“Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo”

Livros terça-feira, 22 de junho de 2010 – 0 comentários

O primeiro autor da “última flor do Lácio, inculta e bela” a ganhar um prêmio Nobel de literatura faleceu recentemente. Sim, estou falando do José Saramago.

A mídia já fez uma clara e aberta declaração de que o maior medo do autor lusitano era a morte, e em suas obras é isso que fica demonstrado (Ao menos nas que eu li), pois ele sempre procura demonstrar que a vida é curta e que enquanto nos preocupamos com as coisas que nos cercam como trabalho, estudos, contas e outras coisas esquecemos de fazer aquilo deveríamos fazer acima de tudo: Viver. continue lendo »

Os maiores erros nas adaptações

Primeira Fila sexta-feira, 22 de Maio de 2009 – 12 comentários

Na última sexta estreou a versão para cinema do livro Anjos e Demônios e no domingo antes disso peguei de volta a amostra ilustrada que tinha emprestado pra uma amiga. Sabia que seria mais benéfico a minha saúde mental se eu fosse ver o filme sem lembrar direito do original, mas… eu nunca fui famosa por ser sensata. Ou já? Sabe como é geminiano. Como não podia ser diferente, achei o filme uma merda. Ok, exagero. Eu achei até legalzinho. Provavelmente porque vesti o melhor do meu bom humor e lembrei de três pessoas que leram o livro e gostaram do filme, entre elas o editor-chefe dessa bagaça. Afinal, se TRÊS pessoas gostaram não podia ser tão ruim assim. continue lendo »

Destaques da Semana em DVD – 05 à 09/01

Cinema sexta-feira, 09 de Janeiro de 2009 – 0 comentários

duasfacesAs Duas Faces da Lei: Jon Avnet conseguiu um feito incrível, desperdiçar dois dos maiores talentos do cinema atual (Robert DeNiro e Al Pacino) num filme banal, que consegue ser mais fraco que as séries policiais atuais. Mesmo assim, deixando a trama de lado, são imperdíveis as cenas compartilhadas por estes atores. Na trama, após 30 anos como parceiros no Departamento de Polícia de Nova York, os condecorados detetives David Fisk e Thomas Cowan deveriam estar aposentados, mas não estão. continue lendo »

A Cegueira nos Cinemas

Primeira Fila sexta-feira, 24 de outubro de 2008 – 3 comentários

Olha o público brasileiro que frequenta as salas de cinema do nosso circuito exibidor tão dando um trabalho para as distribuidoras nacionais, fica cada vez mais difícil prever o sucesso de um filme nos cinemas. Explico melhor, como um filme de público restrito, dramático e, considerado difícil por 10 entre 10 críticos, resiste no Top 10 Brasil há mais de um mês? Seu nome Ensaio sobre a Cegueira.

Mesmo, ainda, não tendo visto o filme (que pelo andar da carruagem não ocorrerá na telona, mas sim em dvd, infelizmente), sabe-se que Ensaio Sobre a Cegueira é um filme denso, lento, pesado, logo, não é um filme para todas as platéias. No entanto, já levou aos cinemas mais de 650 mil espectadores, no momento, somente outros dois filmes no Top 10 ja arrastaram um público um pouco maior ao cinemas (lembrando que esta época é considerada de “entressafra” no circuito exibidor, pós Blockbusters e pré concorrentes ao Oscar): Mamma Mia e Super-Heróis – A Liga da Injustiça.

RANKING
(semanas em Cartaz) /Título /Público (Semana) / Público (Total)
1 (-) Amigos, Amigos, Mulheres à Parte – 112,824 (112,824)
2 (1) As Duas Faces da Lei – 91,738 (334,499)
3 (2) Super-heróis – A Liga da Injustiça – 86,726 (681,478)
4 (3) Os Mosconautas no Mundo da Lua – 71,885 (324,384)
5 (-) Espelhos do Medo – 52,936 (52,936)
6 (-) Corrida Mortal – 40,243 (40,243)
7 (5) Ensaio Sobre a Cegueira – 38,285 ( 654,606)
8 (6) A Guerra dos Rocha – 33,529 (125,279)
9 (4) Noites de Tormenta – 30,335 (270,230)
10 (7) Mamma Mia! – O Filme – 24,456 (672,181)

Obs.: Notem a diversidade temática entre os 10 filmes, ou o público brasileiro anda com um gosto extremamente eclético ou estamos presenciando um FENÔMENO com o público conferindo o trabalho de Fernando Meirelles na adaptação da obra literária de José Saramago.

Confesso que estes MILAGRES cinematográficos que vez por outra ocorrem no nosso circuito exibidor me enchem de esperança de que bobagens americanóides (principalmente, porque dominam nossas salas) fiquem mais restrita ao público de dvd (para quem quiser assistí-las, por sua conta e risco!) e assim, abrindo espaço para filmes mais conceituais ou mesmo de filmografias de outros países, deixando claro que sou defensor de filmes BONS, não de filmes medíocres, chatos, egocêntricos, sem graça, pseudointelectuais e, simplesmente, ruins.

Patrulha Politicamente Correta

Primeira Fila sexta-feira, 03 de outubro de 2008 – 7 comentários

Se tem uma coisa (de várias) que o mundo globalizado padronizou, infelizmente, foi a geração do POLITICAMENTE CORRETO, isto é, nada deve ser dito ou mostrado que possa ofender algum indivíduo de nossa sociedade, principalmente, as minorias.

Digo isto porque nesta semana saiu uma notícia na imprensa divulgando que a Federação Nacional de Cegos, nos Eua, pretende organizar um protesto contra o filme Ensaio Sobre a Cegueira na sexta-feira (3/10), quando o longa será lançado nos Estados Unidos. Marc Maurer, que é cego, afirmou que o cenário apresentado no filme retrata cegos como monstros. A cegueira não transforma pessoas decentes em monstros, diz o presidente da Federação.

Continuando a nota, segundo a Federação, o longa reforça estereótipos incorretos. Nós enfrentamos uma taxa de 70% de desemprego e outros problemas sociais porque as pessoas não acham que a gente possa fazer nada. E esse filme não ajuda em nada, conta Christopher Danielsen, porta-voz da entidade.

Deixando de lado um pouco a discussão, para quem não sabe (ou como eu ainda não pode assistir ao filme, thanks cinemas da minha cidade!) Ensaio sobre a Cegueira, é um longa baseado num livro homônimo escrito por José Saramago, dirigido pelo cineasta Fernando Meirelles, que conta com Julianne Moore (Hannibal), Mark Ruffalo (Zodíaco) e a brasileira Alice Braga (Cinturão Vermelho) no elenco. Uma inexplicável epidemia chamada de “cegueira branca” (já que as pessoas atingidas apenas passam a ver uma superfície leitosa) surge inicialmente em um homem no trânsito e, pouco a pouco, se espalha pelo país. À medida que os afetados são colocados em quarentena e os serviços oferecidos pelo estado começam a falhar, as pessoas passam a lutar por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. Nesta situação a única pessoa que ainda consegue enxergar é a mulher de um médico (Julianne), que juntamente com um grupo de internos tenta encontrar a humanidade perdida.

Da parte que me interessa, não me importo como cada um encara uma piada grosseira ou preconceituosa, no entanto, quando estou assistindo uma série ou um filme, O-B-V-I-A-M-E-N-T-E, sei que o que está sendo exibido é uma FICÇÃO, logo, não é real, e mesmo que fosse é um reflexo da visão do diretor e/ou roteirista, portanto a visão de uma pessoa específica, não de um grupo de pessoas e, muito menos, a minha.

Agora, imaginem indagar um livro conhecido mundialmente, escrito há mais de 10 anos por um senhor de idade, que vê na cegueira uma metáfora, repito, metáfora (isto mesmo, aquela figura de linguagem das aulas de português), sobre a condição humana para criar sua história, não sobre o indivíduo cego. São estas cachaças que me indignam e irritam tanto no público em geral e, principalmente, no americano. Sei que aqui no Brasil vez por outra isto acontece, mas nos Eua – outrora, a Terra da Liberdade – isto ocorre constantemente. Parece que estamos em plena Caça às Bruxas, quem pensa ou representa o diferente é jogado na fogueira!

Uma pena eles não fazerem a mesma campanha contra as comédias idiotas de Roy Schneider, Adam Sandler & cia (que, normalmente, rendem milhões em bilheterias), que somente utilizam estereótipos de gay, nerds, judeus, evangélicos, loiras burras, em seus fiapos de tramas, com a desculpa de fazerem humor.

Obs: Para quem, como eu, acha tudo isto uma bobagem sem tamanho, veja (se você ainda não viu) que emocionante a reação do escritor Jose Saramago, com Meirelles ao seu lado, ao término da exibição especial para o escritor de sua obra na telona.

Alguns cegos dos EUA não gostaram nada de Ensaio Sobre a Cegueira, e…

Cinema quinta-feira, 02 de outubro de 2008 – 12 comentários

Eu não preciso dizer muito. Leia AQUI a nossa resenha desse filme aparentemente espetacular (eu ainda não vi). Após isso, se liga em mais um protesto imbecil:

Cegos confinados num hospital psiquiátrico, atacando uns aos outros, trocando comida por sexo. Para alguns cegos norte-americanos, o cenário mostrado no filme Ensaio Sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles, é ofensivo para a classe. “O filme mostra os cegos como monstros e isso é uma mentira”, disse Marc Maurer, presidente na Federação Nacional dos Cegos dos Estados Unidos (NFB). A organização planeja um protesto na frente dos 75 cinemas onde o filme vai estrear na sexta-feira, 3, nos Estados Unidos. Eles carregarão slogans dizendo “eu não sou um ator, mas um cego na vida real”. (…)

Peraí, eu disse imbecil? PORRA, isso é um PUTA protesto sensacional. Ao invés de simplesmente fazerem uma greve de comida, o povo simplesmente trocou comida por SEXO!

De resto, é tudo imbecil mesmo, cê pode ler clicando no link acima. Mas isso devia virar moda.

QUÊ? Estão comendo MAIS CARNE? Eu, como vegan ASSÍDUO, declaro GREVE! Vamos CORTAR O NABO e FAZER SEXO até pararem de comer carne! VAMOS SALVAR O MUNDO!

Tá, foi um exemplo infeliz. Todo mundo sabe que vegan não gosta de contato carnal.

Ensaio Sobre A Cegueira (Blindness)

Cinema quinta-feira, 11 de setembro de 2008 – 12 comentários

 A esposa de um médico é a única pessoa capaz de enxergar numa cidade onde todas as pessoas são misteriosamente tomadas por uma repentina cegueira. O fato acaba criando o caos e a desordem entre a população.

Com uma sinopse dessas, e baseado num livro de um ganhador do Nobel, cê tem que admitir que suas expectativas iriam a mil. E o filme não decepciona. Ensaio Sobre A Cegueira é o tipo de filme que vai te fazer ver o mundo de outra forma. E eu não tou fazendo um trocadilho.
Nas palavras do próprio autor:

“Acho que não ficamos cegos. Acho que sempre fomos cegos.
Cegos apesar de conseguirmos ver.
Pessoas que conseguem ver, mas não enxergar.”
José Saramago, Ensaio Sobre a Cegueira

E sabe o melhor? Quando viu sua obra na telona, o véio Saramago chorou, cara, de tão perfeito que é o filme. [Apesar de eu não ter lido o livro. Ainda.]
É difícil focar só no filme, já que o filme em si não tem foco. Os efeitos visuais são feitos como se o cara que tá filmando tivesse ficado cego junto com todo mundo. Tem cenas que estão com um enquadramento bem torto, mal focadas. Boa parte dos cortes é feito com telas brancas, e não pretas, como de costume. Você é ofuscado no meio do filme. E há uma ênfase nos sons, já que, fora a visão, esse é o único sentido que pode ser manipulado no cinema. As conversas paralelas não são cortadas, você tem que saber filtrar o que quer. É uma experiência chocante, até difícil de digerir, por suavemente criticar à sociedade em que vivemos, onde o visual conta mais que o conteúdo. Ou pelo menos foi o que eu notei, porque o próprio Meirelles falou que cada um tem a sua interpretação do filme.

 Tão reconhecendo o Minhocão?

Vamos ao enredo do filme, então: Tudo começa com o primeiro homem a ficar cego. [E os personagens não tem nome, inicialmente isso causa um certo estranhamento, mas depois você se acostuma.] Ele perde a visão do nada, num farol. Então, um homem se dispoe a ajudar. O pôe de vonta no carro, e leva até em casa. Lá, ele tem uma briga com a mulher, talvez pelo absurdo da situação: “Oras, onde já se viu, ficar cego do nada? Cê tá é enrolando, palhaço.” Tá, não é isso, mas quase. Eis que então ela marca uma hora no oftalmologista pra ele, emergencialmente. E assim vai se desenrolando a história, com as contaminações sendo feitas em cascata: cada novo doente contamina um grupo ao seu redor. O oftalmo não descobre o que é, obviamente, e o manda de volta pra casa. Não sem antes ser contaminado. Ele só não sabia que a contaminação levava algumas horas pra “fazer efeito”. E assim vai, pessoas ficando cegas só por chegar perto de quem está contaminado.

 Loira chama menos atenção num filme tão claro.

E no meio disso tudo, a mulher do oftalmologista se descobre imune. Só que, como estava tentando conter o avanço da doença, o governo resolve enfiar todos os doentes detectados em locais reservados para quarentena, que mais parecem campos de concentração. E os cegos são jogados lá, à própria sorte. A grande vantagem é que, pra não ficar longe do marido oftalmologista, a mulher se diz cega, mesmo não sendo, e vai junto com ele. Ela acaba se tornando a grande líder, por que já dizia o ditado: “Em terra de cego, quem tem olho é rei”. O problema é que ela tem que fingir ser cega, senão iam tira-la do lugar e fazer milhões de experiências pra tentar achar uma cura. Isso se os cientistas também não ficassem cegos… O problema é que vai chegando mais e mais gente, afinal a doença demora a se manifestar, e contamina nesse meio tempo. E com isso aquele lugar vai virando o inferno lotando. Não tanto quanto uma penitenciária brasileira, mas lota.

 Não é exatamente o trem da alegria.

Até que um novo rei é coroado: O Rei da Ala 3! Ele se auto-proclama rei, e ai começa a putaria. Por que ele não tá necessariamente errado. Quer dizer, isso vai da cabeça de cada um. Mas ele só fez o que achava certo pra sobreviver. Ou, no caso, lucrar. Capitalismo é isso ae! E a empolgação com o filme é grande, mas acho melhor parar por aqui, senão vou acabar revelando algo que não devia pra quem não leu o livro. Tem muita coisa pra falar, sério. Podia falar sobre a relação inesperada que o garotinho cria com a mulher de óculos escuros, ou sobre os conflitos que o oftalmologista enfrenta, dentro de si e com os outros internos no confinamento, mas esses detalhes são o tipo de coisa que não tem tanta graça ler sobre. Então, vão ver o filme, seus motherfuckers, que cês não vão se arrepender!

Ensaio Sobre A Cegueira

Blindness (118 minutos – Drama)
Lançamento: Canadá, Brasil, Japão, 2008
Direção: Fernando Meirelles
Roteiro: José Saramago (Livro), Don McKellar (Adaptação)
Elenco: Julianne Moore, Mark Ruffalo, Alice Braga, Yusuke Iseya, Yoshino Kimura, Don McKellar, Maury Chaykin, Mitchell Nye, Danny Glover, Gael García Bernal, Scott Anderson, Isai Rivera Blas, Jackie Brown, Martha Burns, Joe Cobden

Estréias da semana – 12/09

Cinema quinta-feira, 11 de setembro de 2008 – 4 comentários

Ensaio Sobre a Cegueira (Blindness)
Com: Julianne Moore, Mark Ruffalo, Alice Braga, Yusuke Iseya, Yoshino Kimura, Don McKellar, Maury Chaykin, Mitchell Nye, Danny Glover, Gael García Bernal
Uma misteriosa epidemia, apelidada de “cegueira branca”, ataca, e todos que entram em contato com ela depois de determinado tempo perdem a visão [O que dá margem para uma contaminação silenciosa], exceto a mulher de um oftalmologista. Mas, para se manter ao lado do marido, ela finge que perdeu a visão. E com isso se mete num inferno que não imaginava…

Perigo em Bangkok (Bangkok Dangerous)
Com: Nicolas Cage, Shahkrit Yamnarm, Charlie Yeung, Panward Hemmanee, Nirattisai Kaljaruek
Joe é um assassino profissional, e está em Bangkok pra sumir com quatro inimigos de um criminoso chamado Borat Surat. Kong, um ladrão de rua, é contratado por Joe pra ser o elo de ligação, pra ser eliminado depois. Só que o babaca se apega ao moleque, e ainda arruma um romance! Com isso, ele começa a se descuidar, como todo imbecil apaixonado, e bem quando Surat resolve que vai dar uma geral no departamento de RH.

Quatro Minutos (Vier Minuten)
Com: Monica Bleibtreu, Hannah Herzsprung, Sven Pippig, Richy Müller, Jasmin Tabatabai, Stefan Kurt, Vadim Glowna, Nadja Uhl, Peter Davor, Edita Malovcic
Jenny é uma assassina habilidosa. Não que ela mate com maestria, seu psicopata, ela é uma grande pianista, só que foi presa por assassinato e nunca mais chegou perto de um piano. Tem jeito de durona e mostra que não tem remorsos do que fez. É quando uma véia professora de piano de oitenta anos descobre que ela é foda e tenta resgatar a pianista de dentro da detenta. Que bonito isso, não?

Mamma Mia! – O Filme (Mamma Mia!)
Com: Amanda Seyfried, Stellan Skarsgård, Pierce Brosnan, Nancy Baldwin, Colin Firth, Heather Emmanuel, Colin Davis, Rachel McDowall, Ashley Lilley, Meryl Streep
Uma jovem decide que, no seu casamento, quer ser levada ao altar pelo pai que nunca conheceu. O problema é que a mãe é uma safada não sabe quem é o pai. Com isso, a moleca chama os três provaveis pais, e resolve escolher um, ou algo assim. Isso era um musical, então cê vai ver um monte de gente cantando e dançando sincronizadamente ao som de ABBA, do nada. Muito realismo.

The Oxford Murders (The Oxford Murders)
Com: Elijah Wood, John Hurt, Leonor Watling, Julie Cox, Burn Gorman, Anna Massey, Jim Carter, Alan David, Dominique Pinon, Tim Wallers
Um estudante americano se muda para a Inglaterra pra estudar em Oxford. Lá, ele se envolve na investigação de uma série de assassinatos, em que o psicopata deixa símbolos matemáticos na cena do crime. Com a ajuda de um professor de lógica que usa os métodos dos livros de Arthur Conan Doyle, ele vai tentar pegar o criminoso.

Big Stan (Big Stan)
Com: Tsuyoshi Abe, T.J. Amato, Chris Astoyan, Erik Betts, David Carradine, Randy Couture, Barbara Dodd, Federico Dordei, Robert Flores, Joseph Fossum-Perez
Big Stan é um criminoso que vai para a prisão. O problema é que ele foi condenado por crime de colarinho branco, ou seja: É um bundão. Com medo que comam seu cu na cadeia, ele vai atrás de “O Mestre”, um perito em artes marciais, para receber treinamento em kung fu.

O Cavaleiro Negro (The Black Pimpernel)
Com: Michael Nyqvist, Lumi Cavazos, Kate del Castillo, Lisa Werlinder, Carsten Norgaard, Daniel Giménez Cacho, Patrick Bergin, Cristián Campos, Claire Ross-Brown
Filme baseado em fatos reais que conta a história do embaixador sueco no Chile, Harald Edelstam, e suas heróicas ações para evitar a execução de pessoas inocentes durante e depois do golpe de estado em 11 de setembro de 1973. Conseguiu salvar centenas – talvez milhares de pessoas. Mas seu maior desafio foi tentar salvar sua amada, condenada à pena de morte pelo regime. Uma espécie de “A Lista de Schindler” dos pobres.

Paranóia Americana (Civic Duty)
Com: Peter Krause, Kari Matchett, Richard Schiff, Khaled Abol Naga, Ian Tracey, Vanesa Tomasino, Laurie Murdoch, Michael Roberds, Agam Darshi, Mark Brandon
Depois do 11 de setembro e da avalanche de informações sobre terrorismo, um contador americano fica na pilha quando descobre que seu novo vizinho é um estudante de origem islâmica.

Bolas em Pânico (Balls of Fury)
Com: Dan Fogler, Christopher Walken, George Lopez, Maggie Q, James Hong, Terry Crews, Robert Patrick, Diedrich Bader, Aisha Tyler, Thomas Lennon
Randy Daytona é um ex-jogador e fenômeno do ping-pong que é obrigado a voltar à ativa, quando o FBI precisa de sua ajuda numa missão secreta. Randy quer novamente ganhar e ainda descobrir o assassino de seu pai. Parece uma bomba, mas a Luli queria ver, então tomae.

My Sassy Girl (My Sassy Girl)
Com: Jesse Bradford, Elisha Cuthbert, Joanna Gleason, Brooke Tansley, William Abadie, Jay Patterson, Erin Stutland, Jessalyn Wanlim, Austin Basis, Christine Danelson
Charlie é um nerd típico estudante tímido e idealista que nunca conheceu uma paixão. Só que ele acaba salvando a bela Jordan das garras da morte e sua vida muda para sempre. A muié vai fazer ele se sentir o cara mais foda do mundo pra depois dar um chute nele. Porque mulheres são muito complicadas. Claro que no final os dois devem ficar juntos, mas quem liga? O filme é baseado no romance do sul-coreano Ho-sik Kim, e já foi filmado em 2001, na Coréia do Sul, por Jae-young Kwak.

Cinema Nacional 2008 – 2º semestre

Primeira Fila sexta-feira, 01 de agosto de 2008 – 4 comentários

Em virtude da discussão da última coluna, resolvi fazer um levantamento dos filmes nacionais previstos para estrear nestes próximos 3 meses e imaginar se algum deles pode reveter o vergonhoso quadro de bilheterias do 1º semestre.

Obs.: as datas são de responsabilidade das distribuidoras e produtores, logo, pode haver mudança das mesmas até o seu lançamento em circuito nacional e ou outros filmes podem ser lançados neste intervalo de tempo que não estejam aqui citados.

A Encarnação do Dêmonio:
Após 30 anos preso, Zé do Caixão (José Mojica Marins) é finalmente libertado. Novamente em contato com as ruas, o sádico coveiro está decidido a cumprir a mesma meta que o levou preso: encontrar a mulher que possa lhe gerar um filho perfeito. Em seu caminho pela cidade de São Paulo, deixa um rastro de horror, enfrentando leis não-naturais e crendices populares. Já nasce candidato a cult, não acredito que faça sucesso de público, acredito em mais repercussão pela volta do Zé do Caixão.
Diretor: José Mojica Marins
Elenco: José Mojica Marins, Milhem Cortaz, Jece Valadão, Giulio Lopes, Luís Melo, Débora Muniz, Rui Resende, José Celso Martinez Corrêa.
Terror
Previsão de Estréia: 08/08

Olho de Boi:
Modesto (Genézio de Barros) e seu protegido Cirineu (Gustavo Machado) são peões de fazenda que se embrenham pelo sertão em busca de vingança. Não faço a menor idéia do resultado deste filme, deve passar em branco nos cinemas, espero que não, mas…
Diretor: Hermano Penna
Elenco: Genézio de Barros, Gustavo Machado, Angelina Muniz, Cacá Amaral. Drama
Previsão de Estréia: 15/08

Nossa Vida não Cabe num Opala:
Baseada em peça teatral de Mário Bortolotto, a história tem início com a morte do patriarca de uma família paulistana de classe média baixa. Ele passa a assistir às reações dos filhos a sua morte e ao desmoronamento da frágil estrutura familiar. Mesmo sem ter nomes muito conhecidos no elenco – globais – a trama parece genuinamente engraçada. Claro que espero que tenha humor negro, e Leonardo Medeiros, estreando em novelas globais atualmente, é um dos melhores atores do nosso cinema.
Diretor: Reinaldo Pinheiro
Elenco: Paulo César Pereio, Leonardo Medeiros, Milhen Cortaz, Gabriel Pinheiro. Drama
Previsão de Estréia: 15/08

Os Desafinados:
Cinco amigos que formam a banda Rio Bossa Cinco e buscam o sucesso, alimentando o sonho de tocar no Carnegie Hall, a célebre sala de concertos de Nova York que detonou o sucesso internacional de Tom Jobim e da Bossa Nova. Assim, desembarcam em Manhattan e lá encontram uma musa, filha de brasileira com americano, que voltará com eles ao Brasil ditatorial. Além de tocar flauta e clarineta, ela vai se tornar a chave para o florescimento pessoal dos rapazes. Chega aos cinemas cheio de expectativa, fala de música e juventude, e tem no elenco os excelentes nomes de Santoro, Mello e Claudia Abreu.
Diretor: Walter Lima Jr.
Elenco: Rodrigo Santoro, Cláudia Abreu, Selton Mello, Ângelo Paes Leme, Jair de Oliveira, Alessandra Negrini, Michel Bercovitch, Renato Borghi, Vanessa Gerbelli.
Drama
Previsão de Estréia: 29/08

O Mistério do Samba:
A cantora Marisa Monte conduz uma série de entrevistas que formam um painel do cotidiano e as histórias da Velha Guarda da Portela, grupo de veteranos artistas de uma das escolas de samba mais populares do Rio de Janeiro. Atende a públicos alvos.
Diretor: Carolina Jabor e Lula Buarque de Hollanda
Elenco: Depoimentos de: Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Marisa Monte. Documentário
Previsão de Estréia: 29/08

Meu Nome é Dindi:
Dindi é proprietária de uma quitanda á beira da falência num bairro pobre e suburbano no Rio de Janeiro. Sua vida muda completamente quando ela começa a ser perseguida por um homem desconhecido. Não tenho a menor idéia de que caminho esta trama vai seguir, pode ser uma surpresa total ou, mais fácil, cair no esquecimento.
Diretor: Bruno Safadi
Elenco: Djin Sganzerla, Gustavo Falcão, Carlo Mossy, Nildo Parente, Maria Gladys. Drama
Previsão de Estréia: 05/09

Linha de Passe:
O filme conta a história de quatro irmãos da periferia de São Paulo que, com a ausência do pai, precisam lutar por seus sonhos. Um deles, Dario (Vinícius de Oliveira), vê em seu talento como jogador de futebol a esperança de uma vida melhor. Chega cheio de elogios e prêmios, como o de Cannes, marca o retorno de Walter Salles à filmografia nacional após o decepcionante Água Negra e ao episódio de Paris, Te Amo.
Diretor: Walter Salles, Daniela Thomas
Elenco: Vinícius de Oliveira, Ana Carolina Dias, José Geraldo Rodrigues, Kaique Jesus Santos, João Baldasserini.
Drama
Previsão de Estréia: 05/09

Ainda Orogotangos:
Durante 14 horas, quinze personagens transitam pelas ruas e prédios de Porto Alegre (RS). Japoneses vão ao limite no metrô; duas garotas se beijam em um ônibus enquanto discutem futebol e o saco do Papai Noel; o porteiro de um grande condomínio só pensa na cerveja no fim do expediente; uma mulher nua foge de pombas dentro de seu apartamento; entre outras situações inusitadas. Um dos mais promissores desta safra, trama mosaico, com diversos personagens e situações se cruzando, lembrando recentes sucessos internacionais comom Crash e Babel, ainda se passando em Porto Alegre, por mais que seja bairrismo meu, é sempre curioso ver uma cidade que você conhece na telona.
Diretor: Gustavo Spolidoro
Elenco: Karina Kazuê, Lindon Shimizu, Artur José Pinto, Kayodê Silva, Janaína Kremer, Renata de Lélis, Nilsson Asp, Arlete Cunha, Letícia Bertagna.
Comédia
Previsão de Estréia: 05/09

Orquestra dos Meninos:
Janeiro de 1995. Um integrante de 13 anos da Orquestra Sinfônica do Agreste da pequena cidade de São Caetano (Pernambuco) é sequestrado. O principal suspeito é o criador da orquestra, o maestro Mozart Vieira (Murilo Rosa), o que coloca o trabalho do músico em risco. Não sei, pode ser promissor, mas a trama pode cair facilmente na pieguice e blábláblá social.
Diretor: Paulo Thiago
Elenco: Murilo Rosa, Priscila Fantim, Othon Bastos, Lais Corrêa, Gustavo Gasparani.
Drama
Previsão de Estréia: 05/09

Ensaios Sobre a Cegueira: (co-produção)
Adaptação do premiado livro escrito por José Saramago, mostra uma inexplicável epidemia de cegueira branca que se alastra rapidamente. Todos os cegos são enviados para um hospital psiquiátrico abandonado, onde ficam isolados do mundo. Eu sei que o filme é estrangeiro, no entanto, com Fernando Meirelles na direção vale o comentário. A trama parece bastante densa e pesada e o elenco fantástico, um dos mais aguardados – entre todos – neste segundo semestre.
Diretor: Fernando Meirelles
Elenco: Julianne Moore, Mark Ruffalo, Alice Braga, Danny Glover, Gael García Bernal, Sandra Oh, Jorge Molina, Katherine East, Scott Anderson, Danny Glover.
Suspense/Drama
Previsão de Estréia: 12/09

Casa da Mãe Joana:
Três amigos de longa data dividem um amplo e antigo apartamento de classe média. Com personalidades completamente diferentes, eles só concordam no estilo de vida festivo. Mas, quando eles correm o risco de perderem o apartamento caso não paguem hipoteca, pensam em voltar a trabalhar. Ou cometer um golpe. Excelente oportunidade de rever Pedro Cardoso nos cinemas, mesmo que seja fazendo um tipo parecido com seu personagem na série A Grande Família; e Hugo Carvana, como diretor, sabe retratar fielmente os famosos malandros nos cinemas.
Diretor: Hugo Carvana
Elenco: Pedro Cardoso, José Wilker, Paulo Betti, Claudio Marzo, Miele, Laura Cardoso, Juliana Paes, Malu Mader, Arlete Salles, Beth Goulart.
Comédia
Previsão de Estréia: 19/09

Última Parada 174:
Versão ficcional da vida do ex-menor de rua, assaltante e sobrevivente da Chacina da Candelária, que cometeu o seqüestro do ônibus da linha 174, em junho de 2000, no Rio de Janeiro. Não sei se havia necessidade de novelizar o excelente documentário de José Padilha sobre este evento trágico, mesmo porque a família Barreto anda devendo um bom filme há anos.
Diretor: Bruno Barreto
Drama
Previsão de Estréia: 03/10

A Guerra dos Rocha:
A simpática e desastrada velhinha Dina Rocha (Ary Fontoura) tem três filhos adultos – Marcos Vinicius (Diogo Vilela), César (Marcelo Antony) e Marcelo (Lúcio Mauro Filho) que vivem em pé de guerra sobre quem deve ficar com a mãe. Durante uma das muitas batalhas familiares, Dona Dina some e quando os filhos percebem a ausência da mãe, parece que já é tarde demais. O que esperar de uma trama tão farsesca quanto esta? Risos, a princípio, espero que Jorge Fernando tenha melhor sorte do que no inexpressivo Sexo, Amor & Traição, sua estréia na telona.
Diretor: Jorge Fernando
Elenco: Ary Fontoura, Lúcio Mauro Filho, Taís Araújo, Marcelo Antony, Giulia Gam, Diogo Vilela, Ludmila Dayer, Ailton Graça, Nicete Bruno, Cecília Dassi, Felipe Dylon, Zéu Brito, Angelo Paes Leme.
Comédia
Previsão de Estréia: 10/10

A Mulher do Meu Amigo:
Filme conta a história do bem-sucedido homem de negócios Thales (Marcos Palmeira), que está em crise com sua profissão. Casado com a rica, bonita e mimada Renata (Mariana Ximenes), ele trabalha no escritório do poderoso e amoral empresário Augusto (Antônio Fagundes) que, além de chefe, é também seu sogro. Durante uma temporada de férias, desfrutada numa casa de campo com sua esposa e os amigos de longa data Rui (Otávio Müller) e Pamela (Maria Luisa Mendonça), Thales decide que vai parar de trabalhar. A resolução, aparentemente pessoal e intransferível, acaba afetando a vida de todos que o cercam e desencadeando uma série de confusões, como uma improvável troca entre os casais. Não achei a trama muito interessante, mas o diretor Claudio Torres dirigiu um dos filmes mais instigantes dos últimos anos no cinema nacional, Redentor, quem sabe uma surpresa!
Diretor: Cláudio Torres
Elenco: Mariana Ximenes, Marcos Palmeira, Maria Luisa Mendonça, Otávio Muller, Antonio Fagundes.
Comédia
Previsão de Estréia: 17/10

Romance
Ana (Letícia Sabatella) e Afonso (Wagner Moura) são dois jovens atores que se apaixonam durante a montagem teatral de Romance de Tristão e Isolda. Ao mesmo tempo que recriam a história deste casal mítico que está na origem de todos os casais românticos, eles tentam descobrir para si próprios uma nova forma de se relacionar. Será que Guel Arraes volta a acertar a mão depois do incrível sucesso de Auto da Compadecida e Lisbela e o Prisioneiro?
Diretor: Guel Arraes
Elenco: Wagner Moura, Letícia Sabatella, Andrea Beltrão, José Wilker, Bruno Garcia, Tonico Pereira, Vladimir Brichta, Edmilson Barros, Marco Nanini. Drama
Previsão de Estréia: 21/10

Novo pôster de Ensaio Sobre a Cegueira

Cinema quinta-feira, 24 de julho de 2008 – 0 comentários

Bão, eu acho que já falei o suficiente sobre esse filme aqui, então só peguem o pôster e não me encham o saco:

 Toda cheia de dedos…

12 de setembro é a estréia.

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