Choke é a história de Victor [Sam Rockwell], um viciado em sexo, trabalhador de recriações de batalhas da Guerra Civil Americana em um parque [Só eu fiquei imaginando “WTF?”?], mas como isso não dá grana, ele bola esquemas onde ele vai a restaurantes chiques, finge um engasgo, um biliardário que recebeu treinamento de primeiros socorros o salva, pra então criar uma relacionamento onde Victor suga o máximo de dinheiro que conseguir do cara. E o por que de tudo isso? Manter a mãe doente num hospital caro.
Parece bom, não?
E se eu disser que o filme é baseado num livro de Chuck Palahniuk?
Não conhece? E Clube da Luta, conhece? Pois é, os dois livros [Sim, Clube da Luta era um livro antes de virar filme. Noob.] são do cara.
Por que eu estou divulgando um trailer em RUSSO mesmo?
The X Files – I want To Believe tem roteiro de Max Allan Collins (de A Estrada para Perdição) e no elenco, além de David Duchovny e Giliam Anderson, Billy Connoly, Amanda Peet e Xzibit. Lançamento previsto para o dia 25 de julho deste ano.
Desejo e Reparação: Um dos injustiçados do Oscar deste ano, este drama épico sobre sentimentos como culpa, enche a tela de beleza estética, música e bons personagens, de brinde temos Vanessa Redgrave numa cena de poucos minutos digna de um Oscar. Na trama, Em meio ao calor intenso dos campos ingleses em 1935, as irmãs Talley – Briony (a ótima menina Saoirse Ronan) e Cecilia (Keira Knightley) – divertem-se esperando o regresso de seu irmão. Escritora, Briony, leva sua imaginação ás ultimas conseqüências ao escrever sobre uma traição com conseqüências desastrosas: acusa injustamente o amor de seu irmão, Robbie (James McAvoy), por um estupro ocorrido na propriedade. Preso, Robbie vai para a França, enquanto se corresponde com Cecilia na esperança de vê-la e Briony, já com 18 anos (interpretada por Romola Garai), começa a cair em si por seu ato covarde e tenta repará-lo de alguma maneira. Confira a crítica.
Regras do Brooklyn: Inédito nos cinemas, este drama conta a história de três jovens. Lidando com a chegada de uma fase mais madura, precisam aprender sobre a vida e tudo que a cerca, como as suas batalhas diárias, seus relacionamentos, responsabilidades e a lealdade entre eles. Porém, eles se tornam adultos em uma época em que um perigoso mafioso domina o bairro em que moram, o Brooklyn. Isso faz com que a violência do crime organizado influencie a vida de cada um, o que pode colocar um fim á amizade e transformar todas as boas lembranças em um futuro perigoso. Alec Baldwin, Freddie Prinze Jr., Scott Caan e Mena Suvari.
Saindo de uma Fria: Comédia independente americana que fez um sucesso considerável, lembrando o “clássicos da Sessão da Tarde” como Te Pego Lá Fora. Na trama, um garoto de 17 anos muda de colégio e enfrenta problemas para ser aceito. Dessa maneira, começa a inventar as mais absurdas mentiras para impressionar os colegas e, finalmente, tornar-se uma pessoa popular. O plano começa a dar certo e logo ele se torna o que imaginou. Entretanto, as coisas certas passam a dar errado quando suas mentiras começam a se tornar realidade e problemas que ele nunca pensou enfrentar passam a surgir.
A Lenda do Tesouro Perdido: Livro dos Segredos: Na verdade este dvd foi lançado semana passada e ficou de fora da minha lista por pura incompetência. Problema resolvido, não posso errar com os filmes do ator predileto do boss do site. Na trama, o caçador de tesouros Ben Gates (Nicolas Cage) parte novamente em uma eletrizante busca repleta de muita ação para tentar desvendar um grande segredo. Quando uma página perdida do diário de John Wilkes Booth aparece, o bisavô de Ben se vê subitamente implicado como o principal conspirador da morte de Abraham Lincoln. Determinado a provar a inocência de seu bisavô, Ben segue uma série de pistas internacionais que o leva em uma caçada de Paris a Londres e, por fim, de volta aos EUA. Esta jornada leva Ben e sua equipe não apenas á revelações surpreendentes – mas também á trilha dos mais bem guardados segredos do mundo. Confira a crítica.
Que Hollywood adora encontrar fórmulas milagrosas de sucesso, isso é, que vire muito dinheiro nas bilheterias, isto todo mundo está cansado de saber. Porém, a fórmula já mostra sinais de desgate em poucos anos.
Uma fórmula atual são os filmes FANTASIAS (épicos ou juvenis), que tiveram um de seus apogeus nos anos 80 em filmes como A Lenda (com Tom Cruise), O Feitiço de Íquila (aquele da Sessão da Tarde no qual Rutger Hauer e Michelle Pfeiffer eram amaldiçoados e se transformavam em lobo e águia, para nunca se encontrarem) e O Labirinto (com David Bowie). Na virada desta década, dois projetos desacreditados baseados em livros viram suas adaptações se transformarem num estrondoso sucesso de crítica e público: Harry Potter e a Pedra Filosofal e O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel.
Ressurgimento do gênero
Em ambos os casos, as adaptações cinematográficas dos outros livros das séries continuaram fazendo muito sucesso. Inclusive, O Retorno do Rei (terceira e última parte da aventura de Frodo e cia pela Terra Média) levou o Oscar de melhor filme no ano de seu lançamento. O sucesso das duas cinesséries pode ser devido ao respeito dos diretores e roteiristas pela obra original, direção de arte riquíssima em detalhes, efeitos especiais impressionantes e um elenco acima da média para o gênero.
Após o término da trilogia O Senhor dos Anéis e o contínuo sucesso da franquia Harry Potter, os demais estúdios “zoiudos” também resolveram apostar no filão, mas até agora nada superou os sucesso dos anteriores e, muito pelo contrário, se transformaram num fracasso retumbante.
Talvez a exceção seja As Crônicas de Nárnia, que fez um razoável sucesso internacional, mas que, particularmente, acho infantilóide e muito chato. Neste fim de semana, estréia a continuação As Crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian, numa tentativa de dar um novo gás á franquia de C.S. Lewis, ainda mais que existem outros livros a serem adaptados (apesar que dizem que o filme é mais adulto, portanto, quem sabe uma segunda chance…).
As demais aventuras fantasiosas não tiveram tanta sorte e foram esculachadas pela crítica e ignoradas pelo grande público, foram elas: A Bússola de Ouro, baseado na trilogia Fronteira do Universo do autor Philip Pulman, com Daniel Craig e Nicole Kidman no elenco, e Os Seis Signos da Luz, aventura juvenil baseado no livro de Susan Cooper, tão fraco e infantil que chega a ser constrangedor. Será que depois destes fracassos os produtores deixarão os filmes fantasias na gaveta novamente?