clássico instantâneo, foi regravado até pela Avril Lavigne. Sem mais, essa porra de música é foda pra caralho.

The Memory Remains, apesar de não ter a mesma pegada, também é considerada, por mim, uma ótima música. Meio lenta, sim, mas quem liga? As batidas são bem marcadas, a guitarra não se esconde, pelo contrário: faz questão de marcar presença. E o vocal voltando àquela porra de coisa mais rasgada que a gente tá acostumado. E aquele backing vocal que fica “Laralala” e tal é bizonho, mas ao mesmo tempo legal. E quando cê acha que terminou, a música te pega de calças arriadas. Só essas duas primeiras já são mais Heavy Metal que o Load inteiro, PORRA!

Devil’s Dance vem com uma bateria meio quieta, mas não se deixe enganar, pois a guitarra logo mostra à que veio. Depois, dá uma diminuida na velocidade, mas não perde peso. Tudo bem, não é tão foda quanto Fuel, mas mesmo assim, segura bem o nível do álbum. E o solo é daqueles que você ouve e pensa: “WTF?”

The Unforgiven II é uma seqüência ao single do Black Album. Mas eu reconheço essa mais facilmente que a primeira. Clássico das rádios no final da década de 90, quando eu era uma criança estúpida que não sabia o que era boa música, mas já gostava dessa porra. Pois é, mau gosto é uma coisa reversivel, olha que beleza. Quem sabe você não consegue salvar a sua irmã que ouve axé? Ou manda ela pra mim. (heh)

Better than You começa em silêncio. Seria isso um mau sinal? Nada, é só pra te deixar preocupado mesmo. Logo entra a guitarra com um riffzinho bonito e a bateria, sem força, mas sem moleza. Não chega a comprometer o álbum, mas eu dei uma distraida durante essa música. Se bem que vai ficando mais empolgante no final.

Slither chega meio estranha, nem parece música, mas uma conversa entre o vocal e os instrumentos. Mas isso logo termina e aquela batida que é bem Metallica já vem dar o ar de sua graça. É uma música lenta, mas nem por isso menos pesada, com o vocal variando de tom igual uma puta no cio e um solinho nervoso que deixa a música mais agradavel. É incrivel como tem música que começa morna e vai melhorando.

Carpe Diem Baby me deu a impressão de ser uma continuação da música anterior. Mas só até o vocal começar a desfiar os versos naquela calma, tão diferente dos berreiros do Metallica. A guitarra dá uma cambaleada aqui, deixando a bateria totalmente a vontade pra dominar, que é o que acontece. Mas mesmo assim, a música não engrena como deveria.

Bad Seed parece voltar à experimentação do Load, inicialmente. Mas logo os caras se tocam e tocam direito. Guitarra volta a dominar a cena. Ou melhor, volta a aparecer, já que a bateria não tem como ser abafada. A música pelo menos recupera a pegada que a outra perdeu, mas a empolgação pede mais que isso pra retornar.

Where the Wild Things Are traz uma guitarrinha tocando de leve, e o vocal sussurrando. Mas logo a bateria lembra todo mundo: “Ei, eu tou aqui!”. O problema é quando a música diminui a marcha, se tornando pegajosa. Não no sentido de grudar na sua mente, mas de ficar viscosa. Sorte que isso não dura muito. E o solo tarda mas não falha, afinal, não é o St. Anger que você está ouvindo.

Prince Charming vem com tudo na guitarra, fazendo você se mexer. Não chega a ser Thrash, mas é quase, manja? Rápido e sujo. É agora que cê pega o lança-chamas improvisado e derrete o Load. Até essa música mediana é melhor que aquela bosta. Essa joça dá vontade de bater cabeça! E eu não tava botando fé nela.

Low Man’s Lyric é clássica. Eu só não sabia que ela era ela. Puta música foda! A guitarra roçando de leve, a bateria que só marca o ritmo, uma coisa suave, mas que cê presta toda a atenção do mundo. Alguns mais frescos chegam a dizer que essa música aflora o lado fenfivel da pessoa. Se, depois de ouvir isso, você sentir vontade de “Dancing Queen” do ABBA, cuidado!

Attitude puxa de volta o espírito Metallica com suas batidas marcantes e os power riffs da guitarra. Só acho o vocal meio burocrático. Tá lá porque tá, não tem o mojo… A música seria muito melhor se fosse instrumental, o solo só cofirma essa minha idéia, mas já tá ae mesmo, então deixa assim.

Fixxxer fica com firula logo no começo, guitarras fazendo nhé nhé nhé, isso enche. Por isso que a batera já mói e fala: “Vamo parar de viadagem aqui?” Ai a música engrena. E vai ficando mais empolgante conforme vai indo. O porém é que vai perdendo força na metade. Mas só um pouquinho. Depois volta a tocar riffs maneiros. Mas a música já não tá com tudo aquilo.

Conclusão final: ReLoad foi meio que uma coletânea de clássicos não lançados mesmo com algumas músicas meia-boca no rolo. E tenho dito.

ReLoad – Metallica

Lançamento: 1997
Gênero musical: Heavy Metal
Faixas:
1. Fuel
2. The Memory Remains
3. Devil’s Dance
4. The Unforgiven II
5. Better than You
6. Slither
7. Carpe Diem Baby
8. Bad Seed
9. Where the Wild Things Are
10. Prince Charming
11. Low Man’s Lyric
12. Attitude
13. Fixxxer

Overdose Metallica: Load

Música quinta-feira, 11 de setembro de 2008 – 7 comentários

Esse foi o principio do fim pra boa parte dos xiitas fãs tr00 from hell do Metallica. Cinco anos depois do Black Album, os headbangers do mundo todo babavam e esperneavam por algo novo da banda. E, pra delírio dos fanaticos, o produtor ia ser o polêmico Bob Rock. O porém é: O disco foi lançado, e começou o mimimi…
Ah, eles se venderam…
O que não é mentira, tavam ganhando uma grana. O que aposto que foi a idéia desde o princípio. Ou alguém ae imagina os caras sonhando, no começo da carreira: “Ah, vou mudar o mundo, trazer a paz mundial com a minha música, e sem exigir nada em troca, nem mesmo uma groupie safada.” Até parece, se liga…
Isso não é Thrash!
Certo mais uma vez. Eles largaram de vez o Thrash e focaram no Heavy Metal. E sabe porque? Isso se chama evolução… do Metallica.
E chega de enrolação, vamos ao álbum em si:

Ain’t My Bitch começa com uma bateria melosa, meio sem vontade, como que pegando no tranco. A guitarra entra num riffzinho feladamãe de safado, sem velocidade, mas que te faz bater o pé. A voz malemolente do Hetfield cantando como quem tá ninando alguém, bem diferente dos berros do início de carreira… A música em si é uma grande gelatina: Não que não se sustente, mas não é lá grande coisa. Não é minha puta, mas é uma putaria…

2 x 4 já é um pouco mais acelerada, com a bateria pegando mais legal agora. A guitarra chega mais malemolente, com mais vontade, mas o vocal continua em ponto morto. E contagia o resto da banda, que vai derretendo durante a música. Se foder, se eu quisesse dormir desligava o som e ia pra cama. O que prometia mais empolgação chega a ser pior que a outra música.
E sabe o pior? A música desacelera MAIS AINDA… Retiro o que disse sobre ir pra cama, tá me dando sonzzZZZZZZ… Opa, um solinho bem mequetrefe, acordei! Ih, caraio, tem mais um pouco de canção de ninar, melhor ficar esperto…

The House Jack Built tem uma introdução [Ui!] mais metálica [Sacou?], mas de novo vem uma voz calma, que irrita. E o começo mostra que era só um começo, e a música em si é mais lenta que a anterior. Se é que isso é possível. Mas com a bateria burocrática e a guitarra insossa, somadas a já citada voz de “vou te pôr pra dormir”, você queria o que? Eu disse que o disco é Heavy Metal? Eu quis dizer Sleep Metal. Pelo menos até aqui.

Until It Sleeps começa parecendo que vai ser pior ainda, mas quando a guitarra entra com aquele riff mais elaborado, cê já pensa: “Epa, agora sim vai começar a brincadeira de verdade.” E a batera não desaponta. Pelo menos na parte empolgante da música, que tem dois tons: O mais leve, bonitinho e o pesado, feio. Podiam ter feito só pesado e feio, ia ficar muito melhor. Mas pelo menos a coisa melhorou. Não a ponto de um “AGORA VAI!”, mas melhorou… O sono foi embora.

King Nothing vem com a guitarra fazendo barulhinhos, e cê pensa: Que MERDA é essa? A bateria vem, fazendo mais barulhinhos, e agora você tem certeza: Essa música é uma bosta. Ai a guitarra toma forma e você descobre porque é um noob. Ou não, porque a música nem é tão boa assim… Não chega a dar vontade de pular a música, mas também não dá vontade de continuar ouvindo. Espero que não volte àquela seqüência de músicas de ninar.

Hero of the Day, pelo menos, salva. Não o álbum todo [A menos que você estivesse considerando quebra-lo], mas salva sua mente. A batida é leve, a guitarra não aparece tanto, o vocal tá suave, mas mesmo assim a música ficou boa. E o melhor é que ela não fica nessa lenga-lenga, do meio pra frente ela fica um pouco mais pesada. Um pouco, eu disse, não se empolgue. Você pode bater o pé no chão, mas não acho que vá querer balançar a cabeça.

Bleeding Me dá a impressão que vai se arrastar antes mesmo de começar. Porra, 8:19 de música! E pra aumentar o seu cagaço, fica uma viadagem desgraçada no começo. O vocal, quando começa, é inaudível! E da-lhe bateria manhosa e guitarra fresca. Quem güenta isso? Nas poucas aceleradas, quando parece que vai engrenar… Cuén, cuén, cuén. Quase, mas não foi. E quando parece que a música acabou… A guitarra se anima!
RRÁ! PEGADINHA DO MALLANDRO! Continuou a mesma josta por mais três minutos. Só o solo salva a música da minha vontade de completa obliteração da própria mesmo.

Cure, em compensação, vem com uma bateria mais maneira e a guitarra mais empolgada, sem contar o vocal grave, incrivelmente. Mas pelo menos essa tem pegada. Será que o álbum toma jeito, finalmente? Apesar de alguns trechos bem melequentos, a música até empolga. De leve.

Poor Twisted Me nem parece que começa, dá a impressão que as guitarras tão sendo afinadas. Até que começa a pegada de blues, o que é bem legal. Apesar de que você espera algo mais pesado, vindo do Metallica. Mas o começo do álbum já estripou essa idéia mesmo… Então, se você se levar pela idéia, a música até que é divertida.

Wasting My Hate parece que vai cagar de vez na sua cabeça, mas que bom que nem sempre o início se mantem. Finalmente uma música com cara de Metallica. Ou de um cover meio estranho. Acelerada, mas nem tanto. Com batida, mas sem violêcia. Mas, até agora, a melhor do álbum. O que não é grande coisa, também…

Mama Said vem com um dedilhado maroto. E o vocal soturno pula na sua frente como um mendigo que te pede um real. Ou, no caso, sua atenção. Mas o mendigo de repente toma forma, fica encorpado, enche sua mente. E depois murcha novamente, tal qual um balão. E assim vai, a música toda: Se expande, se impoe; pra logo em seguida se esconder e mal ser notada. Isso sim é uma baladinha: Não é um cocô completo, até dá vontade de ouvir. Se bem que isso pode ser só reflexo da bosticidade das anteriores… Ou então é por ser uma canção sobre mães. Aquela do Ozzy também me afeta.

Thorn Within vem com uma guitarra pesada, o que até dá esperanças pra você. A bateria, só marcando a batida, te deixa esperando. Mas ai vem o vocal, pra variar, e broxa todo mundo, principalmente você. A música era promissora, e desmancha feito um castelo de areia. Fazer o que… Calma, calma, não taque fogo no seu cd ainda, tá acabando. E no fim ela melhora um teco, viu como valeu a pena não pegar a marreta?

Ronnie já cai matando com um riff foda. E finalmente uma música cumpre o que o início promete. Porra, retiro o que disse, ESSA é a melhor do álbum. O vocal convence, a guitarra toca de maneira que empolga, e a bateria se faz presente.

The Outlaw Torn fecha o álbum mais longo dos caras [78:59] com uma música quilométrica: 9:47. E que era pra ter 10:48! Mas isso ia zoar o cd mais ainda e tal.
Parece que começa bem, mas, pra variar, as esperanças caem por terra com um negócio totalmente estarrecedor. Vocal que parece com dor de barriga [E das ruins], guitarra sumida, bateria tão densa quanto um papel crepom. E tudo isso se arrastando por tanto tempo te faz ter idéias homicidas. Direcione isso corretamente: Mate os caras maus. Tipo aquele filho da puta que toca Créu no carro no último volume no meio de um engarrafamento, onde as chances de uma gostosa começar a dançar são próximas à zero. E olha só, enquanto eu divagava aqui, a música ganhou algum conteúdo, ou peso, ou chame como quiser, mas melhorou. E é só falar que ela murcha de novo, se foder. Cês me zicam demais.

Por fim, duas considerações: A capa se chama “Semen and Blood Ill”, e foi criada pelo fotógrafo Andres Serrano. E é basicamente isso mesmo que você leu: Esperma e sangue. No caso, esperma do próprio cara, e sangue bovino. Tudo isso no recheio de duas placas de acrílico.

E o que Lars disse do Load: “Esse álbum e o que nós fizemos com ele – isso, pra mim, é o que o Metallica é capaz: explorar coisas diferentes. No minuto em que você parar de explorar, então apenas se sente e morra, caralho.”

E sabe o que acabou se tornando essa exploração? St. Anger… Mas isso é pra uma outra resenha, mesmo.

Load – Metallica

Lançamento: 1996
Gênero musical: Heavy Metal
Faixas:
1. Ain’t My Bitch
2. 2 × 4
3. The House Jack Built
4. Until It Sleeps
5. King Nothing
6. Hero of the Day
7. Bleeding Me
8. Cure
9. Poor Twisted Me
10. Wasting My Hate
11. Mama Said
12. Thorn Within
13. Ronnie
14. The Outlaw Torn

Overdose Metallica: The Black Album

Música quarta-feira, 10 de setembro de 2008 – 7 comentários

Eis aí um album polêmico. Polêmico para os fãs, quero dizer. As crítica nas revistas sobre o The Black Album sempre foram muito boas, mas temos uma legião de fãs frustrados que alegam traição do movimento uma mudança ruim no estilo musical do Metallica.
Algumas opiniões sobre que já vi por aí:
– É bom, mas não é Metallica.
– Metallica acabou depois do The Black Album.
– É um dos melhores albuns da banda.
– LIXO, acabou com a carreira dos caras.
– Inaugurou um novo gênero musical: o thrash progressivo.
– Uma música pior que a outra. Cadê a velocidade e a destruição?
– Uma pérola dos anos 90.

Como sou eu que tô escrevendo essa bagaça, é a minha opinião que vai prevalecer: os outros albuns que me perdoem, mas The Black Album é meu favorito. Que reclamem os fãs do Metallica mais cru, eu creio que as mudanças de velocidade, complexidade e estilo que ocorreram do …And Justice For All pro Black foram as melhores possíveis.
De vez em quando os números falam por si (mas só de vez em quando), então vamos a eles: mais de 22 milhões de cópias vendidas no mundo todo, sendo 15 milhões de cópias vendidas só nos EUA. Ok, 22 milhões pro mundo todo perto dos… sei lá, 100 milhões de Thriller do Michael Jackson, não chega a ser tanto assim, mas estamos falando de metal, um gênero que não é normalmente muito popular. Por isso que o Michael é pop é Metallica é “trash”, apesar de que normalmente o pop é bem trash e, let’s face it, Metallica é pop. Logo, se Metallica é pop, também é trash e… oh, merda. Onde eu estava mesmo?

Ao contrário do Master Of Puppets, que não teve nenhum clipe lançado, foram lançados 5 clipes do Black: “Enter Sandman”, “Nothing Else Matters”, “Sad but True”, “Wherever I May Roam” e “The Unforgiven” (fonte: Wikipedia, sempre), dando cada vez mais popularidade à banda. Acho que eles empolgaram depois que os holofotes os viram, após o lançamento do clipe de “One” (do album …And Justice For All),
O fato é que o Metallica de Load (1996), ReLoad (1997), St. Anger (2003) e Death Magnetic (2008) não é o mesmo de Kill ‘Em All (1983), Ride the Lightning (1984), Master of Puppets (1986) e …And Justice for All (1988), e The Black Album, lançado em 1991, fica ali, dividindo as águas entre o old school e o new school. Se isso é bom ou ruim, well… vai do gosto do freguês. Como eu já mencionei, gosto de Metallica até o ReLoad. Metal comercial, mas de qualidade. Não vamos excomungar ninguém por querer um pouquinho de fama, certo?

No meu gosto, meus ouvidos são deliciosamente agraciados quando aperto o “play” prá ouvir The Black Album. “Enter Sandman” possui riffs viciantes e deliciosos, é agressiva e pesada, apesar de não tão explosiva quanto Metallica costumava ser. Ainda assim, apareceu em muito top 10 por aí. É o apelo comercial, fazer o quê… não deixa de ser uma música muito boa.
A letra fala sobre pesadelos e todos suas co-relações sinistras: escuridão, monstros, o medo de dormir e do escuro por causa desses pesadelos. Sinistro, né? Mais sinistro ainda com aquela oração no meio da música, encabeçada por um padre (?) e repetida por um garotinho. Muito foda, cara.

“Sad But True” tem uma das introduções mais violentas de todos os tempos. Aliás, essa música é um espetáculo à parte: batida arrastada mas pesada, bateria marcada e riffs que causam trancos involuntários no pescoço. Muito, mas muito bem bolada essa música, apesar de ter uma batida completamente diferente dos albuns anteriores, contrapondo-se com “Hollier Than Thou” que é mais rápida e explosiva, e cujo baixo é uma das coisas mais fodas que já ouvi.
“The Unforgiven” é quase uma balada (deixei esse título prá, obviamente, “Nothing Else Matters”), mas QUASE MESMO. Ouvir essa música não estoura seus tímpanos nem esmigalha seus miolos, e não vou negar que o solo de guitarra ficou parecendo gelatina diet, de tão sem graça. Ainda assim, a melodia é boa e a música foi -e ainda é- bastante popular… me lembro de ligar na rádio prá pedir essa música, quando era mais novinha, até.
Os vocais, misturam um violento e rasgado “New blood joins this earth / And quickly he’s subdued” com um suave, afinado e concentrado “What I’ve felt, what I’ve known / Never shined through in what I’ve shown”, e o mesmo se aplica a todo o andamento da música, que mistura agressividade e refinação: na estrofe, violenta. No refrão, uns dedilhados leves de guitarra. Bonita, mas um bocadinho frufru.

“Wherever I May Roam” começa com a porra de uma cítara. Uma cítara, véio.

YEAH, METAL _;;/

Mas é só prá causar aquela sensação de “RÁ! Aposto que você achou que a música ia ser uma merda esquisitona! TE-PE-GUE-EI! Olha como ela é brava, pesada e deliciosa!”
Eu gosto muito da letra, que expõe uma liberdade meio subversiva e rebelde, algo tipo “nômade, vagabundo, me chame do que quiser. Mas eu faço o que quero e falo o que quero na hora que quero… seu babaca de merda… vem cá pr’eu chutar essa sua bunda ridícula, vem”
E acabei de descobrir que essa música é citada em Warcraft 3:
Bandit: Roamer, wanderer, nomad, vagabond… call me what you will.
Beastmaster: Where I lay my head is home. See that rock? That’s my pillow.

MASSA, eu nem sabia disso.

“Don’t Tread on Me” era o lema dos colonos durante a Independência dos EUA (acho que era isso), e nota-se um satírico tom militar logo nos primeiros riffs da música. A harmonia toda da música -vocais meio secos, bateria marchada- tem um quê de marcha militar. É uma boa música com um bom teor de destruição. E a destruição segue com “Through The Never”, que é mais explosiva. Apesar do próprio James Hetfield ter admitido não gostar tanto assim dessa música, vamos pensar que prá calmaria comercial que é The Black Album, “Through The Never” é uma surpresa boa, muito bem localizada antes da droga da balada que é “Nothing Else Matters”. Falando em números, ficou em 11° lugar no Mainstream Rock Tracks Charts de 1992. Mãããs, falando em cabeças rolando e pescoços se deslocando, deixa muito a desejar. Confesso que eu tolero “Nothing Else Matters” no Black só por causa do valor sentimental que esse album tem prá mim, mas se eu tivesse o poder, discretamente varreria essa baladinha causadora de impotência sexual prá debaixo do tapete. Mas aê, o povo gostou, né…

Depois de uma leve monotonia causada pelo monte de “never cared for what they” blablabla, começam os riffs e a batida DELICIOSA de “Of Wolf And Man”, uma d’As Músicas do Black (juntamente com “Sad But True”, “Hollier Than Thou” e “Don’t Tread on Me”, o quarteto malvado do album). Arrisco a dizer que essa é a minha favorita do album todo, que fala sobre… ser lobisomem? Sei lá. SO SEEK THE WOLF IN THYSEEEEELF!!

Após a obra-prima que é “Of Wolf and Man”, vem o melodioso baixo da introdução de “The God That Failed”. Dizem que Hetfield escreveu essa música baseado em sua mãe, que morreu de câncer por recusar tratamento médico, crendo solenemente que Deus ia curá-la magicamente, assim como cura todos os crentes do mundo que possuem câncer, distribuindo milagres a torto e a direito. Mas que puta véia estúpida, viu… A música fala sobre a superficialidade da fé cega num geral, incluindo aí as promessas quebradas pelo nosso suposto salvador. Lenta, pesada, descrente e uma guitarra empolgante, não tinha como ser ruim.

“My Friend Of Misery” também não é tão destrutiva, mas continua PESO. Aliás, como já notaram, poucas músicas do The Black Album são alucinantes, frenéticas e esmagadoras, mas quase todas são PESO. Ainda assim, sabe aquele último solo da música, que ocupa o último minuto? Então, ducaraio. Outro solinho de encerramento que faz a música inteira valer a pena. E, finalizando o album, que venham os tambores de marcha de “The Struggle Within”! Uma ótima porrada na cabeça, só prá você não desligar o CD achando que Metallica virou banda de fruta por causa do “Nothing Else Matters” enfiado ali no meio.

No geral? É um dos albuns que mais agradou a galera -incluo-me nessa- apesar de ter gerado uma certa polêmica entre os fãs. São hits inegáveis e músicas BOAS que se distanciam do Metallica dos anos 80, mas que não significa que sejam músicas ruins. Diferente, mas bom, muito bom.
Acho que fez sucesso porque havia um apelo comercial por terem abrandado a pancadaria, mas o estilo da banda ainda era bem marcante e destacado. Uma pena que o sucesso ofuscou e o estilo foi solenemente ignorado prá dar ênfase apenas ao lado comercial da coisa. Fazer o quê? É até compreensível.
Mas atenhamo-nos às coisas boas! Com apelo comercial ou não, The Black Album é uma pérola dos anos 90 (eu coloquei essa opinião lá em cima, né? Pois é, é minha).

The Black Album – Metallica

Lançamento: 1991
Gênero musical: Thrash/heavy metal
Faixas:
1. Enter Sandman
2. Sad But True
3. Holier Than Thou
4. The Unforgiven
5. Wherever I May Roam
6. Don’t Tread on Me
7. Through the Never
8. Nothing Else Matters
9. Of Wolf and Man
10. The God That Failed
11. My Friend of Misery
12. The Struggle Within

Bônus:
Edição asiática:
1. So What?

Confira o hotsite do Overdose Metallica!

Música quarta-feira, 10 de setembro de 2008 – 0 comentários

Nem demorou dessa vez, véi. Basta clicar nessa imagem aí no topo pra colar lá no hotsite do Metallica, que tá bem legal. Se você não gostar, também era esperado. Você tem mau gosto, afinal.

Daqui a pouco tem mais textos, e acho que toda noite eu vou atualizando a bagaça. CORRE PRA LÁ!

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Overdose Metallica: Top 10 – As melhores da banda

New Emo quarta-feira, 10 de setembro de 2008 – 37 comentários

Eis que temos mais um Overdose, o Overdose Metallica. Eis que tenho mais uma missão difícil: Fazer um top 10 com as melhores músicas da banda.

Tudo se torna incrivelmente difícil quando a banda muda bastante de álbum pra álbum, que é o caso do Metallica. Meu top 10 será respeitável pra uns, polêmico pra outros e quase na medida pro resto, mas é pra isso que as listas servem: Pra vocês discordarem.

Qual foi meu critério? Sei lá, é um lance de espírito, de cada um. Excluí da lista o último álbum dos caras, Death Magnetic, que ainda não foi lançado. Bóra, então.

10 – Enter Sandman (Black Album)

Um som do Black Album não pode faltar na lista, é claro. Enter Sandman é um dos sons mais geniais do álbum, senão o mais genial. Qualidade musical ótima, peso na medida. Porra, esse som é um hino. E abre o nosso top 10.

9 – Holier Than Thou (Black Album)

Empolgante que só, mais um som do Black Album na lista. Não tem pra ninguém, essa sonzeira é uma obra prima, devia ser o som padrão do despertador de todo mundo. Sério, acordar com essa porrada é gratificante.

8 – Fight Fire With Fire (Ride The Lightning)

Thrash Metal é uma das melhores coisas do mundo, e esse som é uma das várias provas de que eu estou certo. Sério, quando ele REALMENTE começa, é como se ele estivesse te chamando pra porrada. E aqui você não arrega, cai pra cima… e apanha feio. EMPOLGANTE, véi.

7 – Damage, Inc (Master of Puppets)

Falando em Thrash Metal, da-lhe PEDRADA! Essa sonzeira é incrivelmente empolgante, impossível ficar de fora de um top 10. E obviamente não ia ficar fora deste. Enfim, mais uma prova de que o mundo seria melhor se o Metallica não tivesse “inovado”. Fiquem com um vídeo com direito a Yu-Yu Hakusho e DBZ (GAH!):

6 – Welcome Home (Sanatarium) (Master of Puppets)

Aqui o peso fica em segundo plano, a letra tem seu devido destaque. Devido E merecido. Em um ritmo que é PURA VIAGEM, Sanatarium te carrega fácil ao êxtase, principalmente na transição de “levesa” ao peso. Fantástico.

5 – Ride The Lightning (Ride The Lightning)

Aqui o peso está mais presente, e a viagem pode ser ainda mais alucinante pela pegada extremamente oldschool. Ou pela pegada Metallica? Véis, Metallica não é só oldschool, parem de encher o saco. E essa sonzeira não precisa de uma descrição maior ou convincente pra estar aqui. Apenas ouçam:

4 – Seek & Destroy (Kill ‘Em All)

Clássico. Precisa de mais? Talvez este som seja o maior hino da banda ENQUANTO thrash metal, mas o que vale mesmo à pena é que o som é um dos maiores hinos da banda. Foi difícil colocar um som desses fora do top 3, inclusive. Foi difícil deixar de fora da primeira posição, pra falar a verdade. Bom, o que está por vir então PROMETE.

3 – Battery (Master of Puppets)

Sério, a palavra “empolgante” já é desnecessária nessa altura do campeonato. Battery é, definitivamente, uma bateria pros seus nervos. Uma bateria pra QUALQUER coisa, deviam tocar este som para pacientes em coma ao invés de apenas mantê-los vivos. Noobs.

2 – Master of Puppets (Master of Puppets)

Nesse momento eu estou com uma blusa do Metallica, do álbum Ride The Lightning. E daí? Porra, ao ouvir Master of Puppets, você começa a sentir seu organismo VIVENDO Metallica. É incrível, é como se você fizesse parte da música, é como se você fosse o quinto integrante da banda. Ou até mais que isso, porra, é como se você fosse a música. E, véi, se você for essa música, você é a gordinha mais comestível da galáxia. Entre em contato.

1 – One

Já tava mais do que óbvio de que esse seria O SOM. Aqui temos tudo junto: Qualidade, peso, empolgação, criatividade E obra prima. Sério, tá absurdamente longe de nascer um som melhor que One, e olha que ele faz parte de um álbum que nem é tão bom quanto os anteriores. Enfim, nada mais merecido, nada mais espetacular.

E é aqui que vocês discordam:

Overdose Metallica: …and Justice for All

Música terça-feira, 09 de setembro de 2008 – 6 comentários

1988, um ano depois da trágica morte de Cliff Burton. O Metallica retoma as suas atividades e lança mais um disco, com o novato Jason Newsted no baixo. Aqui começam algumas mudanças no som dos caras, mas nada que comprometa a qualidade da música. A agressividade presente nos álbuns anteriores ainda existe, claro, mas não é difícil perceber um ar um pouco melancólico em algumas das músicas. Existe também uma ênfase maior em críticas sociais e políticas, começando pela capa: a própria Justiça sendo derrubada por cordas e o nome em grafite no canto.

Claro, existe o lado ruim das mudanças. O baixo de Newsted, por exemplo, é praticamente inexistente, não sendo identificável por uma série de motivos, como o fato do baixo simplesmente seguir a guitarra de Hetfield na maioria das músicas e a ausência do baixista nas sessões de mixagem do disco. Tudo isso porque o cara era o novato da banda, claro. Estagiário não sofre só no AoE.

O disco é iniciado como um turbilhão que se aproxima, com as guitarras no começo de Blackened mostrando que vem algo VIOLENTO por aí. E vem. O riff de começo da música entra descendo o sarrafo em tudo. Blackened é thrash puro, e com um refrão que gruda pra caralho na cabeça. É o tipo de música feita pra bater a cabeça. De preferência na cara dos outros.

A música-título do álbum começa com um riff quase introspectivo, bem melódico e calmo, até que certas pontadas de agressividade mostram o sarcasmo dessa introdução. É quase como ver uma daquelas músicas militares sobre glória se transformar numa explosão de fúria rebelde. Aí entra a música de verdade. E daí pra frente é só pauleira. ORRÔ!

Eye of the Beholder continua infestada de riffs agressores empolgantes pra cacete e mais crítica social numa letra bem direta.

Depois temos um dos grandes clássicos dos caras, que acabou virando o primeiro clipe da banda: One é uma música absurdamente forte. A letra tem peso pra cacete, os riffs – desde os primeiros, mais lentos e tristes, até a metralhadora de riffs destruidores no final – são completamente BRUTAIS e a entrada do último solo é de empolgar qualquer um. Essa porra merece até o vídeo aqui. Se foder.

Passada a moeção, temos… mais MOEÇÃO! The Shortest Straw é grosseira pra cacete, lembrando, em alguns pontos, Megadeth, e em outros algumas músicas que os caras vão criar mais à frente, pro álbum Metallica – ou Black Album, como é mais conhecido.

O mesmo vale pra Harvester of Sorrow. A pancadaria aqui continua intensa, mas já não é mais o racha-crânio típico do Ride the Lightning, por exemplo. O andamento aqui é um pouco mais lento, mas o peso não se perde. A não ser, é claro, pelo pequeno problema do “baixo inexistente”.

The Frayed Ends of Sanity merecia um baixo empolgante pra cacete. Merecia mesmo. O que existe pra se falar da música, de qualquer jeito, já foi dito do resto do CD. Peso, agressividade e riffs empolgantes. Se parece com Through the Never, do black album, em algumas partes. Música legal pra cacete, de qualquer jeito.

A nona faixa traz um último suspiro de Cliff no Metallica. Tudo o que existe em To Live Is to Die vem do ex-baixista da banda, desde os riffs que o cara tinha criado e nunca tinham sido usados até as “letras”, recitadas por Hetfield no final. Esses riffs podiam ter salvo o Metallica num St. Anger da vida, aliás. De qualquer jeito, a homenagem ao cara é muito justa. Cliff ‘em All!

Dyers Eve fecha o álbum PANCANDO tudo. Se você não rachou alguma cabeça com a empolgação até o final da música (a sua própria conta), desista: o thrash metal não é pra você.

Resenhar um dos discos antigos dos malucos é o tipo de coisa que me faz lembrar por que eu ainda dei o benefício da dúvida pro Metallica depois do St. Anger. E fiz bem, aliás. Thrash ‘till death, seus fodidos de merda!

…and Justice for All – Metallica

Lançamento: 1988
Gênero musical: Thrash Metal
Faixas:
1. Blackened
2. …and Justice For All
3. Eye of the Beholder
4. One
5. The Shortest Straw
6. Harvester of Sorrow
7. The Frayed Ends of Sanity
8. To Live Is to Die
9. Dyers Eve

Bônus:
Versão Japonesa:
1. The Prince (cover de Diamond Head)

Amazon MP3:
1. One (ao vivo)
2. …and Justice for All (ao vivo)

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