Menina Má.com (Hard Candy)

Filmes bons que passam batidos domingo, 18 de abril de 2010

Você é apaixonado por cinema e decide fazer um filme, só que é aquela coisa, atores são caros, cenários e figurinos mais ainda… Não se preocupe, você pode se inspirar em Menina Má.com (Mais uma da série: Títulos com tradução louca).

Menina Má.com

Sinopse: Uma adolescente inteligente e charmosa, Hayley (Ellen Page), provavelmente não deveria ir a um café local se encontrar com Jeff (Patrick Wilson), fotógrafo fashion de trinta e poucos anos que ela conheceu pela internet. Mas antes que ela perceba, já está preparando drinks na casa dele e prestes a fazer uma sessão de fotografia. É uma noite de sorte para Jeff. Mas Hayley não é tão inocente quanto parece, e a caça vira caçador quando ela começa a impor uma investigação penosa sobre Jeff numa tentativa de revelar um possível passado escandaloso.

Uma garotinha conhece um cara pela internet, os dois “parecem” gostar das mesmas coisas e surge uma afinidade, então resolvem se encontrar. Poderia muito bem ser uma história real, e ter acontecido com sua vizinha, e o que a princípio pode parecer o prenúncio de um romance se torna um filme tenso, sombrio e até mesmo desconfortável, por que não?

 Bora lá pra sua casa?

A garotinha do parágrafo anterior é Juno antes de engravidar Hayley Stark, uma típica pré-adolescente alternativa (Como todos os papéis de Page), segura e com um charme intelectual. Após algumas conversas pela internet com o renomado fotógrafo Jeff (O Coruja, de Watchmen), decidem se encontrar em um café para finalmente se conhecerem no mundo real. Tipo, eles vão um com a cara do outro e Jeff se leva pelo jeito inocente e maduro de Hayley. Depois desses minutos de melação, Hayley convece o cara a irem pra casa dele (Que também é o seu estúdio fotográfico) fazer uma sessão de fotos dela. Após fazer um cu-doce básico, o cara aceita e eles vão pro muquifo do caboclo.

Chegando lá, a safadeeenha ela chama o cara pra chapar uma vodka, escutar uma música e ver o que rola. É aí que o clima fica pesado. A Hayley aplica no cara o bom e velho golpe do Boa-noite-cinderela e o cara apaga. Quando ele volta ao normal, tá amarrado em uma cadeira “sem saber o que está acontecendo”. A Hayley se justifica dizendo que sabe que ele é um pedófilo e que o sumiço de uma garota chamada Dona Mauer está relacionado com ele. Ela começa a procurar na casa toda por alguma coisa que possa confirmar suas suspeitas e deixa bem claro que, se ele não cooperar, vai fazer de tudo para livrar a sociedade de um lobo em pele de cordeiro.

 Não tô bolado não, maluco.

A partir daí que a melhor parte filme tem início: Um jogo psicológico, onde você não sabe se Hayley é louca de cometer atrocidades como CASTRAR um cara que ela SUSPEITA que é pedófilo ou se é uma benfeitora por nos livrar de uma “praga” como essa usando a violência contra o violentador. Esse jogo continua até o final, podendo deixar uma dúvida de quem realmente era o errado da história.

Mas não foram as boas atuações, nem a história que me fizeram escrever sobre esse filme. O que mais me chamou a atenção foi o contraste entre fotografia e iluminação. Ambientes, iluminação mais escura que o normal nos atores e paredes de tons vivos de cores como vermelho, amarelo, verde e etc., reforçados por uma iluminação forte como mostrada pouquíssimas vezes na sétima arte. Tá aí uma palavra que poderia resumir esse filme: Contraste. Entre a personalidade de Jeff e sua cara de bicha bom moço, entre a inocência e a brutalidade de Hayley, entre a fotografia e a iluminação.

 Esse filme foi tão bom quanto pintar com Lukscolor.

Roteiro razoável, apenas 2 atores, ambos em atuações acima da média (Principalmente Page), praticamente um só cenário durante mais de 100 minutos e uma boa exploração fotografia/iluminação é praticamente uma fórmula de se fazer um bom filme com pouco dinheiro e recursos, como percebido, por exemplo, no ótimo Jogos Mortais. Se você ler tudo isso e não assistir o filme, em 7 dias a Hayley irá em sua casa para praticar o que ela aprendeu nos livros de medicina do papai.

Menina Má.com

Hard Candy (103 minutos – Drama)
Lançamento: EUA, 2005
Direção: David Slade
Roteiro: Brian Nelson
Elenco: Patrick Wilson, Ellen Page

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  • Nenhum comentário? Esse filme é muito, MUITO bom. Lembro que um monte de gente criticou por ter poucos personagens e só dois cenários, praticamente, mas acho que esse filme prova que não precisa de toda uma produção elaborada (e que Ellen Page é bem mais que aquela grávida descoladinha).

  • Marina

    assiti o filme a partir de quando o cara acorda. gostei muito do filme, principalmente do suspense psicológico.

  • O que os críticos mais reclamam desse filme é o roteiro e a atuação do Patrick Wilson.

    Na verdade o roteiro é um pouco viajado mesmo, mas na minha opinião não deixa de fazer do filme bom

  • Achei legalzinho esse filme.
    E a tal da Ellen Page é mt boa atriz!

  • Malanga

    Esse filme tinha visto parte dele na teve e achei muito louco, mas como era sexta tinha compromisso com o bar ai sai. Mas gostei de da resenha.
    Aconselho ao colunista escrever sobre Donie Darko, pois ´se encaixa bem na coluna.

  • @Malanga
    Sua sugestão só tem dois problemas: Donie Darko [sic] não é um filme bom que passou batido, e o Yuri não é colunista, é estagiário.

  • @Malanga
    Donnie Darko é um filmasso, já escreveram sobre ele aqui no Bacon.

    @Pizurk
    Praticamente passou batido sim, é um filme independente que se tornou cult, mas não é muito conhecido fora do meio cinéfilo. Eu por exemplo só assisti por causa do TOP100

    E outra, é não sou estagiário, eu sou foda!

  • @Yuri
    Porra, você não é base. Cê é estagiário.

  • Monnica Calabria

    Um sete?? Não sei se é porque sou tarada por ela, quer dizer, adoro a atuação da Ellen Page, mas acho que esse filme merecia um oito não? O final achei BEM tenso :o

  • Luane

    Eu acho que o fato de só ter dois cenários não deixa o filme menos interessante, afinal , trilha sonora, cenário e fotografia só devem acrescentar ao filme. 

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