Mostre Seu Bacon… O show deve continuar!

Livros segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ao contrário do que parece, eu não esqueci desta porra, mas já que ela morreu, o mínimo que posso fazer é valer a participação de todo mundo que participou oh rly. Não sabe do que estou falando? Pois então, no começo do ano, Jo, Kirk e eu resolvemos “aumentar a participação dos leitores no blog”, e foi assim que surgiu o MSB, no qual os leitores enviariam uma foto usa, com algum CD, filme, livro, jogo, etc. para que nós pudéssemos fazer um post totalmente dedicado à obra que a pessoa mostrasse. Bem, a segunda (A primeira é essa aqui) foto escolhida é

 RRRRROBSON RRRRROGERRRIOOO a menina dos olhos de Galvão Bueno com o clássico Admirável Mundo Novo.

Como creio que todos sabem, Admirável Mundo Novo forma, junto de 1984, as duas bases mais comuns na “análise contemplativa da sociedade moderna”. Ainda esse ano rolou um Feijoada sobre 1984 aqui no Bacon, mas vou simplificar: Essas duas obras formam opostos (E é por isso que são tratadas juntas). A primeira trata como se a escravidão (Nos mais diversos sentidos) fosse gerada pelo prazer, e a segunda pela dor. Mas não vou entrar no debate de qual das duas está certa (As duas, na real), afinal, isso tem aos montes pela internet.

A questão aqui é outra. Deixando de lado o gosto futebolístico do Robson, prestem atenção nisso: AMN é de 1932, e 1984 é de 1949. Quando Huxley escreveu sua obra, já haviamos passado da Primeira Guerra, e já havia quase 15 anos. Orwell, por outro lado, escreveu sua obra depois da Segunda Guerra, e mesmo que o periodo entre guerras tenha sido tenso e problemático, ele sequer chega aos pés da Guerra Fria. Não vou debater história (Peçam isso pro Kirk), mas a questão é essa: Os dois estão defasados.

A Guerra Fria já foi, dá para contar nos dedos o número de sobreviventes da Segunda Guerra e a Primeira mal é mencionada atualmente (Apesar de que eu gostaria de um jogo fodão sobre ela). Sim eu sei que ainda temos ditaduras militares e guerras, sei que cada vez mais há a banalização de valores e informações, mas gente, o mais novo desses livros tem 63 anos! E o outro é mais velho que a minha avó (Sério)! Claro que grandes mudanças demoram a ocorrer, mas vivemos num mundo em que a “história” é um dos principais fatores que alteram o futuro, e a história de hoje não é (E nem nunca voltará a ser) a história de quando esses livros foram escritos.

Sim, eles ainda são válidos, ainda são boas obras e ainda são leitura obrigatória para qualquer um que leia o Bacon, mas nesse meio tempo, o muro de Berlin caiu, a fita K7 morreu, chegamos à Lua, descobrimos que o mundo termina daqui uns meses e já estamos vendo que o capitalismo vai fracassar miseravelmente. As coisas mudam, e não podemos mais nos dar ao luxo de achar que é “preto no branco”. Negros já podem mijar no mesmo banheiro que brancos na África do Sul, então porque caralhos ainda devemos achar que só existe felicidade e dor?

 Clicaê

Meus caros, tanto Orwell quanto Huxley erraram e acertaram: Vivemos uma mistura do que ambos falavam, só que não apenas isso, temos muito mais do que qualquer um dos dois poderia “prever”. Bela merda debater quem acertou e quem errou, sendo que as coisas que eles falaram, do jeito que falaram, não se aplicam mais. Leia sim estes dois livros, mas tenha em mente que Aldous e George são dois vizinhos que ficam na varanda o dia inteiro falando como “na minha época” tudo era mais fácil e menos cinza.

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  • Sei lá, acho que acabamos numa mistura dos dois, mas nem tão mistura assim. TIpo, por mais que a informação seja censurada, nada mais fica longe dos olhos da internet – vide os conflitos nos países árabes.

    E mais, acho que as pessoas são tão bitoladas quanto sempre foram, só que hoje em dia o acesso à “bitolação” é maior por causa da internet, dos gagdets, enfim, mas, na mesma proporção, a informação útil também t´disponível.

    Enfim, nada é preto no branco. Existem 50 tons de cinza (q) e muitas outras cores por ae.

  • Gostei dos dois livros, acho que ambos oferecem muito para pensar e refletir, muitas coisas se concretizaram, outras nem tanto, de qualquer forma não são livros proféticos. Ambos continuam valendo muito a leitura. Aproveito para recomendar “A Revolução Dos Bichos” que é ótimo também.

  • Loney

    Tá na lista também cara =)

  • Loney

    De forma geral, concordo… e não é atoa/à-toa/àtoa/a toa que tá cheio de coroa divorciada por aí…

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