Puberdade mal educada

Cinema segunda-feira, 25 de abril de 2011

Hoje um colega estava vendo esse vídeo aí embaixo, One Minute Puberty, que tá circulando pela web há um tempinho já:

Assistindo à animação, foi automático: Fiz associação direta com o clássico The Wall. Saca? Pink Floyd? O filme? Então. Acontece que meu colega não sacava. Cara, COMO ASSIM? Como tu lida com um cidadão que nasceu em plena Geração Y, que tem tudo de mão beijada, internet até quando vai ao banheiro, um milhão de fontes do passado, presente e futuro, e ele tem a coragem de dizer “The Wall?“, com um ponto de interrogação gigante estampado no meio da testa?

Eu destaco 2 pontos aqui: A ignorância que ainda rola entre os “jovens” de hoje com relação a clássicos (Mas CLÁSSICOS, poxa vida) e, em contraponto, a força que os clássicos ainda têm, a ponto de inspirar animações de hoje e serem fortes fontes de referência.

Tá bom, é óbvio que o vídeo em questão não é nem de perto – e nem de longe – uma tentativa de copiar The Wall, e muito menos é uma réplica do filme, mas ele tem fortes referências que lembram – e muito – a obra do Pink Floyd. Intencional, ou não.

Aí, tu pensa: Tem coisas que são de senso comum, que tu fala e todo mundo concorda, estando em total sintonia. Certo? É, se isso fosse uns 10 anos atrás, sim. Geração Y, efemeridade, tudo em metamorfose o tempo inteiro. Essa é a nossa realidade. O povo de hoje fica constantemente online. Difícil desconectar, até na hora de dormir. E, mesmo assim, ainda tem gente que não saca de coisas que foram importantíssimas pra que a gente chegasse onde está. The Wall mexe com o nonsense, numa época em que se destacar era um problema. Hoje, é uma necessidade. One Minute Puberty mexe com o quê? Com a transformação, com a mutação instantânea, que se dá em questão de 60 segundos mesmo, apelando para o quê? O nonsense. Tem frames que podiam muito bem se encaixar no filme, por sinal.

The Wall mexe com a transgressão, com o que, até então, seguia um padrãozinho à risca, temendo a tudo e a todos. A animação não fica pra trás. Usa e abusa de uma estética um tanto perturbadora. Não muito, porque hoje é difícil o que choque, mas ainda assim ela se enquadra num ambiente fora de quadro. Típico da geração de hoje, que não segue linha nenhuma e teve as portas abertas por obras como as da banda em questão.

Se tu tá lendo e não assistiu The Wall, por favor, dá um jeito de fazer isso pra ontem. Se não por gosto, por uma questão de cultura. Nem só dos memes de hoje vive a massa, viu?

De lambuja, o link pro filme na íntegra (Não decepciona e ASSISTA.). Aproveita que tá fácil, e dá o play no clipe The Trial, da “saga” do The Wall, e depois compara com One Minute Puberty, que tu viu ali em cima (Né?). Vê se tu não entende a relação entre eles. Se não vir, aí a geração de agora tá bastante fail pro meu gosto. Mas pensa: Sempre vai ter uma geração colorida pra educar essa juventude.

The Trial:

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  • Sabe o que dá pena? é ver essa juventude tendo exemplos como Restart, Cine e etc… não é desfazer dessas bandas, é que eles nunca terão o prazer de ver, ouvir, ou ao menos saber quem foi Pink Floyd, Legião Urbana, Capital Inicial (na época “boa”), e até mesmo um dos mais difundidos, nosso eterno Guns N’ Roses……
    Eles nunca curtirão um namorinho com um Skank ou Jota Quest ao fundo, e falando em clássicos, nunca saberão quem foi o vocalista do Nirvana, ou mesmo ouvirão Oasis……

    é isso que eu tinha a dizer, ótimo Post, apesar de não ser um blog….

  • joze

    foda,mas esse clipe é a maior viagem

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